Santuário Astorga

Archives: fevereiro 2020

LITURGIA-29 DE FEVERERO SABADO

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DEPOIS DAS CINZAS

(roxo – ofício do dia)

Atendei-nos, Senhor, na vossa grande misericórdia; olhai-nos, ó Deus, com toda a vossa bondade (Sl 68,17).

Em sua infinita misericórdia, Deus enviou seu Filho ao mundo para salvar os pecadores, curar os doentes e ser luz em nossas trevas. Hoje ele também nos chama a ser luz para os irmãos e irmãs.

Primeira Leitura: Isaías 58,9-14

 

Leitura do livro do profeta Isaías – Assim fala o Senhor: 9“Se destruíres teus instrumentos de opressão e deixares os hábitos autoritários e a linguagem maldosa; 10se acolheres de coração aberto o indigente e prestares todo socorro ao necessitado, nascerá nas trevas a tua luz e tua vida obscura será como o meio-dia. 11O Senhor te conduzirá sempre e saciará tua sede na aridez da vida, e renovará o vigor do teu corpo; serás como um jardim bem regado, como uma fonte de águas que jamais secarão. 12Teu povo reconstruirá as ruínas antigas; tu levantarás os fundamentos das gerações passadas: serás chamado reconstrutor de ruínas, restaurador de caminhos, nas terras a povoar. 13Se não puseres o pé fora de casa no sábado nem tratares de negócios em meu dia santo, se considerares o sábado teu dia favorito, o dia glorioso, consagrado ao Senhor, se o honrares, pondo de lado atividades, negócios e conversações, 14então te deleitarás no Senhor; eu te farei transportar sobre as alturas da terra e desfrutar a herança de Jacó, teu pai”. Falou a boca do Senhor. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 85(86)

 

Ensinai-me os vossos caminhos / e na vossa verdade andarei.

1. Inclinai, ó Senhor, vosso ouvido, / escutai, pois sou pobre e infeliz! / Protegei-me, que sou vosso amigo, † e salvai vosso servo, meu Deus, / que espera e confia em vós! – R.
2. Piedade de mim, ó Senhor, / porque clamo por vós todo o dia! / Animai e alegrai vosso servo, / pois a vós eu elevo a minha alma. – R.
3. Ó Senhor, vós sois bom e clemente, / sois perdão para quem vos invoca. / Escutai, ó Senhor, minha prece, / o lamento da minha oração! – R.

Evangelho: Lucas 5,27-32

 

Glória a vós, Senhor Jesus, / primogênito dentre os mortos!

Não quero a morte do pecador, diz o Senhor, / mas que ele volte, se converta e tenha vida (Ez 33,11). – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 27Jesus viu um cobrador de impostos, chamado Levi, sentado na coletoria. Jesus lhe disse: “Segue-me”. 28Levi deixou tudo, levantou-se e o seguiu. 29Depois, Levi preparou em casa um grande banquete para Jesus. Estava aí grande número de cobradores de impostos e outras pessoas sentadas à mesa com eles. 30Os fariseus e seus mestres da lei murmuravam e diziam aos discípulos de Jesus: “Por que vós comeis e bebeis com os cobradores de impostos e com os pecadores?” 31Jesus respondeu: “Os que são sadios não precisam de médico, mas sim os que estão doentes. 32Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

 

Na época de Jesus, cobradores de impostos eram malvistos por estarem a serviço da autoridade romana: aproveitavam-se do ofício para enriquecer à custa do povo. “Os fariseus e seus doutores da Lei” os tachavam de “pecadores”. Por isso, Jesus toma uma atitude ousada ao convidar um desses fiscais a fazer parte do seu grupo de seguidores. Ademais, aceita o convite para comer em sua casa, ocasião em que Levi se despede do passado e presta homenagem ao novo Senhor (Jesus). Os fariseus, que classificam as pessoas como puras ou impuras, sentem-se provocados. Questionam o Mestre, o qual esclarece sua missão: “Eu não vim chamar justos, e sim pecadores, para a conversão”. Levi é modelo do pecador arrependido e perdoado que se converte em apóstolo (Mateus).

