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Igreja celebra hoje os sete santos fundadores da Ordem dos Servos de Maria

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No século XIII, sete jovens ricos provenientes da República Livre de Florença (hoje Itália) decidiram abandonar suas riquezas para se entregar a Cristo, seu Evangelho e à Virgem Maria.

Mais tarde, fundaram a Ordem dos Servos de Maria, e sua festa é comemorada neste dia 17 de fevereiro.

Este é o único caso na história da Igreja Católica no qual sete pessoas fundaram uma ordem religiosa.

No dia 15 de agosto de 1233 (festa da Assunção de Maria), a Virgem apareceu a eles e lhes pediu que renunciassem ao mundo e se dedicassem exclusivamente a Deus.

Foi então que Buonfiglio dei Monaldi (Bonfilho), Giovanni di Buonagiunta (Bonajunta), Bartolomeo degli Amidei (Amadeu), Ricovero dei Lippi-Ugguccioni (Hugo), Benedetto dell’Antella (Maneto), Gherardino di Sostegno (Sóstenes) e Alesio de Falconieri (Aleixo), que nesta época formavam uma confraria de leigos chamada Laudenses, repartiram todo o seu dinheiros entre os pobres e se retiraram ao Monte Senario, perto de Florença, para rezar e fazer penitência. Lá construíram uma Igreja e uma ermida, na qual levaram uma vida austera.

Tempos depois, todos foram ordenados sacerdotes a pedido do Cardeal, delegado do Sumo Pontífice, exceto Santo Aleixo Falconieri, o mais novo deles, que por humildade quis permanecer sempre como irmão.

Em 1239, os sete fundaram a ordem religiosa dos Servos de Maria, após uma nova visão da Virgem na qual lhes disse para seguir as regras de Santo Agostinho e lhes mostrou um hábito negro, recomendando que o usassem em memória da Paixão de seu Filho.

Desde 1240, foram conhecidos como os Servitas e rapidamente estenderam seu trabalho apostólico por toda Florença, chegando a fundar vários conventos e igrejas.

As características desta organização são a grande devoção à Santíssima Virgem, a solidão e o retiro.

Os Servos de Maria foram reconhecidos pela Santa Sé em 1304. Sua memória é comemorada em 17 de fevereiro, dia em que, segundo consta, morreu o último de seus membros, Santo Aleixo Falconieri, no ano 1310.

Fonte:acidigital.com.br

Papa: um ano em missão para os futuros diplomatas da Santa Sé

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Carta do Pontífice ao Presidente da Pontifícia Academia Eclesiástica: a quem entrar no serviço diplomático, será solicitado uma experiência missionária de doze meses em uma diocese.

VATICAN NEWS

O Papa Francisco havia preanunciado no seu discurso final no Sínodo Amazônico e agora aquela indicação se concretiza. O Pontífice escreveu uma carta ao Monsenhor Joseph Marino, novo presidente da Pontifícia Academia Eclesiástica – a escola para a formação dos diplomatas da Santa Sé –, pedindo que no currículo seja inserido um ano em missão junto a uma Igreja local. A carta do Papa foi assinada em 11 de fevereiro. Francisco recorda “o desejo que os sacerdotes que se preparam para o Serviço diplomático da Santa Sé dediquem um ano de sua formação ao empenho missionário em uma diocese”.

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“Estou convencido – acrescenta – de que esta experiência poderá ser útil a todos os jovens que se preparam ou iniciam o serviço sacerdotal, mas de modo especial àqueles que, no futuro, serão chamados a colaborar com os representantes pontifícios e, na sequência, poderão se tornar, por sua vez, Enviados da Santa Sé junto às nações e Igrejas particulares”.

O Papa cita o que ele afirmou num discurso dirigido à Pontifícia Academia Eclesiástica em junho de 2015: “A missão que um dia sereis chamados a desempenhar levar-vos-á a todas as regiões do mundo. À Europa, necessitada de despertar; à África, sequiosa de reconciliação; à América Latina, faminta de alimento e interioridade; à América do Norte, comprometida a descobrir de novo as raízes de uma identidade que não se define a partir da exclusão; à Ásia e à Oceânia, desafiadas pela capacidade de fermentar na diáspora e de dialogar com a vastidão de culturas ancestrais”.

