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Hoje é celebrado São Bernardo de Claraval, o “caçador de almas e vocações”

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Seu nome significa “batalhador e valente”. Tinha uma incrível capacidade de persuasão com a qual levou centenas de homens aos pés de Cristo, incluindo toda a sua família. Foi conselheiro de reis e Papas, escreveu vários livros e uma das orações mais formosas à Virgem. Era conhecido como “o caçador de almas e vocações” e “o oráculo da cristandade”.

São Bernardo de Claraval nasceu no castelo de Fontaine-les-Dijon, localizado na Borgonha (França), em 1090. Sua família pertencia à nobreza francesa, pois seu pai Tescelino era um dos cavaleiros do Duque de Borgonha e sua mãe Alice era filha de um poderoso senhor feudal chamado Bernardo de Montbard. Foi o terceiro de sete filhos.

Desde a infância, teve uma relação estreita com sua mãe, que durante sua gravidez teve uma visão sobre a vida do santo. Bernardo era muito sensível e reservado. Junto com seus irmãos, recebeu uma esmerada educação em história, literatura e latim.

Quando sua mãe morreu, o jovem voltou seus olhos para a Virgem Maria, por quem tinha uma forte devoção durante toda a sua vida. Compôs o “Lembrai-vos”, uma de suas mais belas orações marianas.

Durante sua juventude, desenvolveu uma personalidade alegre, inteligente, bondosa e carismática. Seu temperamento vigoroso o levou a se inclinar por atrações e amizades mundanas, mas no fundo sentia-se vazio e cansado.

Uma noite de Natal no ano de 1111, Bernardo adormeceu. Em seu sonho apareceu a Virgem levando o Menino Jesus em seus braços e o oferecia para que o amasse e o fizesse ser amado pelos demais. Desde então, decidiu se dedicar a Deus e alcançar a santidade.

Para combater as tentações carnais, revolvia-se em gelo. Em 1112, ingressou no mosteiro cisterciense de Citeaux, fundado por São Roberto, Santo Alberico e Santo Estêvão Harding, e era o primeiro lugar onde se praticava rigorosamente a regra de São Bento. Santo Estêvão, que era o prior, aceitou Bernardo com alegria, porque não recebiam vocações há 15 anos.

Com apenas 25 anos, foi enviado como superior para fundar, com outros doze monges, um novo mosteiro em Champagne, ao qual chamou Clairvaux (Claraval – que significa vale claro).

São Bernardo era dotado de uma incrível capacidade de persuasão e de fascinação. Levou muitas almas para a vida religiosa e, por isso, ganhou o apelido de “o caçador de almas e vocações”. As jovens tinham medo de que seus noivos falassem com o santo, porque Bernardo ia às universidades, aos povoados e aos campos para falar sobre as maravilhas e os benefícios da vida religiosa e acabava convencendo muitos.

Fundou cerca de 300 conventos e conseguiu que 900 homens professassem os votos. Um de seus discípulos, Bernardo de Pisa, chegou a se tornar Papa sob o nome Eugênio III.

A família que alcançou Cristo

Além de pertencer a uma família nobre, Bernardo pertenceu a uma família santa.

Sua mãe, a Beata Alice Montbard, foi uma mulher caritativa e entregue à vontade de Deus. Formou na fé cristã seus sete filhos e morreu rezando o terço. Seu pai, o Venerável Tescelino, perdoou um cavalheiro que o desafiou para um duelo e o feriu com sua lança. Ensinou a seus dois filhos mais velhos, o Beato Gerardo e o Beato Guy, a importância da misericórdia.

Quando São Bernardo manifestou diante de sua família sua decisão de se tornar religioso, a princípio se opuseram, mas o santo conseguiu convencê-los e levou consigo seus quatro irmãos mais velhos, o Beato Gerardo, o Beato Guy, o Beato Andrés e o Beato Bartolomeu, seu tio e 31 companheiros. Quando saiam, o Beato Nirvardo, o irmão mais novo, disse: “Ah! Como vocês vão ganhar o céu e me deixam aqui na terra? Não posso aceitar isso”. Anos mais tarde, o caçula da família se tornou um religioso.

Antes de ingressar no mosteiro, Bernardo conduziu seus familiares e amigos a uma fazenda para prepará-los espiritualmente. Tempos depois, seu pai Tescelino entrou no mosteiro de Citeaux.

