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O Papa reza pelos que não conseguem reagir, amedrontados com a pandemia

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Na Missa na Casa Santa Marta, na manhã desta segunda-feira (30/03), Francisco pediu a Deus que ajude aqueles que estão assustados com o coronavírus. Na homilia, convidou a agradecer a Deus se reconhecemos os nossos pecados, porque deste modo podemos pedir e acolher a sua misericórdia

VATICAN NEWS

A Antífona de entrada da segunda-feira da V Semana da Quaresma é uma veemente invocação a Deus: “Tende piedade de mim, Senhor, pois me atormentam; todos os dias me oprimem os agressores” (Sl 55,2). Ao introduzir a Missa na manhã desta segunda-feira (30/03), o Papa Francisco dirigiu seu pensamento às pessoas amedrontadas com a atual pandemia:

Rezemos hoje pelas muitas pessoas que não conseguem reagir: permanecem amedrontadas com esta epidemia. Que o Senhor as ajude a reerguer-se, a reagir para o bem de toda a sociedade, de toda a comunidade.

Ouça a reportagem

Na homilia, comentou as leituras do dia, extraídas do Livro do profeta Daniel (13,1-9.15-17.19-30.33-62) e do Evangelho de João (Jo 8,1-11), que falam de duas mulheres que alguns homens querem condenar à morte: a inocente Susana e uma adúltera pega em flagrante. Francisco ressaltou que os acusadores são, no primeiro caso, juízes corruptos, e, no segundo, hipócritas. Em relação às mulheres, Deus faz justiça a Susana, libertando-a dos corruptos, que são condenados, e perdoa a adúltera, libertando-a de escribas e fariseus hipócritas. Justiça e misericórdia de Deus, que são bem representadas no Salmo Responsorial do dia: “O Senhor é o meu pastor, não me falta coisa alguma… Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei, porque estais comigo”. Em seguida, o Papa convidou a agradecer a Deus se sabemos ser pecadores, porque podemos pedir confiantes, ao Senhor, que nos perdoe.

A seguir, o texto da homilia transcrita pelo Vatican News:

No Salmo Responsorial rezamos: “O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças. Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei. Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança!”

Esta é a experiência que estas duas mulheres tiveram, cuja história lemos nas duas Leituras. Uma mulher inocente, acusada falsamente, caluniada, e uma mulher pecadora. Ambas condenadas à morte. A inocente e a pecadora. Alguns Padres da Igreja viam nestas duas mulheres uma figura da Igreja: santa, mas com filhos pecadores. Diziam numa bela expressão latina: “A Igreja é a casta meretrix”, a santa com filhos pecadores.

Ambas as mulheres estavam desesperadas, humanamente desesperadas. Mas Susana confia em Deus. Há também dois grupos de pessoas, de homens; ambos encarregados a serviço da Igreja: os juízes e os mestres da Lei. Não eram eclesiásticos, mas estavam a serviço da Igreja, no tribunal e no ensino da Lei. Diferentes. Os primeiros que acusavam Susana, eram corruptos: o juiz corrupto, a figura emblemática na história. Também no Evangelho, Jesus repreende – na parábola da viúva insistente – o juiz corrupto que não acreditava em Deus e não lhe importava nada dos outros. Os corruptos. Os doutores da Lei não eram corruptos, mas hipócritas.

E essas mulheres, uma caiu nas mãos dos hipócritas e a outra nas mãos dos corruptos: não havia saída. “Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei. Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança!” Ambas as mulheres se encontravam num vale tenebroso, caminhavam ali: um vale tenebroso, rumo à morte. A primeira explicitamente confia em Deus e o Senhor intervém. A segunda, pobrezinha, sabe que é culpada, envergonhada diante de todo o povo – porque o povo estava presente em ambas as situações, o Evangelho não diz, mas certamente rezava interiormente, pedia alguma ajuda.

O que o Senhor faz com essas pessoas? À mulher inocente, a salva, lhe faz justiça. À mulher pecadora, a perdoa. Aos juízes corruptos, os condena; aos hipócritas, os ajuda a converter-se e diante do povo diz: ”Sim, verdadeiramente? Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra”, e foram saindo um a um. Há uma certa ironia do apóstolo João, aqui: “E eles, ouvindo o que Jesus falou, foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos”. Deixa a eles um pouco de tempo para arrepender-se; não perdoa os corruptos, simplesmente porque o corrupto é incapaz de pedir perdão, foi além. Cansou-se… não, não se cansou: não é capaz. A corrupção tirou-lhe também aquela capacidade que todos temos de envergonhar-nos, de pedir perdão. Não, o corrupto é seguro, segue adiante, destrói, explora o povo, como esta mulher, tudo, tudo… segue adiante. Colocou-se no lugar de Deus.

