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Amigos descobrem que sem-teto era colega de classe e o retiram das ruas

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Graças à força da amizade um homem sem-teto foi retirado das ruas. Ele foi descoberto em uma foto de jornal por uma amiga antiga, dos tempos de colégio.

Leea Mechling viu a foto de Coy Featherston na primeira página da edição de setembro do Austin American-Statesman e reconheceu na hora seu colega do ensino médio.

Coy Featherston era um amigo extrovertido quando estudavam juntos em Corpus Christi, no Texas, EUA. E Leea sentiu que precisava fazer algo para ajudá-lo.

“Você não pode deixar as coisas persistirem quando vê algo assim. Você precisa reunir as tropas e entrar direto”, disse Leea Mechling ao The Washington Post .

As buscas

Após quatro dias de busca, Leea encontrou Coy nos arredores da Paróquia Católica de St. Austin, perto da Universidade do Texas, em Austin.

Coy conversou com a amiga brevemente e contou que vivia nas ruas havia 20 anos.

 

Depois do encontro, Coy foi levado para a casa de um outro colega de colégio, onde agora tem onde comer, beber, dormir, tomar banho e se divertir também, tocando violão.

Vaquinha

Agora os ex-colegas de classe dele estão batalhando para ajudá-lo a fazer tratamento de saúde mental e conseguir benefícios da Previdência Social.

Eles criaram uma campanha do GoFundMe para a Coy e se surpreenderam com os resultados.

Dos 2 mil dólares de meta, eles já arrecadaram de 16 mil dólares, mais de 66 mil reais.

Coy agradeceu: “Eu tenho muito incentivo de muitas pessoas que conheço há anos e anos. Como você fica longe dos amigos? E você sabe que eles são amigos porque estão ajudando você”.

A entrevista foi dada Austin American-Statesman.

Coy na época da escola - Foto: reprodução / Statesman.com

Coy na época da escola – Foto: reprodução / Statesman.com

Coy nas ruas - Foto: reprodução / Statesman.com

Coy nas ruas – Foto: reprodução / Statesman.com

Coy agora, na casa do amigo -Foto: reprodução / Statesman.com

Coy agora, na casa do amigo -Foto: reprodução / Statesman.com

Veja a reportagem feita sobre ele:

Com informações do TanksGoodNews, Washigton Post e Austin American-Statesman

Fonte/texto:sonoticiaboa.com.br

Ordenar idosos casados é solução imperfeita e problemática, diz Cardeal Urosa

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O Cardeal Jorge Urosa Savino, Arcebispo Emérito de Caracas (Venezuela), escreveu um novo artigo por ocasião do Sínodo da Amazônia intitulado “Idosos casados sacerdotes: uma solução imperfeita e problemática”.

Em seu novo artigo enviado à ACI Prensa, agência em espanhol do Grupo ACI, o Cardeal Urosa afirma que “essa solução deve enfrentar vários problemas ou perguntas. Vou mencionar alguns. Está claro que o tema de ordenar idosos casados ​​é um assunto de disciplina, de conveniência religiosa e pastoral, e exige pesar prós e contras. Não é um dogma de fé. Sem dúvida poderiam ser ordenados. Mas seria preciso pensar que tipo de sacerdotes seriam. Uns de segunda classe? Como os famosos ‘sacerdotes de missa e panela’ do passado? Qual seria a sua formação específica, isto é, como se preparariam?”.

“Os diáconos permanentes requerem uma preparação séria, geralmente pelo menos 4 anos. E qual seria o seu ministério, simplesmente celebrar os sacramentos? De quem dependeriam, ou seja, quem seria seu superior imediato? Não haveria conflitos entre esses sacerdotes idosos-só-sacramentalistas e os párocos ou vigários paroquiais? Como seria seu regime econômico ou administrativo, ou seja, quem os sustentaria em dioceses ou vicariatos de extrema pobreza?”, continua o Purpurado.

“E depois: essa abertura disciplinar estaria limitada apenas à Amazônia? Não enfraqueceria o sacerdócio celibatário no resto do mundo? E muito importante: um sínodo regional pode aprovar uma norma que afeta toda a Igreja universal? Já um importante padre sinodal indicou que para isso seria necessário estudar o sacerdócio de maneira global – não apenas o celibato – e em um sínodo geral, não regional”, diz o Cardeal.

O Arcebispo então pergunta se “ordenar sacerdotes a bons idosos de função apenas litúrgica dará o impulso necessário à vida da Igreja? Além disso, o tema dos idosos casados ​​chamados ao sacerdócio é muito importante e grave para que um Sínodo regional o resolva para a Igreja universal”.

“Por que, então, debilitar a disciplina e o valor do celibato sacerdotal com uma solução imperfeita e problemática para as populações indígenas da Amazônia e para a Igreja universal? Repito há muitas perguntas sérias sobre a ordenação desses bons idosos casados. E talvez não resolva os problemas da situação atual. Não acho que seja conveniente nem útil”.

O texto enviado à ACI Prensa em 22 de outubro é a quinta entrega do Cardeal no âmbito do Sínodo da Amazônia, que ocorre no Vaticano até o dia 27.

Em seu primeiro artigo, enviado a ACI Prensa em 24 de setembro, o Cardeal Urosa assinalou os prós e contras do Documento de Trabalho do Sínodo. No segundo texto, do dia 28 de outubro, chamou os Padres sinodais a apresentarem propostas explícitas para a Amazônia, e na análise publicada em 1º de outubro, o Cardeal Urosa adverte que a ordenação de homens casados, os chamados viri probati, não é conveniente nem útil.

Em um artigo publicado em 21 de outubro, o Cardeal lembrou a importância da missão fundamental da Igreja, que é anunciar com entusiasmo Jesus Salvador.

