Santuário Astorga

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Liturgia – 05 de Setembro

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Evangelho (Lc 4,38-44): Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo, com muita febre. Intercederam a Jesus por ela. Então, Jesus se inclinou sobre ela e, com autoridade, mandou que a febre a deixasse. A febre a deixou, e ela, imediatamente, se levantou e pôs-se a servi-los. Ao pôr-do-sol, todos os que tinham doentes, com diversas enfermidades, os levavam a Jesus. E ele impunha as mãos sobre cada um deles e os curava. De muitas pessoas saíam demônios, gritando: «Tu és o Filho de Deus!». Ele os repreendia, proibindo que falassem, pois sabiam que ele era o Cristo.

De manhã, bem cedo, Jesus saiu e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, tendo-o encontrado, tentavam impedir que ele as deixasse. Mas ele disse-lhes: «Eu devo anunciar a Boa Nova do Reino de Deus também a outras cidades, pois é para isso que fui enviado». E ele ia proclamando pelas sinagogas da Judéia.

«Ele impunha as mãos sobre cada um deles e os curava. De muitas pessoas saíam demônios, gritando»

fonte/texto: evangeli.net

Bispo dispensa fiéis do preceito dominical devido à passagem do furacão Florence

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Dom Luis Rafael Zarama, Bispo de Raleigh na Carolina do Norte (Estados Unidos), outorgou a dispensa da obrigação da Missa dominical a todos os fiéis de sua Diocese devido às inundações causadas pelo  furacão Florence.

Em uma nota publicada no site da diocese se explica que “a lei canônica permite dispensas individuais das obrigações de Missa nos casos de uma causa justa, como ‘um desastre natural’”.

“Isto quer dizer que, de acordo às leis da Igreja Católica, os paroquianos podem ser dispensados da obrigação de assistirem à Missa no domingo quando existam causas drásticas como as fortes chuvas e o perigo de inundações”, acrescenta.

A nota assinala deste modo que “se recomenda a todos os fiéis a observar as advertências e as ordens de evacuação segundo o disposto pelos funcionários de gestão de emergências”.

Até este sábado 15 de setembro, as chuvas e as inundações cobraram a vida de seis pessoas, entre elas um bebê, conforme indica CNN.

“O perigo de inundação por esta tormenta é agora mais iminente que quando esta tocou solo há 24 horas”, disse esta manhã o governador da Carolina do Norte, Roy Cooper.

“Enfrentamos paredes de água em nossa costa, ao longo de nossos rios, através de terras de cultivo, ao redor de nossas cidades e povos”, acrescentou.

O furacão Florence tocou terra na sexta-feira pela manhã na Carolina do Norte como um furacão de categoria 1 e deixou sem eletricidade cerca de 950.000 pessoas nesse estado e na Carolina do Sul, milhares de pessoas tiveram que sair de suas casas e esperar a tormenta passar em abrigos.

A Catholic Charities (entidade de caridade das dioceses dos Estados Unidos) de Raleigh também tem oferecido abrigo e mantimentos aos afetados pelo furacão e está recrutando voluntários para ajudar as pessoas que precisam de ajuda para sair de casa ou que estão sem água e alimentos.

Confira este trabalho da Catholic Charities em: http://www.catholiccharitiesraleigh.org/

Fonte: acidigital.com

Papa presenteia os fiéis na Praça S. Pedro com um crucifixo

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Ao final do Angelus, na Praça S. Pedro, foram distribuídos aos fiéis e turistas cerca de 40 mil crucifixos. Uma iniciativa que o Papa assim explicou:

Hoje, dois dias depois da Festa da Santa Cruz, pensei em presentear vocês que estão aqui na Praça com um crucifixo. O crucifixo é o sinal do amor de Deus, que em Jesus deu a vida por nós. Eu os convido a acolher este dom e a levá-lo para suas casas, no quarto de seus filhos ou dos avós… Em qualquer lugar, mas que se veja. Não é um objeto ornamental, mas um sinal religioso para contemplar e rezar. Olhando Jesus crucificado, olhamos a nossa salvação. Não se paga nada. Se alguém disser que é preciso pagar, é um espertalhão! É um presente do Papa. Agradeço às irmãs, aos pobres e aos refugiados que agora distribuirão este dom, pequeno, mas precioso! Como sempre, a fé vem dos humildes.