Oração
Ó misericordioso Jesus, nos teus dias terrenos, os cobradores de impostos eram desprezados pelos fariseus e seus doutores da Lei. Tu, porém, os acolhias cordialmente e os tratavas com toda atenção, porque vieste não para os que se consideravam justos, mas para chamar os pecadores à conversão. Amém.

Fonte:paulus.com.br

29 de fevereiro – Beata Antônia da Firenze

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Antônia ou Antonieta nasceu no ano de 1400. Foi levada ao casamento aos 15 anos. Ficando viúva com um filho. Entrou, alguns anos depois da segunda viuvez, nas Clarissas de Santo Onófrio, onde edificou as irmãs pela piedade e todas as virtudes. Foi enviada para o Convento de Santa Ana em Folinho, e depois veio a ser superiora do convento de Santa Isabel em Áquila.

Passados vários anos, São João de Capristano, seu diretor, fez que lhe dessem o mosteiro Corpus Christi, em Áquila, no qual ela fez que renascesse a observância em toda a pureza.

O filho que esbanjava os bens só lhe ocasionou desgostos. Ela era a consolação dos aflitos, o alívio dos doentes e o apoio dos fracos. Foi honrada com uma aparição da Santíssima Virgem e com várias visões.

Morreu santamente, no dia 29 de fevereiro de 1472, e alguns milagres aconteceram durante o funeral. Contra o costume, os habitantes de Áquila rogaram que o corpo ficasse exposto na igreja.

No dia 11 de setembro de 1847, Pio IX aprovou o culto imemorial prestado à beata.

Beata Antônia, rogai por nós!

Libertado sacerdote sequestrado na Nigéria

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Os sequestros de sacerdotes e religiosos estão se multiplicando em vários Estados nigerianos. Em 2019, onze sacerdotes foram vítimas desse crime. A motivação principal é a extorsão. O agravar-se da situação de insegurança foi denunciado nos dias passados pelo bispo de Sokoto, Dom Matthew Hassan Kukah, durante o funeral de um seminarista assassinado.

O padre Nicholas Oboh, sequestrado na última semana na região sudoeste da Nigéria, foi libertado na noite de terça-feira, 18 de fevereiro.

“Tenho a alegria de informar que nosso sacerdote sequestrado na quinta-feira passada, padre Nicholas Oboh, recuperou sua liberdade”, disse um porta-voz da Diocese de Uromi em uma mensagem enviada via WhatsApp em 18 de fevereiro. “Ele foi libertado na noite hoje”. “Muito obrigado por suas orações”, agradeceu o porta-voz.

O sequestro de pe. Oboh é o mais recente de uma série de sequestros e assassinatos na Nigéria não só de católicos, mas também membros de outras denominações cristãs.

No início desta semana, um grupo de militantes islâmicos incendiou alguns veículos no Estado de Borno, matando 30 pessoas, incluindo uma mãe grávida e seu bebê. O ataque também destruiu 18 veículos carregados de alimentos enviados para a região.

Recordamos ainda o sequestro por homens armados dos quatro seminaristas no Seminário Maior do Bom Pastor de Kakau, no Estado de Kaduna, no noroeste da Nigéria, na noite de 8 de janeiro.

O mais novo deles, Michael Nnadi, de 18 anos, foi morto enquanto os outros três foram libertados. Um deles está internado em estado crítico devido aos ferimentos recebidos. (LM – Agência Fides)

 

fonte: Vatican News

Há exatos 7 anos Bento XVI se despedia dos fiéis como Papa pela última vez

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Depois de anunciar a sua decisão de renunciar ao ministério em 11 de fevereiro, 2013, o Papa Emérito Bento XVI fez a sua renúncia no dia 28 de fevereiro do mesmo ano, se transladou do Palácio Pontifício do Vaticano a Castel Gandolfo.

Em 28 de fevereiro de 2013, às 17h07 (hora local), Bento XVI deixou o Vaticano e seguiu de helicóptero até Castel Gandolfo. Na varanda da casa de verão dos pontífices, ele, que havia sido Papa durante oito anos, se dirigiu aos peregrinos reunidos na praça para lhes dizer: “Eu sou simplesmente um peregrino que iniciou a última etapa da sua peregrinação nesta terra”.

