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Pesquisa revela que maioria dos norte-americanos reza pelo fim do coronavírus

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A maioria dos norte-americanos indica que rezou pelo fim do novo coronavírus, inclusive aqueles que afirmam que raramente ou nunca rezam, informa uma nova pesquisa.

De acordo com um novo estudo do Pew Research Center, publicado na segunda-feira, 30 de março, 55% dos norte-americanos rezaram pelo fim da pandemia, incluindo pouco mais de dois terços (68%) dos católicos.

A pesquisa com mais de onze mil norte-americanos adultos foi realizada entre 19 e 24 de março e perguntou aos participantes sobre suas atitudes durante o surto de coronavírus, que inclui a vida de oração.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até o dia 1º de abril, havia mais de 823 mil casos confirmados do novo coronavírus (COVID-19) em todo o mundo, e os Estados Unidos têm mais de 163 mil pessoas infectadas com o vírus e 2.850 mortos.

Segundo a pesquisa, 15% daqueles que “raramente ou nunca rezam” indicam que rezaram pelo fim da pandemia, e até 36% daqueles que não praticam uma religião específica dizem que rezaram pela luta contra o vírus.

Seguindo as ordens para ficar em casa, a pesquisa também descobriu que menos pessoas frequentam serviços religiosos. 59% das pessoas que frequentam os serviços pelo menos uma ou duas vezes por mês disseram ter reduzido a frequência. Mas, entre o mesmo grupo, uma porcentagem semelhante – 57% – relatou ter assistido serviços religiosos online ou na televisão, em vez de comparecer pessoalmente durante a pandemia.

Além disso, entre os católicos que participam da Missa pelo menos uma ou duas vezes por mês, 55% disseram ter assistido com menos frequência durante o surto de coronavírus e 46% indicaram que estavam assistindo a Santa Missa on-line ou na televisão em vez de comparecer pessoalmente.

Os bispos católicos em todo o país suspenderam as Missas públicas, sendo a Arquidiocese de Seattle a primeira a fazê-lo em 11 de março.

No entanto, junto com o cancelamento de Missas públicas durante a pandemia, os bispos também exortaram os católicos a aprofundar suas próprias vidas de oração.

O presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA (USCCB), Dom José Gomez, declarou em 13 de março que “agora é a hora de intensificar nossas orações e sacrifícios pelo amor de Deus e pelo amor ao próximo” e pediu aos católicos que rezem em união com o Papa Francisco pelos doentes, profissionais de saúde e líderes civis.

O Bispo de Pittsburgh, Dom David Zubik, emitiu a carta pastoral “O outro lado do corona” em 20 de março, na qual assinala que o fechamento massivo de escritórios e escolas, as demissões e a suspensão de Missas públicas como resultado do coronavírus “é uma oportunidade para aprofundar nossa relação com Jesus” e chamou os católicos a rezarem a Deus para que os proteja do vírus e console todos os afetados.

O Arcebispo da Filadélfia, Dom Nelson Pérez, pediu aos católicos que se unam ao Papa Francisco em oração pelo fim da pandemia, em 25 de março, Solenidade da Anunciação.

Em 27 de março, frente à pandemia de coronavírus, o Papa Francisco concedeu uma bênção Urbi et Orbi extraordinária da Basílica de São Pedro.

“Temos uma âncora: na sua cruz, fomos salvos. Temos um leme: na sua cruz, fomos resgatados. Temos uma esperança: na sua cruz, fomos curados e abraçados, para que nada e ninguém nos separe do seu amor redentor”, disse o Papa Francisco durante a Hora Santa, que incluiu a Adoração Eucarística e a bênção.

Fonte:ACI digital

Qual é o verdadeiro sentido das palmas do Domingo de Ramos? 2997

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No próximo domingo, 5 de abril, milhões de católicos ao redor do mundo vão às igrejas para iniciar a celebração da Semana Santa com o Domingo de Ramos, recordando a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, quando foi recebido por seus discípulos e pelo povo com palmas e ramos de oliveira.

Qual é o verdadeiro sentido destas palmas depois de serem abençoadas?

