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Papa: para um cristão rezar é dizer “Abbà” com a confiança de uma criança

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“Basta evocar esta expressão – Abbà – para que se desenvolva uma oração cristã. (…) Nesta invocação há uma força que atrai todo o resto da oração”. E para rezar bem, é preciso ter um coração de criança.

Dando continuidade a sua série de catequeses sobre a oração do Pai Nosso, o Papa inspirou-se nesta quarta-feira na Carta de São Paulo aos Romanos 8, 14-16 para falar sobre nossa filiação divina: “hoje partimos da observação de que, no Novo Testamento, a oração parece querer chegar ao essencial, até concentrar-se em uma única palavra: Abbà, Pai”. Nesta invocação afirmou, dirigindo-se aos 7 mil fiéis presentes na Sala Paulo VI –  concentra-se toda a novidade do Evangelho:

Ouça a reportagem!

“ Depois de ter conhecido Jesus e ouvido sua pregação, o cristão não considera Deus mais como um tirano a temer, não sente mais  medo dele, mas floresce em seu coração a confiança nele: pode falar com o Criador, chamando-o de “Pai”. A expressão é tão importante para os cristãos, que muitas vezes é conservada intacta em sua forma original. Paulo conservou intacta ‘Abbà’”.

“É raro que no Novo Testamento as expressões aramaicas não são traduzidas para o grego”, observa o Papa. “Temos que imaginar que, nestas palavras em aramaico permanece como que “gravada” a voz do próprio Jesus, “respeitaram o idioma de Jesus”. Nas primeiras palavras do “Pai Nosso”, encontramos imediatamente a novidade radical da oração cristã”.

Rezar com verdade o Pai Nosso

Se entendermos que não se trata apenas de usar a figura do pai como um símbolo para relacionar ao mistério de Deus, mas  o mundo inteiro de Jesus transvasado no próprio coração, podemos rezar com verdade o “Pai Nosso”:

 

“Dizer “Abbà” é algo muito mais íntimo, mais comovente do que simplesmente chamar Deus de “Pai”. Eis porque alguém propôs traduzir esta palavra aramaica original “Abbà” como “Papai” ou “Babbo” (ndr – em italiano) (…). Nós continuamos a dizer “Pai nosso”, mas com o coração somos convidados a dizer “Papai”, a ter uma relação com Deus como a de uma criança com o seu papai, que diz “papai” (…).  Na verdade, essas expressões evocam afeto, evocam calor, algo que nos remete no contexto da infância: a imagem de uma criança completamente envolvida pelo abraço de um pai que sente infinita ternura por ele. E por isso, queridos irmãos e irmãs, para rezar bem é preciso chegar a ter um coração de criança. Para rezar bem, não um coração autossuficiente. Assim não se pode rezar bem. Mas como uma criança nos braços de seu Pai, seu papai.”

Deus conhece somente amor

Mas são os Evangelhos no entanto – completa o Papa – a nos apresentarem melhor o sentido desta palavra. O “Pai Nosso”  ganha sentido e cor se aprendemos a rezá-lo depois de ter lido a parábola do Pai misericordioso (cf. Lc 15,11-32):

“Imaginemos esta oração pronunciada pelo filho pródigo, depois de ter experimentado o abraço de seu pai, que o havia esperado por um tempo, um pai que não recorda as palavras ofensivas que ele havia dito, um pai que agora o faz perceber simplesmente a falta que sentiu dele.  Então descobrimos como aquelas palavras ganham vida, ganham força. E nos perguntamos: como é possível que Tu, ó Deus, conheça somente o amor? Mas Tu não conheces o ódio? Não, responderia Deus. Eu conheço somente o amor. Onde está em Ti a vingança, a pretensão de justiça, a ira pela sua honra ferida? E Deus responderia: eu conheço somente amor.”

A força da palavra “Abbà”

A forma como o pai da parábola age – observa o Papa –  “recorda muito o espírito de uma mãe”, pois no geral  são as mães que desculpam seus filhos, que os cobrem, que não rompem a empatia que têm por eles, que continuam a querê-los bem. Mesmo quando não mereceriam mais nada:

“Basta evocar esta expressão – Abbà – para que se desenvolva uma oração cristã. (…) Nesta invocação há uma força que atrai todo o resto da oração”:

Deus busca você, mesmo que você não o procure. Deus ama você, mesmo que você tenha se esquecido dele. Deus vê em você uma beleza, ainda que você pense ter desperdiçado inutilmente todos os seus talentos. Deus é não somente um Pai, é como uma mãe que nunca deixa de amar sua criação. Por outro lado, há uma “gestação” que dura para sempre, bem além dos nove meses daquela física, e que gera um circuito infinito de amor.”