Logo depois de ser transladado a Castel Gandolfo, foram fechadas as portas do local, começou a Sede Vacante.

Bento XVI viveu em Castel Gandolfo durante dois meses, enquanto realizavam as adaptações apropriadas em sua nova residência, o antigo mosteiro “Mater Eclesiae”.

Entretanto, durante esses 62 dias, não ficou sozinho. De fato, nas primeiras imagens “roubadas” do Pontífice, ele aparecia caminhando pelos jardins junto com o seu secretário, Dom Georg Gänswein.

Além disso, recebeu algumas visitas, como a do seu sucessor Papa Francisco, que visitou Castel Gandolfo em 23 de março. Naquele dia, as primeiras imagens de ambos se abraçando na frente do helicóptero e rezando na capela ajoelhados no mesmo banco deram a volta ao mundo.

Um pouco mais de um mês depois, Bento XVI voltou ao Vaticano, onde Francisco o esperava para lhe dar as boas-vindas. A partir disso, Bento XVI começou uma nova vida no mosteiro ‘Mater Ecclesiae’ junto das quatro ‘memores Domini’ (Rossella, Loredana, Carmela e Cristina), leigas consagradas do Movimento Comunhão e Libertação que o ajudam desde então e com o Prefeito da Casa Pontifícia e secretário particular do Papa Emérito, Dom Georg Gänswein.

Mas desde que vive no Vaticano, Joseph Ratzinger também visitou aquela que tinha sido sua casa durante os meses de verão e algumas semanas depois da sua renúncia; durante essas visitas, percorreu os jardins junto com Dom Gänswein, rezou o rosário e participou de um concerto de piano.

Bento XVI em boa forma

Embora nas primeiras imagens divulgadas após a sua renúncia, Bento XVI foi visto usando uma bengala e movendo-se com dificuldade, ele mesmo disse durante os meses seguintes que queria deixar claro que está “muito bem”. Assim assegurou o ator italiano Lino Banfi quando encontrou com ele no mosteiro ‘Mater Ecclesiae’, ocasião na qual também indicou que “toca piano, lê, estuda e reza”.

Em outubro de 2017, Dom Gänswein desmentiu os rumores publicados no Facebook que Bento XVI estava à beira da morte.

Francisco visita Bento antes de cada viagem

Em meados de 2014, o Prefeito da Casa Pontifícia, Dom Georg Gaenswein, revelou que, antes de qualquer viagem internacional, o Papa Francisco visita Bento XVI, um gesto que mostra a boa relação que existe entre ambos e como o atual Pontífice continua a visão do seu antecessor.

Em 14 de fevereiro de 2015, Bento XVI participou da criação de 20 novos cardeais pelo Papa Francisco, e no dia 8 de dezembro do mesmo ano foi o primeiro peregrino a cruzar a Porta Santa da Basílica de São Pedro, durante a inauguração do Ano Santo da Misericórdia.

Do mesmo modo, em 28 de junho de 2016, Bento XVI pronunciou algumas palavras ao seu sucessor. Durante os 65 anos de ordenação sacerdotal do Papa Francisco, o Papa Emérito afirmou que “a sua bondade, desde o primeiro momento da eleição, em cada momento da minha vida aqui, me toca, me leva, realmente, interiormente”.

“Mais do que nos Jardins do Vaticano, com a sua beleza, a Sua bondade é o lugar onde eu moro: Sinto-me protegido”, acrescentou.

Uma vida de oração

Em 11 de fevereiro de 2017, quatro anos depois da renúncia de Bento XVI ao pontificado, o Pe. Federico Lombardi, ex porta-voz do Vaticano, afirmou que o Papa alemão vive em oração e com muita discrição o seu serviço de acompanhamento à Igreja e de solidariedade com seu sucessor, o Papa Francisco.

O sacerdote jesuíta, que foi Diretor da Sala de Imprensa durante o pontificado de Bento XVI, disse que, embora a força física de Joseph Ratzinger esteja debilitada devido à sua idade, “as forças mentais e espirituais estão perfeitas”.

