Santuário Astorga

Notícias do Santuário

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Nomeação!

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O papa Francisco nomeou dom Celso Antônio Marchiori como bispo para a diocese vacante de São José dos Pinhais (PR), transferindo-o da sede episcopal de Apucarana, no mesmo estado. A notícia foi publicada hoje, 13 de dezembro, pelo jornal “L´Osservatore Romano”.

Dom Celso Antônio Marchiori, filho de João Marchiori e de Maria Rosy Bullow Marchiori, nasceu no dia 14 de agosto de 1958 em Campo Largo – PR. De 1966 a 1970 fez seu curso primário no Grupo Escolar Dr. Felinto Teixeira, no bairro Itaqui, município de Campo Largo. Em 1972 se tornou operário da fábrica de louças Steatita, hoje porcelanas Schimidt, onde permaneceu até fevereiro de 1976.

Ingressou em 1976 no Seminário Menor São José, onde concluiu o curso ginasial e colegial. Em 1981, residindo no Seminário Menor Provincial Rainha dos Apóstolos em Curitiba, fez o curso de filosofia na PUC-PR e, logo em seguida o curso de Teologia no Studium Theologicum.

Ordenado presbítero a 6 de março de 1988, foi nomeado Diretor Espiritual do Seminário São José, onde, no ano seguinte, passou a exercer a função de Reitor até o ano de 2005. De 1991 a 1994, cursou a Escola para Formadores, mantida pela Associação Transceder. Em 1991 foi nomeado administrador paroquial do Santuário de Santa Terezinha do Menino Jesus, onde se tornou vigário cooperador em 1992. De 1996 a 2005 exerceu a função de Reitor do Seminário Santíssimo Sacramento e de pároco da Paróquia do Santíssimo Sacramento.

Trajetória e experiências – Durante o período em que trabalhou como formador, desenvolveu diversas funções, ministérios e ofícios na Arquidiocese de Curitiba. Foi nomeado Vigário Episcopal, participou do Colégio dos Consultores, do Conselho Arquidiocesano de Pastoral, do Conselho de Ordens e Ministérios, da Pastoral Presbiteral, do Conselho Fiscal. Foi ainda, coordenador da Formação Permanente dos padres recém ordenados, assessor da Pastoral do Dízimo, conselheiro espiritual das Equipes de Nossa Senhora, assistente eclesiástico do Movimento das Capelinhas, presidente da ARSEM (Assembleia dos Reitores e Formadores dos Seminários de Curitiba), mantenedor da Obra das Vocações Sacerdotais São José e referencial da Comissão Arquidiocesana dos Movimentos Eclesiais e Novas Formas de Vida Cristã.

No dia 08 de julho de 2009 foi nomeado bispo para a Diocese de Apucarana, sendo sua ordenação Episcopal no dia 28 de agosto e sua posse em Apucarana no dia 02 de outubro de 2009. Seu lema episcopal é “In Cruce Domine (Na Cruz do Senhor).”

Saudação

Dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB, enviou na manhã desta quarta-feira, dia 13 de dezembro, mensagem de saudação a dom Celso Antônio Marchiori que assume a diocese São José dos Pinhais (PR).

No texto, dom Leonardo lembra as palavras do Papa Francisco dirigida à Congregação para os Bispos, em fevereiro de 2014: “Ele confia os Pastores da Igreja ‘à Palavra da graça que tem o poder de edificar e de conceder a herança’. Portanto, não donos da Palavra, mas entregues a ela, servos da Palavra”.

Leia a Mensagem: 

Brasília-DF, 13 de dezembro de 2017 

Saudação da CNBB a dom Celso Antônio Marchiori

Prezado Irmão, dom Celso Antônio Marchiori,

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB congratula-se com o senhor pela nomeação como bispo de São José dos Pinhais (PR), anunciada hoje, quarta-feira, 13 de dezembro, pelo Papa Francisco.

Agradecemos o trabalho realizado desde sua ordenação, em Apucarana (PR), nestes últimos oito anos. Desejamos que esse novo tempo de pastoreio seja fecundo e cheio de alegrias para o senhor, para o clero e as comunidades de sua nova Igreja Particular.

