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Começa hoje no Brasil a Semana Nacional da Família

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Neste domingo do Dia dos Pais, tem início no Brasil a Semana Nacional da Família, que neste ano tem como tema “O Evangelho da Família, alegria para o mundo” e busca valorizar a instituição familiar.

A Semana Nacional da Família é promovida pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF) e Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Trata-se de um evento anual, que já faz parte do calendário das diversas dioceses e paroquias do país.

Esta iniciativa teve início em 1992, como resposta ao desejo de se fazer alguma coisa em defesa e promoção da família, cujos valores vêm sendo agredidos sistematicamente na sociedade. Escolheu-se, para isso, a semana seguinte ao dia dos pais, no mês de agosto, por ser o mês vocacional.

Em recente artigo sobre a Semana Nacional da Família, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, sublinhou que “observamos os muitos ataques que se faz contra a instituição familiar (e temos visto muitos) e nós cristãos temos que lutar contra e, ao mesmo tempo apresentar a beleza da proposta de deus para o homem e a mulher”.

Segundo o Purpurado, “ao viver a Semana Nacional da Família, após a comemoração do Dia dos Pais, somos chamados a trabalhar juntos”, a fim de “propor ao mundo a verdadeira face cristã da família”.

“Que nesta semana especial possa ser ainda mais aprofundado ‘O Evangelho da família’ que é alegria para o mundo e isso porque é sacramento; porque é vida nova doada por Cristo segundo o projeto de Deus, porque tem posição privilegiada na missão da Igreja uma vez que testemunha o amor de Cristo e da Igreja no meio da sociedade e, por fim, é uma instituição da qual todos os católicos são responsáveis em acompanhar e sustentar”, assinalou.

Por sua vez, o Arcebispo de Passo Fundo (RS), Dom Rodolfo Luís Weber, destacou que “a Semana da Família proclama o valor inviolável das famílias e sua nobre missão de gerar, educar, proteger, confortar e cuidar da vida desde a concepção até a morte natural”.

Conforme explicou, a família é “lugar especial para exercitar o amor, como ensina a primeira carta aos Coríntios 13,4-8: ‘O amor é paciente, o amor é prestativo; não é invejoso, não se ostenta, não se incha de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais passará’”.

Para incentivar os fiéis a viverem esta semana, foi preparado o subsídio “Hora da Família”, que apresenta reflexão sobre temas familiares, roteiros de orações e cantos para motivar a celebração, incentivando a participação da comunidade para o encontro. Também traz estudos sobre os valores e ensinamentos cristãos ligados à vida e a família.

O material é inspirado na exortação apostólica do Papa Francisco Amoris Laetitia, documento em que “há um rio de sabedoria e humanidade ainda ausentes no nosso dia a dia familiar, aquilo que a Exortação do Papa Francisco chamou de Alegria do Amor”, como explicou o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB e Bispo de Osasco (SP), Dom João Bosco Barbosa de Sousa.

Fonte: www.acidigital.com

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Papa exorta jovens a serem protagonistas no bem, “não basta não fazer o mal”

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90 mil segundo a Gendarmaria Vaticana, era o número de fiéis presentes na Praça São Pedro e Via da Conciliação na manhã deste domingo, na Missa conclusiva da iniciativa “Por mil estradas rumo a Roma”, em preparação ao Sínodo de outubro sobre os jovens.

A celebração foi presidida pelo cardeal Gualtiero Bassetti, presidente da Conferência Episcopal Italiana e concelebrada por 120 bispos das diversas dioceses de proveniência dos 70 mil jovens, que já no início de agosto botaram o pé na estrada partindo de diversas localidades italianas – dos Alpes às Pirâmides, como disse o cardeal Bassetti ao agradecer ao Santo Padre – para viver estes dois dias de espiritualidade e partilha em Roma.

O Papa Francisco já os havia encontrado no Circo Máximo no final da tarde de sábado. E neste domingo, rezou o Angelus com eles após a Missa, abençoando a Cruz de São Damião e uma imagem de Nossa Senhora de Loreto, símbolos da JMJ que serão doados à diocese que organiza a JMJ 2019, uma prática que teve início já em 1987, em Buenos Aires.

Desde cedo os jovens formavam longas filas para passar pelos controles de segurança. Ao final a Missa aumentaram as expectativas pela chegada do Papa Francisco que entrou na Praça São Pedro com o papamóvel às 11h24, ultrapassando os seus limites para chegar à Via da Conciliação. Jovens jogavam bonés, lenços, camisetas que, quando Francisco conseguia segurá-los, os atirava de volta retribuindo o gesto com um sorriso.

Fazia 31°C na Praça São Pedro, mas a sensação térmica era bem maior. Os bombeiros do Vaticano refrescavam a multidão com jatos de água, a exemplo do que já havia ocorrido no encontro internacional dos coroinhas.  Embalados pelo calor e por canções religiosas italianas, o clima na Praça era contemporaneamente de festa e comoção.

 

O Angelus

“É bom não fazer o mal, mas é mal não fazer o bem”. Uma frase que os jovens foram convidados a repetir diversas vezes durante a alocução do Santo Padre, que inspirou-se no convite de São Paulo a não entristecermos o Espírito Santo com que fomos marcados por Deus no dia de nosso Batismo.

“Mas eu me pergunto: como se entristece o Espírito Santo? Todos nós o recebemos no Batismo e na Crisma, portanto, para não entristecer o Espírito Santo, é necessário viver de uma maneira coerente com as promessas do Batismo, renovadas na Crisma. De maneira coerente, não com hipocrisia: não esqueçam disso! O cristão não pode ser hipócrita: ele deve viver de maneira coerente. As promessas do Batismo têm dois aspectos: renúncia ao mal e adesão ao bem”.

Renunciar ao mal – explicou o Papa – significa dizer “não” às tentações, ao pecado, a satanás, mas mais concretamente,  “significa dizer “não” a uma cultura da morte, que se manifesta na fuga do real para uma falsa felicidade que se expressa nas mentiras, na fraude, na injustiça, no desprezo do outro. Para tudo isso, “não””:

“A vida nova que nos é dada no Batismo, e que tem como fonte o Espírito, rejeita um comportamento dominado por sentimentos de divisão e discórdia. Por isso que o apóstolo Paulo exorta a remover do seu coração “toda aspereza, desdém, ira, gritaria e insultos com todo tipo de maldade”. Isto é o que Paulo diz. Esses seis elementos ou vícios – desdém, ira, gritaria, maledicência e todo tipo de maldade – que perturbam a alegria do Espírito, envenenam o coração e levam a praguejar contra Deus e o próximo”.

 

Não basta não fazer o mal, é preciso fazer o bem

O Papa insiste que para ser bom cristão, não basta não fazer o mal, mas “é preciso aderir ao bem e fazer o bem”:

“Muitas vezes acontece de ouvir alguns que dizem: “Eu não faço mal a ninguém”. E acredita-se ser um santo. Não. Ok, mas você faz o bem? Quantas pessoas não fazem o mal, mas nem mesmo o bem, e sua vida acaba na indiferença, na apatia, na tibiez. Essa atitude é contrária ao Evangelho, e também é contrária ao caráter de vocês jovens, que por natureza são dinâmicos, apaixonados e corajosos”.