Ter a confiança de uma criança

Para um cristão, “rezar é simplesmente dizer “Abbà”, dizer papai (…), mas com a confiança de uma criança. E acrescentou ao concluir:

“Pode acontecer que também a nós aconteça de caminhar por caminhos  distantes de Deus, como aconteceu com o filho pródigo; ou de precipitar em uma solidão que nos faz sentir abandonados no mundo; ou ainda de errar e ser paralisados por um sentimento de culpa. Nesses tempos difíceis,  podemos ainda encontrar a força de rezar, recomeçando pela  palavra “Abbà”, mas dita com o sentido terno de uma criança, “Abbá”, papai. Ele não esconderá de nós o seu rosto. Recordem bem, talvez alguém tenha dentro de si coisas ruins, coisas que não…não sabe como resolver, tanta amargura por ter feito isto ou aquilo. Ele não esconderá o seu rosto. Ele não se fechará no silêncio. Você diz “Pai” e Ele responderá a você. Você tem um Pai! “Sim, mas eu sou um delinquente”. Mas você tem um Pai que ama você. Diga a Ele “Pai” e comece a rezar assim, e no silêncio nos dirá que nunca nos perdeu de vista. “Mas Senhor, eu fiz isto e aquilo”. Mas eu nunca perdi você de vista. Eu vi tudo. Mas sempre estive ali, próximo de você, fiel ao meu amor por você. Esta será a resposta. Não esqueçam nunca de dizer Pai. Obrigado!”. 

 Fonte/texto:vaticannews.va
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LITURGIA-16 DE JANEIRO

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 QUARTA-FEIRA

1ª SEMANA COMUM

(verde – ofício do dia)

Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo poder é eterno.
Sumo sacerdote misericordioso, Jesus nos convida a caminhar ao seu lado no socorro aos necessitados, combatendo os males e injustiças em ação na sociedade.

Primeira Leitura: Hebreus 2,14-18

Leitura da carta aos Hebreus – 14Visto que os filhos têm em comum a carne e o sangue, também Jesus participou da mesma condição, para assim destruir, com a sua morte, aquele que tinha o poder da morte, isto é, o diabo, 15e libertar os que, por medo da morte, estavam a vida toda sujeitos à escravidão. 16Pois, afinal, não veio ocupar-se com os anjos, mas com a descendência de Abraão. 17Por isso devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e digno de confiança nas coisas referentes a Deus, a fim de expiar os pecados do povo. 18Pois, tendo ele próprio sofrido ao ser tentado, é capaz de socorrer os que agora sofrem a tentação. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 104(105)

O Senhor se lembra sempre da aliança.

  1. Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, / anunciai entre as nações seus grandes feitos! / Cantai, entoai salmos para ele, / publicai todas as suas maravilhas! – R.
  2. Gloriai-vos em seu nome que é santo, / exulte o coração que busca a Deus! / Procurai o Senhor Deus e seu poder, / buscai constantemente a sua face! – R.
  3. Descendentes de Abraão, seu servidor, / e filhos de Jacó, seu escolhido, / ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, / vigoram suas leis em toda a terra. – R.
  4. Ele sempre se recorda da aliança, / promulgada a incontáveis gerações; / da aliança que ele fez com Abraão / e do seu santo juramento a Isaac. – R.
Evangelho: Marcos 1,29-39

Aleluia, aleluia, aleluia.

Minhas ovelhas escutam minha voz, / eu as conheço, e elas me seguem (Jo 10,27). – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 29Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. 30A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. 31E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então a febre desapareceu, e ela começou a servi-los. 32À tarde, depois do pôr do sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. 33A cidade inteira se reuniu em frente da casa. 34Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era. 35De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. 36Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. 37Quando o encontraram, disseram: “Todos estão te procurando”. 38Jesus respondeu: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim”. 39E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Jesus se desloca da sinagoga até a casa de Simão e André. Informado sobre a febre da sogra de Simão, Jesus a cura, tomando-a pela mão. Estender a mão ao necessitado é um gesto que Jesus repete em outras circunstâncias. Quando foi que estendemos a mão para reerguer alguém do desânimo e da tristeza? Recuperada a saúde, a mulher se pôs a serviço da comunidade. Jesus, em sua missão, segue alguns critérios. Primeiramente, ele se faz solidário com os doentes e as pessoas dominadas por maus espíritos; depois, retira-se para rezar. A oração o põe em sintonia com a vontade do Pai e torna mais eficaz sua obra libertadora; enfim, não se instala no mesmo lugar, mas vai à procura dos que estão afastados, a fim de anunciar também a eles o Evangelho: “Foi para isso que eu vim”.

Fonte/texro:.paulus.

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Abu Dhabi recebe Congresso Internacional da Água

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Comunidade da Água WFES se reúne na capital dos Emirados Árabes Unidos para discutir escassez de recursos hídricos

A capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi, recebe o anual Congresso Internacional da Água, para discutir as questões relativas à escassez de recursos hídricos, particularmente no Oriente Médio. O problema que cada vez mais importante em muitas populações.

O Congresso de Abu Dhabi conta com a presença de 35 membros da Comunidade da Água WFES, uma plataforma essencial aos governos e empresas para encontrar as soluções possíveis para os problemas da seca. De modo geral, atualmente 2 bilhões e meio de pessoas não têm acesso à água. Na regiões onde há escassez, a água torna-se o centro das disputas, como entre os israelenses e palestinos e entre Israel e Líbano, assim como entre Índia e China.

