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Estudo revela que 1,85 milhão de bebês não foram abortados na Índia devido à COVID-19

Um novo estudo realizado pela ONG pró-aborto Ipas Development Foundation (IDF) revelou que quase 1,85 milhão de nascituros conseguiram se salvar de serem abortados devido às medidas de confinamento para impedir a propagação do coronavírus COVID-19 na Índia.

“Estimamos que, em tempos comuns, teriam ocorrido 3,9 milhões de abortos no período de três meses. Destes, é provável que o acesso a 1,85 milhões de abortos ou 47% tenha sido comprometido devido a uma combinação de fatores que afetam o sistema de saúde, a rede de fornecimento de medicamentos MA e a mobilidade das mulheres/seus parceiros”, indica o estudo publicado no final de maio.

O estudo avalia o impacto a curto prazo da COVID-19 no acesso ao aborto na Índia (em centros de saúde públicos, privados e em farmácias) nos primeiros três meses posteriores ao confinamento, iniciado em 25 de março de 2020 e que terminará em 24 de junho.

Os resultados estimam que, durante o primeiro período de confinamento, entre 25 de março e 3 de maio, 59% das mulheres na Índia que buscavam abortos não foram capazes de obtê-los. No entanto, a IDF prevê que, para o estágio final do confinamento, que começou em 1º de junho, serão comprometidos apenas um 33% adicional de abortos.

Os pesquisadores realizaram seu estudo através de pesquisas por telefone, via e-mail e com informações de médicos especialistas e bancos de dados no país.

De acordo com o site pró-vida Life News, “a pesquisa indica que muitos bebês não nascidos e mães se salvaram da dor e da morte do aborto, mas a fundação pró-aborto descreveu a situação em termos opostos”.

“O estudo foi realizado para ter uma ideia mais clara de como as restrições da COVID-19 afetaram as mulheres que buscam serviços de aborto seguro e quais são as áreas que precisarão de esforços concentrados nos próximos dias”, disse Vinoj Manning, CEO da IDF, à imprensa local.

No final do estudo, a ONG pró-aborto propõe ao Governo, entre outras coisas, “informar às mulheres e sócios sobre a disponibilidade de serviços de aborto” e fazer um “mapeamento rápido das instalações (públicas e privadas) para identificar a distribuição geográfica das pessoas que oferecem aborto no primeiro ou segundo trimestre”.

Além disso, pede que se agilize a rede abastecimento, para garantir “a disponibilidade de medicamentos e anticoncepcionais MA” e pede também que doem dinheiro às mulheres para viagens e outros gastos para que seja mais fácil abortar seus bebês.

Na Índia, o aborto pode ser realizado até a 20ª semana de gestação.

A IDF é a organização local associada ao IPAS, um grupo internacional pró-aborto que pressiona os países a legalizarem e expandirem essa prática.

De acordo com a Life News, IPAS também é o principal fabricante de aspiradores manuais intrauterinos, usados ​​para abortar bebês ainda não nascidos com até 14 semanas de gravidez e os envia para todo o mundo. Também assegura que “trabalha em estreita colaboração com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), que tem sido associado com os abortos forçados”.