Santuário Astorga

Notícias do Santuário

Você também está na corrupção

Você também está na corrupção?

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Você pode viver os frutos do Espírito Santo. Não deixe de vivê-los por causa da corrupção. Não se engane ficando em “pequenas coisas” e pensando ser um bom cristão em outras coisas. Se isso acontecer, você vai se tornar um fariseu. O Senhor já não aguenta mais isso! É preciso que você tenha náusea de toda essa corrupção e não se aproxime dela!

O Catecismo da Igreja Católica fala que o sétimo mandamento prescreve que a justiça e a caridade estão na gestão dos bens terrestres, os quais servem para fazermos caridade. É uma mentira dizer que tudo o que você recebeu é seu! Estamos na administração desses bens e temos de administrá-los com sabedoria. Você vai levar para o caixão apenas a caridade que praticou com esses bens; nada mais vai com você.

No número 2409, o Catecismo da Igreja Católica é mais claro: “Reter os bens emprestados, defraudar no comércio, elevar os preços especulando sobre a miséria alheia, a fraude fiscal, a falsificação de cheques, o gastos excessivos, os desperdícios (…)”. Quantas pessoas andam descalças por que nós desperdiçamos!

Citemos, também, a questão do dinheiro público: “As promessas e os contratos devem ser mantidos e executados de boa fé. No mundo em que vivemos, muitos contratos já são feitos de má fé, e tudo isso é roubar”, diz a Palavra de Deus.

Abusar da misericórdia de Deus é demais! O lado contrário da misericórdia é a justiça do Senhor. Você precisa sair de todo esquema de corrupção. Não se deixe tomar por “vírus” nenhum. (Eu estou falando de “vírus”, “micróbios”). Saia desse esquema! Diga: “Eu sou católico, sou de Deus, sou de Jesus, já estou fora!”

No livro de Filipenses, capítulo 2, versículos 14 a 16, lemos: “Fazei todas as coisas sem murmurações nem críticas, a fim de serdes irrepreensíveis e inocentes, filhos de Deus íntegros no meio de uma sociedade depravada e maliciosa, onde brilhais como luzeiros no mundo, a ostentar a palavra da vida. Dessa forma, no dia de Cristo, sentirei alegria em não ter corrido em vão, em não ter trabalhado em vão”.

Há muitos cristãos e católicos que não conhecem essa passagem bíblica. Luzeiro é muito mais que luz, é uma orientação; por isso, nós devemos ser resolutos, decididos a não mais pecar. Eu não entro em nenhum esquema de corrupção pela minha responsabilidade, primeiro como padre, depois como responsável por vocês.

Não estou dizendo que você seja corrupto. Estou alertando você para que não seja pego pela corrupção. No Evangelho de São Lucas, capítulo 19, é narrada a história de Zaqueu: o corrupto queria ver Jesus, subiu a um sicômoro, atrás das folhas, para ninguém vê-lo. E Jesus, quando passou por ali, disse, certamente apontando com o dedo: “Zaqueu, desce depressa, porque é preciso que eu fique hoje em tua casa”. Ele foi preparar tudo para receber Jesus. Quando o Senhor chegou, Zaqueu O recebeu e disse: “Senhor, vou dar a metade dos meus bens aos pobres e, se tiver defraudado alguém, restituirei o quádruplo”.

O corrupto cobrador de impostos estava decidido a restituir as pessoas pelo mal que havia causado a elas. Naquele dia, a salvação entrou na casa dele, pois o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido.

Meus irmãos, se vocês estiverem amarrados nos esquemas de corrupção, Jesus está passando agora perto de vocês. Decidam-se e recebam a salvação. A corrupção vem do profundo do inferno, e não podemos nos deixar ser influenciados pelo mal.

fonte/texto: cancaonova.com

o valor de calar

Ter o valor de calar e de falar

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Calar ou falar? Há circunstâncias em que o calar é um ato de covardia, de ignorância ou medo para expressar a própria opinião. Em outros momentos, é uma atitude sensata, um ato de coragem, um sinal de controle dos instintos. Falar em local e na hora inoportuna revela superficialidade, falta de sensibilidade ou desejo de esconder a verdade. Conjugar a fala com o silêncio é sabedoria, é um valor na convivência.

