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Papa: São Oscar Romero, exemplo e estímulo para os povos da América Latina

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O Santo Padre recebeu, na manhã desta segunda-feira (15/10), na Sala Paulo VI, no Vaticano, cerca de cinco mil peregrinos de El Salvador e da América Latina, que vieram para a Canonização de Dom Oscar Romero, entre outros, realizada ontem, domingo (14/10), na Praça São Pedro.

Ao saudar os milhares de fiéis, que vieram acompanhados por seus Bispos, sacerdotes e inúmeros religiosos e religiosas, o Papa recordou o exemplo do novo santo de El Salvador, Começando pelos Bispos, disse:

São Oscar Romero soube encarnar, com perfeição, a imagem do Bom Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas. Por isso, agora e, sobretudo, desde a sua canonização, vocês podem encontrar nele ‘exemplo e estímulo’ no ministério que lhes foi confiado: exemplo de predileção, para os mais necessitados da misericórdia de Deus; estímulo para testemunhar o amor de Cristo e a solicitude pela Igreja. Que o santo Bispo Romero os ajude a ser, para todos, sinais da unidade na pluralidade, que caracteriza o santo povo de Deus”.

Inspirar-se no estilo de vida do novo santo

A seguir, Francisco dirigiu-se, de modo particular, aos numerosos sacerdotes e religiosos e religiosas de El Salvador, chamados a viver o compromisso cristão, inspirados no estilo de vida do novo santo, exortando-os a serem dignos de seus ensinamentos, sendo, acima de tudo, “servidores do povo sacerdotal”, como Jesus, o único e eterno sacerdote:

São Oscar Romero concebia o sacerdote entre dois grandes abismos: o da infinita misericórdia de Deus e o da infinita miséria dos homens. Queridos irmãos, esforcem-se, sem cessar, para realizar este infinito anseio de Deus de perdoar os homens, que se arrependem de suas misérias, e abrir os corações de seus irmãos à ternura do amor de Deus, também mediante a denúncia profética dos males do mundo”.

Enfim, o Papa saudou, cordialmente, os numerosos peregrinos de El Salvador e de outros países latino-americanos, aos quais recordou a mensagem que São Oscar Romero deixou a todos, grandes e pequenos, sem exceção:

Ele repetia, com vigor, que todo católico deve ser mártir, porque mártir significa dar testemunho da mensagem de Deus aos homens. Deus quer estar presente em nossas vidas e nos convida a anunciar a sua mensagem de liberdade para toda a humanidade. Somente nele podemos ser livres do pecado, do mal, do ódio em nossos corações; livres para amar e acolher o Senhor e nossos irmãos e irmãs. Esta verdadeira liberdade, aqui na terra, passa pela preocupação com o homem concreto, para despertar em cada coração a esperança da salvação”.

Paz e reconciliação a todos os povos da América Latina

Todavia, frisou Francisco, “sabemos bem que não é fácil agir assim”. Por isso, precisamos do apoio da oração e de estar unidos a Deus e em comunhão com a Igreja. São Oscar Romero dizia que “sem Deus e sem o ministério da Igreja isso não é possível”. Certa vez, referiu-se à Crisma como o “sacramento dos mártires”: “sem a força do Espírito Santo, os primeiros cristãos não teriam resistido às provações da perseguição, não teriam morrido por Cristo”.

Ao término de seu pronunciamento aos milhares de peregrinos e fiéis de El Salvador e da América Latina, o Papa disse ainda:

Envio a minha saudação a todo o Povo de Deus, em peregrinação em El Salvador, que vibra, hoje, pela alegria de ver um de seus filhos elevado à glória dos altares. Seus habitantes têm uma fé viva, que expressa em diferentes formas de religiosidade popular e à qual conforma a sua vida social e familiar. Todos devem cuidar do Povo santo de Deus… não o escandalizem”.

Entretanto, acrescentou o Papa, não faltaram as dificuldades e o flagelo da divisão e da guerra. A violência fez-se sentir com veemência em sua história recente. Não obstante, este povo resiste e vai adiante, embora muitos foram obrigados a deixar suas terras em busca de um futuro melhor. E concluiu:

A memória de São Oscar Romero é uma oportunidade excepcional para enviar uma mensagem de paz e reconciliação a todos os povos da América Latina”.

