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Cardeal Comastri: João Paulo II transformou sua cruz em amor

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“Muitos não acreditam mais na meta da vida, vivem a dor com desespero porque não veem nada além da dor”. Testemunho do cardeal Angelo Comastri, sobre São João Paulo II, no 15º aniversário da sua morte

Alessandro Gisotti – Cidade do Vaticano

Passaram 15 anos da morte de João Paulo II. Serão inesquecíveis para sempre os dias que marcaram a passagem de São João Paulo II à Casa do Pai. Faleceu depois de uma longa doença vivida com um testemunho cristão que atraiu não só os crentes, mas também pessoas afastadas da Igreja. Pedimos ao cardeal Angelo Comastri, vigário geral do Papa para o Estado da Cidade do Vaticano, para nos falar sobre o ensinamento que o Papa polonês pode nos dar nos dias de hoje.

Ouça a reportagem

Cardeal Comastri, no dia 2 de abril de 15 anos atrás, depois de uma longa doença vivida oferecendo um extraordinário testemunho, falecia São João Paulo II. O que pode nos oferecer a vida e o exemplo deste Santo neste dramático contexto de emergência por causa do Coronavírus?

Card. Comastri: O avanço da epidemia, o aumento do número de contagiados e o boletim diário com o número de mortes encontrou uma sociedade impreparada e colocou à luz o rosto espiritual de muitas pessoas. O jornalista Indro Montanelli, pouco antes de falecer, fez uma declaração lúcida e honesta: “Se devo fechar os olhos sem saber de onde venho e para onde vou e o que vim fazer nesta terra, valeria a pena ter aberto os olhos? Esta é minha declaração de fracasso!”. Estas palavras do jornalista Montanelli demonstram a situação de uma parte da sociedade atual. Também por isso, a epidemia assusta: porque para muitas pessoas a fé já se apagou. João Paulo II era um crente, um crente convicto, um crente coerente e a fé iluminava o caminho da sua vida.

Apesar dos sofrimentos que passou e da longa doença, João Paulo II dava sempre a sensação de ser um homem de paz e cheio de alegria…

Card. Comastri: João Paulo II sabia que a vida é uma caminhada na direção da Grande Festa: a Festa do abraço de Deus, o Infinitamente Feliz. Mas devemos nos preparar para o encontro, devemos nos purificar para estarmos prontos para o encontro, temos que eliminar as reservas de orgulho e de egoísmo que estão em nós, para poder abraçar Aquele que é Amor sem sombras. João Paulo II vivia o sofrimento com este espírito. E mesmo nos momentos mais difíceis (como o do atentado) nunca perdeu a serenidade. Por quê? Porque tinha sempre diante de si a meta da sua vida. Hoje são poucos os que acreditam na meta da vida. Por este motivo vivem a dor com desespero: porque não veem nada além da dor.

João Paulo II sempre encontrou nas experiências de sofrimento e de dor, uma dimensão de esperança, de ocasião especial de encontro com o Senhor. Uma comprovação é a Carta Apostólica “Salvifici Doloris”. O senhor nos daria uma sua reflexão sobre este particular carisma do Papa polonês?

Card. Comastri: A dor, sem dúvida, causa medo a todos, mas quando se é iluminado pela fé, ela se torna um desbastamento do egoísmo, das banalidades e das futilidades. E tem mais. Nós cristãos vivemos a dor em comunhão com Jesus Crucificado: agarrados a Ele, preenchemos a dor com o Amor e o transformamos em uma força que contesta e vence o egoísmo ainda presente no mundo. João Paulo II foi também um verdadeiro mestre da dor redimida pelo Amor e transformada em antídoto do egoísmo e em redenção do egoísmo humano. Isso só é possível abrindo o coração a Jesus: só com Ele se entende e se valoriza a dor.

Este ano, por causa da emergência atual, teremos uma Páscoa “inédita” por causa das medidas impostas contra o contágio. A última Páscoa de João Paulo II também foi marcada pela doença e pelo isolamento. Ainda assim deixou a todos uma lembrança inesquecível. Que ensinamentos podemos obter da última Páscoa de João Paulo II, considerando o que acontece hoje?

