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Papa dedica livro às crianças

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A obra intitulada “As crianças são esperança” está sendo lançada nesta quinta-feira (30) na Itália. O livro, com mensagens do Papa Francisco, foi organizado por Pe. Antonio Spadaro, diretor da revista dos jesuítas, La Civiltà Cattolica, e é um convite às crianças para fazer do mundo um lugar melhor para se viver, com alegria, tolerância e paz.

“Papa Francisco diz… quando vejo uma criança como você, sinto no coração muita esperança.”

Assim começa o livro do Papa Francisco intitulado na Itália como “As crianças são esperança” (do título original “Pope Francis says…”), organizado por Pe. Antonio Spadaro, diretor da revista dos jesuítas, La Civiltà Cattolica. A obra foi publicada pela editora italiana ‘Il Libraio’ e está disponível nas livrarias a partir desta quinta-feira (30), como antecipa o próprio tweet de Pe. Spadaro, mostrando a capa do livro e uma foto com o Papa que tem em mãos um rascunho da obra.

As crianças são esperança

Através de frases e desenhos, o livro procura trazer uma mensagem universal para fazer do mundo um lugar melhor. O Pontífice se dirige às crianças, convidando a fazer o bem, a abraçar o espírito da partilha, da tolerância e da paz, além de procurar contagiar todos com sorrisos e alegria. Com uma linguagem simples e direta, o Papa também convida os pequenos a serem generosos, a não ter medo de chorar e a fazer o bem na vida. “Seja feliz quando está com os outros”, “brinca com os outros como se fossem uma equipe” e “queira o bem de todos” são algumas das frases do livro, protagonistas em cada página. As mensagens foram organizadas por Pe. Spadaro e as ilustrações feitas por Sheree Boyd, que trabalha em veículos como o jornal The New York Times e a revista American Baby.

A obra, que custa cerca de 10 euros, também é considerada um livro-jogo, por dar abertura à interação com os leitores. Numa das páginas, que inclusive Pe. Spadaro apresentou antecipadamente ao Pontífice, cada criança pode ver o seu rosto refletido, numa ocasião de para ver a sua própria imagem. O livro é destino a crianças com idade a partir de 4 anos.

Fonte: Vatican News

Um católico pode participar do Carnaval?

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Muitas pessoas estão se preparando para aproveitar o Carnaval na próxima semana, alguns já até começaram a cair na folia. Mas, diante dessa festa tão popular no Brasil, fica a pergunta: um católico “pode ir para as ruas e extravasar sua alegria como um grande folião”?

Em um artigo enviado à ACI Digital, em 2018, André Parreira, membro do Instituto Nacional da Pastoral Familiar e da Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e autor de livros sobre matrimônio e família, buscou responder esta questão.

Segundo ele, “a resposta pode começar com outra pergunta: alguém poderia dizer que o os blocos, desfiles e bailes de Carnaval não são ambientes propícios ao pecado, com tanto álcool, nudez e erotização? As modas das mini-roupas (as bermudinhas viraram o traje oficial!) e fantasias minúsculas ou de caráter sexual refletem o pudor daqueles que tem consciência de que são templo do Espírito Santo?”.

“Até mesmo as marchinhas já são um risco, pois embora muitas sejam interessantes e divertidas, boa quantidade delas carrega grande erotização”, pontua.

Parreira confessa que já participou do Carnaval, “mas há muitos anos” não acompanha “nem mesmo pela televisão”. “E esta (anti)cultura não será transmitida por minha esposa e por mim aos nossos filhos. Aqui em casa não entra nem as músicas de Carnaval”.

Explica esta decisão não foi tomada apenas por “questão de gostar ou não, nem mesmo se trata de alienação. Mas é questão de acertar nossa caminhada para os caminhos que se afeiçoam mais com o Senhor”.

“Sei que vou desagradar a muita gente católica que tem paixão pelo Carnaval, espera ansiosamente pela data e dispara contra qualquer um que queira levantar a questão”, admite e, em seguida, apresenta como alguns santos aconselharam sobre esta festa.

“Por exemplo, Santo Afonso Maria de Ligório diz que a fuga das ocasiões de pecado é grande dever em nosso caminho de crescimento espiritual”, ou ainda Santa Faustina, que “relata o sofrimento do coração de Jesus nos dias de Carnaval”.

Por sua vez, “São João Maria Vianey dizia que o anjo da guarda ficava do lado de fora dos salões de baile e que algumas danças são a ‘corda com que o demônio arrasta mais almas para o inferno’”.

