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Andrea Bocelli e sua fé: Se a vida eterna não existisse, tudo perderia o significado

Refletindo sobre a sua profunda fé católica, o famoso tenor italiano Andrea Bocelli assegurou que “se a vida não existisse, uma vida eterna, a vida depois da vida, então, tudo perderia todo o significado”.

Em uma entrevista exclusiva ao jornalista da EWTN Colm Flynn, Bocelli, que cantou para São João Paulo II, para o hoje Papa Emérito Bento XVI e para o Papa Francisco, disse que para ele a religião “é uma razão de vida”.

“A vida, mesmo que dure 100 anos, é tão insignificante comparada com a eternidade”, ressaltou.

“A minha fé vem de um raciocínio bem simples. Não acredito no relógio sem o relojoeiro. Não creio que nada possa ser conquistado sem que alguém tenha projetado e construído”, acrescentou.

O tenor italiano, nascido em 22 de setembro de 1958 com glaucoma congênito, doença que afetou a sua visão e o deixou completamente cego aos 12 anos, disse que “eu tenho muita fé” no “Único, no que fez o mundo”.

“Qualquer um que coloque a sua vida em quem o criou, que o deseja e que o ama, coloca a sua vida em boas mãos”, ressaltou.

Bocelli, acompanhado por sua esposa Verónica na entrevista, disse depois que “é absolutamente verdade que a quem muito foi dado, muito será pedido. Eu não posso imaginar o que será pedido de mim quando eu ficar cara a cara com Aquele que fez o mundo”.

Porque Deus, acrescentou, “me deu muito”.

 

“Ele me deu uma família unida que me apoiou e amou”, além disso, “sou amado pelos meus amigos próximos, amado pela minha mulher, pelos meus filhos e amado pelos admiradores”.

“Tive uma vida de ricas possibilidades, de experiências. Recebi muito e, portanto, há muito que deveria tentar dar”, disse.

Andrea Bocelli afirmou que “de forma alguma” teria imaginado quando jovem o reconhecimento que receberia.

“Ninguém poderia imaginar que algo assim poderia ter acontecido, mas aconteceu”, disse ele, enfatizando que “o sucesso é um acidente no caminho”.

“As coisas acontecem porque há um grande projeto”, acrescentou.

Bocelli lembrou que “sempre amei cantar, cantar sempre foi minha verdadeira paixão”.

Sobre o caminho da arte, indicou que “a vida de um artista é um risco desde o início. Ninguém pode ter certeza de ter sucesso na carreira”.

“Meu pai me disse ‘quando as pessoas falam bom trabalhado para você, isso não significa nada’. No dia em que estiverem dispostos a pagar um ingresso para escutá-lo, então pode dizer que é um bom cantor”, lembrou.

O tenor italiano também recordou o caminho que a Fundação Andrea Bocelli tem percorrido desde o seu surgimento, em 2011.

“Se eu tiver que assinalar um momento no qual tive o maior desejo de fazer algo pelo mundo, seria o momento em que Verónica me acordou com lágrimas por causa do que aconteceu no Haiti”, disse.

Um terremoto de magnitude 7 atingiu o Haiti em 2010. Os danos materiais foram estimados em cerca de 8 bilhões de dólares.

O número de mortos varia de cerca de 100 mil a 316 mil.

“Naquele momento eu entendi que o tempo de ser ativo e de fazer algo havia chegado para mim”, assegurou.

Sua mulher, Verónica, vice-presidente da Fundação, disse: “Quero acreditar que tudo o que conseguimos alcançar nos últimos anos é apenas o começo do que podemos fazer no futuro.”

O fato de “estarmos juntos fazendo algo bom para outra pessoa”, disse, significa que “Deus está aqui”.

Andrea Bocelli, por sua vez, está confiante de que sua fundação “crescerá em tamanho, em projetos, em quantidade e qualidade de projetos”.

Atualmente a Fundação Andrea Bocelli possui dois programas: “Challenges” (Desafios) que visa ajudar a que as pessoas “com dificuldades econômicas ou sociais tenham sucesso em se expressar”; e “Break the Barriers” (Romper as barreiras), que visa “apoiar e promover projetos que ajudem as classes mais desfavorecidas da população na Itália e nos países em desenvolvimento nos quais as condições de pobreza, doença, desnutrição e situações sociais complexas anulam ou reduzem as expectativas de vida”.

Sobre a pandemia de coronavírus Covid-19 que o mundo está sofrendo nestes tempos, Bocelli destacou que “certamente, a humanidade conheceu tempos mais difíceis do que este. Portanto, é preciso olhar para a frente com muito otimismo, porque esse tempo também vai passar”.

Fonte:ACI.digital

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