O Purpurado também enviou uma declaração à ACI Prensa, na qual explicou que espera que o Sínodo efetivamente incentive um “novo impulso à vida da Igreja na Amazônia. Na linha do magnífico documento de Aparecida, que deveria ser levado em consideração pelos padres sinodais. Muito importante: uma análise do Instrumento Laboris não é para atacar o Sínodo, mas para contribuir para o seu sucesso!”.

A seguir, o quinto artigo completo do Cardeal Jorge Urosa Savino:

IDOSOS CASADOS SACERDOTES: UMA SOLUÇÃO IMPERFEITA E PROBLEMÁTICA
Cardeal Jorge Urosa Savino,
Arcebispo Emérito de Caracas (21 de outubro de 2019)

1. Após duas semanas intensas de oração e celebrações litúrgicas, sessões gerais, reuniões em círculos menores, encontros diversos e atividades paralelas, o Sínodo Pan-amazônico entra em sua reta final. Acompanhando o seu desenvolvimento, animei-me a oferecer uma nova contribuição, com minha reiterada admiração pelos missionários amazônicos.

Defesa justa e acertada dos povos da Amazônia e da ecologia integral

2. Muitos foram os temas tratados, com grande liberdade e respeito, pelos padres sinodais. Alguns deram seus testemunhos de trabalhos, dificuldades e realizações pastorais. Outros apresentaram contribuições para os temas ecológicos e sociais. Sempre alinhados com o apoio necessário e justo à defesa dos direitos dos povos amazônicos e da ecologia do território, foram acolhidos com beneplácito pela assembleia solene.

A maioria dos padres sinodais tratou temas estritamente pastorais. Entre estes, há alguns de maior interesse. Um deles, embora não seja o mais importante, mas muito polêmico é o dos idosos casados sacerdotesou ordenar sacerdotes aos idosos casados. A este tema vou dedicar estas reflexões.

Uma observação importante: Nem toda a população da Amazônia é indígena

3. A ordenação sacerdotal dos idosos casados ​​é o tema de maior impacto na mídia. Mas antes de abordá-lo, gostaria de lembrar que na Amazônia existem cerca de 34 milhões de pessoas, das quais apenas três milhões são indígenas, a maioria não integrados à vida social de seus países.

Ou seja: a população indígena que sofre uma pastoral de visita e não de presença não é a maioria da população amazônica, grande parte da qual já são criollos e mestiços católicos ou cristãos batizados. Portanto, não se pode generalizar e apresentar o problema da ausência crônica de sacerdotes como se fosse de toda a Amazônia. Está focado principalmente nas comunidades indígenas.

Nesse território, também existem cidades grandes e importantes dioceses e arquidioceses, melhor atendidas pastoralmente do que as comunidades indígenas, espalhadas por grandes extensões de terra. Um Sínodo centrado apenas na população indígena esqueceria o restante da população amazônica. Alguns parecem entender dessa maneira, restritivamente.

Solução: Ordenar sacerdotes a idosos casados ​​virtuosos?

4. Acredito que a preocupação por um melhor cuidado pastoral dessas populações indígenas é muito legítima. E devemos encontrar uma solução para a falta de sacerdotes. Para isso, o Instrumentum Laboris apresentou como uma solução possível a ordenação de outros tipos de presbíteros: idosos de virtude comprovada, casados, com sua família própria que, vivendo em suas comunidades, possibilitariam a celebração frequente da Eucaristia.

O texto afirma claramente a vigência da disciplina do celibato sacerdotal como uma dádiva para a igreja. Muito bem. De fato: imitando Cristo, celibatário e esposo da Igreja, os presbíteros de rito latino e muitos também das igrejas orientais, escolhemos livremente consagrar nossas vidas a Deus e à Igreja, renunciando ao matrimônio e comprometendo-nos religiosamente com Deus à vivência da castidade perfeita. Algo que convém perfeitamente com a natureza do sacerdócio, que é a configuração a Cristo, sumo e eterno sacerdote e bom pastor.

5. Um detalhe: o texto não usa o termo conhecido e popular de “viri probati”, “homens de virtude comprovada”. Utiliza a expressão “pessoas idosas” e deixa aberta então a possibilidade da ordenação sacerdotal da mulher. Não vamos considerar esta segunda possibilidade, já abertamente descartada diversas vezes por São Paulo VI e São João Paulo II e também recentemente pelo Papa Francisco. Escutemos São João Paulo II diretamente:

“Portanto, para que seja excluída qualquer dúvida em assunto da máxima importância, que pertence à própria constituição divina da Igreja, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos (cf. Lc 22,32), declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja”. (São João Paulo II, Carta Apostólica Ordinatio sacerdotalis, 1994).

Algumas perguntas

6. Nos limitaremos aqui a refletir sobre a possibilidade de conferir o presbiterado a homens idosos casados. Esta solução deve enfrentar vários problemas ou perguntas. Vou mencionar alguns. Está claro que o tema de ordenar idosos casados ​​é um assunto de disciplina, de conveniência religiosa e pastoral, e exige pesar prós e contras. Não é um dogma de fé. Sem dúvida poderiam ser ordenados. Mas seria preciso pensar que tipo de sacerdotes seriam. Uns de segunda classe? Como os famosos ‘sacerdotes de missa e panela’ do passado? Qual seria a sua formação específica, isto é, como se preparariam?

Os diáconos permanentes requerem uma preparação séria, geralmente pelo menos 4 anos. E qual seria o seu ministério, simplesmente celebrar os sacramentos? De quem dependeriam, ou seja, quem seria seu superior imediato? Não haveria conflitos entre esses sacerdotes idosos-só-sacramentalistas e os párocos ou vigários paroquiais? Como seria seu regime econômico ou administrativo, ou seja, quem os sustentaria em dioceses ou vicariatos de extrema pobreza?.

7. E depois: essa abertura disciplinar estaria limitada apenas à Amazônia? Não enfraqueceria o sacerdócio celibatário no resto do mundo? E muito importante: um sínodo regional pode aprovar uma norma que afeta toda a Igreja universal? Já um importante padre sinodal indicou que para isso seria necessário estudar o sacerdócio de maneira global – não apenas o celibato – e em um sínodo geral, não regional.