De fato, foram pessoas em situação de vulnerabilidade e voluntários da Esmolaria Apostólica que distribuíram este presente do Papa Francisco.

JMJ no Brasil

Numa embalagem transparente, o crucifixo estava acompanhado de um bilhete com a frase, em três línguas, de uma expressão pronunciada pelo Papa durante a Via-Sacra da JMJ do Brasil em 2013: “Na Cruz de Cristo há todo o amor de Deus, há toda a sua imensa misericórdia”.

Misericordina e Evangelho

Não é a primeira vez que a Esmolaria organiza uma distribuição na Praça São Pedro. Em novembro de 2013, foi a vez da “Misericordina”: um terço, uma imagem da Divina Misericórdia e uma “bula” com a posologia e as instruções de uso para a saúde da alma. Em abril de 2014, foi distribuído um pequeno Evangelho de bolso impresso pela Tipografia Vaticana.

Fonte/texto:.vaticannew

Angelus: para seguir Cristo é preciso renunciar ao orgulho egoísta

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Para seguir Jesus, é preciso renunciar às pretensões do próprio orgulho egoístico e tomar a própria cruz: foi o que disse o Papa Francisco no Angelus deste domingo (16/09).

Diante de uma multidão na Praça S. Pedro, o Pontífice inspirou sua reflexão no trecho evangélico de São Marcos, em que Jesus pergunta aos discípulos sobre sua identidade.

Fé míope

Antes de interpelar diretamente os Doze, explicou o Papa, Jesus quer ouvir deles o que as pessoas pensam Dele. Por isso pergunta: “Quem dizem os homens que eu sou?”. Emerge que Jesus é considerado pelo povo um grande profeta. Mas, na realidade, Ele não se interessa pela falação das pessoas.

Ele não aceita nem mesmo que os seus discípulos respondam às suas perguntas com fórmulas pré-concebidas, “porque uma fé que se reduz a fórmulas é uma fé míope”.

Quem sou eu para você?

“O Senhor quer que os seus discípulos de ontem e de hoje instaurem com Ele uma relação pessoal”, afirmou Francisco, que acrescentou:

“Hoje, Jesus dirige esta pergunta tão direta e confidencial a cada um de nós: ‘Quem sou eu para você?’. Cada um de nós é chamado a responder, no próprio coração, deixando-se iluminar pela luz que o Pai nos dá para conhecer o seu Filho Jesus.”

Porém, prosseguiu, Jesus adverte que a sua missão se realiza não na estrada ampla do sucesso, mas no caminho árduo do Servo sofredor. Por isso, pode acontecer de protestar e nos rebelar, porque isso contrasta com as nossas expectativas mundanas.

A profissão de fé em Jesus Cristo não pode parar nas palavras, mas pede que seja autenticada por escolhas e gestos concretos.

“ Jesus nos diz que para segui-Lo, para ser seus discípulos, é preciso renunciar a si mesmo, isto é, às pretensões do próprio orgulho egoístico e tomar a própria cruz. ”

O amor muda tudo

Com frequência na vida, por tantos motivos, erramos o caminho, buscando a felicidade nas coisas ou nas pessoas que tratamos como coisas. Mas a felicidade a encontramos somente quando o amor, aquele verdadeiro, nos encontra, nos surpreende, nos transforma. “O amor muda tudo e pode mudar inclusive a nós!”, disse Francisco.

O Papa então concluiu:

“Que a Virgem Maria, que viveu a sua fé seguindo fielmente o seu Filho Jesus, ajude também nós a caminhar na sua estrada, vivendo generosamente a nossa vida por Ele e pelos irmãos.”

Fonte/texto:.vaticannew

17 de Setembro – São Roberto Belarmino

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Celebramos o grande santo jesuíta, Belarmino, que nasceu em Montepulciano, no centro da Itália, em 1542. Querido pelos pais e de muitas qualidades, era irmão de cinco religiosos, dentre os doze, que enriqueciam a família dos dedicados pais.

Quando os padres da Companhia de Jesus abriram um colégio em Montepulciano, Roberto foi um dos primeiros alunos na matrícula e no desempenho. O contato com os padres fez com que o jovem mudasse sua primeira ideia de ser médico, para inclinar-se em favor da vida religiosa jesuíta.