“Só pode exercer o valor de calar aquele que consegue falar, que é capaz de se expor, mas escolhe livremente fechar os lábios. O silêncio é um valor quando vem de dentro, quando o indivíduo, podendo falar, decide se calar”. (Torralba, Francesc. O valor de ter valores). O silêncio imposto e violento não é valor, mas somente o é quando nasce de uma decisão livre, de um ato de vontade.

É valoroso calar para escutar o outro. Para escutar é preciso calar. É a atitude de discípulo que reconhece que o outro sabe mais e que tem algo importante para dizer e que posso aprender dele ampliando assim o meu horizonte e o conhecimento. Em outras circunstâncias, talvez o outro não tenha nada a me ensinar, mas ele precisa falar do que se passa na sua vida. Neste caso, ouvir calado é uma fala extremamente loquaz.

Há circunstâncias na vida em que é preciso calar para não ferir o outro. Há situações que convidam para retribuir uma ofensa, uma agressão ou traição sofrida, com a mesma medida. Nestas horas, controlar as emoções, o desejo de vingança com o silêncio é sinal de domínio das próprias paixões. É um ato voluntário, um exercício de reflexão de não retribuir o mal com o mal. De não retribuir ofensa com ofensa, pois ofender não faz desaparecer a ofensa. É calar nesta hora, para oportunamente falar.

É preciso manter-se calado diante segredo confiado. Quem confia um segredo é uma pessoa concreta e que revela algo que está guardando com sete chaves. Por outro lado, revela o segredo a um confidente que escolheu. O confidente não tem tarefa fácil, precisa ter as virtudes da escuta e da discrição. O segredo tem algo de sedutor, de irresistível que desperta a curiosidade humana. A tendência é tornar público o segredo. O confidente para ser merecedor de confiança deve guardar na penumbra o segredo, mesmo podendo falar, não diz nada. É um valor guardar um segredo, pois o inimigo não é externo, mas está dentro de nós.

Assim como é valoroso calar, do mesmo modo, é sabedoria e virtude saber falar. Tomar a palavra e quebrar o silêncio para revelar o está dentro é um ato de coragem e liberdade. A palavra, como um poderoso instrumento de comunicação, sai como um projétil de dentro de uma pessoa e penetra na consciência do outro gerando uma reação. O que foi lançado pode edificar, mas igualmente pode disseminar o mal.

Há situações de silêncio onde se esconde a verdade de forma mentirosa. Todos sabem dos fatos, mas ninguém se manifesta. Falar neste ambiente é um ato de coragem. Dizer a verdade para quem não quer ouvir é superar as amarradas da falsidade. Falar a verdade, neste contexto, causa dor, mas é libertador e traz frutos e ganhos emocionais.

Dom Rodolfo Luís Weber – Arcebispo de Passo Fundo (RS)

 

 

fonte/texto: noticiascatolicas.com.br

Luz para iluminar as nações

Luz para iluminar as nações

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Ao iniciar o mês de fevereiro, logo no segundo dia celebramos a festa da Apresentação do Senhor, após quarenta dias do Natal. Ela tem caráter de manifestação – “epifania” –: faz parte dos acontecimentos que revelam o Senhor como Messias e atingem sua completa e decisiva manifestação na cruz. Esta festa, de certa forma, é um marco na metade deste tempo comum que ora vivemos, de tal forma que praticamente encerra as festas natalinas e nos abre o caminho rumo à Páscoa. Já começamos a vislumbrar no horizonte o tempo da Quaresma.

