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Notícias do Santuário

Maria teve pecados?

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Como responder às pessoas que nos perguntam se a Virgem Maria, Mãe de Deus, teve pecados? 

A sã Doutrina da Igreja, desde os primórdios do Cristianismo, ensina que a Santíssima Virgem Maria foi concebida sem a mancha do pecado original e não teve nenhum pecado mortal ou venial. A Virgem Santa, Nova Eva, é o verdadeiro Paraíso Terrestre do Novo Adão1. “Há, nesse paraíso terrestre, riquezas, belezas, raridades e doçuras inexplicáveis que o Novo Adão, Jesus Cristo, aí deixou. Nesse paraíso, Ele achou as Suas delícias durante nove meses, operou as suas maravilhas e ostentou as suas riquezas com a magnificência de um Deus”2. A Mãe do Senhor é o lugar santo, a terra virgem e imaculada sem qualquer nódoa ou mancha, da qual foi formado e se alimentou o Novo Adão pela ação do Espírito Santo que aí habita.

O Magistério da Igreja ensina que a concepção da Virgem Maria aconteceu, no ventre da sua mãe, sem a mancha do pecado original. Em conformidade com a Palavra e com a Tradição da Igreja, o dogma da Imaculada Conceição de Maria foi definido pelo Papa Pio IX, pela BulaIneffabilis Deus, em 8 de dezembro de 1854: “Para a honra da santa e indivisível Trindade, para adorno e ornamento da Virgem Deípara (Mãe de Deus), para exaltação da fé católica e o incremento da religião cristã, com a autoridade do Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo, declaramos, proclamamos e definimos a doutrina que sustenta a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio do Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha da culpa original, é revelada por Deus e por isso deve ser crida firme e constantemente por todos os fiéis”3.

Naquele tempo, a festa da Imaculada Conceição de Maria já era celebrada, no dia 8 de dezembro, por definição do Papa Sisto IV, em 1476. A celebração desta festa, na Liturgia da Igreja Católica, é reflexo do pensamento dos padres da Igreja e dos Santos Doutores, que, muito antes, já defendiam a Imaculada Conceição de Maria, pois era adequado que a Mãe do Cristo estivesse completamente livre da mancha do pecado original para gerar o Filho de Deus. “A um Deus puríssimo convinha uma Mãe isenta de toda culpa”4. Além disso, “o consenso universal dos fiéis, […] o sentimento comum dos católicos é favorável a essa doutrina”5. Favorável ao Dogma da Imaculada Conceição é também a festa da Natividade de Maria, celebrada por causa da fé da Igreja na sua santidade desde o ventre materno.

A Doutrina não ensina somente que Nossa Senhora foi concebida sem o pecado original, mas também atesta a Perpétua Virgindade de Maria. A Virgem Santa foi preservada por Deus de todo pecado, em vista dos méritos de seu Filho Jesus Cristo, desde o primeiro momento da sua vida. A Santa Igreja ensina que Maria é virgem antes, durante e depois do parto. A definição magisterial da virgindade perpétua da Mãe de Deus é o dogma mariano mais antigo das Igrejas Católica e Oriental Ortodoxa, que afirmam a “real e perpétua virgindade mesmo no ato de dar à luz o Filho de Deus feito homem”6. Este dogma foi definido pelo Concílio de Trento, em 1555, embora essa doutrina já estivesse presente no Cristianismo primitivo, nos escritos de São Justino e Orígenes.

Os dogmas da virgindade perpétua e da Imaculada Conceição de Maria, definidos pelo magistério, pelos Santos Doutores e pelo consenso de fé dos fiéis, tem como fundamento a revelação. Ainda que não haja, nas Sagradas Escrituras, afirmações explícitas dessas doutrinas, há vários textos que, implicitamente, atestam essas verdades, como nos ensinam os Santos Padres. Estes aplicam à Virgem Maria as palavras do Eclesiástico: “Eu saí da boca do Altíssimo, a primogênita entre todas as criaturas”7. A própria Igreja se serve desse texto na Liturgia da Solenidade da Imaculada Conceição. Maria é a primogênita de Deus, pois foi predestinada juntamente com o Filho nos desígnios divinos, antes de todas as criaturas. Convinha que nem sequer por um instante ela fosse escrava de Lúcifer, mas pertencesse unicamente a Deus: “O Senhor me possuiu no princípio de seus caminhos”8.

Deus Altíssimo elegeu a Virgem de Nazaré para ser Mãe de Seu Filho unigênito9 e, pelo Espírito Santo, a tornou digna dessa sublime honra. Por isso, Maria foi concebida sem o pecado original, em vista dos méritos de Cristo, e durante a vida a “Cheia de Graça”10 não cometeu nenhum pecado mortal ou venial. Se Nossa Senhora tivesse cometido apenas um pecado venial, ela já não seria digna Mãe de Deus. Muito menos digna seria ainda se sobre ela pesasse a culpa original. Se sobre ela pesasse semelhante culpa, Maria seria inimiga de Deus e escrava do demônio. Essa reflexão levou Santo Agostinho a pronunciar a célebre sentença: “Nem se deve tocar na palavra pecado, em se tratando de Maria; e isso por respeito Àquele de quem mereceu ser a Mãe, o qual a preservou de todo pecado por sua graça”11.

Imaculado Coração de Maria, rogai por nós!

Fonte: cancaonova.com

Violência psicológica, você sabe o que é?

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Saiba o que é violência psicológica e quais os tipos de agressões existentes.

