Santuário Astorga

Notícias do Santuário

40 resoluções concretas para viver uma santa Quaresma

Posted on

Sherry Antonetti é autora de “The Book of Helen” (O livro de Helen) e escreveu 40 resoluções concretas que podem ser aplicadas na vida cotidiana durante esta Quaresma para viver santamente este tempo.

“Com a Quaresma já iniciada, aqui estão algumas ideias sobre como começar nosso percurso espiritual no deserto de preparação para a Paixão, Morte e Ressurreição de nosso Senhor”, escreve Antonetti em seu blog publicado em ‘National Catholic Register’.

1. Ir a Missa duas vezes por semana.

2. Parar de beber café.

3. Servir como voluntário em algum refeitório popular ou hospital algumas horas por semana.

4. Não usar cartões de crédito.

5. Rezar o Terço diariamente.

6. Ler o evangelho do dia no jantar com a família.

7. Jejum de junk food.

8. Rezar uma novena ou uma devoção particular.

9. Adorar o Santíssimo uma hora, além do tempo de costume.

10. Ler na Missa ou servir no ministério de acolhida, ou levar a Sagrada Comunhão aos doentes.

11. Escrever para seus amigos sobre sua fé.

12. Fazer exercícios em uma academia ou ao ar livre como um oferecimento.

13. Abster-se de alguma atividade favorita, como Facebook ou Twitter, ou do celular completamente.

14. Abster-se de comentários desagradáveis, maliciosos ou sarcásticos, inclusive em pensamento.

15. Dizer “eu te amo” todos os dias para a sua família.

16. Fazer e oferecer a tarefa que mais te desagrade, mas fazê-la com um coração alegre.

17- Confessar-se e fazer um exame de consciência diariamente.

18. Aprender mais sobre o Catecismo ou a história da Igreja.

19. Doar para caridade um valor igual aquele utilizado nos gastos adicionais (não essenciais).

20. Descartar o uso de televisão ou outras telas que sirvam para o entretenimento.

21. Não usar o telefone celular ou computador quando não estiver no trabalho.

22. Visitar os doentes, idosos e prisioneiros.

23. Rezar diariamente pelas almas do Purgatório.

24. Procurar a reconciliação com a família e os amigos.

25. Parar de desperdiçar seu tempo navegando na Internet, fazendo compras, na televisão, no telefone, etc.

26. Não comer carne durante toda a Quaresma

27. Convidar outras pessoas para irem à Missa com você.

28. Doar para caridade os brinquedos e roupas em bom estado que você não usa.

29. Confortar aqueles que sofrem o luto com uma refeição, sua presença e sua oração.

30. Ajudar à caridade católica ou a uma ordem religiosa.

31. Oferecer Missas como presentes para as pessoas.

32. Defender a vida protestando contra a pena de morte, o aborto, escrever cartas ou participar de vigílias de oração.

33. Convidar famílias para o jantar de sexta-feira e falar sobre sua fé.

34. Cantar com voz forte na Missa, com alegria e reverência.

35. Ajudar na catequese da sua paróquia. Tornar-se uma testemunha da fé.

36. Envolver-se mais na sua paróquia e diocese. Ver onde a ajuda é necessária e tornar-se essa ajuda.

37. Desistir de qualquer hábito pouco saudável que impeça você de se aproximar de Cristo.

38. Reservar um tempo para descobrir a fé de um santo lendo seus escritos.

39. Pedir a Deus as graças que você não tem, faça-o diariamente.

40. Dar graças a Deus, todos os dias, pelo seu Filho.

 

 

Fonte: acidigital.com

Cristãos, muçulmanos e budistas do Sri Lanka rezam pela China

Posted on

Os representantes das diversas comunidades religiosas do Sri Lanka conclamaram a população a evitar encontros públicos e rezaram pela população vítima do coronavírus na China.

Nos dias passados, cristãos, muçulmanos e budistas do Sri Lanka rezaram pela China e por sua população afetada pelo coronavírus COVID-19, pedindo que a epidemia acabe em breve.

As mortes na China são mais de 1.870 e os infectados são mais de 72.00. O número de pacientes aumentou em todo o mundo e dezenas de milhares de pessoas estão sob observação.

O Sri Lanka confirmou seu primeiro caso de coronavírus, uma chinesa de 43 anos da Província de Hubei, na China, que chegou ao país como turista. No Aeroporto de Bandaranaike, foi instalado um terminal especial de passageiros, equipado com 4 scanners para verificar todos os viajantes que chegam ao país e detectar a possível presença do coronavírus, .

Os representantes das diversas comunidades religiosas conclamaram a população a evitar encontros públicos, pedindo que estes fossem cancelados ou adiados até o vírus estar sob controle.

No sábado, 15 de fevereiro, o cardeal Malcolm Ranjith, arcebispo de Colombo, celebrou uma Missa especial no Santuário de Santo Antônio em Kochchikade, palco dos atentados no domingo de Páscoa do ano passado, na presença do embaixador chinês Cheng Xueyuan.  O purpurado expressou a solidariedade dos católicos pelo povo chinês, obrigado a lutar contra tal “desastre natural”.

“Se todos os líderes da comunidade internacional se reunissem e cuidassem da segurança de todo o mundo, e não apenas do próprio progresso, poderíamos evitar essas catástrofes”, disse o purpurado, dirigindo-se aos fiéis presentes, relata UCA News. Na consciência de que as catástrofes naturais, consequência dos danos provocados ​​pelo homem à natureza na busca do progresso, poderão trazer sempre mais destruição ao mundo.

Em 14 de fevereiro, os muçulmanos fizeram preces especiais na mesquita Devadagaha, em Colombo, para mostrar sua proximidade com os países afetados pela epidemia do COVID-19 e para invocar a bênção de Deus sobre as pessoas infectadas pelo vírus.

O convite para rezar pela grande nação chinesa partiu do Sri Lanka-China Journalists’ Forum, que por sua vez, organizou cerimônias budistas para expressar solidariedade às vítimas do coronavírus.