Parreira cita ainda “São Carlos Borromeu que jamais podia compreender ‘como os cristãos podiam conservar este perniciosíssimo costume do paganismo’”.

“Se estes santos diziam isso com base no Carnaval de seus tempos, o que diriam se conhecessem as festividades de hoje?”, questiona-se.

E, para ser mais atual, André Parreira apresenta uma reflexão sobre este tema feita por Dom Henrique Soares, Bispo de Palmares (PE):

“Devemos, então, rejeitar em bloco o Carnaval atual? A resposta pronta não existe! Se um cristão julga poder brincar o carnavalzão do mundo sem cometer excessos, sem dar azo à imoralidade, sem a dispersão interior violenta que nos tira da presença de Deus e da realidade, então brinque em paz! Eu duvido muito que isto seja possível, mas é preciso respeitar a consciência de cada um!”, afirma o Prelado.

E, como “pastor da Igreja”, sugere “que os cristãos deem preferência a brincar o Carnaval em grupos de cristãos, de modo puro, sereno, inocente, fraterno, com toda alegria que nasce de um coração que sabe o sentido verdadeiro da existência”.

Finalmente, André Parreira conclui que a resposta para a pergunta se o católico pode participar do Carnaval é uma “individual”. “A liberdade é um presente que Deus nunca vai nos tirar”.

Fonte:acidigital.com.br

Assim a Virgem salvou um desenvolvedor de web católico da indigência e do suicídio

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Uma história peculiar sobre como a Virgem Maria salvou um desenvolvedor de web católico da indigência, da orfandade e do suicídio foi contada por seu protagonista para divulgar assim o testemunho da ação de Deus quando parece que se perdeu toda esperança, inclusive a de continuar vivendo.

O desenvolvedor de web de 30 anos, Dimitri Conejo Sanz, criador de iniciativas como CathopicMater Coeli e atualmente Holydemia, relatou em entrevista à ACI Prensa – agência em espanhol do Grupo ACI – as diferentes etapas de sua vida e como foi seu processo de conversão.

Ao longo de sua história, teve que lidar com o abandono de seus pais, sobreviver com sua irmã nas ruas de uma cidade russa após a queda do comunismo, viver por vários anos em um orfanato abusivo até sua adoção, crescer e adotar a libertinagem como forma de vida até, finalmente, ser transformado por Deus e converter-se em um grande evangelizador.

Dimitri nasceu em uma cidade pobre a 500 quilômetros de Moscou (Rússia), em 27 de junho de 1989. Seus pais biológicos lhe deram o nome de Dmitri Sóbolev, o qual foi mudado anos depois.

O jovem católico contou que seus pais eram alcoólatras e que, “por causa de sua doença”, foi abandonado nas ruas com sua irmã.

“Eu me dediquei a sobreviver. Vivíamos em um barracão prestes a cair. Lembro-me de ter que mendigar em um mercadinho com a minha irmã nos braços, que nessa época era um bebê. Como morávamos perto de uma floresta, dedicava-me na época dos cogumelos a recolhê-los, também colher frutos silvestres ou pescar. Foi sobrevivência máxima”, contou Dimitri.

Após a queda do Muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989, Dimitri lembra que no início dos anos 1990 “havia muita pobreza”.

“O comunismo deixou o país totalmente quebrado, empobrecido e com muitas crianças como eu: abandonadas. Essa situação fez as pessoas beberem, consumirem álcool e meus pais biológicos foram o resultado disso. A Rússia tem um clima muito frio e eu cheguei a ver pessoas mortas na rua. Bebiam tanto que no final caíam no chão e não acordavam porque congelavam durante a noite”, conta.

Dimitri explica que só tem lembranças a partir dos 4 anos e meio de idade. Recorda que aos 6 anos, uma professora o encontrou mendigando no mercadinho e o levou, junto com a sua irmã Marina, a um orfanato do local.

“Eu achava que o orfanato seria uma mudança radical na minha vida, porque tudo o que eu queria era poder comer junto com a minha irmã. Eu achava que, quando chegássemos ao orfanato, todo mundo iria nos tratar bem, que não haveria raiva, que ninguém iria nos bater como meu pai alcoólatra, mas isso só aconteceu por um mês, porque éramos a novidade”, lamentou.

