Santuário Astorga

Notícias do Santuário

15 frases de santos de todos os tempos sobre a Virgem Maria

Posted on

Beata Irmã Dulce, o “Anjo bom da Bahia”, será proclamada Santa

Posted on
Com o Decreto autorizado pelo Santo Padre reconhecendo o milagre atribuído à intercessão de Irmã Dulce, a Beata será proximamente proclamada Santa em solene celebração de canonizações. Entre outros decretos, destaque também para o que reconhece as virtudes heróicas do Servo de Deus Salvador Pinzetta, Frade Menor Capuchinho nascido em Casca, no Rio Grande do Sul, em 1911, e falecido Flores da Cunha (RS) em 1972

Cidade do Vaticano

O Papa Francisco recebeu em audiência esta segunda-feira, 13 de maio, o prefeito do Congregação das Causas dos Santos, cardeal Angelo Becciu, na qual autorizou o Dicastério vaticano a promulgar os Decretos relacionados:

Ouça e compartilhe!

– ao milagre, atribuído à intercessão da Beata Dulce Lopes Pontes (nome de batismo: Maria Rita Lopes de Sousa Brito), conhecida como Irmã Dulce – “O Anjo bom da Bahia”, recordada por sua obras de caridade e de assistência aos pobres e necessitados. Religiosa da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, a Beata Irmã Dulce nasceu em Salvador em 26 de maio de 1914 e ali faleceu em 22 de maio de 1992. Irmã Dulce foi beatificada em 22 de maio de 2011 e com este decreto será proclamada Santa proximamente em solene celebração de canonizações;

– outro Decreto diz respeito ao milagre, atribuído à intercessão da Beata Giuseppina Vannini (nome de batismo: Giulia Adelaide Agata), fundadora das Filhas de São Camilo, nascida em Roma em 7 de julho de 1859 e falecida na capital italiana em 23 de fevereiro de 1911;

– às virtudes heroicas do Servo de Deus Salvador Pinzetta (nome de batismo: Hermínio Pinzetta), religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos; nascido em Casca, no Rio Grande do Sul (Brasil) em 27 de julho de 1911 e falecido em Flores da Cunha (RS) em 31 de maio de 1972;

– ao milagre, atribuído à intercessão da Venerável Serva de Deus Lucia dell’Immacolada (nome de batismo: Maria Ripamonti), Irmã professa do Instituto das Servas da Caridade; nascida em Acquate (Itália) em 26 de maio de 1909 e falecida em Brescia (Itália) em 4 de julho de 1954;

– às virtudes heroicas do Sevo de Deus Giovanni Battista Pinardi, Bispo auxiliar de Turim, nascido em Castagnole Piemonte (Itália) em 15 de agosto de 1880 e falecido em Turim em 2 de agosto de 1962;

– às virtudes heroicas do Servo de Deus Carlo Salerio, Sacerdote do Instituto das Missões Exteriores de Paris, Fundador do Instituto das Irmãs da Reparação; nascido em Milão (Itália) em 22 de março de 1827 e falecido em 29 de setembro de 1870;

às virtudes heroicas do Servo de Deus Domenico Lázaro Castro, Sacerdote professo da Sociedade Maria; nascido em San Adrian de Juarros (Espanha) em 10 de maio de 1877 e falecido em Madri em 22 de fevereiro de 1935;

– às virtudes heroicas da Serva de Deus Maria Eufrasia Iaconis (nome de batismo: Maria Giuseppina Amalia Sofia), Fundadora da Congregação das Filhas da Imaculada Conceição; nascida em Casino de Calabria, hoje Castelsilano (Itália) em 18 de novembro de 1867 e falecida em Buenos Aires (Argentina) em 2 de agosto de 1916.