As mudanças climáticas pioram a situação

Segundo as Nações Unidas, atualmente mais de 663 milhões de pessoas vivem sem água potável nas proximidades de casa e diariamente devem percorrer vários quilômetros ou ficar em longas filas para obtê-la. Uma situação dramática que associada às atuais mudanças climáticas tende a se agravar. Na África do Sul, por exemplo, há três anos não há chuvas suficientes e as reservas da capital são mínimas. Também na África, na região do Sahel, a faixa abaixo do deserto, 135 milhões de pessoas correm o risco de morrer pela falta de água e pelo aumento da temperatura. Calcula-se que de cada 11 pessoas no mundo, uma bebe água suja e que 52% das doenças têm como causa principal a água não potável.

Fatores que incorrem na disponibilidade de água

O engenheiro Nicola Lamaddalena, administrador do Centro de Estudos Agronômicos do Mediterrâneo, comenta que “a quantidade de água disponível está diminuindo cada vez mais por causa de numerosos fatores. Por exemplo o aumento demográfico: atualmente no mundo há 6,5 bilhões de habitantes e segundo a FAO em 2050 a população chegará a 9 bilhões de habitantes. Maior número de pessoas, maior necessidade hídrica. Se acrescentarmos a isso o crescente desenvolvimento agrícola industrial, mudanças climáticas, mudanças de hábitos alimentares das populações e a desertificação, certamente a escassez hídrica continuará a aumentar cada vez mais”.

O consumo de água para a produção de alimentos

Mas não é tudo; há também o enorme consumo de água para a pecuária para satisfazer o excessivo consumo por parte dos países mais ricos, comida que em grande quantidade é jogada no lixo. Uma recente pesquisa da FAO demonstra o quanto a escassez de água na agricultura representa em muitas zonas um sério problema para a produção alimentar, considerando que a agricultura é responsável por 70% do consumo mundial de água doce em nível mundial. Também deve ser recordada a estreita ligação entre deslocamento de inteiras populações e acesso à água, quase sempre obedecendo a interesses privados como os das multinacionais. Precisa-se de políticas mais sensatas e de longo prazo que considerem o ambiente.

A água e as questões de geopolítica

O acesso à água envolve também aspectos do tipo geopolítico “especialmente nos países – afirma Lamaddalena – onde as bacias hídricas são compartilhadas. Como por exemplo o caso dos rios Tigre e Eufrates que nascem na Turquia e atravessam o Egito, o Irã e o Iraque. Na Turquia já foram construídas várias represas que bloquearam o curso normal dos rios, por isso todas as regiões que recebiam o fluxo normal dos rios, que eram identificadas como lugares da cultura do pão, do trigo, etc., correm o risco de desaparecer. A mesma situação se verifica na Jordânia no rio Jordão: todo o conflito entre Israel e Palestina está também ligado ao problema da escassez hídrica. E infelizmente, apesar dessas experiências negativas, ainda se constroem represas como a da Etiópia no Rio Nilo que poderá criar conflitos impensáveis com os países que recebem as águas deste grande rio como Egito e o Sudão. No Egito a única fonte de reserva hídrica é o Nilo portanto, uma redução do fluxo de água causaria problemas para a sobrevivência de toda a população”.

O Papa: cuidar da água é essencial para a vida

O Papa Francisco falou várias vezes sobre a importância da água. Por ocasião do Dia Mundial da água em 2018 disse: “A água é o elemento mais essencial para a vida, o futuro da humanidade depende da nossa capacidade de defendê-la e compartilhá-la”. Para Francisco a água é um bem comum por excelência”. “Cuidar das fontes e bacias hídricas é um “imperativo urgente”, repetiu muitas vezes e dedicou a este tema a Mensagem para a Celebração do IV Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação do ano passado. “Proteger esse bem inestimável todos os dias – escrevia – representa hoje uma responsabilidade imperiosa, um desafio real”. E recomendou também que as águas não sejam sinal de separação mas de encontro.

Os apelos de Francisco para uma mudança

“A água é fundamental para a vida. Em muitas regiões do mundo, nossos irmãos e irmãs não podem ter uma vida digna devido à falta de acesso à água limpa. As dramáticas estatísticas da sede, sobretudo a situação de pessoas que adoecem e muitas vezes morrem por causa da água insalubre, é uma vergonha enorme para a humanidade do século XXI (…) As estatísticas sobre a sede exigem vontade e determinação, e todos os esforços institucionais, organizativos, educativos, tecnológicos e financeiros não podem faltar”.

Fonte /texto:cancaonova.com

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Papa reconhece milagre que criará nova santa na Igreja

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O papa Francisco autorizou nesta terça-feira (15) a promulgação do decreto que reconhece um milagre atribuído à beata Margarita Bays (1815-1879), que se tornará santa da Igreja Católica.

Nascida em Siviriez, na Suíça, Bays fazia parte da Terceira Ordem de São Francisco de Assis e viveu como dona de casa e catequista. Ela teria se curado milagrosamente de um tumor no intestino em 8 de dezembro de 1854, quando o papa Pio IX proclamou o dogma da Imaculada Conceição.