“Ao final, continuou, a realidade do orfanato era completamente diferente e começaram os maus-tratos. Muitos cuidadores não estavam lá por vocação real, mas para buscar um trabalho; eles nos maltratavam psicologicamente dizendo que ‘essa seria a nossa vida, não seríamos ninguém, nunca sairíamos de lá porque ninguém nos amava’”.

Dimitri narra que viveu assim por 4 anos até o início do ano 2000, quando soube que ele e sua irmã seriam finalmente adotados. Naquela época, tinha cerca de 10 anos.

“A primeira vez que vi meus pais, joguei-me em cima deles. Ao vê-los, eu já sabia que eram meus pais, porque já estava há dois anos pedindo a Deus para conhecê-los. Quando os vi, foi a resposta de Deus às minhas orações, naquele tempo no qual eu me escondia para poder rezar no orfanato, por estar mal visto”, narra Dimitri.

Após sua resposta, perguntaram-lhe como sabia sobre a existência de Deus, quem havia ensinado a ele e como decidiu começar a rezar, porque não havia mencionado nada sobre o criador até esse momento.

Dimitri explica que quando tinha cerca de seis anos e entrou no orfanato, não acreditava em Deus.

“Um dia, aos 7 anos e meio, mais ou menos, um pope (um sacerdote ortodoxo) veio nos dar uma palestra voluntária sobre Deus. Fomos apenas três para essa palestra e ele nos contou sobre um Pai que nos amava e estava sempre conosco”, comenta.

Ao escutá-lo, Dimitri ficou com raiva ao perceber suas próprias condições de vida e pensou que Deus o havia abandonado. O pope pediu que ele se aproximasse após a conversa; Dimitri fez isso e o religioso lhe presenteou com algumas imagens, umas velas e um livro azul. Depois, disse-lhe que deveria rezar a Deus com muita fé para que lhe concedesse os desejos de seu coração.

“Assim, comecei a me trancar no banheiro para rezar todas as noites, porque isso era de certa maneira mal visto”, disse e acrescentou: “A única coisa que eu trouxe do orfanato para a Espanha foram aqueles pequenos ícones dos santos que o pope me deu e que eu ainda tenho”.

“São como uma relíquia”, assegurou.

No começo da década de 2000, Dimitri  e Marina foram adotados por Hubaldo (54) e Rosa (53), dois espanhóis católicos, não praticantes.

Segundo Dimitri, uma das coisas que surpreendeu seus pais foi que, em sua mesa de cabeceira, colocava as imagens dos santos.

“Dois ou três anos após a adoção, começou a sentir que não precisava mais de Deus e que já tinha tudo o que queria: que era ter uma família. Aos 13 anos, rompi minha relação com Deus por uma história de amor que aconteceu com uma garota. Fiquei com raiva e pensei que Deus estava me castigando. Até esse momento, eu pensava que havia um Deus castigador”, contou.

Segundo Dimitri, a partir deste momento, jogou os ícones dos santos e começou a levar uma vida afastada de Deus e da Igreja.

“Festas, meninas, fumar de tudo, fugindo de casa, fui muito egoísta e meus pais sofriam”, disse.

Os anos se passaram e os pais de Dimitri decidiram fazer um curso de cristianismo; após a conclusão, realmente se converteram à fé católica.

“Todos os anos que eu estive longe da Igreja, eles rezaram muito por mim”, contou.

Em 2011, quando tinha cerca de 22 anos, Dimitri serviu no exército espanhol por um período de dois anos. Foi nessa época que estava prestes a cometer suicídio.

“Uma noite, percebi que continuava tão vazio como aos 13 anos quando deixei Deus de lado. Ou seja, que esses oito anos nos quais estive afastado não havia crescido em nada. Tudo isso me levou a querer me suicidar. Eu havia afastado todos de minha vida”, relata.

No entanto, antes de tentar acabar com sua vida, Dimitri recebeu um telefonema de uma amiga e um convite inesperado.

“Justo quando ia cortar as minhas veias, me lembrei de Deus e lhe disse: ‘Deus, porque está em silêncio comigo’. Comecei a chorar e imediatamente uma amiga me telefonou e me disse: ‘Dimitri, estou te ligando para te convidar para um curso de cristianismo’. Nesse momento, joguei a navalha e comecei a rir ao perceber a tremenda estupidez que ia cometer. Percebi que Deus novamente me pegava pela mão e fiz o curso de cristianismo”, narra.