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Jesus é radical, dá tudo e pede tudo, disse o Papa na Missa com canonizações

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O Papa Paulo VI, Dom Oscar Romero, Francisco Spinelli, Vicente Romano, Maria Catarina Kasper, Nazária Inácia e Núncio Sulprizio foram canonizados pelo Papa Francisco na manhã deste domingo, 14 de outubro, em cerimônia realizada na Praça São Pedro, na presença de 70 mil fiéis.

Jackson Erpen – Cidade do Vaticano

“Jesus é radical. Dá tudo e pede tudo (…). Não Se contenta com uma «percentagem de amor»: não podemos amá-Lo a vinte, cinquenta ou sessenta por cento. Ou tudo ou nada”.

Dirigindo-se aos mais de 70 mil fiéis presentes na Praça São Pedro na Missa em que foram proclamados sete novos Santos, o Papa Francisco recordou que somos chamados a viver a “vocação comum à santidade, não às meias medidas, mas à santidade”.

E os novos santos, “em diferentes contextos, traduziram na vida a Palavra de hoje: sem tibieza, nem cálculos, com o ardor de arriscar e deixar tudo. Que o Senhor nos ajude a imitar os seus exemplos”, foi o convite do Santo Padre.

A canonização

Após o canto do Veni Creator, no início da celebração, o cardeal Angelo Becciu, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, acompanhado pelos postuladores, dirigiu-se ao Santo Padre pedindo que se procedesse à canonização dos sete Beatos, lendo então a biografia de cada um deles. Foi então cantada a Ladainha de todos os Santos e ao final o Papa Francisco leu a fórmula da canonização, inserindo-os assim no álbum dos Santos, para então serem venerados por toda a Igreja. Seguiu-se o canto do Jubilate.

As relíquias de cada Santo apresentadas na cerimônia foram: de Paulo VI, a camiseta com manchas de sangue das feridas provocadas pelo atentado ocorrido em Manilla, nas Filipinas; de Dom Óscar Arnulfo Romero, parte  de um osso; de Francisco Spinelli, osso do pé; de Vicente Romano, uma vértebra; de Núncio Sulprizio, o fragmento do osso do dedo da mão; de Maria Catarina Kasper, osso da espinha dorsal e de Nazária Inácia de Santa Teresa de Jesus, mecha de cabelos.

 

Da observância da lei ao dom de si mesmo

“O que devo fazer para ter em herança a vida eterna?”. A pergunta deste desconhecido – que pode ser cada um de nós – narrada no Evangelho de Marcos, ofereceu ao Pontífice a inspiração para falar em sua homilia sobre a radicalidade exigida no seguimento sincero de Jesus.

Jesus fixou o olhar no homem e amou-o, mudando-lhe a perspectiva,  “pede-lhe para passar da observância das leis ao dom de si mesmo, do trabalhar para si ao estar com Ele. E faz-lhe uma proposta «cortante» de vida: «Vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres (…), vem e segue-Me»”.

A mesma proposta Jesus faz a cada um de nós. E para ser dele – observa o Papa – “não basta não fazer nada de mal”, ou segui-lo apenas quando nos apetece, ou ainda “ficar contentes com observar preceitos, dar esmolas e recitar algumas orações”, mas devemos encontrar n’Ele o Deus que sempre nos ama, o sentido da nossa vida, a força para nos entregarmos.

Abandonar o que deixa pesado o coração

Ao dizer para vender tudo o que tem e dar o dinheiro aos pobres, Jesus pede a cada um de nós “para deixar aquilo que torna pesado o coração, esvaziar-se de bens para dar lugar a Ele, único bem”:

“Não se pode seguir verdadeiramente a Jesus, quando se está estivado de coisas. Pois, se o coração estiver repleto de bens, não haverá espaço para o Senhor, que Se tornará uma coisa mais entre as outras. Por isso, a riqueza é perigosa e – di-lo Jesus – torna difícil até mesmo salvar-se. Não, porque Deus seja severo; não! O problema está do nosso lado: o muito que temos e o muito que ambicionamos sufocam-nos o coração e tornam-nos incapazes de amar (…). Quando se coloca no centro o dinheiro, vemos que não há lugar para Deus; e não há lugar sequer para o homem”.

