Santuário Astorga

Notícias do Santuário

Papa a pediatras: humanidade de Jesus sirva de modelo ao atender crianças

Posted on

O Papa Francisco recebeu na manhã desta quinta-feira (21), no Vaticano, 20 pediatras representantes da Federação Italiana que reúne mais de 5 mil médicos. No seu discurso, o Pontífice convidou a seguir o modelo de humanidade e dedicação de Jesus na hora de atender as crianças e de se relacionar com os pais – que procuram não só competência, mas segurança ao cuidar do que têm de mais precioso.

Andressa Collet – Cidade do Vaticano

O Papa Francisco recebeu em audiência nesta quinta-feira (21), na Sala dos Papas, no Vaticano, uma delegação de 20 médicos da Federação Italiana de Pediatras. A entidade, com 40 anos de atuação, apoia e tutela mais de 5 mil filiados, oferecendo suporte em diferentes áreas, da assistência à previdência, da jurídica à econômica. O empenho nos âmbitos da formação, da prevenção e da pesquisa renderam à Federação a acreditação como sociedade científica.

O pedido do Papa por assistência médica solidária

No discurso, entregue aos presentes, o Pontífice enalteceu a contribuição da Federação ao nascimento do Serviço Nacional de Saúde da Itália, mas, sobretudo, a dedicação dos pediatras do nascimento à adolescência, ”que exige conhecimento global do corpo humano e das suas patologias”. Uma ampla gama de competências que também exige “uma formação profunda de base e uma constante atividade de atualização” para que se possa “promover uma cultura mais eficaz para proteger a saúde das pessoas, em especial, dos pequenos”.

O Papa também se demonstrou preocupado com as consequências do progresso desenfreado nesse âmbito e, por isso, afirmou que é “urgente implementar um sério programa de educação à saúde e a estilos de vida que respeitam o organismo”. Além disso, encorajou os pediatras a trabalharem como “promotores de uma cultura e de uma assistência médica solidária e inclusiva”, para diminuir as desigualdades que afligem os mais vulneráveis e assegurar “assistência e prevenção, como direitos da pessoa”.

A inspiração que vem de Jesus

Junto à competência científica, Francisco então abordou a atenção dada às pessoas atendidas, incentivando o dom da escuta, da compreensão e de inspirar confiança. Bem como fazia Jesus:

“ Em virtude da fé que receberam, são chamados a tomar sempre como modelo de humanidade e dedicação aos outros a pessoa de Jesus, fonte de proximidade e ternura. Lendo e relendo frequentemente os textos do Evangelho em que Jesus encontra e cura os doentes, vocês atingem a linfa sempre nova para o ser e o agir de vocês. ”

Pediatras “treinados ao sorriso”

O Papa Francisco também lembrou a relação primária que os médicos têm com os pequenos pacientes, mas inclusive com os pais, que não buscam apenas competência médica, mas segurança do ponto de vista humano ao cuidar do que eles têm de mais precioso na vida.

“Em relação às crianças que atendem, elas são dotadas de antenas poderosas e captam rápido se estamos bem dispostos ou se, ao contrário, estamos distraídos – porque talvez gostaríamos de já ter terminado o turno, ou fazer tudo mais rápido ou ainda encontrar um paciente que grite menos… Vocês também são homens e mulheres, com as suas preocupações, mas sabemos que são também treinados ao sorriso, necessário para dar coragem e para se abrir à confiança dos pequenos; assim os remédios, então, são mais eficazes.”

“ Ao lidar com as crianças, tenhamos sempre em mente as palavras de Jesus. ”

O modelo de Jesus, a missão dos pediatras

O Papa recorda que inclusive o comportamento de Jesus era atrativo: não usava de convites ou presentes, mas da força e serenidade que faziam as crianças sempre irem ao encontro de dEle. Seguindo o modelo de Jesus, os médicos conseguem dar um testemunho cristão, não somente praticando valores evangélicos e de pertença à Igreja, mas, segundo Francisco, para ampliar o horizonte, aquele de um contexto social e de um sistema sanitário mais justo para o futuro.

“Vivendo com essa inspiração, o trabalho que realizam representa uma verdadeira e própria missão que envolve seja a mente que o coração. E, de qualquer maneira, não conhece desligamentos, porque mesmo que existam períodos de férias e folgas da atividade de trabalho, a profissão acompanha vocês sempre, e os envolve por mais tempo e bem mais a fundo que durante as horas em que estão no lugar de trabalho.”