Voltar para casa

Depois de estar afastado de Deus por aproximadamente oito anos e tendo completado o curso de cristianismo em 2011, Dimitri começou a ter uma grande devoção a Nossa Senhora.

Um dia, quando reabriu a gaveta onde havia deixado as imagens “dos santos” que o pope lhe deu na Rússia, descobriu que, na realidade, aqueles santinhos eram figuras de Maria.

“Ela esteve desde o começo em minha vida e eu não tinha notado. Foi então que eu entendi que a Virgem age de tal maneira que sempre permanece em segundo plano, porque quem deve sempre se destacar é Jesus”, afirmou.

“Quando voltei para casa (para a Igreja Católica), percebi que o que me levou a fazer todo esse mal em minha vida foi uma grande ferida por causa do abandono de meus pais biológicos. O tema é que eu os odiava tanto que lhes desejava a pior das mortes. No entanto, o Senhor me mostrou como eu estava errado ao me ensinar que eu deveria respeitá-los e agradecê-los por uma única ação que realizaram: dar-me a vida”, acrescentou.

Após essa descoberta, Dimitri conta que passaram quatro anos nos quais, embora fosse à Missa aos domingos e se sentisse como “bom católico”, nunca se formou na fé e, no fundo, não entendia o que era realmente ser católico.

“Depois de conversar com uma amiga, percebi o quão longe eu estava de Deus, que havia me afastado sem perceber. Eu via um Deus castigador até que, de repente, vi que Deus me amava com loucura e comecei a ver a minha vida como um autêntico milagre. Neste momento, decidi me voltar totalmente para Ele e deixar minha vida anterior”, narra.

Depois de pertencer às Forças Armadas da Espanha entre 2011 e 2013, Dimitri estudou Engenharia de Telecomunicações, quando descobriu que seus dons estavam no desenvolvimento da web; por isso, fez um curso superior de desenvolvimento de aplicativos web e criou a sua própria empresa.

“Quando deixei Deus entrar na minha vida, comecei a ler notícias e ver sites católicos e percebi que havia uma grande necessidade de saber como transmitir o conteúdo e, acima de tudo, implementar um bom design e modernizar absolutamente tudo, porque havia muitos sites que permaneceram muitos anos-luz atrás ”, explicou Dimitri.

Foi nesse momento que foi levantado que a Igreja deveria “estar na mesma altura” que o mundo e ser “profissional nesse sentido”.

“Na JMJ Cracóvia 2016, percebi que Deus me chamava para isso: para renovar a Igreja na Internet, através de projetos de evangelização de qualidade, profissionais e comprometidos com a doutrina”, contou.

Dimitri disse que foi assim que nasceu a Cathopic, uma plataforma de fotografias católicas de qualidade profissional totalmente gratuitas, lançada em janeiro de 2017, onde, além disso, qualquer fotógrafo pode contribuir com suas próprias imagens.

Mais tarde, fundou Mater Coeli, “um projeto de agradecimento à Virgem”, no qual qualquer pessoa, de qualquer lugar do mundo, pode se preparar por 33 dias para se consagrar à Mãe de Deus seguindo o método de São Luis Maria Grignion de Montfort.

“Agora tem mais de 3 mil consagrados, mas isso quem faz é a Virgem porque o que eu fiz foi criar um algoritmo matemático que fizesse todos os cálculos. As pessoas se inscrevem e eu não fico sabendo”, contou Dimitri.

Atualmente, o jovem nacionalizado espanhol está desenvolvendo uma nova plataforma chamada “Holydemia”, que abarcará a formação católica remota para todo nível e que será lançado nos próximos meses.

“Sinto um grande chamado do Senhor para entrar nesse mundo. Eu acho que existem muitos cursos de formação, mas estão espalhados. Acho que os católicos não temos um centro de formação ao qual possamos acudir e formar-nos no que quisermos com diferentes instrutores”, explica.

Além deste projeto, Dimitri começou a fazer parte da área de Tecnologia da Informação do Grupo ACI, do qual ACI Digital faz parte.

No final da entrevista, Dimitri contou com alegria que se casará nos próximos meses. Antes de começar a namorar, passou por um processo de “purificação” que durou mais de um ano, no qual esteve sozinho e no qual pediu a Deus que o preparasse para o dia em que conheceria o amor de sua vida.

“Quando terminei essa fase da minha vida, Deus me apresentou à minha prometida e começamos um namoro”, disse.