Violência psicológica é um tipo de agressão que, em vez de machucar o corpo da vítima, traz danos a seu psíquico e emocional, fere o equilíbrio afetivo, a capacidade de tomar decisões e o estado de bem-estar necessário que para que o indivíduo possa viver com dignidade.

Esse tipo de hostilidade não deixa sinais físicos, por isso não é tão perceptível, mas, por vezes, imprime marcas negativas tão profundas em quem a sofre, que abalam e traumatizam pelo resto da vida.

Um fator que está geralmente ligado à violência psicológica é a dependência afetiva da vítima. De alguma forma, o agredido vê, na brutalidade do agressor, um tipo de segurança para ele. A carência afetiva o faz manter uma certa cumplicidade com tais sofrimentos, associa que o parceiro com temperamento explosivo é o protetor, o ciume patológico como demonstração de quem quer manter o relacionamento a todo custo e as ameaças como que gestos desesperados de amor.

Outro ponto é que a pessoa dominada, na maioria das vezes, tem baixa autoestima, um provável reflexo de opressões e angústias vivenciados em seu histórico.

A violência psicológica é crime, está lá no artigo 7º da lei Maria da Penha: “Constrangimentos, ridicularização e perseguição, entre outras ações causadoras de danos emocionais”. Contudo, a complexidade em definir, por exemplo, o que é uma crise de relacionamento da agressão moral e psíquica, torna difícil trazer à tona provas que a identifiquem.

Não somente os casais vivem esse tipo de problema, mas crianças, pessoas deficientes e idosos que dependem dos cuidados de outros. Estes, não raramente, sofrem por negligência, impaciência e intolerância dos seus responsáveis. Também eles podem sofrer os tipos de violência abaixo relatados.

Violência psicológica é um tipo de agressão que, em vez de machucar o corpo da vítima, traz danos a seu psíquico e emocional, fere o equilíbrio afetivo, a capacidade de tomar decisões e o estado de bem-estar necessário que para que o indivíduo possa viver com dignidade.

Esse tipo de hostilidade não deixa sinais físicos, por isso não é tão perceptível, mas, por vezes, imprime marcas negativas tão profundas em quem a sofre, que abalam e traumatizam pelo resto da vida.

Um fator que está geralmente ligado à violência psicológica é a dependência afetiva da vítima. De alguma forma, o agredido vê, na brutalidade do agressor, um tipo de segurança para ele. A carência afetiva o faz manter uma certa cumplicidade com tais sofrimentos, associa que o parceiro com temperamento explosivo é o protetor, o ciume patológico como demonstração de quem quer manter o relacionamento a todo custo e as ameaças como que gestos desesperados de amor.

Outro ponto é que a pessoa dominada, na maioria das vezes, tem baixa autoestima, um provável reflexo de opressões e angústias vivenciados em seu histórico.

A violência psicológica é crime, está lá no artigo 7º da lei Maria da Penha: “Constrangimentos, ridicularização e perseguição, entre outras ações causadoras de danos emocionais”. Contudo, a complexidade em definir, por exemplo, o que é uma crise de relacionamento da agressão moral e psíquica, torna difícil trazer à tona provas que a identifiquem.

Não somente os casais vivem esse tipo de problema, mas crianças, pessoas deficientes e idosos que dependem dos cuidados de outros. Estes, não raramente, sofrem por negligência, impaciência e intolerância dos seus responsáveis. Também eles podem sofrer os tipos de violência abaixo relatados.

 

Fonte: cancaonova.com

“Insultar o irmão é como esbofetear a sua alma”, diz Papa

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Papa Francisco frisa a importância do testemunho cristão e de um realismo saudável na vivência da fé

Querer “isso ou nada” não é católico, é “herético”. Foi a advertência que fez o Papa Francisco na Missa celebrada, na manhã desta quinta-feira, 9, na capela da Casa Santa Marta. A homilia do Pontífice foi centralizada no “realismo saudável” que o Senhor ensinou aos seus discípulos, inspirando-se na exortação de Jesus no Evangelho do dia: “A Vossa justiça deve ser maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus”.

O povo estava um pouco perdido, explicou o Papa, porque quem ensinava a lei não era coerente em seu testemunho de vida. Jesus pede que isso seja superado, que se vá além. E usa como exemplo o primeiro mandamento: “Amar a Deus e amar ao próximo”. Ele destaca que quem se enfurece com seu irmão deverá ser submetido ao juízo.

Insultar o irmão é como esbofetear a sua alma

“É importante ouvir isso, disse o Papa, neste período em que estamos tão acostumados aos adjetivos e temos um vocabulário tão criativo para insultar os outros.” Isso é pecado, é matar, porque é dar um tapa na alma do irmão, à sua dignidade, destacou Francisco. Com amargura, acrescentou que, com frequência, dizemos tantos palavrões “com muita caridade, mas os dizemos aos outros”.

É escandaloso um homem de Igreja que faz o contrário daquilo que diz

A esse povo desorientado, explicou o Papa, Jesus pede para que olhe “para cima” e vá “avante”. Sem, porém, deixar de relevar quanto mal faz ao povo o contra-testemunho dos cristãos:

“Quantas vezes nós, na Igreja, ouvimos essas coisas! Quantas vezes! Aquele padre, aquele homem, aquela mulher da Ação Católica, aquele bispo, Papa nos dizem: ‘Vocês têm que fazer assim!’, e ele faz o contrário. Esse é o escândalo que fere o povo e não deixa que o povo de Deus cresça, prossiga. Não liberta. Aquele povo tinha visto a rigidez desses escribas e fariseus. Inclusive, quando havia um profeta que trazia um pouco de alegria, era perseguido e o matavam: não havia lugar para os profetas ali. E Jesus diz a eles, aos fariseus: ‘Vocês mataram os profetas, perseguiram-nos: eles que traziam novo ar’.”