E o Senhor responde às mulheres. A Susana, liberta-a destes corruptos, a faz seguir adiante, e à outra: “Eu, também, não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não peques mais”. Deixa-a ir embora. Faz isso diante do povo. No primeiro caso, o povo louva o Senhor; no segundo caso, o povo aprende. Aprende como é a misericórdia de Deus.

Uma passagem da homilia do Papa Francisco
Fonte:vaticannes.va

Papa pede cessar-fogo em todo o mundo devido ao coronavírus

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O Papa Francisco pediu neste Quinto Domingo da Quaresma, 29 de março, um “cessar-fogo global” em todos os conflitos do mundo devido à emergência sanitária pelo coronavírus COVID-19.

O Santo Padre fez este chamado como resposta ao pedido do Secretário Geral da ONU que solicitou um “cessar-fogo global e imediato em todos as partes do mundo”.

“Uno-me a todos os que acolheram esse apelo e convido todos a segui-lo, interrompendo todas as formas de hostilidade bélica, favorecendo a criação de corredores para ajuda humanitária, abertura à diplomacia, a atenção àqueles que se encontram em situação de maior vulnerabilidade”, disse o Pontífice.

Também desejou que “o esforço conjunto contra a pandemia possa levar todos a reconhecer nossa necessidade de fortalecer os laços fraternos como membros de uma única família humana”.

Em particular, que “desperte nos responsáveis das Nações e nas outras partes envolvidas, um renovado compromisso em superar as rivalidades. Os conflitos não são resolvidos por meio da guerra! É necessário superar antagonismos e os contrastes, mediante o diálogo e uma construtiva busca da paz”.

Do mesmo modo, o Papa assegurou que, “neste momento, meu pensamento se dirige de maneira especial a todas as pessoas que sofrem a vulnerabilidade de serem forçadas a viver em grupo: casas de repouso, quartéis…”.

De modo especial, “gostaria de mencionar as pessoas nas prisões. Li um relatório oficial da Comissão de Direitos Humanos que fala sobre o problema das prisões superlotadas, que poderiam se tornar uma tragédia. Peço às autoridades que sejam sensíveis a esse grave problema e de tomar as medidas necessárias para evitar futuras tragédias”.

fonte: ACI Digital

Onde está Deus nesta pandemia de coronavírus? Assim este Arcebispo responde

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O presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB), Dom José Gomez, publicou uma coluna respondendo à pergunta: “Onde está Deus nesta pandemia de coronavírus?”.

“A Igreja nasceu numa época em que as epidemias eram comuns. Dionísio, bispo de Alexandria, Egito, escreveu em uma mensagem de Páscoa de meados do século III: ‘Essa doença surgiu do nada; é algo mais aterrorizante do que qualquer desastre’”, escreveu o Prelado na coluna “Amor em um tempo sem abraços“.

“Eu tenho refletido sobre essa história e me perguntado: se Deus está falando aos nossos corações neste deserto, o que Ele está nos dizendo? É uma pergunta que eu escuto que muitas pessoas se fazem com angústia: ‘Onde está Deus? Quais são os seus desígnios neste momento de coronavírus?’”, questionou o Prelado de origem mexicana.

“Onde está Deus nesta pandemia? Os santos sempre respondem: onde há amor, lá está Deus. Então, vamos amar”, ressaltou o também Arcebispo de Los Angeles.

Dom Gomez recordou que “nossa fé nos ensina que Deus não causa o mal, mas o permite, sempre com a intenção de obter algo de bom com isso. Os caminhos de Deus sempre podem permanecer misteriosos para nós, mas podemos confiar em seu amor por sua criação e em seu amor por cada um de nós”.

“Sabemos que o seu amor é verdadeiro porque vimos o coração de Jesus Cristo”, enfatizou.

Como Jesus, continuou Dom Gomez, “os primeiros cristãos amaram em uma época de pragas e epidemias. Cuidaram dos doentes, enterraram os mortos e consolaram os aflitos, às vezes com grande sacrifício e risco para as suas próprias vidas”.

“Ao longo da história da Igreja, alguns de nossos maiores santos estiveram a serviço dos enfermos. Nestes dias, estamos refletindo muito sobre São Damião e Santa Marianne Cope, que cuidavam dos leprosos em Molokai, e sobre Santa Madre Teresa, cuidando dos doentes e moribundos de Calcutá”.

O Prelado assinalou que “há santos que estão sendo forjados nesta crise atual. Nunca saberemos seus nomes os suas histórias, mas sei que nos lembraremos destes dias como um tempo no qual homens e mulheres realizaram atos de coragem e de amor por seu próximo”.