Comunidades religiosas mundiais: apelo à não-proliferação nuclear

Posted on
A construção da paz requer “coragem, capacidade de mudança e imaginação. Nossas tradições baseadas na fé nos deram o imperativo de continuar esse trabalho em prol do desarmamento”, afirma a Declaração das comunidades religiosas mundiais. “Partilhamos e apreciamos o direito humano fundamental de viver num mundo livre do terror da destruição letal, num ambiente livre da contaminação”, lê-se

Cidade do Vaticano

“Nossas respectivas tradições de fé e a nossa experiência vivida como pessoas de fé nos levam a falar juntos, independentemente das nossas diferenças, para denunciar a ameaça nuclear à nossa humanidade partilhada.”

Direito humano de viver livre do terror da destruição

São palavras da declaração pública das comunidades religiosas mundiais por ocasião da terceira sessão do Comitê preparatório para a Conferência de revisão prevista para 2020 concernente aos Estados integrantes do Tratado de não-proliferação das armas nucleares, encerrada na sexta-feira (10/05) na sede das Nações Unidas, em Nova York.

Por um mundo livre das armas de destruição em massa

O texto foi entregue pelo vice-moderador da Comissão para os Assuntos Internacionais do Conselho Mundial de Igrejas, Emily Welty, e assinado, entre outros, além do Conselho Mundial de Igrejas, por Pax Christi Internacional, Aliança Evangélica Mundial e pela Sociedade Islâmica da América do Norte.

As comunidades religiosas chamaram a atenção para a urgente necessidade de colaborar proficuamente por um mundo livre das armas de destruição em massa, cada vez mais elaboradas e sofisticas.

Por uma Terra fundada na confiança, compaixão e igualdade

“Reconhecemos o medo que levou as nações a fabricar armas para enfrentar as ameaças à sua segurança, mas nossa decisão coletiva é enfrentar aquele medo não com atitudes negativas ou intimidações ulteriores, mas com ações continuadas, por uma Terra fundada na confiança, compaixão e igualdade”.

Paz requer coragem, capacidade de mudança e imaginação

Porém, observa a nota, a construção da paz requer “coragem, capacidade de mudança e imaginação. Nossas tradições baseadas na fé nos deram o imperativo de continuar esse trabalho em prol do desarmamento, inclusive, talvez sobretudo, quando há tantas vozes de desespero e de pessimismo, e requerem que tomemos a peito e acompanhemos todos aqueles que estão sofrendo”.

Por isso, “partilhamos e apreciamos o direito humano fundamental de viver num mundo livre do terror da destruição letal, num ambiente livre da contaminação”.

Acabar com as deletérias experimentações nucleares

A esperança, lê-se no documento, é de que, também graças ao crescente apoio ao Tratado de não-proliferação das armas nucleares, possa ser dada a palavra fim às consequências deletérias das experimentações.

“Ainda hoje continuamos lamentando os efeitos devastadores dos testes e das detonações nucleares sobre o corpo humano, sobre a comunidade e sobre todo o planeta.”

Convite ao compromisso de todos os Esta

Na conclusão da declaração, o convite a todos os Estados a empenhar-se num diálogo construtivo que leve à progressiva eliminação dos artefatos nucleares; a assistir concretamente as áreas atingidas, providenciando a descontaminação das áreas radioativas; a garantir a entrada em vigor dos Tratados sobre a não-proliferação das armas nucleares e sobre a proibição total das experiências nucleares, interrompendo a produção e favorecendo a eliminação dos resíduos globais de materiais físseis, recordando que existem proibições fundamentais comuns aos dois Tratados como as relacionadas à transferência das armas nucleares e à assistência recíproca entre Estados a fim de favorecer sua aquisição e produção em série.

fonte/texto:varicannews.va

São João Paulo II e a Virgem de Fátima: Uma história que uniu o céu e a terra

Posted on

No dia 13 de maio de 1981, São João Paulo II percorria a Praça de São Pedro em seu papamóvel, saudando e abençoando os fiéis, quando de repente o turco Alí Agca disparou contra o Papa peregrino, que caiu gravemente ferido.

Esta tentativa de assassinato só não acabou com sua vida porque uma “mão materna” interveio.

Enquanto São João Paulo II se recuperava no hospital, pediu toda a informação sobre a Virgem da Fátima. Depois, o Pontífice começou a trabalhar para cumprir o segundo segredo de Fátima, no qual a Mãe de Deus pedia que se consagrasse a Rússia ao seu Imaculado Coração.