Depois de conseguir a permissão do pai, que ao contrário da mãe, apresentava uma certa resistência frente a opção do amável filho, Belarmino com 18 anos, iniciou e concluiu de maneira brilhante sua formação religiosa e seus estudos de filosofia e teologia, tanto que antes de ser ordenado sacerdote foi enviado como professor e pregador em Lovaina, na Bélgica, onde ficou dez anos.

Teve importante papel na aplicação do Concílio de Trento, já que ajudou na formação apologética dos teólogos e pregadores responsáveis na defesa da fé. Neste sentido Roberto, muito contribuiu ao escrever sua obra de nome “Controvérsia” e o livro chamado “Catecismo”. Em sua obra “Controvérsias”, Belarmino explana os seus três grandes amores. Trata da Palavra de Deus, de Cristo cabeça da Igreja e do Sumo Pontífice.

Era também diretor espiritual do Colégio Romano, tendo sob sua responsabilidade a formação ascética dos alunos que muito o respeitavam e admiravam. O Papa Clemente VIII o elevou a cardeal com esta motivação:

“Nós o escolhemos porque não há na Igreja de Deus outro que possa equiparar-se ele em ciência e sabedoria”.

Quando ficou muito doente em setembro de 1621, os confrades foram testemunhas do último diálogo dele com Deus: “Ó meu Deus, dai à minha alma, asas de pomba, para que possa voar para junto de vós”. Morreu no dia 17 do mesmo mês, e pelos seus escritos recebeu o título de Doutor da Igreja.

São Roberto Belarmino, rogai por nós!

 

 

fonte/texto: cancaonova.com

16 de Setembro – Santos Cornélio e Cipriano

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Unidos pela fé e sangue, encontramos como exemplo de amizade e santidade estas testemunhas de Cristo, que foram martirizados no mesmo dia, porém, com diferença de cinco anos.

São Cornélio

Cornélio tinha sido eleito Papa em 251, após um grande período de ausência do pastor por causa da terrível perseguição de Décio. Sua eleição foi contestada por Novaciano, que acusava o Papa de ser muito indulgente para com os que haviam renegado a fé (lapsos) e separaram-se da Igreja.

Por causa dos êxitos obtidos com sua pregação, foi processado e exilado para o lugar hoje chamado Civitavecchici, onde Cornélio morreu. Foi sepultado nas catacumbas de Calisto.

São Cipriano

Uma das grandes figuras do século III, Cipriano, de família rica de Cartago, capital romana na África do Norte. Quando pagão era um ótimo advogado e mestre de retórica, até que provocado pela constância e serenidade dos mártires cristãos, converteu-se entre 35 e 40 anos de idade.

Por causa de sua radical conversão muitos ficaram espantados já que era bem popular. Com pouco tempo foi ordenado sacerdote e depois sagrado Bispo num período difícil da Igreja africana.

Duas perseguições contra os cristãos ocorreram: a de Décio e Valeriano. Estas perseguições marcaram o começo e o fim de seu episcopado, além de uma terrível peste que assolou o norte da África, semeando mortes. Problemas doutrinários, por outro lado, agitavam a Igreja daquela região.

Diante da perseguição do imperador Décio em 249, Cipriano escolheu esconder-se para continuar prestando serviços à Igreja. No ano 258, o santo Bispo foi denunciado, preso e processado. Existem as atas do seu processo de martírio que relatam suas últimas palavras do saber da sua sentença à morte: “Graças a Deus!”

Santos Cornélio e Cipriano, rogai por nós!

 

fonte/texto: cancaonova.com

Mártires da Argélia serão beatificados em 8 de dezembro

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8 de dezembro de 2018 é uma data que entrará para a história da Igreja argelina. O dia foi escolhido para celebrar na Basílica de Santa Cruz, em Oran, a beatificação de 19 mártires, religiosos e religiosas francesas assassinados na década de 1990, década sombria para a Argélia.

Os bispos argelinos falam em um comunicado de uma “grande alegria” e de uma “boa notícia”. Deve-se dizer que o caminho foi longo, pois a Causa da Beatificação foi aberta em 2006 em Argel.