“Também estão sendo forjados santos entre as mães e pais que mantêm a esperança em Deus viva para seus filhos em um tempo no qual é preciso ‘se refugiar em casa’”.

“Mesmo em um momento no qual não podemos abraçar nossos entes queridos, ainda podemos amar. E devemos amar”.

“Podemos amar, mesmo com a distância social, mesmo através de telefonemas e de plataformas de redes sociais. Podemos rezar uns pelos outros, podemos oferecer sacrifícios, podemos escutar com compreensão”, concluiu.

Fonte:AC.digital

Francisco reitera apelo por cessar-fogo global

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O Papa Francisco aderiu ao apelo lançado em 24 de março pelo secretário-geral da ONU por um cessar-fogo global e para que as forças estejam unidas no combate à pandemia do coronavírus.

Vatican News

“Nos dias passados, o secretário-geral das Nações Unidas lançou um apelo por um “cessar-fogo global e imediato em todos as partes do mundo”, recordando a atual emergência do COVID-19, que não conhece fronteiras”, recordou o Papa Francisco, após rezar o Angelus neste V Domingo da Quaresma. O Pontífice então, lançou um apelo ao diálogo e aos esforços de paz:

Ouça e compartilhe!

Uno-me a todos os que acolheram esse apelo e convido todos a segui-lo, interrompendo todas as formas de hostilidade bélica, favorecendo a criação de corredores para ajuda humanitária, abertura à diplomacia, a atenção àqueles que se encontram em situação de maior vulnerabilidade. Que o esforço conjunto contra a pandemia possa levar todos a reconhecer nossa necessidade de fortalecer os laços fraternos como membros de uma única família humana. Em particular, desperte nos responsáveis das Nações e nas outras partes envolvidas, um renovado compromisso em superar as rivalidades.  Os conflitos não são resolvidos por meio da guerra! É necessário superar antagonismos e os contrastes, mediante o diálogo e uma construtiva busca da paz.

Francisco pede cessar-fogo global

Pelas pessoas obrigadas a viver em grupos

Após, como já havia feito no início da Missa celebrada  em 11 de março na capela da Casa Santa Marta, o Papa recordou dos encarcerados, mas também de outras pessoas obrigadas a viver em grupos:

Neste momento, meu pensamento se dirige de maneira especial a todas as pessoas que sofrem a vulnerabilidade de serem forçadas a viver em grupo: casas de repouso, quartéis … Em particular, gostaria de mencionar as pessoas nas prisões. Li um relatório oficial da Comissão de Direitos Humanos que fala sobre o problema das prisões superlotadas, que poderiam se tornar uma tragédia. Peço às autoridades que sejam sensíveis a esse grave problema e de tomar as medidas necessárias para evitar futuras tragédias.

Apelo de Guterres pelo fim das guerras

Em 24 de março, o secretário geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, havia lançado um apelo para que fosse colocado um fim às guerras e se combatesse a pandemia que assola o mundo.

As pessoas envolvidas nos conflitos armados no mundo” – disse Guterres – “estão entre as mais vulneráveis” e “correm o risco maior de padecer um devastador sofrimento por causa do Covid-19”.

Após o apelo, foram verificados os primeiros passos em direção a um cessar fogo, com “tréguas humanitárias” em diversos países onde ainda perduram sangrentos conflitos e violências internas, como no Iêmen, nas Filipinas e em Camarões.

Sinais positivos também no nordeste da Síria, onde no sábado, 28, a Comissão de investigação da ONU reiterou o pedido para que se evitasse “piorar a tragédia”, fazendo referência ao Covid-19 como uma “ameaça mortal” para os civis sírios, e em particular para os 6,5 milhões de deslocados dentro do país.

A guerra em pedaços

Na verdade, o cenário não deixa dúvidas. Há pelo menos setenta países em todo o mundo envolvidos em algum tipo de guerra ou conflito interno. Muitos deles esquecidos. Os nove anos de conflito na Síria, por exemplo, já provocaram a morte de 380 mil pessoas, debilitando o sistema de saúde local. Somente 64% dos hospitais e 52% dos centros de assistência básica existentes antes de 2011 estão atualmente em atividade, enquanto 70% dos profissionais de saúde abandonaram o país.

Conflitos internos flagelam a Líbia, Sudão, Somália, Nigéria, Burkina Faso, Paquistão, Índia, Afeganistão, Iraque, Faixa de Gaza, Ucrânia. Na Península coreana a tensão é sempre elevada. Nas últimas horas a Coreia do Norte lançou dois mísseis balísticos nas águas entre a Península coreana e o Japão. Depois há a guerra contra o tráfico de drogas, principalmente em países da América Latina, onde no México, em particular, são registradas milhares de mortes a cada ano.