Simeão e Ana, adiantados na idade e mantendo viva a esperança, se unem para anunciar a notícia da vinda do Senhor, Luz para iluminar as nações e glória do seu povo fiel. A devoção popular dedicou esta festa também a Maria, e em alguns lugares do Brasil é celebrada como festa de Nossa Senhora da Candelária, Nossa Senhora de Belém, Nossa Senhora das Candeias ou Nossa Senhora da Luz. De fato, com a entrada de Jesus no mundo, nova luz resplandeceu para nós e o mundo transformou-se em templo, habitação de Deus. Maria trouxe a luz de Deus ao mundo.

Em Jesus brilhou para toda a humanidade o verdadeiro sentido da vida, de pertencer a Deus e de sermos filhos e filhas da luz. Maria é a porta de entrada de Jesus, nossa Luz ao mundo. Ela também estará de pé, junto à cruz, num gesto corajoso de oferenda do Filho, assumindo o transpassar da espada em seu coração. Por isso, somos convidados neste dia a entrar no templo, ou seja, irmos ao encontro do Senhor, com as velas de nossa fé bem acesas, reconhecendo-O como Cristo, “a luz que vem se revelar às nações” (cf. Lc 2,32) como anunciou, alegre e agradecido, o velho Simeão. E, como Maria, fazer a oferenda de nossa vida, com Cristo, por Cristo e em Cristo ao Pai. Seguindo esta luz, vivamos como filhos e filhas da luz, levando a todas as pessoas a luz de Cristo. Sermos iluminados por Cristo, vivendo o nosso batismo, nos leve sempre mais a termos nosso rosto iluminado e transmitir essa luz aos irmãos e irmãs. Cabe, pois, a nós acolher o Senhor na Liturgia e na vida, com nossas atitudes e ações, como lâmpadas vivas e ardentes, sendo fiéis ao nosso batismo.

A liturgia desta festa quer manifestar, com efeito, que a vida do cristão é como uma oferenda ao Senhor, traduzida na procissão dos círios acesos que se consomem pouco a pouco, enquanto iluminam. Cristo é profetizado como a Luz que tira da escuridão o mundo sumido em trevas (o povo que andava nas trevas viu uma grande luz…). José e Maria no templo maravilharam-se do que se dizia d’Ele. Maria, que guardava no seu coração a mensagem do Anjo e dos pastores, escuta novamente admirada a profecia de Simeão sobre a missão universal do seu Filho: a criança que sustenta nos seus braços é a Luz enviada por Deus Pai para iluminar todas as nações: é a glória do seu povo!

Jesus traz a salvação a todos os homens; no entanto, para alguns será sinal de contradição, porque se obstinam em rejeitá-Lo. O Evangelista São Lucas narra também que Simeão, depois de se referir ao Menino, se dirigiu inesperadamente a Maria, vinculando de certo modo a profecia relativa ao Filho com outra que se relacionava com a mãe: “uma espada atravessará a tua alma”. Com estas palavras do ancião, o nosso olhar desloca-se do Filho para a Mãe, de Jesus para Maria. É admirável o mistério deste vínculo pelo qual Ela se uniu a Cristo, àquele Cristo que é sinal de contradição.

Jesus é “luz para iluminar as nações” (Lc 2,32), mas hoje essa luz chega aos outros através de nós. Que Deus nos purifique constantemente para que estejamos, durante toda a nossa vida, no fogo do Espírito Santo. Dessa maneira, “abrasados” pelo amor de Deus, Jesus Cristo iluminará a todos!

Apresentemo-nos com Cristo para que Deus se manifeste através das nossas vidas. Deixemos que Deus nos coloque na fornalha do Seu amor, que Ele nos purifique cada vez mais. Que nunca nos acostumemos a viver na escória do pecado. O que Deus quer é que nós, pecadores convencidos de que o somos, lutemos contra tudo aquilo que nos afasta Dele; que nos apresentamos a Ele, no seu Templo.

Na Festa da Apresentação do Senhor, quando também celebramos a festa de Nossa Senhora da “Luz” ou ainda das “Candeias”, e nos ajuda a ver que neste dia, quando muitos levam a vela para serem abençoadas, peçamos para viver o resto do ano conforme a Luz de Cristo, pela intercessão da Virgem Maria.