Card. Comastri: Todos recordamos da última Sexta-feira Santa de João Paulo II. A cena que vimos pela televisão foi inesquecível: o Papa quase sem forças, segurando o Crucifixo em suas mãos, olhava-o com amor total e se intuía que dizia: “Jesus, eu também estou na cruz, mas junto contigo espero a Ressurreição”. Todos os santos viveram assim. Limito-me a recordar de Benedetta Bianchi Porro, que ficou cega e surda e paralisada por causa de uma grave doença e morreu serenamente em 24 de janeiro de 1964. Pouco tempo antes, teve a força de ditar uma maravilhosa carta para um jovem com deficiência e desesperado que se chamava Natalino. Eis o que saiu do coração de Benedetta: “Querido Natalino, como você, tenho 26 anos. O leito é a minha morada. Há alguns meses estou também cega, mas não desesperada, porque sei que no fim do caminho Jesus me espera. Querido Natalino a vida é uma passarela que atravessamos rapidamente: não construímos nossa casa sobre uma passarela, mas a atravessamos segurando a mão de Jesus para chegar à Pátria” João Paulo II seguia este tipo de pensamento.

Neste período marcado pela pandemia, todos os dias vemos ao vivo no Vatican News e na mídia que transmite, muitas pessoas que se unem em oração para rezar o Angelus e o Terço. Isso nos faz lembrar de João Paulo II que era muito ligado a Maria desde seu brasão episcopal…

Card. Comastri: Sim, João Paulo II tinha no seu brasão, como lema as palavras: Totus Tuus Maria. Por quê? Nossa Senhora estava ao lado de Jesus no momento da Crucificação e acreditou que era o momento da vitória de Deus sobre a maldade humana. Como? Através do Amor que é a Força Onipotente de Deus. E Maria, pouco antes que Jesus consumisse o Seu Sacrifício de Amor na Cruz, escutou as significativas palavras que Jesus lhe dirigiu: “Mulher, este é o seu filho!”. Isto é: “Não pense em mim, mas pense nos outros, ajude-os a transformar a dor em amor, ajude-os a acreditar que a bondade é a força que vence a maldade”. A partir daquele momento, Maria se preocupa conosco e quando nos deixamos guiar por ela estamos em mãos seguras. João Paulo II acreditava nisso, e confiou em Maria e com Maria transformou a dor em ocasião de amor.

Há alguma última recordação, uma palavra que João Paulo II lhe dirigiu e que há 15 anos de distância gostaria de compartilhar como sinal de esperança para as muitas pessoas que sofrem, que amaram e continuam a amá-lo?

Card Comastri: Em março de 2003, João Paulo II me convidou para pregar os Exercícios Espirituais à Cúria Romana. Ele também participou aos Exercícios Espirituais com exemplar recolhimento. No final dos Exercícios, me recebeu com muita bondade e me disse: “Pensei em lhe presentear com uma cruz igual à minha”. Eu brinquei sobre o sentido duplo da palavra e disse a João Paulo II: Santo Padre é difícil que o senhor possa me dar uma cruz igual à sua…”. João Paulo II sorriu e me disse: “Não… a cruz é esta” e me indicou uma cruz peitoral que queria me dar. Depois acrescentou: “O senhor também vai ter a sua cruz: transforme-a em amor. Esta é a sabedoria que ilumina a vida”. Nunca mais esqueci deste maravilhoso conselho que me foi dado por um Santo.

Fonte:vaticannes.va

Francisco: na provação, não estamos sozinhos, confiemo-nos a Cristo

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Em suas saudações na Audiência Geral, o Papa Francisco recorda que Jesus é um amigo fiel, que nos acompanha e nunca decepciona, e que em sua cruz encontramos “apoio e consolo no meio das tribulações da vida”. Portanto, nos convida a confiar na intercessão de São João Paulo II nas vésperas do 15º aniversário de sua morte.