Fonte/vaticanonews.va

Vários ataques a igrejas na França nos últimos dias

Posted on

Várias igrejas de toda a França foram atacadas na última semana; segundo o jornal espanhol ‘ABC’, foram 12 ataques e profanações de diversas magnitudes nos últimos 7 dias.

De acordo com ‘ABC’, um dos ataques mais importantes dos últimos dias foi o incêndio da igreja de Saint-Sulpice, que aconteceu no último domingo, pouco depois que foi celebrada a Missa das 12h e com o templo praticamente vazio.

Segundo informa este meio, o sacerdote desta paróquia viu um indivíduo que colocava fogo em madeiras ao redor do templo, mas não suspeitou dele.

A polícia tem sérias suspeitas de que o fogo foi provocado e está buscando o possível autor.

Também aconteceram outros ataques na cidade de Nimes, onde vândalos picharam uma cruz com excrementos humanos na igreja de Notre-Dame des Enfants, saquearam o ator principal, destruíram o sacrário e roubaram as hóstias consagradas quem foram encontradas posteriormente no lixo.

No leste da França, na cidade de Dijon, a igreja de Notre-Dame foi profanada e saqueada. As hóstias consagradas foram jogadas ao chão e pisoteadas.

No norte do país, na cidade de Lavaus, jovens supostamente bêbados atacaram a igreja do povoado, também torceram o braço de um Cristo com a intenção de fazer um gesto obsceno.

Na periferia de Paris também foram realizados ataques de diversa importância a várias igrejas.

Fonte: acidigital.com

Estes são os 7 bispos mártires que serão proclamados beatos

Posted on

Igreja reconheceu o martírio de sete bispos pertencentes à Igreja Greco-Católica da Romênia, em comunhão com Roma, que foram mortos pela ditadura comunista que governou o país entre 1950 e 1970.

Nesta terça-feira, 19 de março, o Papa Francisco autorizou a Congregação para as Causas dos Santos a promulgar o decreto que reconhece o martírio dos bispos Valeriu Traian Frenţiu, Vasile Aftenie, Ioan Suciu, Tit Liviu Chinezu, Ioan Balan, Alexandru Rusu e Iuliu Hossu , assassinado por ódio à fé em diferentes lugares da Romênia, entre 1950 e 1970.

Esse reconhecimento permitirá que os sete bispos assassinados por ódio à fé sejam proclamados beatos.

Como outros países do Leste Europeu, a Romênia foi ocupada por tropas soviéticas durante a Segunda Guerra Mundial. Deste modo, o país passou de uma ditadura fascista, aliada à Alemanha nazista a uma ditadura comunista sob o controle da União Soviética.

O comunismo na Romênia durou até a derrubada do ditador Ceausescu em 1989.

Valeriu Traian Frenţiu, Bispo de Oradea e depois Administrador Apostólico da Arquidiocese de Alba Iulia e Fagaras, foi preso em 28 de outubro de 1948 pelo regime comunista. Foi levado ao campo de concentração de Dragoslavele, depois, ao Mosteiro de Caldarusani – transformado em centro de reclusão –, e desde 1950, no centro penitenciário de Sighetul Marmatiei.

Nesta última prisão, não suportou as condições precárias do local e faleceu e 11 de julho de 1952. Seu corpo foi enterrado sem funerais em uma vala comum.

Vasile Aftenie foi bispo de Ulpiana. Foi preso em 28 de outubro de 1948 pelas autoridades comunistas e levado primeiro a Dragoslavele e depois para o campo de concentração construído no Mosteiro de Caldarusani, onde foi torturado e mutilado. Finalmente, foi detido na prisão de Vacaresti, onde morreu em 10 de maio de 1950.

Ioan Suciu foi bispo auxiliar de Oradea Mare e posteriormente Administrador Apostólico da Arquidiocese de Alba Iulia e Fagaras, juntamente com o Bispo Valeriu Traian Frenţiu. Foi preso em 28 de outubro de 1948 e seguiu o mesmo caminho dos outros bispos: primeiro foi preso em Dragoslavele e, em seguida, no Mosteiro de Caldarusani.

Em 1950, foi transferido para a prisão de Sighetul Marmatiei, onde foi torturado e abandonado entre a doença e a inanição. Morreu em 27 de junho de 1953 e foi enterrado em uma vala comum.

Tit Liviu Chinezu foi preso em 28 de outubro de 1948, junto com outros sacerdotes e bispos, e transferido para o Mosteiro de Neamt. Depois foi transferido para a prisão de Caldarusani onde, em 3 de dezembro de 1949, recebeu a ordenação episcopal de outros bispos presos.