Saudamos sua nomeação, trazendo palavras inspiradoras do Papa Francisco dirigida à Congregação para os Bispos, em fevereiro de 2014: “Ele confia os Pastores da Igreja ‘à Palavra da graça que tem o poder de edificar e de conceder a herança’. Portanto, não donos da Palavra, mas entregues a ela, servos da Palavra. Só assim é possível edificar e obter a herança dos santos. A quantos se atormentam com a pergunta sobre a própria herança — «qual é a herança de um Bispo? O ouro ou a prata? — Paulo responde: a santidade. A Igreja permanece quando se dilata a santidade de Deus nos seus membros. Quando do íntimo do seu coração, que é a Santíssima Trindade, esta santidade brota e alcança todo o Corpo. Há necessidade de que a unção do alto escorra até à orla do manto. O Bispo nunca poderá renunciar ao anseio de que o óleo do Espírito de santidade chegue até à última orla da veste da sua Igreja”.

Reiteramos as nossas orações, rogando a proteção da Mãe de Deus.

Em Cristo,

 

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário-Geral da CNBB

fonte/texto: cnbb.net.br

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Celebração e Festa Nossa Senhora

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As comemorações dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida começaram com as novenas mensais do que deste janeiro.  E para vivermos bem este tempo de graça,  o tricentenário da Padroeira do Brasil, os preparativos estão em andamento.

Teremos muitas celebrações durante todo os 9 dias de festa. Caravanas de todo o Brasil comparecem e prestigiam as celebrações que envolvem uma fé, um amor indescritível que resulta em milagres e testemunhos.

Sem contar a festa com barraca comidas tipicas e almoço no domingo. Os preparativos ja começaram e novidades ainda viram.

Confira a Programação do evento aqui no site.

Oração Jubilar: 300 Anos de Bênçãos

Senhora Aparecida, Mãe Padroeira, em vossa singela imagem, / há 300 anos aparecestes nas redes dos três benditos pescadores / no Rio Paraíba do Sul. / Como sinal vindo do céu, / em vossa cor, / vós nos dizeis que para o Pai não existem escravos, / apenas filhos muito amados. / Diante de vós, embaixadora de Deus, / rompem-se as correntes da escravidão! / Assim, daquelas redes, / passastes para o coração e a vida / de milhões de outros filhos e filhas vossos. / Para todos tendes sido bênção: / peixes em abundância, / famílias recuperadas, / saúde alcançada, / corações reconciliados, / vida cristã reassumida. / Nós vos agradecemos tanto carinho, tanto cuidado! / Hoje, em vosso Santuário e em vossa visita peregrina, / nós vos acolhemos como mãe, / e de vossas mãos recebemos o fruto de vossa missão entre nós: / o vosso Filho Jesus, nosso Salvador. / Recordai-nos o poder, a força das mãos postas em prece! / Ensinai-nos a viver vosso jubileu com gratidão e fidelidade! / Fazei de nós vossos filhos e filhas, / irmãos e irmãs de nosso Irmão Primogênito, Jesus Cristo, Amém!

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Exercícios Quaresmais

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Os exercícios quaresmais, na vivência litúrgica, oferecida pela Igreja Católica como preparação para a celebração da Páscoa do Senhor Jesus, o Salvador do mundo, são riquezas de um caminho que constituem uma das páginas insubstituíveis na qualificação da vida de todos.

Esses exercícios trazem consequências e resultados mais fecundos na participação de cada pessoa na grande teia da cidadania, que cada um, em conjunto com outros, ajuda a tecer e manter. Exercícios que conquistam a saúde do corpo são indispensáveis, essa demanda gera na atualidade uma verdadeira indústria de serviços, que traz benefícios variados para além da questão estética, muitas vezes, buscada de maneira superficial na velocidade efêmera da vida que passa. É preciso também o suporte e a articulação com o que tece e sustenta a interioridade, o que está na mente e no coração. Com o que eiva a constituição cerebral de cada um com entendimentos, sentimentos e vivências. Propriedades de alimentar as transmissões que ali se operam para garantir, além do bem-estar, uma postura qualificada e madura diante da vida e na condução cotidiana.

Saúde não é apenas condição física. A interioridade é coluna mestra que a sustenta, uma coordenação articulada de energias e a constituição de vínculos e ligações que abrem a vida para a transcendência, para o infinito do amor de Deus. E, também, para cada outro, dando sentido ao viver, ao serviço que se presta e ao gosto de amar e comprometer-se com a vida de todos. Os exercícios quaresmais, na bimilenar tradição espiritual e litúrgica da Igreja Católica, à medida que são seguidos e vivenciados, propiciam conquistas que não se alcançam por outros caminhos e metodologias. Especial menção merece a busca da própria identidade e dos valores pessoais, pois ela alimenta a consistência indispensável enquanto constituição da fonte que sustenta o viver a cada dia e não nos permite perder o rumo da vida. Trata-se de uma qualificação da existência que faz das pessoas um instrumento da paz, em razão da profunda ligação e intimidade cultivadas com o Senhor Único da vida. Nada é mais precioso!