Alessandro Di Bussolo/Mariangela Jaguraba – Cidade do Vaticano

Jesus é o amigo fiel “que enche a nossa vida de felicidade, mesmo em tempos difíceis”, que “nos acompanha e nunca decepciona”. Nele e com ele não estamos sozinhos e na sua cruz, os nossos corações encontram “apoio e conforto no meio das tribulações da vida”. Assim, o Papa Francisco saúda os fiéis em várias línguas, conectados através dos meios de comunicação com a Biblioteca Apostólica Vaticana, no final da catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (01/04).

Ouça a reportagem

Saudação em língua portuguesa

Eis a íntegra da saudação em língua portuguesa.

Amados ouvintes de língua portuguesa, a todos saúdo e convido a viver com a Igreja inteira, em pensamento e de coração, a próxima Semana Santa, que coloca diante dos nossos olhos a Cruz onde Jesus assumiu e suportou toda a tragédia da humanidade. Não podemos esquecer as tragédias dos nossos dias, porque a Paixão do Senhor continua no sofrimento dos homens. Que os vossos corações encontrem, na Cruz de Cristo, apoio e conforto no meio das tribulações da vida; abraçando a Cruz como Ele, com humildade, confiança e abandono filial à vontade de Deus, tereis parte na glória da Ressurreição.

O homem, com medo, confia-se à Misericórdia Divina

Aos poloneses, o Papa recorda que o homem de hoje vê “os sinais da morte” presentes na civilização e “vive cada vez mais com medo, ameaçado no núcleo de sua existência”. Nestes dias difíceis, “os seus pensamentos corram para Cristo: saibam que vocês não estão sozinhos. Ele os acompanha e nunca decepciona”. Confiem na Sua “Misericórdia Divina e na intercessão de São João Paulo II nas vésperas do 15º aniversário de sua morte”, que recordaremos nesta quinta-feira, 2 de abril.

Nos eventos da vida, descubra a Providência do Senhor

Aos alemães, o Papa Francisco recorda que, ao contemplar “a face do Senhor crucificado e morto por nós”, neste período de provação, podemos reconhecer “em sua cruz a fonte da verdadeira esperança e alegria, através da qual Ele venceu todo o mal”.

Aos ouvintes de língua espanhola, sua língua nativa, o Papa pede para descobrir a Providência do Senhor “nos acontecimentos da vida cotidiana”. E nos convida a lembrar, nesses momentos de provação e escuridão, “todos os nossos irmãos e irmãs que sofrem, e aqueles que os ajudam e acompanham com amor e generosidade”.

Obrigado, jovens milaneses, não percam a esperança em Jesus

Por fim, entre os fiéis de língua italiana, Francisco saúda em particular “os grupos que tinham feito reservas para estarem presentes hoje” na Audiência Geral, dentre eles “os jovens da profissão de fé da Diocese de Milão”. “Queridos jovens, mesmo que sua peregrinação a Roma seja apenas virtual, quase sinto a sua presença alegre e barulhenta, concretizada também nas muitas mensagens que vocês me enviaram”. O Papa agradece e encoraja os jovens milaneses a “viverem sempre a fé com entusiasmo e a não perder a esperança em Jesus, amigo fiel que enche a nossa vida de felicidade, mesmo nos momentos difíceis”. Que esses últimos dias da Quaresma possam favorecer “uma preparação adequada da celebração da Páscoa, levando cada pessoa a uma proximidade maior a Cristo”.

Fonte:vaticannes.va

156 mil pessoas já se recuperaram do coronavírus: ranking dos países

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Das 741 mil pessoas que contraíram coronavírus no mundo, 156.838 mil se recuperaram da doença, até as 11 horas da manhã desta segunda, 30. Mas não baixe a guarda do isolamento social!

Os números são do painel online da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, que atualiza o tempo todo os casos de covid-19 no planeta.

O país com mais pessoas recuperadas até agora é a China. São mais de 75 mil livres da doença, de acordo com dados oficiais chineses.

Ranking da recuperação

  1. China – 75,9 mil pessoas recuperadas
  2. Espanha – 16,7 mil
  3. Irã -13,9 mil
  4. Itália – 13 mil
  5. Alemanha – 9,2 mil
  6. França – 7,2 mil
  7. Coréia do Sul – 5,2 mil
  8. EUA – 4,8 mil
  9. Suíça – 1,8 mil
  10. Bélgica – 1,5 mil

O Brasil aparece em 29º no ranking, com 120 pessoas recuperadas da doença – até o fechamento desta matéria.