“Hoje, 15 janeiro de 2019, o Santo Padre Francisco recebeu em audiência o cardeal Angelo Becciu, prefeito da Congregação das Causas dos Santos. Durante a audiência, o Sumo Pontífice autorizou a Congregação a promulgar o decreto sobre o milagre atribuído à beata Margarita Bays”, diz uma nota do Vaticano.

O Papa também aprovou o decreto que reconhece o martírio da serva de Deus Maria del Carmen e de 13 companheiras, assassinadas na Espanha em 1936. Elas se tornarão beatas. Além disso, o Pontífice reconheceu as “virtudes heroicas” das servas de Deus Anna Kaworek, da Polônia, e Maria Soledad Sanjurjo Santos, de Porto Rico. (ANSA)

Fonte: istoe.com.br

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Papa Francisco pede à Igreja para relançar o humanismo da vida

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O Papa Francisco afirmou que “a Igreja é chamada a relançar com força o humanismo da vida“, em carta enviada por ocasião do 25º aniversário da Pontifícia Academia para a Vida, fundada em 11 de fevereiro de 1994.

Na carta intitulada “A comunidade humana” (Humana communitas) publicada nesta terça-feira, 15 de janeiro, o Santo Padre diz que “a comunidade humana foi o sonho de Deus desde antes da criação do mundo”. Por isso, pede para “restaurar a importância desta paixão de Deus pela criatura humana e o seu mundo”.

A carta antecipa a próxima Assembleia Geral que ocorrerá de 25 a 27 de fevereiro com o tema “Robótica. Pessoas, máquinas e saúde”, na Sala Nova do Sínodo.

“No nosso tempo, a Igreja é chamada a relançar com força o humanismo da vida que irrompe desta paixão de Deus pela criatura humana. O compromisso de entender, promover e defender a vida de todo ser humano é impulsionado por este amor incondicional de Deus”, escreve o Papa. Ele acrescenta que “a beleza e o atrativo do Evangelho nos mostram que o amor ao próximo não se limita à aplicação de critérios de conveniência econômica e política ou a ‘alguns acentos doutrinais ou morais que procedem de certas opções ideológicas'”.

O Papa Francisco disse que esta paixão animou a atividade da Pontifícia Academia para a Vida desde a sua fundação há vinte e cinco anos, por São João Paulo II, seguindo a recomendação do Servo de Deus e grande cientista Jérôme Lejeune. “Este último, claramente convencido da profundidade e velocidade das mudanças que ocorrem no campo biomédico, considerou apropriado manter um compromisso mais estruturado e orgânico nesta frente”, enfatizou.

Nestes anos, o Santo Padre destacou que a Academia “pôde desenvolver iniciativas de estudo, formação e informação para que fique claro que a ciência e a tecnologia, colocadas a serviço da pessoa humana e de seus direitos fundamentais, contribuem para o bem integral do homem e para a realização do plano divino de salvação”.

Portanto, o Papa assegurou que “é urgente intensificar o estudo e a comparação dos efeitos dessa evolução da sociedade em um sentido tecnológico para articular uma síntese antropológica que esteja à altura desse desafio de época” e advertiu que a área de sua experiência qualificada “não pode ser limitada somente a resolver problemas surgidos por situações específicas de conflito ético, social ou legal”.

O Santo Padre assinalou que “a paixão pelo humano, por toda a humanidade, encontra neste momento histórico dificuldades graves”, e denunciou que “a distância entre a obsessão pelo próprio bem-estar e a felicidade compartilhada de toda humanidade parece ampliar-se cada vez mais: chegando-se a pensar que entre o indivíduo e a comunidade humana esteja em curso um verdadeiro cisma”.

Por isso, o Papa disse que “uma nova perspectiva ética universal, atenta aos temas da criação e da vida humana, é o objetivo que devemos perseguir em nível cultural”, porque “a diversidade da vida humana é um bem absoluto, digno de ser guardado eticamente e muito valioso para a salvaguarda de toda a criação”. “É tempo de relançar uma nova visão para o humanismo fraterno e solidário das pessoas e dos povos colocando em primeiro lugar a criatura humana”, exortou.

São João Paulo II

Em sua carta, o Santo Padre também destacou os sinais da ação de Deus realizados por São João Paulo II nesta área, como “os gestos de acolhida e defesa da vida humana, a disseminação de uma sensibilidade contrária à guerra e à pena de morte, bem como um interesse crescente na qualidade de vida e na ecologia”.

“A comunidade científica da Pontifícia Academia para a Vida demonstrou, em seus vinte e cinco anos de história, como pode oferecer a sua alta e qualificada contribuição a partir desta perspectiva. Prova disso é o compromisso com a promoção e proteção da vida humana em todo o seu desenvolvimento, a denúncia do aborto e da eliminação dos doentes que são males gravíssimos que contradizem o Espírito da vida e nos submergem na anticultura da morte”, assegurou o Papa.