E na carta acrescenta que “para enfrentar positivamente estes crescentes desafios para a Igreja e para o mundo, é preciso que os futuros diplomatas da Santa Sé adquiram também, além de uma sólida formação sacerdotal e pastoral e aquela específica” oferecida pela Academia, “uma experiência pessoal de missão fora da diocese de origem, compartilhando com as Igrejas missionárias um período de caminho junto a suas comunidades, participando de sua cotidiana atividade evangelizadora”.

O Papa, portanto, decidiu se dirigir ao Monsenhor Marino, pedindo-lhe “que ponha em prática este seu desejo de enriquecer o currículo da formação acadêmica com um ano dedicado inteiramente ao serviço missionário junto às Igrejas particulares espalhadas no mundo. Esta nova experiência entrará em vigor com os novos alunos que iniciarão sua formação no próximo ano acadêmico 2020/2021”.

Para elaborar de modo aprofundado o projeto, escreve ainda Francisco, “será necessário, antes de tudo, uma estreita colaboração com a Secretaria de Estado e, mais precisamente, com a Seção para os funcionários com cargo diplomático da Santa Sé (a terceira Seção, ndr), e com os representantes pontifícios, os quais certamente não deixarão de prestar uma válida ajuda ao identificar as Igrejas particulares prontas a acolher os alunos e segui-los de perto nesta experiência”.

“Estou certo – conclui o Papa – de que superadas as preocupações iniciais que poderiam surgir diante deste novo estilo de formação para os futuros diplomatas da Santa Sé, a experiência missionária que se quer promover se tornará útil não somente para os jovens acadêmicos, mas também para as Igrejas com as quais eles colaborarão e, faço votos, suscite em outros sacerdotes da Igreja universal o desejo de se tornarem disponíveis a transcorrer um período de serviço missionário fora da própria diocese”.

Hoje é celebrado São Cláudio de la Colombiere, jesuíta entregue ao Coração de Jesus

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Neste dia 15 de fevereiro, a Igreja Católica comemora São Cláudio de la Colombiere, sacerdote jesuíta francês do século XVII, que escreveu sobre as visões do Sagrado Coração de Jesus de outra grande santa, Margarida Maria Alacoque.

Quando canonizou Cláudio em 1992, o Papa São João Paulo II o apresentou como modelo de jesuíta, recordando como “se entregou por completo ao Sagrado Coração, ‘sempre abrasado de amor’. Inclusive, praticou o esquecimento de si mesmo a fim de alcançar a pureza do amor e de elevar o mundo a Deus”.

Nascido no sul da França durante 1641, São Cláudio fazia parte de uma família de sete filhos, dos quais quatro entraram no sacerdócio ou na vida religiosa. Frequentou uma escola da Companhia de Jesus em sua juventude e ingressou na ordem aos 17 anos.

Como noviço, Cláudio admitiu ter uma “terrível aversão” ao rigoroso tratamento requerido pela ordem, mas o noviciado conseguiu incrementar o seu talento natural, o que o levaria, em seguida, a fazer um voto privado de obedecer as regras o mais perfeitamente possível.

Depois de completar os períodos de estudo, Cláudio foi ordenado sacerdote em 1669. Conhecido como um grande pregador, também ensinou na universidade e serviu como tutor dos filhos do ministro de finanças do rei Luís XIV.

Em 1674, foi eleito superior de uma casa dos jesuítas na cidade de Paray-le-Monial. Nessa época, quando também foi confessor em um convento de religiosas da localidade, Cláudio fez parte de diversos acontecimentos que mudariam sua própria vida e a história da Igreja no Ocidente.

Uma dessas religiosas era Santa Margarida Maria Alacoque, que dizia ter experimentado revelações privadas de Cristo, solicitando a devoção ao Seu coração. Entretanto, dentro do convento, esta notícia – que o tempo e a Igreja se encarregariam de mostrar que era verdadeira – foi recebida com certo desprezo.