As comunidades religiosas, aderindo prontamente ao convite do Fórum, recordaram o apoio que a China ofereceu ao Sri Lanka em diversas ocasiões, como o tsunami, as inundações, os deslizamentos de terra, a guerra e atentados terroristas, e fizeram votos para que a grande nação chinesa possa voltar ao normal em breve.

fonte: Vatican News

Igreja Católica inicia processo de beatificação e canonização do padre Pedro Balzi

Posted on

Há 15 anos faleceu Irmã Lúcia de Jesus, uma das videntes de Fátima

Posted on

No mês de fevereiro faz 15 anos do falecimento de uma das videntes de Nossa Senhora de Fátima, a Serva de Deus Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado, mais conhecida apenas como Ir. Lúcia.

Lúcia Rosa dos Santos nasceu em Aljustrel, no dia 28 de março de 1907, e foi batizada dois dias depois. Em suas ‘Memórias’, relata que em 1915 teve pela primeira vez visões de uma espécie de nuvem, com forma humana, por três ocasiões diferentes, quando estava com outras amigas.

A partir do ano seguinte, Lúcia e seus primos, os Santos Francisco e Jacinta Marto, receberam as manifestações do Anjo de Portugal.

Em 13 de maio de 1917, apareceu aos três pastorinhos a Virgem Maria e, a partir de então, a vida deles se transformou completamente.  As crianças acolheram o apelo de Nossa Senhora, passaram a recitar diariamente o terço, fazer sacrifícios pelos pecadores e, durante seis meses, sempre no dia 13, comparecem ao local onde a Virgem lhes aparecia.

Além disso, Lúcia, Francisco e Jacinta passaram a ser constantemente interrogados sobre o que viram e acusados de mentirem e inventarem os acontecimentos. Mas, nada disso desanimou a fé daquelas crianças, que seguiram firmes no amor a Deus e à Nossa Senhora.

Após a última aparição em 13 de outubro de 1917, Lúcia se recolheu no Asilo de Vilar, a conselho do Bispo de Leiria, Dom José Alves Correia da Silva, começando assim uma vida retirada do mundo.

Em 5 de janeiro de 1922, escreveu o primeiro relato das aparições e, em 8 de julho de 1924, respondeu, no Porto, ao interrogatório oficial da Comissão Canônica Diocesana nomeada por Dom José Alves Correia da Silva, sobre os acontecimentos de Fátima.

Posteriormente, em 1925, Lúcia ingressou na Congregação de Santa Doroteia, na Espanha, onde se deram as aparições de Tuy e Pontevedra, as aparições da Santíssima Trindade, de Nossa Senhora e do Menino Jesus.

Desejando uma vida de maior recolhimento para responder à mensagem que a Senhora lhe tinha confiado, entrou no Carmelo de Coimbra, em 1948, onde se entregou mais profundamente à oração e ao sacrifício e tomou o nome de Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado.

Foi neste Carmelo que Irmã Lúcia faleceu em 13 de fevereiro de 2005. Atualmente, seus restos mortais se encontram sepultados na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, no Santuário de Fátima, desde o dia 19 de fevereiro de 2006.

Três anos após a morte de Ir. Lúcia, em 3 de fevereiro de 2008, o Cardeal José Saraiva Martins, então prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, anunciou, no Carmelo de Coimbra, que o Papa Bento XVI tinha aceitado os pedidos do bispo de Coimbra, Dom Albino Cleto, e de numerosos fiéis em todo o mundo, para que fosse dispensado o período canônico de espera de cinco anos para abertura do processo de beatificação da vidente, autorizando a sua antecipação.

A fase diocesana do processo foi aberta por Dom Albino Cleto, em 30 de abril de 2008, e a sua conclusão foi anunciada em 13 de janeiro de 2017. A sessão solene de encerramento do processo decorreu a 13 de fevereiro de 2017, nove anos depois do seu início e 12 anos após a morte da vidente.

Agora, o processo de canonização de Irmã Lúcia se encontra na competência direta da Santa Sé e do Papa.

O que você deve saber sobre a Quarta-feira de Cinzas

Posted on

No próximo dia 26 de fevereiro, a Igreja celebra a Quarta-feira de Cinzas, dando início à Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa. Recordamos algumas coisas essenciais que todo católico precisa saber para poder viver intensamente este tempo.

1. O que é a Quarta-feira de Cinzas?

É o primeiro dia da Quaresma, ou seja, dos 40 dias nos quais a Igreja chama os fiéis a se converterem e a se prepararem verdadeiramente para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo durante a Semana Santa.

A Quarta-feira de Cinzas é uma celebração que está no Missal Romano, o qual explica que no final da Missa, abençoa-se e impõe-se as cinzas obtidas da queima dos ramos usados no Domingo de Ramos do ano anterior.

2. Como nasceu a tradição de impor as cinzas?

A tradição de impor a cinza é da Igreja primitiva. Naquela época, as pessoas colocavam as cinzas na cabeça e se apresentavam ante a comunidade com um “hábito penitencial” para receber o Sacramento da Reconciliação na Quinta-feira Santa.

A Quaresma adquiriu um sentido penitencial para todos os cristãos por volta do ano 400 d.C. e, a partir do século XI, a Igreja de Roma passou a impor as cinzas no início deste tempo.

3. Por que se impõe as cinzas?

A cinza é um símbolo. Sua função está descrita em um importante documento da Igreja, mais precisamente no artigo 125 do Diretório sobre a piedade popular e a liturgia:

“O começo dos quarenta dias de penitência, no Rito romano, caracteriza-se pelo austero símbolo das Cinzas, que caracteriza a Liturgia da Quarta-feira de Cinzas. Próprio dos antigos ritos nos quais os pecadores convertidos se submetiam à penitência canônica, o gesto de cobrir-se com cinza tem o sentido de reconhecer a própria fragilidade e mortalidade, que precisa ser redimida pela misericórdia de Deus. Este não era um gesto puramente exterior, a Igreja o conservou como sinal da atitude do coração penitente que cada batizado é chamado a assumir no itinerário quaresmal. Deve-se ajudar os fiéis, que vão receber as Cinzas, para que aprendam o significado interior que este gesto tem, que abre a cada pessoa a conversão e ao esforço da renovação pascal”.

4. O que as cinzas simbolizam e o que recordam?

A palavra cinza, que provém do latim “cinis”, representa o produto da combustão de algo pelo fogo. Esta adotou desde muito cedo um sentido simbólico de morte, expiração, mas também de humildade e penitência.

