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JMJ 2022: Exortação “Christus Vivit” inspira jovens ao encontro de Cristo

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Rumo às JMJ 2022 em Portugal recordamos a Exortação Apostólica de Francisco e três verdades inspiradoras: Deus ama-te, Cristo salva-te e Cristo vive.

As Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) de 2022 vão começar oficialmente o seu tempo de preparação no próximo mês de abril. Os jovens portugueses vão peregrinar a Roma de 3 a 6 de abril para receberem os símbolos das JMJ: a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora “Salus Populi Romani”. Encontrarão o Papa Francisco no Domingo de Ramos, 5 de abril.

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Precisamente, na Páscoa de 2019 na sua Mensagem e Benção Urbi et Orbi, o Papa Francisco recordou as palavras iniciais da sua Exortação Apostólica dedicada aos jovens. Um texto que é uma verdadeira inspiração para os jovens caminharem ao encontro de Jesus: “Christus Vivit”, “Cristo Vive”.

“Cristo Vive: é Ele a nossa esperança e a mais bela juventude deste mundo! Tudo o que toca torna-se jovem, fica novo, enche-se de vida. Por isso as primeiras palavras, que quero dirigir a cada jovem e a cada cristão, são estas: Ele vive e quer-te vivo! Ele está em ti, está contigo e jamais te deixa. Por mais que te possas afastar, junto de ti está o Ressuscitado, que te chama e espera por ti para recomeçar. Quando te sentires envelhecido pela tristeza, os rancores, os medos, as dúvidas ou os fracassos, Jesus estará a teu lado para te devolver a força e a esperança.” (Christus vivit, 1-2).

O capítulo IV da Exortação Apostólica “Christus Vivit” apresenta Cristo, o grande anúncio para todos os jovens. No seu texto o Papa Francisco afirma três verdades “que todos nós precisamos de escutar sempre de novo”. Diz o Papa: Deus ama-te, Cristo salva-te e Cristo vive.

Um Deus que é amor

A primeira verdade apresentada pelo Santo Padre é que Deus nos ama, pois Deus é amor. “Em toda e qualquer circunstância, és infinitamente amado” – escreve Francisco.

Mesmo que a experiência de paternidade de um jovem não tenha sido a melhor, uma coisa é certa para o Papa: “… podes lançar-te, com segurança, nos braços do teu Pai divino, do Deus que te deu a vida e continua a dá-la a cada momento”.

Francisco recorda várias passagens bíblicas com expressões do amor de Deus:

«Segurava-os com laços humanos, com laços de amor, fui para eles como os que levantam uma criancinha contra o seu rosto» (Os 11, 4).

«Acaso pode uma mulher esquecer-se do seu bebé, não ter carinho pelo fruto das suas entranhas? Ainda que ela se esquecesse dele, Eu nunca te esqueceria» (Is 49, 15).

«Ainda que os montes sejam abalados e tremam as colinas, o meu amor por ti nunca mais será abalado, e a minha aliança de paz nunca mais vacilará» (Is 54, 10).

«Amei-te com um amor eterno. Por isso, dilatei a misericórdia para contigo» (Jr 31, 3).

Para Deus “és realmente valioso” – escreve o Papa dirigindo-se a cada jovem e pede: “Procura ficar um momento em silêncio, deixando-te amar por Ele”.

Deus tem um amor que não “esmaga”, não “marginaliza”, “nem silencia”. “Não humilha”, “nem subjuga” – escreve o Papa sublinhando que o amor de Deus é “feito de liberdade e para a liberdade”, um amor que é “mais de levantamentos que de quedas, mais de reconciliação que de proibições, mais de dar nova oportunidade que de condenar, mais de futuro que de passado”.

Cristo salva-te

A segunda verdade apresentada pelo Papa é que “Cristo entregou-Se até ao fim para te salvar” – diz Francisco dirigindo-se pessoalmente a cada jovem.

Com os seus “braços abertos na cruz” Jesus leva “até ao extremo o seu amor” por cada um de nós. “São Paulo dizia viver confiado naquele amor que, por ele, se deu totalmente: «A vida que agora tenho na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus que me amou e a Si mesmo Se entregou por mim» (Gal 2, 20).”

Jesus abraça-nos para nos salvar “do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento”. “Nunca esqueças que «Ele perdoa setenta vezes sete” – recorda o Papa sublinhando que Jesus nos permite “levantar a cabeça e recomeçar”.

“Abraçou o filho pródigo, abraçou Pedro depois de O ter negado e abraça-nos sempre” – escreve Francisco propondo caminho a cada jovem: “Fixa os braços abertos de Cristo crucificado, deixa-te salvar sempre de novo. E quando te aproximares para confessar os teus pecados, crê firmemente na sua misericórdia que te liberta de toda a culpa. Contempla o seu sangue derramado pelo grande amor que te tem e deixa-te purificar por ele. Assim, poderás renascer sempre de novo” – declara o Santo Padre.

Ele vive!

