Santuário Astorga

Notícias do Santuário

Um doutor no Calvário: As observações de um perito sobre a morte de Cristo

Posted on

Autor do livro “A Paixão de Cristo segundo o Cirurgião”, o doutor Pierre Barbet, cirurgião do Hospital de São José, em Paris, é quem fez, até agora, o estudo médico mais completo da Paixão de Cristo, conforme se deduz do Santo Sudário. Na impossibilidade de abranger todos os aspectos, resumimos alguns de maior interesse.

a) Lesões sofridas na Via Crucis

Barbet descobre no Santo Sudário lesões provocadas pelas quedas de Jesus na Via Crucis. São chagas na face anterior do joelho, sobretudo na direita. Esta última apresenta escoriações de forma e tamanho diversos, de bordos recortados e situadas exatamente na região rotuliana. Para cima e para fora se observam duas chagas redondas de dois centímetros de diâmetro. As lesões são menos evidentes e numerosas no joelho esquerdo.

As marcas da cruz sobre as costas despontam com nitidez na imagem dorsal da silhueta da relíquia. Sobre o ombro direito, na parte externa da região supra escapular, é visível uma extensa zona escoriada para baixo e para dentro, que oferece a forma de um retângulo de 10 centímetros de comprimento por 9 de largura. Mais abaixo na região escapular, observa-se outra zona escoriada que apresenta as mesmas características (forma redonda com um diâmetro de 14 centímetros), exatamente situada na região subescapular, na ponta do omoplata esquerdo.

b) Topografia das chagas das mãos

Graças às observações do professor Barbet sobre o Santo Sudário, completadas depois com detidas experiências anatômicas, pôde-se localizar a topografia exata das chagas que produziram os pregos nas mãos de Jesus ao ser crucificado. Os pregos não atravessaram a palma, como vulgarmente se acredita, mas sim o carpo ou região do pulso, isto é, o pulso, precisamente pelo espaço livre, chamado de Destot, limitado pelos ossos semilunar, piramidal, grande e ganchoso. Com efeito, no Santo Sudário se descobre na mão esquerda, que é a mais visível, uma chaga redonda, muito nítida, na altura do carpo, da qual parte um filete de sangue que se irradia obliquamente para cima e para a direita até alcançar a margem cubital do antebraço.

c) O golpe da lança e a chaga do flanco

É crença muito comum situar o coração à esquerda do tórax, mas esta localização não é exata. O coração ocupa uma posição média e anterior e repousa sobre o diafragma, detrás dos pulmões e do peitilho ósseo esternocostal, no mediastino anterior. Somente sua ponta fica situada nitidamente à esquerda, enquanto sua base supera pela direita o esterno.

Certamente como consequência da opinião popular, que localiza o coração à esquerda do peito, existe uma tradição de opiniões que colocam o golpe de lança como desferido no flanco esquerdo de Jesus. Não todas, entretanto. Santo Agostinho, por exemplo, fala em “A Cidade de Deus” de latere dextro, flanco direito, tal como São Francisco de Assis. Segundo Barbet, o Santo Sudário veio elucidar com seu testemunho objetivo este problema, como tantos outros. A silhueta do tecido, com a manifestação clara da ferida, prova que o cadáver de Cristo sofreu o golpe da lança no costado direito e não no esquerdo. Observa-se assim na imagem anterior do lençol um enorme coágulo de sangue no lado direito, que se estende para cima uns seis centímetros e descende em uma dimensão de 15. Sua margem interna aparece mordiscada com recorte arredondado. Esta mancha de sangue ressalta no lençol, vista a pleno dia, por sua tonalidade carmim. A parte superior do coágulo, a mais próxima à chaga, é a mais espessa e a mais larga, e nela se distingue nitidamente um rastro oval, que é evidentemente a estampagem da chaga do flanco. Esta chaga mede 4,4 centímetros de comprimento por 1,5 de largura.

Barbet deduz que a ferida foi aberta por uma lança usada por um soldado de infantaria do chão, a qual penetrou pelo quinto espaço intercostal direito, atravessou a pleura e o pericárdio e feriu a aurícula direita. O sangue que brotou da ferida provinha de tal aurícula, e a água, do pericárdio, em virtude da agonia extraordinariamente penosa do Salvador.