Ou tudo ou nada

“Jesus é radical – reitera o Papa –  dá tudo e pede tudo: dá um amor total e pede um coração indiviso”. E pergunta:

“Também hoje Se nos dá como Pão vivo; poderemos nós, em troca, dar-Lhe as migalhas? A Ele, que Se fez nosso servo até ao ponto de Se deixar crucificar por nós, não Lhe podemos responder apenas com a observância de alguns preceitos. A Ele, que nos oferece a vida eterna, não podemos dar qualquer bocado de tempo. Jesus não Se contenta com uma «percentagem de amor»: não podemos amá-Lo a vinte, cinquenta ou sessenta por cento. Ou tudo ou nada”.

“ O nosso coração é como um íman: deixa-se atrair pelo amor, mas só se pode apegar a um lado e tem de escolher: amar a Deus ou as riquezas do mundo; viver para amar ou viver para si mesmo ”

“O nosso coração é como um íman: deixa-se atrair pelo amor, mas só se pode apegar a um lado e tem de escolher: amar a Deus ou as riquezas do mundo; viver para amar ou viver para si mesmo”:

Perguntemo-nos de que lado estamos nós… Perguntemo-nos a que ponto nos encontramos na nossa história de amor com Deus… Contentamo-nos com alguns preceitos ou seguimos Jesus como enamorados, prontos verdadeiramente a deixar tudo por Ele? Jesus pergunta a cada um e a todos nós como Igreja em caminho: somos uma Igreja que se limita a pregar bons preceitos ou uma Igreja-esposa, que pelo seu Senhor se lança no amor? Seguimo-Lo verdadeiramente ou voltamos aos passos do mundo, como aquele homem? Em suma, basta-nos Jesus ou procuramos as seguranças do mundo?”

Peçamos a graça – foi a exortação de Francisco – de saber deixar por amor do Senhor “as riquezas, os sonhos de funções e poderes, as estruturas já inadequadas para o anúncio do Evangelho, os pesos que travam a missão, os laços que nos ligam ao mundo”.

Autocomplacência egocêntrica

“Sem um salto em frente no amor – disse o Papa –  a nossa vida e a nossa Igreja adoecem de «autocomplacência egocêntrica»”, procurando a alegria em qualquer prazer passageiro. “Fechamo-nos numa tagarelice estéril, acomodamo-nos na monotonia duma vida cristã sem ardor, onde um pouco de narcisismo cobre a tristeza de permanecermos inacabados”.

“ Sem um salto em frente no amor, a nossa vida e a nossa Igreja adoecem de «autocomplacência egocêntrica» ”

Foi o que aconteceu com aquele homem que “retirou-se pesaroso” – disse o Papa. “Embora tivesse encontrado Jesus e recebido o seu olhar amoroso, foi-se embora triste. A tristeza é a prova do amor inacabado. É o sinal dum coração tíbio. Pelo contrário, um coração aliviado dos bens, que ama livremente o Senhor, espalha sempre a alegria, aquela alegria de que hoje temos tanta necessidade”.

Voltar às fontes da alegria

“Hoje – prosseguiu o Santo Padre – Jesus convida-nos a voltar às fontes da alegria, que são o encontro com Ele, a opção corajosa de arriscar para O seguir, o gosto de deixar tudo para abraçar o seu caminho. Os Santos percorreram este caminho”:

Paulo VI fez isso, seguindo o exemplo do Apóstolo cujo nome assumira. Como ele, consumiu a vida pelo Evangelho de Cristo, cruzando novas fronteiras e fazendo-se testemunha d’Ele no anúncio e no diálogo, profeta duma Igreja extroversa que olha para os distantes e cuida dos pobres. Mesmo nas fadigas e no meio das incompreensões, Paulo VI testemunhou de forma apaixonada a beleza e a alegria de seguir totalmente Jesus. Hoje continua a exortar-nos, juntamente com o Concílio de que foi sábio timoneiro, a que vivamos a nossa vocação comum: a vocação universal à santidade; não às meias medidas, mas à santidade”.