Pico da doença

Ainda de acordo com o painel online da Universidade Johns Hopkins, o pico da doença acontece neste momento nos EUA.

O país já tem mais casos confirmados do que a Itália.

São 143 mil infectados nos Estados Unidos contra 97 mil no país europeu.

Ranking dos países com mais casos de coronavírus:

  1. EUA – 143,5 mil
  2. Itália – 97,6 mil
  3. Espanha – 85,1 mil
  4. China – 82,1 mil (dados oficiais chineses)
  5. Alemanha – 63,9 mil
  6. Irã – 41,4 mil
  7. França – 40,7 mil
  8. Reino Unido – 19,8 mil
  9. Suíça – 15,5 mil
  10. Bélgica – 11,8 mil

O Brasil aparece em 19º lugar no ranking com 4,3 mil casos confirmados da doença – até o fechamento desta matéria.

Mortes

O número de mortes no mundo chega 35.114 pessoas, a maior parte delas na Itália.

Ranking dos mortos por coronavírus – até o fechamento desta matéria:

  1. Itália – 10,7 mil
  2. Espanha – 7,3 mil
  3. China/Hubei – 3,1 mil (dados oficiais chineses)
  4. Irã – 2,7 mil
  5. França – 2,6 mil
  6. Reino Unido – 1,2 mil
  7. Holanda – 864 mortos
  8. EUA/Nova York – 776 mortos
  9. Alemanha – 560 mortos
  10. Bélgica – 513 mortos

O Brasil aparece em 15º lugar no ranking da Johns Hopkins, com 140 mortos – até o fechamento desta matéria.

Esta manhã mais morto foi confirmado o que fez subir para 141 casos fatais no Brasil, 98 deles em São Paulo.

Isolamento social

Não baixe a guarda! A situação ainda é preocupante.

Como o pico de casos da doença ainda não aconteceu no Brasil – a previsão é que isso aconteça no meio do mês de abril – o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta defende o isolamento social, ou seja, que quem puder, fique em casa.

Fonte:https:sonoticiaboa.

Bispos brasileiros propõem pontos para viver o Domingo de Ramos em casa

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Devido à quarentena pelo coronavírus, muitas Arquidioceses e Dioceses no Brasil estão celebrando a Santa Missa sem a presença do povo, o que se prolongará, inclusive, durante a Semana Santa, que começa no próximo domingo, 5 de abril, Domingo de Ramos.

Por conta desta circunstância, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propôs cinco pontos a fim de “ajudar os fiéis na celebração do Domingo de Ramos”, o qual todos são chamados a celebrar “com fé e esperança”.

A seguir, os cinco pontos propostos pela CNBB para o Domingo de Ramos:

1. Rezar pedindo a graça de bem viver a Semana Santa, ainda que em recolhimento em casa.

2. Colocar no portão ou na porta de casa (em lugar bem visível) alguns ramos. Marcar a casa é uma característica do povo de Deus.

3. Participar das celebrações transmitidas pela televisão ou pelas redes sociais.

4. Comprometer-se a, no futuro, participar ativamente da Coleta da Campanha da Fraternidade. Com ela, ajudamos os mais pobres.

5. Motivar pelas redes sociais, telefonemas ou outros meios que mantenham o distanciamento social, outras pessoas a também celebrarem o domingo de Ramos desse mesmo modo.

Fonte:AC.didigita

Papa Francisco oferece a Missa pelas pessoas sem-teto expostas ao coronavírus

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O Papa Francisco ofereceu a Missa celebrada na Casa Santa Marta nesta terça-feira, 31 de março, “pelos sem-teto, neste momento em que nos é pedido para estar dentro de casa”.

O Santo Padre pediu para rezar por estas pessoas, “para que a sociedade de homens e mulheres se dê conta desta realidade e os ajude, e a Igreja os acolha”.