A esposa do Beato Guy, Isabel, também se tornou monja com suas duas filhas. A irmã do santo, a Beata Humbelina, que ansiava pela vida religiosa graças aos conselhos de seu irmão, chegou a um acordo mútuo com seu marido, Guy de Marcy, de que ambos se consagrariam a Deus. Guy se foi com demais familiares. Humbelina fundou vários conventos e seu lema foi “Amar é servir”.

A fama de suas qualidades intelectuais e espirituais era tão grande que os príncipes e bispos o consultavam para os assuntos mais importantes e respeitavam suas opiniões e decisões. Chamavam-no “o oráculo da cristandade”.

Bernardo morreu no dia 21 de agosto de 1153, aos 73 anos, e tinha sido abade por 38. Foi canonizado em 1174 e proclamado Doutor da Igreja em 1830.

Fonte/texto:acidigital.com.br

CCM promove Semana de Formação para Coordenadores de Pastoral

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O Centro Cultural Missionário (CCM) promoveu de 12 a 16 de agosto a Semana de Formação para Coordenadores de Pastoral das arquidiocese, dioceses e prelazias do Brasil. O encontro teve como objetivo aprofundar as novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2019-2023) para sua melhor acolhida e operacionalização nas igrejas particulares, revendo o processo histórico da evangelização da Igreja no Brasil, contextualizando-o com o atual cenário eclesial e social e indicando algumas possibilidades práticas de serviço pastoral.

A assessoria do encontro foi realizada pelo padre Marcus Guimarães Barbosa, Subsecretário Adjunto de Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que além de enfatizar as Novas Diretrizes também falou sobre os documentos recentes do magistério da Igreja, bem como seus fundamentos e iluminações para a ação pastoral.

Daniela Gamarra, coordenadora de cursos do CCM, disse que todos os participantes estavam muito dispostos e animados em caminhar em comunhão com as propostas das diretrizes, de maneira especial, com o modelo das comunidades eclesiais missionárias que de acordo com ela “podem contribuir para que a Igreja seja mais missionária a serviço do anúncio do Evangelho e da vida, através do testemunho e fidelidade ao seguimento de Jesus”.

Fonte/texto:https://noticiascatolicas.com.br

Três anos atrás, a instituição do Dicastério para os leigos, a família e a vida

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O Dicastério, criado em 2016, assumiu responsabilidades anteriormente pertencentes ao Pontifício Conselho para os Leigos e ao Pontifício Conselho para a Família, que cessaram as suas funções.

Amedeo Lomonaco, Silvonei José – Cidade do Vaticano

Passaram-se três anos desde a publicação da Carta Apostólica “Sedula Mater”, sob a forma de Motu Proprio, com a qual o Papa Francisco instituiu o Dicastério para os leigos a família e a vida.

Carta apostólica “Sedula Mater”.

“A Igreja mãe cuidadosa – lê-se no texto – sempre, ao longo dos séculos, seguiu e cuidou dos leigos, da família e da vida, manifestando o amor do Salvador misericordioso pela humanidade”. “Façamos com que os Dicastérios da Cúria Romana se conformem prontamente com as situações do nosso tempo e se adaptem às necessidades da Igreja universal. Em particular, o nosso pensamento dirige-se aos leigos, à família e à vida, aos quais queremos oferecer apoio e ajuda, para que sejam testemunhas ativas do Evangelho no nosso tempo e expressão da bondade do Redentor”.

Competências e atividades

O Dicastério – recorda-se no estatuto – é competente “nas matérias que são da responsabilidade da Sé Apostólica para a promoção da vida e do apostolado dos fiéis leigos, para o cuidado pastoral dos jovens, da família e da sua missão, segundo o projeto de Deus e para a proteção e apoio da vida humana”. Entre as atividades específicas do Dicastério, estão as de promover e organizar “conferências internacionais e outras iniciativas relativas ao apostolado dos leigos, aos jovens, à instituição do matrimônio e à realidade da família e da vida no âmbito eclesial, assim como às condições humanas e sociais dos leigos, dos jovens, do instituto familiar e da vida humana em sociedade”. É também responsabilidade do Dicastério animar e encorajar “a promoção da vocação e da missão dos fiéis leigos na Igreja e no mundo, como indivíduos, casados ou não, e também como membros pertencentes a associações, movimentos e comunidades”. Favorece também a abertura das famílias à adoção e ao acolhimento de crianças e aos cuidados dos idosos, fazendo-se presente nas instituições civis para apoiar tais práticas”.