A cinza, como sinal de humildade, recorda ao cristão a sua origem e o seu fim: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra” (Gn 2,7); “até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gn 3,19).

5. Onde podemos conseguir as cinzas?

Para a cerimônia devem ser queimados os restos dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Estes recebem água benta e logo são aromatizados com incenso.

6. Como se impõe as cinzas?

Este ato acontece durante a Missa, depois da homilia, e está permitido que os leigos ajudem o sacerdote. As cinzas são impostas na fronte, em forma de cruz, enquanto o ministro pronuncia as palavras Bíblicas: “Lembra-te de que és pó e ao pó voltarás” ou “Convertei-vos e crede no Evangelho”.

7. O que devem fazer quando não há sacerdote?

Quando não há sacerdote, a imposição das cinzas pode ser realizada sem Missa, de forma extraordinária. Entretanto, é recomendável que antes do ato participem da liturgia da palavra.

É importante recordar que a bênção das cinzas, como todo sacramental, somente pode ser feita por um sacerdote ou um diácono.

8. Quem pode receber as cinzas?

Qualquer pessoa pode receber este sacramental, inclusive os não católicos. Como explica o Catecismo (1670 ss.), “sacramentais não conferem a graça do Espírito Santo à maneira dos sacramentos; mas, pela oração da Igreja, preparam para receber a graça e dispõem para cooperar com ela”.

9. A imposição das cinzas é obrigatória?

A Quarta-feira de Cinzas não é dia de preceito e, portanto, não é obrigatória. Não obstante, nesse dia muitas pessoas costumam participar da Santa Missa, algo que sempre é recomendável.

10. Quanto tempo é necessário permanecer com a cinza na fronte?

Quanto tempo a pessoa quiser. Não existe um tempo determinado.

11. O jejum e a abstinência são necessários?

O jejum e a abstinência são obrigatórios durante a Quarta-feira de Cinzas, como também na Sexta-feira Santa, para as pessoas maiores de 18 e menores de 60 anos. Fora desses limites, é opcional. Nesse dia, os fiéis podem ter uma refeição “principal” uma vez durante o dia.

A abstinência de comer carne é obrigatória a partir dos 14 anos. Todas as sextas-feiras da Quaresma também são de abstinência obrigatória. As sextas-feiras do ano também são dias de abstinência. O gesto, dependendo da determinação da Conferência Episcopal de cada país, pode ser substituído por outro tipo de mortificação ou oferecimento como a oração do terço.

Fonte:acidigital.com.br

Hoje é celebrado São Pedro Damião, Doutor da Igreja

Posted on

“Espera confiantemente a alegria que vem depois da tristeza”, dizia o beneditino São Pedro Damião, Doutor da Igreja. Em uma época difícil, ajudou com seus escritos e legações a reforma eclesiástica e clerical. Damião significa “o que doma seu corpo” e sua festa é celebrada neste dia 21 de fevereiro.

“Que a esperança dessa alegria te reanime, e a caridade acenda em ti o fervor, de tal modo que o teu espírito, santamente inebriado, esqueça os sofrimentos exteriores e anseie com entusiasmo pelo que contempla interiormente”, dizia São Pedro Damião.

O santo nasceu em 1007, em Ravena (Itália). Perdeu seus pais quando era criança e ficou sob os cuidados de um irmão que o tratou como escravo. Outro irmão, arcipreste de Ravena, se compadeceu e se encarregou de sua educação. Sentindo-se como um filho, Pedro adotou de seu irmão o nome Damião.

Desde jovem, São Pedro se acostumou à oração, vigília, jejum, convidava os pobres à sua mesa e lhes servia pessoalmente. Ingressou na vida monástica com os beneditinos da reforma de São Romualdo.

Para dominar suas paixões, colocava cintos com espinhos (cilício) debaixo de sua camisa, açoitava-se e jejuava com pão e água. Mas, seu corpo, por não estar acostumado, ficou debilitado e começou a sofrer de insônia.

Foi assim que compreendeu que esses castigos não deviam ser tão severos e que a melhor penitência é a paciência com as penas que Deus permite que nos cheguem. Esta experiência lhe serviu, mais tarde, para acompanhar espiritualmente os outros.

Quando morreu o Abade, Pedro assumiu, por obediência, a direção da comunidade. Fundou outras cinco comunidades de eremitas e, em todos os monges, buscava que fomentassem o espírito de retiro, caridade e humildade. Dentre eles, surgiram São Domingos Loricato e São João de Lodi.

Vários Papas recorreram a São Pedro por seus conselhos. Em 1057, foi criado Cardeal e Bispo de Ostia, embora o santo sempre tenha preferido sua vida de eremita. Posteriormente, lhe seria concedido o desejo de voltar para o convento como simples monge, mas com a condição de que poderia ser empregado no serviço da Igreja.

Dedicou-se a enviar cartas a muitos Pontífices e pessoas de alto escalão para que se erradicasse a simonia, que era a compra ou venda do que é espiritual por bens materiais, incluindo cargos eclesiásticos, sacramentos, sacramentais, relíquias e promessas de oração.

Escreveu o “Livro Gomorriano” (fazendo alusão à cidade de Gomorra, do Antigo Testamento) e falou contra os costumes impuros daquele tempo. Do mesmo modo, escrevia sobre os deveres dos clérigos, monges e recomendava a disciplina mais do que o jejum.

Costumava dizer: “É impossível restaurar a disciplina uma vez que esta decai; se nós, por negligência, deixamos cair em desuso as regras, as gerações futuras não poderão voltar à observância primitiva. Guardemo-nos de incorrer em semelhante culpa e transmitamos fielmente a nossos sucessores o legado de nossos predecessores”.

Era uma pessoa severa, mas sabia tratar os pecadores com indulgência e bondade quando a prudência e a caridade o requeriam. Em seu tempo livre, costumava fazer colheres de madeira e outros utensílios para não permanecer ocioso.

O Papa Alexandre II enviou São Pedro Damião para resolver um problema com o Arcebispo de Ravena, que estava excomungado por certas atrocidades cometidas. Lamentavelmente, o santo chegou quando o Prelado tinha falecido, mas converteu os cúmplices, aos quais impôs uma penitência justa.