Depois de abençoadas, muitos fiéis costumam colocá-las em algum lugar privilegiado em suas casas e as utilizam como um sacramental, ou seja, como “sinais sagrados por meio dos quais, imitando de algum modo os sacramentos, se significam e se obtêm, pela oração da Igreja, efeitos principalmente de ordem espiritual” (CIC 1667).

“Entretanto muitas pessoas costumam colocar as palmas abençoadas atrás da porta como amuletos, são utilizadas com fins curativos ou para manter afastados os espíritos maus ou os ladrões, o que é uma superstição”, adverte o Sistema Informativo da Arquidiocese do México (SIAME).

Esta crença, segundo esta instituição, é errônea porque “o verdadeiro sentido das palmas em nosso lar é lembrar que Jesus é nosso rei e que devemos sempre dar-lhes as boas-vindas em nosso lar”.

Quando a Semana Santa termina, sugerem levá-las “à igreja para que seja queimada e possam utilizar suas cinzas precisamente na Quarta-feira de Cinzas, da próxima Quaresma”.

Antigamente, por razões geográficas, muitas igrejas não conseguiam palmas. Deste modo, foram substituídas por outra planta local como a oliveira ou a palmeira.

No “Caeremoniale Episcoporum”, livro que contém os ritos e cerimônias latinas da Igreja Católica, sugerem que, nestes casos, pelo menos se junte flores aos ramos de oliveira.

Fonte:AC.digital

Semana Santa: como a Igreja determina as datas das celebrações?

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– A cada ano, as datas do Tríduo Pascal variam: existe uma razão histórica para isso. São as fases da Lua que guiam o calendário da Igreja para as celebrações dos mistérios da Morte e Ressurreição de Cristo.

Durante a Semana Santa, os cristãos celebram a ressurreição de Cristo, a festa mais importante do calendário litúrgico. De fato, durante os três primeiros séculos da fé, esta era a única festa que se celebrava. Não havia outros tempos litúrgicos nem outras solenidades.

A origem da data se deve ao fato de que a morte de Cristo ocorreu ao redor da festa da Páscoa judaica. Os Evangelhos se referem a esta celebração na passagem bíblica da última ceia, em que Jesus se reúne com seus discípulos para celebrar esta festa na que os judeus recordavam a saída do Egito.

Os judeus, de acordo às suas normas, devem renovar cada ano esta celebração no dia 15 do mês de Nisan, que começa com a primeira lua nova da primavera.

Lua cheia

Com o passar do tempo, e embora algumas regiões no mundo não aderissem, a Igreja começou a unificar a data da Páscoa. Desde o I Concílio Ecumênico da Niceia no ano 325, a Semana Santa se celebra no primeiro domingo de lua cheia depois do equinócio primaveril (por volta do dia 21 de março).

Assim, o domingo de Páscoa acontece em um parêntese de 35 dias, entre em 22 de março e em 25 de abril.

As datas de Páscoa se repetem em um período de 5.700.000 anos e nesse intervalo de tempo a data mais frequente é 19 de abril. Na maioria das vezes, a Semana Santa cai durante a primeira ou segunda semana de abril.

Fonte:AC.digital

 

O Papa reza pelos que ajudam a resolver pobreza e fome causadas pelo Covid-19

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Na Missa esta sexta-feira (03/04) na Casa Santa Marta, Francisco pensou na pobreza, no desemprego e na fome que serão provocados pela pandemia do coronavírus e rezou por quem já agora busca remediá-los. Na homilia, recordou as dores de Maria, convidando a agradecer a Nossa Senhora por ter aceito ser Mãe

VATICAN NEWS

Francisco presidiu a Missa na Casa Santa Marta na manhã desta sexta-feira (03/04) da V Semana da Quaresma, dedicando-a a Nossa Senhora das Dores. A Antífona de entrada, que o Papa lê no início da celebração, é uma invocação de ajuda na angústia: “Tende piedade de mim, Senhor, a angústia me oprime. Libertai-me das mãos dos inimigos e livrai-me daqueles que me perseguem. Não serei confundido, Senhor, porque vos chamo (Sl 30,10.16.18). Na introdução, Francisco dirigiu seu pensamento ao pós pandemia:

Há pessoas que agora começam a pensar no depois: no pós pandemia. Em todos os problemas que chegarão: problemas de pobreza, de trabalho, de fome… Rezemos por todas as pessoas que hoje ajudam, mas pensam também no amanhã, para ajudar todos nós.