No Sermão da Montanha, o evangelista Mateus (capítulos 5 a 7) relata regras de ouro que Jesus ensina aos Seus discípulos, em vista de uma vida qualificada e vivida com gosto e proveito. O Mestre inclui na dinâmica dos exercícios que qualificam o discípulo a indicação da prática da esmola, da oração e do jejum. Na verdade, Jesus não propõe a prática de simples gestos descomprometidos. A esmola, mais do que a disponibilização do supérfluo, como muitas vezes se entende e pratica, aponta como significação o compromisso com a vida de todos – especialmente a dos pobres e dos miseráveis. Esse comprometimento implica uma compreensão da realidade que gera posturas cidadãs para traduzi-las em empenhos com causas e projetos. Define prioridades e dá, a quem se dispõe, a condição de porta-voz para fazer valer o direito de todos e a cabível opção preferencial pelos que precisam mais. A esmola é um gesto de partilha localizado na atitude de quem compreende seu compromisso de defender a vida, de forma incondicional, em todas as suas etapas, e trabalhar sem descanso para promovê-la. Suscita uma visão social e política da mais alta qualidade por colocar à luz da presença de Deus o outro, particularmente o pobre, que não tem o necessário, é enfermo, excluído ou sofredor, como centro de preocupações e de reverências.

Jesus inclui, ainda, na dinâmica desse exercício de qualificação da existência e do dom da vida, o jejum. Certamente parece obsoleta essa atitude, num tempo de tanta fartura, de desperdícios, contracenando com um mundo de pelo menos um bilhão de famintos. Jejuar é um exercício de correção de costumes e hábitos que nos levam a tratar o alimento com respeito, nos motiva a repartir nosso bocado com quem tem fome, superando a gula que despersonaliza e fomenta irracionalidades. É ainda um exercício que dá a temperança indispensável para não cairmos nos exageros da corrupção, dos apegos nascidos da voracidade que põem o indivíduo diante das coisas e dos bens.

Na riqueza das considerações possíveis das muitas vivências dos exercícios quaresmais há um verdadeiro tratado de ciência do bem viver e de qualificação da existência, que repercute na vida: a importante prática da oração. Essa indicação sábia de mestre a discípulos já foi pensada como hábito piegas. Aberturas e interesses por milenares práticas meditativas são sinais de que a cultura ocidental precisa e pode revisitar os tesouros de sua herança cristã, de modo a entendê-la, como no dizer de um autor do século quarto: “A oração é a luz da alma”. E adorná-la com modéstia e a luz resplandecente da justiça, temperando a conduta do orante com o sal do amor de Deus.

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Tempo da Quaresma, o que é ou não permitido?

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Nesta quarta-feira, iniciamos o período da Quaresma. O tempo da Quaresma vai da Quarta-feira de Cinzas até a Missa da Ceia do Senhor, exclusive.

Este é o tempo para preparar a celebração da Páscoa. “Tanto na liturgia quanto na catequese esclareça-se melhor a dupla índole do tempo quaresmal que, principalmente pela lembrança ou preparação do Batismo e pela penitência, fazendo os fiéis ouvirem com mais frequência a Palavra de Deus e entregarem-se à oração, os dispõe à celebração do mistério pascal” (SC, nº 109).

Anotações: 

  1. Durante este tempo, é proibido ornar o altar com flores; o toque de instrumentos musicais só é permitido para sustentar o canto. Excetuam-se o Domingo Laetare (4º Domingo da Quaresma), bem como as solenidades e festas.
  2. A cor do tempo é roxa. No Domingo Laetare, pode-se usar cor-de-rosa (IGMR, n.308f).
  3. Em todas as Missas e Ofícios (onde se encontrar), omite-se o Aleluia.
  4. Nas solenidades e festas somente, como ainda em celebrações especiais, diz-se o Te Deum e o Glória.
  5. As memórias obrigatórias que ocorrem neste tempo podem ser celebradas como memórias facultativas (cf. Anotações Gerais 2.4). Não são permitidas missas votivas.
  6. Na celebração do Matrimônio, seja dentro ou fora da Missa, deve-se sempre dar a bênção nupcial; mas admoestem-se os esposos que se abstenham de demasiada pompa.