Durante seu tempo em Paray-le-Monial, o Padre Cláudio se tornou o diretor espiritual desta grande santa e escutou cuidadosamente seu testemunho sobre as revelações, chegando à conclusão de que a Irmã Margarida Maria as tinha recebido, efetivamente, de maneira extraordinária.

Os escritos de Cláudio de la Colombiere e seu testemunho da realidade das experiências da santa ajudaram a estabelecer o Sagrado Coração como um dos pilares da devoção católica. Isto, por sua vez, ajudou a combater a heresia jansenista, que afirmava que Deus não quer a salvação de algumas pessoas.

No outono de 1676, o Padre Cláudio foi chamado à Inglaterra. Durante um momento de tensão no país religiosamente desgarrado, exerceu seu ministério como capelão e pregador de Maria de Modena, uma católica que havia se tornado a Duquesa de York.

Em 1678, um falso rumor se estendeu sobre um suposto complô católico contra a monarquia inglesa. A mentira levou à execução de 35 pessoas inocentes, entre eles, oito jesuítas. O Pe. Cláudio não foi assassinado, mas foi acusado, detido e preso em um calabouço durante várias semanas.

O jesuíta francês suportou heroicamente a provação, mas as condições na prisão maltrataram muito sua saúde antes de sua expulsão da Inglaterra. Voltou para a França em 1679 e retomou seu trabalho como professor e sacerdote, fomentando o amor pelo Sagrado Coração de Jesus entre os fiéis.

Em 1681, Cláudio de la Colombiere voltou a Paray-le-Monial, o local das revelações de Santa Margarida Maria Alacoque.

Lá, em 1682, quando tinha apenas 41 anos, o sacerdote morreu de uma hemorragia interna no primeiro domingo da Quaresma, no dia 15 de fevereiro.

Foi beatificado em 1929 – nove anos depois da canonização de Santa Margarida Maria Alacoque – e canonizado 63 anos depois, por São João Paulo II.

Fonte:acidigital.com.br

Hoje a Igreja celebra os copatronos da Europa São Cirilo e São Metódio

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Igreja universal recorda neste dia 14 de fevereiro os irmãos São Cirilo e São Metódio, copatronos da Europa, conhecidos como apóstolos dos escravos,

Antes de entrar na vida religiosa, São Cirilo se chamava Constantino e São Metódio tinha o nome de Miguel.

São Cirilo era monge e evangelizou a Rússia. Além disso, fundou a literatura eslava, escrevendo textos litúrgicos como o missal, o apostolário e outros livros litúrgicos em caracteres “cirílicos”.

No ano 863, dirigiu-se com seu irmão Metódio para evangelizar a Moravia. São Cirilo morreu em Roma em 14 de fevereiro de 896. É possível que tenha sido Bispo ou que tenha morrido logo depois de sua ordenação episcopal.

São Metódio chegou a ser ordenado bispo e desenvolveu um incansável trabalho evangelizador em Moravia, Bohemia, Panonia e Polônia. Em seguida, foi Arcebispo de Vellehrad (Eslováquia), onde foi preso em 870, devido à oposição do clero alemão.

Alguns o acusaram de herege, mas foi liberado de todas as acusações. Também traduziu a Bíblia à língua eslava. Faleceu em 6 de abril de 885, em Vellehrad.

Em 2004, São João Paulo II disse que “é impossível pensar na civilização europeia sem sua herança cristã”.

Fonte:acidigital.com.br

Hoje é recordado São Valentim, padroeiro dos namorados

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Neste dia 14 de fevereiro, recorda-se a festa de São Valentim, padroeiro dos namorados. Segundo a tradição, durante a perseguição aos cristãos o santo arriscava a sua vida para unir os casais em matrimônio.

Todos os santos se caracterizam por ter amado Deus ao ponto de entregar a vida por Ele através do próximo. Inclusive algumas pessoas foram assassinadas por ódio a este amor a Jesus Cristo e a sua Igreja, por isto são chamados de mártires.

Entretanto, de todos eles, somente São Valentim costuma ser relacionado ao amor de casais. Sua celebração foi associada com a crença comum na Idade Média, principalmente na Inglaterra e na França, de que no dia 14 de fevereiro (ou seja, no meio do segundo mês do ano) as aves começam a acasalar.