O Papa recorda que é significativo que ao lado dos outros Santos proclamados neste dia, está Dom Óscar Romero, “que deixou as seguranças do mundo, incluindo a própria incolumidade, para consumir a vida – como pede o Evangelho – junto dos pobres e do seu povo, com o coração fascinado por Jesus e pelos irmãos”.

O mesmo aconteceu com os outros santos – observou o Pontífice, citando um a um – “que em diferentes contextos, traduziram na vida a Palavra de hoje: sem tibieza, nem cálculos, com o ardor de arriscar e deixar tudo. Que o Senhor nos ajude a imitar os seus exemplos!”

 Fonte/texto:vaticannews

Círculos menores: jovens, sismógrafo da realidade e protagonistas da Igreja

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Catorze sínteses, seis línguas, e um tema: a escuta. Deste modo articula-se o trabalho dos Círculos Menores sinodais, centrado na primeira parte do Instrumentum Laboris, na quinta Congregação geral do Sínodo, realizada na manhã desta terça-feira (09/10).

A necessidade de uma Igreja empática, em diálogo, que evite auto-referencialidade, preconceitos, e pontos sobre a credibilidade do testemunho. “Os jovens devem ser valorizados”, dizem os Padres Sinodais. “A sua participação ativa na vida eclesial deve ser promovida e relançada, o seu compromisso deve ser bem aproveitado numa perspectiva de verdadeira sinodalidade, para que sejam protagonistas, com responsabilidade, de processos e não de eventos individuais. Deste modo, eles serão evangelizadores de seus coetâneos.

Os jovens, “sismógrafo” da realidade

“Sismógrafo da realidade, os jovens são Igreja”, reitera o Sínodo. É preciso oferecer-lhes com alegria, as razões para viver e esperar, evitando moralismos e mostrando que a vida é a resposta à vocação que Deus dá a cada um de nós. “No fundo, a vida é bonita porque tem sentido. Os jovens são capazes de tomar decisões, mas é preciso ajuda-los a tomar decisões a longo prazo”, afirmam os Padres sinodais.

O risco de “demência digital”

Os Círculos menores se detêm sobre o tema da cultura digital, presente na vida dos jovens, rica de luz, mas também de sombras, como o aumento do sentimento de solidão, o risco de uma atitude compulsiva para com a “cultura da tela”, de uma “demência digital” que implica a incapacidade de concentração e compreensão de textos complexos, de uma “migração virtual” que transporta os jovens para um mundo próprio, às vezes fruto da invenção. Nesse contexto, a presença da Igreja é essencial para acompanhar os jovens, ensinando-lhes que a internet deve ser usada, mas sem que sejam usados. É bom recordar que muitos jovens “não conectados” vivem em áreas rurais sem internet.

Enfrentar o escândalo dos abusos

O tema dos abusos também foi examinado pelos 14 Círculos menores: escândalo que ameaça a credibilidade da Igreja e deve ser abordado de forma profunda, reconquistando a confiança dos fiéis, sem se esquecer o que já foi feito pela Igreja para combater e prevenir esse crime e evitar outras faltas catastróficas. É importante ajudar os sobreviventes dos abusos a encontrar o caminho do perdão e da reconciliação. Os Círculos menores sublinham a necessidade de uma articulação melhor da questão da sexualidade, que deve ser enfrentada com clareza e humanidade, sem negligenciar a linguagem teológica.