21 anos após o assassinato, seis religiosas e onze monges, incluindo os 7 cistercienses de Tibhirine, tiveram seu martírio reconhecido. Em janeiro passado o Santo Padre aprovou a promulgação dos decretos de beatificação. Beatificação que será presidida pelo cardeal Becciu, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos,  enviado pessoal do Papa Francisco.

Década sombria para a Argélia

Os monges de Tibhirine foram sequestrados em março de 1996 em seu mosteiro Nossa Senhora do Atlas, Argélia. Somente suas cabeças foram encontradas poucos meses mais tarde.

As seis religiosas, menos conhecidas do grande público, foram mortas nesta mesma década, em 1994 e 1995, em Argel.

Dom Pierre Claverie, Bispo de Oran, foi assassinado em 1º de agosto de 1996 com a explosão de uma bomba em frente ao bispado. Ele tinha 58 anos de idade. Um atentado que ocorreu logo após a visita à Argélia do ministro das Relações Exteriores da França, Hervé de Charette, que foi ao túmulo dos monges de Tibhirine.

“Que o exemplo deles nos ajude em nossa vida de hoje”, foram os votos dos bispos da Argélia, assegurando que essa beatificação será, para a Igreja e o mundo, um apelo para  “construir juntos um mundo de paz e de fraternidade”. Um caminho para a Igreja da Argélia e todo o país, para virar esta página sombria da história.

Os novos Beatos

Esta beatificação diz respeito a um total de 19 pessoas consagradas, alguns deles bem conhecidos, como o irmão Christian de Chergé ou Dom Pierre Claverie. Os nomes dos outros religiosos e religiosas são menos familiares ao grande públicos.

Esses mártires que viveram a serviço do povo argelino serão homenageados em nome das milhares de vítimas, principalmente muçulmanas, da guerra civil dos anos 90.

Aqui a lista dos futuro Beatos, na ordem cronológica de seu assassinato:

08 de maio de 1994 em Argel: Irmão Henri Vergès, nascido em 15 julho de 1930 em Matemale, religioso marista e professor de francês e Irmã Paul-Hélène Saint-Raymond, nascida em 24 de janeiro de 1927 em Paris, religiosa francesa das Pequenas irmãs da Assunção.

23 de outubro de 1994 em Bab El Oued: Irmã Esther Paniagua Alonso, nascida em 07 de junho de 1949 em Izagre, freira espanhola das Irmãs Agostinianas Missionárias e Irmã Caridad AlvarezMartin, nascida 09 de maio de 1933, em Santa Cruz de la Salceda, freira espanhola das Irmãs Missionárias Agostinianas.

Em 27 de dezembro de 1994, em Tizi Ouzou: quatro Padres Brancos, incluindo três cidadãos franceses: padre Jean Chevillard, nascido 27 agosto de 1925 em Angers, padre  Alain Dieulangard, nascido em 21 de maio de 1919 em Saint-Brieuc, e o padre Christian Chessel, nascido em 27 de outubro de 1958 em Digne, e um belga, padre Charles Deckers, nascido em 26 de dezembro de 1924 na Antuérpia.

Em 03 de setembro de 1995, em Belouizdad: Irmã Angèle-Marie Littlejohn, nascida em 22 de novembro de 1933 em Túnis, religiosa francesa das Irmãs Missionárias de Nossa Senhora dos Apóstolos, e a Irmã Bibiane Leclercq, nascida em 08 de janeiro de 1930 em Gazeran, religiosa francesas das Irmãs Missionárias de Nossa Senhora dos Apóstolos.

10 de novembro de 1995 em Argel: Irmã Odette Prévost,  nascida em 17 de julho de 1932 em Oger, religiosa francesa das Pequenas Irmãs do Sagrado Coração.

Em 21 de maio de 1996, próximo a Medéia, sete monges de Tibhirine (dois outros irmãos escaparam do sequestro).

Irmão Christian de Chergé: nascido em 18 de janeiro de 1937 em Colmar, padre cisterciense francês, prior da comunidade desde 1984, monge desde 1969, na Argélia desde 1971.

Irmão Luc Dochier: nascido em 31 de janeiro de 1914 em Bourg-de-Péage, monge cisterciense francês desde 1941, na Argélia desde agosto de 1946. Médico, viveu cinquenta anos em Tibhirine.  Tratou todos de forma gratuita, sem distinção de religião.

