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“O clima da Jornada é uma coisa de outro mundo”, diz jovem brasileiro

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“Tem coisas que só acontecem em uma Jornada, não tem como ter a experiência em outro lugar. Dentro dela tu sente que não está sozinho e tem milhões de jovens que não têm vergonha de mostrar que estão felizes e que estão ali para lutar por um mundo com mais paz, amor e fraternidade”, afirma um jovem brasileiro que participou da Jornada no Rio e Cracóvia e prepara-se agora para o Panamá.

Depois de participar de duas Jornadas, o que mais eu encontrei nelas foi a união entre os jovens de diversos países e culturas. O clima de uma Jornada é uma coisa de outro mundo. Todos os jovens unidos em um mesmo lugar, com um mesmo objetivo, que é dizer para o mundo: “Eu sou um jovem católico”. Tem coisas que só acontecem em uma Jornada, não tem como ter a experiência em outro lugar. Dentro dela tu sente que não está sozinho e tem milhões de jovens que não têm vergonha de mostrar que estão felizes e que estão ali para lutar por um mundo com mais paz, amor e fraternidade”.

Ouça a reportagem!

Se para muitos jovens a Jornada Mundial da Juventude no Panamá será a primeira, para milhares de outros será a continuação de uma experiência que deixou marcas profundas e os colocou em uma dimensão bem mais ampla da vivência da fé, como acabou de nos contar o Diego Chemello Müller, de 26 anos, natural de Porto Alegre (RS), engenheiro químico, engenheiro de alimentos e atuante no Ministério de Música na Paróquia São Martinho. As noites quem sabe mal dormidas, por vezes a falta de orientação e tantas outras situações inerentes a um evento deste porte não o assustaram, antes pelo contrário, foram uma oportunidade de crescimento:

Muitas vezes eu e meus amigos encontramos algumas dificuldades nas Jornadas, como se localizar numa cidade nova e saber para onde ir, mas a partir destas dificuldades que nós crescemos juntos como amigos e comunidade. Agora é impossível não ter vontade de ir numa próxima edição de uma Jornada depois de todas as coisas que a gente passou.

O fato de a Jornada de 2013 ser realizada no Brasil, havia motivado o Diego para participar pela primeira vez, junto com um grupo de jovens da comunidade. A Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora visitaram a Paróquia e em seguida chegaram os argentinos. Oportunidade para novas amizades e atividades sociais e caritativas em conjunto:

“... E com todo este aquecimento, não tinha como não estar motivado para ir ao Rio de Janeiro e conhecer o Papa Francisco pela primeira vez, já que ele tinha apenas quatro meses de Pontificado na época, e provavelmente estava tão ansioso quanto a gente para ir numa Jornada pela primeira vez como Papa”.

Mas, o que mais o marcou nesta Jornada no Rio de Janeiro e na de Cracóvia, em 2016?

São muitas recordações que eu tenho das Jornadas anteriores. No Rio de Janeiro, por exemplo, o que mais me marcou foi ver a Praia de Copacabana completamente lotada de jovens de uma ponta a outra. Foram aproximadamente 3 milhões de jovens em uma praia fazendo Adoração junto com o Papa, em silêncio, e participando da Missa de Envio. Nem no carnaval e no reveillon tu encontra tanta gente na Praia de Copacabana. Foi o maior público que o Rio de Janeiro já tinha recebido na história.

Bom, e na Jornada de Cracóvia, um dos momentos que mais me marcou foi quando a gente estava chegando na cidade de ônibus e teve um bloqueio na estrada. Daí a gente teve que ficar um tempo num posto de gasolina. Lá nosso grupo desceu e a gente encontrou dez italianos que estavam parados ali também esperando para continuar a viagem e nós fomos conversar com eles e eu fui pedi emprestado o violão que eles tinham. Aí a gente fez uma roda e eu fiquei no meio junto com outros amigos brasileiros, daí eu comecei a tocar várias músicas católicas bem conhecidas aqui no Brasil, mas que os italianos nunca tinham ouvido. E a gente começou com este grupo pequeno, mas não demorou muito e outros ônibus foram parando, e quando a gente viu, a gente estava no meio de uma roda com mais de 200 jovens ao redor pulando e dançando. Para mim foi um momento inesquecível como ministro de música e eu vou levar isto sempre comigo”.

Depois do Rio de Janeiro e Cracóvia, o Diego prepara-se agora para o Panamá:

“A minha expectativa para a próxima Jornada está muito grande. Eu vou poder rever vários amigos que eu fiz nas Jornadas anteriores e estar junto com o Papa de novo. Minha impressão do Panamá é de um lugar muito acolhedor, com um povo bem fervoroso, animado, com o espírito pegando fogo. Nós da América Latina…a gente tem esta característica bem forte, e já é assim  no Brasil, como foi em 2013 acho que um país de língua espanhola, a união de outros países latinos vai ser ainda maior, porque o Papa vai poder falar na língua nativa dele e vai estar muito mais à vontade para passar os ensinamentos e se comunicar conosco”.

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Bispos dos EUA pedem solução à crise na fronteira e ao fim do fechamento do governo

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Os bispos dos Estados Unidos (USCCB) pediram ao presidente Donald Trump e aos congressistas que encontrem uma solução para a crise na fronteira com o México e cheguem a um acordo final para colocar fim ao fechamento do governo.