O Pontífice pediu para continuar nesta linha, mas “prestando atenção a novos desafios que possam surgir na conjuntura contemporânea para o amadurecimento da fé, para uma compreensão mais profunda dela e para uma comunicação mais adequada aos homens de hoje”.

“Antes de tudo, devemos conhecer a língua e as histórias dos homens e das mulheres do nosso tempo, colocando o anúncio do Evangelho na experiência concreta, como o Concílio Vaticano II já indicou com determinação. Para colher o sentido da vida humana, a experiência à qual devemos nos referir é a que se pode reconhecer na dinâmica da geração. Desta forma, se evitará reduzir a vida a um conceito puramente biológico ou a uma ideia universal abstraída dos relacionamentos e da história”, sublinhou.

Neste sentido, o Papa pediu que a Pontifícia Academia para a Vida “seja um lugar cheio de coragem dessa interação e desse diálogo a serviço do bem de todos. Não tenham medo de elaborar argumentações e linguagens que sejam utilizadas em um diálogo intercultural e inter-religioso, assim como interdisciplinar. Participem da reflexão sobre os direitos humanos, que são um ponto central na busca de critérios universalmente compartilhados”, incentivou.

Da mesma forma, Francisco recordou que Bento XVI insistiu muito na urgência de “uma nova reflexão que faça ver como os direitos pressupõem deveres, sem os quais o seu exercício se transforma em arbítrio”, porque hoje há “uma grave contradição”. “Enquanto, por um lado, se reivindicam supostos direitos, de caráter arbitrário e libertino, querendo vê-los reconhecidos e promovidos pelas estruturas públicas, por outro, existem direitos elementares e fundamentais violados e negados à boa parte da humanidade”, entre os quais o Papa Emérito denunciou “a falta de alimento, água potável, instrução básica ou cuidados básicos de saúde”.

No final, o Papa propôs inspirar-se no testemunho de São Francisco de Assis “com sua capacidade de ser reconhecido como irmão de todas as criaturas terrestres e celestes”, porque “são belos os pés daqueles que anunciam o amor de Deus pela vida de cada um e de todos os habitantes da terra”.

Fonte: acidigital.com

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15 de Janeiro – Santo Amaro

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Nasceu em Roma e entrou muito cedo para a vida religiosa. Filho espiritual e grande amigo de São Bento, tornou-se um beneditino com apenas 12 anos de idade. Realidades daquele tempo, mas que apontam para uma necessidade dos tempos atuais. Ele foi apontado, desde muito cedo, como um exemplo de silêncio e também de correspondência às exigências da vida monacal. Vida de austeridade, de ação, de oração; “ora et labora” de fato.

Grande amigo de São Bento, viveu momentos que ficaram registrados. São Gregório foi quem deixou o testemunho de que, certa vez, São Bento, por revelação, soube que um jovem estava para se afogar em um açude. Disse ao então discípulo Amaro que fosse ao encontro daquele jovem. Ele foi. Sem perceber, com tanta obediência, ele caminhou sobre as águas e salvou aquele jovem; depois que ele percebeu que havia acontecido aquele milagre. Retribuíram a ele, mas, claro, ele atribuiu a São Bento, pois só obedeceu.

História ou lenda, isso demonstra como Deus pode fazer o impossível aos olhos humanos na vida e através da vida naqueles que acreditam e buscam corresponder à vocação. Todos nós temos uma vocação comum, a mesma que Santo Amaro teve: a vocação à santidade. Esse santo foi quem sucedeu São Bento em Subiaco, quando este foi para Monte Casino. Ele foi exemplo de virtude, obediência e abertura à ação do Espírito Santo.

Santo Amaro, rogai por nós!

 

 

 

fonte/texto: cancaonova.com

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“O clima da Jornada é uma coisa de outro mundo”, diz jovem brasileiro

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“Tem coisas que só acontecem em uma Jornada, não tem como ter a experiência em outro lugar. Dentro dela tu sente que não está sozinho e tem milhões de jovens que não têm vergonha de mostrar que estão felizes e que estão ali para lutar por um mundo com mais paz, amor e fraternidade”, afirma um jovem brasileiro que participou da Jornada no Rio e Cracóvia e prepara-se agora para o Panamá.

Depois de participar de duas Jornadas, o que mais eu encontrei nelas foi a união entre os jovens de diversos países e culturas. O clima de uma Jornada é uma coisa de outro mundo. Todos os jovens unidos em um mesmo lugar, com um mesmo objetivo, que é dizer para o mundo: “Eu sou um jovem católico”. Tem coisas que só acontecem em uma Jornada, não tem como ter a experiência em outro lugar. Dentro dela tu sente que não está sozinho e tem milhões de jovens que não têm vergonha de mostrar que estão felizes e que estão ali para lutar por um mundo com mais paz, amor e fraternidade”.

Ouça a reportagem!