O Dicastério e a Pontifícia Academia para a Vida

O prefeito é o cardeal Kevin Farrell, nascido a 2 de setembro de 1947 em Dublin, Irlanda, e ordenado sacerdote em 24 de dezembro de 1978. O secretário é o Padre Alexandre Awi Mello. O Dicastério tem “um vínculo direto com o “Pontifício Instituto Teológico João Paulo II para as Ciências do Matrimônio e da Família”. A Pontifícia Academia para a Vida também está ligada a este Dicastério.

Em um dia como hoje, imagem de Aparecida retornou ao Santuário após ser restaurada

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Em um dia como hoje, há 41 anos, a imagem original de Nossa Senhora Aparecida retornou para o Santuário Nacional após passar por um delicado processo de restauração, depois de ter sido quebrada em mais de 200 partes.

O atentado contra a imagem da padroeira do Brasil aconteceu em 16 de maio de 1978, ainda na Basílica Velha, quando o jovem Rogério Marcos de Oliveira, de 19 anos e morador de São José dos Campos, foi a Aparecida e conseguiu quebrar o vidro do nicho, à noite, e retirar a imagem da Virgem.

O rapaz foi pego no exato momento pelo guarda do Santuário, deixando a imagem cair no chão. Assim, ela se quebrou em mais de 200 pedaços, muitos dos quais extremamente pequenos.

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Com todo o cuidado, todos os pedaços foram levados para o Museu de Arte de São Paulo (MASP), a fim de que a imagem fosse restaurada. O delicado trabalho ficou a cargo da artista plástica e chefe do Departamento de Restauração, Maria Helena Chartuni, que se dedicou a esta missão durante 33 dias.

“Fiquei muito assustada no início. A Imagem estava despedaçada, principalmente a parte da cabeça. Além das dificuldades técnicas, estava lidando com uma peça de arte produzida em terracota (barro cozido)”, afirmou Maria Helena ao Portal A12, do Santuário Nacional de Aparecida.

Em 2016, durante uma participação em um evento da Academia Marial de Aparecida, Chartuni contou que, “depois desse restauro comecei a perceber que eu tinha tocado em algo sagrado”.

Já em declarações à Revista de Aparecida, em 2011, a artista plástica revelou como teve sua fé restaurada durante este trabalho. “Foi a partir daí que me dei conta de que algo tinha acontecido com a minha fé que até então estava ‘congelada’, apesar de eu ter sido criada numa família católica”.

“O trabalho de restauro da imagem de Nossa Senhora mudou a minha vida, minha fé. Ela é a mensageira de Deus, aceitou sua missão com humildade, pureza e obediência. Ela deve ser nosso exemplo de mulher de Deus e por isso devemos amá-la e respeita-la sempre”.

Após a restauração, a imagem de Nossa Senhora Aparecida retornou para o Santuário Nacional em 19 de agosto de 1978, em um carro aberto do Corpo de Bombeiros, em um momento de grande comoção para tantas pessoas.

Em Aparecida, no entorno do Santuário e também na Rodovia Presidente Dutra, uma multidão aguardava pela passagem da imagem da padroeira.

Fonte/texto:acidigital.com.br

Hoje é celebrado São João Eudes, promotor da devoção ao Sagrado Coração de Jesus

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Mar Morto pode desaparecer em 40 anos

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Para os especialistas, é um “fenômeno geológico único” que corre o risco de desaparecer. É necessário intervir para retardar o abaixamento da água e a perda progressiva da costa. Entre os principais responsáveis, além das questões climáticas, empresas de mineração, principalmente do lado israelense. Há o pedido de uma conferência internacional sob os auspícios das Nações Unidas.

Dentro dos próximos 30, no máximo 40 anos, o Mar Morto pode desaparecer caso não sejam tomadas medidas efetivas para retardar a redução da água e a perda progressiva da costa.

O alerta foi lançado por um grupo de especialistas, em um editorial publicado pelo Jordan Times, segundo o qual, apesar dos repetidos apelos dos últimos anos, as partes interessadas – governos da área e organizações internacionais – não parecem ter se preocupado com a crise dramática que se delinea.

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O presidente da Jordan Geologists Association, Sakher Nsour, aponta que o Mar Morto é “um fenômeno geológico único”, que corre o risco de “desaparecer nas próximas décadas”.