Francisco então, convida os jovens a repetirem juntos que “é bom não fazer o mal, mas é mal não fazer o bem”, uma frase que São Alberto Hurtado SJ costumava dizer.

 

Protagonistas no bem

Os jovens por fim, são exortados pelo Papa a serem “protagonistas no bem”:

“Não se sintam bem quando vocês não fazem o mal, não: não é suficiente; cada um é culpado pelo bem que poderia ter feito e não fez. Não basta não odiar, é preciso perdoar; não basta não ter rancor, devemos orar pelos inimigos; não basta não ser causa de divisão, é preciso levar a paz onde ela não existe; não basta não falar mal dos outros, é preciso interromper quando ouvimos falando mal de alguém. Parar as fofocas: isso é fazer o bem. Se não nos opomos ao mal, nós o alimentamos calando. É necessário intervir onde o mal se espalha; porque o mal se espalha onde não há cristãos ousados que se opõem com o bem, “caminhando na caridade”, segundo a advertência de São Paulo”.

Recordando que o muito que caminharam nestes dias os deixou em boa forma, Francisco exortou os jovens a caminharem na caridade, caminharem no amor:

“E caminhemos juntos rumo ao próximo Sínodo dos Bispos. Que a Virgem Maria nos sustente com sua intercessão materna, para que cada um de nós, a cada dia, com os fatos, possa dizer “não” ao mal e “sim” ao bem”.

Fonte: www.vaticannews.va

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Papa: grandes sonhos precisam de Deus para não se tornarem miragens

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“Por mil estradas rumo a Roma”: Desde o início da tarde deste sábado, 11,  mesmo com o forte calor, milhares de jovens italianos começaram a chegar ao Circo Máximo, em Roma, para a Vigília e o encontro com o Papa Francisco, que deixou o Vaticano às 18 horas. Mas as atividades tiveram início já às 16h30, com as boas-vindas e a animação com Christian Music (The Sun). O Papa passou de papamóvel entre a multidão e depois, no palco, respondeu às perguntas de alguns jovens. (O texto não contém as improvisações do Santo Padre):

A Primeira pergunta, foi feita por dois jovens: Letizia, 23 anos e Lucamatteu, 21. Eles expressam dois aspectos da mesma busca: a construção da própria identidade e dos próprios sonhos:

Letizia:

Caro Papa Francisco, sou Letizia, tenho 23 anos e estou estudando na universidade. Eu gostaria de dizer ao senhor uma palavra sobre nossos sonhos e como vemos o futuro. Quando eu tive que realizar a importante escolha do que fazer no final do V superior, eu estava com medo de confiar no que eu realmente sonhava em querer me tornar, porque isso teria significado descobrir-se completamente aos olhos dos outros e de mim mesma.

Decidi confiar na opinião de alguns adultos que eu admirava pela profissão e pelas escolhas. Dirigi-me para o professor que mais estimava, o prof. de Artes, aquele que ensinava as coisas para mim mais apaixonantes. Eu disse a ele que queria seguir seu caminho, ser como ele. E eu escutei uma resposta que agora já não era mais como uma vez, que os tempos mudaram, que havia uma crise, que eu não encontraria trabalho e que deveria escolher um campo de estudos que respondesse melhor às exigência do mercado. “Escolha economia”, ele me disse. Eu senti uma grande decepção; senti-me traída no sonho que lhe havia confiado, quando, em vez disso, eu procurava um encorajamento justamente daquela figura que eu queria imitar. No final, escolhi o meu caminho, escolhi seguir a minha paixão e estudo Arte.

Em vez disso, um dia, em um oratório onde sou educadora, uma das minhas alunas  me disse para ter confiança em mim, para estimar as minhas escolhas. Ela me disse que eu representava quase um modelo para ela e que ela gostaria de fazer o que eu fazia.

Foi alí, naquele momento, que decidi conscientemente que assumiria todo o compromisso de ser educadora: não teria sido aquele adulto traidor e desapontador, mas teria dado tempo e energia, com todos os encargos que isso poderia acarretar, porque uma pessoa confiou em mim.

Luccamatteo:

Santo Padre, quando olhamos para o nosso futuro, estamos acostumados a imaginá-lo tingido de cores cinzentas, escuras e ameaçadoras. Para lhe dizer a verdade, para, parece que vejo um diapositivo branco, onde não há nada …

Às vezes eu tentei desenhá-lo, meu futuro. Mas no final vejo algo que não me satisfaz. Eu tento explicar a mim mesmo: acho que somos nós que o desenhamos, mas muitas vezes acontece que partimos de um grande projeto, uma espécie de grande afresco ao qual, apesar de nós mesmos, tiramos pouco a pouco alguns detalhes. O resultado é que os projetos e os sonhos, por medo dos outros e de seu julgamento, acabam sendo menores do que eram no início. E acima de tudo, acabam criando algo que nem sempre gosto …

Papa Francisco:

Os sonhos são importantes. Eles mantêm o nosso olhar amplo, ajudam-nos a abraçar o horizonte, a cultivar a esperança em todas as ações diárias. E os sonhos dos jovens são os mais importantes de todos, são as estrelas mais luminosas, aquelas que indicam um caminho diferente para a humanidade. Assim, queridos jovens, vocês têm em seu coração estas estrelas brilhantes que são seus sonhos: elas são sua responsabilidade e seu tesouro. Façam que que sejam também o seu futuro!

É claro, os sonhos precisam crescer, são purificados, colocados à prova e também compartilhados. Mas vocês nunca se perguntaram de onde vêm os sonhos de vocês? Eles nasceram assistindo televisão? Ouvindo um amigo? Sonhando com os olhos abertos? Eles são grandes sonhos ou sonhos pequenos,  miseráveis, que se contentam com o mínimo possível?

A Bíblia nos diz que os grandes sonhos são aqueles capazes de serem fecundos, de semear paz e fraternidade, eis que estes são sonhos grandes, porque pensam em todos com o NÓS. Os grandes sonhos incluem, envolvem, são extrovertidos, compartilham, geram nova vida. E os grandes sonhos, para permanecer como tal, têm necessidade de uma fonte inesgotável de esperança, de um Infinito que sopra dentro e os expanda. Grandes sonhos precisam de Deus para não se tornarem miragens ou delírio de onipotência.

Você sabem? Os sonhos dos jovens assustam um pouco os adultos. Talvez porque eles tenham parado de sonhar e de arriscar, talvez porque os sonhos de vocês minam suas escolhas de vida. Mas vocês, não deixem que roubem seus sonhos. Procurem bons professores capazes de ajudá-los a compreendê-los e torná-los concretos em gradualidade e na serenidade. Sejam por sua vez bons mestres, mestres de esperança e de confiança para as novas gerações que estão no encalço de vocês. O que vocês receberam gratuitamente, coloquem de volta para circular, restituam isso enriquecido com a paixão e inteligência de vocês. A vida não é uma loteria em que apenas os sortudos podem realizar seus sonhos. A vida é um desafio em que se vence realmente quando se vence juntos, se não se esmaga o outro, se ninguém é excluído.