Os três mártires São Valentim

Nos antigos martirológios menciona-se no dia 14 de fevereiro pelo menos três santos chamados Valentim, todos eles mártires.

Um deles é mencionado como sacerdote de Roma, outro como bispo em Interamna (atualmente Terni). Ambos aparentemente foram martirizados na segunda metade do século III e sepultados na Via Flaminiana, mas em diferentes locais da cidade.

De ambos se conserva algum tipo de registro, mas são de datas relativamente posteriores e sem valor histórico. Sobre o terceiro São Valentim, foi martirizado na África, junto com outros companheiros.

Fonte:acidigital. com.br

Francisco: guardar no coração quem nos acompanha no caminho da vida

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Na homilia da missa na Casa Santa Marta, o Papa convidou a recordar quem acompanha a nossa vida todos os dias: presenças que se tornam da família e às quais faz bem agradecer ou pedir desculpa pelas nossas faltas.

Benedetta Capelli – Cidade do Vaticano

O Papa Francisco celebrou a missa matutina esta sexta-feira (14/04) e em sua homilia se inspirou numa funcionária da Casa Santa Marta, Patrícia, que acaba de se aposentar. O Pontífice fez um “ato de memória, de agradecimento” e falou do calor da Casa Santa Marta, de uma “família ampla”, feita de pessoas que nos acompanham no caminho da vida, que todos os dias trabalham ali, com dedicação e cuidado.

O egoísmo é um pecado

A homilia narrou a cotidianidade da Casa Santa Marta, a residência do Papa. Francisco deu destaque à família, não apenas “pai, mãe, irmãos, tios e avós”, mas à “família alargada, aqueles que nos acompanham no caminho da vida por um pouco de tempo”. Depois de 40 anos de trabalho, Patrícia está se aposentando: uma presença de família sobre a qual refletir:

E isso fará bem a todos nós que moramos aqui pensar nesta família que nos acompanha; e a todos vocês que não moram aqui, pensar em tantas pessoas que os acompanham no caminho da vida: vizinhos, amigos, companheiros de trabalho, de estudo… Nós não estamos sós. O Senhor nos quer povo, nos quer em companhia; não nos quer egoístas: o egoísmo é um pecado.

Obrigado, Senhor, por não nos abandonar

Na sua reflexão, o Papa recordou a generosidade de tantos companheiros de trabalho que cuidaram de quem adoeceu. Por trás de cada nome, há uma presença, uma história, uma permanência breve que deixou uma marca. Uma familiaridade que encontrou espaço no coração de Francisco. “Penso na Luísa, penso na Cristina”, afirmou o Pontífice, na avó da casa, irmã Maria, que entrou para trabalhar jovem e que ali decidiu se consagrar. Mas ao recordar a sua família “alargada”, o pensamento do Papa se dirigiu a quem não está mais: “Miriam, que foi embora com seu filho; Elvira, que foi um exemplo de luta pela vida, até o fim”. E outros ainda que se aposentaram ou foram trabalhar em outro lugar. Presenças que fizeram bem e que, ás vezes, é difícil deixar.

Hoje nos fará bem, a todos nós, pensar nas pessoas que nos acompanharam no caminho da vida, como gratidão, e também como um gesto de gratidão a Deus. Obrigado, Senhor, por não nos abandonar. É verdade, sempre existem problemas, e onde há gente, há fofocas. Inclusive aqui dentro: se reza e se faz fofoca, ambas as coisas. E algumas vezes também se peca contra a caridade.

Um grande “obrigado”

Pecar, perder a paciência e, depois, pedir desculpa. Assim se faz na família. “Eu gostaria de agradecer pela paciência das pessoas que nos acompanham – destacou o Papa – e pedir perdão pelas nossas faltas”.

Hoje é um dia para agradecer e pedir perdão, do coração, cada um de nós, às pessoas que nos acompanham na vida, por um pedaço da vida, por toda a vida … E gostaria de aproveitar desta despedida de Patrícia para fazer com vocês este ato de memória, de agradecimento, e também pedir perdão às pessoas que nos acompanham. Cada um de nós o faça com as pessoas que habitualmente o acompanham. E àqueles que trabalham aqui em casa, um “obrigado” grande, grande, grande. E à senhora, Patrícia, que comece esta segunda parte da vida com mais 40 anos!