Também comentou que a relação com seus pais melhorou muito e hoje é estupenda.

O jovem afirmou que Deus “tem tudo tão bem pensado. Minha vida é um conjunto de vários erros que Deus os converteu em algo perfeito. Se eu tivesse que ver minha vida em um nível geral, diria que é uma obra-prima”, concluiu Dimitri.

Fonte:acidigital.com.br

Audiência: Não há terra mais bela a conquistar do que o coração dos outros

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“Bem-aventurados os mansos, porque receberão a terra em herança”: o Papa Francisco explicou o significado da terceira bem-aventurança, dando continuidade ao ciclo de catequeses sobre este tema.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

O Papa Francisco se reuniu com milhares de fiéis e peregrinos na Sala Paulo VI para a Audiência Geral da quarta-feira (19/02).

A sua catequese foi dedicada à terceira das oito bem-aventuranças: “Bem-aventurados os mansos, porque receberão a terra em herança”.

Francisco explicou o significado da palavra “manso”, que é literalmente “doce, gentil, sem violência”. A mansidão se manifesta nos momentos de conflito, de come se reage numa situação hostil, e não nos momentos de tranquilidade. Jesus nos deu o maior exemplo de mansidão quando, pregado na Cruz, perdoou seus algozes. “A mansidão de Jesus se vê fortemente na Paixão”, disse o Papa.

Ouça a reportagem completa com a voz do Papa Francisco

Mansidão e posses

Nas Escrituras, a palavra “manso” indica também aquele que não tem propriedades terrenas, por isso a terceira bem-aventurança fala que os mansos receberão a terra em herança.

Isso pode parecer incompatível, mas a posse de terras é o âmbito típico do conflito: se combate com frequência por um território, para obter a hegemonia sobre um lugar. Nas guerras, o mais forte prevalece e conquista outras terras.

Mas a bem-aventurança fala de “herança”, que nas Escrituras tem um sentido ainda mais profundo. O Povo de Deus chama “herança” justamente a terra de Israel, que é a Terra Prometida.

Aquela terra é uma promessa e um dom para o povo de Deus e se torna sinal de algo muito maior e mais profundo do que um simples território.

“Há uma ‘terra’ – permitam-me o jogo de palavras – que é o Céu, isto é, a terra para a qual caminhamos.”

Herdar o mais sublime dos territórios

Então o manso é quem “herda” o mais sublime dos territórios. Ser manso não é ser covarde, pelo contrário, é o discípulo de Cristo que aprendeu bem a defender outra terra.

“Ele defende a Sua paz,  a sua relação com Deus e os seus dons, protegendo a misericórdia, a fraternidade, a confiança e a esperança. Porque as pessoas mansas são pessoas misericordiosas, fraternas, confiantes e pessoas com esperança.”

Francisco mencionou o pecado da ira e todas as coisas que destruímos quando se manifesta: perde-se o controle e não se avalia o que é realmente importante, e se pode arruinar a relação com um irmão, às vezes sem remédio. “Por causa da ira, muitos irmãos não se falam mais, se afastam. É o contrário da mansidão. A mansidão reúne. A ira separa.”

A mansidão, ao invés, conquista tantas coisas. A “terra” a conquistar é a salvação daquele irmão de que fala o mesmo Evangelho de Mateus: “Se te ouvir, ganhaste a teu irmão”:

“Não há terra mais bela do que o coração dos outros. Pensemos nisso: Não há terra mais bela do que o coração dos outros. Não há território mais belo a conquistar do que a paz restabelecida com um irmão. Esta é a terra a ser herdada com a mansidão!”

Fonte:vaticannes.va

LITURGIA-19 DE FEVERERO QUARTA FEIRA

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6ª SEMANA COMUM

(verde – ofício do dia)

Sede o rochedo que me abriga, a casa bem defendida que me salva. Sois minha fortaleza e minha rocha; para honra do vosso nome, vós me conduzis e alimentais (Sl 30,3s).

Deixemo-nos tocar por Jesus nesta liturgia, a fim de que enxerguemos as realidades da vida com nitidez e realismo. Celebremos o Deus que nos ensina a vivência da verdadeira religião.