O santo Papa João XXIII dizia: “Eu nunca conheci um pessimista que tenha concluído algo de bom” (entrevista de Sergio Zavoli a Monsenhor Capovilla, em Jesus, 6, 2000). Aqui está. Mantenham um olhar positivo e abençoado nestes tempos e nos futuros. Não tenham medo, as dificuldades sempre existiram para todas as geração e cada geração tem a tarefa de superá-las e torná-las oportunidades de bem.

A segunda pergunta é proposta por Martina, 24 anos, e diz respeito ao discernimento na vida e a ideia de compromisso e responsabilidade em relação ao mundo que os jovens estão fazendo neste tempo

Santo Padre, eu sou Martina, tenho 24 anos. Algum tempo atrás, um professor me fez refletir sobre como a nossa geração não é capaz nem mesmo de escolher um programa na TV, muito menos se envolver em um relacionamento para toda a vida …

Na verdade, acho difícil dizer que estas namorando. Pelo contrário, prefiro dizer “fiquei”: é mais simples! Envolve menos responsabilidades, pelo menos aos olhos dos outros!

No fundo, porém, sinto fortemente que quero comprometer-me em projetar e construir desde agora uma vida juntos.

Então, eu me pergunto: por que o desejo de tecer relações autênticas, o sonho de formar uma família, são considerados menos importantes do que os outros e devem ser subordinados a seguir uma realização profissional? Eu percebo que os adultos esperam isso de mim: que antes tenha uma profissão, depois você começa a ser uma “pessoa”.

Temos necessidade de adultos para nos recordem como é lindo sonhar a dois! Precisamos de adultos que sejam pacientes no estar perto de nós e assim nos ensinem a paciência de estar ao lado; que nos escutem em profundidade e nos ensinem a ouvir, em vez de sempre ter razão!

Temos necessidade de pontos de referência, apaixonados e solidários.

Você não acha que as figuras de adultos verdadeiramente estimulantes são raras no horizonte? Por que os adultos estão perdendo seu senso de sociedade, de ajuda mútua, de compromisso com o mundo e nas relações? Por que isso às vezes acontece também aos padres e educadores?

Eu acredito que sempre vale a pena ser mães, pais, amigos, irmãos … por toda a vida! E eu não quero deixar de acreditar nisto!

Papa Francisco

Escolher, ser capaz de decidir por si mesmo parece ser a mais alta expressão de liberdade. E de certo modo o é. Mas a ideia de escolha que respiramos hoje é uma ideia de liberdade sem vínculos, sem compromissos e sempre com alguma via de fuga: “Eu escolho, no entanto …”. Há sempre um “porém”, que às vezes se torna maior que a escolha e a sufoca. É assim que a liberdade desmorona e não mantém mais suas promessas de vida e felicidade. E então concluímos que também a liberdade é um engano e que a felicidade não existe.

A liberdade de cada um é um grande presente, que não admite meias medidas. Mas como todo dom é para ser acolhido, e nós o recebemos na medida em que abrimos a mente, o coração, a vida … Com os “mas, boh, talvez, eu não sei …”, simplesmente o recusamos, e isso prova não termos entendido do que se trata e o quanto é importante. Claro, dizer “sim” pode provocar medo, causar ansiedade, encher sua cabeça com pensamentos negativos.

Vocês sabiam que mesmo nos tempos de Jesus havia ansiedade? Não é uma invenção tão recente. Aos seus discípulos, ele diz claramente: “Não busquem ansiosamente” (cf. Lc 12,29), tenham fé! Tenham confiança! Distingam o que é importante do que não é: sejam sábios. E acrescenta: ” “Pois onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração” (Lc 12:34).

Então devemos nos perguntar: onde está meu tesouro? Onde está a coisa que considero mais preciosa? Não muitas quinquilharias, mas a única pérola preciosa. Onde? Eis que essa é a fonte da minha alegria, é o lugar onde meu coração encontra casa, pelo qual vale a pena dizer “sim” e gastar sua vida. Deve ser realmente algo de imenso para valer assim tanto!

Então, amigos, entendam que a escolha do casamento, de formar uma família, ou a escolha de dedicar-se a Deus e aos irmãos na consagração é uma questão de ter encontrado este tesouro, o mais precioso. E agir de acordo. Porque é o Senhor que escondeu esse tesouro em sua vida para abençoá-la e torná-la frutífera. A escolha pelo tesouro significa escolher o caminho da gratidão e do reconhecimento, o caminho das bem-aventuranças.

Terceira pergunta é proposta por Dario, 27 anos, e diz respeito ao tema da fé e da busca de sentido.

Santo Padre, meu nome é Dario, tenho 27 anos e sou enfermeiro em cuidados paliativos.

Na vida são raros os momentos em que me confronto com a fé e nestas vezes entendi que as dúvidas superam as certezas, as perguntas que faço têm respostas pouco concretas e que eu não posso tocar com a mão, às vezes penso até mesmo que as respostas não são plausíveis.

Percebo que deveríamos empregar mais tempo nisto: é tão difícil em meio às muitas coisas que fazemos todos os dias … E não é fácil encontrar um guia que tenha tempo para o debate e a busca.

E depois existem as grandes perguntas: como é possível que um Deus grande e bom (assim me disseram dele) permite as injustiças no mundo? Por que os pobres e os marginalizados têm que sofrer tanto? Meu trabalho me coloca diariamente diante da morte e ver jovens mães ou pais de família abandonarem seus próprios filhos me faz perguntar: por que permitir isso?

A Igreja, mensageira da Palavra de Deus na terra, parece cada vez mais distante e fechada em seus rituais. Para os jovens, as “imposições” de cima já não são suficientes, precisamos de provas e de um testemunho sincero da Igreja que nos acompanhe e nos escute pelas dúvidas que a nossa geração coloca todos os dias. As glórias inúteis e os frequentes escândalos tornam a  Igreja pouco credível aos nossos olhos.

Santo Padre, com que olhos podemos reler tudo isso?

Papa Francisco

Na oração do Pai Nosso, há um pedido: “Não nos induza à tentação”. Esta tradução italiana foi alterada recentemente, porque poderia parecer ambígua. Pode Deus Pai “nos induzir” à tentação? Ele pode enganar seus filhos? Claro que não. De fato, uma tradução mais apropriada é: «Não nos abandone à tentação». Nos impeça de fazer o mal, liberte-nos dos maus pensamentos … Às vezes as palavras, mesmo que falem de Deus, traem sua mensagem de amor. Às vezes somos nós que traímos o Evangelho.