Seguir o realismo saudável da Igreja, não os idealismos e a rigidez

“A generosidade e a santidade”, que nos pede Jesus, “é sair, mas sempre, sempre para cima.” Essa, disse Francisco, é a “libertação da rigidez da lei e também dos idealismos que não nos fazem bem”. Jesus, comentou o Pontífice em seguida, “conhece-nos bem, conhece a nossa natureza”. Portanto, ele nos exorta a chegarmos a um acordo quando temos um contraste com o outro. “Jesus, disse o Papa, também nos ensina um realismo saudável. Muitas vezes, acrescentou ele, você não pode alcançar a perfeição, mas, pelo menos, faça o que você puder, chegue a um acordo.”

“Este é o realismo saudável da Igreja Católica, que nunca ensina ‘isso ou aquilo’. Isso não é católico. A Igreja diz: ‘Este e este’, ela faz a perfeição. Reconcilie-se com seu irmão, não o insulte-o, mas o ame’. Se, no entanto, houver qualquer problema, pelo menos coloque-se de acordo para não iniciar uma guerra. Esse é o realismo saudável do catolicismo.

Não é católico dizer “ou isto ou nada”. Isso não é católico. Isso é herético. Jesus sempre sabe como caminhar conosco, Ele nos dá o ideal, leva-nos em direção ao ideal, libertar-nos desse encarceramento da rigidez da lei e nos diz: “Mas façam até o ponto que vocês podem fazer”. E ele nos conhece bem. É este o nosso Senhor, é isso o que Ele nos ensina”.

Reconciliarmo-nos entre nós é a “santidade pequena” das negociações

O Senhor, disse ainda o Papa, pede-nos para não sermos hipócritas, não louvarmos a Deus com a mesma língua que insulta o irmão. “Façam o que puderem”, acrescentou, “é a exortação de Jesus”, pelo menos, evitem a guerra entre vocês, coloquem-se de acordo”.

“Eu me permito dizer-lhes essa palavra que parece um pouco estranha: é a pequena santidade da negociação. ‘Eu não posso tudo, mas quero fazer tudo; eu me coloco de acordo com você, pelo menos não nos insultamos, não fazemos a guerra e vivemos todos em paz’.

Jesus é grande! Ele nos liberta de todas as nossas misérias, também daquele idealismo que não é católico. Peçamos ao Senhor que nos ensine, em primeiro lugar, a sairmos de toda rigidez, mas sair para cima, para sermos capazes de adorar e louvar a Deus. Que Ele nos ensine a nos reconciliarmos entre nós; e também nos ensine a colocarmo-nos de acordo até o ponto que podemos fazê-lo”.

Referindo-se à presença de crianças na Missa, exortou-nos a ficarmos “tranquilos”, “porque a pregação de uma criança na igreja é mais bela que a de um padre, de um bispo e do Papa”. “É a voz da inocência que faz bem a todos”, disse.

 

 

Fonte: cancaonova.com

Dicas para fazer uma experiência com a Mãe da Providência

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Nossa Senhora é a Mãe da Divina Providência, e Ela quer quer experimentemos o seu amor de Mãe

A finalidade dessa meditação é nos levar a um encontro com Nossa Senhora, a Mãe da Divina Providência, aquela que é atenta a todas as nossas necessidades e deseja que nós a busquemos, a invoquemos e solicitemos tudo o que precisamos, não só materialmente, mas também aquelas graças que nos ajudam no processo de conversão.

1º momento:

Com Maria, faça uma lista de todas as suas necessidades materiais e espirituais. Faça uma lista clara e objetiva. Faça um pequeno altar na sua casa com a imagem de Nossa Senhora e coloque aos seus pés a lista elaborada. Deixe-a à disposição da Boa Mãe, para que ela advogue em sua causa e peça a Jesus por você. Faça a experiência de deixar nas mãos de Nossa Senhora as suas necessidades, de conhecer o coração amoroso da Mãe. Reze, neste momento de entrega, o Magnificat. 

2º momento:

Peça a Nossa Senhora, a Mãe da Divina Providência, a graça de ter um conhecimento perfeito dos seus pecados, para que você possa fazer uma boa confissão. Peça a ela que lhe conceda a graça da verdadeira contrição. Deus não rejeita um coração arrependido. Faça a experiência de detalhar bem os seus pecados, não se contente apenas em escrevê-los: escreva tudo sobre eles, para que a Mãe leve ao conhecimento de Jesus as causa desses pecados. Assim, com ela, você irá à raiz dos pecados, para ser curado e liberto. Chore pelos seus pecados, peça ao Espírito Santo a verdadeira contrição. Reze em reparação aos pecados cometidos contra o Sagrado Coração de Jesus e Imaculado Coração de Maria.

3º momento:

Esse é o momento de ter atos concretos, de confessar-se. Busque o sacerdote para se confessar. Mais uma vez, não podemos carregar entulhos. Lembre-se de que você caminha com Nossa Senhora, a Mãe da Divina Providência, e ela não vai deixar de atrair sobre você as graças de que necessita no seu caminho rumo à santidade. Ela quer que a busquemos, que a invoquemos; ela quer vir em nosso socorro. “Peça à Mãe que o Filho atende.”

Deus o abençoe!