Fonte/acidigital.com.br


Sexta-feira Santa, o Mistério da Cruz

Posted on

Sexta-feira Santa é o dia do silêncio e da adoração, dia no qual se medita com a Via-Sacra a Paixão de Cristo e se repercorre com Jesus o caminho da dor que leva à sua morte, uma morte que, sabemos, não é para sempre

Cidade do Vaticano

Depois disso Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que se cumprisse a Escritura, disse: “Tenho sede”. Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram num ramo de hissopo uma esponja embebida de vinagre e a levaram à sua boca. Ele tomou o vinagre e disse: “Está consumado”. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito” (Jo 18, 28-30).

Hoje as igrejas estão silenciosas. Na liturgia não há canto, não há música e não se celebra a Eucaristia, porque todo espaço é dedicado à Paixão e à morte de Jesus. Ajoelhamo-nos, para simbolizar a humilhação do homem terreno e a coparticipação ao sofrimento do Senhor. Porém, não é um dia de luto, mas um dia de contemplação do amor de Deus que chega para sacrificar o próprio Filho, verdadeiro Cordeiro pascal, para a salvação da humanidade.

A adoração da Cruz

A Cruz está presente na vida de todos os cristãos desde a purificação do pecado no Batismo, absolvição do Sacramento da Reconciliação, até o último momento da vida terrena com a Unção dos enfermos. Na Sexta-feira Santa somos convidados a adorar a Cruz para o dom da salvação que conseguimos através da sua vinda. Depois da ascese quaresmal o cristão está preparado para não fugir do sofrimento. Durante a liturgia os fiéis tocam a Cruz, a beijam e assim entram ainda mais em contato com a dor de Cristo que é a dor de todos, porque Ele carregou na Cruz os pecados de toda a humanidade para salvá-la.

No caminho da dor com Jesus

A encenação da Via-Sacra é uma prática extra litúrgica que muitas vezes é celebrada exatamente na Sexta-feira Santa para evocar e repercorrer juntos o caminho de Jesus para o Gólgota – o lugar da crucificação – e portanto meditar sobre a Paixão.

A Paixão de Cristo foi introduzida na Europa pelo dominicano beato Alvaro De Zamora da Cordoba em 1402 e mais tarde pelos Frades Menores e compreende 14 momentos ou “estações” nas quais nos detemos para refletir e rezar. São uma sequências de crescentes imagens dramáticas que culminam com a morte de Cristo, em cada uma delas Jesus é atacado pelo mal, para evidenciar, por contraste, a vitória d’Ele sobre a morte e sobre o pecado que será celebrada daqui a dois dias com o Domingo da Páscoa da Ressurreição.

Fonte/vaticanonews.va

Hoje é celebrada a Quinta-feira Santa, dia da instituição da Eucaristia

Posted on

Igreja celebra hoje a Quinta-feira Santa. Neste dia, durante a Última Ceia, Jesus instituiu dois sacramentos: a Eucaristia e a Ordem Sacerdotal.

Esta data é comemorada pela Igreja com uma eucaristia especial. Nela, o sacerdote lava os pés de doze pessoas que representam os apóstolos, repetindo assim o gesto de Jesus Cristo.  Com esta ação, Jesus transmite a mensagem da caridade, quando diz: “Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz”.

Dessa forma, o Senhor Jesus dá um testemunho idôneo da vocação ao serviço do mundo e da Igreja que todos os fiéis devem seguir.

Por outro lado, também é celebrada a instituição do Sacramento da Ordem sacerdotal por Cristo e a instituição da Eucaristia.

A Santa Missa é então a celebração da Ceia do Senhor, na qual Jesus, na véspera da sua paixão, “enquanto ceava com seus discípulos, tomou pão…”.

Ele quis que, como em sua última Ceia, seus discípulos se reunissem e recordassem-no abençoando o pão e o vinho: “Fazei isto em memória de mim”.

Neste dia, há alegria e a Igreja rompe a austeridade quaresmal cantando o “Glória”: é a alegria de quem se sabe amado por Deus; porém, ao mesmo tempo, é sóbria e dolorida, porque é conhecido o preço que Cristo pagou por nós.