Nesta Sexta-feira da Paixão que precede o Domingo de Ramos, em que se recorda as dores de Maria, Francisco dedicou a homilia à Virgem das Dores. Hoje – disse –, nos fará bem pensar nas dores de Nossa Senhora e agradecer-lhe por ter aceito ser Mãe. A seguir, o texto da homilia transcrita pelo Vatican News:

Esta Sexta-feira da Paixão, a Igreja recorda as dores de Maria, Nossa Senhora das Dores. Há séculos se tem esta adoração do povo de Deus. Foram escritos hinos em honra a Nossa Senhora das Dores: estava aos pés da cruz e a contemplam ali, sofredora. A piedade cristã colheu as dores de Nossa Senhora e fala das “sete dores”. A primeira, apenas 40 dias após o nascimento de Jesus, a profecia de Simeão que fala de uma espada que lhe traspassará o coração. A segunda dor, pensa na fuga para o Egito para salvar a vida do Filho. A terceira dor, aqueles três dias de angústia quando o menino permaneceu no templo. A quarta dor, quando Nossa Senhora se encontra com Jesus no caminho do Calvário.  A quinta dor de Nossa Senhora é a morte de Jesus, ver o Filho ali, crucificado, nu, que morre. A sexta dor, a descida de Jesus da cruz, morto, e o toma em suas mãos como o tinha tomado em suas mãos mais de 30 anos (atrás) em Belém. A sétima dor é o sepultamento de Jesus. E assim, a piedade cristã percorre este caminho de Nossa Senhora que acompanha Jesus. Faz-me bem, à noite, quando recito o Angelus, rezar estas sete dores como uma recordação da Mãe da Igreja, como a Mãe da Igreja com tanta dor deu à luz todos nós.

Nossa Senhora jamais pediu algo para si, jamais. Sim, para os outros: pensemos nas Bodas de Caná, quando vai falar com Jesus. Jamais disse: “Eu sou a mãe, vejam-me: serei a rainha mãe”. Jamais o disse. Não pediu algo de importante para ela, no colégio apostólico. Apenas, aceita ser mãe. Acompanhou Jesus com discípula, porque o Evangelho mostra que seguia Jesus: com as amigas, piedosas mulheres, seguia Jesus, ouvia Jesus. Uma vez alguém a reconheceu: “Ah, eis a mãe”, “Tua mãe está aqui”… Seguia Jesus. Até o Calvário. E ali, de pé… as pessoas certamente diziam: “Mas, pobre mulher, como sofrerá”, e os maus certamente diziam: “Mas, também ela é culpada, porque se o tivesse educado bem este não acabaria desse modo”. Estava ali, com o Filho, com a humilhação do Filho.

Honrar Nossa Senhora e dizer: “Esta é a Mãe”, porque ela é Mãe. E este é o título que recebeu de Jesus, propriamente ali, no momento da Cruz. Os teus filhos, tu és Mãe. Não a fez Primeiro-ministro ou lhe deu títulos de ”funcionalidade”. Somente “mãe”. E depois, nos Atos dos Apóstolos, mostram-na em oração com os apóstolos como mãe. Nossa Senhora não quis tirar nenhum título de Jesus; recebeu o dom de ser Mãe d’Ele e o dever de nos acompanhar como Mãe, de ser nossa Mãe. Não pediu para ser uma quase-redentora ou uma corredentora: não. O Redentor é um só e este título não se duplica. Somente discípula e mãe. E assim, como mãe devemos pensá-la, devemos buscá-la, devemos rezar para Ela. É a Mãe. Na Igreja Mãe. Na maternidade de Nossa Senhora vemos a maternidade da Igreja que recebe todos, bons e maus: todos.