Existe ainda uma terceira verdade, segundo o Papa: “Ele vive!” Cristo vive. “É preciso recordá-lo com frequência, porque corremos o risco de tomar Jesus Cristo apenas como um bom exemplo do passado, como uma recordação, como Alguém que nos salvou há dois mil anos” – escreve o Santo Padre.

“Se Ele vive, isso é uma garantia de que o bem pode triunfar na nossa vida e de que as nossas fadigas servirão para qualquer coisa. Então podemos deixar de nos lamentar e podemos olhar em frente, porque com Ele é possível sempre olhar em frente. Esta é a certeza que temos: Jesus é o vivente eterno; agarrados a Ele, viveremos e atravessaremos, ilesos, todas as formas de morte e violência que se escondem no caminho” – afirma Francisco.

O Papa exorta os jovens a viverem em intimidade com Jesus e declara que se cada um começar “a conversar com Cristo vivo sobre as coisas concretas” da vida, “esta será a grande experiência, será a experiência fundamental que sustentará” a vida cristã de cada pessoa.

O Espírito dá vida

No capítulo IV da Exortação “Cristo Vive”, o Papa pede aos jovens que invoquem o Espírito Santo todos os dias “para que renove” a “experiência do “grande anúncio”. Francisco afirma que o amor não se encontra “usando” ou “possuindo os outros”, mas encontra-se permanecendo no amor de Deus deixando-se “guiar pelo Espírito Santo”. “Deixa-te enamorar por Ele” – diz o Papa – e “tudo será diferente”.

As próximas Jornadas Mundiais da Juventude vão decorrer em Portugal, no verão de 2022, e têm por tema “Maria levantou-se e partiu apressadamente”. Agora em fevereiro serão anunciados o logo e o hino do evento.

As JMJ estão a começar a ganhar ritmo e os jovens portugueses iniciam em Roma, em abril, no Domingo de Ramos, com o Papa, um caminho de preparação para acolherem em Portugal jovens de todo o mundo em 2022.

fonte: Vatican News

Hoje é celebrado Santo Antão, ilustre pai dos monges cristãos

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Neste dia 17 de janeiro, celebra-se a festa de Santo Antão, também conhecido como Santo Antônio Abade, ilustre pai dos monges cristãos e modelo de espiritualidade ascética.

Seu nome significa “florescente”. Nasceu no Egito, por volta do ano 250, de pais camponeses e ricos. Em uma Missa, ressoaram nele as palavras de Jesus: “Se quer ser perfeito, vai, vende tudo o que tem e dá aos pobres”.

Quando seus pais morreram, tinha cerca de 20 anos. Repartiu seus bens entre os pobres e foi fazer penitência no deserto. Ali, passou a ter uma vida de eremita e, mais tarde, viveu junto a um cemitério, refletindo neste tempo sobre a vida de Jesus, que venceu a morte.

Fazia trabalho manual pois tinha ouvido que “o que não quer trabalhar não tem direito de comer” (2Ts 3,10). “Do que recebia guardava algo para sua manutenção e o resto dava aos pobres”, afirma Santo Atanásio na biografia que escreveu sobre o santo.

Organizou comunidades de oração e trabalho. Entretanto, optou, novamente, por ir para o deserto, onde integrou sua vida solitária com a direção e organização de um grupo de eremitas que se encontravam nessa área.

Assim, Santo Antão se tornou um dos iniciadores das comunidades de monges na história do cristianismo, que logo foram se expandindo por todo o mundo e que seguem existindo atualmente.

Junto com o Bispo Santo Atanásio, defendeu a fé contra o arianismo, uma heresia que negava a divindade de Jesus Cristo. Além disso, segundo São Jerônimo, o abade Santo Antão foi amigo de São Paulo, o eremita.

“Orava constantemente, tendo aprendido que devemos orar em privado sem cessar. Além disso, estava tão atento à leitura da Sagrada Escritura, que nada se lhe escapava: retinha tudo, e assim sua memória lhe servia de livros”, destaca Santo Atanásio.

“Todos os aldeões e os monges com os quais estava unido viram que classe de homem era ele e o chamavam ‘o amigo de Deus’, amando-o como filho ou irmão”, acrescenta.

Santo Antão partiu para a Casa do Pai por volta do ano 356, no monte Colzim, perto do Mar Vermelho. É considerado também padroeiro dos tecelões de cestas, fabricantes de pincéis, cemitérios e açougueiros.

Fonte:acidigital.com.br

Núncio no México espera que Vaticano investigue “rede de encobrimento” na Legião de Cristo

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O Núncio Apostólico no México, Dom Franco Coppola, expressou sua confiança de que, após a recente expulsão do estado clerical de Fernando Martínez Suárez, membro dos Legionários de Cristo, o Vaticano se ocupe da “rede de encobrimento” que persistiria em seu interior.

Em comunicação com a ACI Prensa, agência em espanhol do Grupo ACI, Dom Coppola assinalou que “estamos à espera de que a Congregação (para a Doutrina da Fé, do Vaticano), uma vez condenado o abusador, possa se ocupar desta rede de encobrimento que saiu à luz depois das declarações das vítimas”.