Devido à crise de saúde causada pela epidemia de coronavírus COVID-19, em muitos países do mundo foram aprovados decretos que obrigam a população a permanecer em suas casas para evitar novos contágios que colapsem os sistemas de saúde nacionais.

A Igreja em Roma mostrou sua preocupação por essas pessoas desde o início da crise. Recentemente, o Cardeal Konrad Krajewski, Esmoleiro Pontifício, entregou da parte do Papa Francisco 200 litros de leite fresco para as pessoas necessitadas.

Fonte:AC.digita

O Papa reza pelos sem-teto: sejam ajudados pela sociedade, a Igreja os acolha

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Na Missa na Casa Santa Marta, esta terça-feira (31/03), o Papa dirigiu seu pensamento àqueles que neste período não têm uma habitação. Na homilia, convidou a contemplar Jesus na cruz: o Senhor assumiu sobre si os nossos pecados para salvar-nos

VATICAN NEWS

Francisco presidiu a Missa na Casa Santa Marta na manhã desta terça-feira (31/03) da V Semana da Quaresma. A Antífona de entrada é um encorajamento: “Espera no Senhor e sê corajoso! Fortifique-se teu coração; espera no Senhor” (Sl 26,14). Introduzindo a celebração, o Santo Padre pensou em que não tem casa:

Rezemos hoje pelos sem-teto, neste momento em que nos é pedido para estar dentro de casa. Para que a sociedade de homens e mulheres se dê conta desta realidade e os ajude, e a Igreja os acolha.

Ouça a reportagem

Na homilia, comentando as leituras do dia extraídas do Livro dos Números (Nm 21,4-9) e do Evangelho de João (Jo 8,21-30), recordou que Jesus se fez pecado para salvar-nos. Ele veio ao mundo para assumir sobre si os nossos pecados: na cruz não faz finta de sofrer e morrer. Contemplemos Jesus na cruz, e agradeçamos. A seguir, o texto da homilia transcrita pelo Vatican News:

A serpente certamente não é um animal simpático: sempre é associada ao mal. Também na Revelação a serpente é propriamente o animal que o diabo usa para induzir ao pecado. No Apocalipse o diabo é chamado de a antiga serpente, aquela que desde o início morde, envenena, destrói, mata. Por isso, daí não se pode sair. Se se quiser apresentar como quem propõe coisas bonitas, são fantasias: nós acreditamos nelas e desse modo pecamos. Foi isso o que aconteceu com o povo de Israel: não suportou a viagem. Estava cansado. E o povo disse contra Deus e contra Moisés. É sempre a mesma música, não? “Por que nos fizestes sair do Egito para morrermos no deserto? Não há pão, falta água, e já estamos com nojo desse alimento miserável, o maná”. E a imaginação – lemos dias atrás – dirige-se sempre ao Egito: “Mas, ali estávamos bem, comíamos bem..”. E também, parece que o Senhor não suportou o povo, neste momento. Irritou-se: a ira de Deus, por vezes, se mostra… E então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas, que os mordiam e morriam. “Morreu muita gente em Israel”. Naquele momento, a serpente é sempre a imagem do mal: o povo vê na serpente o pecado, vê na serpente aquilo que fez, o mal. E vai ter com Moisés e diz: “Pecamos, falando contra o Senhor e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nós as serpentes”. Arrepende-se. Esta é a história no deserto. Moisés intercedeu pelo povo, e o Senhor disse a Moisés: “Faze uma serpente abrasadora e coloca-a como sinal sobre uma haste; aquele que for mordido e olhar para ela viverá”.

Eu venho a pensar: mas isso não é uma idolatria? Há a serpente ali, um ídolo, que me dá a saúde… Não se entende. Logicamente, não se entende, porque esta é uma profecia, este é um anúncio daquilo que acontecerá. Porque ouvimos também como profecia próxima, no Evangelho: “Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que eu sou, e que nada faço por mim mesmo”. Jesus elevado: na cruz. Moisés faz uma serpente e a eleva. Jesus será elevado, como a serpente, para dar a salvação. Mas o núcleo da profecia é propriamente que Jesus se fez pecado por nós. Não tem pecado: se fez pecado. Como diz São Pedro na segunda Carta: “Assumiu sobre si os nossos pecados”. E quando nós olhamos para o crucifixo, pensamos no Senhor que sofre: tudo aquilo é verdade. Mas nos detemos antes de chegar ao centro daquela verdade: neste momento, Tu pareces o maior pecador, Ti fizeste pecado. Assumiu sobre si todos os nossos pecados, aniquilou-se até agora.