Com coronavírus, maior facilidade de movimento para os “senhores da guerra”

E a emergência do coronavírus ameaça diminuir a atenção sobre essas situações. Francesco Vignarca, coordenador da Rede Italiana do Desarmamento, recordou ao Vatican News, que quando essa atenção é desviada para outra coisa, “aqueles que agem em conflitos pelo seu próprio interesse, os chamados senhores da guerra, obviamente se movem com maior facilidade. O risco é portanto, por um lado, que os mesmos problemas de saúde também tenham impacto nesses mesmos países. E, por outro, que aqueles que agem na guerra em seu próprio benefício o façam de forma ainda mais violenta”.

“Certamente, para alguns países – observa Francesco – o impacto do coronavírus será provavelmente menor, pois infelizmente eles já têm outros problemas de saúde, muitas vezes a fome ou problemas de acesso às necessidades básicas. Mas o risco, é que o impacto os atinja”. E cita. por exemplo, o fato de que no Reino Unido há a controvérsia sobre a redução da ajuda internacional humanitária, pois agora existe esta emergência a ser enfrentada.

Oportunidade para repensar onde alocar os recursos

O coordenador da Rede Italiana do Desarmamento destaca que a situação criada pela pandemia do coronavírus, também é uma oportunidade para repensar onde alocar recursos. E recorda que os gastos militares em todo o mundo ultrapassaram um trilhão e 800 bilhões de dólares em 2019. E completa:

Nestes dias, temos sublinhado como nos últimos anos as despesas militares na Itália aumentaram, enquanto as despesas com a saúde diminuíram. Se quisermos evitar o impacto de problemas como o coronavirus, ou outras situações como guerras, devemos manter a nossa atenção elevada, mas acima de tudo mudar a direção dos nossos investimentos e as opções no âmbito das escolhas públicas. Caso contrário, questões como a Síria, que há 9 anos está em guerra de forma dramática, como o Iêmen, que dentro de alguns dias irá, infelizmente, celebrar entre aspas o aniversário de 5 anos de bombardeios, continuarão a ocorrer.

Fonte:vaticannes.va

Papa Francisco: Abraçar o Senhor para abraçar a esperança

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Com o cenário inédito da Praça São Pedro vazia com o Papa Francisco diante da Basílica Vaticana, o Pontífice afirmou que é “diante do sofrimento que se mede o verdadeiro desenvolvimento dos povos”. Francisco falou ainda da ilusão de pensar “que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente”.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

Abraçar o Senhor para abraçar a esperança: esta é a mensagem do Papa Francisco aos fiéis de todo o mundo que, neste momento, se encontram em meio à tempestade causada pela pandemia do coronavírus.

Diante de uma Praça São Pedro completamente vazia, mas em sintonia com milhões de pessoas através dos meios de comunicação, o trecho escolhido para a oração dos féis foi a tempestade acalmada por Jesus, extraído do Evangelho de Marcos.

E foi esta passagem bíblica que inspirou a homilia do Santo Padre, que começa com o “entardecer…”.

“Há semanas, parece que a tarde caiu. Densas trevas cobriram as nossas praças, ruas e cidades; apoderaram-se das nossas vidas, enchendo tudo de um silêncio ensurdecedor e de um vazio desolador… Nos vimos amedrontados e perdidos.”

Estamos todos no mesmo barco

Estes mesmos sentimentos, porém, acrescentou o Papa, nos fizeram entender que estamos todos no mesmo barco, “chamados a remar juntos”.

Neste mesmo barco, seja com os discípulos, seja conosco agora, está Jesus. Em meio à tempestade, Ele dorme – o único relato no Evangelho de Jesus que dorme – notou Francisco. Ao ser despertado, questiona: «Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» (4, 40).

“A tempestade desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa a descoberto as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos projetos, os nossos hábitos e prioridades. Mostra-nos como deixamos adormecido e abandonado aquilo que nutre, sustenta e dá força à nossa vida e à nossa comunidade.”

A ilusão de pensar que continuaríamos saudáveis num mundo doente

Com a tempestade, afirmou o Papa, cai o nosso “ego” sempre preocupado com a própria imagem e vem à tona a abençoada pertença comum que não podemos ignorar: a pertença como irmãos.

“Na nossa avidez de lucro, deixamo-nos absorver pelas coisas e transtornar pela pressa. Não nos detivemos perante os teus apelos, não despertamos face a guerras e injustiças planetárias, não ouvimos o grito dos pobres e do nosso planeta gravemente enfermo. Avançamos, destemidos, pensando que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente. Agora, sentindo-nos em mar agitado, imploramos-Te: «Acorda, Senhor!»”