“Estou certo de que, se a justiça for feita neste caso, será um sinal de esperança para outras vítimas que estão caladas, fechadas em sua dor e sem esperança de justiça”, disse.

Em 13 de janeiro, após uma revisão do caso pela Congregação para a Doutrina da Fé, o Papa Francisco expulsou do estado clerical Martínez Suárez, que durante seu ministério sacerdotal abusou de pelo menos seis meninas entre 6 e 11 anos, no início dos anos 1990.

Meses atrás, Martínez Suárez foi acusado publicamente de abusar de meninas no início dos anos 1990, quando dirigia o Instituto Cumbres, em Cancun (México), uma escola administrada pelos Legionários de Cristo.

Em um documento publicado em 22 de novembro de 2019, os Legionários de Cristo confirmaram que Martínez Suárez abusou de pelo menos seis meninas, entre 1991 e 1993.

Também há uma acusação contra o ex-sacerdote realizada em 1969, pelo abuso de um menino de 4 a 6 anos, assim como de uma menina em 1990. Ambos os casos correspondem ao Instituto Cumbres Lomas, na Cidade do México.

O caso de Martínez Suárez reavivou os questionamentos aos Legionários de Cristo e ao seu processo de renovação.

Fundados em 1941 por Marcial Maciel, sacerdote falecido que cometeu diversos abusos sexuais reconhecidos posteriormente pela organização, os Legionários de Cristo passaram por um processo de renovação e purificação acompanhado pelo Vaticano, que recentemente levou à criação da Federação Regnum Christi, a qual inclui esta congregação, assim como as Consagradas de Regnum Christi e os leigos Consagrados de Regnum Christi.

No entanto, para as vítimas de Martínez Suárez, esse caso evidenciaria que o encobrimento e a cumplicidade com os abusadores persistem entre os membros dos Legionários de Cristo.

Para o Núncio no México, “a expulsão de Fernando Martínez é, obviamente, apenas um primeiro passo. Sei que justamente as vítimas reclamam que a sanção chegou tarde demais, 27 anos depois dos abusos denunciados! Mas quero observar que essa primeira sentença foi proferida menos de oito meses após a Congregação para a Doutrina da Fé e o Papa serem informados dos fatos”.

“Por outro lado, a própria investigação publicada em novembro pelos Legionários revela que houve uma série de comportamentos inapropriados por parte do governo desta congregação, desde quando os fatos ocorreram até maio passado, quando a denúncia de uma das vítimas revelou publicamente a existência de um caso que até os atuais superiores conheciam e, apesar das disposições da Igreja, que reserva o juízo sobre estes casos à Congregação para a Doutrina da Fé, decidiram não se envolver no assunto”.

“É por esse motivo que o Tribunal Eclesiástico de Monterrey, ao qual algumas vítimas de Fernando Martínez se dirigiram, solicitou à Congregação para a Doutrina da Fé a autorização para abrir um processo criminal e um processo para a reparação dos danos contra todos aqueles que se envolveram neste caso, para determinar se houve encobrimento e para impor as penas adequadas”, explicou.

O Núncio também destacou a “penalidade muito mais severa e radical” imposta pelo Papa Francisco a Martínez Suárez, em comparação com as restrições anteriormente aplicadas pelos Legionários de Cristo. “Somente o Papa pode suspender de forma definitiva, por toda a vida, sem a possibilidade de retornar ao exercício do ministério”, afirmou.

“Agora, Fernando Martínez não pode exercer nenhum ministério, nem privado nem público, nem fora nem dentro de sua casa, e isso definitivamente, por toda a vida. Trata-se da máxima pena definitiva que existe na Igreja para um clérigo”, destacou.

Em seguida, Dom Coppola indicou que a decisão do Santo Padre de que Martínez Suárez permaneça como membro dos Legionários de Cristo, em sua opinião, “é uma medida para garantir algum controle”.

“Houve outros casos nos quais sacerdotes membros dos Legionários foram demitidos do estado clerical e expulsos de sua congregação. Sabe qual foi o resultado? Que estas pessoas, agora livres de toda obrigação, tornaram-se fugitivas e agora a justiça civil não pode castigá-los como se deve”.

Além disso, ressaltou que em sua coletiva de imprensa, em 14 de janeiro, a Conferência do Episcopado Mexicano pediu às autoridades que se revogue ou se amplie o período de prescrição dos delitos de abuso sexual de menores. “Se este pedido for acolhido, a sociedade mexicana estará mais segura, as vítimas estarão mais protegidas e os abusadores saberão que mais cedo ou mais tarde terão que pagar a sua dívida com a justiça”, assegurou.

Tendo em vista o próximo Capítulo Geral que os Legionários de Cristo realizarão a partir de 20 de janeiro, em Roma, o representante no México enfatizou que um evento como esse sempre “desperta esperança: esperança de maior fidelidade ao seu carisma e de uma colaboração mais adequada às exigências de nosso tempo na obra de evangelização, que é a missão de toda a Igreja”.