Quando a notícia da ordenação chegou às autoridades comunistas, o novo bispo foi transferido para o centro penitenciário de Sighetul Marmatiei. No local, sofreu uma doença grave devido ao trabalho forçado, fome e frio. Morreu em 15 de janeiro de 1955 e foi enterrado em uma vala comum.

Ioan Balan foi consagrado bispo de Lugoj em 1936 e mais tarde foi nomeado Metropolita. Foi preso em 28 de outubro de 1948 e detido em Dragoslavele e depois no Mosteiro de Caldarusani.

Em maio de 1950, foi transferido para o centro penitenciário de Sighetul Marmatiei. Em 1956, foi transferido para o Mosteiro de Ciorogarla, onde ficou gravemente doente. Morreu em 4 de agosto de 1959.

Alexandru Rusu foi bispo de Maramure e Metropolita. Em 28 de outubro de 1948, as autoridades comunistas o deportaram para Dragoslavele e, como outros bispos católicos, mais tarde para o Mosteiro de Caldarusani e para o centro penitenciário Sighetul Marmatiei. Foi posteriormente transferido para outras prisões, adoeceu e morreu em 9 de maio de 1963.

Iuliu Hossu foi bispo da Eparquia Greco-Católica de Gerla, na Transilvânia. Em 28 de outubro de 1948, foi preso pelo governo comunista e deportado para Dragoslavele. Foi então transferido para o Mosteiro de Caldarusani e depois para a prisão de Sighetul Marmatiei.

Depois de passar por outros centros de detenção, foi transferido de volta para o Mosteiro de Caldarusani. Permaneceu encarcerado até sua morte em 28 de maio de 1970.

Fonte: acidigital.com

Religiosas com Síndrome de Down integram comunidade contemplativa na França

Posted on

Em Le Blanc, França, mulheres com Síndrome de Down e que ouvem o chamado de Deus a uma vida religiosa têm a oportunidade de dar seu ‘sim’ ao Senhor por meio das Irmãzinhas Discípulas do Cordeiro (Le petites soeurs disciples de l’Agneau).

Fundadas em 1985, com uma vocação contemplativa, estas religiosas se apoiam na Regra de São Bento e no caminho da Infância Espiritual de Santa Teresa do Menino Jesus.

Oferecem às jovens com síndrome de Down a possibilidade de realizar sua vocação religiosa, acompanhadas por outras irmãs da comunidade que não apresentam a mesma condição.

Conforme relata o site das Irmãzinhas, tudo começou com o encontro de duas mulheres: Madre Line, atual priora da comunidade, e Ir. Veronique, uma jovem com síndrome de Down, que hoje é religiosa.

Madre Line notou uma verdadeira vocação em Veronique e soube que ela precisaria de ajuda, porque todas as comunidades religiosas nas quais ela se apresentou se mostraram relutantes em recebê-la.

Assim, assinalam no site, “ano após ano, a comunidade – reconhecida pela Igreja e guiada pelo Espírito Santo – adaptou-se à Síndrome de Down e à vida religiosa com esta condição”.

A comunidade foi reconhecida em 1990 pelo então Arcebispo de Tours, Dom Jean Honoré, como uma associação pública de fiéis leigos, o que foi confirmado em 1995 pelo então Bispo de Bourges, Dom Pierre Plateau.

Em dezembro de 2011, Dom Armand Maillard, Bispo de Bourges, aprovou definitivamente a Constituição do Instituto das Irmãzinhas Discípulas do Cordeiro.

Em sua vida cotidiana, estas religiosas participam da Missa, rezam e realizam trabalhos de costura, bordados, confeitaria, entre outros. A comunidade recebe assistência do mosteiro beneditino de Fontgombault.

Em declarações ao jorna espanhol ‘La Razón’, em 2009, Madre Line expressou que “no âmbito espiritual, os termos de ‘validez’ e de ‘incapacidade’ devem se relativizar”, pois “a incapacidade mais grave acaso não é aquela produzida pelo pecado, que obstaculiza a vida de Deus na alma?”, pergunta-se.

Para a religiosa, “uma pessoa que acolhe plenamente a graça se constrói e se abre também humanamente”.

Em 2005, por ocasião de seus 20 anos de fundação, Dom Pierre Plateau animou as irmãzinhas a seguir respondendo o chamado de Cristo e assinalou que, “porque as ama, Jesus as chamou, provavelmente porque quer que sua pequena comunidade mostre a um mundo que pode ser muito egoísta a ternura de Deus para todos os que o reconhecem e como os pequenos são capazes de demonstrar muito amor e provavelmente mais do que outros. É sua maneira de proclamar a Boa Nova”.