O Senhor então nos dirige um apelo, um apelo à fé. Nos chama a viver este tempo de provação como um tempo de decisão: o tempo de escolher o que conta e o que passa, de separar aquilo que é necessário daquilo que não é. “O tempo de reajustar a rota da vida rumo ao Senhor e aos outros.”

A heroicidade dos anônimos

Francisco cita o exemplo de pessoas que doaram a sua vida e estão escrevendo hoje os momentos decisivos da nossa história. Não são pessoas famosas, mas são “médicos, enfermeiros, funcionários de supermercados, pessoal da limpeza, transportadores, forças policiais, voluntários, sacerdotes, religiosas e muitos – mas muitos – outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho”.

“É diante do sofrimento que se mede o verdadeiro desenvolvimento dos nossos povos”, afirmou o Papa, que recordou que a oração e o serviço silencioso são as nossas “armas vencedoras”.

A tempestade nos mostra que não somos autossuficientes, que sozinhos afundamos. Por isso, devemos convidar Jesus a embarcar em nossas vidas. Com Ele a bordo, não naufragamos, porque esta é a força de Deus: transformar em bem tudo o que nos acontece, inclusive as coisas negativas. Com Deus, a vida jamais morre.

Temos uma esperança

Em meio à tempestade, o Senhor nos interpela e pede que nos despertemos. “Temos uma âncora: na sua cruz fomos salvos. Temos um leme: na sua cruz, fomos resgatados. Temos uma esperança: na sua cruz, fomos curados e abraçados, para que nada e ninguém nos separe do seu amor redentor.”

Abraçar a sua cruz, explicou o Papa, significa encontrar a coragem de abraçar todas as contrariedades da hora atual, abandonando por um momento a nossa ânsia de onipotência e posse, para dar espaço à criatividade que só o Espírito é capaz de suscitar. “Abraçar o Senhor, para abraçar a esperança.” Aqui está a força da fé e que liberta do medo. Francisco então concluiu:

“Deste lugar que atesta a fé rochosa de Pedro, gostaria nesta tarde de confiar a todos ao Senhor, pela intercessão de Nossa Senhora, saúde do seu povo, estrela do mar em tempestade. Desta colunata que abraça Roma e o mundo, desça sobre vocês, como um abraço consolador, a bênção de Deus. Senhor, não nos deixes à mercê da tempestade.”

Fonte:vaticannes.va

Idoso de 101 é o novo curado do coronavírus na Itália

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Um idoso de 101 anos é o mais novo curado do coronavírus e voltou para casa em Rimini, na Itália, nesta quarta-feira, 25.

Nascido em 1919, ele é a pessoa mais velha a se recuperar da doença na região. E esta não foi a primeira vitória do “senhor P”, como vem sendo chamado pela imprensa italiana.

“101 anos, o século foi quase inteiro foi vivido por ele. Ele viu de tudo, o senhor P.. Guerras, fome, dores, progresso, crises e ressurreições. Ultrapassando a barreira centenária, o destino lhe colocou esse novo desafio, invisível e terrível ao mesmo tempo”, disse a vice-prefeita da cidade, Gloria Lisi, ao informar sobre a cura do idoso.

“Nesta manhã, me deram essa boa notícia: um homem, de Rimini, positivo para Covid-19, recebeu alta do hospital ‘Infermi’ de Rimini e voltou para a casa de sua família”, contou.

O senhor P ficou internado durante as últimas semanas, depois que o teste dele deu positivo para a Covid-19.

“Em poucos dias, ele também se tornou ‘a história’ para médicos, enfermeiros e toda a equipe sanitária do hospital”, revelou.

Esperança

“Uma esperança para o futuro de todos nós, no corpo de uma pessoa com mais de 100 anos, quando as histórias tristes destas semanas contam mecanicamente, todos os dias, que o vírus ataca sobretudo os idosos. Mas, ele conseguiu. O senhor P. conseguiu”, comemorou a vice-prefeita.

“A família o levou para casa ontem à noite e isso nos ensina que, nem com 101 anos, alguém já tem o futuro escrito”, finalizou a vice-prefeita.

Casos como o idoso de Rimini acabam encorajando médicos, enfermeiros e equipes que atuam no combate à doença por todo o país.

Até a tarde dessa quarta-feira, a Itália contabilizava 74.386 infectados pelo novo coronavírus, 7.503 mortos, a maioria acima dos 60 anos de idade.

Fonte:sonoticiaboa

“Não sabemos qual é o plano de Deus”, diz Cardeal por terremoto e coronavírus na Croácia

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Após o terremoto ocorrido em 22 de março em Zagreb (Croácia), em meio à emergência de coronavírus, o Arcebispo local, Cardeal Josip Bozanic, expressou sua proximidade às vítimas e declarou que a Igreja ainda não sabe qual é o plano de Deus frente a esta catástrofe dupla.