Religiosa francesa completou 116 anos e é a pessoa mais idosa da Europa

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Irmã André, Filha da Caridade, é a pessoa mais idosa da Europa e a segunda do mundo, com 116 anos, fica atrás apenas da japonesa Tane Tanaka, de 117 anos.

A religiosa mora na casa de repouso Sainte-Catherine-Labouré, na cidade de Toulon (França), onde comemorou seu aniversário, em 11 de fevereiro, com algumas crianças e seus entes queridos.

Segundo Vatican News, a religiosa nasceu em 1904 e viveu as duas guerras mundiais, assim como o pontificado de 10 papas.

Antes de entrar na vida religiosa, seu nome era Lucile Randon, converteu-se ao catolicismo aos 19 anos e ingressou nas Filhas da Caridade com 40 anos, o que poderia ser uma vocação tardia, mas que já dura quase 76 anos. Escolheu o nome de André em homenagem ao irmão, que foi surpreendido pela sua vocação.

Trabalhou durante 28 anos no hospital de Vichy, cuidando de idosos e órfãos.

Com 105 anos, em 2009, mudou-se para a cidade de Toulon, onde reside atualmente.

Segundo explicou, sua “felicidade diária está no fato de ainda poder rezar” e o segredo de sua longevidade é que ela “toma um pouco de chocolate todos os dias”.

Embora tenha ficado cega e precise agora de cadeira de rodas, Irmã André pediu orações por ela e, segundo o jornal Var-Martin, também acrescentou com humor “que o bom Deus não seja tão lento para me fazer esperar. Está exagerando…”.

 

fonte: ACI Digital

Há 15 anos faleceu Irmã Lúcia de Jesus, uma das videntes de Fátima

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Neste dia 13 de fevereiro, faz 15 anos do falecimento de uma das videntes de Nossa Senhora de Fátima, a Serva de Deus Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado, mais conhecida apenas como Ir. Lúcia.

Lúcia Rosa dos Santos nasceu em Aljustrel, no dia 28 de março de 1907, e foi batizada dois dias depois. Em suas ‘Memórias’, relata que em 1915 teve pela primeira vez visões de uma espécie de nuvem, com forma humana, por três ocasiões diferentes, quando estava com outras amigas.

A partir do ano seguinte, Lúcia e seus primos, os Santos Francisco e Jacinta Marto, receberam as manifestações do Anjo de Portugal.

Em 13 de maio de 1917, apareceu aos três pastorinhos a Virgem Maria e, a partir de então, a vida deles se transformou completamente.  As crianças acolheram o apelo de Nossa Senhora, passaram a recitar diariamente o terço, fazer sacrifícios pelos pecadores e, durante seis meses, sempre no dia 13, comparecem ao local onde a Virgem lhes aparecia.

Além disso, Lúcia, Francisco e Jacinta passaram a ser constantemente interrogados sobre o que viram e acusados de mentirem e inventarem os acontecimentos. Mas, nada disso desanimou a fé daquelas crianças, que seguiram firmes no amor a Deus e à Nossa Senhora.

Após a última aparição em 13 de outubro de 1917, Lúcia se recolheu no Asilo de Vilar, a conselho do Bispo de Leiria, Dom José Alves Correia da Silva, começando assim uma vida retirada do mundo.

Em 5 de janeiro de 1922, escreveu o primeiro relato das aparições e, em 8 de julho de 1924, respondeu, no Porto, ao interrogatório oficial da Comissão Canônica Diocesana nomeada por Dom José Alves Correia da Silva, sobre os acontecimentos de Fátima.

Posteriormente, em 1925, Lúcia ingressou na Congregação de Santa Doroteia, na Espanha, onde se deram as aparições de Tuy e Pontevedra, as aparições da Santíssima Trindade, de Nossa Senhora e do Menino Jesus.

Desejando uma vida de maior recolhimento para responder à mensagem que a Senhora lhe tinha confiado, entrou no Carmelo de Coimbra, em 1948, onde se entregou mais profundamente à oração e ao sacrifício e tomou o nome de Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado.