Uma imagem de Nossa Senhora de Fátima foi levada ao Santo Padre em Castel Gandolfo e ele pediu à Virgem que fosse construída uma pequena igreja na fronteira entre a Polônia e a então União Soviética, onde foi colocada a imagem olhando para a Rússia.

Um ano depois do atentado, no dia 13 de maio de 1982, João Paulo II viajou pela primeira vez a Fátima: “Quero agradecer à Virgem pela sua intercessão, por salvar a minha vida e pela recuperação da minha saúde”.

Um ano mais tarde, João Paulo II expressou sua devoção e agradecimento à Virgem doando ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima a bala que retiraram do seu corpo, a mesma que está na coroa da imagem mariana no santuário.

No dia 8 de dezembro de 1983, São João Paulo II enviou uma carta aos bisposdo mundo inteiro, incluindo ortodoxos, expressando suas intenções de consagrar a Rússia ao Coração de Maria e acrescentou a oração especial para que eles a fizessem em suas diferentes dioceses.

Dias depois, o Santo Padre visitou o turco Alí Agca no presídio e lá ouviu de Agca seus comentários sobre o episódio: “Por que não morreu? Eu sei que apontei a arma como devia e sei que o tiro devia ter sido devastador e mortal. Então, por que não morreu? Por que todos falam de Fátima?”.

No dia 25 de março de 1984, Festa da Anunciação, o Pontífice consagrou todos os homens e povos, incluindo a Rússia, à Maria Santíssima em comunhão espiritual com os bispos do mundo. Em seguida, a Irmã Lúcia, a terceira vidente, confirmou: “Esta consagração foi realizada da maneira que Nossa Senhora tinha pedido”.

No ano 2000, São João Paulo II viajou a Fátima e, em 13 de maio, beatificou os outros dois videntes da Virgem, Francisco e Jacinta Marto. Logo depois, anunciaram a publicação da “terceira parte” do segredo de Fátima, realizado no dia 26 de junho daquele ano.

O então Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Joseph Ratzinger, fez um comentário teológico a respeito deste segredo revelado, que falava sobre um Bispo vestido de branco que morreria diante de uma cruz.

“Não podia o Santo Padre, quando depois do atentado de 13 de maio de 1981 texto da terceira parte do ‘segredo’, reconhecer nele seu próprio destino? Esteve muito perto das portas da morte e ele mesmo explicou o fato de ser salvo com as seguintes palavras: “…uma mão materna guiou a trajetória da bala e o Papa agonizante esteve à beira da morte’ (13 de maio de 1994)”, destacou o Cardeal.

“Que uma ‘mão materna’ tenha desviado a bala mortal demonstra, uma vez mais que não existe um destino imutável, que a fé e a oração são poderosas, que podem influir na história e que, finalmente a oração é mais forte do que as balas, a fé mais forte que as divisões”, enfatizou.

Fonte/texto:acidigital.com.br

Novo ataque contra igreja em Burkina Fasso: a dor do Papa

Posted on
Em um tweet Papa Francisco escreve a sua dor pelo ataque dos jihadistas que escolheram novamente o domingo para semear terror e massacrar os fiéis durante a Missa. Em Burkina Fasso os terroristas massacraram um sacerdote e cinco fiéis durante a celebração da missa matinal e depois incendiaram o edifício

Cidade do Vaticano

“Papa Francisco recebeu com dor a notícia do ataque à igreja de Dablo, em Burkina Fasso. Ele reza pelas vítimas, seus familiares e por toda a comunidade cristã do país”, assim referiu o diretor interino da Sala de Imprensa da Santa Sé, Alessandro Gisotti, a respeito do atentado ocorrido em Dablo, na manhã do domingo, 12 de maio.

Ouça e compartilhe!

