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Após “ano de prova” para os Lugares Santos, Cardeal pede generosidade

A situação dos cristãos nos Lugares Santos já de por si desafiante se viu agravada pela falta de peregrinos e demais dificuldades surgidas a partir da pandemia do novo coronavírus. Para dificultar ainda mais a situação, a tradicional coleta, principal fonte de ingressos para muitos projetos solidários, não pôde ser realizada na Sexta-feira Santa em 2020. À luz desta situação o Cardeal Sandri, Prefeito para as Igrejas Orientais no Vaticano, escreveu uma carta aos bispos de todo o mundo pedindo que os fiéis sejam generosos com seus irmãos e irmãs na Terra Santa este ano.

“As estradas desertas em torno do Santo Sepulcro e da Jerusalém Antiga tiveram eco na Praçade São Pedro deserta e banhada pela chuva, atravessada pelo Santo Padre Francisco a 27 de Março de 2020, a caminho do Crucifixo”, recorda o prelado encarregado das Igrejas Orientais em comunhão com Roma.

Como se estas dificuldades causada pela ausência de peregrinos não bastassem, Dom Sandri assinalou ainda que “diminuiu a ajuda económica que a colecta pro Terra Sancta, garantia cada ano, por causa das dificuldades de realiza-la em muitos Países em 2020”.

Recorda-se que muitos países, entre eles Brasil e Portugal, optaram pelo fechamento das igrejas durante a Semana Santa e a Páscoa de 2020, o que impediu a realização da tradicional coleta que se faz na sexta-feira santa. A coleta terminou realizando-se no domingo 13 de setembro e o dinheiro recolhido não bastou para as muitas necessidades das comunidades atendidas pela Custódia Franciscana da Terra Santa, a instituição encarregada de destinar a projetos solidários os recursos recolhidos em dioceses de todo o mundo.

Ainda segundo o apelo do Cardeal Sandri, “o Papa Francisco ofereceu a todos os cristãos a figura do Bom Samaritano como modelo de caridade activa, de amor empreendedor e solidário. Ele nos estimulou também a reflectir sobre diversos comportamentos das personagens da parábola para superar a indiferença de quem vê o irmão ou a irmã em dificuldade e passa adiante: «Com quem te identificas? Esta pergunta é dura, directa e decisiva. A qual deles te assemelhas?”

“Devemos reconhecer a tentação que nos circunda de nos desinteressarmos pelos outros, especialmente pelos mais frágeis”, aponta o Cardeal.

 

“Não se pode, enfim, renunciar a cuidar dos Lugares Santos que são o testemunho concreto do mistério da Encarnação do Filho de Deus e da oferta da sua vida feita por nosso amor e para a nossa salvação”.

O Cardeal recorda ainda as palavras de São Paulo Apóstolo aos Coríntios “e que dispensam qualquer comentário”: «Tende presente isto: quem semeia pouco, recolherá pouco e quem semeia com abundância, recolherá com abundância. Cada qual dê segundo o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento, pois Deus ama quem dá com alegria. De resto, Deus tem o poder de cumular-vos com toda a espécie de benefícios, para que tendo sempre e em todas as coisas o necessário, possais cumprir generosamente toda a espécie de boas obras» (2. Cor. 9,6-8).

“A Vós, aos Sacerdotes, aos Religiosos, às Religiosas, e aos Fiéis, que se empenham para o bom êxito da Colecta, em fidelidade a uma obra que a Igreja pede a todos os seus filhos que se cumpra segundo as modalidades conhecidas, tenho a alegria de transmitir o vivo reconhecimento do Santo Padre Francisco. E invocando abundantes graças divinas sobre esta Diocese, lhe mando uma fraterna saudação no Senhor Jesus”, conclui a missiva.

Para que serve o dinheiro recolhido na Coleta da Sexta-feira Santa?

Recordemos primeiramente o contexto: A Coleta acontece durante a Sexta-Feira Santa, e é a principal fonte para o sustento da vida que ocorre ao redor dos lugares sagrados. É o instrumento desejado pelos Papas para testemunhar de forma concreta o vínculo entre os cristãos do mundo e os Lugares Sagrados, e estabelecido precisamente em favor da Terra Santa pelo estatuto “Nobis in Animo” que São Paulo VI promulgou em 1976.

Como, então, os fundos da Coleta são distribuídos?

A custódia franciscana recebe 65%, e a Congregação para as Igrejas Orientais 35%. A Congregação utiliza o dinheiro da arrecadação para a formação de candidatos ao sacerdócio, o sustento do clero e a atividade escolar.

Este ano, a Congregação recebeu US$ 9.775.603,58. Eles foram usados para formação e atividades escolares, também financiando instituições de estudos superiores e escolas, como o Pontifício Instituto Oriental e a Universidade de Belém. Mas US$ 2,4 milhões foram para ajuda extraordinária, especialmente em regiões vivendo em estabilidade e tensão, enquanto US$ 500.000, retirados do Fundo da Terra Santa, ajudaram a financiar 303 projetos em 24 países para enfrentar a emergência do COVID 19.

Entre as obras financiadas pela Custódia, que incluem tanto os recursos da Coleta da Sexta-feira Santa, mas também as atividades de arrecadação de fundos da Associação Pró Terra Sancta e da Fundação Franciscana para a Terra Santa, a conclusão da restauração da Igreja da Natividade em Belém, feita em colaboração com a Autoridade Nacional Palestina, a consolidação da rocha da caverna da Elevação da Santa Cruz, a construção de cinco salas educativas multimídia para peregrinos dedicados ao conhecimento do Santo Sepulcro, e até mesmo a construção de um moderno centro museológico para o aprimoramento do patrimônio artístico, arqueológico e cultural franciscano, uma área de 2500 metros quadrados que também incluirá o Convento da Flagelação e o Convento de San Salvatore.

Mas não só isso. Há diversas obras em prol da comunidade local, como a Casa da Criança de Belém, o centro paroquial da mesma cidade, e as bolsas universitárias (490 já foram concedidas). Assim também os fundos foram destinados a aluguéis para casais carentes e jovens, várias obras culturais, incluindo o Studium Biblicum Franciscanum, ajuda às famílias de deslocados e refugiados na Síria, Jordânia e Líbano, e ajuda através das paróquias de Aleppo, Damasco, Knayeh, Yakoubich e Latakieh.

Somam-se a isso os salários dos funcionários da Custódia: são cerca de 1020 funcionários, divididos entre 15 escolas, 4 Casas para peregrinos, 80 santuários, 25 paróquias e diversas atividades. Durante a pandemia, esses funcionários puderam se beneficiar de uma forma de fundo de emergência.

Os territórios de Jerusalém, Palestina, Israel, Jordânia, Chipre, Síria, Líbano, Egito, Etiópia, Eritreia, Turquia e Irã se beneficiam todos os anos dos fundos da coleta.

Fonte:ACI.digital

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