Foi neste Carmelo que Irmã Lúcia faleceu em 13 de fevereiro de 2005. Atualmente, seus restos mortais se encontram sepultados na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, no Santuário de Fátima, desde o dia 19 de fevereiro de 2006.

Três anos após a morte de Ir. Lúcia, em 3 de fevereiro de 2008, o Cardeal José Saraiva Martins, então prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, anunciou, no Carmelo de Coimbra, que o Papa Bento XVI tinha aceitado os pedidos do bispo de Coimbra, Dom Albino Cleto, e de numerosos fiéis em todo o mundo, para que fosse dispensado o período canônico de espera de cinco anos para abertura do processo de beatificação da vidente, autorizando a sua antecipação.

A fase diocesana do processo foi aberta por Dom Albino Cleto, em 30 de abril de 2008, e a sua conclusão foi anunciada em 13 de janeiro de 2017. A sessão solene de encerramento do processo decorreu a 13 de fevereiro de 2017, nove anos depois do seu início e 12 anos após a morte da vidente.

Agora, o processo de canonização de Irmã Lúcia se encontra na competência direta da Santa Sé e do Papa.

Fonte:acidigital.com.br

Esta religiosa francesa completou 116 anos e é a pessoa mais idosa da Europa

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Irmã André, Filha da Caridade, é a pessoa mais idosa da Europa e a segunda do mundo, com 116 anos, fica atrás apenas da japonesa Tane Tanaka, de 117 anos.

A religiosa mora na casa de repouso Sainte-Catherine-Labouré, na cidade de Toulon (França), onde comemorou seu aniversário, em 11 de fevereiro, com algumas crianças e seus entes queridos.

Segundo Vatican News, a religiosa nasceu em 1904 e viveu as duas guerras mundiais, assim como o pontificado de 10 papas.

Antes de entrar na vida religiosa, seu nome era Lucile Randon, converteu-se ao catolicismo aos 19 anos e ingressou nas Filhas da Caridade com 40 anos, o que poderia ser uma vocação tardia, mas que já dura quase 76 anos. Escolheu o nome de André em homenagem ao irmão, que foi surpreendido pela sua vocação.

Trabalhou durante 28 anos no hospital de Vichy, cuidando de idosos e órfãos.

Com 105 anos, em 2009, mudou-se para a cidade de Toulon, onde reside atualmente.

Segundo explicou, sua “felicidade diária está no fato de ainda poder rezar” e o segredo de sua longevidade é que ela “toma um pouco de chocolate todos os dias”.

Embora tenha ficado cega e precise agora de cadeira de rodas, Irmã André pediu orações por ela e, segundo o jornal Var-Martin, também acrescentou com humor “que o bom Deus não seja tão lento para me fazer esperar. Está exagerando…”.

Fonte:acidigital.com.br

O Papa: deslizar no mundanismo é a lenta apostasia do coração

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Na homilia da Missa na Casa Santa Marta, na manhã desta quinta-feira, o Papa Francisco exorta a estar atentos à “queda com anestesia”, quando a fidelidade a Deus se perde gradualmente

Debora Donnini – Cidade do Vaticano

Deixar-se deslizar lentamente no pecado, relativizando as coisas e entrando em “negociação” com os deuses do dinheiro, da vaidade e do orgulho. A partir daquela que define como “queda com anestesia”, o Papa fez sua homilia na Missa desta manhã (13/02) na Casa Santa Marta, refletindo sobre a história do rei Salomão.

A Primeira Leitura da Liturgia do dia (1Rs 11, 4-13) “nos fala da apostasia, por assim dizer, de Salomão”, que não foi fiel ao Senhor, explicou Francisco. De fato, quando ele era idoso, suas mulheres o fizeram “desviar seu coração” para seguir outros deuses.

Quando jovem, era muito valoroso, pedindo ao Senhor somente a sabedoria, e Deus o tornou sábio, a ponto de os juízes irem até ele, assim como também a rainha de Sabá, da África, com presentes, porque ouviram falar de sua sabedoria. “Vê-se que essa mulher era um pouco filósofa e lhe fez perguntas difíceis”, diz o Papa, observando que “Salomão saiu vitorioso dessas perguntas” porque sabia como responder.