Hoje inicia a festa da “crise pascoal”, isto é, da luta entre a morte e a vida, já que a vida nunca foi absorvida pela morte mas sim combatida por ela. A noite do sábado de Glória é o canto à vitória, porém tingida de sangue, e hoje é o hino à luta, mas de quem vence, porque sua arma é o amor

Fonte/acidigital.com.br

Como ganhar indulgência no Tríduo Pascal?

Posted on

Durante o Tríduo Pascal, os fiéis podem obter indulgência plenária para si próprio ou para os defuntos. Para isso, deve-se seguir as seguintes recomendações estabelecidas pela Santa Sé.

Quinta-feira Santa

1. Se durante a solene vigília do Santíssimo, após a Missa da Ceia do Senhor, recitar ou cantar o hino eucarístico “Tantum Ergo”.

2. Se visitar por meia hora o Santíssimo Sacramento reservado no monumento para adorá-lo.

Sexta-feira Santa

1. Se participar piedosamente da adoração da Cruz na solene celebração da Paixão do Senhor.

Sábado Santo

1. Se rezar a oração do Santo Rosário.

Vigília Pascal

1. Se participar da celebração da Vigília Pascal e nela renovar as promessas do Santo Batismo.

Domingo de Páscoa

1. Se receber com piedade e devoção bênção dada pelo Sumo Pontífice a Roma e ao mundo (bênção Urbi et Orbi), ou dada pelo Bispo aos fiéis confiados ao seu cuidado.

Além dessas condições estabelecidas para cada dia do Tríduo, para lucrar a indulgência, é necessário seguir as demais recomendações, que são:

A. Exclusão de todo afeto para qualquer pecado, inclusive venial.

B. Confissão sacramental, Comunhão Eucarística e oração pelas intenções do Sumo Pontífice. Estas três condições podem ser cumpridas dias antes ou depois da execução da obra enriquecida com a indulgência plenária; mas convém que a comunhão e a oração pelas intenções do Sumo Pontífice se realizem no mesmo dia em que se cumpre a obra.

Vale assinalar que, com uma só confissão sacramental é possível ganhar várias indulgências. Entretanto, convém que se receba frequentemente a graça do sacramento da Penitência, para aprofundar na conversão e na pureza de coração.

Por outro lado, com uma só Comunhão Eucarística e uma só oração pelas intenções do Santo Padre só se ganha uma indulgência plenária.

A condição de rezar pelas intenções do Pontífice se cumpre com um Pai Nosso e Ave-Maria; mas é concedida a cada fiel cristão a faculdade de rezar qualquer outra fórmula, segundo sua piedade e devoção.

Fonte/acidigital.com.br

Papa explica as palavras com as quais Jesus rezou ao Pai durante a Paixão

Posted on

Vaticano, 17 Abr. 19 / 09:34 am (ACI).- Em sua catequese pronunciada na Audiência Geral desta quarta-feira, 17 de abril, na Praça de São Pedro, o Papa Francisco refletiu sobre as palavras com as quais Jesus rezou ao Pai durante a Paixão. A primeira invocação aconteceu depois da Última Ceia, quando o Senhor disse: “Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho (…) Glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse”.

“Jesus pedia a glória, um pedido que parece paradoxal, já que a Paixão está às portas. De qual glória se trata?”, perguntou o Santo Padre. Em seguida, detalhou alguns momentos na Bíblia nos quais se descreve como Deus expressa sua glória. Por exemplo, ao povo de Israel ao libertá-lo do Egito, ou no templo de Jerusalém, ao fazer-se visível nas visões dos profetas.

“A glória indica a revelação de Deus, é o sinal distintivo da sua presença salvadora entre os homens. Agora, Jesus é aquele que manifesta de modo definitivo a presença e salvação de Deus”, assegurou.

Essa expressão é realizada durante a Páscoa, explicou o Papa, “levantado na Cruz é glorificado. Ali Deus finalmente revela sua glória: tira o último véu e nos surpreende ainda mais. Descobrimos realmente que a glória de Deus é toda Amor: amor puro, louco e impensável, muito além de qualquer limite e medida”.