A partir dos últimos relatórios ambientais, constata-se que o nível da água está diminuindo a uma taxa de um metro e meio por ano e que, nos últimos 40 anos, o volume total da bacia foi reduzido em 35%.

Impacto sobre o turismo

O declínio progressivo das águas já causou alguns efeitos: em primeiro lugar, o afastamento progressivo da costa de hotéis, estabelecimentos e restaurantes, que outrora estavam quase sobre o mar e eram destino muito procurado pelos turistas. Muitas das praias arenosas, que um tempo eram completamente cobertas pela água, transformaram-se em um verdadeiro deserto de areia.  Além disso, nos últimos anos, passaram a surgir com uma frequência cada vez maior, enormes crateras dentro da bacia hidrográfica.

Mais de 400 metros abaixo do nível do mar

Na realidade, o Mar Morto é um lago situado entre Israel, Jordânia e Palestina, no deserto da Judéia. Surge na depressão mais profunda da terra e é o resultado da evaporação milenar de suas águas, não compensadas pela contribuição de afluentes. Hoje, o nível da bacia superior ao norte é de 415 metros abaixo do nível do mar e a diferença continua a aumentar. A característica peculiar é a extrema salinidade das águas, que não permite formas de vida dentro dela, exceto alguns tipos de bactérias.

Fatores naturais e mão humana

De acordo com especialistas, há fatores naturais e responsabilidades humanas por trás desta diminuição, incluindo o uso extensivo por parte de Israel das águas do rio Jordão, no deserto de Negev, no sul.

Somam-se a isso as plantas de extração de sal e potássio nas margens do mar, especialmente no lado israelense, que fazem com que sejam bombeadas enormes quantidades de água. Por fim, deve ser levada em consideração a extrema redução das precipitações, o que contribuiu para a sempre menor contribuição de água para rios que alimentam a bacia.

Acionada Justiça

Mas a mão humana e as atividades de exploração promovidas nos últimos anos – contra as quais o Judiciário também começa a se movimentar – estão entre as principais razões para a crise. Nos últimos dias, de fato, a Corte em Haifa, acolhendo uma petição do grupo ambientalista Adam Teva V’din, impôs um limite às Dead Sea Works para a retirada das águas da bacia para fins industriais. No banco dos réus, a mais importante fábrica [israelense] de extração de potássio em Sdom, responsável, segundo os ecologistas, por poluir e contribuir para o esvaziamento do Mar Morto.

Conferência global

Em resposta à emergência, ativistas e ONGs ambientalistas esperam para “o mais rápido possível” a realização de uma conferência internacional para “salvar o Mar Morto”, a ser realizada sob os auspícios das Nações Unidas. A ideia é a de um encontro global, porque é “missão e interesse de todos” salvar a bacia e impedir seu desaparecimento definitivo.

Fonte/texto:vaticannews.com.br

Papa enaltece “mulheres corajosas” que prestam assistência humanitária

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Hoje recordamos todas as mulheres corajosas que vão ao encontro dos seus irmãos e irmãs em dificuldade. Cada uma delas é sinal da proximidade e da compaixão de Deus. #WomenHumanitarians

Bianca Fraccalvieri com Rádio ONU

As Nações Unidas celebram neste 19 de agosto o Dia Mundial de Assistência Humanitária para homenagear pessoas que atuam nessa área e realçar que é preciso apoio para os afetados por crises.

Em 2019, a organização destaca a ação de mulheres em crises em todo o mundo e a elas o Papa Francisco dedicou a sua mensagem no Twitter:

“ Hoje recordamos todas as mulheres corajosas que vão ao encontro dos seus irmãos e irmãs em dificuldade. Cada uma delas é sinal da proximidade e da compaixão de Deus. #WomenHumanitarians ”

Mortos

Entre essas trabalhadoras mencionadas pelo Papa Francisco está a brasileira Karin Manente, cujo primeiro contato com os afetados pelo ciclone Idai em Moçambique marcou sua atuação como diretora do Programa Mundial de Alimentação, PMA, no país.

“Achamos que na nossa resposta é importante alavancar e colocar o papel da mulher na dianteira. Isso com base no facto do papel fundamental que elas têm na sociedade, e também na questão do combate à fome. Então, por exemplo, a nível de comunidades onde nos interagimos, nós trabalhamos com comunidades, seus líderes e com a nossa contraparte do governo para pôr as mulheres na dianteira.”