Fonte: acidigital.com

Papa Francisco chama a receber “com carinho” imagem de Fátima na Argentina

Posted on

Através de uma mensagem de vídeo, o Papa Francisco encorajou todos os argentinos a receberem “com carinho” uma imagem de Nossa Senhora de Fátima que deixará Portugal para iniciar uma peregrinação pela Argentina em 2 de abril.  .

“Vocês vão receber a Virgem de Fátima. A diocese recebe a Mãe que vem visitá-los, ela vem dizer que os ama, que cuida de vocês. Recebam-na com carinho. Ela não vem sozinha, traz um grande presente”, manifestou o Papa Francisco.

Como exemplo, o Santo Padre mostrou uma bela imagem de Maria com o Menino Jesus e disse: “A Virgem parece ser o centro, mas não, o centro é Jesus. Olhem para as mãos, parecem uma escada; é Maria quem torna possível a descida de Jesus até nós, e é essa mãe que vai visitá-los”.

“Assim, quando receberem a sua visita, agradeçam-lhe por ter trazido Jesus e agradeçam-lhe por este mandamento tão grande que dá para todos nós: ‘Fazei tudo o que Ele vos disser’ Recebam a Virgem, façam-lhe festa porque é a Mãe e, sobretudo, pelo presente que lhes traz, que é Jesus. Que Deus os abençoe e rezem à Virgem por mim também”, finalizou o Papa Francisco.

Após a estreia mundial do filme “Fátima, o Último Mistério” em novembro do ano passado, um grupo de leigos de paróquias e movimentos eclesiais solicitou ao Santuário de Fátima, em Portugal, enviar uma das 13 réplicas da Virgem que peregrinam pelo mundo.

A resposta favorável chegou em 14 de janeiro e o grupo de fiéis criou a Missão Fátima Argentina, com o apoio da Missão Fátima Colômbia, país que recebeu a visita da imagem mariana em maio de 2018.

A Imagem Peregrina nº 10 de Nossa Senhora de Fátima chegará no dia 2 de abril a Buenos Aires. E, embora inicialmente devesse retornar em novembro, a organização da Missão Fátima Argentina teve que solicitar uma prorrogação da visita até meados de 2020, por causa do grande interesse demonstrado pelos fiéis.

“Sabemos quando a peregrinação começará, mas não quando terminará. Maria dirá”, explicou o porta-voz da atividade, Marcelo de Arrechea.

Arrechea disse ao Grupo ACI que o objetivo da atividade é “criar um ambiente parecido com o que se vive no Santuário de Fátima, despertando a devoção pela mensagem da Virgem como chamado à conversão do coração”.

Com esse fim, a missão se desenvolve através dos dois pilares da mensagem de Fátima: a oração e a conversão dos pecadores.

Segundo o Santuário de Fátima, esta “é a primeira vez que a Imagem Peregrina nº 10 estará na Argentina”. Anteriormente, há registo da visita da Imagem Peregrina nº 2 em 2003 e 2004; nº 5 em 2010; e nº6 em 2009 e 2011.

Até o momento, assinala o Santuário mariano, está confirmada a passagem da imagem por 24 dioceses: Venado Tuerto, Villa de la Concepción del Rio Cuarto, La Plata, Villa María, Rosario, San Isidro, Santo Domingo en Nueve de Julio, Formosa, Nicolás de los Arroyos, San Francisco, Chascomús, Oberá, Mar del Plata, Morón, Azul, Gregorio de Laferrere, Paraná, Mercedes-Luján, Salta Corrientes, Buenos Aires, San Luis, Santa Fé da Vera, e La Rioja.

O programa desta peregrinação incluirá orações do Terço, adorações ao Santíssimo Sacramento, vigílias noturnas, Consagração ao Imaculado Coração de Maria, procissões, visitas a presídios, hospitais, entre outras atividades.  

Fonte: acidigital.com

África: Igreja em Moçambique se solidariza com vítimas de ciclone

Posted on

Igreja Católica em Moçambique manifestou sua solidariedade às milhares de famílias afetadas pelo ciclone Idai, que atinge a costa do país africano desde 14 de março.

O Secretário Geral da Conferência Episcopal de Moçambique e Bispo de Pemba, Dom Luis Fernando Lisboa, expressou as suas condolências às famílias das vítimas mortais.

De acordo com informações mais recentes, estima-se que haveria pelo menos 1.500 feridos nas cidades da Beira, Dondo (Sofala) e Chimonio (Manica), além das principais estradas destruídas em consequência do desastre.