Devemos nos escandalizar? Claro que podemos. Mas para que serve nos escandalizar-nos? Para se distanciar? Para se sentir melhor? Para decidir sair? Como se o rosto de uma Igreja autêntica não dependesse de cada um de nós, de cada batizado. O testemunho de fé e caridade entre os irmãos deve ser recíproco, circular, não haver alguém que testemunha e os outros fiquem assistindo, caso contrário, julgaremos a Igreja pelas notícias que passam na mídia e nos esquecemos quantas pequenas e escondidas obras de bem realizam os cristãos em nome do Senhor.

A Igreja não é só o Papa, bispos, os sacerdotes, mas todos os batizados, e cada um é convidado a torná-la mais rica de amor, mais capaz de comunhão, menos apegada às coisas terrenas. Se vocês, jovens, não participam da vida da Igreja, se não aceitam a mensagem do Evangelho, a Igreja fica mais pobre, perde a vitalidade! A beleza e a autenticidade da Igreja depende também de vocês. Os instrumentos para ouvir e compreender as boas palavras do Evangelho não faltam. Certamente cabe a vocês encontrar tempo, envolver-se nessa sabedoria repleta de doçura e de luz, mas também a mais subversiva que existe. Não se acredita se não acreditando, assim como não se ama se não amando.

Qual é o segredo? A oração É o diálogo com o Pai que dá alento à mente e ao coração. É na oração que as perguntas e súplicas de vocês encontrarão as palavras certas para subir ao céu. Então, mesmo diante do mal, da dor e da morte, vocês terão a força no Espírito Santo para acolher o mistério da vida e não perder a esperança”.

Após a terceira pergunta, uma jovem que perdeu a mobilidade de suas pernas foi levada ao palco. Com a ajuda de outra mulher (invisível aos olhos do público), ela executou uma pequena dança, dando a impressão de estar sentada. No final, ela foi ajudada a se levantar e sentar em uma cadeira de rodas. Um microfone foi levado a ela, que deixou uma breve mensagem de esperança. O Papa  a saudou, sem acrescentar comentários e a Vigília de Oração então teve início.

Fonte: www.vaticannews.va

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Jovens católicos pedem investigação independente para Cardeal acusado de abusos

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Um grupo de jovens escritores, intelectuais e ativistas católicos pediu em uma carta aberta para uma investigação independente sobre os supostos abusos sexuais cometidos pelo Arcebispo Emérito de Washington (Estados Unidos), Theodore McCarrick.

A carta foi publicada na quarta-feira, 8 de agosto, no site ‘First Things’ e também pede aos líderes católicos que se comprometam novamente com os ensinamentos da Igreja sobre a sexualidade.

Matthew Schmitz, editor principal de ‘First Things’ e signatário da carta, disse à CNA – agência em inglês do grupo ACI – que foi escrita por um “grupo de diversos católicos” de diferentes origens.

Os signatários disseram que a sua carta foi escrita para responder ao pedido do Vaticano de que os jovens ofereçam informações a respeito da sua fé e sobre o papel da Igreja em suas vidas, antes do próximo Sínodo sobre os jovens e as vocações.

A carta indica que todos os signatários eram crianças nas décadas que antecederam os escândalos públicos de abuso sexual de 2002 e que atualmente são fiéis católicos adultos.

“Pedimos que aceite uma investigação exaustiva e independente sobre as denúncias de abuso do Arcebispo McCarrick, tanto de menores quanto de adultos. Queremos saber quem da hierarquia sabia dos seus crimes, quando souberam e o que fizeram em resposta. Isso é o mínimo que se esperaria de qualquer organização secular; não deve ser mais do que podemos esperar da Igreja”, diz a carta.

Em 20 de junho, a Arquidiocese de Nova York (Estados Unidos) informou que a investigação que realizou sobre um suposto abuso sexual cometido pelo Cardeal Theodore McCarrick, revelou que a acusação é “crível e sustentável”.

Desde este momento, informações da mídia detalharam alegações adicionais, acusando McCarrick de abusar sexualmente, agredir ou coagir seminaristas e sacerdotes jovens durante seu tempo como bispo.

A renúncia de McCarrick do colégio de cardeais foi aceita pelo Papa Francisco no último dia 28 de julho.

Schmitz disse à CNA que a carta é um apelo à transparência e ao acerto de contas da hierarquia eclesiástica.

“Gostaríamos de ver uma luz. Queremos uma investigação. Queremos uma nova atitude dos bispos“, assegurou.

Tal investigação seria realizada por pessoas que não estão ligadas diretamente a McCarrick e informariam tanto ao Vaticano quanto aos fiéis católicos, acrescentou Schmitz.

Do mesmo modo, disse que a carta menciona um problema que vai além das acusações de McCarrick.

Os signatários pediram uma ênfase renovada nos ensinamentos da Igreja sobre a sexualidade e a castidade, assim como “atos de penitência pública e reparação” dos bispos para começar a restaurar a confiança entre os fiéis católicos.

Schmitz advertiu sobre um declive escorregadio se a Igreja mudasse ou ignorasse os seus ensinamentos sobre a natureza humana e a sexualidade, porque, como indica a carta, “são vitais e levam à santidade”.

“Acreditamos que, assim como não há lugar para o adultério nos casamentos, não há lugar para o adultério contra a Noiva de Cristo (a Igreja). Precisamos que os bispos esclareçam que qualquer ato de abuso sexual ou falta de cortesia clerical degrada o sacerdócio e prejudica gravemente a Igreja”, continua a carta.

Schmitz também citou acusações recentes de abuso sexual generalizado e má conduta no seminário nacional de Honduras, assim como denúncias de ex-seminaristas nos Estados Unidos.

Disse que há uma atitude predominante entre os bispos para mitigar ou descartar a severidade do abuso contra homens adultos, que isso também deve mudar e que os leigos têm o dever de manifestar as suas objeções a este comportamento.

“Acho que os leigos devem dizer o que pensam para que os bispos saibam que é um ato de abuso que um bispo incomode os seminaristas. Mesmo se alguns desses atos foi perfeitamente consensual, são contrários aos ensinamentos da Igreja e escandalizam profundamente os fiéis”, disse Schmitz.

Na carta, os jovens também expressam gratidão pela “maneira como os bons sacerdotes e bispos entregam suas vidas”.

Entretanto, Schmitz disse que uma investigação deveria considerar os clérigos que foram negligentes em cobrir os pecados sexuais entre o clero, junto com aqueles que sabem sobre a má conduta e não fizeram nada.

“Não é aceitável que um bispo declare ignorância, pois fazem parte da hierarquia da Igreja e devem render contas disso. Supõe-se que um pastor deve proteger as suas ovelhas e, se os lobos vêm e as atacam, ele não pode dizer simplesmente: ‘bom, eu estava dormindo’”, concluiu Schmitz.

Fonte: www.acidigital.com

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Religiosa mexicana celebra suas “bodas de diamante” com Cristo

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A Irmã Emma do Imaculado Coração de Maria, aos 97 anos, celebrou recentemente as suas “bodas de diamante” de consagração a Cristo.