A lenta apostasia

Naquele tempo, continua Francisco, era possível ter mais de uma esposa, o que não quer dizer – explica – que fosse lícito ser um “mulherengo”. O coração de Salomão, porém, se enfraqueceu não por ter se casado com essas mulheres – podia fazê-lo – mas porque as havia escolhido de outro povo, com outros deuses. E Salomão então caiu na “armadilha” e se perdeu quando uma das esposas lhe disse para ir adorar Camos ou Melcom.  E fez isso por todas as mulheres estrangeiras que ofereciam sacrifícios aos seus deuses. Em uma palavra, “permitiu tudo, deixou de adorar o único Deus”. Do coração enfraquecido pelo excesso de afeição pelas mulheres, “o paganismo entrou em sua vida”. Assim, destaca Francisco, aquele jovem sábio que rezou pedindo sabedoria, caiu ao ponto de ser rejeitado pelo Senhor.

“Não foi uma apostasia da noite para o dia, foi uma apostasia lenta”, explica o Papa. Também o rei Davi, seu pai, de fato, havia pecado – gravemente pelo menos duas vezes – mas logo se arrependeu e pediu perdão: permaneceu fiel ao Senhor que o guardou até o fim.

Davi chorou por aquele pecado e pela morte do filho Absalão e quando fugia dele, humilhou-se pensando em seu pecado, quando as pessoas o insultavam. “Era santo. Salomão não é santo”, afirmou. O Senhor lhe havia dado tantos dons, mas ele havia desperdiçado tudo porque deixara seu coração enfraquecer. Não se trata – observa o Papa – do “pecado de uma vez”, mas do “deslizar”.

As mulheres desviaram seu coração e o Senhor o reprova: “Você desviou o coração”. E isto ocorre na nossa vida. Nenhum de nós é um criminoso, nenhum de nós comete grandes pecados como Davi cometeu com a esposa de Urias, nenhum. Mas onde está o perigo? Deixar-se escorregar lentamente porque é uma queda com anestesia, você não se dá conta, mas lentamente você escorrega, relativiza as coisas e perde a fidelidade a Deus. Estas mulheres eram de outros povos, tinham outros deuses, e quantas vezes nos esquecemos do Senhor e entramos em negociações com outros deuses: o dinheiro, a vaidade, o orgulho. Mas isto é feito lentamente e se não houver graça de Deus, perdemos tudo.

Cuidado com a mundanidade, você não pode estar bem com Deus e com o diabo

Mais uma vez o Papa se refere ao Salmo 105 (106) para enfatizar que esta mistura com os povos e aprender a agir como eles significa tornar-se mundano, pagão:

E para nós este lento deslizamento na vida é em direção da mundanização, este é o pecado grave: “Todos o fazem, mas sim, não há problema, sim, não é realmente o ideal, mas…”. Estas palavras justificam-nos ao preço de perder a fidelidade ao único Deus. Eles são ídolos modernos. Vamos pensar neste pecado da mundanização. De perder a autenticidade do Evangelho. O genuíno da Palavra de Deus, de perder o amor deste Deus que deu a sua vida por nós. Não se pode estar bem com Deus e com o diabo. Isto é o que todos dizemos quando falamos de uma pessoa que é um pouco assim: “Ele está bem com Deus e com o diabo”. Ele perdeu a sua fidelidade.

O amor de Deus fará com que paremos

E, na prática, continua, significa não ser fiel “nem a Deus nem ao diabo”. Em conclusão, o Papa exorta-nos a pedir ao Senhor a graça de parar quando compreendermos que o coração começa a escorregar:

Pensemos neste pecado de Salomão, pensemos em como aquele sábio Salomão caiu, abençoado pelo Senhor, com toda a herança de seu pai Davi, como ele caiu lentamente, anestesiado para esta idolatria, para esta mundanização e lhe foi tirado o reino. Peçamos ao Senhor a graça de entender quando nosso coração começa a enfraquecer e a escorregar, para nos deter. Serão a Sua graça e o Seu amor nos deter se nós rezarmos a Ele.