“Assegurar as fronteiras e tratar humanamente quem foge da perseguição e buscam uma vida melhor são dois aspectos que não se excluem mutuamente. Os Estados Unidos podem garantir ambas as coisas e deve fazê-lo sem colocar medo nem semear o ódio. Continuaremos defendendo uma reforma migratória para promover o bem comum e abordar esses temas”, indica uma declaração emitida na quinta-feira, 10 de janeiro, pelo Episcopado e assinada pelo Bispo de Austin e presidente do Comitê de Migração, Dom Joe Vasquez.

O Bispo recordou que os migrantes não são estatísticas, mas pessoas. Por isso, incentivou os legisladores “a olhar além da retórica e recordar a dignidade humana que Deus nosso Pai deu a cada um de nós simplesmente porque todos somos seus filhos”.

“O presidente e os líderes do Congresso precisam entrar em acordo e terminar o fechamento do governo com uma solução que reconheça a dignidade do trabalho dos funcionários afetados, respeite a humanidade de todos independente de sua situação migratória e proteja a santidade da vida humana”, concluiu.

Fechamento do governo

Um “fechamento do governo” acontece quando os escritórios considerados não essenciais fecham porque não se aprovou o orçamento federal para o próximo ano fiscal.

O orçamento deve ser aprovado pelo Congresso e requer o acordo entre republicanos e democratas.

Os funcionários que trabalham nos escritórios que devem fechar não recebem pagamento porque se considera que durante esse período estão com uma permissão especial.

O fechamento de governo começou em 21 de dezembro de 2018. A principal razão que levou a essa situação é o desacordo que existe entre ambos os partidos sobre os cinco milhões de dólares que Trump solicita para construir o muro na fronteira com o México.

O fechamento afeta centenas de milhares de funcionários públicos.

Declarações de Trump sobre os migrantes

Em 8 de janeiro, Trump fez uma nova declaração sobre a crise humanitária na fronteira com o México e fez um chamado a incrementar a segurança, o que foi lamentado por diversos católicos no país, os quais também expressaram sua preocupação.

Nesse dia, Trump disse que 90% da heroína que ingressa nos Estados Unidos entra pela fronteira com o México. “Mais americanos morrerão pelas drogas neste ano nos EUA do que durante toda a Guerra do Vietnã”, disse o mandatário.

Trump também se referiu aos perigos do caminho da América Central até os Estados Unidos e indicou que as crianças são usadas como “peões” pelos “coiotes viciosos e bandos sem regras”.

Issac Cuevas, diretor de imigração e assuntos públicos da Arquidiocese de Los Angeles, disse a CNA – agência em inglês do Grupo ACI – que está de acordo com Trump de que há uma crise humanitária na fronteira, mas indicou que suas declarações, assim como as respostas dos senadores democratas, não são sinais de progresso.

“Ambos os grupos estão de acordo de que o tema da imigração já não pode ser ignorado, mas também devem entrar em acordo sobre onde começar a mudança”, acrescentou Cuevas.

“Estas desafios da imigração não desaparecerão com a implantação de barreiras, mas todos estamos concordamos que o sistema, especialmente do ponto de vista legal, está quebrado e deve ser consertado”, ressaltou.

Cuevas explicou a CNA que seria uma “solução de senso comum” para ambas as partes trabalhar juntos e criar um plano para fortalecer a segurança na fronteira e gerar um caminho para a “cidadania, para as boas pessoas que dão contribuições positivas a nossas comunidade e nossa forma de vida neste país”.

Por sua parte, o Bispo da Diocese fronteiriça de Brownsville, Dom Daniel Flores, escreveu em sua conta de Twitter no dia 9 de janeiro que “as mães e as crianças estão fugindo dos elementos criminosos que nós mesmos reconhecemos como um perigo mortal. Não somos capazes de sustentar uma resposta que proteja os vulneráveis e restrinja as ameaças?”.

Do mesmo modo, o Cardeal Joseph Tobin, Arcebispo de Newark, indicou em 9 de janeiro que estava “muito decepcionado com as palavras desumanas usadas para descrever nossos irmãos imigrantes. Estes homens, mulheres e crianças não são números nem estatísticas criminosas, mas pessoas de carne e osso com suas próprias histórias. A maioria foge da miséria e da violência brutal que os ameaça”.

“As caricaturas falsas buscam provocar uma espécie de amnésia que faria com que esta grande nação negue suas raízes de imigrantes e refugiados”, acrescentou.

Tudo isso ocorre enquanto os bispos dos Estados Unidos celebram, de 6 a 12 de janeiro, a Semana Nacional de Migração.

Fonte/texro:acidigital.com

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Arcebispo norte-americano propõe frase de Madre Teresa para combater a crise na Igreja

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O Arcebispo de Los Angeles (Estados Unidos), Dom José Gomez, propôs uma frase da Santa Teresa de Calcutá para combater a crise na Igreja por causa dos escândalos de abuso sexual.