Se para muitos jovens a Jornada Mundial da Juventude no Panamá será a primeira, para milhares de outros será a continuação de uma experiência que deixou marcas profundas e os colocou em uma dimensão bem mais ampla da vivência da fé, como acabou de nos contar o Diego Chemello Müller, de 26 anos, natural de Porto Alegre (RS), engenheiro químico, engenheiro de alimentos e atuante no Ministério de Música na Paróquia São Martinho. As noites quem sabe mal dormidas, por vezes a falta de orientação e tantas outras situações inerentes a um evento deste porte não o assustaram, antes pelo contrário, foram uma oportunidade de crescimento:

Muitas vezes eu e meus amigos encontramos algumas dificuldades nas Jornadas, como se localizar numa cidade nova e saber para onde ir, mas a partir destas dificuldades que nós crescemos juntos como amigos e comunidade. Agora é impossível não ter vontade de ir numa próxima edição de uma Jornada depois de todas as coisas que a gente passou.

O fato de a Jornada de 2013 ser realizada no Brasil, havia motivado o Diego para participar pela primeira vez, junto com um grupo de jovens da comunidade. A Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora visitaram a Paróquia e em seguida chegaram os argentinos. Oportunidade para novas amizades e atividades sociais e caritativas em conjunto:

“... E com todo este aquecimento, não tinha como não estar motivado para ir ao Rio de Janeiro e conhecer o Papa Francisco pela primeira vez, já que ele tinha apenas quatro meses de Pontificado na época, e provavelmente estava tão ansioso quanto a gente para ir numa Jornada pela primeira vez como Papa”.

Mas, o que mais o marcou nesta Jornada no Rio de Janeiro e na de Cracóvia, em 2016?

São muitas recordações que eu tenho das Jornadas anteriores. No Rio de Janeiro, por exemplo, o que mais me marcou foi ver a Praia de Copacabana completamente lotada de jovens de uma ponta a outra. Foram aproximadamente 3 milhões de jovens em uma praia fazendo Adoração junto com o Papa, em silêncio, e participando da Missa de Envio. Nem no carnaval e no reveillon tu encontra tanta gente na Praia de Copacabana. Foi o maior público que o Rio de Janeiro já tinha recebido na história.

Bom, e na Jornada de Cracóvia, um dos momentos que mais me marcou foi quando a gente estava chegando na cidade de ônibus e teve um bloqueio na estrada. Daí a gente teve que ficar um tempo num posto de gasolina. Lá nosso grupo desceu e a gente encontrou dez italianos que estavam parados ali também esperando para continuar a viagem e nós fomos conversar com eles e eu fui pedi emprestado o violão que eles tinham. Aí a gente fez uma roda e eu fiquei no meio junto com outros amigos brasileiros, daí eu comecei a tocar várias músicas católicas bem conhecidas aqui no Brasil, mas que os italianos nunca tinham ouvido. E a gente começou com este grupo pequeno, mas não demorou muito e outros ônibus foram parando, e quando a gente viu, a gente estava no meio de uma roda com mais de 200 jovens ao redor pulando e dançando. Para mim foi um momento inesquecível como ministro de música e eu vou levar isto sempre comigo”.

Depois do Rio de Janeiro e Cracóvia, o Diego prepara-se agora para o Panamá:

“A minha expectativa para a próxima Jornada está muito grande. Eu vou poder rever vários amigos que eu fiz nas Jornadas anteriores e estar junto com o Papa de novo. Minha impressão do Panamá é de um lugar muito acolhedor, com um povo bem fervoroso, animado, com o espírito pegando fogo. Nós da América Latina…a gente tem esta característica bem forte, e já é assim  no Brasil, como foi em 2013 acho que um país de língua espanhola, a união de outros países latinos vai ser ainda maior, porque o Papa vai poder falar na língua nativa dele e vai estar muito mais à vontade para passar os ensinamentos e se comunicar conosco”.

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Bispos dos EUA pedem solução à crise na fronteira e ao fim do fechamento do governo

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Os bispos dos Estados Unidos (USCCB) pediram ao presidente Donald Trump e aos congressistas que encontrem uma solução para a crise na fronteira com o México e cheguem a um acordo final para colocar fim ao fechamento do governo.

“Assegurar as fronteiras e tratar humanamente quem foge da perseguição e buscam uma vida melhor são dois aspectos que não se excluem mutuamente. Os Estados Unidos podem garantir ambas as coisas e deve fazê-lo sem colocar medo nem semear o ódio. Continuaremos defendendo uma reforma migratória para promover o bem comum e abordar esses temas”, indica uma declaração emitida na quinta-feira, 10 de janeiro, pelo Episcopado e assinada pelo Bispo de Austin e presidente do Comitê de Migração, Dom Joe Vasquez.

O Bispo recordou que os migrantes não são estatísticas, mas pessoas. Por isso, incentivou os legisladores “a olhar além da retórica e recordar a dignidade humana que Deus nosso Pai deu a cada um de nós simplesmente porque todos somos seus filhos”.

“O presidente e os líderes do Congresso precisam entrar em acordo e terminar o fechamento do governo com uma solução que reconheça a dignidade do trabalho dos funcionários afetados, respeite a humanidade de todos independente de sua situação migratória e proteja a santidade da vida humana”, concluiu.