Por sua parte, o presidente da República, Filipe Nyusi, manifestou na segunda-feira na rádio local que, “oficialmente, temos um registro de mais de 84 mortes, mas tudo indica que podemos ter uma cifra de mais de mil mortos”. Por sua vez, acrescentou que “cem mil pessoas estão em perigo”.

Nyusi fez estas declarações depois de sobrevoar as áreas afetadas nas províncias de Sofala e Zambézia, para ver a extensão da destruição e verificar os trabalhos de resgate.

Informou-se que o ciclone afetou infraestruturas públicas, privadas e residenciais. Além disso, pediu-se ajuda internacional para atender os afetados.

O ciclone Idai passou por Moçambique como uma tempestade de categoria 2, de alto nível, com 175 quilômetros por hora na última quinta-feira.

Várias equipes de paramédicos e instituições estiveram nas zonas afetadas prestando assistência às vítimas.

Fonte: acidigital.com

Audiência: “Pai-Nosso é uma oração combativa. Deus quer a nossa salvação”

Posted on

Na catequese da Audiência Geral, o Papa Francisco deu prosseguimento à série sobre o Pai-Nosso, falando desta vez da terceira invocação: “Seja feita vossa vontade”.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

“Seja feita a vossa vontade” foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência desta quarta-feira (20/03).

Prosseguindo a série sobre o “Pai-Nosso”, o Pontífice aprofundou a terceira invocação, depois do “Seja santificado o vosso nome” e “Venha a nós o vosso Reino”.Ouça a reportagem com a voz do Papa Francisco

Deus bate à porta do nosso coração

A vontade de Deus foi encarnada em Jesus, explicou o Papa, e esta vontade é buscar e salvar aquilo que está perdido. E nós, na oração, pedimos que a oração de Deus se realize, que seu desenho de salvação se realize primeiro em cada um de nós e depois em todo o mundo:

“ Vocês já pensaram que Deus está me procurando, a cada um de nós, pessoalmente? Deus é grande, quanto amor está por trás disso. ”

Com seu amor, prosseguiu, Deus bate à porta do nosso coração para nos atrair a Ele e nos levar avante no caminho da salvação. Deus está próximo a cada um de nós com o seu amor para nos levar pela mão até a salvação.LEIA TAMBÉM

Audiência Geral de 20 de março de 2019

O amor de Deus nos liberta

Rezando “seja feita a vossa vontade” não somos convidados a abaixar servilmente a cabeça, “como se fôssemos escravos”.  “Deus nos quer livres e Seu amor nos liberta.” O “Pai-Nosso”, de fato, é a oração dos filhos que conhecem o coração de seu pai e estão certos do seu desígnio de amor.

Ai de nós se, pronunciando essas palavras, levantássemos as costas em sinal de rendição diante de um destino que nos repugna e não conseguimos transformar.

Pelo contrário, é uma oração repleta de confiança em Deus que quer para nós o bem, a vida, a salvação. Uma oração corajosa, inclusive combativa, porque no mundo existem muitas, demasiadas realidade que não são segundo o plano de Deus. “Ele quer a paz.”

Nada é aleatório na fé cristã

O “Pai-Nosso”, disse ainda Francisco, é uma oração que acende em nós o mesmo amor de Jesus pela vontade do Pai, uma chama que leva a transformar o mundo com o amor.

“ Não há nada de aleatório na fé dos cristãos: há, ao invés, uma salvação que espera manifestar-se na vida de cada homem e mulher e realizar-se na eternidade. ”

Se rezamos, é porque acreditamos que Deus pode e quer transformar a realidade vencendo o mal com o bem. A este Deus faz sentido obedecer e abandonar-se mesmo na hora da provação mais dura.

Deus, por amor, pode nos levar a caminhar por sendas difíceis, a experimentar feridas e espinhas dolorosas, mas jamais nos abandonará. “Para um fiel, esta, mais do que uma esperança, é uma certeza. Deus está comigo!”, recordou Francisco.

O Papa terminou a catequese convidando os fiéis a rezarem cada um na sua língua a oração do Pai-Nosso.

Fonte/vaticanonews.va

Moçambique: Papa manifesta solidariedade às vítimas das inundações

Posted on

Moçambique, Zimbábue e Malauí estão sofrendo com inundações que “semearam luto e devastação”. Papa Francisco expressa sua proximidade.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

Ao final da Audiência Geral desta quarta-feira (20/03), o Papa Francisco manifestou sua solidariedade aos habitantes de Moçambique, Zimbábue e Malauí, que estão sofrendo com inundações que “semearam luto e devastação”.