“Há muito em que pensar: o coronavírus, agora o terremoto. Não sabemos qual é o plano de Deus”, disse o Cardeal Bozanic em uma entrevista recente.

O terremoto de 5,2 graus que sacudiu a capital da Croácia deixou dezenas de feridos e pelo menos um falecido, além do colapso da parte superior da torre norte da Catedral da Assunção em Zagreb. A torre caiu diretamente sobre a Cúria Episcopal, que está ao lado da catedral, causando enormes danos e um buraco que trouxe os escombros do telhado para as fundações.

O Cardeal Bozanic – que falou tanto com a Rádio Católica Croata como com a televisão croata – expressou a “proximidade humana, dos bispos cristãos a todos aqueles que sofrem”.

“Este terremoto é um desafio e um sinal para todos nós, mas também um pedido de solidariedade e proximidade. E eu estou entre aqueles que estão sem-teto nestes dias. Não podia ficar no Palácio Arcebispal porque estava danificado. Mas vivemos em comunidade”, contou o Purpurado.

O Cardeal e os outros moradores da cúria arcebispal agora estão alojados no seminário que ficou vazio devido à emergência do coronavírus.

A suspensão das missas públicas por causa do coronavírus foi uma coincidência feliz, explicou o Cardeal à ACI Stampa, agência em italiano do grupo ACI, em 25 de março.

“O terremoto ocorreu às 6h25 da manhã e as igrejas abrem às 6h, incluindo nossa catedral, a igreja franciscana e a igreja jesuíta, onde todo o piso desabou. Se tivesse ocorrido com as igrejas cheias, certamente haveria vítimas”, declarou.

O Purpurado aproveitou para agradecer a Deus por ter sido “salvo”.

Destacou também que a prioridade agora é “pensar nas famílias que permanecem sem um apartamento ou uma casa” e nas “igrejas e paróquias danificadas em Zagreb e fora de Zagreb”.

“Todos devemos mostrar solidariedade”, disse.

O Cardeal Bozanic enfatizou que “Deus nos ama muito e, por esse motivo, somos chamados a ver a proximidade de Deus mesmo nesta situação difícil”. “A pandemia de coronavírus é um desafio. Devemos ser sérios e obedecer para ajudar-nos uns aos outros. Ser mais solidários, mais próximos uns dos outros”, disse.

Finalmente, o Arcebispo de Zagreb lembrou que “os sacerdotes celebram a Eucaristia todos os dias e as pessoas são chamadas a se conectar espiritualmente com elas”.

Fonte:AC.digital

Papa agradece a Deus pelas pessoas que ajudam durante a emergência do coronavírus

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O Papa Francisco reconheceu que apesar da dramática situação provocada pelo coronavírus COVID-19, há muita gente que está se preocupando pelos demais, por isso convidou a agradecer ao Senhor “porque suscita estes sentimentos nos corações de seus fiéis”.

Assim indicou o Santo Padre no início da Missa matutina celebrada na Casa Santa Marta nesta sexta-feira, 27 de março.

“Nestes dias chegaram notícias de que muita gente começa a preocupar-se num modo mais geral com os outros e pensam nas famílias que não têm o suficiente para viver, nos anciãos sós, nos doentes no hospital e rezam e buscam fazer chegar alguma ajuda… Esse é um bom sinal. Agradecemos ao Senhor por suscitar esses sentimentos no coração de seus fiéis”, disse o Papa.

Durante a sua homilia, o Pontífice explicou a importância de lutar contra o espírito do demônio que faz que as pessoas se acirrem e discutam ou tenham inimizades.

“Mas o diabo, aquilo que faz: o acirramento. Sempre. Por trás do acirramento está o diabo, para destruir a obra de Deus. Por trás de uma discussão ou uma inimizade, pode ser que esteja o demônio, mas de longe, com as tentações normais. Mas quando há acirramento, não duvidemos: há a presença do demônio”.

Por isso, o Papa assinalou que “o acirramento é sutil. Pensemos como o demônio se acirrou não somente contra Jesus, mas também nas perseguições aos cristãos; como buscou os meios mais sofisticados para levá-los à apostasia, a distanciar-se de Deus. Isso é, como dizemos na linguagem do dia a dia, isso é diabólico: sim; inteligência diabólica”, reforçou.