Notas para a Quarta-feira de Cinzas: 

  1. Dia de jejum e abstinência.
  2. Na Missa, depois do Evangelho e da homilia, se benzem e impõem as cinzas feitas de ramos de oliveira ou outras árvores, bentos no Domingo de Ramos do ano anterior. O ato penitencial se omite.
  3. A bênção e imposição das cinzas também podem ser feitas sem Missa; neste caso, oportunamente, precede uma Liturgia da Palavra, aproveitando o canto de Entrada, a Coleta e as leituras da Missa com seus cantos; depois da homilia, são bentas as cinzas e impostas, e o rito termina com a oração dos fiéis.

 

 

fonte/texto: Diretório da Liturgia 2017, CNBB, p.65-66 

O caminho para vencer a apostasia na Igreja

O caminho para vencer a apostasia na Igreja

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Estamos no tempo de “apostasia, quando muitas pessoas estão renegando a fé

Estamos num tempo de falsos profetas, tempo de “apostasia, quando muitas pessoas estão renegando sua fé. A apostasia é como Aids, ou seja, a pessoa nem imagina que se contagiou, mas depois percebe que já está sem defesa orgânica.

É doloroso constatar, mas a verdade é essa: o povo de Deus, “a esposa que é a Igreja”, está sem defesa. Os falsos profetas investem com fúria contra a Igreja de Deus e têm conseguido resultados. Acontece hoje o que Jesus mesmo experimentou:

“”Vendo as multidões, tomou-se de compaixão por elas, porque estavam exaustas e prostradas como ovelhas sem pastor”” (Mt 9,36).

O profeta João Batista, o amigo do Esposo, que preparou a Sua primeira vinda, aponta a solução para os tempos de hoje: a penitência e a conversão em Marcos, 1.

 

Seu irmão, Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

 

fonte/texto: cancaonova.com

Você já fez promessa

Você já fez promessa? É bom fazer promessa?

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As pessoas me perguntam: “O que a Igreja diz sobre as promessas?”. A Igreja as aprova quando realizadas adequadamente. Os santos faziam promessas. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) diz que “em várias circunstâncias, o cristão é convidado a fazer promessas a Deus. Por devoção pessoal, o cristão pode também prometer a Ele este ou aquele ato, oração, esmola, peregrinação etc. A fidelidade às promessas feitas ao Senhor é uma manifestação do respeito devido à majestade divina e do amor para com o Deus fiel”” (CIC § 2101).

Há passagens bíblicas que contêm promessas. Jacó faz uma promessa a Deus: ““Se Deus for comigo, se ele me guardar durante essa viagem que empreendi e me der pão para comer e roupa para vestir, e me fizer voltar em paz casa paterna, então o Senhor será o meu Deus. Essa pedra da qual fiz uma estela será uma casa de Deus, e pagarei o dízimo de tudo o que me derdes”” (Gn 28,20-22).

Reflexões

Ana, a mãe do profeta Samuel, fez um voto: “”E fez um voto, dizendo: Senhor dos exércitos, se vos dignardes olhar para a aflição de vossa serva, e vos lembrardes de mim; se não vos esquecerdes de vossa escrava e lhe derdes um filho varão, eu o consagrarei ao Senhor durante todos os dias de sua vida, e a navalha não passará pela sua cabeça”” (1Sm 1,11).

Alguns salmos exprimem os votos ou as promessas dos orantes de Israel (Sl 65; 66,116; Jn 2,3-9).

“Se oferecerdes ao Senhor alguma oferenda de combustão, holocausto ou sacrifício, em cumprimento de um voto especial ou como oferta espontânea” (Nm 15,3).

“Se uma mulher fizer um voto ao Senhor ou se impuser uma obrigação na casa de seu pai, durante a sua juventude, os seus votos serão válidos, sejam eles quais forem. Se o pai tiver conhecimento do voto ou da obrigação que se impôs a si mesma, será válida. Mas se o pai os desaprovar, no dia em que deles tiver conhecimento, todos os seus votos ficarão sem valor nenhum. O Senhor perdoar-lhe-á, porque seu pai se opôs” (Nm 30,4-6).