Hoje nos fará bem pararmos um pouco e pensar na dor e nas dores de Nossa Senhora. É a nossa Mãe. E como as carregou, como as carregou bem, com força, com choro: não era um choro finto, era propriamente o coração destruído de dor. Fará bem a nós pararmos um pouco e dizer a Nossa Senhora: “Obrigado por ter aceito ser Mãe quando o Anjo Lhe anunciou e obrigado por ter aceito ser Mãe quando Lhe disse Jesus”.

O Santo Padre terminou a celebração com a adoração e a bênção eucarística, convidando a fazer a Comunhão espiritual. A seguir, a oração recitada pelo Papa:

Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós!

Antes de deixar a Capela dedicada ao Espírito Santo foi entoada uma antiga antífona mariana Ave Regina Caelorum (“Ave Rainha dos Céus”):

Ave, Rainha do céu; ave, dos anjos Senhora; ave, raiz, ave, porta; da luz do mundo és aurora. Exulta, ó Virgem gloriosa, as outras seguem-te após; nós te saudamos: adeus! E pede a Cristo por nós!

Vídeo integral da Missa

Missa com o Papa Francisco na Casa Santa Marta – 03.04.2020
Fonte:vaticannes.va

Hoje é celebrado São Francisco de Paula

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São Francisco de Paula foi um homem que amava a solidão, por isso, viveu praticamente toda a sua vida em penitência e oração. Teve muitos seguidores e fundou uma congregação de vida eremita de nome Ordem dos Mínimos, aprovada pela Santa Sé em 1506.

Francisco nasceu em Paula (Itália), em 1416. Quando era criança, sofreu uma grave doença nos olhos, por isso, seus pais pediram a intercessão de São Francisco de Assis e fizeram uma promessa de que seu filho passaria um ano inteiro em um dos conventos de sua ordem se ficasse curado.

O menino ficou curado imediatamente e, desde então, começou a mostrar sinais de uma extraordinária santidade. Aos 13 anos, ingressou em um convento franciscano para cumprir a promessa de seus pais. Nesse lugar, cresceram seu amor pela oração e pela mortificação, sua profunda humildade e sua pronta obediência.

Aos 14 anos, peregrinou a Assis, onde recebeu a inspiração de se tornar eremita. Ao regressar a Paula, decidiu iniciar sua vida de retiro em uma caverna à beira do mar e, logo, seriam muitas as pessoas que se uniriam a ele. Desde então, o Espírito Santo lhe concedeu o dom da profecia, de fazer milagres e curas.

Em 1474, o Papa Sisto IV lhe deu permissão para escrever uma regra para sua comunidade e de assumir o título de Eremitas de São Francisco: esta regra foi formalmente aprovada pelo Papa Alexandre VI, o qual, posteriormente, lhes mudou o nome para o de Mínimos, “os mais humildes de todos os religiosos”.

A regra definitiva foi aprovada em 1506 pelo Papa Júlio II, que também aprovou uma regra para as monjas da ordem.

Por muito anos, este santo percorreu cidades e povoados levando o evangelho. Em 1482, o Papa Sisto IV decidiu enviar Francisco como legado ante o rei da França Luís XI, a quem conseguiu converter pouco antes de sua morte. Este ficou tão agradecido que nomeou Francisco de Paula como diretor espiritual de seu filho, o futuro Carlos VIII, rei da França.

São Francisco de Paula faleceu em 2 de abril de 1507. Doze anos depois de sua morte, foi proclamado santo pelo Sumo Pontífice Leão X, em 1519. Sua festa é celebrada na Igreja universal em 2 de abril.

Fonte:AC.digital

Em um dia como hoje, São João Paulo II partiu para a Casa do Pai

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Neste dia 2 de abril recorda-se os 15 anos de falecimento de São João Paulo II, o Papa polonês que esteve à frente da Igreja Católica por 26 anos e 5 meses. É lembrado como o “Papa peregrino”, foi um grande defensor das famílias e amado pelos jovens.