“A essas queridas populações, expresso a minha dor e a minha proximidade. Confio as muitas vítimas e suas famílias à misericórdia de Deus e imploro conforto e apoio aos que foram atingidos por esta calamidade.”

Só em Moçambique, a passagem do ciclone Idai e as cheias que se seguiram já provocaram mais de 200 mortos, segundo o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi. A Cruz Vermelha Internacional indicou também que pelo menos 400.000 pessoas estão desalojadas.

Fonte/vaticanews.va

São José, o inspirador dos Papas

Posted on

Uma ligação especial liga os Papas dos últimos cem anos com a imagem de São José. O “estilo” do esposo de Maria e guardião silencioso de Jesus inspirou de vários modos o ministério petrino dependendo da época e da experiência pessoal.

Cidade do Vaticano

A silhueta de São José estendida no sono, ao lado da mesa onde estuda e assegura as necessidades da Igreja universal, está ali para recordar que também em um sonho pode se esconder a voz de Deus. Papa Francisco tem ao seu lado, desde sempre, nos quartos onde morou e estudou a pequena estátua de São José dormindo.Ouça e compartilhe

O “solucionador”

Até hoje a estátua de São José está sobre a sua escrivaninha na Casa Santa Marta. Esta imagem, e a devoção de Francisco por aquilo que representa, teve uma imprevista popularidade mundial quando alguns anos atrás o próprio Papa falou durante o Encontro Mundial das Famílias em Manila.

Uma confidência que revelou uma confiança total na força mediadora do pai putativo de Jesus e uma admiração pelo papel e pelo estilo que José sempre encarnou:

Amo muito São José, porque é um homem forte e silencioso. Na minha escrivaninha, tenho uma imagem de São José que dorme e, quando tenho um problema, uma dificuldade, escrevo um bilhetinho e meto-o debaixo de São José, para que o sonhe. Este gesto significa: reza por este problema! (Encontro com as famílias em Manila – 16 de janeiro de 2015).

Um nome para muitos Papas

Depois de Pedro, muitos Joãos, Bentos, Paulos, Gregórios, mas nenhum José. Nunca teve um Papa com este nome. Porém, muitos deles, especialmente no último século, o tiveram como nome de Batismo, como se os homens chamados para custodiar Jesus fosse um viático para os homens chamados para custodiar a Igreja. No início do século XX José Melchiorre Sarto torna-se Pio X e mais tarde sobem ao trono de Pedro Angelo José Rocalli, Karol Józef Wojtyla e Joseph Ratzinger. Francisco não se chama José, mas celebra, agradecido, a sua Missa de início de ministério dia 19 de março. Invocações que recordam o discreto modelo que inspira.

Muitos Papas por um nome

As etapas que levaram a Igreja a estabelecer o culto de São José foram muito longas, desde Sisto V que no final do século XV fixou a data da festa para 19 de março até a última decisão de Papa Francisco que, confirmando a vontade Bento XVI, no dia 1º de maio de 2013 decreta o acréscimo do nome de São José, Esposo da Bem-Aventurada Virgem Maria, nas Orações eucarísticas II, III e IV (precedentemente João XXIII tinha estabelecido em 13 de novembro de 1962 a introdução no antigo Cânone romano da Missa, ao lado do nome de Maria e antes dos Apóstolos). Foi também João XXIII, que querendo confiar ao “pai” terreno de Jesus o Concílio Vaticano II, escreveu em 1961 a Carta Apostólica Le Voci, na qual faz um tipo de sumário da devoção a São José sustentada pelos seus predecessores. Não são opacas operações de “burocracia” litúrgica. Por trás de cada novo decreto colhe-se um sentimento e uma consciência eclesial cada vez mais enraizada como por exemplo, como aconteceu a Pio XII, podem chegar a marcar também na vida civil.

Um Santo que trabalha

No dia primeiro de maio de 1955, era um domingo e a Praça São Pedro estava repleta de fiéis. Pio XII faz um discurso enérgico aos presentes exortando todos a se orgulharem da sua identidade cristã frente às ideologias socialistas que pareciam dominar . No final surpreende a multidão com um “presente” que entusiasma todos:

Para que todos entendam este significado (…) queremos anunciar a Nossa determinação de instituir – como de fato instituímos – a festa litúrgica de São José operário, marcando-a no dia 1º de maio. Trabalhadores e trabalhadoras, agrada-vos o nosso dom? Temos certeza que sim, porque o humilde artesão de Nazaré não só personifica junto a Deus e a Santa Igreja a dignidade do trabalhador, mas é também sempre providente guardião vosso e de vossas famílias” (Festa de S. José Operário – 1º de maio de 1955).