Por isso, o Papa convidou a fazer “nossa a oração de Jesus: peçamos ao Pai que tire os véus dos nossos olhos para que nesses dias, olhando o crucifixo, possamos acolher o fato que Deus é Amor”.

“Quantas vezes o imaginamos patrão e não Pai, quantas vezes pensamos que Ele é juiz severo, muito mais que Salvador misericordioso! Mas Deus, na Páscoa, zera as distâncias e se mostra na humildade de um amor que pede o nosso amor”.

De fato, “nós, então, o damos glória quando vivemos tudo o que fazemos com amor, quando fazemos cada coisa de coração, por Ele”.

“A verdadeira glória é a do amor, porque é a única que dá vida ao mundo. Sim, esta glória é o contrário da glória mundana, que vem quando se é admirado, louvado, aclamado: quando eu estou ao centro da atenção”.

Pelo contrário, a glória de Deus “é paradoxal: nada de aplausos, nada de audiência. Ao centro não está o ‘eu’, mas o ‘outro’: na Páscoa vemos que o Pai glorifica o Filho enquanto o Filho glorifica o Pai. Nenhum glorifica a si mesmo. E, ao culminar a Paixão, Jesus diz: ‘Pai, em tuas mãos entrego o meu Espírito’. O Espírito que o Pai tinha entregado a Jesus, Jesus o devolde ao Pai. O meu se converte em teu”.

Após a Última Ceia, “Jesus entra no jardim do Getsêmani e também reza ao Pai. Enquanto os discípulos não conseguem estar acordados e Judas está chegando com os soldados, Jesus começa a sentir medo e angústia”.

Em meio a esta desolação, “dirige ao Pai a palavra mais terna e doce ‘Abba’, Paizinho! Na dor, Jesus nos ensina a abraçar o Pai porque na oração a Ele está a força de seguir adiante nas dores. Nas fadigas a oração é alivio, conforto”.

“Quando foi abandonado por todos, na desolação interior Jesus não está sozinho, está com o Pai. Nós, ao contrário, nos nossos ‘Getsêmani’ geralmente escolhemos permanecer sozinhos ao invés de dizer ‘Pai’ e confiar-nos, como Jesus, à sua vontade, que é sempre para o nosso verdadeiro bem”.

Nesse sentido, assegurou que “o maior problema não é a dor, mas como a enfrentamos. A solidão não nos oferece vias de saída; a oração sim, porque é relação, confiança. Jesus se confia ao Pai, dizendo a Ele o que sente, se apoiando nele durante a luta”. “Quando entrarmos nos nossos ‘Getsêmanis’, devemos nos recordar de rezar assim: ‘Pai’”.

Por fim, “Jesus dirige ao Pai uma terceira oração por nós: ‘Pai, perdoa-os, porque não sabem o que fazem’. Jesus reza por quem foi mal com Ele, por seus assassinos. O evangelho específica que esta oração acontece no momento da crucificação. Era provavelmente o momento da dor mais aguda, quando os pregos eram enfiados nos pulsos e nos pés”.

“No ápice da dor, consegue culminar o amor: chega o perdão, ou seja, o dom a enésima potência, que desfaz o círculo do mal. Jesus rezou por nós ao Pai, para que do Pai venha o perdão que nos liberte o coração, que nos cure por dentro”, concluiu o Papa Francisco.

Fonte/acidigital.com.br

Audiência: a oração ao Senhor nos salva dos nossos “Getsêmanis” pessoais

Posted on

O Papa Francisco interrompeu o ciclo de catequeses sobre o Pai-Nosso para comentar as palavras de Jesus durante a Sua Paixão, na vigília do Tríduo Pascal.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

O tríduo pascal que estamos prestes a viver foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira (17/04).