Artigo extraído do liv

Músicos e a devoção a Nossa Senhora

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A devoção a Nossa Senhora precisa fazer parte da espiritualidade do músico católico

Um dos momentos mais belos narrados na Bíblia se dá com a composição poética do Magnificat (cf. Lucas 1,46ss). É bem verdade que o texto traz detalhes já contidos em outras passagens bíblicas, mas não nos escapa a surpresa de ver expressões totalmente originais da parte de Nossa Senhora. Precisamos reconhecer que o Espírito Santo, agindo poderosamente no ventre de Maria, fez surgir essas extraordinárias palavras.

Maria compôs o Magnificat sob inspiração do Divino Espírito Santo. O texto traz profecias futuras, maturidade humana e espiritual, harmonia poética, enfim, tudo o que torna única uma composição. A alma de Nossa Senhora deixou-se envolver pelo poder de Deus e o fruto foi essa obra de arte. Há inclusive uma exegese em cujo argumento é afirmado que Nossa Senhora teria cantado esse texto. Se pudéssemos ouvir esta melodia, cantada pela Virgem Santíssima, certamente nos sentiríamos arrebatados ao céu. Maria é a porta do céu!

A devoção mariana precisa fazer parte da espiritualidade do músico católico. Um dos critérios da catolicidade é exatamente este. Tenha uma fé inteligente, abrace a piedade popular com a oração do rosário, da ladainha, do ofício de Nossa Senhora, entre outros, e consiga igualmente alçar voo na maturidade teológica e no estudo da mariologia. Santo Anselmo sugeria que tivéssemos uma fé pensante e um pensamento fervoroso (Credo ut intelligam; intelligo ut credam). A Igreja se enriquece muito quando somos capazes de sustentar a louvação com arte (cf. Salmo 32). Mas também precisamos de uma arte que esteja alicerçada numa teologia madura, de acordo com o Magistério dos Papas e em comunhão com a tradição e o depósito da fé.

Olhando para o exemplo de Nossa Senhora, resta-nos o convite: deixemo-nos envolver pelo Espírito Santo de Deus. Ele há de gerar composições maravilhosas por intermédio de nós. A Igreja se beneficia muitíssimo com o Magnificat de Nossa Senhora – nós a repetimos todas as tardes na oração vespertina da Liturgia das Horas. Da mesma forma, dóceis ao Espírito Santo, toda arte que brotar em nosso interior há de enriquecer a Igreja e se repetir pelos tempos futuros.

 

Fonte: cancaonova.com

Papa Francisco: “Não existe cristão sem alegria!”

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“Podemos caminhar rumo àquela esperança que os primeiros cristãos representavam como uma âncora no céu. Aquela esperança que nos dá alegria”, disse Francisco, na homilia dessa segunda-feira.

“O cristão é um homem e uma mulher da alegria, um homem e uma mulher com a alegria no coração. Não existe cristão sem alegria! Mas, Padre, eu já vi tanta coisa! Não são cristãos! Dizem que são, mas não são! Falta-lhes alguma coisa. A carteira de identidade do cristão é a alegria, a alegria do Evangelho, a alegria de ter sido escolhido por Jesus, salvo por Ele, regenerado por Jesus. A alegria daquela esperança que Jesus espera de nós, a alegria que, nas cruzes e nos sofrimentos desta vida, se expressa de outra maneira que é a paz, na certeza de que Jesus nos acompanha. Está conosco”.

“O cristão faz esta alegria crescer com a confiança em Deus. Deus se lembra sempre de sua aliança. O cristão sabe que Deus se lembra dele, que Deus o ama, que Deus o acompanha, que Deus o espera. Esta é a alegria”, disse ainda o Papa.

Francisco, assim, dirigiu sua atenção para a passagem do Evangelho de hoje que narra o encontro de Jesus com o jovem rico. Um homem, disse, que “não foi capaz de abrir o coração à alegria e escolheu a tristeza”, “porque possuía muitos bens”:

“Era apegado aos bens! Jesus nos disse que não se pode servir a dois senhores: ou serve a Deus ou serve as riquezas. As riquezas não são ruins em si mesmas: mas servir a riqueza, esse é o mal. O pobre homem foi embora triste… “Ele franziu a testa e retirou-se triste”. Quando em nossas paróquias, nas nossas comunidades, em nossas instituições, encontramos pessoas que se dizem cristãs e querem ser cristãs, mas são tristes, algo está errado. E nós devemos ajudá-las a encontrar Jesus, a tirar essa tristeza, para que possa se alegrar com o Evangelho, possa ter essa alegria que é própria do Evangelho”.

Ele se concentrou sobre a “alegria e o estupor”. “O estupor bom – disse o Papa – diante da revelação, diante do amor de Deus, diante das emoções do Espírito Santo”.

O cristão “é um homem, uma mulher de estupor”. Uma palavra, destacou, que volta hoje no final, “quando Jesus explica aos Apóstolos que aquele jovem tão bom não conseguiu segui-lo, porque ficou preso às riquezas”.

Quem pode ser salvo, se perguntam então os Apóstolos? A eles, o Senhor responde: “Impossível aos homens”, mas “não a Deus!”.

A alegria cristã, portanto, “o estupor da alegria, de ser salvos de viver presos às coisas, à mundanidade – as muitas mundanidades que nos afastam de Jesus – isso pode ser superado somente com a força de Deus, com a força do Espírito Santo”:

“Peçamos hoje ao Senhor que nos dê o estupor diante Dele, diante das muitas riquezas espirituais que nos deu; e com este estupor nos dê a alegria, a alegria da nossa vida e de viver com paz no coração as inúmeras dificuldades; e nos proteja da busca da felicidade em muitas coisas que, no final, nos entristecem: prometem muito, mas não nos darão nada! Lembrem-se bem: um cristão é um homem e uma mulher de alegria, de alegria no Senhor; um homem e uma mulher de estupor”.