De volta a Roma, ficou doente com uma febre aguda, em um mosteiro fora de Faenza. Partiu para a Casa do Pai em 22 de fevereiro de 1072. Dante Alighieri, no canto XXI do Paraíso, coloca São Pedro Damião no céu de Saturno, destinado aos espíritos contemplativos. Foi declarado Doutor da Igreja em 1828.

Fonte:acidigital.com.br

Há 19 anos, São João Paulo II criou Cardeal o agora Papa Francisco

Posted on

No dia 21 de fevereiro de 2001, há 19 anos, São João Paulo II criou Cardeal o então Arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio, que fazia parte do primeiro grupo de 43 novos cardeais do terceiro milênio.

Alguns anos depois, em 27 de abril de 2014, o Papa Francisco declarou santos São João Paulo II e São João XXIII, em uma cerimônia histórica e sem precedentes, na qual reuniu os quatro Pontífices, com a presença do Papa Emérito Bento XVI.

João Paulo II, que criou 231 cardeais durante aproximadamente 27 anos de pontificado, assinalou em 2001 que estes eram “os primeiros cardeais criados no novo milênio” e destacou que, “após ter bebido em abundância nas fontes da misericórdia divina durante o Ano Santo”, a barca mística da Igreja se preparava “para ‘se fazer novamente ao largo’, para transmitir ao mundo a mensagem da salvação”.

Naquela ocasião, o Papa Wojtyla disse aos novos cardeais que “o mundo está se tornando cada vez mais complexo e mutável, e a consciência viva de discrepâncias existentes gera ou aumenta as contradições e os desequilíbrios”.

“O enorme potencial do progresso científico e técnico, assim como o fenômeno da globalização, que ampliam continuamente novas áreas, nos exigem estar abertos ao diálogo com toda pessoa e com toda instância social a fim de dar a todos uma razão da esperança que levamos em nossos corações”, expressou.

“A fim de responder adequadamente às novas tarefas, é necessário cultivar uma comunhão cada vez mais íntima com o Senhor. A própria cor púrpura de vossas vestes recorda- vos essa urgência. Essa cor não é o símbolo do amor apaixonado a Cristo? Nesse vermelho rutilante não está o fogo ardente do amor à Igreja que deve igualmente alimentar em vós a disponibilidade, se necessário, até o supremo testemunho do sangue?”.

“Ao contemplá-los, o povo de Deus deve poder encontrar um ponto de referência concreto e luminoso que o estimule a ser verdadeiramente luz do mundo e sal da terra”, encorajou São João Paulo II.

Fonte:acidigital.com.br

O Papa: renovar a paixão por uma educação mais aberta e inclusiva

Posted on
“É necessário acelerar esse movimento inclusivo da educação para combater a cultura do descarte, criada pela rejeição da fraternidade como elemento constitutivo da humanidade”, disse Francisco aos participantes da plenária da Congregação para a Educação Católica. O Papa recordou o dia do Pacto Educativo Global que se realizará em 14 de maio próximo.

Mariangela Jaguraba – Cidade do Vaticano

O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta quinta-feira (20/02), na Sala Clementina, no Vaticano, os participantes da plenária da Congregação para a Educação Católica.

“A educação é uma realidade dinâmica. Trata-se de um tipo de movimento orientado ao desenvolvimento pleno da pessoa em sua dimensão individual e social”, sublinhou Francisco em seu discurso.

A seguir, o Papa se deteve em alguns aspectos típicos desse movimento.

Movimento ecológico. É uma das forças que puxam para o objetivo de formação completa. A educação que coloca a pessoa no centro de sua realidade integral tem o objetivo de levá-la ao conhecimento de si mesma, da Casa comum em que é chamada a viver e à descoberta da fraternidade como relação que produz a composição multicultural da humanidade, fonte de enriquecimento recíproco.

Ouça a reportagem

Segundo o Papa, esse movimento educacional, conforme escrito na Encíclica Laudato si’, ajuda a recuperar «os distintos níveis de equilíbrio ecológico: o interior consigo mesmo, o solidário com os outros, o natural com todos os seres vivos, o espiritual com Deus». Isso exige «educadores capazes de reordenar os itinerários pedagógicos duma ética ecológica, de modo que ajudem efetivamente a crescer na solidariedade, na responsabilidade e no cuidado assente na compaixão».

A inclusão é mensagem cristã

O outro movimento é o inclusivo. “Uma inclusão que vai em direção a todos os excluídos: os que são excluídos por causa da pobreza, vulnerabilidade, guerra, fome e catástrofes naturais, seletividade social, dificuldades familiares e existenciais. Uma inclusão que se concretiza nas ações educacionais em favor dos refugiados, das vítimas do tráfico de pessoas, dos migrantes, sem nenhuma distinção de gênero, religião ou etnia.”

“A inclusão não é uma invenção moderna, mas parte integrante da mensagem salvífica cristã. Hoje, é necessário acelerar esse movimento inclusivo da educação para combater a cultura do descarte, criada pela rejeição da fraternidade como elemento constitutivo da humanidade.”

Educação, força pacificadora

Outro movimento citado pelo Papa foi o “pacificador, portador de paz”, testemunhado pelos jovens “que com seu compromisso e sede de verdade nos lembram que a esperança não é uma utopia e que a paz é um bem possível.”

“O movimento educativo construtor de paz é uma força que deve ser alimentada contra a “egolatria” que cria a falta de paz, fraturas entre as gerações, povos, culturas, populações ricas e pobres, homens e mulheres, economia e ética, humanidade e ambiente.”

Essas fraturas e contrastes, que adoecem os relacionamentos, escondem o medo da diversidade e da diferença. Por esse motivo, a educação é chamada, com sua força pacificadora, a formar pessoas capazes de entender que a diversidade não atrapalha a unidade, elas são indispensáveis para a riqueza da própria identidade e da identidade dos outros.”

Dia do Pacto Educativo Global

movimento de equipe é outro elemento típico da educação, pois não existe apenas a ação de uma só pessoa ou instituição.

Segundo o Papa, “o movimento de equipe há muito tempo está em crise por várias razões”. Por isso, o Pontífice sentiu a necessidade de promover o dia do Pacto Educativo Global, em 14 de maio próximo, confiando a organização à Congregação para a Educação Católica.