Irmão Christophe Lebreton: nascido em 11 de outubro de 1950 em Blois, sacerdote cisterciense francês, monge desde 1974, na Argélia desde 1987.

Irmão Michel Fleury: nascido em 21 de maio de 1944 em Sainte-Anne-sur-Brivet, monge cisterciense francês desde 1981, na Argélia desde 1985. Membro do Instituto de Prado, era o cozinheiro da comunidade.

Irmão Bruno Lemarchand: nascido em 1º de março de 1930 em Saint-Maixent l’École, sacerdote cisterciense francês, monge desde 1981, na Argélia e no Marrocos desde 1989.

Irmão Célestin Ringeard: nascido em 27 de março de 1933 em Touvois, sacerdote cisterciense francês, monge desde 1983, na Argélia desde 1987.

Irmão Paul Favre-Miville: nascido em 17 de abril de 1939 em Vinzier, religioso cisterciense francês desde 1984, na Argélia desde 1989. Era responsável pelo sistema de irrigação do jardim do mosteiro.

1º de agosto de 1996: Dom Pierre Claverie, nascido em 8 de maio de 1938 em Argel, padre dominicano, bispo de Oran desde 1981.

Fonte/texto.vaticannews

Intolerância entre católicos nas redes sociais: palavra de um especialista

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Moisés Sbardelotto, jornalista, doutor em Ciências da Comunicação e autor dos livros “E o Verbo se fez rede“(Paulinas, 2017) e “E o Verbo se fez bit” (Santuário, 2012) publicou artigo, esta semana, no periódico “Mensageiro de Santo Antônio” no qual faz uma denúncia sobre o modo como muitos católicos se comportam nas redes sociais digitais.

Intolerância, ódio e indiferença

Na primeira parte do artigo, ele constata: “Intolerância, ódio, indiferença. Discriminação, difamação, desinformação. Não, não se trata apenas daquilo que encontramos em boa parte dos grandes meios de comunicação. Também não se trata daquilo que circula nas redes sociais digitais em geral. Infelizmente, esse é o panorama das interações entre católicos e católicas em rede – ou, pelo menos, de indivíduos que assim se identificam“. E pondera: “A pessoa que está do outro lado da tela já não é um ‘irmão ou irmã na fé’, mas apenas alguém sobre o qual se descarregam toda a raiva e o rancor pessoais, camuflados de defesa da tradição, da doutrina e da liturgia, com citações artificiosamente pinçadas da Bíblia e do Catecismo. Nada nem ninguém estão acima desse ‘Tribunal da Santa Inquisição Digital’, nem mesmo o papa Francisco ou os bispos“.

Palavra da CNBB

O autor lembra que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, na mensagem pública dada durante a última assembleia-geral, em abril deste ano, advertia: “vivemos um tempo de politização e polarizações que geram polêmicas pelas redes sociais e atingem a CNBB […] A liberdade de expressão e o diálogo responsável são indispensáveis. Devem, porém, ser pautados pela verdade, fortaleza, prudência, reverência e amor”. Apesar dessa palavra clara do episcopado, o autor considera que “cada vez mais, as redes sociais digitais convertem-se em patíbulos para a realização generalizada de novos ‘autos de fé’. Nessas ‘fogueiras digitais’, são condenados os supostos ‘hereges’ atuais, expressão-agressão que circula abundantemente em páginas e grupos católicos nas redes, dirigida contra todos aqueles que têm uma visão de Igreja diferente da do agressor. Esses ‘linchamentos simbólicos’ não ocorrem por determinação da hierarquia da Igreja, mas por decisão de grupelhos de leigos, que se arrogam o direito – e até o dever –, em nome da ‘sã doutrina’, de atirar a primeira pedra“.

Cibermilícias católicas

Sbardelotto continua: “Os atores que dinamizam esse triste fenômeno intracatólico já ganharam algumas definições, como os chamados ‘catolibãs’, ou seja, católicos-talibãs, que atuam com base na violência simbólica (mas nem por isso menos preocupante e hedionda). Pregam a exclusão de tudo o que seja ‘catolicamente diferente’ e de todos os ‘catolicamente outros’. Para tais extremistas, haveria apenas um único catolicismo, puro, cristalino, são e verdadeiro, sem nuances, bem delimitado e definido – pelos próprios esquemas e padrões mentais ou por documentos da Igreja de séculos passados“.