Em sua nova coluna semanal intitulada “De um retiro de Ano Novo”, escrita em Chicago, onde os bispos norte-americanos estiveram em exercícios espirituais de 2 a 8 de janeiro, o Arcebispo propôs uma frase de Madre Teresa tirada do livro “Cristo nos pobres”, que o Papa Francisco incluiu na carta que enviou aos prelados no início do mês.

A frase é a seguinte: “Sim, tenho muitas fraquezas humanas, muitas misérias humanas. (…) Mas Ele abaixa-Se e serve-Se de nós, de ti e de mim, para sermos o seu amor e a sua compaixão no mundo, apesar dos nossos pecados, apesar das nossas misérias e defeitos. Ele depende de nós para amar o mundo e demonstrar-lhe o muito que o ama. Se nos ocuparmos demasiado de nós mesmo, não teremos tempo para os outros”.

A este respeito, Dom Gomez escreveu que “nenhum de nós é perfeito e aqui na terra, ninguém será. Nós pecamos, cometemos erros, ferimos outras pessoas”.

“Jesus não veio para os justos, mas para salvar os pecadores. E isso se refere a cada um de nós. Esse é o mistério do amor de Deus por nós: que, embora sejamos pecadores, Ele vem para carregar os nossos pecados, para morrer por nós e para nos trazer o perdão”, continuou.

No entanto, indicou Arcebispo, “isso não justifica os pecados, crimes ou danos causados aos outros. Todos devem prestar contas e reparar os erros que cometem”.

Apesar das falhas, enfatizou o Prelado, Deus “chama cada um de nós para fazer a sua obra no mundo. Que lindo pensamento a Madre Teresa nos oferece: ‘Ele depende de nós para amar o mundo e demonstrar-lhe o muito que o ama’”.

O Arcebispo de Los Angeles também lembrou que é preciso viver com esperança em Jesus e destacou que “agora é o momento de realmente viver a nossa fé em Jesus Cristo com um novo entendimento, um novo compromisso e um novo amor”.

No final de sua carta e depois compartilhar que rezou e ofereceu penitências pelas vítimas de abuso sexual, o Prelado se referiu à crise humanitária na fronteira dos EUA com o México.

“Temos que continuar orando e trabalhando para ajudar os nossos líderes a verem sua responsabilidade e deixarem de lado as considerações políticas e assim unir-se para fazer a coisa certa, arrumar o sistema de imigração da nossa nação que há muito tempo é deficiente”, concluiu.

Fonte/texto:.acidigital.com

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A Igreja celebra o Batismo do Senhor

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“Quando o Salvador é lavado, todas as águas ficam puras para o nosso batismo; a fonte é purificada para que a graça batismal seja concedida aos povos que virão depois”, disse São Máximo de Turim no século V ao se referir ao Batismo do Senhor, que é celebrado neste domingo.

Com o Batismo do Senhor é concluído o tempo do Natal e a Igreja nos convida a olhar a humildade de Jesus que se converte em uma epifania(manifestação) da Santíssima Trindade.

“João batiza e Jesus se aproxima; talvez para santificar igualmente aquele que o batiza e, sem dúvida, para sepultar nas águas o velho Adão. Antes de nós, e por nossa causa, ele que é Espírito e carne santificou as águas do Jordão, para assim nos iniciar nos sacramentosmediante o Espírito e a água”, manifestou São Gregório Nazianzeno em um de seus sermões.

“O Espírito, acorrendo àquele que lhe é igual, dá testemunho da sua divindade. Vem do céu uma voz, pois também vinha do céu aquele de quem se dava testemunho”, acrescentou o santo.

Evangelho: Lc 3,15-16.21-22

Naquele tempo, 15o povo estava na expectativa e todos se perguntavam no seu íntimo se João não seria o Messias. 16Por isso, João declarou a todos: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo”.

21Quando todo o povo estava sendo batizado, Jesus também recebeu o batismo. E, enquanto rezava, o céu se abriu 22e o Espírito Santo desceu sobre Jesus em forma visível, como pomba. E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho o meu bem-querer”.

Fonte: acidigital.com

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Apresentam Athletica Vaticana, a primeira associação esportiva do Vaticano

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A primeira associação esportiva do Vaticano, Athletica Vaticana, foi apresentada nesta quinta-feira, 10 de janeiro, na Sala de Imprensa da Santa Sé.

Esta foi a primeira coletiva de imprensa em 2019 e a primeira moderada pelo diretor interino da Sala de Imprensa da Santa Sé, Alessandro Gisotti.

A Athletica Vaticana é constituída por funcionários da Santa Sé, homens e mulheres, sacerdotes, religiosos e leigos. Seu presidente é o subsecretário do Pontifício Conselho para a Cultura, Mons. Melchor Sánchez de Toca y Alameda.

Em declarações ao Grupo ACI, o sacerdote disse que “é um momento histórico, embora exista uma tradição de praticar esportes no Vaticano que remonta à época de São Pio X”, mas como “associação criada formalmente no Vaticano é a primeira”.

Em sua opinião, a Athletica Vaticana “nasceu com uma vocação pioneira de abrir um caminho para outras realidades”. Indicou que “a missão desta associação em primeiro lugar é a prática esportiva” e se divertir com isso. “Acho que a diversão é uma dimensão importante que às vezes se perde nos esportes, mas vai além”, disse.