“Ó Nossa Senhora da Luz, Mãe de Deus, ajuda-nos com a Tua bondade infinita, a enfrentar todos os perigos e tentações, para que, com a Vossa preciosa ajuda, sigamos nosso caminho iluminados com a luz de Teu Filho, Luz do mundo, para vivermos como batizados, longe da escuridão do pecado. Amém”!

Por Cardeal Orani João Tempesta – Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)

 

 

fonte/texto: noticiascatolicas.com.br

O sofrimento por trás das drogas

O sofrimento por trás das drogas

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Caros amigos, o tráfico e o consumo de drogas ilícitas são um terrível sofrimento social, atingindo milhares de pessoas em nosso país. Famílias de dependentes, comunidades reféns da violência do tráfico e das milícias e as inumeráveis redes criminosas de lavagem de dinheiro e manipulação política são alguns problemas críticos desta situação.

Não há lugar livre deste grande mal e, por isso, são necessárias ações efetivas em todas as Paróquias e comunidades. Nossas armas de resistência contra este mal são a onipotente graça de Deus e a caridade fraterna.

Em princípio, é importante perceber que toda esta rede de violência baseia-se na fragilidade de nossa natureza, passível de vícios de todo tipo. Assim, todas as repressões legais e policiais contra o tráfico cuidam dos sintomas de uma sociedade doente, em que os vícios funcionam como compensação ao déficit de amor nos corações frágeis. Mas o cuidado com a pessoa atinge diretamente a causa do problema.

Ninguém está imune aos vícios, mas há grupos mais vulneráveis. Estes não se caracterizam primordialmente pela desigualdade econômica, como muitos tendem a afirmar, mas coincidem na busca por prazeres imediatos e pela fuga da realidade, fatores continuamente denunciados como um grave problema social pelo Papa Francisco. (Cfr. Evangelii Gaudium 62)

É preciso destacar que o sofrimento que leva às drogas tem entre outras causas a crescente desagregação familiar e a ausência de um comprometimento decisivo no campo da educação. Quando as relações familiares se desorientam ou deixam de existir, a sociedade perde a oportunidade de receber homens e mulheres formados na esteira do amor e das virtudes. Ao mesmo tempo, a sociedade também sofre por falta de políticas educacionais que verdadeiramente promovam a formação integral da pessoa.

Sem esses dois eixos basilares de uma sociedade sadia e forte, crescem a violência, as tragédias e o recurso às drogas. Tanto a violência como a fuga da realidade são grandes flagelos da ordem social e da convivência humana pacífica, que impedem o progresso de uma nação. Profetizou o antropólogo Darcy Ribeiro em 1982: ”se os governadores não construírem escolas, em 20 anos faltará dinheiro para construir presídios”.

Por isso, no que diz respeito aos jovens, que estão desenvolvendo sua personalidade, é fundamental uma formação humana integral baseada no amor e na verdade, que lhes dará instrumentos suficientes não só para descartar os caminhos errados, mas também uma consciência crítica bem formada que o torna capaz de perceber e agir conforme os princípios da verdade, justiça e fraternidade que se traduzem por um compromisso decidido no serviço à vida de seus semelhantes e à construção de uma sociedade mais humana.

Nenhuma iniciativa é fácil, mas não podemos assistir de braços cruzados, os jovens caindo nas drogas, as famílias definhando, as mortes de inocentes e a ampliação das “cracolândias”. O clamor de tanta dor chega ao Coração Deus, que pede de nós uma ação concreta. É preciso quebrar esta corrente do mal!

Dom Edney Gouvêa Mattoso – Bispo de Nova Friburgo (RJ)

 

fonte/texto: noticiascatolicas.com.br

Recuperar as instituições

Recuperar as instituições

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É grave o processo de sucateamento das instituições. Isso porque os funcionamentos institucionais, frequentemente, são obsoletos e não conseguem promover o bem da coletividade.  Essa realidade traz resultados nefastos para cada instituição – sejam elas governamentais, educacionais, religiosas ou familiares, além de prejuízos para toda a sociedade.