Para Dom Coppola, “teria sido um grande gesto de humildade, de liberdade diante das acusações e honras humanas e de amor para com sua congregação, se todos os envolvidos na investigação do Tribunal de Monterrey tivessem renunciado a participar deste capítulo, como as vítimas solicitaram”.

“Penso que nenhum deles pode ser considerado indispensável para o capítulo de sua congregação. Em vez disso, como este capítulo será julgado no futuro se esses sacerdotes forem efetivamente condenados? Não será uma mancha para todo o capítulo e para a congregação?”.

“Infelizmente, até agora, não tenho nenhuma notícia de que esse convite tenha sido acolhido ou levado em consideração; na verdade, eu não soube sequer se eles responderam explicando por que não renunciar a participar”, indicou.

Embora o Núncio no México tenha destacado que soube de testemunhos sobre a importante atividade apostólica dos legionários, “também ouvi testemunhos tristes de pessoas gravemente feridas que lamentaram que, em vez de encontrar entendimento e conforto, encontraram silêncio e negação”.

“Eu não sou ninguém para julgar, mas humildemente penso, pelo menos no que se refere ao caso que passou sob meus olhos, de Fernando Martínez, que poderiam ter reagido e agido muito melhor, principalmente em termos de transparência e aproximação às vítimas”, disse.

“Sobre este tema, da falta de transparência e de comunicação, espero que a congregação dos Legionários dê passos decisivos adiante para se separar definitivamente dos momentos mais escuros de sua história”, expressou.

Fonte:acidigital.com.br

Por que o celibato é tão valioso? Sacerdote explica três razões fundamentais

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Pe. Leandro Bonnin, sacerdote argentino conhecido por sua forte defesa da vida do nascituro e da família, explicou três razões fundamentais pelas quais o celibato é valioso para a vida da Igreja Latina; mas também, por que é pouco compreendido no ambiente secular e como pode ser totalmente realizado para que seja valorizado.

Em uma entrevista concedida à ACI Prensa, agência em espanhol do Grupo ACI, Pe. Bonnin disse que, para conhecer o valor do celibato, é necessário primeiro explicar o seu significado; indicou que, embora ser celibatário queira dizer “não contrair matrimônio”, significa “muito mais”.

“É um carisma concedido a alguns membros da Igreja e um chamado para consagrar completamente a própria vida a Deus – em primeiro lugar – e à Igreja, fazendo da própria vida um dom completo de si mesmo”, disse e acrescentou que “o celibato não é negação, mas afirmação da realidade e da primazia de Deus e da liberdade humana como a capacidade da pessoa de se doar”.

Três razões pelas quais o celibato é tão valioso para a Igreja Latina

O sacerdote da província argentina de Entre Ríos e autor de vários livros, disse que a primeira razão é que o celibato “é, acima de tudo, uma imitação do estilo de vida de Jesus, que viveu como celibatário toda sua missão entre nós”.

“Se o sacerdote é o representante de Cristo Pastor, Cabeça e Esposo da Igreja, parece muito conveniente fazê-lo com sua própria opção vital”, assegurou.

Em segundo lugar, disse que é valioso “porque lhe permite viver com uma disponibilidade muito maior seu serviço à Igreja como um todo”.

“A vocação matrimonial é um caminho de santidade tão bonito como exigente. Pessoalmente, não sei como alguém pode compatibilizar as duas vocações, pois ambas envolvem uma entrega muito profunda e exigente. Eu seria incapaz de fazê-lo: ou negligenciaria uma, ou faria mal as duas coisas”, afirmou.

Em terceiro lugar, afirmou que o celibato é valioso por causa de “sua dimensão escatológica”, isto é, “porque é um sinal que se refere aos ‘últimos tempos'”.

“No Céu, todos estaremos ‘consagrados’ completamente a Deus, pertenceremos a Ele sem mediações. O celibatário – como as mulheres que vivem a virgindade consagrada – antecipam neste mundo o que todos viveremos após a morte: pertencer completamente a Deus”, afirmou o sacerdote.

Em outro momento da entrevista, Pe. Bonnin lembrou que a Igreja Católica – como o Catecismo explica – também respeita as tradições das Igrejas Orientais “nas quais os homens casados ​​também são validamente ordenados, embora apenas para o diaconato e o presbiterado”.

“No entanto, e mesmo em meio a enormes pressões – visíveis especialmente desde a época imediatamente posterior ao Vaticano II –, reafirmou-se o grande valor profético que o celibato contém, especialmente em nossos dias. Valor profético significa que a própria existência de um homem sacerdote celibatário é uma palavra de Deus dita ao mundo atual, uma palavra que – certamente – incomoda e causa desconforto e, por isso, costuma ser atacada”, descreveu.

Incompreensão do celibato e pressão para que seja abolido

Pe. Bonnin comentou que é necessário compreender que o celibato não significa “repressão do impulso sexual”, “negação da masculinidade” ou “renúncia a ser pai”, mas que “é uma forma – a escolhida por Cristo – de orientar o impulso sexual – como uma força vital que ‘nos tira’ de nós mesmos – para a glória de Deus e o serviço da Igreja”.