A base do celibato sacerdotal: configuração a Cristo, sumo sacerdote e bom pastor

8 . Mas também devemos considerar a importância e o valor do celibato sacerdotal quando vivido autenticamente pelos consagrados – religiosos – e pelos presbíteros da Igreja Latina. Trata-se de uma forma de dar, de consagrar o coração e toda a vida a Deus, para dar testemunho de sua grandeza, de que Ele é o mais importante, de que seu amor é o máximo possível! De que o seu amor nos faz imensamente felizes!

9. Trata-se também de configurar-nos a Cristo, bom pastor e sumo e eterno sacerdote, que se entregou ao seu Pai celestial, para dar vida divina ao mundo (Jo 10,10), para oferecer sua existência em sacrifício de suave oblação ao Pai pela salvação do mundo.

O celibato é uma consagração total, que faz Cristo presente no mundo de hoje. O sacerdote diocesano celibatário, assim como o religioso, dá testemunho de que ama a Deus mais do que todas as coisas e de que se entregou à Igreja e a seus irmãos, seres humanos, para dar-lhes os dons divinos, aproximá-los de Deus, para tornar Cristo presente no meio de seu povo.

A experiência venezuelana: as vocações podem aumentar. De fato, aumentaram!

10. Creio que a solução para a atenção das comunidades é que haja uma maior atividade evangelizadora e santificadora, para fortalecer a vida de fé nessas comunidades cristãs sem sacerdotes.

A evangelização, junto com a pastoral juvenil e vocacional, produz resultados a médio e longo prazo. Já vimos isso na Venezuela. Dioceses como Coro, Maracay, Maturín, Barcelona, ​​Valência, San Felipe, La Guaira, entre outras, registraram um aumento significativo nas vocações sacerdotais nos últimos 40 ou 50 anos.

Não há dúvida de que o trabalho dos missionários amazônicos foi e é magnífico, sacrificado, digno de todo respeito, reconhecimento e louvor. Mas, apesar disso, não há vocações. É por isso que devemos estudar com sinceridade e realismo porque a pregação evangélica e o trabalho missionário não produziram mais frutos nas comunidades indígenas, incluindo as vocações indígenas ao sacerdócio ou à vida consagrada.

Uma solução imperfeita e problemática

11. Então, ordenar sacerdotes a bons idosos de função apenas litúrgica dará o impulso necessário à vida da Igreja? Além disso, o tema dos idosos casados ​​chamados ao sacerdócio é muito importante e grave para que um Sínodo regional o resolva para a Igreja universal.

12. Por que, então, debilitar a disciplina e o valor do celibato sacerdotal com uma solução imperfeita e problemática para as populações indígenas da Amazônia e para a Igreja universal? Repito há muitas perguntas sérias sobre a ordenação desses bons idosos casados. E talvez não resolva os problemas da situação atual. Não acho que seja conveniente nem útil.

Conclusão

13. Espero e peço a Deus que o Espírito Santo ilumine todos os participantes dessa grande assembleia. Peçamos a Deus que este Sínodo dê frutos positivos para uma ecologia integral. Mas, acima de tudo, frutos para o fortalecimento e revitalização da Igreja nos países amazônicos e para um maior impulso ao trabalho missionário e evangelizador de sua população indígena, criolla e mestiça nesse imenso território.

E que nossa mãe amorosa Maria Santíssima de Guadalupe, Rainha da América, interceda por nossa Igreja amazônica e universal. Amém.

Fonte/texto:acidigital.com.br

Papa na Audiência: a Igreja não é fortaleza, mas tenda que acolhe todos

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O Santo Padre encontrou, na manhã desta quarta-feira, na Praça São Pedro, milhares de peregrinos e fiéis, provenientes de diversas partes do mundo, para a Audiência Geral. E reiterou a natureza da Igreja: ou é “em saída” ou não é Igreja.

Cidade do Vaticano

Em sua catequese o Papa refletiu sobre os “Atos dos Apóstolos, partindo do versículo 14, 27, onde se lê: “Deus abriu a porta da fé aos pagãos”: a missão de Paulo e Barnabé e o Concílio de Jerusalém.

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O livro dos Atos dos Apóstolos narra que São Paulo, após seu encontro transformador com Jesus, foi acolhido pela Igreja de Jerusalém, graças à mediação de Barnabé, e começou a proclamar a Boa Nova de Cristo.

No entanto, disse Francisco, devido à hostilidade de alguns, Paulo foi obrigado a se transferir para Tarso, sua cidade natal, seguido por Barnabé, que também foi envolvido na pregação da Palavra de Deus.

Audiência de 23 de outubro de 2019

Audiência de 23 de outubro de 2019

O evangelista Lucas diz que a sua pregação começou depois de uma forte perseguição, que não acometeu a evangelização, pelo contrário, foi uma boa oportunidade para ampliar o campo, onde lançar a boa semente da Palavra. Eis o longo itinerário da Palavra de Deus, que deve ser anunciada por todos os cantos da terra.

No entanto, Paulo e Barnabé chegaram, antes, à Antioquia da Síria, onde ficaram um ano inteiro, ensinando e ajudando a comunidade a criar raízes. Assim, Antioquia tornou-se o centro da propulsão missionária, graças à pregação dos dois evangelizadores, que tocou o coração dos fiéis. Precisamente em Antioquia os adeptos de Cristo foram chamados, pela primeira vez, de “cristãos”.

Enviados pelo Espírito

Depois de Antioquia, Paulo e Barnabé, foram “enviados pelo Espírito” a outros lugares, anunciando a mensagem de Cristo e atraindo muitas pessoas para a fé cristã.