Fechamento do governo

Um “fechamento do governo” acontece quando os escritórios considerados não essenciais fecham porque não se aprovou o orçamento federal para o próximo ano fiscal.

O orçamento deve ser aprovado pelo Congresso e requer o acordo entre republicanos e democratas.

Os funcionários que trabalham nos escritórios que devem fechar não recebem pagamento porque se considera que durante esse período estão com uma permissão especial.

O fechamento de governo começou em 21 de dezembro de 2018. A principal razão que levou a essa situação é o desacordo que existe entre ambos os partidos sobre os cinco milhões de dólares que Trump solicita para construir o muro na fronteira com o México.

O fechamento afeta centenas de milhares de funcionários públicos.

Declarações de Trump sobre os migrantes

Em 8 de janeiro, Trump fez uma nova declaração sobre a crise humanitária na fronteira com o México e fez um chamado a incrementar a segurança, o que foi lamentado por diversos católicos no país, os quais também expressaram sua preocupação.

Nesse dia, Trump disse que 90% da heroína que ingressa nos Estados Unidos entra pela fronteira com o México. “Mais americanos morrerão pelas drogas neste ano nos EUA do que durante toda a Guerra do Vietnã”, disse o mandatário.

Trump também se referiu aos perigos do caminho da América Central até os Estados Unidos e indicou que as crianças são usadas como “peões” pelos “coiotes viciosos e bandos sem regras”.

Issac Cuevas, diretor de imigração e assuntos públicos da Arquidiocese de Los Angeles, disse a CNA – agência em inglês do Grupo ACI – que está de acordo com Trump de que há uma crise humanitária na fronteira, mas indicou que suas declarações, assim como as respostas dos senadores democratas, não são sinais de progresso.

“Ambos os grupos estão de acordo de que o tema da imigração já não pode ser ignorado, mas também devem entrar em acordo sobre onde começar a mudança”, acrescentou Cuevas.

“Estas desafios da imigração não desaparecerão com a implantação de barreiras, mas todos estamos concordamos que o sistema, especialmente do ponto de vista legal, está quebrado e deve ser consertado”, ressaltou.

Cuevas explicou a CNA que seria uma “solução de senso comum” para ambas as partes trabalhar juntos e criar um plano para fortalecer a segurança na fronteira e gerar um caminho para a “cidadania, para as boas pessoas que dão contribuições positivas a nossas comunidade e nossa forma de vida neste país”.

Por sua parte, o Bispo da Diocese fronteiriça de Brownsville, Dom Daniel Flores, escreveu em sua conta de Twitter no dia 9 de janeiro que “as mães e as crianças estão fugindo dos elementos criminosos que nós mesmos reconhecemos como um perigo mortal. Não somos capazes de sustentar uma resposta que proteja os vulneráveis e restrinja as ameaças?”.

Do mesmo modo, o Cardeal Joseph Tobin, Arcebispo de Newark, indicou em 9 de janeiro que estava “muito decepcionado com as palavras desumanas usadas para descrever nossos irmãos imigrantes. Estes homens, mulheres e crianças não são números nem estatísticas criminosas, mas pessoas de carne e osso com suas próprias histórias. A maioria foge da miséria e da violência brutal que os ameaça”.

“As caricaturas falsas buscam provocar uma espécie de amnésia que faria com que esta grande nação negue suas raízes de imigrantes e refugiados”, acrescentou.

Tudo isso ocorre enquanto os bispos dos Estados Unidos celebram, de 6 a 12 de janeiro, a Semana Nacional de Migração.

Fonte/texro:acidigital.com

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Arcebispo norte-americano propõe frase de Madre Teresa para combater a crise na Igreja

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O Arcebispo de Los Angeles (Estados Unidos), Dom José Gomez, propôs uma frase da Santa Teresa de Calcutá para combater a crise na Igreja por causa dos escândalos de abuso sexual.

Em sua nova coluna semanal intitulada “De um retiro de Ano Novo”, escrita em Chicago, onde os bispos norte-americanos estiveram em exercícios espirituais de 2 a 8 de janeiro, o Arcebispo propôs uma frase de Madre Teresa tirada do livro “Cristo nos pobres”, que o Papa Francisco incluiu na carta que enviou aos prelados no início do mês.

A frase é a seguinte: “Sim, tenho muitas fraquezas humanas, muitas misérias humanas. (…) Mas Ele abaixa-Se e serve-Se de nós, de ti e de mim, para sermos o seu amor e a sua compaixão no mundo, apesar dos nossos pecados, apesar das nossas misérias e defeitos. Ele depende de nós para amar o mundo e demonstrar-lhe o muito que o ama. Se nos ocuparmos demasiado de nós mesmo, não teremos tempo para os outros”.

A este respeito, Dom Gomez escreveu que “nenhum de nós é perfeito e aqui na terra, ninguém será. Nós pecamos, cometemos erros, ferimos outras pessoas”.