 

 

Fonte: noticiascatolicas.com.br

Dinheiro arrecadado na EXPO Milão 2015 irá para refugiados iraquianos

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Por desejo do Papa Francisco, a Santa Sé destinará os 150.000 dólares arrecadados em seu pavilhão da EXPO Milão 2015 a um projeto a fim de gerar emprego para milhares de refugiados iraquianos na Jordânia. Esta doação será entregue pelo Sub-secretário do Pontifício Conselho Cor Unum, Dom Tejado Muñoz.

O projeto se chama “Criação de emprego para os iraquianos deslocados na Jordânia” e será organizado pela Cáritas Jordânia no Centro da Santa Maria da Paz em Amã. Dom Tejado estará na capital jordana entre os dias 11 e 13 de maio. O projeto será inaugurado na quinta-feira, 12 de maio.

Em declarações ao Grupo ACI, Dom Tejado relatou os detalhes desta visita à Jordânia e da doação do Papa Francisco. “Vou à Jordânia, à capital Amã, primeiramente para visitar os refugiados que estão ali, com o Núncio do país e a Caritas local”, explicou.

“Como missão levo um valor arrecadado na Exposição Universal de Milão. No pavilhão da Santa Sé havia uma urna grande para colocar doações a fim de iniciar um projeto com estes refugiados. Recolhemos esta grande quantidade de dinheiro e entre o Pontifício Conselho da Cultura – encarregado do pavilhão do Vaticano na Expo – e nós, levo a arrecadação para empregar as famílias de refugiados que moram lá há algum tempo e necessitam de uma dignidade em sua forma de vida”, assinalou.

“Não devem viver sempre da caridade. Eles pedem para ter um pequeno trabalho, algo através do qual possam trabalhar e não estar ociosos”, contou Dom Tejado.

A respeito do projeto, indica que “a Caritas Jordânia o criou sobretudo para oferecer trabalho aos pais de família”. Trata-se de “um projeto de produção de pequenos produtos alimentares, como por exemplo azeitonas… é uma pequena empresa dedicada a produzir pequenas coisas”, detalhou.

Além disso, “o projeto está pensado para que tenha um futuro, para organizar esta pequena empresa. Estamos em contato para exportar os produtos e que seja sustentável a fim de que não se perca pelo caminho”.

Na sua opinião, a ajuda que leva à Jordânia “é uma gota de água em um oceano, porque os refugiados têm muitos problemas, mas fazemos tudo o que puder ser feito”.

“Mais do que um grande projeto é a presença que o Papa deseja ter entre estas pessoas: levamos sinais do amor do Papa e de toda a Igreja pelos que sofrem”.

Acerca do procedimento que seguem, Dom Tejado explicou: “Sempre informamos ao Papa destas atividades e sempre nos manda uma mensagem a estas pessoas. Nós a levamos e entregamos em seu nome”.

“Eles acolhem a ajuda com muita alegria e agradecimento. Estivemos no Haiti, no Japão depois do tsunami… quando acontece algum desastre, Cor Unum sempre leva uma ajuda. Também sempre iniciamos algum projeto. Depois da primeira emergência que recebem muitas ajudas das ONGs e associações, nós iniciamos um projeto de reconstrução”.

“No Haiti construímos uma escola muito grande, em Filipinas um centro para gente pobre, idosos e doentes. Sempre tentamos estabelecer algo como sinal da ajuda do Santo Padre”, recordou.

O Sub-Secretário acredita que “os católicos continuam sendo muito generosos”. “Eu viajo muito e por onde vou não encontro partidos políticos nem outras coisas, mas a Igreja. Por exemplo, em Filipinas com o tufão, no Haiti com o terremoto… a Igreja sempre está presente. São Paulo diz que por cima de tudo está a caridade e essa é a nossa bandeira, a da Igreja, porque sem ela não somos nada”.

Milhares de refugiados

A Jordânia é um dos principais países que acolhe os refugiados. Do total, 130.000 pessoas são iraquianas (quase 1,3% da população) e 1 milhão 300 mil são sírios.

O diretor da Caritas Jordânia, Wael Suleiman, explicou que “o projeto do Pontifício Conselho Cor Unum servirá para assegurar um trabalho regularmente retribuído a 15 refugiados iraquianos. Serão beneficiados os relativos núcleos familiares, até que consigam se autossustentar”.

Além disso, “a iniciativa favorecerá um percurso de formação profissional em carpintaria, agricultura e indústria alimentar para cerca de 200 iraquianos e, graças ao emprego de trabalhadores ocasionais, serão ajudados outros 500 iraquianos por ano”.

 

fonte/texto: noticiascatolicas.com.br

Liturgia Domingo de Páscoa

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Evangelho (Lc 22,14—23,56): Quando chegou a hora, Jesus pôs-se à mesa com os apóstolos e disse: «Ardentemente desejei comer convosco esta ceia pascal, antes de padecer. Pois eu vos digo que não mais a comerei, até que ela se realize no Reino de Deus». Então pegou o cálice, deu graças e disse: «Recebei este cálice e fazei passar entre vós; pois eu vos digo que, de agora em diante, não mais beberei do fruto da videira, até que venha o Reino de Deus».

