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Santuário Astorga

“Maria, mulher Exemplo de empreendedorismo”.

Meus queridos irmãos empreendedores(as) vamos iniciar neste nosso primeiro artigo pela Site do santuário, levando a mensagem de empreendedorismo e fé, crescimento grande espiritual, de empreendedorismo católico nas empresas, e todas as semanas, teremos uma publicação.

E neste primeiro Artigo estando no mês de maio, dedicado a Virgem Maria. O tema será: “Maria, mulher Exemplo de empreendedorismo”. Por que deste tema? Estamos no Mês Com Maria, e nada mais oportuno meditar sobre empreendedorismo feminino, na ótima da vida de Maria.

Tenho admiração especial pelo empreendedorismo feminino. O mundo empresarial é completo com a presença das mulheres. Quando participo de reuniões em que predomina o masculino, falta algo. E este algo é o toque feminino, que nenhum homem nunca vai ter.

As mulheres têm características peculiares que fazem a diferença no empreendedorismo. Uma que destaco hoje é Maria, Mãe de Jesus, que é a fidelidade, que nasce pela fé, que temo como exemplo. Isabel disse: “Feliz daquela que acreditou que teriam cumprimento as coisas que lhe foram ditas da parte do Senhor” (Lc 1,45). A prima de Maria nos revelou a marca fundante do exemplo mariano para os empreendedores: o acreditar.

Isabel nos relata que “Maria acreditou que teriam cumprimento” o que o Senhor revelou. Ela foi a primeira a acreditar no projeto do Pai. Acreditar e participar ativamente do maior empreendimento de todos os tempos. E mais, foi fiel do início ao fim. Fim, que não foi fim, foi começo diante da cruz. A fé é plena em Maria e este case é uma ótima base de estudo e motivação para os empreendedores católicos.

Como pode alguém querer sucesso sem antes passar pela renúncia? E o duro é que queremos. Somos atraídos sempre pelo mais fácil.

No mundo empresarial temos vários exemplos de pessoas que fracassaram pois não souberam esperar, dar tempo ao tempo, e pararam no meio do caminho. Se iludiram com os caminhos de portas largas e se esqueceram que no cristianismo não há outro meio, a não ser a via da porta estreita.

Maria é a grande empreendedora de todos os tempos, pois ela teve a “revelação” do seu empreendimento, sabia que iria sofrer, tinha plena visão de que a porta era “muito estreita”, mas a certeza da vitória final e o amor pleno e gratuito ao Projeto deram a ela a capacidade de permanecer até o triunfo. Ela foi até a cruz, enquanto outros desistiram no caminho.

Toda vitória na nossa vida é precedida por lutas. Não há vitória sem luta. Não há. Repita isso: Não há vitória sem luta, sem renúncia. Precisamos repetir para gravar e praticar.

Nós católicos empreendedores não devemos viver como derrotados, sofrendo por um Cristo morto, pois o nosso Deus Vivo está. Mas não somos ingênuos de pensar que não há mais calvário aqui nesta Terra em que somos peregrinos. Há calvário e sempre haverá, até a segunda volta de Cristo. Somos a Igreja Militante. Com base nesta fé escatológica também devemos planejar nossos empreendimentos. Analisar cada projeto com o olhar mariano é saber que, no final, tudo dará certo. Tudo, até a nossa ida ao céu, como Igreja Triunfante.

Mulheres empreendedoras são persistentes. Persistem, insistem, correm atrás, não fazem corpo mole e mesmo cansadas, não param. Creio que a força motora do empreendedorismo mundial está potencializada nas mulheres, não desmerecendo nós homens.

Quando a mulher empreende, ela se entrega por inteira. É uma doação total à meta estabelecida. E ao se doar ao projeto estabelecido, a mulher contagia o ambiente em que vive e passa a motivar os seus, grupos e sociedades inteiras. Vou lembrar aqui alguns nomes de mulheres empreendedoras que transformaram pequenas e grandes realidades: Zilda Arns, Santa Dulce dos pobres e Santa Teresa de Calcutá.

Há inúmeros outros casos, mas este é que sempre me vem em mente. Aí, onde você vive, certamente há mulheres inspiradoras. E precisamos valorizá-Ias, pois seremos uma nação desenvolvida quando reconhecermos que elas têm toda a capacidade de assumir qualquer que seja a função estratégica de tomada de decisões do nosso Brasil. Nosso País precisa do empreendedorismo feminino, que, carregado com o seu diferencial, é capaz de nos presentear com um desenvolvimento voltado à essência do homem. O toque feminino nos remete ao cuidado das mães, ao carinho das irmãs, ao sorriso das avós, à docilidade das fllhas. Em tudo isso, lembremo-nos de Maria, fonte inesgotável de todas essas virtudes.