“Realmente é muito bonito ter o Papa Emérito que reza pela Igreja, pelo seu Sucessor. É uma presença que sentimos. Sabemos que ele está presente e, embora não o vejamos com frequência, quando o vemos, todos nós ficamos muito contentes, porque o amamos. Portanto, o sentimos como uma presença que nos acompanha, nos consola e nos tranquiliza”, afirmou o sacerdote, atual presidente da Fundação Joseph Ratzinger.

Fonte:acidigital.com.br

Mulher com Síndrome de Down busca mudar leis de aborto do Reino Unido

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Uma britânica de 24 anos com síndrome de Down entrou com uma ação contra o governo do Reino Unido para mudar as leis que permitem que bebês com a sua mesma condição sejam abortados até o momento do nascimento.

“Neste momento, no Reino Unido, os bebês podem ser abortados até o nascimento se forem considerados com deficiência grave. Eles me incluem nessa definição de ser gravemente deficiente só porque tenho um cromossomo extra”, disse Heidi Crowter aos jornalistas nesta semana.

“O que me dizem é que a minha vida não é tão valiosa como outras e não acho que seja certo. Eu acho, francamente, que é discriminação”, expressou.

Crowter, junto com Cheryl Bilsborrow, mãe de um menino de dois anos com síndrome de Down, enviaram uma carta ao secretário de Estado britânico e esperam arrecadar os 20 mil euros necessários para litigar o caso.

Bilsborrow disse que foi aconselhada a abortar depois que os médicos realizaram o teste de detecção (para a síndrome de Down) em seu feto.

“A enfermeira lembrou que eu poderia fazer um aborto até 40 semanas se o bebê tivesse Down”, disse Bilsborrow ao Catholic Herald.

“Eu simplesmente lhe disse: ‘Vou fingir que não escutei isso’, mas me deixou muito ansiosa”, comentou.

Os abortos são legais no Reino Unido por qualquer motivo até 24 semanas e a maioria dos cerca de 200 mil abortos anuais no país ocorre antes das 13 semanas.

Os abortos após 24 semanas são legais somente se a vida de uma mulher estiver em perigo, houver uma anormalidade fetal classificada como “grave” ou se a mulher corre o risco de lesões físicas e mentais graves.

Se o bebê tiver uma deficiência, incluindo a síndrome de Down, lábio leporino e pé equinovaro, o aborto é legal até o nascimento. Cerca de nove em cada dez mulheres abortam após o diagnóstico da síndrome de Down, relata o Daily Mail.

A campanha “Don’t Screen Us Out” (Não nos descarte) no Reino Unido, durante os últimos quatro anos, faz uma conscientização para mudar as leis do aborto, buscando alterar a Lei do Aborto de 1967, para que os abortos por deficiências não fatais sejam proibidos no terceiro trimestre, que começa por volta da 28ª semana de gestação.

Lynn Murray, porta-voz do grupo, disse à CNA – agência em inglês do Grupo ACI – que a campanha começou em resposta à proposta do governo de um novo teste de detecção da síndrome de Down que, segundo o governo, encontraria 102 casos adicionais de Síndrome de Down ao ano.

Dada a alta taxa de aborto de bebês com síndrome de Down no Reino Unido, a campanha foi promovida para tentar fazer com que o governo avalie o impacto que a técnica não invasiva de teste pré-natal, denominada “DNA livre de células”, teria sobre a comunidade com síndrome de Down. A campanha atraiu a atenção dos britânicos com preocupações semelhantes, disse.

O grupo está apoiando Crowter e Bilsborrow em seu processo contra o governo.

“O lançamento deste caso faz as pessoas falarem sobre isso”, disse, acrescentando que a maioria das pessoas nem percebe que o aborto está disponível até o nascimento no Reino Unido.

“Estamos ansiosos para que as pessoas com síndrome de Down advoguem por si mesmas. E foi isso que Heidi decidiu fazer… acha que o aborto após 24 semanas sugere que a vida de pessoas como ela não tem o mesmo valor que todas”, acrescentou.