São João Paulo II faleceu no dia 2 de abril de 2005, às 21h37, na noite anterior ao Domingo da Misericórdia, que ele mesmo instituiu e da qual foi muito devoto.

Poucos minutos após o falecimento, Dom Leonardo Sandri, que na época era o Substituto da Secretaria de Estado da Santa Sé, anunciou a notícia para as milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro e ao resto do mundo, que acompanhava as últimas horas do Pontífice através dos meios de comunicação.

Desde aquela noite até o dia 8 de abril, dia em que foram celebradas as exéquias do falecido Pontífice, mais de três milhões de peregrinos homenagearam o Papa polonês, permanecendo inclusive 24 horas na fila para poder entrar na Basílica de São Pedro.

Em 28 de abril, Bento XVI dispensou o tempo de cinco anos de espera após a morte para iniciar a causa de beatificação e canonização de João Paulo II. A causa foi aberta oficialmente pelo Cardeal Camillo Ruini, Vigário Geral para a Diocese de Roma, em 28 de junho de 2005.

Bento XVI o beatificou em 1º de maio de 2011 e ele foi canonizado pelo Papa Francisco em 27 de abril de 2014, junto com São João XXIII.

São João Paulo II liderou o terceiro pontificado mais longo nos mais de 2.000 anos de história da Igreja, realizando 104 viagens apostólicas fora da Itália e 146 nesse país.

Promoveu as Jornadas Mundiais da Juventude, nas quais se reuniu com milhões de jovens de todo o mundo, e inaugurou os Encontros Mundiais das Famílias.

Fonte:ACI Digital

Reze a São José de Anchieta frente à pandemia do coronavírus com esta oração

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O Santuário Nacional de São José de Anchieta publicou em seu site uma oração a este santo jesuíta, copadroeiro do Brasil, a ser rezada nas ocasiões de epidemia, sobretudo, no atual momento, com a pandemia do coronavírus, COVI-19.

A oração (que pode ser conferida ao final desta matéria) recorda que o santo se colocou “entre a sala de aula e a enfermaria socorrendo muitos filhos e filhas” que o procuravam “na missão de Piratininga, atormentados de inúmeras enfermidades e epidemias”.

Assim, confia ao Apóstolo do Brasil “a saúde do corpo e da alma do povo desta terra”.

Em seu site, o Santuário de Anchieta recorda ainda que, em relação aos 44 anos de sua vida que São José de Anchieta dedicou ao Brasil, há diversos registros “dos cuidados físicos nas enfermidades, do interesse em conhecer a medicina indígena para curar as doenças e, sobretudo, da sua profunda oração e inabalável esperança na misericórdia e providência divina”.

Cita, por exemplo, um dos testemunhos recolhidos por Pe. Pero Rodrigues, SJ, segundo o qual, “quando se achava entre os índios, [José de Anchieta] cuidava deles em suas doenças. Nunca se negava para os servir no espiritual e temporal, ainda que houvesse de passar fome, frio e maus caminhos, e todas as mais incomodidades que a terra e o tempo ocasionavam”.

Além disso, assinala o Santuário, “neste mesmo lugar, São José de Anchieta fez as suas próprias orações, cuidou e sarou enfermos. Aqui, em particular, invocou a proteção materna de Maria contra as enfermidades”.

Nesse sentido, relata que em 1590, por ocasião da dedicação da igreja a Nossa Senhora da Assunção, o santo escreveu e encenou o Auto da Assunção, peça teatral que conta a história da visita de Maria a aldeia.

Nesta obra, o santo colocou na voz do anjo, em tupi, a seguinte invocação em tupi: “A tradução desta pequena oração é: “Mãe de Deus Virgem Maria, vem a aldeia visitar, dela o demônio expulsar. Oxalá com alegria progridamos em te amar. Afasta-lhe a enfermidade, a febre, a disenteria, as corrupções, a ansiedade, para que a comunidade creia em Deus, teu Filho e guia”.