“Toda a força da masculinidade e seus valores intrínsecos são orientados pelo sacerdote celibatário a serviço da comunidade eclesial. Assim, o sacerdote vive de um modo sublime a vocação à paternidade, dando vida através da doação de si mesmo”, comentou.

Em outro momento, Pe. Bonnin observou que o “impulso sexual provém do próprio Deus”, segundo expõe São João Paulo II em sua Teologia do Corpo.

“Esse impulso sexual revela que somos seres incompletos e fomos criados para a comunhão, com a capacidade e a necessidade de nos doarmos, à imagem das pessoas divinas”, afirmou.

No entanto, também recordou que “o pecado original deixou uma ferida profunda em todo o ser humano, também na dimensão da sexualidade”. “Isso faz com que a dimensão nupcial se desfigure e se perverta na busca egoísta do prazer e na autoafirmação”, explicou.

Apesar dessas deficiências, o presbítero recordou que o ser humano “não está totalmente corrompido”, mas também pode usar a “graça” de Cristo para redimir o “impulso sexual e orientá-lo à doação generosa, seja na vocação matrimonial , seja na consagração a Deus e à Igreja”.

Em outro momento da entrevista, Pe. Bonnin criticou aqueles que acreditam que o celibato deve ser abolido como uma solução para evitar o abuso sexual clerical ou casos de sacerdotes que procuram uma parceira sentimental.

Sobre o tema do abuso sexual infantil por parte do clero, declarou que todo sacerdote “sabe o que qualquer especialista no assunto afirma”: que “a grande maioria dos abusos contra menores ocorre no contexto intrafamiliar”.

No entanto, assegurou que, “quando um sacerdote que publicamente fez uma promessa de celibato atenta contra um menor, fica claro que não é por causa do celibato – que, na maioria dos casos, já não era mais vivido em sua verdadeira dimensão há anos –, mas como resultado de desordens afetivas graves, de um processo de deterioração humana e espiritual progressiva e grave e/ou de uma prepotência e abuso de poder que conclui no âmbito da sexualidade”.

Sobre aqueles que abandonam seu ministério por terem iniciado um vínculo afetivo com uma mulher, disse que, “em alguns casos, a vocação não era autêntica, mas infelizmente a pessoa chegou a ser ordenada”; enquanto em outros casos houve uma “formação deficiente nos seminários”.

“Alguns sacerdotes perderam a fé gradualmente, e o abandono do ministério é apenas a última consequência do esvaziamento de seu olhar sobrenatural: não faz sentido viver consagrado a algo que não existe”, acrescentou.

Pe. Bonnin também acredita que há “sacerdotes com autêntica vocação e boa formação” que “foram perdendo, pouco a pouco, o fervor, a vida interior, a alegria do ministério”.

“As frustrações e fracassos próprios da vida sacerdotal o atingiram e, naqueles momentos – em que o amor de Cristo deveria ser o estímulo para recomeçar – encontraram ou procuraram compensar seu sentimento de vazio em um vínculo afetivo”, disse.

Finalmente, comentou que, prestando atenção, pode-se ver que “a dinâmica é muito semelhante à de uma crise matrimonial” e, portanto, os sacerdotes casados ​​também “poderiam experimentar crises semelhantes se perderem o centro: o chamado de Jesus e a força de sua graça”.

Como ser fiel ao celibato

Pe. Bonnin explicou que, para que um sacerdote seja fiel ao celibato, “a primeira chave não é confiar em nossas próprias forças”, mas “na força da Graça de Deus”.

“Isso se traduz em uma intensa vida de oração e uma necessária prudência nos relacionamentos interpessoais”, assegurou.

Outra chave, disse, é ser “humildes e não nos expor a situações nas quais o coração e a sensibilidade podem se desordenar”.

Também enfatizou a importância da “fraternidade sacerdotal e da humildade para saber se o fervor está esfriando e, no horizonte, podem aparecer outras opções diferentes das quais a pessoa fez quando se ordenou”.

O sacerdote também considera que “a amizade saudável com os leigos e as famílias – a própria e as da comunidade – fornecem um apoio emocional muito valioso”.

“E é muito importante também o cultivo da intimidade com Maria Santíssima, que oferece ao sacerdote uma bela experiência não apenas da maternidade, mas também da descoberta e valorização do feminino como fonte de vida”, acrescentou.

No final da entrevista, Pe. Bonnin reconheceu que “os sacerdotes devemos fazer uma mea culpa muito sincera”.

“O mundo não acredita no celibato não apenas por causa dos casos de abuso ou infidelidade, não só porque é como uma ‘provocação’ a ​​uma sociedade hedonista e pansexualista, mas porque os sacerdotes, algumas vezes, não nos mostramos alegres em nossa consagração”, destacou.

Nesse sentido, acha que, se os presbíteros tratam mal as pessoas, não sorriem, criticam-se uns aos outros, nunca estão disponíveis, não atendem confissões ou doentes, são ambiciosos, etc., “então está claro que o mundo não pode conceber o celibato como uma riqueza”, mas só resta “pensar que somos uns pobres homens”.