Primeira Leitura: Tiago 1,19-27

 

Leitura da carta de são Tiago – 19Meus queridos irmãos, sabei que todo homem deve ser pronto para ouvir, mas moroso para falar e moroso para se irritar. 20Pois a cólera do homem não é capaz de realizar a justiça de Deus. 21Por essa razão, rejeitai toda impureza e todos os excessos do mal, mas recebei com humildade a Palavra que em vós foi implantada e que é capaz de salvar as vossas almas. 22Todavia, sede praticantes da Palavra e não meros ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. 23Com efeito, aquele que ouve a Palavra e não a põe em prática é semelhante a uma pessoa que observa o seu rosto no espelho: 24apenas se observou, vai-se embora e logo esquece como era a sua aparência. 25Aquele, porém, que se debruça sobre a lei da liberdade, agora levada à perfeição, e nela persevera, não como um ouvinte distraído, mas praticando o que ela ordena, esse será feliz naquilo que faz. 26Se alguém julga ser religioso e não refreia a sua língua, engana-se a si mesmo: a sua religião é vã. 27Com efeito, a religião pura e sem mancha diante de Deus Pai é esta: assistir os órfãos e as viúvas em suas tribulações e não se deixar contaminar pelo mundo. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 14(15)

 

Senhor, quem morará em vosso monte santo?

1. É aquele que caminha sem pecado / e pratica a justiça fielmente; / que pensa a verdade no seu íntimo / e não solta em calúnias sua língua. – R.
2. Que em nada prejudica o seu irmão / nem cobre de insultos seu vizinho; / que não dá valor algum ao homem ímpio, / mas honra os que respeitam o Senhor. – R.
3. Não empresta o seu dinheiro com usura † nem se deixa subornar contra o inocente. / Jamais vacilará quem vive assim! – R.

Evangelho: Marcos 8,22-26

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Que o Pai do Senhor Jesus Cristo / vos dê do saber o espírito; / para que conheçais a esperança, / reservada para vós como herança! (Ef 1,17s) – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 22Jesus e seus discípulos chegaram a Betsaida. Algumas pessoas trouxeram-lhe um cego e pediram a Jesus que tocasse nele. 23Jesus pegou o cego pela mão, levou-o para fora do povoado, cuspiu nos olhos dele, colocou as mãos sobre ele e perguntou: “Estás vendo alguma coisa?” 24O homem levantou os olhos e disse: “Estou vendo os homens. Eles parecem árvores que andam”. 25Então Jesus colocou de novo as mãos sobre os olhos dele e ele passou a enxergar claramente. Ficou curado e enxergava todas as coisas com nitidez. 26Jesus mandou o homem ir para casa e lhe disse: “Não entres no povoado!” – Palavra da salvação.

Reflexão:

 

O cego representa os discípulos de Jesus. Eles ainda não entenderam o messianismo de Jesus, que prega a igualdade de todos os povos. A cura se dá em dois momentos. Primeiramente, Jesus usa a saliva e a imposição das mãos. O homem vê de modo confuso. É a própria situação dos discípulos, que não compreendem quem é Jesus e qual é o seu projeto. Depois, Jesus impõe outra vez as mãos sobre os olhos do cego; então ele passa a ver claramente. Os discípulos precisam de mais um toque do Mestre para completar sua formação. A abundância de gestos mostra a dificuldade para curar. Algum tipo de cegueira não física requer empenho para curar. Voltar ao vilarejo significa voltar à cegueira de antes, isto é, ao ambiente judaico nacionalista, que prega a superioridade dos judeus sobre os outros povos.

Oração
Ó Jesus Messias, mediante um processo lento, realizas a cura deste cego, que representa teus discípulos, e todo o povo. Eles pensam num Messias nacionalista e no triunfo de Israel, enquanto o verdadeiro significado do teu messianismo consiste na total entrega de tua vida em favor da humanidade. Amém.

Fonte :paulus.com.br

19 de Fevereiro – São Conrado

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O santo de hoje viveu em Placência, na Itália, lugar onde casou-se também. Um homem de muitos bens, dado aos divertimentos e à caça. Numa ocasião de caçada, acidentalmente provocou um incêndio, prejudicando a muitas pessoas.

Ele então fugiu, e a polícia prendeu um inocente, que não sabendo se defender, estava prestes a ser condenado e executado. Quando Conrado soube disso, se apresentou como responsável pelo incêndio e se propôs a vender todos os bens para reconstruir tudo o que o incêndio destruiu.

A partir daí, ele e sua esposa começaram a fazer uma caminhada séria e profunda no Cristianismo, buscando a vontade de Deus.