A religiosa, nascida em 1921 em Yahualica, no estado mexicano de Jalisco, celebrou em 19 de julho deste ano os 75 anos da sua primeira profissão na Congregação Servas da Santíssima Trindade e dos Pobres.

Em mensagem enviada ao Grupo ACI, a congregação recordou que na mesma data a Igreja celebra a festa da sua fundadora, a Beata Vicenta de Santa Doroteia.

A congregação religiosa sublinhou que estas “bodas de diamante” significam “75 anos de convivência junto com o Divino Esposo e de jubilosa entrega aos nossos irmãos mais necessitados, entre os quais se destacaram doentes e idosos”.

A Irmã Emma entrou na congregação em 4 de dezembro de 1940. A sua primeira profissão foi realizada no dia 16 de julho de 1943 e a sua profissão perpétua foi exatamente seis anos depois.

Atualmente, está na comunidade da congregação no Hospital da Santíssima Trindade de Guadalajara, em Jalisco.

A congregação assegurou que no testemunho de vida da religiosa “podemos ver o nosso carisma vivido com radicalidade, porque ela teve a experiência de ser amada e habitada por Deus Trino e, por isso, descobriu a presença de Deus nas pessoas com quem convive e os serviu e amou como templos vivos da Santíssima Trindade”.

A religiosa, asseguram, “sempre nos recorda que a obra é de Deus e que, quando Ele quiser, nos enviará muitas vocações e nós continuaremos trabalhando e dando glória a Deus”.

Em meio às dificuldades sociais e contra a Igreja no México no final do século XIX e no início do século XX, surgiu a Congregação Servas da Santíssima Trindade e dos Pobres, estabelecida como um instituto religioso em 1905, em Guadalajara. O seu lema é “A caridade de Cristo nos urge”.

Com 113 anos de fundação, atualmente estão em vários estados do México, servindo em asilos, hospitais, ambulatórios médicos, casas de missão e enfermagem.

Fonte: www.acidigital.com

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Irmãos gêmeos são ordenados diáconos

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No dia 4 de agosto, festa de São João Maria Vianney, a Diocese de Quixadá (CE) ganhou três novos sacerdotes e três diáconos, dos quais dois chamaram a atenção: os gêmeos Breno Oliveira Rabelo e Bruno Oliveira Rabelo que receberam o ministério do diaconato juntos.

Naturais da cidade de Boa Viagem (CE), os irmãos gêmeos ingressaram no Seminário Maior Diocesano Nossa Senhora Imaculada Rainha do Sertão, da Diocese de Quixadá e tiveram suas vocações confirmadas na celebração do último sábado, presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Ângelo Pignoli.

No mesmo dia também foi ordenado diácono João Paulo Barbosa Manso e sacerdotes Carlos Alberto Bezerra Lopes Filho, Francisco Márcio de Souza e Severino Pereira Neto.

Para os irmãos Bruno e Breno poder celebrar este dia foi uma grande felicidade, após crescerem juntos na Igreja e no seio de uma família católica.

“Nossa mãe sempre nos motivou a irmos à Missa, a ela somos gratos por isso e, por sermos de família católica, tínhamos uma vivência da nossa fé. Diante disso, desde cedo iniciamos nossa caminhada na Igreja”, conta Diácono Bruno Oliveira Rabelo.

Por sua vez, o Diácono Breno recorda que sua mãe sempre transmitiu a eles “valores cristãos, uma fé madura”, os quais “foram me modelando ao longo da minha vida, então, tive no percurso da minha criação esta base que foi me ajudando a primeiramente descobrir o meu sacerdócio comum pelo Batismo”.

Para eles, a família é o “alicerce” para que chegassem ao diaconato e sigam se preparando para o sacerdócio.

Quando criança, os dois serviram como coroinha na Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem, onde começou o percurso vocacional dos irmãos. “De início – lembra o Diácono Breno – não sentíamos esse chamado, porém sempre fomos responsáveis com nossas obrigações dentro do grupo de coroinhas”.

“Com o passar de alguns anos – pontua o Diácono Bruno –, com uma convivência com os padres e com os seminaristas, fui aprendendo a ouvir a Voz de Deus. E através das experiências vocacionais adentro de vez a escuta que Deus me fez e respondo ‘Eis-me aqui’”.

Passado o discernimento vocacional, Bruno e Breno começaram a dividir também os anos de formação no seminário, um período sobre o qual ambos ressaltam a importância de ter o irmãos ao lado.

“Foi uma experiência boa, porque era uma realidade nova no próprio seminário. Mas, não somente por isso, mas sobretudo, porque mesmo diante dos desafios particulares entre ambos, nós sabíamos que a ajuda de um para com o outro era diária”, explica Diácono Bruno.

Segundo ele, havia as dificuldades comunitárias e também entre os eles dois, porém, tratou-se de “uma experiência que nos ajudou bastante”. “Mesmo que difícil, éramos chamados a dar exemplo de irmãos, seja como irmãos de seminário, que somos chamados a ser, mas principalmente irmãos no sentido literal da palavra”, sublinha.

Nesse sentido, Diácono Breno ressalta que “ter um irmãos que trilha esse mesmo caminho vocacional, é como ter um suporte para a vocação, uma vez que, com ele podia partilhar os momentos de alegria e tristeza”.

Sobre o dia da ordenação diaconal, os irmãos gêmeos consideram uma data de “grande alegria”, por ver “a Igreja confirmando o chamado de Deus”.

“Deus chamou, eu respondi e agora a Igreja confirma, então dentro de mim senti uma grande felicidade por estar correspondendo ao chamado que Deus me fez”, diz Diácono Breno.

“Senti-me muito feliz, mas sabendo que estava assumindo uma responsabilidade, um compromisso ainda maior, pois, com a Ordenação Diaconal, a Igreja me confia um serviço para com o povo, e esse serviço sou chamado a exercê-lo com amor àqueles que ela me envia”, acrescenta Diácono Bruno.

Por fim, neste mês vocacional, os irmãos convidam todas a estarem atentos e disponíveis ao chamado de Deus.

“Caros jovens não tenham medo, se você mesmo que por um instante perceba ou sinta que Deus te chama ao sacerdócio responda como o profeta Samuel ‘fala Senhor que o teu servo escuta’”, aconselha Diácono Breno.

Por sua vez, Diácono Bruno incentiva a saber “verdadeiramente ouvir o chamado de Deus”. “Não deixem que as coisas mundanas, não deixem que o secundário, ofusque o brilho que é o chamado de Deus a uma vocação que precisa florescer”.

Fonte: www.acidigital.com

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Católico realiza um “doce apostolado” para comunidade com sua sorveteria

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Rich Owens é um empresário católico norte-americano que utiliza a sua sorveteria como um apostolado para ajudar espiritual e economicamente a sua comunidade, assim como adoçar-lhes a vida.

Owens é o proprietário da filial da sorveteria ‘Tastee Freez’ na cidade de Anchorage, no estado do Alasca, desde 1994. A franquia está presente neste local há 60 anos.