“Se, pelo contrário, nos veem felizes, confiantes, entusiasmados, serenos, orantes, apaixonados pelo que fazemos… mesmo que não consigam entender, vão valorizar essa opção de vida, porque em nossos rostos a alegria da entrega resplandecerá”, concluiu Pe. Bonnin.

Fonte:acidigital.com.br

Francisco: o essencial da vida é a nossa relação com Deus

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As doenças da alma devem ser curadas e o remédio é o perdão: na missa matutina na Casa Santa Marta, o Papa Francisco comentou o episódio evangélica da cura do paralítico realizada por Jesus.

Adriana Masotti – Cidade do Vaticano

Ao celebrar a missa na capela da Casa Santa Marta (17/01), o Papa comentou o trecho de hoje, extraído do Evangelho segundo Marcos, que apresenta um episódio de cura realizada por Jesus a um paralítico.

Jesus está em Cafarnaum e a multidão está reunida em volta dele. Através da abertura feita no teto da casa, algumas pessoas levam a Ele um homem deitado numa maca. A esperança é que Jesus cure o paralítico, mas surpreende a todos dizendo: “Filho, os teus pecados estão perdoados”. Somente depois ordenará que se levante, pegue a cama e volte para casa.

O Pontífice comentou dizendo que, com as suas palavras, Jesus nos permite ir ao essencial. “Ele é um homem de Deus”, afirmou o Papa: cura, mas não é um curandeiro, ensina, mas é mais do que um mestre, e diante da cena que se apresenta, vai ao essencial:

Olha o paralitico: “Os teus pecados estão perdoados”. A cura física é um dom, a saúde física é um dom que devemos proteger. Mas o Senhor nos ensina ainda que também a saúde do coração, a saúde espiritual precisa ser preservada.

O medo de ir ali onde acontece o encontro com o Senhor

Jesus vai essencial também com a mulher pecadora, de que fala o Evangelho, quando diante do seu choro, diz“Os teus pecados estão perdoados”. Os outros ficam escandalizados, afirmou o Papa, “quando Jesus vai ao essencial, se escandalizam, porque ali está a profecia, ali está a força”.

Do mesmo modo, “vai, mas não peques mais”, diz Jesus ao homem da piscina que nunca chega em tempo para descer na água para poder curar. À Samaritana que lhe faz tantas perguntas, -“fazia um pouco o papel de teóloga”, disse o Papa – Jesus pergunta do marido. Vai ao essencial da vida. “E o essencial – afirmou Francisco – é a sua relação com Deus. E nós muitas vezes esquecemos disto, como se tivéssemos medo de ir propriamente ali, onde há o encontro com o Senhor, com Deus”. O Papa observou que fazemos tanto por nossa saúde física, trocamos conselhos sobre médicos e remédios, o que é bom, “mas pensamos na saúde do coração?”.

Aqui tem uma palavra de Jesus que talvez nos ajudará: “Filho, os teus pecados estão perdoados”. Estamos acostumados a pensar neste remédio do perdão dos nossos pecados, dos nossos erros? Nós nos perguntamos: “Eu devo pedir perdão a Deus por alguma coisa?”. “Sim, sim, sim, em geral todos somos pecadores”, e assim a coisa se dilui e perde a força, esta força de profecia que Jesus faz quando vai ao essencial. E hoje Jesus, a cada um de nós, nos diz: “Eu quero perdoar os teus pecados”.

O perdão é o remédio para a saúde do coração

O Papa prosseguiu afirmando que há pessoas que não encontram pecados em si mesmas para confessar, porque “falta a consciência dos pecados”. “Pecados concretos”, “doenças da alma”, “doenças da alma” que devem ser curadas “e o remédio para se curar é o perdão”.

É uma coisa simples, mas que Jesus nos ensina quando vai ao essencial. O essencial é a saúde, toda: do corpo e da alma. Devemos preservar bem a do corpo, mas também a saúde da alma. E devemos ir àquele médico que pode nos curar, que pode perdoar os pecados. Jesus veio para isto, deu a vida por isto. 

PROGRAMAÇÃO DO TRÍDUO PREPARATÓRIO À SOLENIDADE DE SÃO SEBASTIÃO

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Confira a Programação nos dias em homenagem ao padroeiro de Astorga

1º Dia – 17/01/2020, sexta, às 19h: Missa do Tríduo (com benção da água).
Tema: “São Sebastião, patrono dos militares”
2º Dia – 18/01/2020, sábado, às 19h: Missa do Tríduo (com benção do sal).
Tema: “São Sebastião, padroeiro da agropecuária”.
3º Dia – 19/01/2020, domingo, às 9h: Missa do Tríduo (com benção do óleo).
Tema: “São Sebastião, padroeiro contra pestes e epidemias”.
11:30h – Almoço do Padroeiro no Salão Paroquial.
 
SOLENIDADE DO PADROEIRO
Dia 20/01/2020
Segunda, às 20h – Missa em Honra a São Sebastião (com benção das velas).
Tema: “São Sebastião, modelo para todos os cristãos”.
 