A dor das testemunhas

A Missa tinha começado há pouco na paróquia do Beato Isidoro Bakania em Dablo, no norte do país, quando um comando de 20 jihadistas, chegaram a bordo de motos, e circundaram a igreja. É o terrível testemunho, segundo a agência de notícias Ansa, do ataque à igreja, obtido de fontes locais. O objetivo, explicam as fontes, era o sacerdote burkinabé, Abbé Siméon Yampa, 34 anos, encarregado do diálogo inter-religioso na sua diocese: quando alguns tentaram escapar, os terroristas foram atrás e atiraram. Depois, dentro da igreja, fizeram todos deitarem no chão e escolheram cinco deles e os mataram. A sangue frio, sem piedade.

Os terroristas incendiaram a igreja   

Os terroristas, declarou o prefeito de Dablo, Ousmane Zongo, “incendiaram a igreja para depois assaltar um ambulatório e incendiar também este”. A cidade entrou em pânico, as pessoas ficaram dentro de suas casas e todas as atividades comerciais ficaram fechadas. Em seguida, foram enviados militares de Barsalogho, cidade vizinha a 45 quilômetros, que rastrearam a localidade durante todo o dia.

Em 29 de abril tinha sido atacada uma igreja protestante

Em 29 de abril passado, o terrorismo islâmico tinha atacado outra igreja, também no domingo e durante uma celebração. Na ocasião mataram um pastor protestante e cinco fiéis na localidade de Silgadji, a 60 quilômetros de Djibo, capital da província de Soum.

Os atentados dos jihadistas na região de Sahel causaram 350 mortes

Desde 2014, a França convocou 4.500 militares na zona do Sahel, dentro do programa de operações anti-jihadistas Narkhane – em colaboração com os países do G5 Sahel (Burkina Fasso, Chade, Mali, Mauritânia e Níger) – mas sem chegar aos líderes de organizações como Ansaroul Islã, o Estado islâmico do grande Sahara, o grupo de apoio ao islã e aos muçulmanos, que desde 2015, apenas em Burkina Fasso, causaram pelo menos 350 mortes.

Fonte/texto:vaticannews.va

Canção à Virgem de Fátima cantada por Elvis Presley traz história de conversão

Posted on

Nossa Senhora de Fátima e o Rosário já foram cantados por um grande nome da música internacional, Elvis Presley, na canção “The Miracle of the Rosary”, a qual além da mensagem da Virgem Maria traz como pano de fundo uma história de conversão.

Embora tenha sido criado na Igreja Evangélica Assembleia de Deus, Elvis Presley gravou “The Miracle of the Rosary” em 15 de maio de 1971. Porém, não se trata de uma canção sua, e sim de Lee Denson, amigo do rei do rock, que pertencia à Igreja Batista, mas se converteu ao catolicismo após se casar com uma católica.

A família de Lee Denson ajudou os pais de Elvis quando estes se mudaram da cidade de Tupelo para Memphis, em 1947. Lee foi o primeiro professor de guitarra de Presley.

A história da canção “The Miracle of the Rosary” foi escrita em 1960, quando Denson se aproximou do catolicismo. Sua esposa Mary era católica e devota da Vigem. Todos os dias, rezava o terço, conforme a Mãe de Deus havia pedido aos três pastorinhos na Cova da Iria.

Entretanto, devido avida corrida de músico profissional de seu marido, começou a descuidar da fé.  Certo dia, o terço que uma amiga havia lhe trazido de Fátima sumiu. Ela revirou a casa inteira, mas não o encontrou.

Foi na noite de 13 de outubro de 1960 que, ao chegar em casa, encontrou o terço no seu estojo, em cima de uma almofada na cama. Mary e seu marido ficaram surpresos. Mais tarde, enquanto dormiam, acordaram de repente, ela após sentir um suave toque nos lábios e ele por ter ouvido um som parecido com um sino.

Na manhã seguinte, decidiram ir à Missa e revelaram, posteriormente, que ouviram o padre dizer que Nossa Senhora de Fátima todos os dias opera milagres na vida de cada um e que poucos lhe agradecem ou param para pensar no que lhes aconteceu.

Lee e sua esposa contaram que foram os únicos a ouvir essas palavras. Perplexo, o músico não voltou a dormir bem, até que resolver compor uma canção para Nossa Senhora de Fátima.

