Santuário Astorga

Mensagens de Fé

Quaresma

Qual o sentido do tempo litúrgico da quaresma?

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A todos nós cristãos católicos, somos acometidos por várias questões sobre o Tempo da Quaresma.  E agora mais ainda quando aproxima esse tempo litúrgico da Igreja. É plausível nos perguntarmos, qual o sentido litúrgico da quaresma para nossa vida de cristãos que somos chamados pelo batismo a vivenciar na Igreja? Deste modo, é de suma importância entender esse Tempo proposto pela Igreja a que antecede o Mistério Pascal, centralidade essa de nossa fé cristã e cume de toda liturgia.

Agora convido você leitor para percorrer um caminho de fé viva, transmitida desde as bases da Igreja Primitiva até a sua evolução dentro da História da Salvação dada por Deus em Jesus Cristo. Mas antes de respondermos a pergunta inicial, é necessário que entendamos a sua origem, pois deste pondo arquétipo revela o verdadeiro sentido da quaresma.

Quando olhamos para a História da Igreja, o Tempo da Quaresma foi datada  final do século III e início do século IV, período esse que a Igreja estava na ascensão do cristianismo diante do império romano. Foi a partir desse período até nos tempos atuais, a história narra a sua evolução. Desta evolução, a Quaresma dentro do Tempo Litúrgico ficou com seis Domingos antecedentes à Páscoa. O que sabemos é que ha uma relação entre Quaresma e Páscoa e esta está profundamente ligada entre si de modo que uma esta para a outra. Nesse sentido o Tempo da Quaresma é uma preparação para o Tempo Pascal. O fundamento dessa preparação vamos o encontrar na Sagrada Escritura.

Por esse víeis, a Quaresma no sentido bíblico esta relacionada com os eventos do Antigo Testamento; os quarenta anos de peregrinação do povo hebreu rumo à terra prometida; os quarenta dias de Jejum total de Moisés no Monte Sinai, preparando-se para receber a Lei da Aliança(cf. Ex 24,12-18). E no Novo Testamento, Jesus antes de começar a sua vida pública vai para o deserto e fica lá durante quarenta dias e noites em jejum. Ambos aparecem o jejum como elemento essencial de preparação para a proximidade de Deus. Portanto, o Tempo da Quaresma significa um tempo de penitencia e de caridade. E encontramos esse sentido mais claro na Missa de Quarta-feira de Cinzas. Traz uma teologia do sentido penitencial.

Vejamos que a questão do sentido do Tempo Litúrgico da Quaresma esta dentro da Liturgia da Quarta-feira de Cinzas. Que é enfatizado pelo Evangelho do dia, a questão da penitencia e da conversão. Uma não existe sem a outra. Pois, a conversão acontece pela penitencia. E a penitencia se faz com jejum, esmola e oração. Essas três dimensões também estão intimamente ligadas entre si, pois o jejum é uma atitude de abstenção de alimentos para a descoberta do alimento espiritual da Palavra de Deus e do Pão da Vida. É mais do que ficar sem comer, mas sim abster-se por uma causa maior que é Jesus. Alimento essencial para nossa vida. E por sua vez, a oração faz parte do processo de jejum. Enquanto jejua-se a oração é dirigida à Deus que é o alimento por excelência. Por consequência a esmola ou caridade é fruto do jejum e da oração, como doação ao outro.

Portanto, o sentido do Tempo Litúrgico da Quaresma, esta ligada a resposta de Jesus a cada tentação que sofreu no deserto. O jejum mostra que não só de pão vive o homem, mas de toda Palavra de Deus que sai da boca de Deus. A esmola e a oração vivifica o agir sob a graça de Deus. Por isso o cristão é convidado nesse tempo a procurar praticar a penitencia, refazer sua caminhada de fé e se confessar.

 

Por Renato Aparecido Fernandes Coelho.

 

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SOBRE O TERÇO

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“Orai sem cessa” diz Jesus. Muitos dizem que a Oração do terço e monótona é uma Repetição sem fim e que oração do terço foi uma invenção do homem e não é portanto o terço o querer de Deus.