Participe!

Os cristãos estamos sendo massacrados na Nigéria, clama sacerdote

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O sacerdote nigeriano Joseph Bature Fidelis enviou uma mensagem em vídeo à Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) para clamar por ajuda internacional diante da grave situação dos cristãos no país africano.

ACS-Italia@acs_italia

Stamattina Don Joseph Bature Fidelis ci ha inviato dalla questo drammatico appello a seguito del sequestro di 4 giovanissimi seminaristi nigeriani verificatosi l’8 gennaio. E al sequestro di questi 4 seminaristi ACS risponde sostenendone altri 53, sempre in Nigeria!

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“Nós, os cristãos na Nigéria, somos realmente perseguidos. A realidade do sofrimento nestes dias aumentou e piorou. Todos os dias nossos irmãos são massacrados nas ruas”, lamentou o sacerdote sobre os cristãos no país, que também temem pelo destino de quatro seminaristas recentemente sequestrados: Pius Kanwai (19), Peter Umenukor (23), Stephen Amos (23) e Michael Nnadi (18).

“Vivemos em Maiduguri como prisioneiros. É muito difícil sair e fazer uma atividade. Estamos em risco de extermínio. Isso avança em silêncio”, continua.

Em 26 de dezembro, o Estado Islâmico publicou um vídeo mostrando o assassinato de 10 cristãos na Nigéria.

“Desde então, a situação se agravou”, continua o sacerdote e pede “ao governo da Itália, país no qual estudei, e a todos os governos europeus, que pressionem nosso governo a fazer algo para nos defender”.

Diante da inação do governo nigeriano, liderado por Muhammadu Buhari, são necessárias ações concretas, porque “nosso povo sofre muito. Por favor, ajude-nos e não fiquem quietos diante desse extermínio que está acontecendo em silêncio. Eu lhes rogo, ajudem-nos”.

A ACN informou que, como uma medida concreta para apoiar os cristãos, enviará ajuda ao Seminário de Maiduguri, diocese de Pe. Joseph Bature, onde atualmente 53 seminaristas estão em formação.

Fonte:acidigital.com.br

Durante Missa, profanam altar de igreja dedicada a Santo Antônio

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A Diocese de Brooklyn (Estados Unidos) denunciou um ato de vandalismo ocorrido no domingo, 12 de janeiro, quando um homem profanou o altar da igreja Santo Antônio de Pádua, tal como demonstra um vídeo.

Segundo a Diocese, o incidente ocorreu durante a Missa das 9h30 na igreja localizada no bairro de Greenpoint, no Brooklyn. No vídeo, aparece um homem que se aproxima do altar durante a celebração presidida por Pe. Jossy Vattothu e derrama o conteúdo de uma jarra e joga algo no sacerdote.

O homem virou e logo foi pego por alguns dos fiéis, até ser preso pelo Departamento de Polícia de Nova York. Depois, o sujeito foi conduzido a um hospital local para uma avaliação psiquiátrica.

Em sua declaração, a Diocese indicou que o fato foi uma “profanação” do altar e um “ato odioso de intolerância religiosa”.

Pe. Vattothu, Carmelita de Maria Imaculada, disse que nunca, em seus dez anos de sacerdócio, havia visto algo assim e que pensou que o homem se aproximava para lhe dizer alguma coisa.

“É um milagre que o pão e o vinho não tenham sido danificados e que eu tenha conseguido continuar a Missa, consagrá-los como o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo. Rezo por essa pessoa e realmente não sei o que estaria pensando”, indicou o sacerdote.

O Chanceler da Diocese, Mons. Anthony Hernandez, disse, por sua vez, que “é verdadeiramente grave que alguém possa fazer isso na parte mais sagrada da Missa católica que é a consagração. Acho que agora as pessoas estão assustadas considerando o ambiente atual de incidentes antissemitas e anticatólicos. As pessoas temem ir a seus lugares de culto”.

No final de dezembro de 2019, cinco pessoas foram esfaqueadas em uma celebração de Hannukah (festa judaica) na casa de um rabino em Monsey, Nova York. Em 29 de dezembro, na igreja de Cristo de West Freeway, um atacante assassinou dois assistentes do serviço religioso.

Diante desse tipo de incidente, Pe. Vattothu pediu aos fiéis que, durante as Missas, se sentem mais próximos ao altar “para que, como comunidade de fé, possamos estar mais juntos e o sacerdote se sinta mais cômodo”.

Publicado originalmente em CNA. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

Fonte:acidigital.com. br.

Papa Francisco: a oração simples comove Jesus

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“Jesus veio justamente por nós pecadores e quanto mais pecador você for, mais próximo o Senhor estará de você. Tenhamos o hábito de repetir esta oração sempre: ‘Senhor, se queres, tens o poder’.”

Benedetta Capelli – Cidade do Vaticano

“Senhor, se queres, tens o poder”. Na homilia da missa celebrada na Casa Santa Marta (16/01), o Papa Francisco comentou o episódio evangélico da cura do leproso e exortou a contemplar a compaixão de Jesus, que veio para dar a vida por nós, pecadores.