“Também tem propósitos culturais, educacionais e espirituais. Trata-se de levar a mensagem da Igreja através da própria vida e da própria presença como fermento na massa no mundo do atletismo, que é um dos esportes mais populares atualmente, junto com o ciclismo e o futebol, sem a necessidade de grandes discursos, mas com o testemunho da própria vida”, declarou Mons. Sánchez de Toca.

Explicou que a iniciativa surgiu informalmente, mas “a diferença é que agora uma sociedade foi constituída no Vaticano, feita por e para os funcionários do Vaticano” e isso mostra o “interesse da Igreja no esporte”.

Por esta razão, “projetaram uma associação vaticana com a possibilidade de competir na Itália e no resto do mundo. Associação canônica do Estado da Cidade do Vaticano, com o objetivo de “promover a prática esportiva com abertura a uma série de iniciativas solidárias e culturais. Levar uma mensagem, testemunho da vida cristã no mundo dos esportes”, reiterou.

Como exemplo, no campo solidário, a Athletica Vaticana recebeu dois sócios honorários migrantes e membros da cooperativa Auxilium provenientes de Gâmbia e Senegal.

Por sua parte, o Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, Cardeal Gianfranco Ravasi, observou durante a apresentação que o esporte se relaciona com “cultura, religião e ética”.

“O esporte autêntico faz parte do ser humano, o jogo”, disse o Purpurado.

Ética no esporte

No entanto, Cardeal Ravasi disse que “é triste ver a violência nos estádios, racismo e doping no esporte”, que mostra uma “degeneração ética, triste, e é isso que queremos evitar”.

Lembrou que o Papa Francisco tem grande sintonia com o esporte e deu o exemplo da carteirinha que ele tem do San Lorenzo de Almagro, seu time de futebol favorito na Argentina; a ocasião em que ele abençoou a equipe de Cricket do Vaticano; e a vez em que utilizou o termo “Atletas de Cristo”.

Finalmente, o Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura explicou que São Domingos de Gusmão foi descrito como “o santo atleta” pelo escritor italiano Dante Alighieri na Divina Comédia.

A Athletica Vaticana assinou um acordo com o Comitê Olímpico Nacional Italiano (CONI) e está prestes a assinar outro com o Comitê Paralímpico Italiano (CIP) e o Comitê Olímpico Internacional (COI).

Estiveram presentes na apresentação o presidente do CONI, Giovanni Malagò, e do CIP, Luca Pancalli, o qual assegurou que “o esporte pode mudar a cultura de um país”.

Em sua cadeira de rodas, Pancalli assinalou que o Comitê Paralímpico Italiano busca não apenas cultivar a participação dos atletas, mas “mudar a percepção de deficiência na sociedade” para promover o valor da diversidade e expressar suas próprias capacidades.

Nesse sentido, Luca Pancalli disse que a nova associação vaticana é histórica porque “o esporte pode mudar a cultura”.

Após a apresentação, Michela Ciprietti, funcionária na farmácia vaticana e atleta, confirmou sua crença de que “o esporte pode ser um testemunho religioso, com objetivos solidários e espirituais” porque “é um meio que anula as diferenças”.

Além disso, explicou que atualmente a Athletica Vaticana é composta por cerca de 60 corredores e que são membros da Gendarmaria do Vaticano, da Guarda Suíça, dos serviços técnicos, da farmácia, leigos e religiosos. Ela lembrou que em setembro correram a ‘Roma Via Pacis’ ao lado de membros da comunidade judaica e muçulmana em Roma.

Fonte: acidigital.com

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Veleiro com quase 200 jovens poloneses navega rumo à JMJ Panamá

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Cerca de 200 jovens poloneses estão a poucos dias de completar uma missão entusiasmante e desafiadora que já leva 11 meses: atravessar o Atlântico de veleiro para chegar à Jornada Mundial da Juventude do Panamá (JMJ).

A bordo do Dar Mlodziezy (“Presente da Juventude”, em português), a tripulação pretende compartilhar sua cultura polonesa em cada país que visita, por ocasião da celebração dos 100 anos de independência da Polônia.

O barco deixou o porto de Gdynia (Polônia) em maio de 2018, para fazer um périplo que inclui 22 portos ao redor do mundo e cerca de mil pessoas na tripulação, sendo que alguns participaram apenas das primeiras etapas da viagem, outros embarcaram no meio do caminho.

Cerca de 600 são estudantes da marinha das cidades polonesas de Gdynia e Szczecin. O restante da tripulação é de vencedores do concurso de conhecimento sobre a História da Polônia e da Marinha.

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Em 9 de janeiro, o chamado “Cruzeiro da Independência” partiu de Los Angeles (Estados Unidos) para Acapulco (México), onde permaneceu até o dia 11, quando partiram para o Panamá.

Lá, cerca de 170 tripulantes participarão da JMJ, de 22 a 27 de janeiro, juntamente com a comunidade polonesa, somando assim cerca de 3.500 jovens reunidos no encontro. Eles também terão uma série de atividades culturais dentro da Diocese de Penonomé e na costa do Caribe.

Pe. Michał Siennicki, membro da tripulação e missionário Palotino, explicou a Vatican News que a cada dois meses houve uma mudança de jovens e de capelão.