No entanto, havia a séria recomendação para que se cumprisse o voto ou a promessa feita. “Mais vale não fazer voto, que prometer e não ser fiel à promessa” (Ecl 5,4). São Paulo quis submeter-se às obrigações do voto do nazireato: “Paulo permaneceu ali (em Corinto) ainda algum tempo. Depois, despediu-se dos irmãos e navegou para a Síria e com ele Priscila e Áquila. Antes, porém, cortara o cabelo em Cêncris, porque terminara um voto” (cf. At 18,18).

“Disseram os judeus a Paulo: “Temos aqui quatro homens que fizeram um voto. Purificar-te com eles e encarrega-te das despesas para que possam mandar rapar a cabeça. Assim todos saberão que são falsas as notícias a teu respeito, e que te comportas como observante da Lei” (At 21,23s).

Deus sabe o que é melhor para nós

É certo que as promessas não obrigam Deus a nos dar o que Ele não quer dar, pois sabe o que é melhor para nós, mas essas podem obter do Senhor, muitas vezes, por meio da intercessão dos santos, graças de que necessitamos. Jesus mandou pedir e com insistência.

As promessas nada têm de mágico ou de mecânico, nem podem ser um “comércio” com Deus; pois não se destinam a “dobrar a vontade do Senhor. Às vezes, os fiéis prometem até coisas que não conseguem cumprir por falta de condições físicas, psíquicas ou financeiras, e ficam com medo de um castigo de Deus Pai. Pior ainda quando alguém faz uma promessa para que outro a cumpra, sem o seu consentimento. Os pais não devem fazer promessas para os filhos cumprirem.

Ao determinar que nos daria as graças necessárias nesta vida, o Todo-poderoso quis incluir no Seu desígnio a nossa colaboração mediante a oração, o sacrifício, a caridade etc. Deus quer levar em conta as orações que Lhe fazemos. Sob essa ótica, as promessas têm valor para Deus e para nós orantes, pois alimentam em nós o fervor, estimulam nossa devoção, exercitam em nosso coração o amor a Deus; e isso é valioso. Uma promessa bem feita pode nos abrir mais à misericórdia do Senhor.

Se não conseguir cumprir a promessa?

Quando não se puder cumprir uma promessa feita a Deus, procure um sacerdote e peça-lhe que troque a matéria da promessa. Essa solução está de acordo com os textos bíblicos que preveem a possibilidade da mudança dos votos (ou promessas) por parte dos sacerdotes: ““Se aquele que fizer um voto não puder pagar a avaliação, apresentará a pessoa diante do sacerdote e este fixá-la-á; o valor será fixado pelo sacerdote de acordo com os meios de quem fizer voto”” (Lv 27, 8; cf. Lv 27,13s.18.23).

Procure prometer práticas não somente razoáveis, mas também úteis à santificação do próprio sujeito ou ao bem do próximo. Quanto aos ex-votos (cabeças, braços, pernas de cera), que se oferecem em determinados santuários, diz Dom Estevão Bettencout que “podem ter seu significado, pois contribuem para testemunhar a misericórdia de Deus derramada sobre as pessoas agraciadas, assim levarão o povo de Deus a glorificar o Senhor; mas é preciso que as pessoas agraciadas saibam por que oferecem tais objetos de cera, e não o façam por rotina ou de maneira inconsciente” (PR, Nº 262 – Ano 1982 – Pág. 202).

Entre as melhores promessas estão as três clássicas que o próprio Jesus propôs: a oração, a esmola e o jejum (cf. Mt 6,1-18). A Santa Missa é o centro e o alimento por excelência da vida cristã. A esmola “encobre uma multidão dos pecados” (cf. 1Pd 4,8; Tg 5,20; Pr 10,12); o jejum e a mortificação purificam e libertam das paixões o ser humano. Jesus disse que certos males só podem ser eliminados pelo jejum e pela oração.

Se a prática das promessas levar o cristão ao exercício dessas boas obras, então é salutar. As promessas nada têm a ver com as “obrigações” dos cultos afro-brasileiros, mas são expressões do amor filial dos cristãos a Deus.

Por Felipe Aquino

fonte/texto: cancaonova.com

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O que dá verdadeiro sentido à nossa vida?

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Na nossa vida, devemos dar valor ao que, de fato, tem valor. Busquemos o que é essencial, não o que é passageiro, porque muitas coisas são importantes, mas poucas são essenciais.

O essencial nos satisfaz plenamente e dá verdadeiro sentido à nossa vida, porque o único essencial para nós chama-se Jesus de Nazaré, o único capaz de satisfazer as aspirações mais profundas do nosso coração.

“Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

O nosso conceito de vida é muito limitado. Quando aceitamos Cristo Jesus como Senhor de nossa vida, experimentamos, de fato, a vida em plenitude e a alegria passa ser a nossa companheira inseparável. De forma que descobrimos o verdadeiro tesouro, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, e tudo ganha um novo sentido e um novo brilho.

Abramos, hoje, o nosso coração e acolhamos o Senhor da vida.

Jesus, eu confio em Vós!

Por Luzia Santiago
Cofundadora da Comunidade Canção Nova

 

fonte/texto: cancaonova.com

a consolação de Deus

Quanto maior a dor, maior a consolação de Deus

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No dia a dia, travamos inúmeras batalhas com nós mesmos e com o mundo. Temos de nos controlar emocionalmente, segurarmo-nos para não brigar com ninguém; temos de nos proteger do mundo que anda tão violento.

Às vezes, a sensação que tenho é que vivemos a vida lutando; e isso nos cansa. Estamos rodeados do mal e temos de lutar contra ele o tempo inteiro. Queridos, quanto mais lutarmos, mais Deus estará em nosso favor. Precisamos dar sempre o primeiro passo na perseverança da vontade do Senhor. Se estivermos com Deus, Ele nos defenderá.

Não desistamos jamais de lutar contra o que é mal. Mas como lutar? Por meio da oração e confiança em Deus. Devemos rezar mais do que estamos acostumados, pois o mundo está precisando de nossas orações.

Seu irmão, Wellington Jardim (Eto)
Cofundador da Comunidade Canção Nova e administrador da FJPII

 

 

fonte/texto: cancaonova.com

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Acólitos

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Neste ultimo domingo tivemos uma linda celebração de ordenação de alguns jovens que se tornaram Acólitos da diocese de Apucarana. Pedro, Diogo e Rafael se tornaram os mais novos Acólitos, mas o que é esta função tão importante? O que eles fazem e pra que serve este leal ajudante.

1. Os ministros litúrgicos

Na primeira lição do nosso curso dissemos que toda a assembleia litúrgica precisa de ministros litúrgicos para a servir. E também dissemos que, para a celebração da missa dominical decorrer sem atropelos, são precisos, pelo menos, quatro ministros: o presidente, o leitor, o cantor e o acólito.

Imaginem, por exemplo, que num domingo as pessoas se tinham reunido para a missa, mas não havia ninguém para fazer as leituras nem para cantar o salmo. O presidente tinha de presidir e, quando chegasse o momento, tinha também de ir ler as leituras, no caso de não haver ninguém na assembleia capaz de as proclamar, e isso faria com que a celebração sofresse um atropelo; se não houvesse cantor, o salmo responsorial teria de ser apenas lido, o que seria outro atropelo, pois o salmo deve ser cantado por um cantor diferente do leitor.

Se isso viesse a acontecer muitas vezes, poderia ficar-se com a ideia errada de que a missa é o que na realidade não é ou não deve ser. Se fosse sempre o presidente da celebração a fazer tudo, alguém poderia pensar que a missa é só dele, quando isso não é verdade, pois Jesus quis e quer que ela seja de todos os cristãos reunidos em assembleia. Jesus não quer que seja um só a fazer tudo, mas também não quer que haja alguns que nunca fazem nada. O que Ele mais gosta é que cada um faça o que deve fazer, para que a celebração seja de todos e todos sintam que são responsáveis por ela.

2. O que é o acólito?

A palavra acólito vem do verbo acolitar, que significa acompanhar no caminho. Dado que se pode acompanhar alguém indo à frente, ao lado ou atrás de outras pessoas, acólito é aquele ou aquela que, na celebração da liturgia, precede, vai ao lado ou segue outras pessoas, para as servir e ajudar.

Quem é que o acólito acompanha e serve? Em primeiro lugar acompanha e serve o presidente da celebração da missa, que tanto pode ser o bispo como o presbítero; em segundo lugar acompanha e serve o diácono, o ministro extraordinário da comunhão, ou outras pessoas que precisam de ser ajudadas durante a celebração. Noutras celebrações, acompanha e serve as pessoas responsáveis por essas mesmas celebrações.