Uma passagem da homilia do Papa Francisco

A cruz, é verdade, é um suplício, há aí a vingança dos doutores da Lei, daqueles que não queriam Jesus: tudo isso é verdade. Mas a verdade que vem de Deus é que Ele veio ao mundo para assumir sobre si os nossos pecados a ponto de fazer-se pecado. Todo pecado. Os nossos pecados estão ali.

Devemos acostumar-nos a olhar sob esta luz, que é a mais verdadeira, é a luz da redenção. Em Jesus feito pecado vemos a derrota total de Cristo. Não faz finta de morrer, não faz finta de não sofrer, sozinho, abandonado… “Pai, porque me abandonaste? Uma serpente: eu sou elevado como uma serpente, como aquele que é todo pecado.

Não é fácil entender isso e, se pensarmos, jamais chegaremos a uma conclusão. Somente, contemplar, rezar e agradecer.

O Santo Padre terminou a celebração com a adoração e a bênção eucarística, convidando a fazer a Comunhão espiritual. A seguir, a oração recitada pelo Papa:

Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós!

Fonte:vaticannes.va

 

Hoje é celebrado São João Clímaco, monge e mestre espiritual

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São João Clímaco foi um monge cristão, mestre espiritual e autor do livro “Escada do Paraíso”, que chegou a ser muito popular na Idade Média. O nome desta obra é a fonte do nome deste santo, já que é uma transliteração latina do termo grego klímakos, que significa “da escada”.

O santo “da escada” nasceu na Palestina em 575 e sua vida se desenvolveu quando Bizâncio, capital do Império romano do Oriente, estava em decadência ante as invasões bárbaras e a perda de território

Desde muito pequeno, formou-se lendo os livros de São Gregório Nazianzeno e São Basílio. Aos 16 anos, decidiu ser monge e partiu para o Monte Sinais (Egito).

Segundo os escritos do monge Daniel de Raito, Clímaco teve como mestre o abade Martírio (superior do mosteiro) e, depois de quatro anos de preparação, foi admitido como religioso.

Aos 20 anos, escolheu viver como eremita em uma gruta aos pés de um monte localizado a oito quilômetros do atual mosteiro de Santa Catarina (Monte Sinais).

Desde então, dedicou-se por 40 anos à meditação da Bíblia, oração e alguns trabalhos manuais. Assim, tornou-se um dos maiores sábios da Bíblia e diretor espiritual de dezenas de monges no Oriente.

Em sua velhice, os monges o elegeram abade do mosteiro do Monte Sinais. Naquele tempo, escreveu diversos textos e a “Escada do Paraíso”, um tratado de vida espiritual que descreve o caminho do monge desde a renúncia ao mundo até a perfeição do amor.

No livro, distingue-se três fases sucessivas para alcançar esta perfeição do amor: a primeira é a ruptura com o mundo a fim de voltar ao estado de infância evangélica; a segunda é constituída pela combate espiritual contra as paixões; e a terceira é a perfeição cristã.

São João Clímaco morreu por volta do ano 650. A Igreja o comemora no dia 30 de março.

Fonte:AC.digital

Vestido de Thor, brasileiro doa marmitas para caminhoneiros na estrada

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Com um cartaz nas mãos, máscara no rosto para se proteger do coronavírus e a roupa do super-herói Thor, um fisioterapeuta de Orlândia, no interior de São Paulo, está doando marmitas para caminhoneiros – que não têm onde se alimentar porque restaurantes de estradas estão fechados na quarentena.