Migrantes: defender a sua causa no âmbito internacional

O olhar da Sala Sinodal se dirige ao tema da migração, que também afeta muitos jovens: a migração é o paradigma do interesse que os jovens dedicam ao compromisso da Igreja no campo da justiça e da política. Por isso, é necessário uma pastoral adequada ao setor e um envolvimento conjunto das Conferências Episcopais afetadas diretamente por esse fenômeno. É necessário defender a causa do migrante internacionalmente, criando canais de legalidade e segurança. É importante promover oportunidade nos países de proveniência e nos de acolhimento. Não devemos esquecer as pessoas deslocadas e os migrantes internos nas nações, assim como os perseguidos e martirizados em muitas áreas do mundo.

Educação seja sólida, interdisciplinar e integral

Os Padres sinodais enfrentam o tema da formação e da educação que deve ser sólida, interdisciplinar e integral. Recordando a importância das escolas e universidades católicas, que devem ser valorizadas, e não instrumentalizadas, para que possam formar os jovens na fé e na vida cristã, se reitera que o ensinamento é uma das tarefas principais da Igreja e que muitas vezes, diante de fenômenos como o fundamentalismo e a intolerância, a resposta melhor está na promoção de uma educação ao respeito e ao diálogo inter-religioso e ecumênico.

Reforçar a família

A questão da formação passa também através do desafio de uma pastoral familiar adequada, que ajude na transmissão da fé entre as várias gerações. “Hoje”, afirmam os participantes do Sínodo, “a família está passando por uma fase de crise, devido à sua desestruturação e ao enfraquecimento da figura paterna”.

Os adultos, em geral, muito jovens e individualistas, não ajudaram a percepção da Boa Nova entre os adolescentes. Em vez disso, é responsabilidade de todo fiel acompanhar os jovens ao encontro pessoal com Jesus, porque a juventude se constrói com base no que recebe na família. Por isso, a Igreja, “família de famílias”, deve oferecer aos jovens uma verdadeira experiência familiar, na qual se sintam acolhidos, amados, cuidados e acompanhados em seu crescimento, em seu desenvolvimento integral e na realização de seus sonhos e esperanças.

A Igreja, escola de ensino

A formação correta também diz respeito aos pastores, afirma o Sínodo: na verdade, é necessário um novo estilo de vida sacerdotal e são necessários bispos que saibam acompanhar de maneira competente os jovens, porque no momento parecem faltar estratégias pastorais eficazes, capazes de se confrontar com o secularismo, e com a globalização, que apresenta oportunidades para conciliar modernidade e tradição. No fundo, a Igreja, mãe e mestra, deve ser uma escola de ensino para cada jovem, superando a falta de sintonia entre ela e os adolescentes.

Proposta uma mensagem para os jovens

Além disso, de vários Círculos surge a proposta de que do Sínodo saia uma mensagem aos jovens e que tenha um estilo narrativo adequado para transmitir-lhes a esperança cristã com palavras proféticas que relatam o olhar de Deus sobre a juventude. Desta ótica, o uso de multimídia também é sugerido, a fim de se dirigir aos jovens não apenas com um texto escrito, mas também com vídeos e imagens.

Fonte/texto:noticiascatolicas

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Chaga dos abusos na pauta do encontro do Papa com o presidente do Chile

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Durante o encontro, além da questão dos abusos contra menores, falou-se sobre a defesa da vida, a situação no Chile e temas de comum interesse no contexto internacional e regional, com particular referência à acolhida de migrantes.

Cidade do Vaticano

O Santo Padre recebeu em audiência na manhã deste sábado, 13, no Palácio Apostólico, o presidente da República do Chile, Sebastián Piñera Echenique, que posteriormente encontrou o secretário de Estado cardeal Pietro Parolin, acompanhado pelo Secretário de Relações com os Estados, Dom Paul Richard Gallagher.

Durante os cordiais colóquios, foram destacadas as boas relações entre a Santa Sé e o Chile, tendo-se falado também sobre a situação do país, com particular referência à defesa da vida e à dolorosa chaga dos abusos contra menores, sendo reafirmado neste sentido o compromisso de todos com a colaboração para combater e impedir a perpetração desses crimes e sua ocultação.