O autor informa que o teólogo e historiador italiano Massimo Faggioli denominou tais grupos de “cibermilícias católicas”, dada sua militância venenosa em prejuízo da comunhão eclesial. Para ele, essas cibermilícias “usam uma linguagem extremista de ódio em defesa da ortodoxia católica. Elas não veem isso nem como vício nem como pecado”. Ainda lembrando a contribuição de Faggioli, afirma que esso é grave, afirma porque pode originar uma eclesiologia que “humilha a Igreja, incluindo as suas lideranças institucionais que parecem impotentes perante a pressão social midiática”.

Papa Francisco

O autor do artigo recorda que, recentemente, “o papa Francisco sentiu a necessidade de se pronunciar com autoridade sobre esse fenômeno. Em sua última exortação apostólica, Gaudete et exsultate [Alegrai-vos e exultai]: sobre o chamado à santidade no mundo atual, ele dedicou um parágrafo inteiro a esses pecados digitais: ‘Pode acontecer também que os cristãos façam parte de redes de violência verbal através da internet e vários fóruns ou espaços de intercâmbio digital. Mesmo nas mídias católicas, é possível ultrapassar os limites, tolerando-se a difamação e a calúnia e parecendo excluir qualquer ética e respeito pela fama alheia. Gera-se, assim, um dualismo perigoso, porque, nestas redes, dizem-se coisas que não seriam toleráveis na vida pública e procura-se compensar as próprias insatisfações descarregando furiosamente os desejos de vingança. É impressionante como, às vezes, pretendendo defender outros mandamentos, se ignora completamente o oitavo: ‘Não levantar falsos testemunhos’ e destrói-se sem piedade a imagem alheia. Nisto se manifesta como a língua descontrolada ‘é um mundo de iniquidade; […] e, inflamada pelo Inferno, incendeia o curso da nossa existência’ (Tg 3,6)” (GE, n. 115).

Sbardelotto considera que, assim, fica claro não se tratar de algo menor, mas, como afirma o papa Francisco, trata-se de verdadeiras “redes de violência” paradoxalmente internas ao catolicismo, embebidas por difamação, calúnia vingança, iniquidade, falsidade.

Prossegue, o autor: “Propaga-se uma igreja paralela digital, que não condiz nem com os tempos (para tais católicos, só vale aquilo que veio antes do Concílio Vaticano II), nem com os lugares (qualquer tentativa de inculturação da fé nas expressões populares ou periféricas seria inconcebível), nem com as pessoas (o papa Francisco seria um ‘antipapa’, e os bispos brasileiros, simplesmente ‘trezentos picaretas’). Uma Igreja em mudança em mundo em mudança gera incerteza e insegurança demais para eles. E, para buscar certezas e seguranças, onde melhor do que em um passado eclesial mítico e na letra envelhecida e enrijecida de doutrinas de antanho? ‘Sempre se fez assim’, afirmam, ‘e assim sempre deve continuar sendo feito’… Mas o papado de Francisco vai por outros caminhos. Ele pede uma ‘Igreja em saída’, em movimento, em missão“.

Sbardelotto lembra que o Papa Francisco, em uma homilia na Casa Santa Marta, no dia 24 de abril deste ano, comparou a Igreja a uma bicicleta: se ficar parada, cai. “O equilíbrio da Igreja”, afirmou, “está precisamente na mobilidade, na fidelidade ao Espírito Santo”.

Católicos extremistas

Já encaminhando para o seu final, a reflexão de Sbardelotto constata que “os católicos extremistas defendem o imobilismo e a fixidez de dogma e rito. Buscam ficar fora dessa ‘Igreja franciscana’. Constroem universos eclesiais paralelos, especialmente em rede. Assim, tais católicos se manifestam como verdadeiros ‘e-reges’, hereges da era digital. Fazem uma ‘livre escolha’ (em grego, hairesis) de aspectos do catolicismo que mais lhes agradam (mesmo que ultrapassados ou até fictícios) e das pessoas mais aptas, segundo eles, para comungar desse pseudocatolicismo. Tudo e todos os que não estão de acordo com a sua visão de Igreja devem ser excluídos. Tal exclusão, muitas vezes agressiva e violenta, é comunicada em rede como excomunhão (do latim, excomunicatio) dos supostos ‘hereges’, ou seja, de todos aqueles que se desviam desse imaginário eclesial. Para isso, opera-se uma ‘excomunicação’, uma comunicação de que a comunicação alheia (do papa, dos bispos, dos demais católicos) deve cessar ou não deveria nem existir“.