No discernimento dessa vontade, o casal fez o ‘voto josefino’. Ambos se consagraram a Deus para viverem o celibato. Ela foi para um convento e ele retirou-se para um alto monte vivendo por quarenta anos como um eremita. Na oração e na intimidade com Deus, se ofertou a muitos. A muitos que hoje causam prejuízos para si e para os outros.

São Conrado, rogai por nós!

 

 

 

 

fonte/texto: cancaonova.com

Papa faz apelo pela Síria e pela China

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No final da audiência desta quarta-feira, 12/02, o Papa fez dois apelos aos presentes na Sala Paulo VI. O Papa convidou todos a rezarem pela “amada Siria”, vítima de uma guerra que dura alguns anos, e pelos chineses, vítimas do coronavírus.

Assim disse o Papa:

“Gostaria agora que todos nós rezássemos pela amada e atormentada Síria. Tantas famílias, tantas pessoas idosas, tantas crianças, devem fugir por causa da guerra. A Síria está sangrando há anos. Vamos rezar pela Síria. Também uma oração pelos nossos irmãos chineses que sofrem esta doença cruel. Que eles encontrem o caminho da recuperação o mais rápido possível.”

Neste momento, todos presentes na Sala Paulo VI fizeram um instante de silêncio , para rezar junto ao Sumo Pontífice pela amada Síria e em seguida pelos chineses.

fonte: Vatican News

Igreja comemora hoje São Simeão, Bispo e mártir

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No século I, São Simeão serviu como o segundo Bispo de Jerusalém. Além disso, foi parente de Cristo, segundo descrevem os Evangelhos de São Mateus (13,55) e São Marcos (6,3).

No livro ‘História Eclesiástica’ de Eusébio de Cesareia (Pai da história da Igreja), este santo é descrito como primo do Senhor – segundo a carane – por ser filho de Cléofas, o irmão de São José.

Do mesmo modo, a mãe de Simeão é mencionada pelo escritor Hegesipo como concunhada da Virgem Maria. No evangelho de São João e da São Mateus é mencionada uma “irmã” da Mãe de Deus, que viria a ser Maria, esposa de Cléofas (pai de Simeão).

Depois do martírio pelos judeus do primeiro Bispo de Jerusalém, São Tiago o Justo, e a imediata tomada da cidade, a tradição conta que os apóstolos e discípulos do Senhor, que ainda permaneciam vivos, se reuniram e deliberaram que Simeão seria nomeado seu sucessor.

Como descreve Eusébio de Cesareia, na época do imperador Trajano, ressurgiu nas cidades e outros lugares da Palestina uma nova perseguição contra os cristãos por causa das revoltas do povo.

Foi então que o Bispo de Jerusalém, Simeão, foi denunciado como cristão e descendente de Davi, sendo sentenciado à morte pelo governador romano Ático. Foi torturado e crucificado aos 120 anos.

Fonte:acidigital.com.br

Viral: Sacerdote com tumor cerebral oferece sua dor e oração por vítimas de abuso

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Pe. John Hollowell, da Arquidiocese de Indianápolis (Estados Unidos), está com um tumor cerebral e ofereceu seus sofrimentos a Deus pelas vítimas de abusos sexuais cometidos por sacerdotes.

Em um tuíte publicado em 13 de fevereiro, o sacerdote que serve atualmente nas igrejas da Annunciation, St. Paul e como capelão na DePauw University, escreveu que foi “diagnosticado com um tumor no cérebro. O prognóstico é muito bom”.

“Em 2018, pedi que, se fosse a vontade de Deus, que Ele me permitisse compartilhar em algo a cruz que as vítimas de abusos sacerdotais carregam. Abraço isso voluntariamente”, ressaltou.

No mesmo dia 13 de fevereiro, o sacerdote publicou em seu blog um post no qual dizia que “gostaria de ter uma lista de vítimas de abusos sacerdotais pelas quais pudesse rezar todos os dias”.

“Gostaria de poder dedicar cada dia de minha recuperação/quimioterapia/radioterapia a 5-10 vítimas e gostaria, se possível, de escrever-lhes para que saibam que estou rezando por elas”, acrescentou.

Por isso , Pe. Hollowell fez o seguinte pedido: “Se você conhece uma pessoa ou você mesmo é uma vítima, com a permissão desta, envia-me o seu nome e, se possível, um endereço de e-mail para que eu possa lhe mandar uma mensagem. Gostaria muito disso. Meu endereço de e-mail é fatherjohnhollowell no gmail”.