O fenômeno natural provocou centenas de mortos e afetou mais de 1,8 milhão de pessoas quando passou por Moçambique em março.

Cerimônia

Em mensagem de vídeo sobre a data, a secretário-geral António Guterres disse que desde o apoio a civis em crise à atuação em surtos de doenças, “as mulheres em ações humanitárias estão na linha de frente”.

Segundo António Guterres, a presença feminina “torna as operações de auxílio mais eficazes, aumentando seu alcance. Também melhora a resposta humanitária à violência de gênero, que aumenta durante as emergências.”

Por ocasião do dia, a organização incentiva a partilha de histórias desses personagens e que seja reafirmado “o compromisso de fortalecer o papel das mulheres em operações humanitárias”. Uma campanha nas redes sociais usa a hastag #WomenHumanitarians.

Ataques Guterres disse que líderes mundiais e todas as partes em conflitos devem garantir que os funcionários humanitários sejam protegidos contra danos, como é exigido pela lei internacional.

O chefe da ONU destaca ainda que violações graves do direito internacional humanitário e dos direitos humanos continuam em todo o mundo e “devem ser investigadas e julgadas.”

Ataques

No ano passado ocorreu o segundo maior número de ataques a trabalhadores humanitários, com 405 funcionários atacados, 131 mortos, 144 feridos e 130 sequestrados. No total ocorreram 226 incidentes em 2018.

Desde 19 de agosto de 2003, mais de 4,5 mil funcionários humanitários foram mortos, feridos, detidos, sequestrados ou impedidos de cumprir seus deveres para salvar vidas. As Nações Unidas estimam que uma média de 280 trabalhadores desse setor sofrem ataques por ano, um número que corresponde cinco vítimas por semana.

Este ano, o Dia Mundial de Assistência Humanitária marca 10º aniversário do ataque com um veículo-bomba ao prédio da ONU em Bagdá, que deixou 24 mortos. Entre as vítimas estava o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, que era representante máximo das Nações Unidas no Iraque. Outras dezenas de pessoas ficaram feridas no atentado.

Na entrada da ONU, em Nova Iorque, está exposta a bandeira da organização que estava hasteada no prédio do Canal Hotel no momento do ataque em Bagdá. É nesse ponto na sede da organização que vários trabalhadores realizam uma cerimônia para lembrar o pessoal que perdeu a vida na capital iraquiana.

Mais de 2 milhões caminham em Fortaleza para celebrar Nossa Senhora da Assunção

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As ruas de Fortaleza (CE) foram tomadas por mais de 2 milhões de pessoas que participaram na quinta-feira, 15 de agosto, da Caminhada com Maria, que, em um percurso de 12,5 quilômetros, rendeu homenagens à Nossa Senhora da Assunção, padroeira da cidade.

Neste ano, o evento chegou à sua 17ª edição, com o tema “Com Maria caminhamos na construção da Paz”. Os fiéis saíram do Santuário de Nossa Senhora da Assunção, no bairro Vila Velha, e seguiram até a Catedral Metropolitana, no Centro da capital cearense, onde a imagem da Virgem foi coroada.

“Que todos sejamos mais conscientes, com a Graça de Deus, para construirmos juntos uma cidade mais pacífica, mais fraterna e mais justa”, disse o Arcebispo de Fortaleza, Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, idealizador da caminhada, na palavra oficial de abertura do evento.

Por sua vez, o coordenador da Caminhada, Padre Antônio Francileudo, explicou antes da realização do evento que “essa perspectiva do tema é a chamada para a reflexão sobre a paz, rezar pela paz e construir a paz, e vem no contexto da violência que vivenciamos em Fortaleza”.

Segundo o “Atlas da Violência”, divulgado no último dia 5 de agosto pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Fortaleza é a capital mais violenta do Brasil. A pesquisa teve como base dados de 2017, ano em que o estado do Ceará teve recorde de violência, com mais de 5 mil homicídios.

Durante a Caminhada com Maria, os fiéis fizeram um momento de oração pela paz na Ponte do Rio Ceará, local histórico da cidade. Todos entoaram a canção composta especialmente para esta edição do evento pelo compositor e cantor Izaías Luciano. “Foi uma imensa alegria compor esta música pela paz, poder oferecer um meio de oração a todos os fiéis que amam Nossa Senhora”, declarou o artista.

No percurso de 12,5 Km, a imagem de Nossa Senhora da Assunção foi conduzida por homens da Polícia Rodoviária Federal e do Exército Brasileiro. Além disso, pelo menos mil voluntários se empenharam na realização do evento.