É preciso que nós saímos que o terço por excelência ele é uma oração Bíblia ora nós não rezamos a oração do Pai nosso e quem foi que inventou e ensinou a rezar diz os especialista bíblica que o Pai nosso é palavra do próprio Cristo do jeito que ele ensinou a seus discípulo, portanto é uma perola de salvação e de oração, é uma grande oração que ela nos transmiti de Deus é Pai, misericórdia, infinita, Bondade sem fim.

Alias, Jesus nos ensina a chamar a Deus de Abba (Pai) é como uma criança carinhosamente dirigi-se a seu Pai é assim ele que quer que nós entendemos a Deus que é nosso Pai, amoroso, bondade, intimo, amigo e misericordioso.

E depois a Oração da Ave-Maria (Bendita entre as mulheres e Bendito é o fruto do seu ventre), não é a oração o anjo o mandatário de Deus na anunciação não está escrito na Bíblia, então o terço e por excelência uma oração Bíblica.

E depois o terço é uma oração Mariana, porque com o terço nós olhamos para Nossa Senhora, nós inspiramos nela, ela é modelo para nós, modelo de mulher que reza e modelo de discípula que segue o seu Senhor. Por isso é uma oração Mariana é o querer de Deus é a resposta a Nossa Senhora, isso nos anima para saber a vontade de Deus o nosso respeito, e o terço nos ajude a isso, para respondermos como Maria Respondeu sim a Deus.

É uma oração Bíblica é uma oração Mariana e é uma oração Cristologica. Porque é centrada no Cristo Jesus, em cada mistério que rezamos nos recordamos, fazemos memória de toda ação salvifica de Deus por nós, desde da anunciação quando Deus entra no mundo pelo seio bendito de Nossa Senhora.

Evangelho da Infância de Jesus que nós vamos vivendo esse intinênario da Salvação, depois quando Jesus assume sua missão para ser condenado e morto.

O mistério da Dor quando Jesus assumi seu cálice ele não renuncia a Cruz e nós vamos entendo o amor de Deus por nós, rezando o terços, porque não exige amor maior do que dar a vida pelo seu amado, nós descobrimos isso rezando o terço, e passamos viver todo aquele momento paixão e morte de Jesus na Cruz.

E depois o mistério da Luz todo o itinerário de Jesus na terra no meio de nós, as boda de cana, as transfiguração, instituição da eucaristia. Veja como a bíblia é o terço aberto diante dos nossos olhos.

O mistério da Ressurreição, Jesus vende a morte e diz qual é o nosso Rumo, quando coroa Maria Rainha do céu e da terra, assunta e que de Deus nós saímos e para ele nós voltaremos.

É também uma oração de Igreja, porque muitos e iniciação na fé a partir dos santo terço, é uma oração de fortalecimento da caminhada de fé, como um grande saltério na mesma dinâmica, porque é um terço dos letrados e nós rezamos, pedimos e agradece, o terço é um método de rezar e conduz a meditação, o encontro com Deus e ação missionária, o terço é um instrumento de Salvação a segunda tábua, depois da Eucaristia.

 

Por Pe. Alex

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PORQUE É DIFÍCIL AMAR?

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Uma das queixas básicas que as pessoas apresentam no confessionário ou na direção espiritual é a dificuldade que elas têm de amar. Inúmeras desordens no campo da afetividade e da sexualidade têm como raiz a justamente a crença de que é o ser humano quem ama primeiro. Mas isso simplesmente não é verdade.

Apesar de desejarem a santidade, não sabem como amar concretamente. Isso se dá por causa do amor desordenado que sentem por si mesmas e as impede de amar.