“É um apelo dirigido a todos aqueles que têm responsabilidades políticas, administrativas, religiosas e educativas para restabelecer a “aldeia da educação”. O encontro não tem como objetivo elaborar programas, mas reencontrar o passo comum a fim de «reavivar o compromisso em prol e com as gerações jovens, renovando a paixão por uma educação mais aberta e inclusiva, capaz de escuta paciente, diálogo construtivo e mútua compreensão. O pacto educacional deve ser revolucionário.”

Aliança educativa

“Nunca, como agora, houve necessidade de unir esforços numa ampla aliança educativa para formar pessoas maduras, capazes de superar fragmentações e contrastes e reconstruir o tecido das relações em ordem a uma humanidade mais fraterna»”, disse ainda Francisco.

Para atingir esses objetivos é preciso coragem: «A coragem de colocar no centro a pessoa (…). A coragem de investir as melhores energias (…). A coragem de formar pessoas disponíveis para se colocarem a serviço da comunidade». A coragem de pagar bem os educadores.

Um Observatório mundial

Na formação de um Pacto Educacional Global, o Papa também vê a “facilitação do crescimento de uma aliança interdisciplinar e transdisciplinar para todos” os estudos, incluindo os eclesiásticos.

Francisco faz votos de que se prossiga positivamente “na realização do programa para os próximos anos, em particular na elaboração de um Diretório, na criação de um Observatório mundial, bem como na qualificação e atualização dos estudos eclesiásticos e um maior zelo pela pastoral universitária como instrumento de nova evangelização”.

Fonte:vaticannes.va

 

Hilarion com o Papa: trabalhando juntos para proteger os cristãos

Posted on

O chefe do Departamento das Relações Externas do Patriarcado de Moscou,  Metropolita Hilarion, está em Roma por ocasião do IV aniversário do histórico encontro entre o Papa Francisco e o patriarca de Moscou e toda a Rússia Kirill realizado em Havana. Na quarta-feira ele  teve um encontro com o cardeal Kurt Koch, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, na Conferência e no Concerto sobre o tema dos Santos – Sinais e sementes da unidade.

Já na manhã desta quinta-feira, 13, no Vaticano, foi recebido em audiência pelo Papa Francisco e, à tarde, Hilarion apresenta ao público romano a tradução do livro “Morte e Ressurreição”, o último de uma série que faz parte da coleção “Jesus Cristo. Vida e Ensino”, publicada nos últimos anos.

O Vatican News conversou com ele na véspera da audiência com o Santo Padre e ao final do encontro do Grupo misto que no Vaticano fez um balanço dos projetos culturais e sociais que as duas Igrejas vêm realizando há quatro anos, para a implementação dos principais conteúdos da Declaração Conjunta assinada em Havana, em 12 de fevereiro de 2016, pelo Papa e pelo Patriarca Kirill.

Quais são os seus sentimentos de estar aqui em Roma após as etapas cumpridas em Freiburg, Viena, Moscou nos anos precedentes, e o que aconteceu até agora neste caminho conjunto?

R. – Roma para nós é uma cidade que está ligada à memória dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e cada vez que viemos aqui, experimentamos um sentimento muito particular ao tocar quase a história antiga do cristianismo. Mas a história do cristianismo continua e somos partícipes, ou antes ainda, criadores dessa mesma história. Exatamente quatro anos atrás, em Havana, o Papa Francisco encontrou o Patriarca Kirill e foi a primeira vez na história que um Pontífice romano encontrou um Patriarca de Moscou. Definimos aquele encontro como “histórico”, não somente porque foi o primeiro do gênero, mas porque aquele encontro abriu uma página totalmente nova nas relações entre a Igreja Ortodoxa Russa e a Igreja Católica Romana. E a tarefa do nosso Grupo Misto – à frente do qual estou eu e também o cardeal Koch – é colocar em prática o que foi dito e acordado pelo Papa e pelo Patriarca. Atualmente, temos dois tipos de colaboração nesse grupo: a colaboração cultural e a colaboração em projetos sociais mistos. Esta foi a ocasião para discutir os projetos que iremos implementar este ano e no próximo ano.

Hoje seu encontro com o Papa Francisco: quais são as expectativas?

R. – Encontrei o Papa Francisco várias vezes. Nosso primeiro encontro realizou-se no dia seguinte à sua posse na Cátedra de São Pedro. E durante todos os nossos encontros falamos sobre o estado de nossas relações bilaterais e os projetos que podemos colocar em prática. Certamente concretizaremos os projetos que já discutimos com o cardeal Koch, especialmente nossos projetos humanitários no Oriente Médio. Nossa prioridade é um projeto que consiste em ajudar crianças sírias que, que por causa das hostilidades, perderam uma mão, ou um pé ou alguma outra parte do corpo. É um projeto bastante complexo e muito caro, pois não se trata apenas de fornecer uma prótese, mas de organizar uma reabilitação completa que ajude essas crianças a se integrarem à sociedade. Gostaria que esses projetos estivessem no centro de nossa colaboração, projetos que levem ajuda aos sofredores, aos doentes e, sobretudo às crianças, porque acredito que precisamente esses projetos são a realização do que o Papa e o Patriarca conversaram em seu encontro em Cuba, mas também sobre o que o Salvador Jesus Cristo nos pediu a todos os católicos e ortodoxos.

A situação no Oriente Médio, pela qual os apelos do Papa se sucedem, também é motivo de preocupação para a Igreja Ortodoxa Russa?

R. – A Igreja Ortodoxa Russa compartilha plenamente esta preocupação do Papa e essa preocupação, para dizer a verdade, foi a principal razão do encontro do Papa com o Patriarca há quatro anos. No Oriente Médio, existe praticamente um genocídio de cristãos. Durante muito tempo, a mídia e os políticos ocidentais preferiram não ver e não falar sobre isso, e precisamente o Papa e o Patriarca estiveram entre os primeiros a dizer que essa situação era uma ameaça, procurando atrair a atenção da mídia mundial. Devemos fazer todo o possível para preservar a presença cristã no Oriente Médio.

Qual é o valor e o significado da santidade, que é o tema da conferência em Roma? O que os Santos representam para a Igreja Ortodoxa Russa?