Pensando em um artista que pudesse gravá-la a fim de dar grande projeção aos milagres de Fátima, logo lembrou-se de seu amigo Elvis Presley. Mas, resolveu esperar até 1967, quando foram comemorados os 50 anos das aparições da Virgem na Cova da Iria. Elvis, porém, não pôde gravar naquele ano, o que veio a se concretizar em 1971.

Lee Denson abandonou a carreira artística para se dedicar à igreja, em Memphis. Em uma ocasião, em 1978, cantou “The Miracle of the Rosary” na Missa e, conforme relatos, a Igreja se encheu de perfume de rosas. Entre os fiéis, estava o arcebispo panamenho Tomas Clavel, que considerou um sinal “milagroso”.

Tempos depois, o Papa Paulo VI abençoou a canção “The Miracle of the Rosary”. Nos anos 1980, Lee Denson a cantou no Santuário de Fátima e no Carmelo de Coimbra, na presença da Irmã Lúcia, uma das videntes de Fátima.

Confira a seguir a tradução desta música:

Oh, Mãe abençoada, nós rezamos a Vós
Obrigado pelo milagre de Vosso Rosário
Só Vós podeis segurar
a abençoada mão do Vosso Filho
por tempo bastante para que o mundo compreenda

Ave Maria, cheia de graça
O Senhor esteja convosco
Bendita sois vós entre as mulheres
E bendito é o fruto de Vosso ventre, Jesus
Oh, Santa Maria, querida Mãe de Deus
Por favor, rogai por nós, pecadores
Agora e na hora de nossa morte

E agradeço mais uma vez
Pelo milagre de Vosso Rosário

Etiquetas: conversãoElvis PresleyLee DensonMúsicaNossa Senhora de FátimaPaulo VITerço

Fonte/texto:acidigital.com.br

São João Paulo II consagrou a Rússia ao Imaculado Coração de Maria?

Posted on

Depois de ler a terceira parte do segredo de Fátima, São João Paulo II decidiu viajar a Portugal no dia 13 de maio de 1982 e consagrar não só a Rússia, mas também o mundo inteiro ao Imaculado Coração de Maria.

Este ato, entretanto, não satisfez a consagração solicitada pela Virgem Maria – pois também deviam participar os bispos de todo o mundo. Portanto, “em 25 de março de 1984, na Praça de São Pedro, recordando o mandato pronunciado por Maria, o Santo Padre em união espiritual com os bispos do mundo, confiou todos os homens e mulheres e todos os povos ao Imaculado Coração de Maria”. (Cardeal Tarcísio Bertone)

“A Irmã Lúcia confirmou pessoalmente que este ato solene e universal de consagração correspondia aos desejos de Nossa Senhora (‘Sim, desde 25 de março de 1984’: carta de 8 de novembro de 1989). Portanto, toda discussão, assim como outro pedido ulterior, carece de fundamento”. (Cardeal Tarcísio Bertone)

Fátima e a queda do comunismo russo

O ano de 1917 foi um período agitado para a Rússia. Além de combater na Primeira Guerra Mundial, o país esteve em duas guerras civis conhecidas como a Revolução de Fevereiro e a Revolução de Outubro.

A primeira conduziu à criação de um governo provisório que resultou instável. Depois, nos dias 24 e 25 de outubro, quase duas semanas depois da última aparição da Virgem de Fátima, a segunda revolução teve como consequência a criação da União Soviética.

Nos anos seguintes, a Rússia ampliou sua esfera de influência exportando sua ideologia comunista a vários países e martirizou um grande número de cristãos.

Depois da consagração realizada na Praça de São Pedro em 1984, derrubou-se em primeiro lugar o bloco soviético em 1989 e logo depois a própria União de Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), devido a diversos fatores sociais, políticos e econômicos.