Na Praça São Pedro, de modo especial o Pontífice refletiu sobre algumas palavras que Jesus dirigiu ao Pai durante a Sua Paixão. A primeira invocação foi feita depois da Última Ceia, quando disse: “Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho” e ainda “glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse”.Ouça a reportagem com a voz do Papa Francisco

Glória é amar

Pode parecer paradoxal que Jesus peça a glória ao Pai quando a Paixão está para acontecer, observou o Papa. A glória na verdade indica o revelar-se de Deus, é o sinal distintivo da sua presença salvadora entre os homens e é o que acontece na Páscoa. “Ali Deus finalmente revela a sua glória, que descobrimos ser toda amor: amor puro, louco e impensável, para além de todo limite e medida.

“ Queridos irmãos e irmãs, façamos nossa a oração de Jesus: peçamos ao Pai para retirar os véus dos nossos olhos para que nesses dias, olhando para o Crucifixo, possamos acolher que Deus é amor. Quantas vezes O imaginamos patrão e não Pai, juiz severo ao invés de Salvador misericordioso! Mas Deus na Páscoa cancela as distâncias, mostrando-se na humildade de um amor que pede o nosso amor. ”

Portanto, nós damos glória ao Pai quando vivemos tudo o que fazemos com amor, com o nosso coração. A verdadeira glória é a do amor, porque é a única que dá vida ao mundo, e não a glória mundana, feita de aclamação e audiência. No centro não está o eu, mas o outro. Ninguém glorifica a si mesmo.

Cada um tem seu próprio Getsêmani

Depois da Última Ceia, Jesus entra no jardim do Getsêmani e também ali reza ao Senhor com a palavra mais tenra e doce: «Abbà», Pai (cfr Mc 14,33-36).

“ Nos nossos Getsêmanis, com frequência escolhemos permanecer sós ao invés de dizer ‘Pai’ e entregarmo-nos, como Jesus, à sua vontade, que é o nosso verdadeiro bem. O problema maior não é a dor, mas como é enfrentada. A solidão não oferece saída; a oração sim, porque é relação, entrega. Quando entrarmos nos nossos Getsêmani, recordemos de rezar assim: ‘Pai’. ”

Romper o círculo do mal com o perdão

Por fim, Jesus dirige ao Senhor uma terceira oração por nós: «Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem» (Lc 23,34).

Jesus reza por quem foi malvado com ele, no momento da dor mais aguda, quando recebia os pregos nos pulsos e nos pés. “Aqui, ao vértice da dor chega o amor: chega o perdão, isto é, o dom à enésima potência, que quebra o círculo do mal.

Rezando nesses dias o “Pai-Nosso” – tema neste período das catequeses  –, o Papa fez votos que possamos pedir uma dessas graças: viver para a glória de Deus, isto é, com amor; que saibamos confiar no Pai nas provações; e encontrar no seu abraço o perdão e a coragem de perdoar.

Fonte/vaticanonews.va

Hoje Bento XVI completa 92 anos

Posted on

O Sumo Pontífice Emérito, Bento XVI, completa hoje 92 anos de idade. Dentro de três dias, em 19 de abril, recordará o aniversário de sua eleição como sucessor de São Pedro, que ocorreu em 2005.

Bento XVI – Cardeal Joseph Ratzinger –, nasceu em Marktl am Inn, na diocese de Passau (Alemanha), em 16 de abril de 1927.

Entre os importantes trabalhos que desempenhou a serviço da Igreja, destaca que em 1962 participou do Concílio Vaticano II como consultor teológico do então Arcebispo de Colônia (Alemanha), Cardeal Joseph Frings.

Além disso, serviu durante anos como Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Presidente da Pontifícia Comissão Bíblica e da Pontifícia Comissão Teológica Internacional, assim como Decano do Colégio dos Cardeais.

Em 11 de fevereiro de 2013, anunciou sua renúncia ao pontificado, o que se fez efetivo na quinta-feira 28 do mesmo mês. Atualmente, Joseph Ratzinger vive no mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano, onde se dedica à leitura e à oração.

Uma de suas últimas e mais memoráveis aparições foi ao lado do Papa Francisco durante a canonização de João Paulo II e João XXIII, considerado pela imprensa como “o dia dos quatro Papas”.

Em 14 de fevereiro de 2015, Bento XVI participou da criação de 20 novos cardeais pelo Papa Francisco e, em 8 de dezembro do mesmo ano, foi o primeiro peregrino que atravessou a Porta Santa da Basílica de São Pedro, na abertura do Ano Jubilar.

