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Arcebispo levanta a hipótese de excomunhão para políticos católicos pró- aborto

Qualificando o aborto como “o mais urgente desafio de direitos humanos de nosso tempo”, o arcebispo de São Francisco, EUA, dom Salvatore Cordileone levantou a excomunhão de católicos segregacionistas no início dos anos 1960 como exemplo de reação legítima contra políticos católicos que apoiam “um grande mal moral.”

Em artigo de opinião publicado no jornal The Washington Post, o arcebispo atacou declarações recentes de políticos católicos contra a lei aprovada no Texas que proíbe abortos assim que o batimento cardíaco do bebê puder ser detectado.

“Políticos importantes não perderam tempo em reagir hiperbolicamente à decisão da Suprema Corte” que se recusou a declarar a lei do Texas inconstitucional, escreveu Cordileone. “O presidente Biden anunciou um esforço de todo o governo para achar meios de sobrepujar a lei do Texas”. O arcebispo cita a presidente da Câmara Nancy Pelosi (democrata da Califórnia), que “atacou a decisão da Suprema Corte como uma ‘decisão covarde, no escuro da noite, de manter um assalto flagrantemente inconstitucional aos direitos e à saúde da mulher’ e prometeu uma nova ação legal: transformar Roe x Wade, a decisão da Suprema Corte que legalizou o aborto nos EUA em 1973, em lei”.

Em seu artigo, o arcebispo faz um paralelo entra a política do aborto hoje e a discriminação racial oficial que existia nos EUA na metade do século XX. Cordileone citou especificamente o exemplo do arcebispo de Nova Orleans entre 1935 e 1964, dom Joseph Rummel, que era um grande defensor dos direitos civis.

 

“Rummel não ‘ficou no seu quadrado’. Ao contrário de diversos outros bispos ao ongo da história deste país, ele não deu mais prioridade a manter os paroquianos e o público satisfeitos do que à justiça racial”, escreveu Cordileone. “Em vez disso, ele começou uma longa e paciente campanha de persuasão moral para mudar as opiniões de católicos brancos favoráveis à discriminação.”

“A campanha do arcebispo Rummel inclui a admissão de dois alunos negros no seminário Notre Dame de Nova Orleans em 1948. Três anos depois ele ordenou que fossem removidas as placas ‘branco’ e ‘de cor’ que demarcavam lugares segregados das igrejas de sua diocese. Em 1953 ele ordenou o fim da segregação na arquidiocese e integrou oficialmente as escolas católicas de Nova Orleans em 1962”.

“Muitos católicos ficaram furiosos com o desmantelamento do status quo segregacionista há longo tempo instalado”, escreveu o arcebispo Cordileone. “Eles fizeram protestos e boicotes, Rummel pacientemente enviou cartas instado a uma conversão do coração, mas ele também estava disposto a ameaçar os oponentes da dessegragação com a excomunhão”.

“Em abril de 1962, ele foi em frente, excomungando um ex-juiz, um escritor famoso e um agente comunitário segregacionistas. Dois deles se arrependeram mais tarde e morreram católicos”, escreveu o arcebispo.

“Estava errado? Era transformar a Eucaristia em arma?”, perguntou o arcebispo Cordileone no artigo. “Não. Rummel reconheceu que a defesa pública do racismo por pessoas importantes era escandalosa: ela violava ensinamentos do cerne do catolicismo e princípios básicos de justiça, e também levava outros a pecar.”

O arcebispo observou que o Texas está destinando US$ 100 milhões para financiar centros de gravidez, agências de adoção e casas-maternidade. O Estado também dará às mães que mantenham sua gravidez aconselhamento gratuito, auxílio para cuidar da criança, leite em pó, fraldas e capacitação profissional.

“Não se pode ser um bom católico e apoiar o a extensão de um direito aprovado pelo governo de matar seres humanos. A resposta às gravidezes de crise não é a violência, mas o amor, tanto pela mãe como pela criança”, escreveu Cordileone.

Fonte:ACI.digital

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