A seguir a oração a São José de Anchieta nas epidemias:

São José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil, a quem confiamos a saúde do corpo e da alma do povo desta terra, que encontraste boa saúde nestes trópicos e recomendaste as terras do Brasil, vinde em nosso auxílio diante desta grande calamidade que nos assola.

Foste tu que se colocaste entre a sala de aula e a enfermaria socorrendo muitos filhos e filhas que te procuravam na missão de Piratininga, atormentados de inúmeras enfermidades e epidemias. Foste tu que na carência total se fez médico e com as plantas desta terra encontrou veículo para novas medicinas.

Foste tu que movido pelo zelo do Evangelho tentou salvar a muitos por meio da Palavra e da Eucaristia, aumentai em nós a Fé, a Esperança e a Caridade, para que, movidos pelos mesmos sentimentos de Cristo, possamos servir os mais pobres e necessitados.

Como foste tudo para todos, fazei-nos colocar toda a nossa confiança nas mãos de Cristo Jesus. Para que, no nosso pôr do sol, brilhe vitoriosa a luz do Cristo. Que a Virgem Maria rogue por nós em nossas agonias, dando-nos seu Filho Jesus como remédio para a nossa vida.

São José de Anchieta, rogai por nós

Amém

Fonte:AC.digital

 

O Papa reza pelos sem-teto, sofredores escondidos neste tempo de dor

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Na Missa na casa Santa Marta esta quinta-feira (02/04), Francisco dirigiu seu pensamento àqueles que estão pagando as consequências da pandemia do coronavírus, em particular aqueles que não têm uma casa. Na homilia, recordou que a vida do cristão é ser consciente de ter sido escolhido por Deus, alegre por caminhar rumo a uma promessa e fiel no cumprimento da aliança

VATICAN NEWS

A Antífona de entrada da celebração da quinta-feira (02/04) da V Semana da Quaresma, que o Papa leu no início da Missa  matutina na Capela da Casa Santa Marta é um convite a manter os olhos fixos em Jesus, esperança que não decepciona: “Cristo é o mediador de uma nova aliança, para que, por meio de sua morte, recebam os eleitos a herança eterna que lhes foi prometida” (Hb 9,15). Ao introduzir a celebração, Francisco rezou, em particular, pelos sem-teto:

Estes dias de dor e de tristeza evidenciam muitos problemas escondidos. No jornal, hoje, há uma foto que toca o coração: muitos sem-teto de uma cidade deitados num estacionamento, sob observação… há muitos sem-teto hoje. Peçamos a Santa Teresa de Calcutá que desperte em nós o sentido da proximidade a muitas pessoas que na sociedade, na vida normal, vivem escondidas, mas, como os sem-teto, no momento da crise, se evidenciam desse modo.

Ouça a reportagem

Na homilia, Francisco comentou as leituras do dia, extraídas do Livro do Gênesis (Gn 17,3-9) e Evangelho de João (Jo 8,51-59), que têm em seu centro a figura de Abraão, a aliança com Deus e o novo anúncio de Jesus que vem “refazer” a criação perdoando nossos pecados. Nós somos cristãos – disse – porque fomos eleitos, escolhidos, e recebemos uma promessa de fecundidade, à qual devemos responder com a fidelidade à aliança. Nossos pecados são contra essas três dimensões: não acolher a eleição adorando os ídolos, não esperar na promessa e esquecer a aliança. O caminho do cristão – concluiu – é ser consciente da eleição, da alegria de caminhar rumo a uma promessa e da fidelidade no cumprimento da aliança. A seguir, o texto da homilia transcrita pelo Vatican News:

O Senhor sempre se recordou da sua aliança. Nós o repetimos no Salmo Responsorial. O Senhor não se esquece, jamais esquece. Sim, esquece somente num caso, quando perdoa os pecados. Após ter perdoado perde a memória, não recorda os pecados. Nos outros casos, Deus não esquece. A sua fidelidade é memória. A sua fidelidade com o seu povo. A sua fidelidade com Abraão é memória das promessas que tinha feito. Deus elegeu Abraão para fazer um caminho. Abraão é um eleito, era um eleito. Deus o elegeu. Depois, naquela eleição prometeu-lhe uma herança e hoje, na passagem do livro do Gênesis, há uma passagem a mais. Quanto a ti, a minha aliança é contigo. A aliança. Uma aliança que lhe faz enxergar longe a sua fecundidade: tu serás pai de uma multidão de nações. A eleição, a promessa e a aliança são as três dimensões da vida de fé, e as três dimensões da vida cristã. Cada um de nós é um eleito, ninguém escolhe ser cristão em meio a todas a todas as possibilidades que o “mercado” religioso lhe oferece, é um eleito. Nós somos cristãos porque fomos eleitos. Nesta eleição há uma promessa, há uma promessa de esperança, o sinal é a fecundidade: “Abraão, serás pai de uma multidão de nações e… serás fecundo na fé. A tua fé florescerá em obras, em boas obras, inclusive em obras de fecundidade, uma fé fecunda. Mas deves – o terceiro passo – observar a aliança comigo. E a aliança é fidelidade, ser fiel. Fomos eleitos, o Senhor nos fez uma promessa, agora nos pede uma aliança. Uma aliança de fidelidade. Jesus diz que Abraão exultou de alegria pensando, vendo o Seu dia, o dia da grande fecundidade, aquele seu filho – Jesus era filho de Abraão – que veio refazer a criação, que é mais difícil que fazê-la, diz a liturgia – veio fazer a redenção dos nossos pecados, veio libertar-nos. O cristão é cristão não porque pode mostrar a fé do batismo: a fé de batismo é um papel. Você é cristão se diz sim à eleição que Deus lhe fez, se vai atrás das promessas que o Senhor lhe fez e se você vive uma aliança com o Senhor: essa é a vida cristã. Os pecados são sempre contra estas três dimensões: não aceitar a eleição e nós “elegere” (eleger) tantos ídolos, tantas coisas que não são de Deus. Não aceitar a esperança na promessa, ir, olhar as promessas de longe, inclusive muitas vezes, como diz a Leitura aos Hebreus, saudando-as de longe e fazer que as promessas sejam hoje com os pequenos ídolos que fazemos, e esquecer a aliança, viver sem aliança, como se fôssemos sem aliança. A fecundidade é a alegria, aquela alegria de Abraão que vê o dia de Jesus e se enche de alegria. Essa é a  revelação que hoje a Palavra de Deus nos dá sobre nossa existência cristã. Que seja como aquela do nosso pai: consciente de ser eleito, alegre por caminhar rumo a uma promessa e fiel no cumprimento da aliança.

O Santo Padre terminou a celebração com a adoração e a bênção eucarística, convidando a fazer a Comunhão espiritual. A seguir, a oração recitada pelo Papa:

Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós!

Antes de deixar a Capela dedicada ao Espírito Santo foi entoada uma antiga antífona mariana Ave Regina Caelorum (“Ave Rainha dos Céus”):

Fonte:vaticannes.va

Cinco filmes recomendados para a Semana Santa

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Semana Santa é um período propício para conhecer e refletir mais sobre o sentido de ser cristão, o que é melhor com a ajuda de um bom filme. A seguir, cinco obras cinematográficas com temática de fé que marcaram e mudaram a vida de muitos de seus telespectadores.

Ressurreição (2016)

De acordo com a Sony, “Ressurreição” apresenta “a épica história bíblica da ressurreição contada pelos olhos de um incrédulo. Clavius (Joseph Fiennes), um poderoso tribuno militar romano, e seu assistente, Lucius (Tom Felton), têm a tarefa de resolver o mistério do que aconteceu com Jesus nas semanas seguintes a crucificação, a fim de refutar os rumores de um Messias ressuscitado e evitar uma revolta em Jerusalém”.

A Paixão de Cristo (2004)

É uma adaptação dos últimos dias de Jesus Cristo realizada por Mel Gibson. Filmado em latim e aramaico, idiomas que Jesus falou, e projetado em todo o mundo em versão original por desejo do diretor, o filme atraiu a atenção de todos pela crueza e realismo de suas imagens.