R. – Sabemos bem que o pecado divide e a santidade une. A principal causa da divisão entre os cristãos é, acima de tudo, o pecado humano. Em vez disso, a experiência da santidade une os cristãos, e isso foi mencionado na Declaração conjunta do Papa e do Patriarca, sobretudo na parte dedicada aos mártires. Um antigo autor eclesiástico, Tertuliano, disse que o sangue dos mártires é a semente da Igreja. Ambas as nossas Igrejas têm uma história secular de martírio e posso dizer que o século XX foi um século do martírio para milhões de católicos e fiéis ortodoxos. O professor Andrea Riccardi, em seu livro ‘O século do martírio’, mostrou bem a escala da perseguição contra os cristãos em diferentes países e, infelizmente hoje, as perseguições contra os cristãos continuam, e os especialistas dizem que o cristianismo é a religião mais perseguida, apesar de ser a mais difundida. E nessa situação, considero que a colaboração entre católicos e ortodoxos se torne cada vez mais atual. Eu chamo essa colaboração de uma “aliança estratégica” entre católicos e ortodoxos. Fazendo uso dessa expressão, quero dizer que hoje não podemos resolver todos os problemas teológicos e eclesiológicos, porém nada nos impede de trabalhar juntos e de nos sentir aliados e amigos. E para nos sentir assim, não precisamos de nenhum acordo ou compromisso teológico, nem mesmo de união eclesial, mas somente de boa vontade. Devemos entender bem que o futuro do cristianismo está em nossas mãos. Porém hoje o cristianismo no mundo é frequentemente se encontra em contextos muito hostis e, portanto, para preservar o cristianismo, precisamos aprender a agir juntos. E isso não diz respeito somente ao Oriente Médio, mas também à Europa e América do Norte, onde os valores cristãos são frequentemente criticados, questionados ou mesmo eliminados do espaço público. Devemos aprender a defender nossos valores, como por exemplo o matrimônio, entendido como a união entre homem e mulher, destinada à procriação; devemos defender a santidade da vida humana desde o momento da concepção até a morte natural; devemos enfrentar juntos a propaganda do modo de vida amoral que hoje infelizmente é apresentado pela mídia e pelos altos representantes das sociedades civis. Mencionei apenas algumas áreas em que temos perspectivas muito amplas de trabalho conjunto.

Os Santos em tudo isso nos protegem, nos guardam? É belo pensar em rezar pela unidade …

R. – Acreditamos que os Santos estejam presentes em nossa vida, ouvem nossas orações e nos ajudam em nosso trabalho comum. Cito um exemplo bem conhecido, o caso de São Nicolau, o Santo mais venerado pela Igreja Ortodoxa Russa e cujas relíquias são preservadas na cidade de Bari, e milhares de fiéis da Igreja Ortodoxa Russa veneram essas relíquias sagradas todos os dias. E para o Dia da festa de São Nicolau, de acordo com o Calendário Juliano, milhares de fiéis russos chegam para esse dia e, especificamente para essa ocasião, existem muitos voos fretados da Rússia que enchem o aeroporto de Bari. Quando o Papa encontrou o Patriarca, pediu a ele para transferir temporariamente uma parte das relíquias do Santo para a Rússia. Durante os dois meses de permanência das relíquias em Moscou e São Petersburgo, mais de dois milhões e meio de fiéis foram venerá-las. Esse foi um testemunho muito claro de como um Santo pode unir Ocidente e Oriente e nos ajudar em nosso caminho.

Qual é a mensagem que o senhor quis deixar com a coleção “Jesus Cristo. Vida e Ensino “, que é apresentada nesta quinta-feira com seu último volume “Morte e Ressurreição”?

R.- Há alguns anos, li o livro de Bento XVI sobre Jesus de Nazaré. Ao folheá-lo, tive a ideia de escrever um livro sobre Jesus. Inicialmente pensei que seria apenas um volume, mas depois vi que havia muito material e assim, durante dois anos e meio de trabalho, escrevi um livro em seis volumes com o nome comum “Jesus Cristo. Vida e ensino”. O primeiro volume é dedicado às fontes das quais conhecemos a vida e os ensinamentos de Jesus Cristo, bem como seu nascimento e o início de seu ministério público. O segundo volume, que já foi publicado em italiano, é inteiramente dedicado ao Sermão da Montanha e ao ensino moral de Jesus Cristo. O terceiro volume é dedicado aos milagres de Jesus: eu examino cada milagre em particular e explico o que esses milagres podem significar para o cristão contemporâneo. No quarto volume, falo das parábolas de Jesus, interrogando-me sobre o motivo pelo qual Jesus usava as parábolas e depois examino as particularidades individuais e digo o que o conhecimento das parábolas de Jesus Cristo pode dar ao homem moderno. No quinto volume, levo em consideração o material original do Evangelho segundo João, isto é, o material que não faz parte dos outros três Evangelhos. Por fim, no sexto volume, que acaba de ser publicado em italiano, é dedicado à Paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo e, neste último volume, trago o resultado do meu trabalho, respondendo à pergunta do por que a morte de Jesus Cristo na Cruz foi uma morte expiatória e por que o Credo na Ressurreição de Jesus Cristo é tão significativo para a fé cristã. Em cada um desses seis volumes, olho para a pessoa de Jesus Cristo a partir do contexto histórico de seu ministério público, mas ao mesmo tempo presto muita atenção ao texto e também me dedico à análise e à comparação dos textos de todos os Evangelhos. Em cada volume também faço a análise teológica da vida e do ensino de Jesus Cristo. Digamos que meu objetivo principal era apresentar a vida e os ensinamentos de Jesus Cristo ao leitor moderno a partir de fontes históricas, da exegese dos Padres da Igreja e do significado que essa vida e esse ensinamento têm na vida de um cristão moderno.

Portanto, uma forma de nos fazer sentir mais próximos de Cristo?

R. – Exatamente!

 

fonte:

O chefe do Departamento das Relações Externas do Patriarcado de Moscou,  Metropolita Hilarion, está em Roma por ocasião do IV aniversário do histórico encontro entre o Papa Francisco e o patriarca de Moscou e toda a Rússia Kirill realizado em Havana. Na quarta-feira ele  teve um encontro com o cardeal Kurt Koch, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, na Conferência e no Concerto sobre o tema dos Santos – Sinais e sementes da unidade.