O sacerdote também pediu que o ajudassem a entrar em contato com a Survivors Network of Those Abused by Priests (Rede de sobreviventes de abusos cometidos por sacerdotes – SNAP) para “conversar com eles e ver se há alguma maneira de conseguir o nome das pessoas pelas quais rezar e, se possível, enviar-lhes uma nota no meio de tudo isso”.

O sacerdote agradeceu aos médicos que o atendem na Mayo Clinic e disse que será submetido a uma cirurgia no próximo dia 13 de março para remover o tumor. Depois disso, deverá seguir o tratamento indicado por seus médicos.

Finalmente, o sacerdote ofereceu suas orações por todos e fez votos para que “Nossa Senhora de Lourdes cuide e interceda por todos os que estão doentes ou sofrem de alguma forma”.

Pe. Hollowell nasceu em 20 de junho de 1979. Tem 40 anos. Foi ordenado sacerdote em 6 de junho de 2009 para a Arquidiocese de Indianápolis.

Serviu como capelão da Cardinal Ritter High School, vigário paroquial de St. Malachy, em Brownsburg, e na Igreja Holy Rosary.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

Fonte:acidigital.com.br

Mensagem do Papa por Ano Jubilar na Costa Rica

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A Santa Sé aprovou o Ano Jubilar pelos 100 anos da Província Eclesiástica da Costa Rica, de 16 de fevereiro de 2020 a 16 de fevereiro de 2021. Os costarriquenhos poderão lucrar a indulgência plenária em três catedrais

Cidade do Vaticano

O Papa Francisco se uniu espiritualmente à abertura do Ano Jubilar na Costa Rica com uma carta, assinada pelo cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin, na qual saúda o clero, os religiosos e leigos, que participaram no domingo, 16 de fevereiro, da abertura do Centenário da criação da Província Eclesiástica da Costa Rica.

Ouça e compartilhe!

Levar a todos a alegria do Evangelho

Com esta mensagem, o Santo Padre se “une espiritualmente à fervorosa Ação de graças ao Senhor por todos os frutos alcançados ao longo destes cem anos, em sua missão de acompanhar, iluminar e animar todos os filhos e filhas desta Nação”.

“Sua Santidade os anima a ter em conta o amor misericordioso de nosso Senhor Jesus Cristo, de quem brota toda verdade, bondade e beleza, para que leigos e consagrados prossigam incansavelmente sua atividade evangelizadora, levando a todos a alegria do Evangelho, particularmente aos mais necessitados e afastados, e deem verdadeiro testemunho da vida cristã nos vários ambientes da sociedade”, lê-se na missiva.

Peregrinos e fiéis poderão lucrar a indulgência plenária

O Ano Jubilar, aprovado pela Penitenciaria Apostólica da Santa Sé, de 16 de fevereiro de 2020 a 16 de fevereiro de 2021, recorda a Fundação canônica da Província Eclesiástica da Costa Rica, por Bento XV, com a bula “Praedecessorum”, de 1921, com a qual eleva a Diocese de San José a sede Metropolitana e cria as dioceses de Limón e Alajuela. As três catedrais de tais dioceses serão sedes jubilares onde os peregrinos e fiéis poderão lucrar as graças espirituais e indulgência plenária.

A missiva do Pontífice conclui-se implorando a proteção materna de Nossa Senhora de Los Angeles, padroeira do país centro-americano. “O Papa Francisco concede-lhes com afeto a implorada Bênção Apostólica que, de bom grado, a estende a todos os participantes da Solene Celebração”, conclui-se o texto.

Congresso Eucarístico Nacional encerrará Ano Jubilar

A comissão episcopal criada para a celebração do Jubileu organizou a celebração em três momentos cruciais. O primeiro se celebrou na quinta-feira, 13 de fevereiro, com uma solene celebração eucarística na Catedral de El Limón. A Diocese de Limón é historicamente conhecida como o lugar onde se celebrou, em 1502, a primeira eucaristia, quando na quarta expedição de Cristóbal Colón pisou terras costarriquenhas.

Os outros dois momentos importantes serão em 19 de julho, com uma concentração nacional na Arquidiocese de San José e, em fevereiro de 2021, se encerra o Centenário com um Congresso Eucarístico Nacional na Diocese de Alajuela. No domingo, 16 de fevereiro, se abriram as portas santas das três catedrais que serão as sedes deste acontecimento eclesial nacional.