O empresário comentou que desde pequeno comprava os sorvetes da ‘Tastee Freez’ e, depois de organizar um pequeno negócio no estado de Montana, decidiu adquirir um no Alasca.

Atualmente, a sorveteria Owens é o maior estabelecimento ‘Tastee Freez’ do país. A franquia lhe concedeu reconhecimento como Trabalhador do Ano em 2006 e 2015.

Além disso, o negócio se tornou uma espécie de programa de memória para jovens da região que, segundo Owens, têm um grande sentido de retribuição a sua comunidade.

Em declarações ao ‘Catholic Anchor’ sobre este apostolado para a formação dos jovens, o empresário indicou que “o fato de ter sido criado na Igreja Católica nos ajuda a ir na direção correta”.

“Aprendemos vendo a nossa mãe e o nosso pai que esta é a maneira de viver a sua vida. Esta é a regra, não a exceção”, assegurou.

Cerca de 700 funcionários, em sua maioria jovens de 17 anos, trabalharam no ‘Tastee Freez’ de Owens.

“Alguns desses meninos vivem em situações muito difíceis. Muitas vezes, não custa nada ser essa pessoa, e você pode ter impacto nas comunidades ao ser um bom mentor”, comentou o empresário.

Owens também usou o seu negócio para adoçar a vida das pessoas durante as festividades.

Por exemplo, durante a temporada de Natal, associa-se à Guarda Nacional para realizar a “Operação Papai Noel” e entregam milhares de sorvetes aos habitantes de 60 localidades.

Como membro do conselho do grupo sem fins lucrativos Acampamento Católico e Ministérios de Conferências de Alaska, Owens ajudou na compra do Acampamento de Santa Teresa na cidade de Wasilla, em 2012.

Atualmente, neste local as crianças e os adolescentes participam de acampamentos de verão, onde crescem no conhecimento da sua fé católica.

O Arcebispo Emérito de Anchorage, Dom Roger Schwietz, afirmou que este local é uma bênção para a comunidade e oferece “um grande recurso para a Igreja Católica”.

“Agradeço seus esforços e os elogio pelo árduo trabalho que realizaram”, acrescentou.

Fonte: www.acidigital.com

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Há 73 anos, milhares de católicos morriam em Nagasaki

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Neste dia 9 de agosto, completa-se 73 anos da segunda bomba atômica lançada pelos Estados Unidos, desta vez em Nagasaki; cidade japonesa que naquela época já contava com uma rica história de mártires cristãos durante o século XVI e XVII. No dia do lançamento da “FAT Man” – nome do projétil –, a pequena comunidade católica japonesa em Nagasaki perdeu dois terços dos seus membros.

Depois da destruição de Hiroshima no dia 6 de agosto de 1945, o alto mando militar americano liderado pelo presidente Harry Truman – o qual costumam vincular à maçonaria –, colocou o seu olhar sobre Kokura para forçar a rendição do Japão; entretanto, a mudança de clima fez com que trocasse esta cidade por Nagasaki.

Nessa época, em Nagasaki havia 240 mil habitantes. Um erro de cálculo dos aviadores americanos fez com que a bomba não caísse no centro da cidade; mas do mesmo modo o efeito foi devastador e foram assassinadas de maneira imediata cerca de 75 mil pessoas. Nos dias seguintes, morreu aproximadamente o mesmo número de pessoas por causa de feridas e doenças ocasionadas pela radiação.

História da comunidade católica

Desde o século XVI, Nagasaki foi importante centro do catolicismo no Japão, impulsionado pelos missionários jesuítas e franciscanos. Entretanto, a perseguição que aconteceu quase de maneira imediata foi recordada em 2007, através do livro das memórias do Cardeal Giacomo Biffi, no qual expressa o forte impacto que teve nele em 1945 a notícia das bombas atômicas lançadas sobre o Japão.

“Eu pensava em falar do tema de Nagasaki. Havia encontrado repetidamente sobre este tema no ‘Manual de história das missões católicas’, de Giuseppe Schmidlin, três volumes publicados em Milão em 1929. Desde o século XVI surgiu a primeira comunidade católica sólida em Nagasaki (Japão)”.

“Em Nagasaki – assinalou – no dia 5 de fevereiro de 1597, trinta e seis mártires (seis missionários franciscanos, três jesuítas japoneses e vinte seis leigos) entregaram a vida por Cristo e no ano 1862 foram canonizados por Pio IX”.

Entretanto, “quando retomaram a perseguição em 1637, foram assassinados cerca de trinta e cinco mil cristãos. Depois, a pequena comunidade começou a reunir-se nas catacumbas, separada do resto da catolicidade e sem sacerdotes; mas não foi extinguida”.

Deste modo, em 1865 “o Pe. Petitjean descobriu esta ‘Igreja clandestina’, que foi divulgada depois de comprovarem que ele vivia o celibato, que era devoto de Maria e obedecia ao Papa de Roma; e sendo assim a vida sacramental foi retomada regularmente”.

Quase vinte anos depois, em 1889 “foi proclamada a plena liberdade religiosa no Japão, e todo refloresce. No dia 15 de junho de 1891 foi criada canonicamente a diocese de Nagasaki, a qual em 1927 acolheu Dom Hayasaka, primeiro bispo japonês, consagrado pessoalmente por Pio IX. Do Schmidlin devemos saber que em 1929 dos 94.096 católicos japoneses, cerca de 63.698 são de Nagasaki”.

Isto significa que 16 anos antes da explosão atômica, viviam em Nagasaki aproximadamente mais de 63.000 fiéis. Desta forma, logo após este breve resumo do catolicismo nesta cidade, o Cardeal escreveu:

“Vamos supor que as bombas atômicas não tivessem sido jogadas ao azar. Essa pergunta se torna inevitável: por que foi escolhida para a segunda bomba, entre todas, precisamente a cidade do Japão onde o catolicismo, além de ter a história mais gloriosa, estava mais difundido e afirmado?”.

Fonte: www.acidigital.com

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Bispo alerta para falsas estatísticas em relação ao aborto

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A descriminalização do aborto voltou a pauta nacional com a convocação de uma audiência pública pela ministra do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber, que analisa um pedido do Partido Socialismo e Liberdade (Psol) na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442.

A ação sustenta que dois dispositivos do Código Penal que instituem a criminalização da interrupção voluntária da gravidez afrontam a dignidade da pessoa humana, a cidadania, a não discriminação, a inviolabilidade da vida, a liberdade, a igualdade, a proibição de tortura ou o tratamento desumano e degradante, a saúde e o planejamento familiar das mulheres e os direitos sexuais e reprodutivos.

Diante dessa realidade, o bispo de Osasco (SP) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, dom João Bosco Barbosa Sousa escreveu um artigo que mostra que vem sendo divulgados números hoje sabidamente falsos sobre as estatísticas de abortos provocados.

Leia o artigo na íntegra:

Desde os anos 60, têm sido divulgados números hoje sabidamente falsos sobre as estatísticas de abortos provocados.