A Caminhada com Maria surgiu em 2003, por iniciativa de Dom José Antônio, para comemorar o jubileu da Diocese do Ceará. Tornou-se um evento tradicional em Fortaleza e, em 2015, foi proclamado patrimônio cultural imaterial do Brasil.

A Lei Nº 13.130, que estabeleceu este título ao evento, tem como objetivo, “reconhecer a importância da Caminhada com Maria, como forma de expressão do patrimônio histórico-cultural-religioso brasileiro”.

Fonte/texto:acidigital.com.br

Papa aos fiéis de Paris: reconstrução da Notre-Dame é sinal de renascimento da fé

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A proximidade de Francisco à comunidade católica francesa se deu durante uma missa nesta quinta-feira (15), na Igreja de Saint-Sulpice. O Pontífice enviou uma mensagem mencionando a reconstrução da Catedral de Notre-Dame, assinada pelo secretário de Estado, Card. Pietro Parolin, que foi lida ao final da celebração.

Andressa Collet – Cidade do Vaticano

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A mensagem do Papa Francisco, assinada pelo secretário de Estado do Vaticano, Card. Pietro Parolin, foi lida ao final da missa desta quinta-feira (15), na Igreja de Saint-Sulpice, em Paris, por ocasião da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora.

O incêndio na catedral, em abril

O incêndio na catedral, em abril
O incêndio na catedral, em abril

Depois de quatro meses do incêndio que devastou parte da Catedral de Notre-Dame, na noite de 15 de abril, a diocese promoveu a tradicional procissão da Virgem Maria com centenas de fiéis, que começou na ponte Saint-Louis. Com os terços em mão, entoaram a Ave Maria e caminharam em direção à Igreja de Saint-Sulpice, onde o arcebispo Michel Aupetit presidiu a missa. Na oportunidade, como sempre, o prelado renovou “os votos” do rei Luís XIII que consagrou a França a Maria, em 10 de fevereiro de 1683.

A proximidade do Papa aos fiéis de Paris

Para a ocasião, o Papa Francisco enviou a mensagem para assegurar “a sua proximidade espiritual” aos fiéis. No texto, que foi lido ao final da celebração eucarística pelo reitor da Catedral de Notre-Dame, Dom Patrick Chauvet, o Pontífice lembrou que, “como uma verdadeira mãe, Maria caminha conosco, luta conosco e dissemina incansavelmente a proximidade do amor de Deus. Compartilha a história de cada povo que recebeu o Evangelho e que agora faz parte da sua identidade histórica”.

“ O Santo Padre pede também a Deus, pela intercessão de Nossa Senhora, que a reconstrução da sua joia arquitetônica seja um sinal forte do renascimento e da revitalização da fé em seus fiéis. Cheios de esperança, serão para as suas famílias, para as suas comunidades e lugares de vida, construtores de uma nova humanidade enraizada em Jesus Cristo. ”

Fonte/texto:vaticannews.va

Igreja no Brasil trabalha para o desenvolvimento e promoção de uma cultura vocacional

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A experiência eclesial cristã resgatada pelo Concílio Vaticano II suscitou na Igreja, a partir da Europa e depois na América Latina, uma grande preocupação com a questão vocacional. Esse contexto contribuiu para que, na Igreja do Brasil, passos significativos fossem dados com o objetivo de incrementar uma consciência vocacional em todo o povo de Deus, resgatando a comunidade eclesial como lugar da efetiva participação de todos os batizados na missão da Igreja.

Atualmente refletir a dinâmica vocacional a partir de uma eclesiologia de comunhão e participação é segundo o bispo auxiliar de Manaus, dom José Albuquerque tarefa de todos: “Toda a ação pastoral deve ser orientada para o discernimento vocacional, tendo como objetivo ajudar cada cristão a descobrir o caminho concreto para realizar o projeto de vida ao qual Deus o chama”.

Diante dos desafios que a pós-modernidade impõe, o bispo afirma que a questão vocacional se torna urgente e necessária, sobretudo, para se compreender e enfrentar as problemáticas oriundas de um acentuado individualismo. Para ele, a oração constitui o primeiro e insubstituível serviço que podemos oferecer à causa das vocações. “A comunidade que reza pelas vocações, que medita a partir da Palavra de Deus, que celebra a Liturgia com fervor e alegria, que oferece direção espiritual aos jovens, colabora incansavelmente para criar uma cultura vocacional”, salienta.