“Papa José” não é possível

Quatro anos mais tarde a Igreja estava sendo guiada por um homem que queria se chamar “Papa José”. Renunciou, disse, porque “não é usado entre os Papas”, mas a explicação revela a nostalgia e a forte devoção que João XXIII tinha por São José:

“Faça com que também os teus protegidos compreendam que não estão sós no seu trabalho, mas saibam descobrir Jesus ao seu lado, acolhê-lo com a graça, custodiá-lo com a fé como tu o fazes. E faça com que em cada família, em cada fábrica, oficina, onde quer que trabalhe um cristão, tudo seja santificado na caridade, na paciência, na justiça, na busca do fazer bem, para que desçam abundantes dons da celeste predileção” (19 de março de 1959)

O homem dos riscos

Paulo VI também não se chama José, mas de 1963 a 1969 em particular, não deixa de celebrar uma Missa na solenidade de 19 de março. Cada homilia torna-se uma peça que forma um retrato pessoal com o qual Paulo VI mostra-se fascinado pela “completa e submissa dedicação” de José à sua missão, do homem “talvez tímido” mas dotado “de uma grandeza sobre-humana que encanta”.

São José, um homem ‘comprometido’ como se diz agora, por Maria, a eleita entre todas as mulheres da terra e da história, sempre sua virgem esposa, também fisicamente sua mulher, e por Jesus, em virtude da descendência legal, não natural, sua prole. A ele, os pesos, as responsabilidades, os riscos, as preocupações da pequena e singular sagrada família. A ele o serviço, a ele o trabalho, a ele o sacrifício, na penumbra do quadro evangélico, no qual nos agrada contemplá-lo, e certamente, sem dúvida, agora que tudo conhecemos, chamá-lo feliz, bem-aventurado. Isso é Evangelho. Nele os valores da existência humana assumem medidas diferentes daquela que somos acostumados a apreciar: aqui o que é pequeno torna-se grande” (Homilia de 19 de março de 1969).

O esposo sublime

Em 26 anos de pontificado João Paulo II falou de São José em infinitas ocasiões e, sempre disse que rezava intensamente pelo santo todos os dias. Essa devoção se resume no documento que lhe dedica em 15 de agosto de 1989, com a publicação da Exortação Apostólica Redemptoris Custos, escrita 100 anos depois da Quamquam Pluries de Leão XIII. No documento Papa Wojtyla aprofunda a vida de José em vários aspectos principalmente o do matrimônio cristão no qual oferece uma profunda leitura da relações entre os dois esposos de Nazaré.

A dificuldade de se aproximar ao mistério sublime da sua comunhão esponsal levou todos, desde o século II, a atribuir a José uma idade avançada e a considerá-lo guardião, mais do que esposo de Maria. É o caso de supor, ao invés, que na época ele não fosse um homem idoso, mas que a sua perfeição interior, fruto da graça, o levasse a viver com afeto virginal a relação esponsal com Maria” (Audiência Geral de 1996).

O pai silencioso

De São José não se conhecem as palavras, apenas os silêncios. Bento XVI aprofunda-se na aparente ausência de São José e extrai dela a riqueza de uma vida completa, de um homem fundamental que com seu exemplo sem proclamações marcou o crescimento de Jesus o homem-Deus:

Um silêncio graças ao qual José, em união com Maria, custodia a Palavra de Deus (…) um silêncio marcado pela oração constante, oração de bênção do Senhor, de adoração da sua santa vontade e de confiança sem reservas à sua providência. Não se exagera quando se pensa que do próprio “pai” José, Jesus tenha tomado – no plano humano – a robusta interioridade que é pressuposto da autêntica justiça, a “justiça superior”, que ele um dia ensinará aos seus discípulos”. (Angelus de 2005)

 O Santo da ternura

Da pequena “paróquia” de Santa Marta, Papa Francisco refletiu muito sobre o Santo ao qual confia todas suas preocupações. “O homem que custodia, o homem que faz crescer, o homem que leva adiante toda paternidade, todo mistério, mas não pega nada para si”, disse um uma das Missas matutinas. Por fim, em 20 de março de 2017 sublinha que José é o homem que age também quando dorme porque sonha o que Deus quer.

Hoje gostaria de pedir que nos conceda a todos a capacidade de sonhar, porque quando sonhamos coisas grandes, bonitas, aproximamo-nos do sonho de Deus, daquilo que Deus sonha sobre nós. Que conceda aos jovens — porque ele era jovem — a capacidade de sonhar, de arriscar e de cumprir as tarefas difíceis que viram nos sonhos. E conceda a nós a fidelidade que em geral cresce numa atitude correta, cresce no silêncio e na ternura que é capaz de guardar as próprias debilidades e as dos outros”.