O próprio Papa São João Paulo assinalou:

“E o que diremos das três crianças de Fátima que, de repente, na véspera do estalo da Revolução de Outubro escutaram: ‘Rússia se converterá’ e ‘ao final, meu [Imaculado] Coração triunfará’? Eles não puderam inventar tais predições porque não sabiam o suficiente a respeito de história ou geografia, e muito menos dos movimentos sociais e a evolução ideológica e, entretanto, aconteceu tal como haviam dito”. (Cruzando o Limiar da Esperança, página 131)

Embora não tenha revelado a terceira parte do segredo até o ano 2000, seis anos antes São João Paulo II fez alusão a seu conteúdo. Imediatamente depois meditou sobre a queda do comunismo relacionando-o com Fátima e escreveu:

“Talvez este seja o motivo pelo qual o Papa tenha sido chamado de um ‘país longínquo’, talvez porque era necessário que a tentativa de assassinato acontecesse na Praça de São Pedro, precisamente em 13 de maio de 1981, no aniversário da primeira aparição em Fátima, de modo que tudo poderia ser mais transparente e compreensível, para que a voz de Deus que fala na história humana através dos ‘sinais dos tempos’ pudesse ser mais facilmente audível e compreensível”.  (Cruzando o Limiar da Esperança, páginas 131-132)

Para o ano 2000, o Santo Padre se sentiu capaz de revelar a parte final do segredo de Fátima, pois “os acontecimentos aos quais a terceira parte do ‘segredo’ de Fátima se referia parecem agora que fazem parte do passado”, disse o então secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Angelo Sodano.

O Pontífice escolheu a beatificação de Jacinta e Francisco para o dia 13 de maio de 2000, em Portugal, como ocasião para anunciar este acontecimento.

Fonte/texto:acidigital.com.br

Papa marca encontro com jovens economistas em março de 2020

Posted on
Evento de Assis se chamará “Economia de Francisco” e reunirá jovens interessados em cultivar sonho de um novo humanismo, que responda às expectativas dos homens e mulheres e ao projeto de Deus

Cidade do Vaticano

Foi divulgada na manhã de sábado (11/05) uma carta escrita pelo Papa Francisco em que convida jovens economistas e empresários de todo o mundo a participarem com ele de um evento e de uma ‘aliança’ a ser consolidada em Assis, de 26 a 28 de março de 2020.

Assis, símbolo de humanismo e fraternidade

Assis, segundo o Pontífice, é o lugar apropriado para inspirar uma nova economia, pois foi ali que Francisco se despojou de toda a mundanidade para escolher Deus como bússola da sua vida, tornando-se pobre com os pobres e irmão de todos. Sua decisão de abraçar a pobreza também deu origem a uma visão econômica que permanece atual. Uma visão que pode dar esperança ao nosso futuro e beneficiar toda a nossa família humana. É uma visão necessária também para o destino de todo o planeta, nossa Casa Comum, “nossa irmã Mãe Terra”, nas palavras de São Francisco em seu Cântico do Irmão Sol.

Laudato si: tudo está interligado

Renovando seu apelo a pôr em prática um modelo econômico fruto de uma cultura de comunhão, baseada na fraternidade e na igualdade, o Papa destaca que a salvaguarda do meio ambiente não pode ser dissociada da garantia da justiça para os pobres e que o exemplo notável do cuidado com os vulneráveis e uma ecologia integral é Francisco de Assis.

Responder, não dar as costas

O Papa acredita nos jovens como capazes de ouvir seus corações, sentindo-se parte de uma cultura nova e corajosa, sem medo de enfrentar riscos e trabalhar para construir uma nova sociedade. “Universidades, empresas e organizações são laboratórios de esperança para criar novas formas de compreender a economia e o progresso, combater a cultura do desperdício, dar voz a quem não tem nenhuma e propor novos estilos de vida”, reitera.

Participar de um ‘pacto comum’

O convite dirigido por Francisco é a todos os rapazes e moças de boa vontade, além das diferenças de crença e de nacionalidade, para que participem do evento inspirados por um ideal de fraternidade atenta sobretudo aos pobres e excluídos e comprometam-se individualmente e em grupos a cultivar juntos o sonho de um novo humanismo, que responda às expectativas dos homens e mulheres e ao projeto de Deus.