Os investimentos para se adequar processos são insuficientes e, consequentemente, os resultados são pífios na prestação de serviços. Um mal terrível que envolve variadas instituições, inclusive as que têm seu balizamento maior na experiência da fé.

A sociedade pede mais consistência por parte das organizações, que precisam cumprir bem sua tarefa: assumir a responsabilidade de cooperar para a transformação de uma sociedade carente de novos impulsos e inovações. É preciso deixar de insistir em práticas de tempos que já se foram. Muitas ações que são próprias do passado já não têm força para interagir com as demandas do mundo contemporâneo. Consequentemente, não conseguem interferir positivamente na realidade. Mas ainda assim, permanecem os gastos – com recursos financeiros e também humanos – direcionados a esses funcionamentos inadequados. As pessoas ficam submersas na mediocridade de escolhas e de encaminhamentos. Conviver com a pequenez naquilo que se faz, por não se engajar nos processos de mudanças, torna-se normal. Isso trava criatividades e amordaça muitos na condição de não conseguir contribuir. Cria-se facilmente o vício de se fazer das configurações institucionais, nos seus funcionamentos, simplesmente um amparo para quem se satisfaz com a oportunidade de ter um “lugar ao sol”. Ora, esse fenômeno é a contramão das dinâmicas modernas e inevitáveis das inovações.

Inovar é uma exigência e deveria ser a meta, mas os agentes da inovação – as pessoas que integram as instituições – se satisfazem com a conquista de uma zona de conforto que mata gestos de altruísmo, impedindo o ser humano de ser participe na criação e recriação. Compreende-se, assim, porque a ocupação de cargos não é garantia para uma atuação proativa e com força de transformação. O marasmo no interior das instituições envolve como uma nuvem a preciosidade de cada pessoa. O resultado nefasto é o cumprimento de mandatos ou tempo de serviço com opacidade.

Percebe-se que a dimensão pessoal sucateia a instituição. Mas, também a dimensão institucional pode prejudicar as pessoas, enjaulando-as, inclusive as que têm grande potencial. Sem conseguir mostrar a própria capacidade, elas permanecem na linha mediana de atuação.  Por isso, cada pessoa precisa assumir o compromisso de lançar um olhar sobre a instituição na qual se insere, buscando saídas para a terrível fragilização das organizações. Essa fragilização é fundamentada na incompetência que afeta modos de agir e nos desvios ético-morais que, inclusive, levam agentes a usufruírem, de modo desonesto, de recursos institucionais, conduzindo velozmente as organizações, na qual trabalham, rumo a precipícios.

O fato mais comum é, consciente ou inconscientemente, tender a escolhas que levem a colocar responsabilidades e intervenções nas mãos de quem não as operará adequadamente. Certamente, trata-se de mecanismo de defesa que perpetua a mediocridade que, infelizmente, incomoda menos. O que incomoda mais é o desafio de desinstalar-se da “zona de conforto” para responder às exigências e às demandas do dia a dia, às necessidades de qualificação permanente do tecido institucional. Esse tecido, quando fortalecido, pode alavancar mudanças que levem às soluções adequadas para o tempo atual.  Assim, em gesto de humildade e batendo penitencialmente no peito, cada pessoa precisa cultivar uma consciência cidadã e não apenas ocupar postos que representem, somente, oportunidade de promoção pessoal. Todos devem assumir a responsabilidade para ajudar a encontrar novas respostas, com trabalho produtivo. Esse é um indispensável caminho no combate à mediocridade, no enfrentamento das demagogias e na coragem de avaliar, sinceramente, o que se está fazendo, para encontrar os caminhos da inovação e recuperar as instituições.

Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo – Arcebispo de Belo Horizonte (MG)

 

fonte/texto: noticiascatolicas.com.br

COMUNICADO DA ROMARIA

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Caros Irmãos,
Nesse mês no dia 22 comemoramos a festa da catedral de São Pedro e também dia Nacional do terço dos homens no Brasil, esse oficializado pelo a CNBB. E assim queremos convidar. Mas que isso! queremos convocar todos os grupos para participarem da VII Romaria Nacional do Terço dos Homens no Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, em Aparecida (SP), dia 17 e 18 de fevereiro.
Apresente à Mãe sua gratidão, sua súplica, sua vida.
Venham rezar juntos com tantos outros companheiros que estão na mesma caminhada. Vai ser um bonito testemunho de fé e devoção à Mãe de Jesus e nossa Mãe. Façam o possível e vamos para casa da Mãe Aparecida, conto com vocês e com sua Romaria.
 
SALVE RAINHA! 🙏
Por Pe. Alex
Vaticano reafirma orientações da Igreja contra a eutanásia

Vaticano reafirma orientações da Igreja contra a eutanásia

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O Vaticano reafirmou nesta segunda-feira, 6, as suas orientações contra a eutanásia, num documento para agentes pastorais divulgado por ocasião do Dia Mundial do Doente 2017 (11 de fevereiro).

A “Nova Carta dos Operadores Sanitários’, apresentada em coletiva de imprensa, apresenta uma seção dedicada ao tema “morrer”, abordando a atitude diante do doente em fase terminal.

O texto aborda o tema da alimentação e hidratação artificial, consideradas como “cuidados básicos devidos” aos doentes, bem como a da sedação paliativa nas fases mais próximas da morte, que a doutrina católica aceita, “segundo os corretos protocolos éticos”.

O novo documento rejeita práticas como o diagnóstico genético pré-implantação, aborto ou experiências com menores ou adultos incapazes de decidir sobre as mesmas.

A celebração internacional do Dia Mundial do Doente vai acontecer este ano no santuário francês de Lourdes, sob a presidência do cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, como enviado especial do Papa Francisco.

Na mensagem que enviou ao legado pontifício, em latim, o Papa apelou ao cuidado integral da pessoa, “alma, mente e corpo”.

Por Canção Nova, com Agência Ecclesia

 

fonte/texto: noticiascatolicas.com.br

Worshippers pray during a candle light vigil at the Our Lady of Fatima shrine, in Fatima, central Portugal, Tuesday, May 12, 2015. Every year on May 12 and 13 tens of thousands of Catholic believers go on pilgrimage to the Fatima's sanctuary to pray and attend masses where the Virgin Mary is believed to be witnessed by three shepherds children Lucia, Jacinta and Francisco in 1917. (AP Photo/Francisco Seco)

Datafolha divulga pesquisa sobre número de católicos

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Nos últimos dois anos 9 milhões de católicos deixaram a Igreja. Os dados são de uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, e publicada no dia 24 de janeiro. Apesar da diminuição, cinquenta por cento dos brasileiros se declaram católicos. O levantamento ouviu por telefone cerca de três mil brasileiros maiores de 18 anos em 174 municípios. O secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner, falou sobre o assunto. Ele afirma que a Igreja não deve se preocupar exclusivamente com a questão dos números, mas focar no modo de evangelizar.

Veja o vídeo aqui.

fonte/texto: noticiascatolicas.com.br e cancaonova.com

primeiro-amor-adolescente

Como podemos voltar ao primeiro amor?

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O Acampamento Revolução Jesus 2017, que teve como tema ‘De volta ao primeiro amor’, está chegando ao fim. Neste momento, damos início à nossa caminhada normal no Tempo Comum, que é tempo de vivência do nosso batismo. Mas, diante do tema, pode surgir a pergunta: “Como podemos viver nosso batismo, de tal forma que isso possa ser um reavivamento no primeiro amor?”. Para isso, é necessário cultivar o crescimento das três virtudes teologais: a fé (acreditar), a esperança (lembrar) e a caridade (amar). Quando elas crescem, fazem crescer todas as outras virtudes, e assim voltamos ao primeiro amor.