“Jesus não veio para os justos, mas para salvar os pecadores. E isso se refere a cada um de nós. Esse é o mistério do amor de Deus por nós: que, embora sejamos pecadores, Ele vem para carregar os nossos pecados, para morrer por nós e para nos trazer o perdão”, continuou.

No entanto, indicou Arcebispo, “isso não justifica os pecados, crimes ou danos causados aos outros. Todos devem prestar contas e reparar os erros que cometem”.

Apesar das falhas, enfatizou o Prelado, Deus “chama cada um de nós para fazer a sua obra no mundo. Que lindo pensamento a Madre Teresa nos oferece: ‘Ele depende de nós para amar o mundo e demonstrar-lhe o muito que o ama’”.

O Arcebispo de Los Angeles também lembrou que é preciso viver com esperança em Jesus e destacou que “agora é o momento de realmente viver a nossa fé em Jesus Cristo com um novo entendimento, um novo compromisso e um novo amor”.

No final de sua carta e depois compartilhar que rezou e ofereceu penitências pelas vítimas de abuso sexual, o Prelado se referiu à crise humanitária na fronteira dos EUA com o México.

“Temos que continuar orando e trabalhando para ajudar os nossos líderes a verem sua responsabilidade e deixarem de lado as considerações políticas e assim unir-se para fazer a coisa certa, arrumar o sistema de imigração da nossa nação que há muito tempo é deficiente”, concluiu.

Fonte/texto:.acidigital.com

Formação-Quarto-Domingo-do-Tempo-Comum

LITURGIA-15 DE JANEIRO

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 TERÇA-FEIRA

1ª SEMANA COMUM*

(verde – ofício do dia)

Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo poder é eterno.
Coroado de glória e honra após provar a morte, Jesus nos santifica e livra de todo mal. Acolhamos com alegria o ensinamento novo que ele nos dá com autoridade.

Primeira Leitura: Hebreus 2,5-12

Leitura da carta aos Hebreus – 5Não foi aos anjos que Deus submeteu o mundo futuro, do qual estamos falando. 6A este respeito, porém, houve quem afirmasse: “O que é o homem, para dele te lembrares, ou o filho do homem, para com ele te ocupares? 7Tu o fizeste um pouco menor que os anjos, de glória e honra o coroaste 8e todas as coisas puseste debaixo de seus pés”. Se Deus lhe submeteu todas as coisas, nada deixou que não lhe fosse submisso. Atualmente, porém, ainda não vemos que tudo lhe esteja submisso. 9Jesus, a quem Deus fez pouco menor do que os anjos, nós o vemos coroado de glória e honra, por ter sofrido a morte. Sim, pela graça de Deus em favor de todos, ele provou a morte. 10Convinha de fato que aquele por quem e para quem todas as coisas existem, e que desejou conduzir muitos filhos à glória, levasse o iniciador da salvação deles à consumação, por meio de sofrimentos. 11Pois tanto Jesus, o santificador, quanto os santificados são descendentes do mesmo ancestral; por esta razão, ele não se envergonha de os chamar irmãos, 12dizendo: “Anunciarei o teu nome a meus irmãos; e no meio da assembleia te louvarei”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 8

Destes domínio ao vosso Filho / sobre tudo o que criastes.

  1. Ó Senhor, nosso Deus, como é grande / vosso nome por todo o universo! / Perguntamos: “Senhor, que é o homem, † para dele assim vos lembrardes / e o tratardes com tanto carinho?” – R.
  2. Pouco abaixo de Deus o fizestes, / coroando-o de glória e esplendor; / vós lhe destes poder sobre tudo, / vossas obras aos pés lhe pusestes. – R.
  3. As ovelhas, os bois, os rebanhos, / todo o gado e as feras da mata; / passarinhos e peixes dos mares, / todo ser que se move nas águas. – R.
Evangelho: Marcos 1,21-28

Aleluia, aleluia, aleluia.

Acolhei a Palavra de Deus não como palavra humana, / mas como mensagem de Deus, o que ela é, em verdade! (1Ts 2,13) – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – 21Estando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da lei. 23Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24“Que queres de nós, Jesus nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o santo de Deus”. 25Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!” 26Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “O que é isso? Um ensinamento novo, dado com autoridade: ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” 28E a fama de Jesus logo se espalhou por toda parte, em toda a região da Galileia. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Os ensinamentos de Jesus tocam o íntimo dos seus ouvintes. Cheio de convicção, ele fala de sua comunhão com o Pai, fonte autorizada e inesgotável de sua pregação, e revela os projetos de Deus sobre o mundo. As pessoas ficam encantadas com o ensino de Jesus, porque havia total coerência entre as suas palavras e a sua vida. O episódio apresenta, na linguagem e na mentalidade da época, Jesus enfrentando os poderes do mal que escravizam o ser humano. O espírito mau representa as pessoas que não aceitam a novidade de Jesus, isto é, liberdade e vida para todos. Elas preferem permanecer atreladas a uma instituição que oprime e explora os outros. Jesus, o “santo de Deus”, expulsa o espírito imundo. Um “ensinamento novo, dado com autoridade” se confirma com a prática concreta de libertação.

Fonte/texto:paulus