Fonte: acidigital.com.br

O altar e a cruz de Notre Dame de Paris aparecem intactos após incêndio

Posted on

O altar e a cruz do presbitério da Catedral de Notre Dame de Paris resistiram intactos ao incêndio voraz que na noite de segunda-feira, 15 de abril, destruiu o telhado, o pináculo e a abóbada deste conhecido templo gótico de mais de 800 anos de antiguidade e símbolo do cristianismo.

Depois de horas de dura luta contra as chamas, à meia-noite de ontem, quando os bombeiros conseguiram controlar o fogo, uma equipe de bombeiros pôde entrar na catedral.

Como mostram as fotografias e vídeos que circulam na Internet, um halo de luz procedente das próprias chamas que devoravam a Catedral, introduziu-se por uma das rosáceas do transepto, iluminando a escultura da Pietá, o altar e a cruz dourada que fica na abside da catedral.

A imagem tem um grande simbolismo: em meio aos escombros da abóbada destruída, entre a fumaça e sob as chamas que continuavam consumindo o teto da catedral e reduzindo-o a cinzas, continuavam de pé a imagem de Nossa Senhora com Jesus morto nos braços, e a brilhante cruz dourada.

Esta cruz, feita de madeira coberta revestida de ouro, é uma obra moderna do escultor francês Marc Couturier. Foi instalada no mesmo lugar onde estava uma cruz anterior que desapareceu no século XIX, durante os trabalhos de reestruturação do interior da catedral para restaurá-la do grave dano sofrido durante diferentes ondas revolucionárias e restaurar sua aparência gótica original.

Está localizada logo atrás do conjunto escultórico da Pietá, obra do século XVIII do famoso escultor francês Nicolas Coustou, logo abaixo do presbitério, à frente do corredor da abside da catedral.

Também sobreviveu ao fogo a escultura conhecida como A Glória que faz parte do conjunto idealizado por Couturier.

Por outro lado, o altar também é uma obra moderna dos escultores, pai e filho, Jean e Sébastien Touret. Ao contrário do antigo altar da Catedral, perto do conjunto escultórico da Pietà no fundo da abside, este altar moderno, abençoado em 1989 e feito em bronze, está localizado logo abaixo do cruzeiro, onde se elevava o pináculo destruído pelo incêndio e onde, como consequência do colapso, abriu-se um buraco na abóbada.

Outras relíquias

A cruz, o altar e a Pietà não são os únicos elementos de valor religioso e artístico que resistiram ao incêndio. A Catedral guardava importantes relíquias e obras de arte, algumas ligadas à Paixão do Senhor. Entre elas, pode-se destacar a Coroa de Espinhos, um cravo de Cristo e um fragmento da Cruz de Cristo.

Todos os três foram salvos das chamas. As relíquias, na verdade, são propriedade do Estado francês, assim como a catedral, mas, por causa da Concordata com a Santa Sé, são mantidos na sede da catedral.

Outro elemento importante que parece ter sido salvo, embora o seu estado ainda deva ser avaliado, é o órgão da Catedral, projetado pelo fabricante do século XIX Aristide Cavaillé-Coll. Também os vitrais, alguns originais do século XIII outras reproduções do século XIX, parecem ter resistido melhor que o esperado, embora não se saiba se foram salvos em sua totalidade.

Além disso, as bancas do coro do século XVIII, situadas no presbitério, parecem ter sido salvas do fogo, embora possam ter sofrido danos graves devido às altas temperaturas que poderiam ter afetado o verniz que a cobria.

Finalmente, algumas das estátuas da fachada da Catedral foram desmontadas antes do incêndio e foram transferidas para um centro de restauração, de modo que não foram afetadas. Também cabe destacar que as famosas estátuas dos reis da Judeia que adornam a fachada são reproduções, já que as originais góticas foram demolidas durante as ondas revolucionárias do século XIX e decapitadas, e seus restos estão expostos no Museu Cluny, em Paris.

Fonte: acidigital.com

Papa Francisco pede que jovens se libertem do vício em celular

Posted on

O Papa Francisco pediu aos jovens que se libertem do vício em celulares. “Libertem-se do vício em celular, por favor. Certamente vocês já ouviram falar sobre o drama dos vícios. Isso é muito sutil”, alertou o Santo Padre.