Já na manhã desta quinta-feira, 13, no Vaticano, foi recebido em audiência pelo Papa Francisco e, à tarde, Hilarion apresenta ao público romano a tradução do livro “Morte e Ressurreição”, o último de uma série que faz parte da coleção “Jesus Cristo. Vida e Ensino”, publicada nos últimos anos.

O Vatican News conversou com ele na véspera da audiência com o Santo Padre e ao final do encontro do Grupo misto que no Vaticano fez um balanço dos projetos culturais e sociais que as duas Igrejas vêm realizando há quatro anos, para a implementação dos principais conteúdos da Declaração Conjunta assinada em Havana, em 12 de fevereiro de 2016, pelo Papa e pelo Patriarca Kirill.

Quais são os seus sentimentos de estar aqui em Roma após as etapas cumpridas em Freiburg, Viena, Moscou nos anos precedentes, e o que aconteceu até agora neste caminho conjunto?

R. – Roma para nós é uma cidade que está ligada à memória dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e cada vez que viemos aqui, experimentamos um sentimento muito particular ao tocar quase a história antiga do cristianismo. Mas a história do cristianismo continua e somos partícipes, ou antes ainda, criadores dessa mesma história. Exatamente quatro anos atrás, em Havana, o Papa Francisco encontrou o Patriarca Kirill e foi a primeira vez na história que um Pontífice romano encontrou um Patriarca de Moscou. Definimos aquele encontro como “histórico”, não somente porque foi o primeiro do gênero, mas porque aquele encontro abriu uma página totalmente nova nas relações entre a Igreja Ortodoxa Russa e a Igreja Católica Romana. E a tarefa do nosso Grupo Misto – à frente do qual estou eu e também o cardeal Koch – é colocar em prática o que foi dito e acordado pelo Papa e pelo Patriarca. Atualmente, temos dois tipos de colaboração nesse grupo: a colaboração cultural e a colaboração em projetos sociais mistos. Esta foi a ocasião para discutir os projetos que iremos implementar este ano e no próximo ano.

Hoje seu encontro com o Papa Francisco: quais são as expectativas?

R. – Encontrei o Papa Francisco várias vezes. Nosso primeiro encontro realizou-se no dia seguinte à sua posse na Cátedra de São Pedro. E durante todos os nossos encontros falamos sobre o estado de nossas relações bilaterais e os projetos que podemos colocar em prática. Certamente concretizaremos os projetos que já discutimos com o cardeal Koch, especialmente nossos projetos humanitários no Oriente Médio. Nossa prioridade é um projeto que consiste em ajudar crianças sírias que, que por causa das hostilidades, perderam uma mão, ou um pé ou alguma outra parte do corpo. É um projeto bastante complexo e muito caro, pois não se trata apenas de fornecer uma prótese, mas de organizar uma reabilitação completa que ajude essas crianças a se integrarem à sociedade. Gostaria que esses projetos estivessem no centro de nossa colaboração, projetos que levem ajuda aos sofredores, aos doentes e, sobretudo às crianças, porque acredito que precisamente esses projetos são a realização do que o Papa e o Patriarca conversaram em seu encontro em Cuba, mas também sobre o que o Salvador Jesus Cristo nos pediu a todos os católicos e ortodoxos.

A situação no Oriente Médio, pela qual os apelos do Papa se sucedem, também é motivo de preocupação para a Igreja Ortodoxa Russa?

 

R. – A Igreja Ortodoxa Russa compartilha plenamente esta preocupação do Papa e essa preocupação, para dizer a verdade, foi a principal razão do encontro do Papa com o Patriarca há quatro anos. No Oriente Médio, existe praticamente um genocídio de cristãos. Durante muito tempo, a mídia e os políticos ocidentais preferiram não ver e não falar sobre isso, e precisamente o Papa e o Patriarca estiveram entre os primeiros a dizer que essa situação era uma ameaça, procurando atrair a atenção da mídia mundial. Devemos fazer todo o possível para preservar a presença cristã no Oriente Médio.

Qual é o valor e o significado da santidade, que é o tema da conferência em Roma? O que os Santos representam para a Igreja Ortodoxa Russa?

R. – Sabemos bem que o pecado divide e a santidade une. A principal causa da divisão entre os cristãos é, acima de tudo, o pecado humano. Em vez disso, a experiência da santidade une os cristãos, e isso foi mencionado na Declaração conjunta do Papa e do Patriarca, sobretudo na parte dedicada aos mártires. Um antigo autor eclesiástico, Tertuliano, disse que o sangue dos mártires é a semente da Igreja. Ambas as nossas Igrejas têm uma história secular de martírio e posso dizer que o século XX foi um século do martírio para milhões de católicos e fiéis ortodoxos. O professor Andrea Riccardi, em seu livro ‘O século do martírio’, mostrou bem a escala da perseguição contra os cristãos em diferentes países e, infelizmente hoje, as perseguições contra os cristãos continuam, e os especialistas dizem que o cristianismo é a religião mais perseguida, apesar de ser a mais difundida. E nessa situação, considero que a colaboração entre católicos e ortodoxos se torne cada vez mais atual. Eu chamo essa colaboração de uma “aliança estratégica” entre católicos e ortodoxos. Fazendo uso dessa expressão, quero dizer que hoje não podemos resolver todos os problemas teológicos e eclesiológicos, porém nada nos impede de trabalhar juntos e de nos sentir aliados e amigos. E para nos sentir assim, não precisamos de nenhum acordo ou compromisso teológico, nem mesmo de união eclesial, mas somente de boa vontade. Devemos entender bem que o futuro do cristianismo está em nossas mãos. Porém hoje o cristianismo no mundo é frequentemente se encontra em contextos muito hostis e, portanto, para preservar o cristianismo, precisamos aprender a agir juntos. E isso não diz respeito somente ao Oriente Médio, mas também à Europa e América do Norte, onde os valores cristãos são frequentemente criticados, questionados ou mesmo eliminados do espaço público. Devemos aprender a defender nossos valores, como por exemplo o matrimônio, entendido como a união entre homem e mulher, destinada à procriação; devemos defender a santidade da vida humana desde o momento da concepção até a morte natural; devemos enfrentar juntos a propaganda do modo de vida amoral que hoje infelizmente é apresentado pela mídia e pelos altos representantes das sociedades civis. Mencionei apenas algumas áreas em que temos perspectivas muito amplas de trabalho conjunto.