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“No barco há pessoas de fé, mas também outros jovens que só foram batizados e não são praticantes. Meu primeiro desafio é ser um sacerdote disponível para todos (…). Muitas pessoas pediram o sacramento da confissão e muitas participaram da Missa todos os dias”, assinalou.

Em relação à JMJ, Pe. Siennicki disse que “todos estão em efervescência para encontrar o Papa. Os jovens poloneses se lembram da mensagem do Santo Padre em Cracóvia (2016), então esperam a sua nova mensagem no Panamá para se sentirem motivados novamente como pessoas que estão em busca de Cristo”.

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O jovem Lukasz Chrabanski, membro da tripulação, explicou em que consiste um dia no barco. “Temos deveres como marinheiros normais e trabalhamos no sistema de três guardas, cada um durante 8 horas por dia.”

“Nós afrouxamos os cabos, amainamos as velas e as enrolamos. Ajudamos os cozinheiros a preparar comida para mais de 170 pessoas. Que grande desafio. (…) Mantemos nossas cabines a bordo, todo o barco limpo e ajudamos a tripulação nas tarefas diárias. Navegamos e observamos o mar, para ver se nada atrapalha o nosso caminho (…)”, contou.

Chrabanski também participou da JMJ em Cracóvia e afirmou que este evento é “a presença da alegria. Espero que o Panamá seja ainda melhor com o clima latino-americano”.

Após a JMJ, o veleiro vai navegar para Cartagena (Colômbia) e depois para Miami (Estados Unidos), para atravessar novamente o Atlântico rumo a Londres (Inglaterra) e finalmente para o porto de Gdynia (Polônia) em 20 de março.

Os jovens marinheiros poloneses do veleiro Dar Młodzieży se juntam ao grupo de 17 franceses que também atravessam o oceano em três barcos com destino à JMJ Panamá, acompanhados por quatro marinheiros profissionais e um capelão.

Fonte: acidigital.com

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Papa: é em casa que a fé é transmitida

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Um sinfonia diferente na Capela Sistina na manhã deste domingo, Festa do Batismo do Senhor,  uniu às vozes do Coral Pontifício o choro e o balbuciar das crianças que foram batizadas pelo Santo Padre. Eram 27, acompanhadas pelos pais, padrinhos e madrinhas.

Ouça a reportagem!

Em sua breve homilia, pronunciada de forma espontânea, o Papa enfatizou a importância do testemunho dos pais na transmissão da fé: É em casa que a fé é transmitida!

Vocês pedem a fé à Igreja para os filhos de vocês. E hoje eles receberão o Espírito Santo, o dom da fé em seus corações, na sua alma. Mas esta fé, depois, deve se desenvolver, crescer”.

Papel dos pais na transmissão da fé

Mas antes de estudar a fé na Catequese que as crianças frequentarão mais adiante – chamou a atenção Francisco  – “a fé é transmitida. E este é um trabalho que diz respeito a vocês. É uma missão que vocês recebem hoje. Transmitir a fé. A transmissão da fé e isso se faz em casa. Porque a fé é sempre transmitida em dialeto, o dialeto da família, o dialeto da casa, no ambiente da casa.”

A missão dos pais, portanto, é “transmitir a fé com o exemplo, com as palavras, ensinando a fazer o sinal da cruz, acrescentou. E isso é importante. Há crianças que não sabem fazer o sinal da  cruz (…). Mas o importante, é transmitir a fé com a vida de fé de vocês. Que vejam  o amor dos cônjuges, que vejam a paz da casa, que vejam que Jesus está ali”.

Nunca brigar diante das crianças

Francisco então, dá um conselho aos pais:

“Nunca briguem diante das crianças. Nunca! É normal que os esposos briguem, é normal! Seria estranho se não. Mas façam de forma que eles não ouçam, não vejam. Vocês não sabem a angústia que tem uma criança quando vê os pais brigarem! Permitam-me este conselho, que ajudará vocês a transmitir a fé (…)”.

“É ruim brigar?”, pergunta o Papa. “Nem sempre. É normal, é normal”, responde. “Mas que as crianças não vejam, não escutem, pela angústia”, insiste.

“Mas tenham em mente isto”, reiterou o Pontífice: “A missão de vocês é transmitir a fé a eles, transmiti-la em casa, porque ali se aprende a fé. Depois se estuda na catequese”.

Deixando todos bem à vontade no recinto adornado com afrescos de Michelangelo, Rafael, Perugino e Sandro Botticelli, Francisco disse às mães para não se constrangerem em amamentar as crianças:

Vocês sabem que as crianças se sentem hoje em um ambiente que é estranho: muito calor, estão cobertas. E sentem o ar abafado – isto por primeiro – e depois choram porque tem fome, tem fome. E um terceiro motivo do choro é o “choro preventivo”. Como algo estranho, não? Não sabem o que acontecerá, “mas primeiro eu choro e depois vejamos…”. É uma defesa. Eu digo para vocês: que estejam acomodados. Cuidem para não cobri-los muito, e se choram de fome, os amamentem. Digo às mães: “Amamentem as crianças, tranquilas, o Senhor quer isto”. Porque elas – onde está o perigo?” – também têm uma vocação polifônica. Um começa a chorar, e o outro faz o contraponto, e o outro, e depois isto se torna um coral de choro. E assim sigamos em frente com esta cerimônia em paz, com a consciência que cabe a vocês a transmissão da fé”.