Quando é que o acólito começa a ajudar e a servir o presidente da missa? Quando o bispo ou o presbítero, na sacristia, tomam as suas vestes. Já então o acólito deve estar vestido e pronto, para poder ajudar. Depois, acompanha-os na procissão de entrada, indo à frente. Durante a missa, o acólito está sempre atento ao que o bispo ou o presbítero precisam, para lhes apresentar umas vezes o missal, outras vezes as coisas que eles hão-de colocar no altar, ou para os acompanhar quando vão distribuir a comunhão aos fiéis. Por fim, quando o presidente regressa à sacristia, o acólito vai à sua frente e ajuda-o a tirar as vestes e a guardá-las.

Só depois de tudo isso feito é que o acólito pensa em si próprio. No fim de ter ajudado o presidente da celebração, também ele tira a sua túnica e a guarda. Enquanto faz tudo isso, agradece a Jesus por ter estado a servi-lo na pessoa dos seus ministros, e pode lembrar-se daquela palavra do Senhor: Tudo aquilo que fizestes a um dos meus irmãos, mesmo aos mais pequenos, foi a mim que o fizestes.

Podemos então dizer que o acólito, desde o princípio até ao fim da missa, acompanha, ajuda e serve o próprio Jesus. Ele não o vê com os seus olhos; mas a fé ensina-o. Um verdadeiro acólito vai descobrindo isto cada vez mais. Se um acólito não o descobre, corre o risco de se cansar de ser acólito. Mas se o descobre e acredita nisso, então vai desejar sempre ser escolhido para acólito, em cada domingo.

3. Quem pode ser acólito?

Para explicar muito bem este assunto tenho de dizer várias coisas. A primeira é esta: há acólitos instituídos e acólitos não instituídos.

a) Acólitos instituídos

Chamam-se acólitos instituídos, aqueles que o bispo duma diocese chamou e fez acólitos. Este chamamento e esta instituição pelo bispo querem dizer que um acólito instituído é convidado a participar muito empenhadamente na celebração da Eucaristia, que é o coração da Igreja, e que o deve fazer sempre que esteja presente e for convidado a fazê-lo pelo responsável da celebração.

Também quer dizer que, dentro da mesma diocese, o acólito instituído pode ser chamado a realizar o seu serviço em qualquer paróquia, desde que o pároco o convide ou lho peça, uma vez que o bispo que o chamou é o bispo de todas as paróquias dessa diocese.

Quem é que pode ser acólito instituído? Só os rapazes que se preparam para isso durante bastante tempo. É o que acontece com os seminaristas, embora também possam ser chamados outros rapazes ou homens que não sejam seminaristas. Este pormenor quer dizer que, um dia, se esse rapaz ou homem vier a ser ordenado padre, deve não só servir bem, como bom acólito que foi, mas também ensinar os mais novos da paróquia onde estiver, a serem bons servidores, ou seja, óptimos acólitos, como o vosso pároco está agora a fazer convosco.

b) Acólitos não instituídos

Os acólitos não instituídos são em muito maior número do que os instituídos. São aqueles que nós conhecemos melhor, porque os vemos todos os domingos a servir na missa, nas nossas paróquias. Eles podem ser rapazes ou raparigas. Quem os chama para serem acólitos é o pároco de cada paróquia e não o bispo da diocese. Esse chamamento é precedido duma preparação. O Curso para Acólitos de que esta lição faz parte, tem por fim ajudar a fazer essa preparação.

Juntamente com o Curso é muito importante praticar o serviço de acólito, procurando fazê-lo cada domingo com maior perfeição e atenção, mas sobretudo com muito espírito de fé. Podemos dizer que Jesus foi o primeiro de todos os acólitos, pois disse um dia estas palavras: Eu estou no meio de vós como quem serve. Ora, o acólito, quer seja instituído quer seja não instituído, é e deve ser cada vez mais um rapaz ou uma rapariga que gostam de servir a Deus e aos seus irmãos na vida, a começar pelos que moram em sua casa e com os que com eles convivem mais de perto, e também na liturgia.

4. Os serviços dos acólitos não instituídos

Como o nosso Curso se destina aos candidatos a acólitos não instituídos nas Paróquias, vamos enumerar as suas funções principais na missa de cada domingo.

Antes de começar a missa:

— prestar todos os serviços ao presidente e ver se o altar e tudo o mais está preparado para a celebração.

Ao começar a missa:

— na procissão de entrada, a caminho do altar, levar a cruz, assim como os círios acesos.

Durante a missa:

— servir o presidente em tudo o que for preciso: apresentar o missal e as coisas necessárias para preparar o altar;

— acompanhar o presidente e os ministros extraordinários durante a distribuição da comunhão aos fiéis;

— arrumar os vasos sagrados, na credência, depois da purificação.