Quando o Brasil contava com apenas 80 milhões de habitantes, a revista “Realidade” (maio de 1966) publicava que se realizavam no Brasil um milhão e quinhentos mil abortos por ano. Em setembro do mesmo ano, a mesma revista descia aos detalhes: seriam exatamente 1.488.000 de abortos por ano.

Na mesma época, quando os Estados Unidos contavam com 200 milhões de habitantes, o médico que coordenou a campanha pela legalização do aborto em Nova York divulgava que se realizavam ali 1 milhão e meio de abortos por ano. Mais tarde, após o aborto ter sido legalizado, ele declarou publicamente que sabia que não passavam de 100 mil e que ele havia mentido, mas afirmou também que ninguém lhe havia perguntado as razões do número apresentado.

Em 2003, o atual vice ministro da saúde do Uruguai declarou em audiência pública no Senado que se realizavam no país 150.000 abortos por ano. No ano seguinte, o número foi corrigido para 33.000 abortos por ano, mas em 2006 já se falava em 52.000 abortos por ano. Próximo à legalização do aborto, passou-se novamente a insistir na cifra de 33.000 abortos por ano. Mas, após a prática ter sido aprovada pelo Congresso e quando o governo já declarava que não mais se faziam abortos clandestinos no país, verificou-se que se realizavam apenas seis mil abortos por ano no Uruguai.

Esse modo de tentar comprovar a necessidade de aprovar o aborto tem sido recorrente quando da discussão sobre o aborto. Os promotores do aborto sempre multiplicaram os verdadeiros números por 10 ou 20 vezes. O ardil sempre funcionou porque ninguém foi conferir as razões dos números.

Ao tramitar no Supremo Tribunal Federal a ADPF 442, que pretende declarar o aborto como um direito fundamental, repete-se a mesma tática. Não podemos assistir o mesmo filme e repetir os mesmos erros. É importante desmascarar uma impostura já conhecida e estudada, mas principalmente afirmar que os verdadeiros números apontam para a necessidade de políticas públicas com as quais as mulheres não precisam do aborto para serem socorridas.

No dia 29 de junho de 2018, um Jornal publicou artigo em que afirma ter obtido em primeira mão um levantamento que “consta de um relatório do Ministério da Saúde que deve subsidiar o STF em ação que pede a descriminalização do aborto”.

A notícia assegura que, no Brasil, se provocam 1 milhão e 200 mil abortos por ano. Sustenta, com base nestes números, que, em uma década, o SUS gastou R$ 486 milhões com internações para tratar as complicações do aborto, sendo 75% deles provocados. De 2008 a 2017, 2,1 milhões de mulheres teriam sido internadas por este motivo. Este número inclui as internações por abortos naturais e provocados, o que daria cerca de 200.000 internações por ano por causa de abortos. É deste total que o Ministério da Saúde afirma que 75% são de abortos provocados, o que representaria, por ano, 150.000 internações por aborto provocado e apenas 50.000 por aborto natural.

Mas, como pode ser isto, se no Brasil nascem 2 milhões e 800 mil crianças por ano? Ora, os tratados de medicina afirmam que o número de abortos naturais, que ocorrem, em sua maioria, na segunda parte do primeiro trimestre, representam, em média, 10% do número das gestações. Neste caso, como a grande maioria dos abortos naturais passa por internações hospitalares, somos obrigados a afirmar que a grande maioria das 200.000 internações por aborto no Brasil se devem a abortos naturais, e não a abortos provocados. Ademais, confirma este número qualquer médico com experiência em pronto atendimento obstétrico, que dirá que os abortos provocados representam, no máximo, e possivelmente com exagero, 25% das internações por aborto. Assim, teríamos, no máximo, 50 mil internações por ano de mulheres que provocaram abortos.

No Brasil, em 2010 e 2016, foram realizadas duas pesquisas nacionais sobre o aborto, patrocinadas pelo Ministério da Saúde e premiadas pela Organização Panamericana de Saúde. Estes estudos, intitulados “Aborto no Brasil: uma pesquisa domiciliar com técnica de urna”, encontraram que, de cada 2 mulheres que praticam o aborto, uma tem de ser internada.

Ora, no Brasil, temos 200.000 internações por aborto a cada ano, incluídos aí os abortos provocados e os abortos espontâneos. Este número está em diminuição há alguns anos, cerca de 10% ao ano, segundo o DATA SUS.

Os obstetras que trabalham em atenção emergencial nos hospitais dizem, conforme já exposto, que a maioria dessas internações são de abortos naturais. No máximo 25% seriam de abortos provocados.

Portanto, haveria, por ano, 50.000 internações por abortos provocados, no Brasil. Então, como para cada dois abortos uma mulher é internada, teríamos um total 100 mil abortos provocados por ano no Brasil.

Este número é coerente com os dados dos livros de ginecologia e patologia, que dizem que cerca de 10% das gestações terminam em aborto espontâneo entre o segundo e o terceiro mês. Vejamos: como no Brasil temos 200 milhões de habitantes e 2.800.000 nascimentos por ano, o número de abortos naturais deveria ser de aproximadamente 280.000. Sabe-se que a maioria destes casos são atendidos em hospitais, para curetagem ou outros procedimentos. Este número é coerente com as 200.000 internações por aborto no sistema de saúde.

Assim, quando se estima que a maioria das internações por aborto se deve ao aborto espontâneo, além do testemunho dos médicos, temos uma fundamentação estatística para isso. A estimativa de, no máximo, 25% de abortos provocados nas internações por aborto, portanto, é provavelmente um número já superestimado.

Além disso, temos os números do IBGE, em cuja Pesquisa Nacional de Saúde de 2013 se encontra a relação entre o número estimado de abortos espontâneos e de abortos provocados de 7,6 vezes mais abortos espontâneos que abortos provocados. Não há indicação de como estes dados foram calculados, mas é uma proporção de quase a metade do que supõem as estimativas aqui trabalhadas.

Portanto, já com possíveis superestimações, o número de abortos provocados deve ser estimado em metade das internações totais por aborto, ou seja, 100 mil abortos provocados por ano, já provavelmente superestimados.

Contudo, o IPAS, uma organização que promove o aborto internacionalmente, e o Instituto Allan Guttmacher, que pertence à IPPF, uma organização que é proprietária da maior rede de clínicas de abortos do mundo, dizem o contrário: que se deve multiplicar este número de internações por 5 ou por 6. Com isso, obtém-se as cifras de aborto para o Brasil entre 1 milhão e 1 milhão e meio de abortos por ano.

Este multiplicador é semelhante ao que o Dr. Bernard Nathanson, o articulador da legalização do aborto em Nova York em 1970, utilizou pela primeira vez, quando sabia que os abortos provocados nos Estados Unidos eram, no máximo, 100 mil, e disse para a imprensa, com a intenção de promover a legalização do aborto, que eram 1 milhão e meio, sem dar justificativas, cifras que, aliás, ninguém questionou. Naquela época a população americana era de 200 milhões, igual à do Brasil de hoje.