Nesta sexta, 27 e sábado, 250 marmitas foram doadas na rodovia Anhanguera. Gabriel Grasi vestiu a roupa do super-herói – que usa para fazer trabalho voluntário em hospitais para crianças com câncer e necessidades especiais – e foi para a rodovia fazer as doações junto com amigos.

“Nossos caminhoneiros estão passando por muitas dificuldades e vi que muitos até [têm] fome. Então eu tive a ideia e fui agregando amigos aqui na minha cidade… arrecadamos os ingredientes por doações. E começamos a montar as marmitas. Em dois dias distribuímos 250 marmitas”, contou Gabriel Grasi em entrevista ao SóNotíciaBoa.

Cardápio

O Gabriel contou que, como não sabe cozinhar, ele corta os ingredientes e os amigos Juninho e Clebinho fazem a comida.

“No primeiro dia servimos arroz e um feijão gordo com calabresa, bacon, linguiça. Ontem foi galinhada”, disse.

Gabriel falou que as doações emocionaram os caminhoneiros e a equipe de voluntários também. Isso incentivou o grupo a continuar a distribuição.

“Amanhã será arroz feijão polenta e frango. Vamos continuar em quanto fomos recebendo as doações de mantimentos”, afirmou ao SnB.

Aniversário na estrada

Gabriel completa 31 anos nesta segunda, 30 e disse que vai comemorar o aniversário na estrada, fazendo nova doação de marmitas para os caminhoneiros.

“A fome não espera. Já estou chateado por não ter ido hoje [domingo]. Mas precisávamos desse descanso porque foram dois dias muito intensos”. lembrou.

Gratidão

Em vídeo e fotos postados no Instagram, ele agradeceu à pessoas que ajudaram com ingredientes, após o primeiro dia da boa ação:

“E assim, na chuva, encerramos nossa missão de hoje. Foram 100 marmitas entregues. Obrigado a todos vocês que nos ajudaram, nas doações de ingredientes e nos compartilhamentos. Obrigado Fernando Maizena pelas vasilhas e ingredientes, obrigado Gislaine Massaro pela doação de máscaras luvas e álcool gel para nossa proteção. Obrigado Mercado Império. Obrigado a todas as pessoas que nos levaram os ingredientes para que isso se tornasse realidade”

“Parabéns para nós Cleber Nogueira Pagliotto e Juninho Guirardelli que estamos desde cedo na preparação de tudo. Amanhã tem mais. Juntos venceremos”, afirmou.

Obrigado a todos que estão nessa luta. Isso também vai passar e vamos aprender muito com tudo isso. Vamos vencer”, concluiu.

Assista abaixo uma das doações (clique aqui se não abrir)

Gabriel vestido de Thor entregando marmitas - Fotos: arquivo pessoal

Gabriel vestido de Thor entregando marmitas – Fotos: arquivo pessoal

Gabriel como Thor, visitando crianças - Fotos: arquivo pessoal

Gabriel como Thor, visitando crianças em hospital – Fotos: arquivo pessoal

Fonte:.sonoticiaboa.com.br/

CNBB propõe que Domingo de Ramos seja celebrado de modo especial em tempos de coronavírus

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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) convida a todos a viverem de forma muito especial o Domingo de Ramos durante a quarentena do coronavírus. Cada um e cada família, em suas casas, são chamados a celebrar o próximo domingo com fé e esperança. Por isso, A CNBB propõe cinco pontos para ajudar os fiéis na celebração do Domingo de Ramos.

Vamos celebrar o Domingo de Ramos?

1. Rezar pedindo a graça de bem viver a Semana Santa, ainda que em recolhimento em casa.

2. Colocar no portão ou na porta de casa (em lugar bem visível) alguns ramos. Marcar a casa é uma característica do povo de Deus.

3. Participar das celebrações transmitidas pela televisão ou pelas redes sociais.

4. Comprometer-se a, no futuro, participar ativamente da Coleta da Campanha da Fraternidade. Com ela, ajudamos os mais pobres.

5. Motivar pelas redes sociais, telefonemas ou outros meios que mantenham o distanciamento social, outras pessoas a também celebrarem o domingo de Ramos desse mesmo modo.