Para explicar melhor esse processo, vou comparar as etapas de crescimento destas virtudes (fé, esperança e caridade) com o crescimento de um amor normal entre uma moça e um rapaz. Vamos supor que, primeiro, o rapaz, ao ver a moça, fique admirado e logo pense: “Essa mulher pode ser a minha esposa e, quem sabe, a mãe dos meus filhos”. Pronto, esse é o primeiro passo: o desejo do conhecimento por meio da inteligência. Em relação à virtude da fé, ocorre algo parecido: nós conhecemos Deus pela fé. Nesse processo inicial, o rapaz vai buscar informações e conhecer as qualidades da moça. Da mesma forma, pela fé – que é uma virtude ligada ao conhecimento – nós conhecemos melhor quem é Deus, para que possamos amá-Lo ainda melhor. A virtude da fé, portanto, é a virtude da inteligência iluminada pela graça de Deus.

Como conhecer somente não basta para acontecer um namoro, no passo seguinte (esperança) é preciso que haja um conhecimento mútuo. Para que ela se apaixone por ele, entra em cena o recurso da “memória”: ele entrará em contato com ela com mais frequência, enviará mensagens, presentes e até mesmo fará o mesmo caminho dela. A mensagem aqui é: ninguém se apaixona por alguém de quem nem sequer se lembra. Como alguém sabe que está apaixonado? Quando lembra da pessoa o tempo todo, faz sonhos, planos, projeta o futuro. Essa, portanto, é a virtude da esperança: a certeza daquilo que existe, mas que ainda não se pode ver. Quando uma pessoa se recorda daquele que ama, é tomada pela pressa de estar unido com essa pessoa. Portanto, a pressa (esperança) precisa da memória.

O próximo passo é a decisão (vontade), que está ligada à virtude da caridade. A moça e o rapaz decidem-se livremente um pelo outro (ou não). A caridade, enquanto virtude, é a decisão de escolher amar o próximo apesar do grau de conhecimento ou da lembrança. É uma decisão, uma escolha. O amor, portanto, reside na vontade decidida, não nos sentimentos.

Dessa forma, a inteligência (fé), a memória (esperança) e a vontade (caridade) são os três passos para voltarmos ao primeiro amor com Deus. O amor a Deus é o terceiro andar de um edifício que tem outros dois: se não construirmos os dois primeiros, o terceiro não existirá. Sem isso, o amor parecerá com um fogo de palha, que dura pouco, caminhando para a tibieza, que significa mornidão.

Pois bem, em resumo, para construir concretamente esses três andares (fé, esperança e caridade), precisamos de:

Fé – acreditar firmemente no amor de Deus, que se revelou a nós por intermédio de Jesus Cristo, que se entregou na cruz, morreu, ressuscitou e está conosco o tempo todo. Acreditar, sobretudo, nos dogmas e sacramentos da Igreja; não uma prática devocional apenas, mas uma relação íntima por meio do exercício da oração diária. Crer no que Deus disse e não naquilo que estamos vendo.

Esperança – lembrar que Deus a concede a nós, que Ele está conosco. Quando nos recordamos daquele toque na alma, daquele momento de oração, somos tomados por uma pressa de estar com Jesus novamente.

Caridade – decidirmo-nos, de modo concreto, a amar Jesus no irmão. Como somos amados por Deus, precisamos aproveitar todas as nossas oportunidades de sofrimentos pessoais para amar o outro como Jesus nos amou na Cruz.

Portanto, para voltarmos ao primeiro amor, precisamos percorrer essas três etapas: acreditar em Jesus Cristo, lembrarmo-nos d’Ele e amá-Lo. Mesmo que doa, mesmo que seja incômodo, temos de amá-Lo e entregarmo-nos por Ele. Esse é o caminho: nossa fé, esperança e caridade.

Por, Padre Paulo Ricardo

Sacerdote da Arquidiocese de Cuiabá – MT

 

 

fonte/texto: cancaonova.com

A-Palavra-de-Deus-é-luz-para-nossos-passos

Reavivados pela Palavra de Deus

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Há uma promessa firmada na Palavra de Deus: “Teus mortos, porém, reviverão! Seus cadáveres vão se levantar!” (Is 26,19a).  Por isso ele nos dá uma ordem: “Acordai para cantar, vós que dormis debaixo da terra! Pois teu orvalho é orvalho de luz e a terra restituirá à luz seus mortos” (Is 26, 19b). 