Fonte /vaticannews.va

A Igreja terá 9 novos Beatos e 5 Veneráveis

Posted on

Recebendo nesta terça-feira (19/03) em audiência o card. Angelo Becciu, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, o Papa Francisco autorizou a promulgação dos novos Decretos que darão à Igreja 9 novos Beatos e com o reconhecimento das virtudes heróicas: 5 novos Veneráveis Servos de Deus.

Os 9 novos Beatos

Pelo milagre, atribuído à intercessão da Venerável Serva de Deus Maria Emilia Riquelme y Zayas, Fundadora da Congregação das Irmãs Missionárias do Santíssimo Sacramento e da Beata Maria Virgem Imaculada, nascida em Granada (Espanha) em 5 de agosto de 1847 e ali falecida em 10 de dezembro de 1940;

Pelo martírio dos Servos de Deus Valerio Traiano Frenţiu, Vasile Aftenie, Giovanni Suciu, Tito Livio Chinezu, Giovanni Bălan, Alessandro Rusu e Giulio Hossu, bispos; assassinados por ódio à Fé em vários lugares da Romênia entre 1950 e 1970;

Pelo martírio do Servo de Deus Alfredo Cremonesi, sacerdote professo do Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras; nascido em Ripalta Guerina (Itália) em 16 de maio de 1902 e assassinado por ódio à Fé no vilarejo de Donoku (Myanmar) em 7 de fevereiro de 1953;

Os 5 novos Veneráveis Servos de Deus

Pelas virtudes heróicas do Servo de Deus Francesco Maria Di Francia, sacerdote diocesano, Fundador da Congregação das Irmãs Capuchinhas do Sagrado Coração; nascido em Messina (Itália) em 19 de fevereiro de 1853 e falecido em Roccalumera (Itália) em 22 de dezembro de 1913;

Pelas virtudes heróicas da Serva de Deus Maria Hueber, Fundadora da Congregação das Irmãs Terciárias de São Francisco; nascida em Bressanone (hoje Itália) em 22 de maio de 1653 e ali falecida a 31 de julho de 1705;

Pelas virtudes heróicas da Serva de Deus Maria Teresa Camera, Fundadora da Congregação das Filhas de Nossa Senhora da Piedade; nascida em Ovada (Itália) em 8 de outubro de 1818 e ali falecida a 24 de março de 1894;

Pelas virtudes heróicas da Serva de Deus Maria Teresa Gabrieli, Co-fundadora da Congregação das Irmãs das Pobrezinhas – Instituto Palazzolo; nasceu em Bérgamo (Itália) no dia 13 de setembro de 1837 e ali morreu no dia 6 de fevereiro de 1908;

Pelas virtudes heróicas da Serva de Deus Giovanna Francesca do Espírito Santo (nome de nascimento, Luisa Ferrari), Fundadora do Instituto das Irmãs Franciscanas Missionárias do Verbo Encarnado; nascida em Reggio Emilia (Itália) em 14 de setembro de 1888 e falecida em Fiesole (Itália) em 21 de dezembro de 1984.

Padre Alfredo Cremonesi mártir em Myanmar

Entre os novos Beatos está o padre Alfredo Cremonesi, missionário do PIME na Birmânia (Myanmar), assassinado em 7 de fevereiro de 1953 no seu vilarejo de Donokù. Foi imediatamente invocado como “mártir”, porque deu a sua vida pelo seu rebanho. Tinha sido convidado a retirar-se de um lugar muito perigoso: ficou com o seu povo pagando com a sua vida. Três os motivos para a sua próxima beatificação: o padre Cremonesi era, antes de mais nada, um missionário santo. O martírio foi um dom de Deus a um homem que já era todo seu: oração, mortificação, doação total ao próximo mais pobre e abandonado. Os santos nunca envelhecem. O padre Alfredo era também um missionário moderno. Ele tinha um conceito avançado de missão (para aqueles tempos): diz-nos que devemos sempre olhar em frente, estar abertos às coisas novas que o Espírito suscita na Igreja, mesmo que perturbem a nossa preguiça. Enfim, ele era um autêntico missionário, projetado para tribos não-cristãs para anunciar Cristo. Grande viajante, percorria longas distâncias quase sempre a pé, entre guerrilheiros e ladrões, e se adaptava à vida das pessoas locais, com grande espírito de sacrifício.

Fonte: acidigital.com