O ideal de Francisco

Lembrando o nome do encontro – “Economia de Francisco” – que evoca claramente o Santo Homem de Assis e o Evangelho que ele viveu em completa coerência, o Papa revela que tendo assumido seu nome, é uma fonte constante de inspiração. “São Francisco nos oferece um ideal e, em certo sentido, um programa”.

Fonte/texto:vaticannews.va

Libertação de Asia Bibi é “motivo de esperança” para cristãos na prisão por blasfêmia

Posted on

A Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) afirmou que a libertação de Asia Bibi e sua chegada ao Canadá é “um motivo de esperança para muitos outros cristãos que são injustamente acusados ​​pela lei de blasfêmia”.

Javier Menéndez Ros, diretor da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre na Espanha, assegurou ao Grupo ACI que a libertação de Asia Bibi e sua chegada ao Canadá é “uma notícia muito boa”.

“É um símbolo do triunfo difícil, de viver em condições difíceis, duras, por quase 10 anos em prisões paquistanesas por causa de uma acusação e condenação injustas e é o triunfo de tantas pessoas que estão neste mesmo caminho no Paquistão. Por isso, é motivo de esperança para muitos outros cristãos que são injustamente acusados ​​pelas leis da blasfêmia”, indicou ao Grupo ACI.

O caso de Asia Bibi atraiu a atenção da mídia, mas atualmente há mais de duas mil pessoas no Paquistão acusadas de blasfêmia e em condições semelhantes às sofridas pela mãe católica.

Nesse sentido, Menéndez Ros afirmou que anualmente há “70 ou 80 pessoas, de qualquer religião, ainda que os cristãos sejam a maioria, que todos os anos são acusados ​​injustamente de blasfêmia. Muitos deles, antes do julgamento, são assassinados pelas massas radicais ou passam anos no corredor da morte ou nas prisões”.

O diretor de Ajuda à Igreja que Sofre na Espanha lembrou que “a liberdade religiosa é um ‘direito fundamental’ do qual surgem muitos outros direitos”.

“De tal modo que, quando falta o direito à liberdade religiosa, é muito frequente que falte também o direito à liberdade de expressão, à liberdade de reunião e muitos outros. No fundo, é um sintoma de que algo está dando errado nas liberdades do país”, assegurou ao Grupo ACI.

Por isso, destacou que a liberdade está sendo “sistematicamente violada a cada ano e de maneira mais notória e importante”, e isso afeta diretamente “334 milhões de pessoas que sofrem perseguição e mais 100 milhões que sofrem discriminação no mundo”.

Em outras palavras, 61% da população mundial sofre discriminação por causa de sua fé, o que, segundo Menéndez Ros, mostra que é “um direito sistematicamente violado”.

Prova disso são os atentados em série contra três igrejas e vários hotéis no Sri Lanka no último domingo de Páscoa.

“O ano de 2019, infelizmente, caminha para ser um dos anos mais trágicos em relação aos atentados contra os cristãos. Porque até agora, além do Sri Lanka, ocorreram na República Centro-Africana, nas Filipinas, na Nigéria e na Índia e em muitos outros países que desconhecemos e que deixaram muitas vítimas”, assegurou.

De fato, a Reunião das Conferências Episcopais Europeias publicou um relatório no qual se mostrou que “75% dos perseguidos ou discriminados por causa de sua fé são cristãos”.

“Esta informação foi confirmada por um relatório encomendado pelo ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, que mostrou que 80% dos perseguidos ou discriminados por sua fé são cristãos”, disse Menéndez Ros.

Fonte/texto:acidigital.com.br

Papa: que os cristãos se abram com docilidade à voz do Senhor, sem teimosia

Posted on
O Papa Francisco celebrou a missa na capela da Casa Santa Marta e na homilia comentou a leitura do dia, extraída dos Atos dos Apóstolos.

Gabriella Ceraso – Cidade do Vaticano

A conversão de Saulo de Tarso no caminho de Damasco é “uma mudança de página na história da Salvação”, é “a porta aberta sobre a universalidade da Igreja”. Foi o que disse o Papa Francisco esta manhã na homilia da missa celebrada na Casa Santa Marta, comentando o episódio dos Atos dos Apóstolos.