Uma coisa que Maria não era, de jeito nenhum, é teimosa. Ao contrário, ela sempre foi obediente ao Pai. Quando temos projetos que queremos realizar com as nossas próprias forças, você já percebeu que tudo parece dar errado, nada dá certo, as coisas não caminham, não fluem? Maria não viveu nada disso em sua experiência terrena. Ela não soube o que poderia ser um projeto derrotado, pois tudo o que ela fez estava em sintonia com o coração de Deus.

Fiat, faça-se. Esta palavra é a marca de Maria, e também pode ser a nossa. Senhor, fiar!  Quando consagramos os nossos planos ao Senhor, precisamos verbalizar a decisão da plena entrega. O poder da palavra verbalizada é algo tremendo.

Em uma ocasião, no trabalho, depois de tanto eu insistir em um projeto, estava cansado, exausto, pois, persistia em algo que não ia para frente. Quando fui vencido pela exaustão, entreguei. Fiat, e se fez. Nós precisamos ser humildes para aceitar que é Ele quem realiza tudo. E Maria era fantástica também neste ponto. O fiar é sinônimo de fortaleza, pois quando você diz para Ele fazer, você demonstra que é forte o suficiente para reconhecer que é fraco humanamente.

O fiat também nos faz ver além dos planos pequenos e temporais. Lembro aqui de um caso de uma família de empresários do setor de construção civil. Gente de muita oração, de caminhada na Igreja. Certo dia, um membro da família, em oração, ouviu Deus falar que era o momento de eles fecharem as portas da empresa.

Muito ungida, a pessoa pediu para que Deus confirmasse se era para fazer aquilo ou não. Uma decisão que impactaria toda a vida financeira da família. E aos poucos Deus foi mostrando aos outros membros da casa, que sim, era a hora de parar. Todos concordaram, a empresa fechou. Alguns meses depois, a surpresa; talvez o alívio. A grande crise imobiliária chegou, muitas empresas faliram, e esta família conseguiu manter muitos rendimentos. Isso é discernimento temporal. A pessoa que duvida, que é arrogante, não acredita “nestas coisas”, erra feio quando coloca todas as forças humanas para resolver tudo.

Sozinhos nós não conseguimos. Precisamos da força do alto. Isso é colocar na prática o fiat.  Maria foi forte quando se fez fraca ao reconhecer que nada podia sem o Pai. Ao verbalizar a palavra fiat, o milagre aconteceu.

Nós católicos estamos acostumados com as orações tradicionais, que são uma grande riqueza da nossa Igreja. Mas, talvez, por recebermos tudo pronto, escrito, temos dificuldades em conversar com Deus, diretamente, com as nossas palavras. E fazer isso é muito bom, não é difícil e devemos exercitar. Precisamos ensinar nossas crianças católicas, na catequese, a fa­zer oração espontânea e a abençoar os projetos delas, desde cedo. Assim, a criança vai crescendo e tendo consciência de que é fundamental entrega todas as coisas ao Pai, como Maria fez.

Na Bíblia encontramos um rico apoio para concretizar esta entrega dos nossos projetos. Maria também usou deste recurso. No Magnificat temos a prova.

A minha alma glorifica o Senhor.

Meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.

Porque pôs os olhos na humildade da sua serva.

Doravante todas as gerações me proclamarão Bem-aventurada.

Porque o Todo-poderoso fez em mim maravilhas.

Santo é o seu nome.

A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles

que o temem.

Ele manifesta maravilhas com o seu braço:

Dispersa corações orgulhosos.

Derruba o trono dos poderosos, e exalta os humildes.

Aos famintos ele enche de bens

Despede os ricos de mãos vazias.

Socorre seu povo, seu servo, lembrando sua própria misericórdia.

Como havia prometido aos nossos pais,

em favor de Abraão e de sua descendência para sempre (Lc 1,46-55).

Ao fazer esta linda oração de júbilo, Maria recordou trechos do único Testamento que havia, até então. Judia, Maria era fiel à Palavra e recorria ao texto sagrado em suas orações. Nós católicos empreendedores estamos perdendo tempo quando não utilizamos este recurso. Gastamos energia com coisas não essenciais, quando o essencial está na Palavra.

Eu finalizo este momento com as mensagem de São José Maia Escrivã: “Coloca na tua mesa de trabalho, no teu quarro, na rua carreira … uma imagem de Nossa Senhora, e dirige-lhe o olhar ao começares a tua tarefa, enquanto a realizas e ao terminá-Ia. Ela te alcançará – garanto! – a força netcessária para fazeres, da rua ocupação, um diálogo amoroso com Deus .”