Fonte/texto:.vaticannews.va

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Papa: no Batismo estão as raízes de nossa vida em Deus

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Renovo a todos o convite para manter viva a memória do próprio Batismo. Ali estão as raízes da nossa vida em Deus; as raízes da nossa vida eterna, que Jesus Cristo nos deu com a sua Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição”.

No Angelus na Festa do Batismo do Senhor, o Papa Francisco voltou a pedir para não esquecermos a data de nosso Batismo: “Que seja uma data guardada em nosso coração para festejá-la todos os anos”, e convidou a invocarmos “com mais frequência o Espírito Santo”, “para poder viver com amor as coisas ordinárias, e assim, torná-las extraordinárias”.

Ouça e compartilhe!

Em sua alocução, o Papa destaca que “a liturgia nos chama a conhecer mais plenamente Jesus” e por isso o Evangelho do dia, “ilustra dois elementos importantes: a relação de Jesus com as pessoas e a relação de Jesus com o Pai”.

Jesus com a multidão

Dirigindo-se aos milhares de peregrinos presentes na Praça São Pedro, o Pontífice chama a atenção para o fato de que todo o povo que estava presente na cena do Batismo “não é apenas um pano de fundo”,  mas “um componente essencial do evento. Antes de mergulhar na água, Jesus “mergulha” na multidão, une-se a ela assumindo plenamente a condição humana, compartilhando tudo, exceto o pecado”.

“Em sua santidade divina, cheia de graça e de misericórdia, disse o Papa, o Filho de Deus se fez carne justamente para tomar sobre si e tirar o pecado do mundo. Assumir as nossas misérias, a nossa condição humana”. Deixando-se batizar por João, Jesus “manifesta a lógica e o sentido de sua missão”:

 

“Unindo-se ao povo que pede a João o Batismo da conversão, Jesus compartilha dele o profundo desejo de renovação interior. E o Espírito Santo que desce sobre Ele “em forma corpórea, como uma pomba”,  é o sinal de que com Jesus inicia um mundo novo, uma “nova criação”, da qual fazem parte todos aqueles que acolhem Cristo em sua vida”.

O “amor do Pai, que todos recebemos no dia do nosso Batismo, é uma chama que foi acesa em nosso coração, e requer ser alimentada mediante a oração e a caridade”.

Jesus em comunhão com o Pai

O segundo elemento destacado por Francisco, é a comunhão de Jesus com o Pai, e explica que “o Batismo é o  início da vida pública de Jesus, da sua missão no mundo como enviado do Pai para manifestar a sua bondade e o seu amor pelos homens”:

Tal missão é realizada em constante e perfeita união com o Pai e o Espírito Santo. Também a missão da Igreja e a de cada um de nós, para ser fiel e frutuosa, é chamada a inserir-se na de Jesus. Trata-se de regenerar continuamente na oração a evangelização e o apostolado, para dar um claro testemunho cristão, não segundo nossos projetos humanos, mas segundo o estilo de Deus”.

Viver em coerência com nosso Batismo

A Festa do Batismo do Senhor – recorda o Papa – “é uma ocasião propícia para renovar com gratidão e convicção as promessas do nosso Batismo, comprometendo-nos a viver diariamente em coerência com ele”. E reitera a importância de conhecermos a data de nosso Batismo, guardá-la no coração e festejá-la todos os anos.

Após rezar o Angelus e saudar os fiéis presentes, Francisco recordou que havia batizado um grupo de crianças:

“Esta manhã, de acordo com o costume desta Festa, tive a alegria de batizar um bom grupo de recém-nascidos. Rezemos por eles e por suas famílias. E, nesta ocasião, renovo a todos o convite para manter viva a memória do próprio Batismo. Ali estão as raízes da nossa vida em Deus; as raízes da nossa vida eterna, que Jesus Cristo nos deu com a sua Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição. No Batismo estão as raízes. E nunca esqueçam a data do nosso Batismo”.

Invocar com mais frequência o Espírito Santo

Antes de despedir-se com o tradicional “Bom domingo a todos. Não esqueçam de rezar por mim. Bom almoço e até logo”, o Papa pediu para que, a exemplo de Jesus, deixemo-nos guiar pelo Espírito Santo:

“Mas para isso, devemos invocá-lo! Aprendamos a invocar o Espírito Santo com mais frequência em nossos dias, para poder viver com amor as coisas ordinárias, e assim, torná-las extraordinárias.”

Fonte/texto:vaticannews.va

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Esses são os santos patronos da JMJ Panamá 2019

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A Jornada Mundial da Juventude Panamá 2019 que acontecerá de 22 a 27 de janeiro, conta com oito santos patronos, sendo que a maioria é da América Latina.

São João Bosco

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Nasceu em 16 de agosto de 1815, em Becchi (Itália), e foi ordenado sacerdote em 1841. Em 1859, fundou os Salesianos, tomando como modelo São Francisco de Sales. Mais adiante, fundou as Filhas de Maria Auxiliadora e os Cooperadores Salesianos. Além disso, construiu a Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, em Turim, e a Basílica do Sagrado Coração, em Roma, somente com doações.