Mas no Brasil, desde os anos 60, quando nossa população era de 80 milhões, já se afirmava que se faziam 1 milhão e meio de abortos por ano. Quem divulgava estes números era a filial da IPPF no Brasil, chamada Benfam. O número nunca foi justificado.

Este número continuou a ser apresentado inalteravelmente até hoje, porém, as instituições que realizaram em 2010 o estudo “Aborto no Brasil: uma pesquisa domiciliar com técnica de urna”, ao repetirem seu estudo em 2016, diante do fato que os movimentos em favor da vida já estavam apresentando os dados corretos, encontraram um modo de calcular este número não mais em 1 milhão e meio, mas em 412 mil por ano.

O argumento utilizado para fundamentar este número, que agora seria de 412 mil abortos, foi que, em 2016, teriam sido entrevistadas um total de 2002 mulheres entre 18 e 39 anos, das quais 251 teriam dito ter feito um aborto e, entre estas 252 mulheres, 27 teriam dito ter feito aborto em 2015, ou seja, 1,35% do número total das 2002 mulheres. Portanto, como há cerca de 37 milhões de mulheres com idade entre 18 e 39 anos no Brasil, multiplicando este número por 1,35%, obteríamos um total, segundo o estudo, entre 400.000 a 500.000 abortos provocados por ano.

Porém, o que não se consegue explicar é: por que se dizia que este número era de 1 milhão e meio até a pouco tempo? E por que agora o Ministério da Saúde, que patrocinou estas duas pesquisas, volta aos mais de um milhão de abortos por ano, segundo as tabelas oferecidas ao STF, que a Folha de São Paulo afirma ter copiado em primeira mão?

Mas, mesmo se um número de 400.000 fosse verdadeiro, então, neste caso, como as duas pesquisas constataram que, de cada duas mulheres que provocam aborto, uma é internada, teríamos de ter 200.000 internações por ano somente por aborto provocado no sistema de saúde. Se o número de abortos naturais é bastante maior que o de abortos provocados, consequentemente, teríamos que ter um número total de internações por aborto em torno de 800.000 ao ano, um número que não se verifica. Além disso, se no Brasil tivéssemos 800.000 de internações por aborto por ano, deveríamos ter cerca de 7 ou 8 milhões de nascimentos por ano, o que também não se verifica.

Segundo os próprios dados oferecidos pelas pesquisas dos defensores do aborto, esses números são flagrantemente insuflados e não podem corresponder à realidade. Se o Ministério da Saúde ofereceu este relatório ao STF e ao Jornal, isso já não sabemos.

Contudo, poderia restar, ainda, uma dúvida. E se estes números apresentados pela Folha ou pelos movimentos a favor do aborto fossem verdadeiros, não deveríamos legalizar o aborto para solucionar o problema?

Ora, uma eventual pergunta como esta nos parece apenas fruto da incapacidade de entender a realidade das coisas e da própria obstinação em se legalizar o aborto. Números não são apenas números, números sempre são sintomas de alguma realidade que seria a sua causa. A própria pergunta mostraria a incapacidade do autor em compreender a irrealidade que estaria por detrás destes números. Se, de fato, as mulheres brasileiras praticassem estes milhões de abortos clandestinos por ano, mais do que um problema de saúde, isso seria sinal de uma desintegração social sem proporções, uma situação que exigiria reformas estruturais imediatas e profundas, semelhantes às que ocorreriam em uma situação de pós-guerra. Ninguém, a não ser um ativista que pensa apenas na causa e, por causa disso, sua paixão não lhe permite captar a realidade, pensaria em oferecer a legalização do aborto como solução para reconstruir um país socialmente desestruturado por uma calamidade. Ademais, dadas as consequências psiquiátricas traumáticas reconhecidamente causadas pelo aborto, a magnitude de um número como este, aumentando entre 10 a 20 vezes a realidade do país, significaria a existência uma realidade social tão nitidamente desumanizada e aterradora, que não haveria sentido em nos indagarmos sobre a legalização do aborto, e sim, ao contrário, em como deveríamos reconstruir positivamente o tecido social.

Fonte: www.noticiascatolicas.com.br

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Governo da China destrói outro templo católico

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Um templo católico na província de Jinan, China, foi demolido por agentes do governo, a mais recente de uma série de demolições de igrejas no país.

Cerca de 40 policiais e funcionários do governo ingressaram na Igreja Católica Liangwang na manhã de 17 de julho, expulsando três mulheres que cuidavam do lugar. Gao Rongli, Zhang Siling e Li Xiangmei foram expulsas do edifício, registradas e tiraram-lhes e destruíram seus celulares, informou Asia News.

Mais tarde, nesse mesmo dia, outros 30 homens chegaram com escavadeiras e derrubaram o edifício, destruindo o altar e os bens móveis.

Segundo os relatórios, a demolição está vinculada a um plano de desenvolvimento local para uma nova área residencial e uma estação ferroviária.

Foram feitas conversas cm o Escritório local de Assuntos Religiosos para a realocação da Igreja, mas não houve advertência prévia de que a demolição aconteceria, nem se chegou a um acordo sobre um novo lugar para realocá-la.

A igreja, que estava no povoado de Liangwang, foi construída originalmente durante a década de 1920 e designada como uma “casa privada” durante a revolução cultural. Mais recentemente, se teria outorgado uma permissão do governo para operar legalmente, de acordo com UCANews.

Embora se tenha informado que houve promessas de compensação pela destruição do templo, ainda não se apresentou nenhuma oferta formal.

Os católicos locais e outros cristãos regressaram ao lugar em ruínas em 23 de julho para rezar e protestar contra a demolição. Os relatórios locais indicam que outra igreja em Wangcun, Huashan, também está programada para demolição como parte do plano de renovação urbana desta cidade.

Em junho, o governo também destruiu uma Via Sacra na província de Henan. O local havia sido um lugar de peregrinação para milhares de católicos chineses. No começo deste ano, houve uma repressão generalizada contra edifícios de igrejas por parte do governo, muitos dos quais foram destruídos e outros tiveram suas cruzes derrubadas.

As demolições seguem as reformas do governo chinês do começo deste ano, parte das quais incluíram colocar a Associação Católica Patriótica Chinesa (Igreja “oficial” e leal ao governo) sob a supervisão direta do Partido Comunista Chinês. As novas regulamentações incluem o requisito de que se coloque letreiros do lado de fora das igrejas para evitar a entrada de menores.

Em março, o Bispo Vincent Guo Xijin, que ministra à chamada Igreja “clandestina” que inclui bispos legítimos e sacerdotes que permanecem fiéis ao Papa, foi detido por se negar a concelebrar uma Missa crismal com o bispo ilícito e excomungado Zhan Silu. Depois, foi liberado, mas proibiram-no de celebrar a cerimônia.

Há alguns anos, a Santa Sé trabalha em um acordo para o restabelecimento das relações diplomáticas com a China, uma aproximação desejada pelo Papa Francisco.