Audiência de 23 de outubro de 2019

Audiência de 23 de outubro de 2019

Esta foi a primeira etapa missionária de Paulo, que passou da pregação do Evangelho nas Sinagogas da diáspora ao anúncio em ambientes pagãos populares. Ao retornarem à Antioquia, Paulo e Barnabé contaram aos seus irmãos “como Deus abriu aos pagãos a porta da fé”, cumprindo a “obra” para a qual o Espírito Santo os havia enviado. E o Papa explicou:

“ Do Livro dos Atos, emerge a natureza da Igreja, que não é uma fortaleza, mas uma tenda capaz de ampliar seu espaço para dar acesso a todos. A Igreja deve ser “em saída” senão não é uma Igreja; é uma Igreja de “portas abertas”, chamada a ser sempre a Casa aberta do Pai. Assim, se alguém quiser seguir a ação do Espírito e buscar a presença de Deus, não encontrará o obstáculo de uma porta fechada ”

Porém, disse Francisco, naquele momento começavam os problemas: a novidade de abrir as portas aos pagãos e judeus desencadeou uma controvérsia ferrenha. Alguns judeus sentiam a necessidade da circuncisão para se salvar e ser batizados. Para resolver a questão, Paulo e Barnabé pedem o parecer do conselho dos Apóstolos e anciãos de Jerusalém, que foi considerado o primeiro Concílio da história da Igreja: o Concílio de Jerusalém ou Assembleia de Jerusalém, sobre o qual Francisco disse:

Foi abordada uma questão teológica, espiritual e disciplinar muito delicada: a relação entre a fé em Cristo e a observância da Lei de Moisés. Durante a assembleia  foram decisivos os discursos de Pedro e Tiago, “pilares” da Igreja mãe. Ambos convidavam a não impor a circuncisão aos pagãos, mas apenas a pedir para rejeitar a idolatria, em todas as suas expressões.

“ Foi abordada uma questão teológica, espiritual e disciplinar muito delicada: a relação entre a fé em Cristo e a observância da Lei de Moisés. Durante a assembleia foram decisivos os discursos de Pedro e Tiago, “pilares” da Igreja mãe. Ambos convidavam a não impor a circuncisão aos pagãos, mas apenas a pedir para rejeitar a idolatria, em todas as suas expressões ”

Essa decisão, ratificada com uma Carta apostólica, foi enviada a Antioquia.

Audiência de 23 de outubro de 2019

Audiência de 23 de outubro de 2019

Enfim, o Papa perguntou qual o significado da assembleia de Jerusalém em nossos dias? E respondeu:

“ A Assembleia de Jerusalém nos oferece uma luz importante sobre o modo de enfrentar as divergências e buscar a verdade na caridade. Recorda-nos que o método eclesial de resolver os conflitos se baseia no diálogo feito de escuta atenciosa e paciente e no discernimento à luz do Espírito. De fato, é o Espírito que nos ajuda a superar os fechamentos e as tensões e age nos corações para que, na verdade e no bem, chegue à unidade. Este texto nos ajuda a entender o significado de Sínodo, iluminados pelo Espírito Santo ”

Sínodo não é uma conferência, nem um parlamento, mas algo bem diferente”.

Ao término da sua catequese semanal, o Santo Padre passou a saudar os diversos grupos de fiéis presentes na Praça São Pedro. Eis o que disse aos peregrinos de língua portuguesa:

“ Queridos peregrinos de língua portuguesa, saúdo-os, cordialmente, a todos, em particular os diversos grupos vindos de Portugal e do Brasil. Que a sua peregrinação a Roma os ajude a estar preparados para fazer parte da Igreja em saída, mediante o testemunho alegre do Evangelho e do amor de Deus por todos os seus filhos. A Virgem Santa os guie e proteja! ”

Fonte/texto:vaticannews.va

13 fatos fascinantes da vida de Karol Wojtyla, hoje São João Paulo II

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Por ocasião da festa de São João Paulo II, celebrada neste dia 22 de outubro, nossos amigos do Churchpop.com resgataram estes 13 fatos fascinantes da vida do grande Pontífice.

1. Aos 15 anos quase morreu por um disparo acidental

Um amigo lhe mostrou uma arma, a qual acreditava estar descarregada. Foi quando durante uma brincadeira este amigo apertou o gatilho e disparou bem perto de Karol. Felizmente (ou milagrosamente), a bala não o tocou.

2. Teve uma “namorada” judia durante sua juventude

Seu nome era Ginka Beer, era “uma bela judia, com lindos olhos e cabelos, magra, uma excelente atriz”. Embora não possamos descrever com precisão o vínculo entre Karol Wojtyla e Ginka, ela foi primeira e possivelmente a única com quem ele teve uma relação romântica.

3. Foi ator e dramaturgo

Era membro de um grupo de teatro e pretendia trabalhar como ator, antes de descobrir sua vocação ao sacerdócio.

4. Aos 21 anos de idade já tinha perdido todos seus familiares diretos

Sua mãe morreu quando ele tinha 8 anos devido a algumas complicações durante um parto, seus três irmãos morreram durante sua infância e seu pai morreu de um ataque cardíaco, quando ele tinha 21 anos.

5. Foi atropelado por um caminhão nazista durante a Segunda Guerra Mundial

Em fevereiro de 1944, enquanto voltava do trabalho para sua casa, foi atropelado por um caminhão alemão. Os oficiais alemães pararam e, ao ver que estava inconsciente e gravemente ferido, detiveram um automóvel para usá-lo como ambulância e levá-lo ao hospital. Ficou internado durante duas semanas. A terrível experiência e sua surpreendente recuperação confirmaram sua vocação ao sacerdócio.

6. Foi detido por soldados nazistas e fugiu escondendo-se atrás de uma porta

Em agosto de 1944, durante um levantamento polonês, soldados nazistas invadiram a sua cidade a fim de prender todos os homens jovens. Ao entrar em sua casa, escondeu-se atrás de uma porta. Os soldados revistaram sua casa, mas não o encontraram e foram embora. Em seguida, escondeu-se na casa do seu Arcebispo, onde permaneceu até o final da guerra.