Ouça a reportagem completa com a voz do Papa Francisco

Um verdadeiro desafio

O Papa deu destaque à “história simples” do leproso, que pede a Jesus para ser curado. Naquela expressão “se queres”, está a oração, que “chama a atenção de Deus”, e a solução. “É um desafio – afirmou Francisco –, mas é também um ato de confiança. Eu sei que Ele pode e, por isso, me entrego a Ele”. “Mas por que este homem sentiu a necessidade fazer esta oração?”, questionou o Pontífice. Porque via como Jesus agia. Este homem tinha visto a compaixão de Jesus”. “Compaixão”: um “refrão no Evangelho”, que tem os rostos da viúva de Naim, do Bom Samaritano, do pai do filho pródigo.

A compaixão envolve, vem do coração e o leva a possuir algo. Compaixão é ‘sentir com’, tomar o sofrimento do outro sobre si para resolvê-lo, para curá-lo. E esta foi a missão de Jesus. Jesus não veio para pregar a lei e depois foi embora. Jesus veio ‘em compaixão’, isto é, para sentir com e por nós e a dar a própria vida.

Jesus não lava as mãos, mas permanece ao nosso lado

O convite do Papa é para repetir “esta pequena frase”: “Sentiu compaixão”. Jesus – explicou  Francisco – “é capaz de se envolver nas dores, nos problemas dos outros porque veio para isso, não para lavar suas mãos e fazer três ou quatro sermões e ir embora”, está sempre ao nosso lado.

“Senhor, se queres, tens o poder de curar-me, tens o poder de perdoar-me; se queres, podes me ajudar”. Ou, se vocês quiserem, pode ser mais longa: “Senhor, sou pecador, tens piedade de mim, tens compaixão, oração simples, que pode ser dita  várias vezes por dia. “Senhor eu te peço: tens piedade de mim”. Várias vezes ao dia, a partir do coração, interiormente, sem dizê-lo em voz alta: “Senhor, se queres, tens o poder; se queres, tens o poder. Tens compaixão”, repetir isso.

Uma oração milagrosa

Com a sua oração simples e milagrosa, o leproso conseguiu obter a cura graças à compaixão de Jesus, que nos ama mesmo no pecado.

Ele não sente vergonha de nós. “Oh, padre, eu sou pecador, como poderia dizer isso…” Melhor ainda! Porque Ele veio justamente por nós pecadores e quanto mais pecador você for, mais próximo o Senhor estará de você, porque Ele veio por você, , por mim, pelo maior dos pecadores, por todos nós. Tenhamos o hábito de repetir esta oração, sempre: “Senhor, se queres, tens o poder. Se queres, tens o poder”, com a confiança de que o Senhor está próximo de nós e a sua compaixão tomará sobre si os nossos problemas, os nossos pecados, as nossas doenças interiores, tudo. 

Dom Gänswein: Bento XVI escreveu o texto, mas pede para retirar seu nome como coautor

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Dom Georg Gänswein, secretário particular do Papa Emérito Bento XVI, informou que, a pedido do Papa Emérito, seu nome não aparecerá como coautor do livro “Do mais profundo de nossos corações” (tradução livre) e que também será retirada sua assinatura da introdução e das conclusões.

Em declarações nesta terça-feira, 14 de janeiro, a CNA Deutsch – agência em alemão do Grupo ACI –, o também prefeito da Casa Pontifícia disse que “o nome de Bento XVI como ‘coautor’ foi removido e que agora o livro será publicado com o texto: ‘escrito com a contribuição de Bento XVI’”. Além disso, a assinatura de Bento XVI foi removida da introdução e da conclusão, já que eles são textos do Cardeal Sarah”. Acrescentou que se trata de “atribuir corretamente a autoria. Não se trata de mudanças no conteúdo”.

Do mesmo modo, em declarações à agência KNA, Gänswein indicou que solicitou ao Cardeal Robert Sarah que transmita este pedido aos editores de “Des profondeurs de nos cœurs” (“Do mais profundo de nossos corações”). O livro será publicado em francês pela editorial Fayard e em inglês por Ignatius Press.

“O Papa emérito, de fato, sabia que o cardeal estava preparando um livro e tinha enviado um pequeno texto seu sobre o sacerdócio, autorizando-o a usá-lo como o desejasse”, relatou Dom Gänswein.

Entretanto, acrescentou que Bento XVI “não tinha aprovado nenhum projeto para um livro assinado conjuntamente nem tinha visto e autorizado a capa”. “Foi um mal-entendido, sem questionar a boa fé do Cardeal Sarah”, expressou Dom Gänswein.

Por sua parte, o Cardeal Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, informou através de sua conta do Twitter, que “considerando as polêmicas que provocou a aparição da obra ‘Do mais profundo de nossos corações’, decide-se que o autor do livro será para futuras publicações: Card. Sarah, com a contribuição de Bento XVI. Entretanto, a íntegra permanece sem mudanças”.

Fonte:vaticannes.va