No centro da homilia, portanto, está a figura do Apóstolo dos Gentios que, cego, permanece em Damasco por três dias sem comida nem água, até que Ananias, enviado pelo Senhor, lhe restitui a visão, dando-lhe a possibilidade de iniciar o caminho de conversão e pregação “repleto do Espírito Santo”.

O Papa evidenciou duas características, dirigindo-se em especial a um grupo de irmãs de Cottolengo presentes na missa por ocasião dos 50 anos de sua vida religiosa e a alguns sacerdotes eritreus que vivem Itália.

Coerência e zelo

Paulo era um “homem forte” e “apaixonado pela pureza da lei”, mas era “honesto” e, mesmo com um “caráter difícil”, era “coerente”:

Antes de tudo, era coerente porque era um homem aberto a Deus. Se ele perseguia os cristãos era porque estava convencido de que Deus queria isto. Mas como é possível? Estava convencido disto. É o zelo que tinha pela pureza da casa de Deus, pela glória de Deus. Um coração aberto à voz do Senhor. E arriscava, arriscava, ia avante. E outra característica do seu comportamento é que era um homem dócil, tinha a docilidade, não era teimoso.

Docilidade e abertura à voz de Deus

Talvez o seu temperamento fosse teimoso – acrescentou o Papa -, mas não a sua alma. Paulo era “aberto às sugestões de Deus”. Com o “fogo interior” prendia e matava os cristãos, mas, “uma vez que ouviu a voz do Senhor, se tornou como uma criança, se deixou levar”:

Todas aquelas convicções que tinha, ficam caladas, esperam a voz do Senhor: “Que devo fazer, Senhor?”. E ele se encaminha e vai ao encontro em Damasco, ao encontro daquele outro homem dócil e se deixa catequizar como uma criança. Se deixa batizar como uma criança. E depois retoma as forças e o que faz? Fica quieto. Vai para a Arábia rezar, quanto tempo não sabemos, talvez anos, não sabemos. A docilidade. Abertura à voz de Deus e docilidade. É um exemplo da nossa vida e fico feliz em falar disto hoje diante dessas irmãs que festejam os 50 anos de vida religiosa. Obrigado por ouvir a voz de Deus e obrigado pela docilidade.

A “docilidade das mulheres de Cottolengo” fez com que o Papa se lembrasse de sua primeira visita, nos anos 70, a uma das estruturas que, no espírito de São José Benedito Cottolengo, acolhem em todo o mundo portadores de deficiências físicas e psíquicas. Francisco contou que passou de quarto em quarto guiado por uma freira, como as que estavam na missa hoje na Casa Santa Marta, e que passam a vida “ali, entre os descartados”. Sem esta perseverança e docilidade, afirma o Papa, não poderiam fazer o que fazem.

O carisma cristão

Perseverar. E este é um sinal da Igreja. Eu gostaria de agradecer hoje, através de vocês, a tantos homens e mulheres, corajosos, que arriscam a vida, que vão avante, que buscam inclusive novas estradas na vida da Igreja. Buscam novas estradas! “Mas, padre, não é pecado?”. Não, não é pecado! Busquemos novas estradas, isto nos fará bem a todos! Com a condição de que sejam as estradas do Senhor. Mas ir avante: avante na profundidade da oração, na profundidade da docilidade, do coração aberto à voz de Deus. E assim se fazem as verdadeiras mudanças na Igreja, com pessoas que sabem lutar no pequeno e no grande.

O “cristão”, concluiu Francisco, deve ter “este carisma do pequeno e do grande” e a oração dirigida a São Paulo no final da homilia é justamente o pedido da “graça da docilidade à voz do Senhor e do coração aberto ao Senhor; a graça de não nos assustar de fazer grandes coisas, de ir avante, com a condição de que tenhamos a delicadeza de cuidar das pequenas coisas”.

Fonte/texto:vaticonnews.va