São João Paulo II o declarou “pai e mestre da juventude”.

Beata Maria Romero Meneses

BEATA romero menesesDIBUJO pt

Nasceu em Granada (Nicarágua), em 13 de janeiro de 1902. Em 1923, ingressou na Família Salesiana através das Filhas de Maria Auxiliadora.

Em 1931, a religiosa, de grande devoção mariana, foi enviada como missionária para a Costa Rica, onde desenvolveu um trabalho apostólico incansável, auxiliando crianças e famílias de baixa renda.

São João Paulo II a declarou venerável no ano 2000 e dois anos depois foi beatificada.

São Óscar Romero

SÃOOSCAR ARNULFO ROMERO DIBUJO

Dom Óscar Arnulfo Romero, Arcebispo mártir de San Salvador (El Salvador), nasceu em Ciudad Barrios, no leste do país, em 15 de agosto de 1917, dia da Assunção da Virgem Maria.

Ele foi ordenado sacerdote em 4 de abril de 1942. Paulo VI o nomeou Arcebispo de San Salvador em 8 de fevereiro de 1977, no início do que veio a ser um dos períodos mais sangrentos da história de El Salvador, por causa do conflito armado entre o governo militarizado de direita e a guerrilha de esquerda.

Foi assassinado por um atirador de elite do exército enquanto celebrava a Missa em 24 de março de 1980.

O Papa Francisco reconheceu seu martírio em fevereiro de 2015 e foi beatificado em 25 de maio daquele ano. Sua canonização foi em 14 de outubro de 2018.

São João Paulo II

SAN JUAN PABLO II DIBUJO pt

Karol Jósef Wojtyla, mais conhecido como São João Paulo II, nasceu em Wadowice (Polônia) em 1920. Teve que estudar no seminário clandestinamente por causa da perseguição nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Foi ordenado sacerdote em 1946.

Em 1958, foi nomeado bispo e escolheu como seu lema “Totus Tuus” (todo teu), em homenagem à Virgem Maria.

Participou ativamente do Concílio Vaticano II e sucedeu João Paulo I como Pontífice em 1978.

São João Paulo II iniciou as Jornadas Mundiais da Juventude em 1985 e inaugurou os Encontros Mundiais das Famílias.

Conhecido como o “Papa Peregrino”, fez 104 viagens apostólicas fora da Itália.

Faleceu em 2 de abril de 2005 e é um dos quatro Papas que têm o título de “Magno” (“o Grande”). Sua beatificação foi em 2011 por seu sucessor, Bento XVI, e foi canonizado pelo Papa Francisco em 2014.

São José Sánchez del Río

SAN JOSELITO DIBUJO pt

Nasceu em 28 de março de 1913, em Sahuayo, no estado mexicano de Michoacán. São Joselito se uniu ao exército Cristero em meio à perseguição religiosa liderada pelo governo de Plutarco Elías Calles.

Ao pedir permissão a seus pais para se alistar como soldado no exército dos cristeros, disse a sua mãe: “Mamãe, nunca foi tão fácil ganhar o céu como agora e não quero perder a oportunidade”.

Com apenas 14 anos, São José Sánchez del Río foi preso pelas tropas do governo em 10 de fevereiro de 1928. No mesmo dia, foi torturado, cortaram as solas dos seus pés e foi levado com os pés descalços para o seu túmulo.

No caminho, São Joselito rezava e gritava: “Viva Cristo Rei e a Virgem de Guadalupe!”.

Foi beatificado em 2005 e canonizado pelo Papa Francisco em 16 de outubro de 2016.

São Juan Diego

SAN JUAN DIEGO DIBUJO pt

Juan Diego Cuauhtlatoatzin nasceu em 1474, na atual cidade de Cuautitlan, estado de México, e foi batizado em 1524, após a chegada dos missionários franciscanos na região.

Quando tinha 57, entre 9 e 12 de dezembro de 1531, a Virgem de Guadalupe lhe apareceu na colina de Tepeyac e pediu-lhe para dizer a Dom Juan de Zumárraga, primeiro bispo do México, para construir uma igreja naquele local.

Diante da descrença do Prelado, Santa Maria lhe encomendou que levasse em sua ‘tilma’ algumas rosas que milagrosamente apareceram na colina. Quando São Juan Diego apresentou as rosas a Dom Zumárraga, a imagem da Virgem ficou impressa na ‘tilma’.

São João Paulo II o beatificou em 1990 e o canonizou em 31 de julho de 2002, na Basílica de Guadalupe, na Cidade do México.

Santa Rosa de Lima

Isabel Flores de Oliva nasceu em Lima (Peru), em 20 de abril de 1586, e foi batizada em 25 de maio do mesmo ano.

Era conhecida como Rosa por sua família, pois quando era apenas um bebê seu rosto era muito rosado. No momento da sua crisma, o então Arcebispo de Lima, Santo Toríbio de Mogrovejo, definitivamente lhe deu esse nome.

Seu amor por Cristo levou-a a fazer um voto de virgindade. Em 10 de agosto de 1606, ingressou na Ordem Terceira de São Domingos (Terciárias Dominicanas), imitando Santa Catarina de Sena, seu modelo de espiritualidade.