A seguir, tomou o pão, deu graças, partiu-o e lhes deu, dizendo: «Isto é o meu corpo, que é dado por vós. Fazei isto em memória de mim». Depois da ceia, fez o mesmo com o cálice, dizendo: «Este cálice é a nova aliança no meu sangue, que é derramado por vós». Todavia, a mão de quem vai me entregar está perto de mim, nesta mesa. Sim, o Filho do Homem se vai, como está determinado. Mas ai daquele por quem ele é entregue».

Então começaram a perguntar uns aos outros qual deles haveria de fazer tal coisa. Ora, houve uma discussão entre eles sobre qual deles devia ser considerado o maior. Jesus, porém, lhes disse: «Os reis das nações dominam sobre elas, e os que exercem o poder se fazem chamar benfeitores. Entre vós, não deve ser assim. Pelo contrário, o maior entre vós seja como o mais novo, e o que manda, como quem está servindo. Afinal, quem é o maior: o que está à mesa ou o que está servindo? Não é aquele que está à mesa? Eu, porém, estou no meio de vós como aquele que serve. Vós sois aqueles que permaneceram comigo em minhas provações. Por isso, assim como o meu Pai me confiou o Reino, eu também vos confio o Reino. Havereis de comer e beber à minha mesa no meu Reino, e vos sentareis em tronos para julgar as doze tribos de Israel».

«Simão, Simão! Satanás pediu permissão para peneirar-vos, como se faz com o trigo. Eu, porém, orei por ti, para que tua fé não desfaleça. E tu, uma vez convertido, fortalece os teus irmãos». Simão disse: «Senhor, eu estou pronto para ir contigo até mesmo à prisão e à morte!». Jesus, porém, respondeu: «Pedro, eu te digo que hoje, antes que o galo cante, três vezes negarás que me conheces».

E Jesus lhes perguntou: «Quando vos enviei sem bolsa, sem sacola, sem sandálias, faltou-vos alguma coisa?». Eles responderam: «Nada». Jesus continuou: «Agora, porém, quem tiver bolsa, pegue-a; do mesmo modo, quem tiver sacola; e quem não tiver espada, venda o manto para comprar uma. Pois eu vos digo: é preciso que se cumpra em mim a palavra da Escritura: ‘Ele foi contado entre os transgressores’. O que foi dito a meu respeito está se consumando». Mas eles disseram: «Senhor, aqui estão duas espadas!». Jesus respondeu: «Basta!».

Jesus saiu e, como de costume, foi para o monte das Oliveiras. Os discípulos o acompanharam. Chegando ao lugar, Jesus lhes disse: «Orai para não cairdes em tentação» Então afastou-se dali, à distância de um arremesso de pedra, e, de joelhos, começou a orar. «Pai, se quiseres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua!». Apareceu-lhe um anjo do céu, que o fortalecia. Entrando em agonia, Jesus orava com mais insistência. Seu suor tornou-se como gotas de sangue que caíam no chão. Levantando-se da oração, Jesus foi para junto dos discípulos e encontrou-os dormindo, de tanta tristeza. E perguntou-lhes: «Por que estais dormindo? Levantai-vos e orai, para não cairdes em tentação».

Jesus ainda falava, quando chegou uma multidão. Na frente, vinha um dos Doze, chamado Judas, que se aproximou de Jesus para beijá-lo. Jesus lhe disse: «Judas, com um beijo tu entregas o Filho do Homem?». Vendo o que ia acontecer, os que estavam com Jesus disseram: «Senhor, vamos atacá-los com a espada?». E um deles feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. Jesus, porém, ordenou: «Deixai, basta!» E tocando a orelha do homem, o curou. Depois Jesus disse aos sumos sacerdotes, aos comandantes da guarda do templo e aos anciãos, que tinham vindo prendê-lo: «Saístes com espadas e paus, como se eu fosse um bandido? Todos os dias eu estava convosco no templo, e nunca levantastes a mão contra mim. Mas esta é a vossa hora, e o poder das trevas».

Eles prenderam Jesus e o levaram, conduzindo-o à residência do sumo sacerdote. Pedro acompanhava de longe. Ora, uma criada viu Pedro sentado perto do fogo; encarou-o bem e disse: «Este aqui também estava com ele!». Mas ele negou: «Mulher, eu nem o conheço!». Pouco depois, um outro viu Pedro e disse: «Tu também és um deles.” Mas Pedro respondeu: “Não, homem, eu não». Passou mais ou menos uma hora, e um outro insistia: « Certamente, este aqui também estava com ele, pois é galileu!». Mas Pedro respondeu: «Homem, não sei de que estás falando!». E, enquanto ainda falava, o galo cantou. Então o Senhor se voltou e olhou para Pedro. E Pedro lembrou-se da palavra que o Senhor lhe tinha dito: «Hoje, antes que o galo cante, três vezes me negarás». Então Pedro saiu do pátio e pôs-se a chorar amargamente.

Os homens que vigiavam Jesus escarneciam dele e o espancavam. Cobriam o seu rosto e lhe diziam: «Profetiza! Quem é que te bateu?». E o insultavam de muitos outros modos.

Ao amanhecer, os anciãos do povo, os sumos sacerdotes e os escribas reuniram-se e levaram Jesus ao sinédrio. E o interpelavam: «Se tu és o Cristo, dize-nos!» Ele respondeu: «Se eu vos disser, não me acreditareis, e se eu vos fizer perguntas, não me respondereis. Mas, de agora em diante, o Filho do Homem estará sentado à direita do Deus Todo-Poderoso». Então todos perguntaram: «Tu és, portanto, o Filho de Deus?». Jesus respondeu: «Vós mesmos estais dizendo que eu sou!». Eles disseram: «Será que ainda precisamos de testemunhas? Nós mesmos o ouvimos de sua própria boca!».