Fonte/texto:vaticannews

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40 mil jovens da Polônia rezam unidos pelo Sínodo dos Bispos

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Papa ressalta a herança de São João Paulo II a fiéis de Cracóvia

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O Santo Padre iniciou suas atividades na manhã desta quarta-feira (10/10) recebendo na Sala Paulo VI, no Vaticano, cerca de 700 peregrinos da Arquidiocese de Cracóvia, Polônia.

Em sua saudação, aos numerosos poloneses, o Papa disse que eles “representam a Santa Igreja de Deus em Cracóvia, onde foi recebido, de braços abertos, no verão de 2016”.

São João Paulo II

A peregrinação dos fiéis de Cracóvia realiza-se em vista do próximo 40º aniversário de eleição de Karol Wojtyla à Sé de Pedro. Por isso, vieram a Roma para agradecer a Deus pela vida e o pontificado de São João Paulo II. A este respeito, Francisco disse:

“São João Paulo II enriqueceu a Igreja católica com uma imensa abundância de dons, que, em grande parte, recebeu como herança do tesouro da fé e da santidade da sua terra e da sua Igreja. Ele carregava em seu coração, por assim dizer, e na carne os testemunhos dos Santos de Cracóvia: de Santo Estanislau a Santa Edviges, Santo Alberto e Santa Faustina, dos quais aprendeu sua profunda dedicação a Cristo e a grande sensibilidade pelo homem, demonstradas no seu ministério sacerdotal, episcopal e Pontifício”.

Obediência à vontade de Deus

“O Papa Wojtyla, – continuou Francisco, – recebeu de Deus o grande dom de saber ler os sinais dos tempos à luz do Evangelho, fazendo-o frutificar em prol do seu povo, que, durante os vários acontecimentos dolorosos da sua história, jamais perdeu a sua fé em Deus e a fidelidade à sua cultura, arraigada no espírito cristão”.

E falando ainda sobre São João Paulo II, afirmou:

“ Fiel a estas raízes, ele tentou fazer com que a Igreja fosse defensora dos direitos inalienáveis do homem, da família e dos povos, sendo sinal de paz, justiça e desenvolvimento integral para toda a família humana. Ao mesmo tempo, ele sempre deu prioridade à graça e obediência à vontade de Deus, acima de qualquer cálculo humano. ”

“Este rica herança que São João Paulo II nos deixou, – disse por fim Francisco – é para nós e, especialmente, para os seus compatriotas, um desafio a fim de sermos fiéis a Cristo e responder, com alegre dedicação, ao chamado à santidade, que o Senhor dirige a cada um de nós, em nossa específica situação pessoal, familiar e social”.

O Santo Padre concluiu sua saudação aos peregrinos poloneses, recordando que “São João Paulo II nunca deixa de vigiar sobre a Igreja em Cracóvia, que tanto amava! Do céu, ele acompanha o caminho das famílias, jovens, idosos, sacerdotes, religiosos, pessoas consagradas e os mais desfavorecidos e sofredores”.

 Fonte/texto:vaticannews
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Papa: aprender a rezar com coragem e insistência

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“A oração é um trabalho: um trabalho que requer de nós vontade, exige constância, pede que sejamos determinados, sem vergonha”, disse o Papa na homilia.

Adriana Masotti – Cidade do Vaticano

O Evangelho de hoje esteve no centro da homilia do Papa Francisco na missa celebrada esta manhã (11/10) na Casa Santa Marta.

O tema é a oração, de como nós devemos rezar. De fato, Jesus conta aos seus discípulos de um homem que, à meia-noite, bate à porta da casa de seu amigo para pedir-lhe algo para comer. O Papa destacou três elementos: um homem necessitado, um amigo e um pouco de pão.

Rezar com insistência

A visita do amigo é inesperada, ele reza com insistência e deste modo, disse o Papa, o Senhor quer nos ensinar como rezar:

Mas se reza com coragem, porque quando rezamos normalmente precisamos de algo. Um amigo é Deus: é um amigo rico que tem pão, tem aquilo de que necessitamos. É como se Jesus dizesse: “Na oração sejam invasivos. Não se cansem”. Mas não se cansem do quê? De pedir. “Peçam e lhes será dado”.