7. Participou do Concílio Vaticano II como Bispo e ajudou a escrever vários documentos

Colaborou na redação do texto final de Dignitatis humanae, o Decreto sobre a liberdade religiosa, e Gaudium et spes, a Constituição Pastoral sobre a Igreja no mundo atual.

8. Foi o primeiro Papa não italiano desde o século XVI

João Paulo II era polonês e não tivemos um Papa italiano a partir dele: Bento XVI é alemão e Francisco é argentino.

9. Como Papa, falava 9 idiomas com facilidade

Sabia polonês, latim, grego antigo, italiano, francês, alemão, inglês, espanhol e português. Durante sua juventude, esteve familiarizado com 12 idiomas.

10. Visitou 129 países durante seu pontificado

Isto o tornou um dos líderes mundiais que mais viajou na história e fez com que ganhasse o apelido de “Papa Peregrino”.

11. Beatificou e canonizou mais pessoas que o resto dos Papas que o antecederam… juntos

Beatificou 1.340 pessoas e canonizou 483 pessoas. Esta cifra supera todos os beatos e santos canonizados por todos os Papas anteriores a ele em toda a história da Igreja.

12. Foi herói de um gibi de Marvel na década de 1980

Assim como ele, a Beata Madre Teresa de Calcutá e São Francisco de Assis também protagonizaram livros de histórias em quadrinho.

13. É o quarto Papa com o título de “o Grande”

Embora o título não seja de maneira oficial e é apenas pelo uso popular, somente outros três papas na história mereceram tal honra: São Leão Magno (440 até 461), São Gregório Magno (590-604), e São Nicolau Magno (858-867).

São João Paulo II, rogai por nós!

Fonte/texto:acidigital.com.br

Juíza barra instalação de estátua de Nossa Senhora e manda retirar imagens em Aparecida

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Em uma ação movida pela Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea), a juíza Luciene Bela Ferreira Allemand determinou que fosse barrada a instalação de uma estátua gigante de Nossa Senhora Aparecida na cidade de Aparecida (SP), bem como a retirada de outros monumentos dedicados à Padroeira do Brasil; por sua vez, a prefeitura informou que irá recorrer da decisão.

A ação diz respeito a uma escultura gigante de Nossa Senhora Aparecida, doada pelo escultor Gilmar Pinna. A montagem, porém, foi interrompida e as peças da obra estão no local da construção, junto à Via Dutra.

Além disso, ordena a retirada de cinco esculturas que fazem referência à Padroeira do Brasil, as quais foram colocadas em diferentes pontos da cidade em 2017, por ocasião dos 300 anos do encontro da imagem da Virgem no rio Paraíba do Sul.

A associação Atea alega que os monumentos foram construídos com verba pública e instalados em espaços públicos, para promover a fé católica, o que feriria o Estado laico.

Em sua decisão, a juíza Luciene Bela Ferreira Allemand declarou: “Por certo que o Município é conhecido por abrigar o Santuário Nacional e possuir um vasto comércio religioso e turístico, que fomenta a economia local. Porém, não se pode permitir a subvenção de uma religião específica pelo Poder Público, tampouco que as verbas públicas seja utilizadas para construção de obras religiosas quando existentes outras destinações de suma importância, em evidente a má utilização dos recursos públicos”.

Segundo o portal G1, a juíza também determinou a revogação das áreas doadas e ainda condenou o prefeito afastado de Aparecida, Ernaldo Marcondes, ao ressarcimento dos valores empenhados para a implantação dos monumentos. Além disso, determina a “proibição definitiva” do financiamento pela prefeitura de obras referentes à religião.

A prefeitura de Aparecida informou que irá recorrer da decisão judicial. Em declarações a ‘Folha de S. Paulo’, o secretário de Justiça e Cidadania, Marco Aurelio de Toledo Piza, afirmou que a notícia foi recebida “com desconforto”.

“O argumento utilizado é que o Estado é laico e há relativização a respeito disso, a constituição garante a liberdade. […] No caso específico de Aparecida, as imagens que dizem respeito aos milagres de Nossa Senhora Aparecida e à imagem da santa, que está lá para ser executada, estão intimamente ligadas ao fator histórico e cultural da própria cidade. Há um vínculo muito forte, por consequência, da religião com o município”, disse, ao ressalta ainda que o turismo religioso é a base da economia da cidade.

Por sua vez, o prefeito afastado Ernaldo Cesar assinalou que “os recursos efetivamente investidos são oriundos do Governo do Estado de São Paulo, para investimento exclusivo em turismo, dada a condição de Estância Turística de nossa cidade”.

“Os monumentos turísticos instalados, assim como toda política de desenvolvimento municipal do turismo, é realizada com ampla discussão do Conselho Municipal de Turismo e beneficia a pessoas de diferentes crenças religiosas”, completou.

Fonte/texto:acidigital.com.br

Roubam polêmicas imagens do Sínodo da Amazônia e as jogam no rio Tibre

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– Dois homens não identificados roubaram pelo menos cinco esculturas em madeira da polêmica imagem feminina instalada na igreja de Santa Maria em Traspontina, a poucas quadras do Vaticano, e as lançaram no rio Tibre.

As imagens mostram uma mulher grávida nua e acompanhou vários eventos do Sínodo da Amazônia, que ocorre até o dia 27.

O vídeo publicado no YouTube mostra um homem de camisa branca que, de madrugada, teria tirado as imagens da igreja para, em seguida, lançá-las no rio Tibre, perto do castelo de Sant’Angelo, em Roma.

As estátuas fazem parte da iniciativa Casa Comum, que acolhe vários eventos amazônicos na igreja dirigida pelos carmelitas, perto do Vaticano, enquanto dura o Sínodo.

Consultado pela ACI Prensa, agência em espanhol do Grupo ACI, um membro da iniciativa da Casa Comum disse que a polícia já foi informada do que aconteceu e que o vídeo foi enviado às autoridades para a investigação correspondente.