Em seguida, toda o grupo deles se levantou, e levaram Jesus a Pilatos. Começaram então a acusá-lo, dizendo: «Achamos este homem fazendo subversão entre o nosso povo, proibindo pagar os tributos a César e afirmando ser ele mesmo o Cristo, o Rei». Pilatos o interrogou: «Tu és o Rei dos Judeus?». Jesus respondeu: «Tu o dizes!». Então Pilatos disse aos sumos sacerdotes e à multidão: «Não encontro neste homem nenhum crime». Eles, porém, insistiam: «Ele agita o povo, ensinando por toda a Judéia, desde a Galiléia, onde iniciou, até aqui». Quando ouviu isto, Pilatos perguntou: «Este homem é galileu?». E, depois de verificar que Jesus estava sob a autoridade de Herodes, enviou-o a este, pois também Herodes estava em Jerusalém naqueles dias.

Herodes ficou muito contente ao ver Jesus, pois havia muito tempo desejava vê-lo. Já ouvira falar a seu respeito e esperava vê-lo fazer algum milagre. Ele interrogou-o com muitas perguntas. Jesus, porém, nada lhe respondia. Os sumos sacerdotes e os escribas estavam presentes e o acusavam com insistência. Herodes, com seus soldados, tratou Jesus com desprezo, zombou dele, vestiu-o com uma roupa vistosa e mandou-o de volta a Pilatos. Naquele dia, Herodes e Pilatos se tornaram amigos, pois antes eram inimigos.

Então Pilatos convocou os sumos sacerdotes, as autoridades e o povo, e lhes disse: «Vós me trouxestes este homem como se fosse um agitador do povo. Pois bem! Já o interroguei diante de vós e não encontrei nele nenhum dos crimes de que o acusais; nem Herodes encontrou, pois o mandou de volta para nós. Como podeis ver, ele nada fez para merecer a morte. Portanto, vou castigá-lo e depois o soltarei». Toda a multidão começou a gritar: «Fora com ele! Solta-nos Barrabás!». Barrabás tinha sido preso por causa de uma rebelião na cidade e por homicídio. Pilatos falou outra vez à multidão, pois queria libertar Jesus. Mas eles gritavam mais alto: «Crucifica-o! Crucifica-o!». E Pilatos falou pela terceira vez: «Que mal fez este homem? Não encontrei nele nenhum crime que mereça a morte. Portanto, vou castigá-lo e depois o soltarei». Eles, porém, continuaram a gritar com toda a força, pedindo que fosse crucificado. E a gritaria deles prevaleceu. Então Pilatos decidiu que fosse feito o que eles pediam. Soltou o homem que eles queriam ( aquele que fora preso por rebelião e homicídio ) e entregou Jesus à vontade deles.

Enquanto levavam Jesus, pegaram um certo Simão, de Cirene, que voltava do campo, e mandaram-no carregar a cruz atrás de Jesus. Seguia-o uma grande multidão do povo, bem como de mulheres que batiam no peito e choravam por ele. Jesus, porém, voltou-se para elas e disse: “Mulheres de Jerusalém, não choreis por mim! Chorai por vós mesmas e por vossos filhos! Porque dias virão em que se dirá: ‘Felizes as estéreis, os ventres que nunca deram à luz e os seios que nunca amamentaram’. Então começarão a pedir às montanhas: ‘Caí sobre nós!’, e às colinas: ‘Escondei-nos!’ Pois, se fazem assim com a árvore verde, o que não farão com a árvore seca?».

Levavam também dois malfeitores para serem executados com ele. Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali crucificaram Jesus e os malfeitores: um à sua direita e outro à sua esquerda. Jesus dizia: «Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem!». Repartiram então suas vestes tirando a sorte. O povo permanecia lá, olhando. E até os chefes zombavam, dizendo: «A outros ele salvou. Salve-se a si mesmo, se, de fato, é o Cristo de Deus, o Eleito!». Os soldados também zombavam dele; aproximavam-se, ofereciam-lhe vinagre e diziam: «Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo!». Acima dele havia um letreiro: «Este é o Rei dos Judeus».

Um dos malfeitores crucificados o insultava, dizendo: «Tu não és o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós!». Mas o outro o repreendeu: «Nem sequer temes a Deus, tu que sofres a mesma pena? Para nós, é justo sofrermos, pois estamos recebendo o que merecemos; mas ele não fez nada de mal». E acrescentou: «Jesus, lembra-te de mim, quando começares a reinar». Ele lhe respondeu: «Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso».

Já era mais ou menos meio-dia, e uma escuridão cobriu toda a terra até às três da tarde, pois o sol parou de brilhar. O véu do Santuário rasgou-se pelo meio, e Jesus deu um forte grito: «Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito». Dizendo isto, expirou.

O centurião, vendo o que acontecera, glorificou a Deus dizendo: «Realmente! Este homem era justo!». E as multidões que tinham acorrido para assistir à cena, viram o que havia acontecido e foram embora, batendo no peito. Todos os conhecidos de Jesus, bem como as mulheres que o acompanhavam desde a Galiléia, se mantinham a distância, olhando essas coisas.