Na caminhada vocacional, alguns eventos foram determinantes para a construção da identidade que, hoje, caracteriza o serviço de animação vocacional na Igreja do Brasil. O mês vocacional é um desses exemplos. Assumido em âmbito nacional, em 1981, por dioceses e regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), seu intuito é ser um tempo especial de reflexão e oração pelas vocações e ministérios.

Hoje cada domingo do mês de agosto é dedicado à celebração de uma determinada vocação. No primeiro, celebra-se sacerdócio e os ministérios ordenados; no segundo, o matrimônio junto à semana da Família; no terceiro, a vida consagrada, e por fim, no quarto, a vocação dos Leigos. “O Mês Vocacional, consagrado há mais de três décadas em nosso país, se tornou uma grande convocação eclesial, tempo privilegiado para celebrar as diversas vocações e para intensificar a oração pelas vocações nas famílias, nos ambientes estudantis, em todos os grupos e comunidades eclesiais e para realizar ações concretas e tantas outras iniciativas, de forma envolvente e criativa ao longo deste abençoado mês”, diz dom José.

Congressos vocacionais – Outra iniciativa que também tem como preocupação o itinerário vocacional são os Congressos Vocacionais do Brasil. Organizados pela Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, eles trazem ao longo dos anos temas e lemas profundamente enraizados na Sagrada Escritura e inseridos na realidade contemporânea. Este ano com o tema “Vocação e Discernimento” e o lema “Mostra-me, Senhor, os teus caminhos” (Salmo 25,4), o IV Congresso Vocacional do Brasil será realizado de 05 a 08 de setembro, no Centro de Eventos do Santuário Nacional Nossa Senhora de Aparecida, em Aparecida (SP).

Segundo a equipe organizadora, a iniciativa deseja refletir sobre a necessidade da oração em prol das vocações e acima de tudo expandir a temática para todos os âmbitos eclesiais e sociais. “Um dos grandes objetivos do 4º. Congresso Vocacional é a promoção da Cultura Vocacional nas comunidades, para que o tema vocacional seja abraçado como prioridade essencial de nossa Igreja, assim como de fato o é: uma comunidade de chamados que assumem o papel de também chamar outros operários, nas mais diversas missões e carismas”, afirma o padre Elias Silva, coordenador nacional da Pastoral Vocacional.

O sacerdote reitera que o evento possibilitará a criação de um trabalho vocacional em redes, especialmente porque é adaptado à concretude das circunstâncias específicas de cada região do país. Neste contexto, ele explica que como parte da execução do 4º Congresso estão os pré-congressos que acontecem nos regionais de todo o Brasil e também da vida religiosa. “Estamos em um período bonito da promoção vocacional do Brasil. A cada novo encontro que acontece pelo Brasil vai se solidificando a necessidade e urgência de promover a Cultura Vocacional, e de uma maneira muito específica de possibilitar um discernimento vocacional que oriente as pessoas ao verdadeiro seguimento de Cristo, ouvindo a voz amorosa e exigente do Pai”, alega.

Neima Pereira dos Santos, de 49 anos, é membro da Pastoral Vocacional da diocese de Formosa (GO). Para ela, refletir sobre a vocação é trilhar um caminho de descobertas da própria identidade. “Vivemos num mundo cada vez mais fragmentado e veloz, há uma perda da identidade, falta um autêntico sentido de vida, principalmente em relação aos nossos jovens”, diz. Consagrada Secular do Instituto Secular Servas de Jesus Sacerdote, Neima vai participar ativamente do IV Congresso Vocacional.

Ela aponta a importância de um evento como esses em âmbito nacional. “Com a realização do 4º Congresso Vocacional teremos a oportunidade de refletir sobre os novos questionamentos e desafios vocacionais que nos são apresentados no contexto atual. Conheceremos as diferentes realidades e diversidades vocacionais e obstáculos a serem superados”, considera. Pensar em conjunto, amadurecer e aprofundar concretamente a questão vocacional é um dos desafios da Igreja no Brasil para os próximos anos. “O 4º Congresso Vocacional dará ânimo e vigor a todos os participantes e aos agentes da Pastoral Vocacional trazendo também novas luzes e pistas para a animação vocacional no Brasil”, finaliza.

Fonte/texto:http://www.cnbb.org.br