A oração é um trabalho

O Papa continuou afirmando que “a oração não é como uma varinha mágica”, não obtemos assim que pedimos. Não se trata de rezar duas vezes o “Pai-Nosso” e depois ir embora, assim não se tem a vontade de obter o que foi pedido:

A oração é um trabalho: um trabalho que requer de nós vontade, exige constância, pede que sejamos determinados, sem vergonha. Por quê? Porque estou batendo à porta do meu amigo. Deus é amigo, e com um amigo eu posso fazer isto. Uma oração constante, invasiva. Pensemos em Santa Mônica, por exemplo, quantos anos rezou assim, com lágrimas, pela conversão do seu filho. O Senhor, no final, lhe abriu a porta.

Francisco deu outro exemplo, contando um fato que ele mesmo testemunhou em Buenos Aires: um homem, um operário, tinha uma filha em fim de vida, os médicos não tinham dado qualquer esperança.

Ele então percorreu 70 quilômetros até o Santuário de Nossa Senhora de Luján. Chegou que já era noite e o Santuário estava fechado, mas ele rezou do lado de fora toda a noite, “implorando a Nossa Senhora: eu quero a minha filha. Eu quero minha filha. O Senhor pode me dar”. E quando na manhã sucessiva voltou ao hospital, encontrou a mulher que lhe disse: “Então, os médicos a levaram para fazer outro exame, não sabem explicar porque acordou e pediu para comer, e não tem nada, está bem, não corre mais perigo”. Aquele homem, disse o Papa, sabia como rezar.

Deus é um amigo

O Pontífice nos convidou a pensar também nas crianças manhosas quando querem algo, e gritam e choram dizendo: “Eu quero! Eu quero!” E no final os pais cedem. Alguém, porém, pode se questionar: mas Deus não fica bravo se fizermos assim? O próprio Jesus, prevendo isso, nos disse: “E vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!”.

É um amigo: dá sempre o bem. Dá mais: eu peço para resolver este problema e ele o resolve e dá também o Espírito Santo. Dá mais. Pensemos um pouco: como rezo? Como um papagaio? Rezo propriamente com a necessidade no coração? Luto com Deus na oração para que me dê aquilo de que necessito se é justo? Aprendamos deste trecho do Evangelho como rezar.

 Fonte/texto:vaticannews

Esta pintura de Jesus sobreviveu a terremotos e hoje milhões de católicos a veneram

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Papa Francisco recorda que aborto é assassinato: É como contratar um assassino de aluguel

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Presidente da Coreia do Sul será recebido pelo Papa

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No próximo dia 18 de outubro o Papa receberá o presidente Moon Jaein da Coreia do Sul. Um dia antes o cardeal Parolin celebrará uma Missa na Basílica Vaticana pela Paz na península coreana. Moon transmitirá ao Papa uma mensagem do líder norte-coreano Kim Jong-un

Cidade do Vaticano

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Greg Burke declarou nesta terça-feira (09/10) que o Papa Francisco receberá em audiência o Presidente da Coreia do Sul, Moon Jaein, no dia 18 de outubro às 12 horas no Palácio Apostólico Vaticano.

Um dia antes, em 17 de outubro, às 18 horas, o cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, presidirá na Basílica Vaticano uma “Missa pela Paz” na Península Coreana, que contará com a participação do presidente sul-coreano Moon Jaein.

As Agências internacionais de notícias de hoje comunicaram que o porta-voz da presidência da Coreia do Sul, Kim Eui-kyum, noticiou que durante a visita oficial à Santa Sé, em 17 e 18 de outubro, o presidente Moon transmitirá ao Papa Francisco uma mensagem de Kim-Jong-un, líder norte-coreano. Segundo o porta-voz coreano, Kim disse “que daria boas-vindas ao Papa se ele visitar Pyongyang”.

Moon vem se aproximando atualmente de Kim, depois de três reuniões de cúpula entre os dois este ano. Na última cúpula, que aconteceu em Pyongyang no mês passado, Moon foi acompanhado pelo arcebispo sul-coreano Hyginus Kim Hee-joong.

 Fonte/texto:vaticannews