Com a ajuda do seu irmão Fernando, construiu uma ermida em um espaço em sua casa, onde ela se mortificava para imitar a paixão de Cristo. Visitava frequentemente a igreja da Virgem do Rosário e cuidava dos doentes e escravos.

Nesses trabalhos, tornou-se amiga de São Martinho de Lima.

Faleceu em 24 de agosto de 1617, aos 31 anos. Ela foi canonizada pelo Papa Clemente X em 1671 e se tornou a primeira santa da América. Além disso, o Santo Padre a declarou padroeira principal do Novo Mundo (América), das Filipinas e das Índias Ocidentais.

São Martinho de Lima

SAN MARTÍN DE PORRES DIBUJO pt

De mãe panamenha, São Martinho nasceu em Lima (Peru), em 1579. Desde a infância, sentiu a predileção pelos enfermos e os pobres. Aprendeu o ofício de barbeiro e algo sobre medicina. Aos 15 anos, pediu para ser admitido como terciário no convento dos Dominicanos.

Era tamanho o carinho e a admiração que tinham pelo humilde Frei Martinho, que até o vice-rei daquela época foi visitá-lo no seu leito de morte para beijar sua mão e lhe pedir para interceder por ele no céu.

Morreu no dia 3 de novembro de 1639. São João XXIII, ao canonizá-lo em 1962, disse: “Que o exemplo de Martinho ensine a muitos como é feliz e maravilhoso seguir os passos e obedecer aos mandamentos divinos de Cristo!”.

Fonte: acidigital.com

mullerat (2)

Antes de ser martirizado, pediu a sua esposa que perdoasse os assassinos

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No dia 23 de março, na Catedral de Tarragona (Espanha), será beatificado Mariano Mullerat, leigo assassinado durante a Guerra Civil Espanhola.

A cerimônia será presidida pelo Cardeal Angelo Becciu, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos; e será a primeira beatificação a ser celebrada nesta catedral.

Por ocasião desta importante celebração, a Arquidiocese de Tarragona lançou um site que fornece informações sobre a vida e o martírio deste servo de Deus.

Breve biografia

Mariano Mullerat nasceu na cidade de Santa Coloma de Queralt, em Tarragona, em 1897. Estudou medicina na Universidade de Barcelona e se “destacou por sua dedicação, profissão e defesa da fé”.

Ele se casou em 1922 com Dolors Sans i Bové, na cidade de Arbeca, província de Lérida, pertencente à Diocese de Tarragona. Teve cinco filhas, trabalhava como médico em cidades próximas, participava do Apostolado da Oração e incentivava os doente em estado grave a receberem os sacramentos, atendia aos mais necessitados de forma gratuita e os ajudava com meios materiais.

Fundou e dirigiu um jornal local em Catalão “L’Escut” e foi eleito prefeito de Arbeca em 1924, tendo permanecido no cargo até 1939. A sua eleição não foi motivada por filiação a partidos políticos, mas pelo respeito e prestígio que tinha entre os habitantes.

Em 1921, a Segunda República foi proclamada. Mullerat era ciente do perigo que estava enfrentando por causa do catolicismo que professava na esfera pessoal e profissional. Portanto, de acordo com sua biografia oficial, “ele estava se preparando para o que pressentia que ia acontecer com ele e, desde que a perseguição estourou, arriscou sua vida e ficou generosamente ao lado de seus pacientes”.

Também pediu a sua esposa para perdoar os perseguidores, assim como ele os perdoava. Milicianos republicanos entraram violentamente em sua casa e, antes de forçá-lo a sair, jogaram os objetos religiosos pela sacada e colocaram fogo.

Depois, enquanto Mullerat estava preso, os milicianos voltaram à sua casa e forçaram a sua esposa e seu sogro a queimarem todas as imagens religiosas que sobraram.

Durante o tempo em que Mullerat esteve preso, curou um dos seus agressores que se feriu acidentalmente. Ele também prescreveu remédio para o filho doente de um dos milicianos que o manteve preso.

Quando já estava no caminhão em direção ao local de sua morte, escreveu em um papel o nome de todos os pacientes que esperavam a sua visita e pediu que entregassem a lista para um médico de um povoado próximo para que ele pudesse substituí-lo no atendimento.

Foi fuzilado, sem julgamento ou defesa, em 13 de agosto de 1936, em um lugar chamado “El Pla”, a três quilômetros de Arbeca, junto com outras pessoas.

Segundo sua biografia oficial, “acredita-se que o servo de Deus voltou a exortar os outros presos a orarem. Uma pessoa que passava por aquele lugar ouviu-o dizer estas palavras: ‘Em tuas mãos, Senhor, encomendo o meu espírito’”.

Antes de matá-lo, bateram no seu rosto com uma enxada, quebrando todos os seus dentes.

Depois de atirar nele, e quando alguns de seus companheiros ainda estavam vivos, lançaram gasolina sobre eles e os incendiaram.

Os parentes do falecido reuniram alguns dos restos carbonizados e, em 1940, colocaram as cinzas misturadas em um monumento em forma de cruz que ainda está em “el Pla”.

Fonte: acidigital.com