O Pontífice fez estas declarações durante a audiência concedida no último sábado, 13 de abril, no Vaticano, aos estudantes da Escola Ennio Quirino Visconti, uma instituição de ensino histórica, herdeira do Colégio Romano.

Em seu discurso, Francisco esclareceu que “o celular é uma grande ajuda, é um grande progresso; tem que usá-lo, é bom que todos saibam como usá-lo. Mas quando a pessoa se torna escrava do telefone, perde sua liberdade”.

“O celular é para comunicação: é muito boa a comunicação entre nós”, disse, mas também advertiu que pode se tornar em uma droga.

O Papa explicou o que , no seu ponto de vista, é a escola. Destacou que “a escola é boa para todos e deve continuar sendo um local onde se educa para a inclusão, para o respeito à diferença e para a colaboração”.

Nesse sentido, encorajou-os a não terem medo das diferenças, porque “o diálogo entre diferentes culturas, entre pessoas diferentes enriquece um país, enriquece a pátria e nos faz avançar no respeito recíproco, faz-nos seguir em frente olhando para uma terra para todos, não apenas para alguns”.

O diálogo entre as culturas, continuou o Pontífice, “é um laboratório que antecipa o que a comunidade deve ser no futuro. Aí a experiência religiosa desempenha um papel importante, no qual entra tudo o que é autenticamente humano”.

Nesse compromisso com a fraternidade entre as culturas, a Igreja promove “o valor universal da fraternidade, baseada na liberdade, na busca honesta da verdade, na promoção da justiça e da solidariedade, especialmente para os mais fracos”.

“Quando não há liberdade, não há educação, não há futuro. Quando não há uma busca honesta da verdade, mas uma verdade imposta que tira a capacidade de buscar a verdade, não há futuro: anula a pessoa”.

Por outro lado, “quando não há promoção da justiça, certamente se acaba em um país egoísta e pusilânime que só funciona para poucos. Sem a atenção e a busca destes valores, não pode haver uma coexistência pacífica real. Quando há injustiças, o ódio e o confronto começam a crescer e terminam como todos nós sabemos”.

Em seu discurso, o Papa também refletiu sobre o problema do bullying escolar e encorajou “a lutar contra essa agressividade que é verdadeiramente uma semente de guerra”.

Fonte: acidigital.com

5 conselhos para viver bem a Semana Santa

Posted on

REDAÇÃO CENTRAL, 14 Abr. 19 / 08:00 am (ACI).- Como viver bem a Semana Santa? Pe. Gianfranco Castellanos Melzi, Capelão da Universidade Católica San Pablo de Arequipa, no Peru, compartilha estes 5 conselhos para que todo cristão possa acompanhar cada passo da liturgia deste tempo.

1. Diminuir as distrações: O sacerdote explicou que como são dias que constituem um caminho que vai do sofrimento e dor à alegria, é importante “reduzir tudo aquilo que impeça a reflexão e recordar o motivo pelo qual é feriado”.

2. Participar das liturgias: “Não há motivo para não participar de cada rito”, assegurou Pe. Castellanos, que argumentou que todos os lugares, todas as igrejas realizam as celebrações da Semana Santa.

3. Confissão: Também recordou que a Igreja Católica recomenda receber a comunhão pelo menos uma vez por ano na Páscoa, então, “seria importante realizar uma boa confissão durante a Semana Santa para poder se aproximar da comunhão”.

4. Jejum: Da mesma forma, a Igreja sugere, “com um sentido penitencial”, a prática do jejum e da abstinência dois dias por ano: Quarta-feira de Cinzas e Sexta-feira Santa.

5. Alegria Pascal: Finalmente, Pe. Castellanos afirmou que “os cristãos devem se cumprimentar no dia da Páscoa como no Natal“.

A saudação pascal é uma tradição que “não deve ser perdida”, pois é “a alegria de saber que Jesus venceu a morte ressuscitando, cumprindo com sua promessa de salvação”, concluiu o sacerdote.

Fonte/acidigital.com