Fontes da Rede Eclesial Pan-amazônica (REPAM) confirmaram à ACI Digital que têm a filmagem interna da igreja e que uma investigação sobre o culpado do roubo será feita.

Além disso, afirmaram que não encontraram nenhuma conexão entre o roubo da imagem e manifestações pacíficas contra o Sínodo que aconteciam foram da Igreja Traspontina na tarde de hoje.

Paolo Ruffini, prefeito do Dicastério de Comunicação do Vaticano, disse na coletiva de imprensa desta segunda-feira que “soubemos da notícia há pouco tempo”.

“O que posso dizer é que roubar algo de um lugar e jogá-lo fora é um gesto que eu defino como uma fanfarronice. Nesta sede, repetimos que a imagem representava a vida, a fragilidade e a mãe terra”, acrescentou.

“É um gesto que contradiz o espírito de diálogo. Não sei mais o que dizer além de que isso tenha sido um roubo”, ressaltou Ruffini.

Na semana passada, Ruffini disse à imprensa que a estátua “banal ou fundamentalmente representava a vida e basta. Acredito que ver símbolos de paganismo ou de outro tipo é ver o mal onde não há”.

A imagem foi usada em um evento realizado em 4 de outubro, nos Jardins do Vaticano, na presença do Papa Francisco, organizado pela REPAM com o Movimento Católico pelo Clima.

Depois, esteve na sala de trabalho do Sínodo e estava permanentemente na igreja de Santa Maria em Traspontina, onde diariamente é realizado um ritual amazônico de caráter sincrético intitulado “Momentos de espiritualidade amazônica”, e que tem como um de seus organizadores a REPAM.

Fonte/texto:acidigital.com.br

#SínodoAmazônico: Apresentado o projeto do Documento Final

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Com a presença do Papa Francisco, foi realizada na manhã desta segunda-feira, 21 de outubro, a 14ª Congregação Geral do Sínodo Especial dos Bispos para a Região Pan-Amazônica, que se realiza no Vaticano até o dia 27 de outubro. Estavam presentes 184 Padres Sinodais

Vatican News – Cidade do Vaticano

Foi o Relator Geral, Cardeal Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo e presidente da Rede Eclesial Pan-amazônica (Repam) a apresentar na Sala do Sínodo o projeto do documento final da Assembleia especial para a Região Pan-Amazônica. O texto, que reúne os frutos dos pronunciamentos apresentados durante os trabalhos, passará agora aos Círculos Menores para a elaboração de um documento geral.

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Programa para os próximos dias

No decorrer dos trabalhos de quarta e quinta-feira, tais emendamentos serão colocados no Documento Final pelo Relator Geral e pelos Secretários Especiais, com a ajuda dos Peritos. Portanto o texto será revisto pela Comissão para a redação para depois ser lido na Sala sinodal na sexta-feira a tarde, no decorrer da 15ª Congregação Geral. Sábado a tarde, por fim, na 16ª Congregação Geral será feita a votação do Documento Final.

Reflexões de Dom Héctor Cabrejos Vidarte

Na abertura da Congregação de hoje, foi realizada a oração da Hora Média. A reflexão proposta foi feita por Dom Héctor Miguel Cabrejos Vidarte, arcebispo de Trujillo, Peru e presidente do CELAM, que convidou a olhar o exemplo de São Francisco e ao “Cântico das Criaturas”. “Para Francisco – evidenciou o bispo – a beleza não é uma questão estética, mas de amor, de fraternidade a todo custo, de graça a todo custo”. O Santo de Assis – falou ainda – “abraça todas as criaturas com um amor e uma devoção nunca vista, falando-lhes do Senhor e convidando-as a louvá-lo. Neste sentido, Francisco chega a ser o inventor do sentimento medieval pela natureza”.

Conhecer, reconhecer e restituir

Conhecer, reconhecer e restituir – disse ainda o presidente do CELAM – são os verbos que marcam “o ritmo” do caminho espiritual de São Francisco de Assis, ou seja conhecer o Sumo Bem, reconhecer os seus benefícios e restituir-Lhe os louvores. De fato, se para São Francisco o pecado é apropriação “não só da vontade, mas também dos bens” que o Senhor opera no ser humano, o louvor, ao contrário, significa restituição. “O ser humano – reforçou ainda Dom Héctor Vidarte – não pode louvar a Deus como convém, pois o pecado feriu a sua filiação” com o Senhor.

Deus, Pai de todos e de todas as coisas

Portanto serão as criaturas, como afirma São Francisco no “Cântico”, a cumprir a obra de mediação para levar o louvor a Deus. Com efeito, elas preenchem o vazio do ser humano, desprovido, por causa do pecado, de uma voz digna de louvar o Criador. “São Francisco descobre em Deus o lugar da Criação – concluiu o bispo – devolve a Criação a Deus, porque vê em Deus não só o Pai de todos, mas o Pai de todas as coisas”.

Os trabalhos desta manhã foram concluídos pelo pronunciamento de um convidado especial que falou sobre o tema da ecologia integral em relação à mudança climática.

Hoje é o Dia Nacional de Valorização da Família: Reze com esta oração

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O Brasil recorda neste 21 de outubro o Dia Nacional de Valorização da Família, data para a qual a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propõe uma oração a fim de pedir a Deus a graça de “valorizar o dom que é a família”.

Esta data tem como objetivo chamar a atenção dos governos e da sociedade para a importância da família como instituição fundamental do desenvolvimento humano.

O Dia Nacional de Valorização da Família foi criado pela Lei n. 12.647, sancionada em 2012. Foi celebrado pela primeira vez em 2013.

Naquela ocasião, o então secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner destacou que “este dia pode se tornar um precioso recurso para promover a Família como espaço privilegiado e insubstituível para que um homem e uma mulher possam, através do matrimônio, gerar e educar seus filhos no exercício da família cidadã”.