“Peçamos ao Senhor a graça de lutar contra o mau espírito, de discutir quando devemos discutir; mas diante do espírito de acirramento, ter a coragem e deixar que os outros falem. O mesmo diante deste acirramento cotidiano que é o mexerico: deixa-lo falar. Em silêncio, diante de Deus”, concluiu.

fonte: ACI Digital

O Papa agradece àqueles que se preocupam com quem está em dificuldade

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Na Missa na Casa Santa Marta esta sexta-feira (27/03), Francisco dirigiu novamente seu pensamento aos doentes, aos anciãos sós, às famílias que não têm do que viver, e expressou gratidão aos que se preocupam com eles. Na homilia, afirmou que contra o acirramento destrutivo suscitado pelo diabo é preciso a coragem do silêncio. Assim fez Jesus e assim é preciso fazer diante dos pequenos acirramentos, como os mexericos

VATICAN NEWS

Na Missa ao vivo em streaming da Capela da Casa Santa Marta, na manhã desta sexta-feira (27/03), Francisco expressou sua gratidão àqueles que pensam nos outros, neste difícil período caracterizado pela pandemia do coronavírus. Estas, as suas palavras na introdução da Missa:

Nestes dias chegaram notícias de que muita gente começa a preocupar-se num modo mais geral com os outros e pensam nas famílias que não têm o suficiente para viver, nos anciãos sós, nos doentes no hospital e rezam e buscam fazer chegar alguma ajuda… Esse é um bom sinal. Agradecemos ao Senhor por suscitar esses sentimentos no coração de seus fiéis.

Na homilia, comentando as leituras do dia, extraídas do Livro da Sabedoria (Sab 2,1.a.12-22) e do Evangelho de João (Jo 7,1-2.10.25-30), ressaltou que o acirramento daqueles que queriam matar Jesus era suscitado pelo diabo, porque por trás de todo acirramento destrutivo se encontra o demônio. Não se pode discutir com quem se acirra, se pode somente calar-se, como fez Jesus que escolheu o silêncio e a Paixão. É o estilo que é preciso seguir também com os pequenos acirramentos cotidianos, os mexericos.

A seguir, o texto da homilia transcrita pelo Vatican News:

A primeira Leitura é quase uma crônica (antecipada) daquilo que acontecerá com Jesus. É uma crônica antecipada, é uma profecia. Parece uma descrição histórica daquilo que aconteceu depois. O que dizem os ímpios? “Cerquemos o justo, porque ele nos incomoda; é contrário às nossas ações; ele nos censura por violar a lei e nos acusa de contrariar a nossa educação. Ele se gaba de conhecer a Deus, e se chama a si mesmo filho do Senhor! Sua existência é uma censura às nossas ideias; basta sua vista para nos importunar. Sua vida, com efeito, não se parece com as outras, e os seus caminhos são muito diferentes. Ele nos tem por uma moeda de mau quilate, e afasta-se de nossos caminhos como de manchas. Julga feliz a morte do justo, e gloria-se de ter Deus por pai. Vejamos, pois, se suas palavras são verdadeiras, e experimentemos o que acontecerá quando da sua morte, porque, se o justo é filho de Deus, Deus o defenderá, e o tirará das mãos dos seus adversários.” Pensemos naquilo que diziam a Jesus na Cruz: “Se és o Filho de Deus, desce; vem salvar-nos”. E depois o plano de ação: provemo-lo “por ultrajes e torturas, a fim de conhecer a sua doçura e estarmos cientes de sua paciência. Condenemo-lo a uma morte infame. Porque, conforme ele, Deus deve intervir”. É propriamente uma profecia daquilo que aconteceu. E os judeus procuravam matá-lo, diz o Evangelho. Então, queriam prendê-lo – nos diz o Evangelho – “mas ninguém pôs a mão nele, porque ainda não tinha chegado a sua hora”.

Esta profecia é demasiadamente detalhada; o plano de ação deste povo malvado é detalhe por detalhe, não poupar nada, coloquemo-lo à prova com violência e tormentos, para ver a sua serenidade e provar a sua paciência… armemos ciladas (para ver) se cai… Essa não é uma simples odiosidade, não há um plano de ação mau – certamente – de um partido contra o outro: esta é outra coisa. Isso se chama acirramento: quando o demônio, que está por trás, sempre, de todo acirramento, busca destruir e não poupa os meios. Pensemos no início do Livro de Jó, que é profético sobre isso: Deus está satisfeito com o modo de viver de Jó, e o diabo lhe diz: “Sim, porque tem tudo, não passa provações! Coloca-o à prova!” E primeiro o diabo lhe tira seus bens, depois lhe tira a saúde e Jó jamais, jamais se afastou de Deus. Mas o diabo, aquilo que faz: o acirramento. Sempre. Por trás do acirramento está o diabo, para destruir a obra de Deus. Por trás de uma discussão ou uma inimizade, pode ser que esteja o demônio, mas de longe, com as tentações normais. Mas quando há acirramento, não duvidemos: há a presença do demônio. E o acirramento é sutil sutil. Pensemos como o demônio se acirrou não somente contra Jesus, mas também nas perseguições aos cristãos; como buscou os meios mais sofisticados para levá-los à apostasia, a distanciar-se de Deus. Isso é, como dizemos na linguagem do dia a dia, isso é diabólico: sim; inteligência diabólica.