Sbardelotto explica: “‘Excomunicar’ é a comunicação voltada ao silenciamento ou ao aniquilamento de outra comunicação, para que o discurso próprio se torne único e dominante. ‘Excomunicando’ os próprios irmãos na fé, tais católicos vão corroendo a comunhão eclesial. Ao agirem comunicacionalmente como não cristãs, essas pessoas se autoexcluem da comunhão eclesial. ‘Excomunicando’, excomungam-se. A ‘autoridade digital’ desses católicos fundamentalistas não vem do saber teológico (academia) nem do poder eclesiástico (hierarquia), mas de um saber-fazer e de um poder-fazer midiáticos. Muitas vezes, trata-se de pessoas sem qualquer relevância ou reconhecimento acadêmicos ou hierárquicos. Mas que captaram muito bem as lógicas das mídias digitais (saber-fazer) e dominam seus meios e linguagens (poder-fazer). E assim vão conquistando visibilidade, notoriedade e autoridade sociais e eclesiais, atuando em rede como ‘inquisidores digitais’“.

Existe solução?

Sbardelotto lembra, por fim, que “tudo isso explicita o possível ‘fim de um mundo’ para a Igreja, marcado por declarações de autoridade institucional sobre a comunicação católica, como o imprimatur (‘imprima-se’, autorização da Igreja para a impressão de livros) e o nihil obstat (‘nada obsta’, permissão da Igreja para a publicação de livros). Mas tais ‘selos de garantia’ não fazem sentido em um ambiente ‘desordenado’ como o digital. Em rede, é o próprio indivíduo que se autocomunica como católico ou não, é ele mesmo quem atribui um ‘selo de catolicidade’ àquilo que lê, escreve, compartilha“.

O autor conclui: “Tertuliano, escritor eclesiástico da Igreja primitiva, testemunhava que os primeiros cristãos e cristãs viviam tão concretamente o ‘novo mandamento’ de Jesus, que os pagãos exclamavam, admirados: ‘Vejam como se amam!’ Não é bem isso que se vê hoje no ambiente digital”.

Fonte/textronoticiascatolicas

Papa: a cruz nos ensina a não temer as derrotas, pois com ela temos a vitória

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A Cruz de Jesus nos ensina que na vida existe o fracasso e a vitória, e que não devemos temer os “momentos maus”, que podem ser iluminados justamente pela cruz, sinal da vitória de Deus sobre o mal. Um mal, satanás, que está destruído e acorrentado, mas “ainda late” e se você se aproximar dele para acariciá-lo, ele “destruirá você”.

Foi o que disse o Papa na homilia da Missa celebrada na manhã desta sexta-feira, 14, na Capela da Casa Santa Marta, na Festa da Exaltação da Santa Cruz.

A “derrota” de Jesus ilumina nossos momentos difíceis

Contemplar a Cruz, sinal do cristão – explica Francisco – é para nós contemplar um sinal de derrota mas também um sinal de vitória. Na cruz fracassa “tudo aquilo que Jesus havia realizado na vida”, e acaba toda a esperança das pessoas que seguiam Jesus. “Não tenhamos medo de contemplar a cruz como um momento de derrota, de fracasso”.

E comentando a passagem da Carta aos Filipenses da segunda leitura, o Papa Francisco ressaltou que “Paulo, quando reflete sobre o mistério de Jesus Cristo, nos diz coisas fortes, nos diz que Jesus se esvaziou, aniquilo a si mesmo:

“Assumiu todo o nosso pecado, todo o pecado do mundo: era um “trapo”, um condenado. Paulo não teve medo de mostrar essa derrota e também isso pode iluminar um pouco nossos maus momentos, nossos momentos de derrota, mas também a cruz é um sinal de vitória para nós cristãos”.