Confira a seguir, a oração para o Dia Nacional de Valorização da Família:

Senhor Deus, nosso Pai amoroso e misericordioso, criastes-nos à Vossa imagem e semelhança, para a plenitude da vida em comunhão. Sabemos por experiência que a família constituída por um homem e uma mulher unidos por um vínculo indissolúvel e seus filhos, fundada sobre o matrimônio, é a melhor maneira de viver o amor humano, a maternidade e a paternidade.

Ela é o caminho da plena realização humana e, ao mesmo tempo, constitui o bem mais decisivo para que a sociedade cresça na verdade e na paz, porque ela corresponde ao Vosso desígnio de amor.

Senhor Deus, Verbo Encarnado na família de Nazaré, escolhestes uma família como a nossa para habitar entre nós e compartilhar em tudo a nossa condição humana, menos o pecado. Viestes até nós para ser o nosso Redentor, para salvar a nós e a nossos filhos de atitudes e decisões insensatas, de caminhos de destruição e de morte, dos dramas que acompanham cada existência humana.

Vinde para reavivar em nós o amor que se doa e fortalecer os vínculos de afeto recíproco, para que juntos construamos um mundo de gratuidade amorosa e de vida fraterna. Assim veremos florescer uma sociedade justa e solidária, que valoriza e ama a família, onde seja possível experimentar a felicidade verdadeira, até o dia em que chegaremos junto de Vós, no Vosso Reino de Paz definitiva.

Nossa família, que constitui o bem mais precioso na nossa vida e o maior recurso da nação brasileira, está sendo descaracterizada e desvalorizada por diversas forças sociais e políticas, querendo assemelhá-la a qualquer união que ofereça afeto e cuidados. Até os pais correm perigo de serem desapropriados de sua responsabilidade educativa.

Senhor Deus, Divino Espírito Santo, vinde fortalecer nosso ardor evangélico, para sermos discípulos missionários de Jesus, portadores do seu amor e da sua potência divina que vence a morte.

Pedimos-vos que nossa família se torne cada vez mais casa de comunhão, capaz de vencer os conflitos, escola da fé e dos valores humanos e sociais, lugar onde se partilham as esperanças e as lutas e se acompanha o crescimento de cada filho. Assim, nossa família será fonte de alegria e de beleza, nascente de satisfação e de força para construir positivamente o horizonte de realização de cada pessoa e o bem de toda a sociedade.

Ajudai-nos, Senhor a valorizar o grande dom que é a família, preservando-a dos males que a ameaçam e iluminai nosso caminho para superar os conflitos entre o trabalho a família e a festa, para promover a família cidadã, que auxilia a sociedade a superar a violência e a corrupção, a encontrar caminhos da paz.

Sagrada Família de Nazaré, Jesus, Maria e José, abençoai as nossas famílias brasileiras!

Fonte/texto:acidigital.com.br

Papa: a missão não pode ser um peso, mas um dom para oferecer

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No Dia Mundial das Missões, celebrado neste domingo (20) no âmbito do Mês Extraordinário Missionário, o Papa Francisco presidiu a Santa Missa na Basílica de São Pedro. O Pontífice usou o substantivo ‘monte’, o verbo ‘subir’ e o pronome ‘todos’ para encorajar o testemunho de milhares de missionários no mundo.

Andressa Collet – Cidade do Vaticano

Ouça a reportagem com a voz do Papa

Uma celebração eucarística caracterizada pela comunhão dos povos na Basílica de São Pedro. Na manhã deste domingo (20), o Papa Francisco presidiu uma missa, por ocasião do Dia Mundial das Missões no âmbito do Mês Missionário Extraordinário. A cerimônia foi especialmente animada pela genuína participação do coro e orquestra “Palmarito e Urubichà”, da Bolívia.

Na homilia, o Papa usou o substantivo monte, o verbo subir e o pronome todos, extraídos das leituras do dia, para encorajar o testemunho de milhares de missionários no mundo.

monte, lugar de grandes encontros

Ao iniciar falando do monte, Francisco indicou aquele da Galileia, mas que poderia o do Sinai, do Tabor ou das Oliveiras, mas sempre “o monte parece ser o lugar onde Deus gosta de marcar encontro com toda a humanidade”.

“A nós, o que nos diz o monte? Que somos chamados a nos aproximar de Deus e dos outros: nos aproximar de Deus, o Altíssimo, no silêncio, na oração, nos afastando das maledicências e boatos que poluem; e nos aproximar também dos outros.”

 

Francisco então falou da importância de olhar o outro de uma outra perspectiva, do alto do monte, onde descobrimos que “a harmonia da beleza só é dada pelo conjunto”.

“O monte nos lembra que os irmãos e as irmãs não devem ser selecionados, mas abraçados com o olhar e sobretudo com a vida. O monte liga Deus e os irmãos num único abraço, o da oração. O monte nos leva para o alto, longe de tantas coisas materiais que passam; nos convida a redescobrir o essencial, o que permanece: Deus e os irmãos. A missão começa no monte: lá se descobre aquilo que conta. No coração deste mês missionário, vamos nos interrogar: para mim, o que é que conta na vida? Quais são as altitudes para onde vou?”

subir, um êxodo do próprio eu

O Papa partiu para o verbo que acompanhe o substantivo monte: o subir, já que “nascemos, não para ficar em terra nos contentando com coisas triviais, mas para chegar às alturas encontrando Deus e os irmãos”.

“ Para isso, porém, é preciso subir: é preciso deixar uma vida horizontal, lutar contra a força de gravidade do egoísmo, realizar um êxodo do próprio eu. Por isso, subir requer esforço, mas é a única maneira para ver tudo melhor, como o panorama mais bonito ao escalar a montanha só se vê no cimo. ”

O Papa recordou que a subida muitas vezes não é fácil, pois estamos carregados de coisas e é preciso deixar de lado o que não serve:

“É também o segredo da missão: para partir é preciso deixar, para anunciar é preciso renunciar. O anúncio credível é feito, não de bonitas palavras, mas de vida boa: uma vida de serviço, que sabe renunciar a tantas coisas materiais que empequenecem o coração, tornam as pessoas indiferentes e as fecham em si mesmas; uma vida que se separa das inutilidades que enchem o coração e encontra tempo para Deus e para os outros. Podemos nos interrogar: Como procede a minha subida? Sei renunciar às bagagens pesadas e inúteis do mundanismo para subir ao monte do Senhor?”