No fim da missa:

— acompanhar o presidente e ajudá-lo a tirar as vestes. Só depois disso é que o acólito tira a sua túnica.

Nesta lição apenas enumerámos as coisas mais importantes. Mais tarde diremos tudo com mais pormenor.

 

Por que é importante o Sinal da Cru

Por que é importante o Sinal da Cruz?

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Os católicos são criticados por fazer o Sinal da Santa Cruz. Mas há sólido fundamento nessa prática, como veremos.

A Igreja celebra a Festa da Exaltação da Santa Cruz no dia 14 de setembro. Essa festa origina-se nos primórdios da cristandade, porque a Morte do Senhor sobre a Cruz é o ponto culminante da Redenção da humanidade. A glorificação de Cristo e a nossa salvação passam pelo suplício da Cruz. Cristo, encarnado na Sua realidade concreta humano-divina, se submete voluntariamente à humilde condição de escravo (a cruz era o tormento reservado para os escravos) e o suplício infame transformou-se em glória perene.

Os Apóstolos resumiam sua pregação no Cristo crucificado e ressuscitado dos mortos, de quem provém a justificação e a salvação de cada um. São Paulo dizia que Cristo cancelou “o documento escrito contra nós, cujas prescrições nos condenavam. Aboliu-o definitivamente, ao encravá-lo na Cruz” (Cl 2,14). É por isso que cantamos na celebração da adoração da santa Cruz na Sexta-feira Santa: “Eis o lenho da cruz, do qual pendeu a salvação do mundo: Vinde! Adoremos!”.

O caminho da cruz, da humilhação e da obediência foi o que Deus escolheu para nos salvar. Por isso, amamos e exaltamos a santa Cruz.

São Paulo resumiu tudo, dizendo aos filipenses: “sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou soberanamente” (Fl 2,6-9). Se o Senhor passou por esse caminho de obediência, humilhação e crucificação, será que, para nós, cristãos (imitadores de Cristo!), haverá outro caminho de salvação?

Somente pela cruz, que significa morte ao próprio eu, à própria vontade, para acatar com fé, alegria e ação de graças a vontade de Deus, poderemos nos salvar. E é o próprio Senhor quem nos diz isso muito claramente: “Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me” (Lc 9,23). “Se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica só; se morrer, produz muito fruto” (Jo 12,24b). Cada um tem a sua cruz!

É pela cruz de cada dia, que cada um carrega, que Deus nos santifica (cf. Hb 12,10), fazendo-nos morrer para todas as más inclinações do nosso espírito. É pela cruz que chegaremos à glorificação, como o Senhor Jesus. É por isso que exaltamos a santa Cruz. E é por meio dessa Cruz de cada dia (doenças, aborrecimentos, penúrias, humilhações, cansaços, injustiças, incompreensões) que temos a graça e a honra de poder completar em nossa carne o que falta à Paixão do Senhor no seu Corpo, a Igreja (Cl 1,24).

O escritor cristão, Tertuliano († 220), atesta o amplo uso que do Sinal da Cruz faziam os fiéis nas mais variadas contingências da vida humana no segundo século:

“Quando nos pomos a caminhar, quando saímos e entramos, quando nos vestimos, quando nos lavamos, quando iniciamos as refeições, quando nos vamos deitar, quando nos sentamos, nessas ocasiões e em todas as nossas demais atividades, persignamo-nos a testa com o sinal da cruz” (De corona militis, 3).

Diz Santo Hipólito de Roma (†235), descrevendo as práticas dos cristãos do século III:

“Marcai com respeito as vossas cabeças com o sinal da cruz. Este sinal da Paixão opõe-se ao diabo e protege contra o diabo, se é feito com fé, não por ostentação, mas em virtude da convicção de que é um escudo protetor. É um sinal como outrora foi o cordeiro verdadeiro; ao fazer o sinal da cruz na fronte e sobre os olhos, rechaçamos aquele que nos espreita para nos condenar” (Tradição dos Apóstolos, 42).

Estes testemunhos dão a ver que o Sinal da Cruz já no início do século III estava muito difundido entre os cristãos, de tal modo que, as suas origens se identificam com as dos primórdios do Cristianismo.

Retirado do livro: “Para Entender a Reforma Protestante”. Prof. Felipe Aquino. Ed. Cléofas.

 

 

fonte/texto: cancaonova.com