Ben Hur (1959)

William Wyler assinou uma épica superprodução protagonizada por Charlton Heston, Stephen Boyd e Jack Hawkins que obteve onze prêmios Oscar. Narra a história de dois velhos amigos que se enfrentam e na qual não se mostra o rosto de Jesus Cristo, embora sua presença marque toda a vida de Judah Ben-Hur.

Um remake deste filme estreará ainda este ano, dirigido por Timur Bekmambetov e com Jack Huston como o personagem principal. O brasileiro Rodrigo Santoro também faz parte do elenco, no papel de Jesus Cristo. O primeiro trailer deste remake foi divulgado na semana passada.

Jesus de Nazaré (1977)

Embora se trate de uma minissérie de televisão e não de um filme, o trabalho de Franco Zeffirelli é talvez o melhor relato sobre o nascimento, feitos e morte de Jesus Cristo. O Beato Paulo VI, depois de assistir essa produção, recebeu em audiência o diretor de cinema Franco Zeffirelli e agradeceu-lhe por este trabalho sobre a vida do Senhor. O Papa Francisco também recebeu o diretor na Casa Santa Marta em Audiência Privada na terça-feira, 15 de março.

Os Dez Mandamentos (1956)

Charlton Heston volta a aparecer neste épico com a adaptação da passagem de Moisés e os Dez Mandamentos, dirigida pelo lendário Cecil B. DeMille. A superprodução é de proporções bíblicas: possui quase quatro horas de duração e seus avançados efeitos especiais renderam um Oscar aos diretores. A cena da abertura do Mar Vermelho entrou para a história da sétima arte como uma das mais impressionantes do cinema até então.

Acompanhe também nosso recurso sobre a Semana Santa:

Fonte:AC.digital

Hoje é celebrado São Hugo de Grenoble, Bispo e grande orador

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São Hugo foi Bispo de Grenoble (França) entre 1080 e 1132 e sua eleição se deu quando nem era sacerdote.

Em Grenoble, permaneceu como Bispo durante 50 anos, apesar de ter apresentado sua renúncia em cinco oportunidades ante cinco Pontífices diferentes. Também contribuiu para a fundação da Ordem dos Cartuxos.

O santo nasceu na França em 1052 e seu nome significa “o inteligente”. Foi nomeado cônego na cidade de Valence e, aos 28 anos já estava instruído em ciências eclesiásticas. Era tão bom que seu bispo lhe pediu que o acompanhasse ao Concílio de Avignon de 1080.

Os bispos lhe propuseram que se fosse ordenado sacerdote para se encarregar da Diocese de Grenoble, mas Hugo se opunha, porque era muito tímido e se achava indigno.

O Delegado do Sumo Pontífice conseguiu convencê-lo e lhe conferiu a ordenação sacerdotal. Em seguido, foi levado a Roma para que o Papa Gregório VII o ordenasse Bispo.

Ao chegar a Grenoble, viu que a situação de sua diocese era desastrosa e, por isso, encarregou-se de introduzir a reforma gregoriana. Combateu uma séria de abusos como os cargos eclesiásticos conseguidos com dinheiro (simonia); não cumprimento do celibato pelos sacerdotes; leigos apoderados de bens da Igreja; dívidas com empregados da Igreja; e um povo que não recebia instrução em religião.

Por vários anos, dedicou-se a combater corajosamente todos esses abusos dedicando longas horas à oração e à meditação. Do mesmo modo, recorria sua diocese de paróquia em paróquia corrigindo erros e ensinando como fazer o bem.

Chegou a se tornar um grande orador e, como rezava muito antes de pregar, seus sermões comoviam profundamente os seus ouvintes e alcançavam várias conversões.

Pouco antes de sua morte, perdeu a memória e a única coisa que lembrava eram os salmos e o Pai Nosso. Passou seus últimos dias repetindo essas orações.

São Hugo faleceu com quase 80 anos, em 1º de abril de 1132. O Papa Inocêncio II o declarou santo dois anos depois de sua morte.

Fonte:AC.digital