Contavam-me alguns bispos de um dos países que sofreram a ditadura de um regime ateu, que chegavam, na perseguição, até detalhes como este: na segunda-feira após a Páscoa as professoras perguntavam às crianças: “O que vocês comeram ontem? E as crianças diziam o que tinha no almoço. E algumas diziam: “Ovos”, e aquelas que diziam “ovos” eram depois perseguidas para ver se eram cristãos porque naquele país se comiam ovos no Domingo de Páscoa. Até este ponto, ver, espionar, onde há um cristão para matá-lo. Isso é acirramento na perseguição e esse é o demônio.

E o que se faz, no momento do acirramento? Somente duas coisas podem ser feitas: não é possível discutir com esse povo, porque têm suas ideias, ideias fixas, ideias que o diabo semeou no coração. Ouvimos qual é o plano de ação deles. O que se pode fazer? Aquilo que Jesus fez: calar-se. Impressiona quando lemos no Evangelho que diante de todas essas acusações, de todas essas coisas, Jesus se calava. Diante do espírito de acirramento, somente o silêncio, jamais a justificação. Jamais. Jesus falou, explicou. Quando entendeu que não havia palavras, o silêncio. E no silêncio fez a sua Paixão. É o do justo diante do acirramento. E isso é válido também para – digamos assim – os pequenos acirramentos cotidianos, quando alguém de nós sente que há um mexerico ali, contra ele, e se se dizem coisas e depois não se sabe nada… estar calado… Silêncio. E sofrer e tolerar o acirramento do mexerico. O mexerico é também um acirramento, um acirramento social: na sociedade, no bairro, no lugar de trabalho, mas sempre contra ele. É um acirramento não tão forte como este, mas é um acirramento, para destruir o outro porque se vê que o outro incomoda, perturba.

Peçamos ao Senhor a graça de lutar contra o mau espírito, de discutir quando devemos discutir; mas diante do espírito de acirramento, ter a coragem e deixar que os outros falem. O mesmo diante deste acirramento cotidiano que é o mexerico: deixa-lo falar. Em silêncio, diante de Deus.

Por fim, o Santo Padre terminou a celebração com a adoração e a bênção eucarística, convidando a fazer a Comunhão espiritual. A seguir, a oração recitada pelo Papa:

Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós!

Antes de deixar a Capela dedicada ao Espírito Santo, foi entoada a antiga antífona mariana Ave Regina Caelorum (”Ave Rainha dos Céus”).

Vídeo integral da Missa

Missa com o Papa Francisco na Casa Santa Marta – 27.03.2020
Fonte:vaticannes.va

Levam Cristo milagroso à Praça de São Pedro para Urbi et Orbi do Papa Francisco

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A imagem do Cristo milagroso que o Papa Francisco visitou em 16 de março na igreja romana de São Marcelo para rezar pelo fim do coronavírus foi retirada de seu altar e transportada à Praça de São Pedro, para que possa estar presente na sexta-feira durante a bênção Urbi et Orbi do Santo Padre.

O jornalista vaticanista Francesco Antonio Grana confirmou à CNA – agência em inglês do Grupo ACI – que o crucifixo foi removido na quarta-feira pelo pessoal do Vaticano às 18h30 (hora de Roma) da igreja de “San Marcello al Corso”, que data do século V, para ser instalado temporariamente na Praça de São Pedro.

Esta escultura foi venerada como milagrosa pelos romanos depois de ser a única imagem religiosa que ficou intacta após o incêndio que destruiu completamente a igreja em 23 de maio de 1519.

Menos de três anos depois, Roma foi devastada pela “peste negra”. A pedido dos fiéis, o Cristo milagroso foi levado em uma procissão do Convento dos Servos de Maria, na Via del Corso, até a Praça de São Pedro, parando em todos os bairros romanos. A procissão durou 16 dias, de 4 a 20 de agosto de 1522. Quando o crucifixo foi devolvido a São Marcelo, a praga desapareceu completamente da cidade.

Desde aquela data, o Cristo milagroso é levado em procissão a São Pedro todo ano santo, a cada 50 anos.

Atualmente, o crucifixo tem gravado na parte de trás o nome de cada um dos Papas que presenciaram as procissões. O último nome gravado é o do Papa São João Paulo II, que abraçou o crucifixo durante o “Dia do Perdão”, no âmbito do Jubileu de 2000.

Fonte:AC.digital