Havia um homem bom e justo, chamado José, membro do sinédrio, o qual não tinha aprovado a decisão nem a ação dos outros membros. Ele era de Arimatéia, uma cidade da Judéia, e esperava a vinda do Reino de Deus. José foi ter com Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Desceu o corpo da cruz, enrolou-o num lençol e colocou-o num túmulo escavado na rocha, onde ninguém ainda tinha sido sepultado. Era dia de preparação, e o sábado estava para começar. As mulheres que com Jesus vieram da Galiléia, acompanharam José e observaram o túmulo e o modo como o corpo ali era colocado. Depois voltaram para casa e prepararam perfumes e bálsamos. E, no sábado, repousaram, segundo o preceito.

 – Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem!

 

 

 

fonte/texto: evangeli.net

Artigo: A conversão quaresmal e a oração

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“Para renovar, na santidade, o coração dos vossos filhos e filhas, instituístes este tempo de graça e salvação.” (Prefácio da Quaresma II). A Quaresma é, portanto, um caminho de conversão do cristão batizado como discípulo de Cristo. Ele se fez servo obediente ao Pai até a morte na cruz. Diante de si, o cristão tem os cenários bíblicos dos últimos acontecimentos da vida de Cristo: A Transfiguração no Monte Tabor, sua caminhada decidida a Jerusalém; as controvérsias com os fariseus e doutores da Lei no Templo; sua entrada triunfal em Jerusalém; a última ceia; o lava-pés e o mandamento do amor; a oração de Jesus ao Pai pela unidade; o sofrimento de Jesus no Getsêmani, até sua morte na cruz. Acolhemos o convite de Jesus: “Permanecei aqui e vigiai junto a mim.” (Mt 26,38). A oração quaresmal é fazer companhia a Jesus. Como discípulo, “toma a sua cruz e me siga” (Mc 8,34), permanece com Ele.

Por isso, a oração quaresmal, como toda a oração, consiste em estabelecer uma relação, um diálogo, um encontro com Deus. A primeira atitude, com a invocação do Espírito Santo, é o recolhimento, o silêncio interior. Recolher-se e recolher a vida é o que Jesus fez, sendo conduzido, pelo Espírito, ao deserto (Lc 4,1). É, também, o que ele nos pede: “quando tu orares, entra no teu quarto” (cf. Mt 6,6). Mas não é um recolher-se no “nada”, mas para poder estabelecer um diálogo, comunhão, com Deus e, a partir dele, consigo mesmo, com os outros e com o mundo. Só haverá oração, se esta comunhão se estabelecer. Ela pode se expressar no silêncio contemplativo do rosto e da Palavra de Jesus Cristo ou, então, como Jesus fez muitas vezes, na súplica, no louvor, na gratidão, na entrega, no pedido de perdão e, até, como o profeta Jó, no lamento diante do sofrimento. Recordo aqui o extraordinário exemplo de Santa Teresa, que apresenta uma antropologia positiva: o homem não é vazio por dentro, mas o “castelo” onde Deus habita. Ela mesma diz: “Pensai que neste palácio habita o grande Rei que se alegra por ser vosso Pai e que está sentado sobre um trono de enorme valor: o vosso coração.” (C 28,9). A experiência vivida por Santo Agostinho é similar: “Deus é mais íntimo a nós que nós mesmos.”

O certo é que a oração é meio para conversão, pois, com sua Palavra e os “olhos fixos em Jesus, autor e consumador de nossa fé” (Hb 12,2), nos tornamos o que contemplamos. Ao contemplar Jesus, em sua via crucis, “que nos amou até o fim” (Jo 13,1), misericordioso e justo, fiel, manso e humilde, despojado e serviçal, permitimos que o Espírito Santo nos molde à sua imagem. É um processo de conversão, como disse o Papa Bento XVI, “aprendo a ver aquela pessoa já não somente com meus olhos e sentimentos, mas segundo a perspectiva de Jesus Cristo.” (DCE 18). Aprendemos a gratuidade do agir de Deus que nos leva a praticar as obras de misericórdia. O meio privilegiado é a Leitura Orante das páginas do Evangelho, pois “temos que ler e reler o Evangelho sem parar, de maneira que tenhamos o espírito, os fatos, as palavras e os pensamentos de Jesus diante de nós, a fim de que um dia possamos pensar, falar e atuar como ele o fez”. (Beato Carlos de Foucauld). Enfim, recordo as palavras do Papa na recente visita ao México: “Diga-me como rezas e te direi como vives; diga-me como vives e te direi como rezas!”

Por Dom Adelar Baruffi – Bispo de Cruz Alta (RS)

 

 

fonte/texto: noticiascatolicas.com.br

O novo curso a distância “Rota 300” recebe inscrições

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Em vista da preparação para a 1ª Romaria Nacional, dias 9 e 10 de abril, em Aparecida (SP), a Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB oferece curso online “Rota 300”. A formação aborda as diretrizes da Ação Evangelizadora da Juventude no Brasil, a partir de três eixos: missão; assessoria/capacitação e estruturas de acompanhamento.

O curso é gratuito, com aulas ministradas pelo bispo de Caxias (MA) e presidente da Comissão para a Juventude, dom Vilsom Basso, e pelo assessor da Comissão, padre Antônio Ramos do Prado. A metodologia do “Rota 300” está organizada em quatro videoaulas, com apostilas e avaliação final.

O curso é resultado da parceria entre a Comissão para a Juventude com a setor de Educação à Distância da Rede Século 21 (EAD Século 21). Podem se inscrever jovens e adultos interessados na missão e evangelização da juventude.

Acesse o site e saiba mais: www.eadseculo21.org.br/ead.

 

 

 

fonte/texto: CNBB