O amor desordenado de si por si mesmo tem um nome: filáucia, e possui um mecanismo psicológico próprio. Não se trata de psicologismo, pois, é sabido que para amar é necessário a graça divina, ela é que torna o ser humano capaz de amar. E é justamente na natureza humana decaída que a graça de Deus deve agir. Por causa do pecado, o homem possui de si mesmo um conceito negativo que se reflete quando ele ama. Ele crê que a iniciativa de amar é sua, pensa que é o Número 1. Assim, toma a iniciativa e passa a realizar atos positivos porque deseja ser amável.

Tais atos, no entanto, permanecem exteriores, não alcançam aquele que deseja ser amado (mesmo que haja manifestação de retribuição do amor), pois o que está sendo “amado” é apenas um personagem criado através dos atos positivos para ser amado e não a pessoa real, que deseja ser amada.

Dessa mecânica nasce a chamada “carência”, pois aquele que realiza os atos positivos com a intenção de ser amado de volta, espera que isso ocorra, espera a retribuição.

Nosso Senhor Jesus Cristo lutou contra a filáucia, contra o amor desordenado ao combater o chamado farisaísmo. O fariseu é aquele homem que quer ser amado pela sua obediência à lei. No fundo, o que deseja é comprar o amor obedecendo aos preceitos. Essa atitude se aplica também ao homem moderno em seu relacionamento com Deus. Ao empenhar-se em jejuns, terços, romarias, novenas, visa causar o amor Deus.

É evidente que todos esses atos são necessários à vida cristã, no entanto, é preciso analisar a motivação em realizá-los, que é o que se pretende aqui. Quando a pessoa crê que é a Número 1 do relacionamento com Deus, sem sombra de dúvida, está doente, pois tomou o lugar que é Dele. ELE é o Número 1.

 

A Sagrada Escritura é taxativa em afirmar que Deus é Amor. São João, em sua primeira carta, fala sobre o amor de Deus e explica como é o amor sadio. Ele diz:

Nisso consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou seu Filho como oferenda de expiação pelos nossos pecados. (1Jo 4, 10).

Portanto, a iniciativa de amar partiu de Deus. Ele amou por primeiro. O amor ordenado consiste no encontro do homem com o amor de Deus que é manifestado em Jesus Cristo na cruz. É por isso que Jesus manifesta uma rejeição total por aqueles homens aparentemente tão virtuosos, que somente desejavam obedecer à lei. Eles se esqueceram quem é o Número 1.

Se o Número 1 é Deus, ou seja, se Ele amou por primeiro, quando o homem crê que a iniciativa de amar é sua, na verdade, está se colocando no lugar de Deus. Sob essa ótica, o que se tem é a idolatria. E assim, o “amor” que brota dela só pode ser desordenado.

Nesse momento, alguns poderiam dizer: “Ah, então o homem é o Número 2!”. Não é verdade. Deus ama o homem e, porque é amado por Deus, o homem se ama. Este é o Número 2. A relação de causalidade existente entre o amor de Deus e o motivo pelo qual o homem deve se amar é também um ato de fé.

Trata-se de um ato de fé, pois implica crer que Deus não erra, portanto, se ele criou o ser humano como criou, está correto. E se o fez assim, a pessoa só pode ser boa, só pode ser um presente para os outros. No entanto, o homem desordenado acredita que Deus errou ao criá-lo como criou, revolta-se contra Deus e quer corrigi-lo. É evidente que diante disso, toda a afetividade e sexualidade se torna desregrada.

Portanto, o primeiro passo é um ato de fé e de humildade, aceitando que Deus não erra, logo, se criou os homens como criou e os ama, os homens são bons, são amáveis. Ser bom e amável, portanto, é algo que está enraizado no ser do homem. Enquanto o amor desordenado está fixado no fazer. É preciso, pois, entender que Deus fez o homem, por isso, na raiz do ser existe algo de bom, assim, a pessoa deve se amar.

