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“Chamado de Deus para minha missão”, diz padre que celebrou matrimônio em Libras

No dia 10 de janeiro de 2021, Adrielly Monteiro e Adalberto Ferreira viveram a alegria de celebrar o sacramento do matrimônio e, mais do que isso, o casal, que é deficiente auditivo, foi surpreendido pelo sacerdote, que assistiu ao casamento em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

O caso comoveu não só os noivos, seus familiares e convidados, mas todo o Brasil; virou notícia e teve grande repercussão nas redes sociais, chamando atenção também para a importância da inclusão na Igreja.

Para Padre Aluísio Ricardo Aleixo, que fez a surpresa para os noivos ao falar em Português e Libras, este é “um chamado de Deus para minha missão”.

O sacerdote contou à ACI Digital que foi assistir ao matrimônio a pedido do pároco da paróquia de Lajedo (PE). “Isso me alegrou muito. Ao chegar à igreja e vê a comunidade dos surdos ali… A princípio, ninguém me conhecia, mas estávamos ali pela fé, para, em nome da Igreja, suplicar a bênção para os nubentes”, disse.

 

Segundo o padre, “os noivos não esperavam que fosse fazer sinais”, tanto que tinham convidado dois intérpretes de Libras para a celebração. “Quando comecei a falar e fazer sinais, percebi brilhar e transparecer nos nubentes e nos demais alegria e atenção maior para não perder nenhum sinal”, recordou.

“Eu não esperava que o padre, no momento da cerimônia, usasse a Libras”, disse Adalberto em entrevista à TV Asa Branca, afiliada da Rede Globo, com a ajuda de um intérprete.

Por sua vez, Adrielly expressou: “Nós estávamos na igreja e o padre começou a usar Libras, eu fiquei muito emocionada. Não tinha sinais, não tinha palavras para descrever”.

Importância da inclusão

Ao portal G1, a noiva destacou que o gesto de Pe. Aluísio “representou uma riquíssima oportunidade de trazer a reflexão para a sociedade para a importância de as pessoas aprenderem a Libras, inclusive os padres”.

Nesse sentido, Pe. Aluísio explicou à ACI Digital que “São Paulo fala do corpo e de cada membro ao se referir à comunidade de fé” e “essa comparação sobre a importância de cada membro no corpo é resposta também para a pergunta sobre a inclusão de pessoas com deficiência”.

“Para a vida em comunidade na Igreja, a presença das pessoas com deficiência é importante, quer no silêncio da voz e profundidade dos gestos, quer no auxílio a um cego, a um cadeirante, a um surdo-cego e outros irmãos deficientes, para que tenhamos o coração dilatado pelo amor de Cristo”, refletiu o sacerdote.

Pe. Aluísio contou que aprendeu “Libras na comunidade Canção Nova, com um padre chamado Delci” (da Conceição Filho, da congregação Pequena Missão para Surdos).

Recordou que “essa experiência foi fruto de um retiro” que foi pregar na comunidade, onde “havia surdos” e um deles o confundiu com o Pe. Delci. “Mas, logo percebendo que eu não era o padre, começou a me evangelizar em sinais contando o Evangelho da ovelha perdida. Logo, uma intérprete veio traduzir para mim”.

“A certa altura, ele contou que a ovelha tinha nome – o nome dele – e que, quando viu o pastor fazer o sinal de estender a mão para resgatá-la, a resposta foi imediata. Entendi que era ali um chamado de Deus para minha missão”, expressou Pe. Aluísio.

Depois disso, o sacerdote passou “a interpretar palestras, Missas, acampamentos e retiros da Canção Nova”. E também começou “a trabalhar assessorando retiros e ajudando os surdos na espiritualidade e a viverem a vida sacramental em muitos lugares do nosso país”.

“A nossa missão é evangelizar e precisamos encontrar a forma para que chegue a todos a fé e a certeza do que transforma a vida: somos amados por Deus”, concluiu Pe. Aluísio.

Fonte:ACI.digital

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