Os Santos em tudo isso nos protegem, nos guardam? É belo pensar em rezar pela unidade …

R. – Acreditamos que os Santos estejam presentes em nossa vida, ouvem nossas orações e nos ajudam em nosso trabalho comum. Cito um exemplo bem conhecido, o caso de São Nicolau, o Santo mais venerado pela Igreja Ortodoxa Russa e cujas relíquias são preservadas na cidade de Bari, e milhares de fiéis da Igreja Ortodoxa Russa veneram essas relíquias sagradas todos os dias. E para o Dia da festa de São Nicolau, de acordo com o Calendário Juliano, milhares de fiéis russos chegam para esse dia e, especificamente para essa ocasião, existem muitos voos fretados da Rússia que enchem o aeroporto de Bari. Quando o Papa encontrou o Patriarca, pediu a ele para transferir temporariamente uma parte das relíquias do Santo para a Rússia. Durante os dois meses de permanência das relíquias em Moscou e São Petersburgo, mais de dois milhões e meio de fiéis foram venerá-las. Esse foi um testemunho muito claro de como um Santo pode unir Ocidente e Oriente e nos ajudar em nosso caminho.

Qual é a mensagem que o senhor quis deixar com a coleção “Jesus Cristo. Vida e Ensino “, que é apresentada nesta quinta-feira com seu último volume “Morte e Ressurreição”?

R.- Há alguns anos, li o livro de Bento XVI sobre Jesus de Nazaré. Ao folheá-lo, tive a ideia de escrever um livro sobre Jesus. Inicialmente pensei que seria apenas um volume, mas depois vi que havia muito material e assim, durante dois anos e meio de trabalho, escrevi um livro em seis volumes com o nome comum “Jesus Cristo. Vida e ensino”. O primeiro volume é dedicado às fontes das quais conhecemos a vida e os ensinamentos de Jesus Cristo, bem como seu nascimento e o início de seu ministério público. O segundo volume, que já foi publicado em italiano, é inteiramente dedicado ao Sermão da Montanha e ao ensino moral de Jesus Cristo. O terceiro volume é dedicado aos milagres de Jesus: eu examino cada milagre em particular e explico o que esses milagres podem significar para o cristão contemporâneo. No quarto volume, falo das parábolas de Jesus, interrogando-me sobre o motivo pelo qual Jesus usava as parábolas e depois examino as particularidades individuais e digo o que o conhecimento das parábolas de Jesus Cristo pode dar ao homem moderno. No quinto volume, levo em consideração o material original do Evangelho segundo João, isto é, o material que não faz parte dos outros três Evangelhos. Por fim, no sexto volume, que acaba de ser publicado em italiano, é dedicado à Paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo e, neste último volume, trago o resultado do meu trabalho, respondendo à pergunta do por que a morte de Jesus Cristo na Cruz foi uma morte expiatória e por que o Credo na Ressurreição de Jesus Cristo é tão significativo para a fé cristã. Em cada um desses seis volumes, olho para a pessoa de Jesus Cristo a partir do contexto histórico de seu ministério público, mas ao mesmo tempo presto muita atenção ao texto e também me dedico à análise e à comparação dos textos de todos os Evangelhos. Em cada volume também faço a análise teológica da vida e do ensino de Jesus Cristo. Digamos que meu objetivo principal era apresentar a vida e os ensinamentos de Jesus Cristo ao leitor moderno a partir de fontes históricas, da exegese dos Padres da Igreja e do significado que essa vida e esse ensinamento têm na vida de um cristão moderno.

Portanto, uma forma de nos fazer sentir mais próximos de Cristo?

R. – Exatamente!

fonte: Vatican News

Presidência da CNBB recebe a ministra Damares Alves

Posted on

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, foi recebida hoje, 19 de fevereiro, pelo arcebispo de Porto Alegre (RS), dom Jaime Spengler, primeiro vice-presidente da CNBB, pelo bispo de Roraima (RR), dom Mário Antônio da Silva, e segundo vice-presidente da CNBB, e pelo bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ), dom Joel Portella Amado, secretário-geral da CNBB.

Presidência da CNBB recebe visita da Ministra Damares Alves. Crédito: Caio Lima

Presidência da CNBB recebe visita da Ministra Damares Alves. Crédito: Caio Lima

No encontro, a ministra Damares apresentou algumas políticas como o Sistema Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio, as ações contra a exploração e abuso de crianças e adolescentes, o acolhimento de Venezuelanos no Brasil, o projeto de expansão das delegacias da mulher e de recuperação dos agressores de mulheres.

A ministra destacou o papel importante da Igreja na ajuda aos que mais necessitam, como o trabalho das pastorais espalhadas por todo o Brasil, em lugares remotos e carentes. “O que seriam das políticas públicas se não fossem as pessoas das igrejas, que estão lá na ponta cuidando e fazendo”.

Ela afirmou que em seu ministério há uma preocupação com os idosos e com as políticas públicas de proteção desta faixa da população. A ministra citou, como um exemplo espetacular, o trabalho que a Igreja Católica realiza com a Pastoral do Idoso no Brasil. Damares também pediu apoio e orações dos bispos para a sua missão à frente do ministério.

A presidência da CNBB ofereceu à ministra o texto base da Campanha da Fraternidade deste ano, que tem o tema “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso” e o lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele”. Segundo Damares, a Campanha da Fraternidade tem muita sintonia com as ações que o ministério sob sua coordenação vem desenvolvendo. “Dá prá gente fazer muita coisa juntos”, afirmou.

Para o primeiro vice-presidente da CNBB, dom Jaime Spengler, foi um prazer receber a ministra Damares. “É sempre motivo de alegria quando podemos colaborar com as instituições que se preocupam com a promoção e cuidado da vida. Eu creio que estabelecemos um canal de diálogo muito positivo e naquilo que pudermos colaborar, sobretudo na promoção de valores que nos unem, estaremos juntos”, afirmou dom Jaime Spengler.

Fonte:.cnbb.org.br/