Mesmo que as coisas estejam ruins em nossa vida, em nossa família e na comunidade, até mesmo se já sofremos muito com diversas decepções e nos encontramos sem esperança, o Senhor quer plantar em nosso coração a semente da ressurreição. Podemos confiar no poder de Deus.

Ore com fé: 

“Obrigado, Senhor, pela certeza que inspira em meu coração. Por mim, estaria desanimado e sem esperança. Mas o Senhor inspira agora essa certeza em meu coração. Eu acolho e quero que ela seja semente dentro de mim. Não quero mais deixar-me guiar pelos meus sentimentos, mas pela certeza da ressurreição que o Senhor põe em mim.” 

No livro Ezequiel, capítulo 37, lemos algo que está acontecendo atualmente. O Senhor dá ao profeta a visão de imenso campo, repleto de ossos ressequidos e espalhados pelo chão. Acompanhe: “Então, ele me disse: ‘Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel’” (Ez 37,11a).

A Palavra de Deus contextualizada em nossa vida:

Hoje, o Senhor nos diz: “Esses ossos são sua família, sua casa, é o povo ao qual você pertence. São as pessoas que você ama que estão assim. Essa é a situação de sua nação, de tantos filhos e filhas da Igreja batizados que estão ao seu redor”.

Então, ele me disse: “Filho do homem, esses ossos são toda a casa de Israel. Eles dizem: ‘Nossos ossos estão secos, nossa esperança acabou, estamos perdidos!’ Por isso, profetiza e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus” (Ez 37,11-12a).

A primeira ordem do Senhor é essa: “Por isso, profetiza”. Devemos ter a Palavra de Deus em nossa boca. O Senhor quer que a pronunciemos para a graça acontecer. Se não o fizermos, ela não se concretizará.

Veja um exemplo: em todos os sacramentos da Igreja, além da matéria que se usa, há uma palavra que deve ser pronunciada. No batismo, não basta simplesmente derramar água na cabeça daquele que está sendo batizado, é preciso que se pronunciem as palavras: “Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

No sacramento do matrimônio, é necessário que os noivos pronunciem as palavras: “Eu te recebo como meu (minha) esposo (a) e lhe prometo ser fiel…” No sacramento da penitência, depois de confessarmos nossos pecados, é preciso que o sacerdote pronuncie a fórmula da absolvição, em nome de Jesus.

O Senhor nos ordena que pronunciemos Sua Palavra, para que a Ressurreição que Ele prometeu aconteça. Essas ossadas são nossa casa, nossa família, nossos filhos, nosso casamento, nossa atual situação. Essas ossadas somos nós mesmos, é a situação do nosso povo. A verdade de Deus, a certeza que Ele semeou em nosso coração, é: “Teus mortos, porém reviverão! Seus cadáveres vão se levantar! Acordai para cantar, vós que dormis debaixo da terra! Pois teu orvalho de luz e a terra restituirá à luz seus mortos” (Is 26,19).

Talvez você diga: “Eu não tenho mais nenhuma esperança, meu casamento, minha família e minha situação financeira estão perdidos! Eu estou perdido!” Só que Deus não pensa assim. Ele quer que vejamos a obra d’Ele se realizando em nós.

O Espírito Santo, enviado pelo Pai, ressuscitou Jesus dentre os mortos; Ele que, por causa dos nossos pecados, jazia no sepulcro. O Senhor quer colocar em nós esse mesmo Espírito, a fim de que Ele também nos ressuscite dos mortos!

Tenha a certeza de que “seus mortos reviverão”, seu casamento, sua família e todos os seus entes queridos ressuscitarão. Mas é preciso que você pronuncie a Palavra de Deus.

Por, Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

 

 

fonte/texto: cancaonova.com