O pronome todos, a missão de todos

O que prevalece, porém, nas leituras, é o pronome todos, disse Francisco, repetido várias vezes: todos os povos, todas as nações, todos os homens.

“O Senhor Se obstina a repetir esse «todos». Sabe que somos teimosos a repetir «meu» e «nosso»: as minhas coisas, a nossa nação, a nossa comunidade… e Ele não Se cansa de repetir «todos». Todos, porque ninguém está excluído do seu coração, da sua salvação; todos, para que o nosso coração ultrapasse as alfândegas humanas, os particularismos baseados nos egoísmos que não agradam a Deus. Todos, porque cada qual é um tesouro precioso e o sentido da vida é dar aos outros este tesouro. Eis a missão: subir ao monte para rezar por todos, e descer do monte para se doar a todos.”

“Subir e descer… assim o cristão está sempre em movimento, em saída”, e “ao encontro de todos, não apenas dos seus e do seu grupinho”, enfatizou o Papa, que provocou mais questionamentos a todos: “assumimos o convite de Jesus ou nos ocupamos apenas das nossas coisas?”.

A missão, disse Francisco, é “mostrar, com a vida e mesmo com palavras, que Deus ama a todos e não se cansa jamais de ninguém”. E o Papa finalizou afirmando que “cada um de nós é uma missão nesta terra”.

“ Vai com amor ao encontro de todos, porque a tua vida é uma missão preciosa: não é um peso a suportar, mas um dom a oferecer. Coragem! Sem medo, vamos ao encontro de todos! ”

Fonte/texto:vaticannews.va

Sínodo: 14ª Congregação Geral

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Teve início na manhã desta segunda-feira com a oração da Hora Média, na Sala do Sínodo, no Vaticano, a última semana de trabalhos dos Sínodo dos Bispos dedicado à região Pan-amazônica.

Silvonei José – Cidade do Vaticano

Na presença do Santo Padre realizou-se a 14ª Congregação Geral, durante a qual o Relator-geral, cardeal Cláudio Hummes, apresentou o Projeto do Documento final do Sínodo.

Na segunda parte da manhã e no período da tarde novamente os Círculos Menores.

A reflexão proposta no início dos trabalhos sinodais nesta manhã de segunda-feira foi feita pelo arcebispo de Trujillo, Peru, Dom Héctor Miguel Cabrejos Vidarte.

O arcebispo peruano iniciou a sua meditação propondo o Salmo 110,22: “Bendigam ao Senhor todas as suas obras”. O Papa Francisco escolheu como início de sua Encíclica Laudato Si, a poesia do Cântico do Irmão Sol. O Papa também confiou a São Francisco este Sínodo, nos jardins do Vaticano, no dia 4 de outubro. É por isso que convido vocês a percorrer uma parte do caminho espiritual de São Francisco, disse dom Vidarte.

Francisco substitui a beleza medieval, reservada apenas aos poderosos, com a beleza destes últimos, no tocar e beijar o leproso. Esta oração, composta no Monte Averna, nos diz que o Deus de Francisco não é mais um Deus guerreiro, mas o Deus sofredor, o Deus que padece e compadece a dor do ser humano, ferido pela mortalidade. Embriagado pelo encontro com o Deus da ternura, Francisco está sempre pronto a louvar o Senhor.

Não há nuvens que possam obscurecer a dignidade da pessoa, prodígio de Deus; não há nuvens que obscureçam o valor da vida, maravilha de Deus; nem nuvens que ameacem o dom dos irmãos, que o perdão pode fazer brilhar. Sim, porque para Francisco a beleza não é uma questão de estética, mas de amor, de fraternidade a todo custo, de graças a todo custo. Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão vento, pelo ar e pelas nuvens, pelo sereno e todo tempo… Tu és beleza! Conhecer o Sumo Bem, reconhecer seus benefícios e devolver ao Sumo Bem o louvor (conhecer, reconhecer e retribuir), são os verbos que marcam o ritmo do caminho espiritual de São Francisco de Assis. O Deus conhecido por Francisco é o todo: meu Deus e meu tudo. Deus et Omnia é repetido por Francisco no seu louvor ao Deus Altíssimo, Deus todo em todos. (1º Cor 15,28).

Francisco se refere ao Salmo 110,22: “Bendizei ao Senhor por todas as suas obras” e ao Salmo 18,2: “Os céus narram a glória de Deus. Também os qualificadores: belo, radiante, claro, precioso, expressam as qualidades divinas que tornam as criaturas aptas a ajudar o homem que, tendo pecado, é incapaz de um louvor digno.

Os louvores do Senhor feitos por São Francisco e que começam: “Altíssimo, Todo-Poderoso, Bom Senhor”, o título: Cântico do Irmão Sol, que é a criatura mais bela. Pela manhã, quando o sol nasce, todo homem deveria louvar a Deus, que criou aquela estrela, pela qual nossos olhos são iluminados durante o dia. E à tarde, ao cair da noite, todo homem deveria louvar a Deus por aquela outra criatura: o irmão Fogo, por quem os nossos olhos são iluminados durante a noite”.

Ele ainda diz: “Somos todos como cegos e o Senhor ilumina os nossos olhos através destas duas criaturas. Por elas e por as outras criaturas, que usamos todos os dias, devemos sempre louvar o Criador glorioso”. São Francisco descobre em Deus o lugar da Criação, devolve a Criação a Deus, vê Deus em todas as coisas e ousa chamá-las irmãs. Ele é o irmão universal (cf. LS 11), porque vê em Deus não só o Pai de todos, mas o Pai de todas as coisas.