A partir da constatação de que eu amo porque sou bom, pois Deus assim me criou, é que surge o Número 3: eu amo o próximo por Deus. Fecha-se, então, o ciclo: eu me amo, amo o próximo e amo a Deus no próximo. Essa é a dinâmica ordenada, conforme diz São João:

“Se alguém disse: ‘Amo a Deus’, mas odeia o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê. E este é o mandamento que dele recebemos: quem ama a Deus, ame também seu irmão.” (1Jo 4, 20)

Deste modo é preciso derrubar o muro existente entre a vida Igreja e a vida fora dela. Da mesma forma com que nos aproximamos do sacrário para amar Jesus Eucarístico devemos nos aproximar do nosso irmão, para amar Jesus nele.

Para tanto é preciso olhar para dentro do próprio coração e observar o que existe nele que possibilite a vazão desse amor. Ora, se Deus amou a humanidade através da Cruz, que é a manifestação eterna de Deus pelos homens, o que nasce e brota do coração só pode ser a gratidão.

Para amar o outro, o pobre, é preciso que haja a configuração a Cristo, uma mortificação de si mesmo em favor do outro, que só se dá como consequência da ação da graça. São João continua dizendo que foi assim que o amor de Deus se manifestou: “Deus enviou seu Filho único para que tenhamos a vida por meio dele”. Somente por meio Dele é que o homem é capaz de amar.

Para algumas pessoas pode parecer muito teórico, mas a explicação é fundamental para dar passos na vida espiritual, pois muitas desordens de natureza sexual e também afetiva acontecem por causa de um amor que deveria ser ordenado, mas que na verdade é desordenado. São Paulo explica por que ocorre a desordem, na Carta aos Romanos:

“De fato, desde a criação do mundo, as perfeições invisíveis de Deus, tais como o seu poder eterno e sua divindade, podem ser contempladas, através da inteligência, nas obras que ele realizou”. Os homens, portanto, não têm desculpa. Porque, embora conhecendo a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças. Pelo contrário, perderam-se em raciocínios vazios, e sua mente ficou obscurecida. Pretendendo ser sábios, tornaram-se tolos, trocando a glória do Deus imortal por estátuas de homem mortal, de pássaros, animais e répteis. Foi por isso que Deus os entregou, conforme os desejos do coração deles, à impureza com que desonram seus próprios corpos. Eles trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em lugar do Criador, que é bem dito para sempre. Amém.

Por isso, Deus entregou os homens a paixões vergonhosas: suas mulheres mudaram a relação natural em relação contra a natureza. Os homens fizeram o mesmo: deixaram a relação natural com a mulher e arderam de paixão uns com os outros, cometendo atos torpes entre si, recebendo dessa maneira em si próprios a paga pela sua aberração. Os homens desprezaram o conhecimento de Deus; por isso, Deus os abandonou ao sabor de uma mente incapaz de julgar. Desse modo, eles fazem o que não deveriam fazer; estão cheios de todo tipo de injustiça, perversidade, avidez e malícia; cheios de inveja, homicídio, rixas, fraudes e malvadezas; são difamadores, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, soberbos, fanfarrões, engenhosos no mal, rebeldes para com os pais, insensatos, desleais, gente sem coração e sem misericórdia. E apesar de conhecerem o julgamento de Deus, que considera digno de morte quem pratica tais coisas, eles não só as cometem, mas também aprovam quem se comporta assim. (Rm 1, 20-31)”.

A capacidade de amar do homem é doente porque cada um que não se ama entra na dinâmica de criar um personagem sexual amável, capaz de grandes performances, o que leva sempre a autodestruição. O relacionamento sexual se transforma em algo vazio, destruidor psíquica e fisicamente, por consequência, destrói também a sociedade. Infelizmente, Deus abandona o homem à miséria de seu coração quando Ele é retirado de seu lugar.

Santo Tomás de Aquino afirma que a caridade sempre tem um objeto formal que é Deus: eu amo Deus por causa de Deus, amor a mim mesmo por causa de Deus e amo o próximo por causa de Deus. Esta é a dinâmica correta do amor.

De modo prático, todos devem meditar constantemente sobre o amor de Cristo manifestado da cruz. a partir disso, a aproximação com os irmãos, com o próximo por causa de Jesus, por gratidão ao seu sacrifício na cruz.

Por Padre Alex