Fonte:cnbb

Papa Francisco: A morte entrou no mundo pela inveja do diabo

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O Papa Francisco afirmou que “foi por inveja do diabo que a morte entrou no mundo” e que Jesus Cristo “veio nos libertar de seus laços” da morte.

Assim afirmou neste Quinto Domingo da Quaresma, 29 de março, durante a oração do Ângelis na Biblioteca do Palácio Apostólico do Vaticano, citando um techo do Livro da Sabedoria. O Papa recordou que “Deus não nos criou para o túmulo, nos criou para a vida, bela, boa, alegre”.

O Santo Padre refletiu sobre o episódio evangélico da ressurreição de Lázaro. “Lázaro era irmão de Marta e Maria, eram muito amigos de Jesus”.

Os irmãos viviam em Betânia e o Evangelho conta como Jesus, no caminho para Betânia, fica sabendo da notícia da doença de Lázaro e, quando chega ao local, seu amigo já tinha morrido quatro dias antes.

“Marta corre ao encontro do Mestre e lhe diz: ‘Se tivesse estado aqui, meu irmão não estaria morto’”. “Jesus lhe responde: ‘Teu irmão ressuscitará’; e acrescenta: ‘Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá’”.

Dessa maneira, “se apresenta como o Senhor da vida, Aquele que é capaz de restituir a vida também aos mortos”, assinalou o Papa Francisco.

Em seguida, “chegam Maria e outras pessoas, todas em lágrimas e, então, Jesus, diz o Evangelho, ‘se comoveu profundamente e começou a chorar’. Com esta consternação no coração, vai ao túmulo, agradece ao Pai que sempre o escuta, manda abrir o sepulcro e exclama com voz forte: ‘Lázaro, vem para fora!’ E Lázaro sai com ‘as mãos e os pés atados com lençóis mortuários e o rosto coberto com um pano’”.

O Pontífice sublinhou que, nesse trecho evangélico, “vemos concretamente que Deus é vida e doa vida, mas assume o drama da morte. Jesus poderia ter evitado a morte do amigo Lázaro, mas quis assumir para si a nossa dor pela morte das pessoas queridas, e sobretudo quis mostrar o domínio de Deus sobre a morte”.

“No Evangelho, vemos que a fé do homem e a onipotência de Deus, do amor de Deus, buscam-se e por fim se encontram. É como um duplo caminho: a fé do homem e a onipotência do amor de Deus que se procuram e no final se encontram”.

“Vemos isso no grito de Marta e Maria e de todos nós com eles: ‘Se tivesses estado aqui!…’. E a resposta de Deus não é um discurso, não, a resposta de Deus ao problema da morte é Jesus: ‘Eu sou a ressurreição e a vida… Tenham fé! Em meio ao choro continuem a ter fé, ainda que pareça que a morte tenha vencido. Removam a pedra de seus corações! Deixem que a Palavra de Deus leve de novo a vida onde há morte’”.

Por isso, “somos chamados a remover as pedras de tudo aquilo que fala de morte: a hipocrisia com que a fé é vivida, é morte; a crítica destrutiva contra os outros, é morte; a ofensa, a calúnia, é morte; a marginalização do pobre, é morte”.

“O Senhor nos pede para removermos estas pedras do coração, e a vida então voltará a florescer ao nosso redor. Cristo vive, e quem o acolhe e se une a Ele entra em contato com a vida. Sem Cristo, ou fora de Cristo, a vida não só não está presente, mas se recai na morte”.

A ressurreição de Lázaro “é sinal da regeneração que se realiza no crente mediante o Batismo, com a plena inserção no Mistério Pascal de Cristo. Pela ação e a força do Espírito Santo, o cristão é uma pessoa que caminha na vida como uma nova criatura: uma criatura para a vida, e que vai em direção à vida”.

O Papa Francisco finalizou pedindo que “a Virgem Maria nos ajude a sermos compassivos como o seu Filho Jesus, que fez sua a nossa dor. Que cada um de nós seja próximo daqueles que estão sofrendo, tornando-se para eles um reflexo do amor e da ternura de Deus, que liberta da morte e faz vencer a vida”.

Fonte:AC.digital