Na Sexta-feira Santa, a “grande armadilha” para satanás

O Livro dos Números, na primeira leitura, narra o momento do Êxodo, no qual o povo judeu que murmurava “foi mordido pelas serpentes”. E isto evoca a antiga serpente, satanás, o Grande Acusador, recorda Francisco. Mas a serpente que provocava a morte – diz o Senhor a Moisés – será elevado e dará a salvação.

E esta – comenta o Papa Francisco – “é uma profecia”. De fato, “Jesus feito pecado venceu o autor do pecado, venceu a serpente”. Satanás estava feliz na Sexta-feira Santa – enfatiza Francisco – “tão feliz que não percebeu, a grande armadilha “da história em que cairia”.

Engole Jesus, mas também a sua divindade, e perde!

Como dizem os Padres da Igreja, satanás “viu Jesus tão desfigurado, esfarrapado e como o peixe faminto que vai à isca presa ao anzol, foi lá e o engoliu”. “Mas naquele momento engoliu também a divindade porque era a isca presa ao anzol, com o peixe”.

“Naquele momento – comenta o Pontífice – satanás foi destruído para sempre. Não tem força. A Cruz, naquele momento, torna-se sinal de vitória”.

A antiga serpente está acorrentada, mas não se deve aproximar dela

“A nossa vitória é a cruz de Jesus, vitória diante do nosso inimigo, a grande antiga serpente, o Grande Acusador”. Na cruz – sublinha o Pontífice – “fomos salvos, naquele percurso que Jesus quis percorrer até o mais baixo, mas com a força da divindade”. Jesus disse: “Quando eu for elevado, atrairei todos a mim”:

“Jesus elevado e satanás destruído. A cruz de Jesus deve ser para nós a atração: olhar para ela, porque é a força para continuar em frente. E a antiga serpente destruída ainda late, ainda ameaça, mas, como diziam os Padres da Igrejas, é um cão acorrentado: não se aproxime e não morderá você; mas se você for acariciá-lo porque o encanto o leva  até lá como se fosse um cachorrinho, prepare-se, ele destruirá você”.

Estar diante da cruz, sinal de derrota e de vitória

A nossa vida segue em frente – esclarece o Papa – com Cristo vencedor e ressuscitado, que nos envia o Espírito Santo, mas também com aquele cão acorrentado, “a quem não devo me aproximar, porque ele me morderá”:

“A cruz nos ensina isso, que na vida há o fracasso e a vitória. Devemos ser capazes de tolerar as derrotas, levá-las com paciência, as derrotas, também dos nossos pecados, porque Ele pagou por nós. Tolerá-los n’Ele, pedir perdão n’Ele, mas nunca se deixar seduzir por esse cão acorrentado. Hoje seria belo se em casa, tranquilos, ficarmos 5, 10, 15 minutos diante do  crucifixo, ou o que temos em casa ou aquele do  rosário: olhar para ele, é o nosso sinal de derrota, que provoca as perseguições, que nos destrói, é também o nosso sinal de vitória porque Deus venceu ali.”

Fonte/texto:vaticannews

15 de Setembro – Nossa Senhora das Dores

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“Quero ficar junto à cruz, velar contigo a Jesus e o teu pranto enxugar!”

Assim, a Igreja reza a Maria neste dia, pois celebramos sua compaixão, piedade; suas sete dores cujo ponto mais alto se deu no momento da crucificação de Jesus. Esta devoção deve-se muito à missão dos Servitas – religiosos da Companhia de Maria Dolorosa – e sua entrada na Liturgia aconteceu pelo Papa Bento XIII.

A devoção a Nossa Senhora das Dores possui fundamentos bíblicos, pois é na Palavra de Deus que encontramos as sete dores de Maria: o velho Simeão, que profetiza a lança que transpassaria (de dor) o seu Coração Imaculado; a fuga para o Egito; a perda do Menino Jesus; a Paixão do Senhor; crucificação , morte e sepultura de Jesus Cristo.

Nós, como Igreja, não recordamos as dores de Nossa Senhora somente pelo sofrimento em si, mas sim, porque também, pelas dores oferecidas, a Santíssima Virgem participou ativamente da Redenção de Cristo. Desta forma, Maria, imagem da Igreja, está nos apontando para uma Nova Vida, que não significa ausência de sofrimentos, mas sim, oblação de si para uma civilização do Amor.

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

 

fonte/texto: cancaonova.com