O grupo da ONU sobre os direitos das pessoas com deficiência tem criticado constantemente os países que preveem o aborto devido à deficiência, assinala o grupo. Em alguns países, como Dinamarca e Islândia, a taxa de aborto em bebês com síndrome de Down é próxima a 100%.

Nos Estados Unidos, existem inúmeras tentativas no nível estadual para proibir o aborto com base no diagnóstico da síndrome de Down.

Os legisladores de Missouri aprovaram uma lei em 2019 que, além de proibir todos os abortos depois de oito semanas, proíbe os abortos “seletivos” após um diagnóstico médico ou deficiência, como a síndrome de Down, ou segundo a raça ou o sexo do bebê. Atualmente, está bloqueado nos tribunais em meio a uma ação judicial.

Os legisladores de Ohio tentaram em 2017 aprovar uma proibição dos abortos de pessoas com síndrome de Down, mas um juiz federal em 2019 bloqueou a entrada em vigor da legislação.

Arkansas, Indiana, Kentucky, Dakota do Norte e Utah consideraram ou aprovaram proibições semelhantes.

Em nível federal, a Lei de Proibição do Aborto por Síndrome de Down foi introduzida no Congresso, mas ainda não foi discutida. A lei proposta proibiria os médicos de “realizar, com conhecimento de causa, um aborto porque o bebê tem ou pode ter síndrome de Down”.

Fonte:acidigital.com.br

Relíquia da Cruz de Cristo encontrada na Catedral de Fortaleza será venerada na Quaresma

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Na Quarta-feira de Cinzas, 26 de fevereiro, os católicos de Fortaleza (CE) receberam um grande presente: foi-lhes apresentada a relíquia da Vera Cruz, a Cruz de Cristo, encontrada recentemente na Catedral Metropolitana, e que será exposta para veneração durante a Quaresma.

De acordo com a Arquidiocese de Fortaleza, o Arcebispo, Dom José Antônio Aparecido Tosi Marques, anunciou ao final da Missa de Cinzas “que foi encontrara uma Relíquia da Cruz de Cristo no subsolo da Catedral”. Juntamente com a relíquia, foi encontrado o certificado atestando sua autenticidade.

A relíquia da Vera Cruz foi enviada de Roma e recebida em 29 de março de 1928 pelo primeiro Arcebispo de Fortaleza, Dom Manuel da Silva Gomes.

O pároco da Catedral Metropolitana de Fortaleza, Padre Clairton Alexandrino de Oliveira, contou a ACI Digital que estão realizando uma grande obra no subsolo do templo, onde há muita coisa antiga. “Tenho o cuidado de examinar tudo e, então, achei dentro de uma caixa um crucifixo de prata e com ele estava a mensagem em latim atestando a veracidade da relíquia”.

A descoberta da relíquia se deu em dezembro passado, “perto do Natal”, recordou o sacerdote. Segundo ele, após comunicar ao Arcebispo, este sugeriu que fosse anunciado aos fiéis na Sexta-feira Santa.

Mas, “sugeri a ele que fizéssemos uma catequese com o povo durante a Quaresma, aproveitando para fazer a Via Sacra, meditar, e o Arcebispo concordou”, contou Pe. Clairton.

Desse modo, a relíquia foi apresentada aos fiéis na Quarta-feira de Cinzas, início da Quaresma, e durante todo este tempo litúrgico será exposta para veneração todas as quartas-feiras e sextas-feiras, “no horário da morte de Cristo, ou seja, às 15h”, quando será rezada a Via Sacra.

“Esta é uma oportunidade extraordinária que a providência divina nos dá nesse mundo de tanto relativismo. É oportunidade para meditarmos sobre o verdadeiro significado da redenção, de pensarmos até onde foi o amor de Deus por nós, que deu seu Filho na Cruz para derramar seu sangue por nós. No altar da Cruz, a morte foi derrotada e a vida teve a vitória”, expressou o pároco.

Para o sacerdote, poder venerar a relíquia da Vera Cruz durante a Quaresma é um convite a “viver bem” este tempo litúrgico. “Devemos passar pela cruz e assumir a cruz para, com Cristo, alcançarmos a vitória”, completou.

Relíquia da Vera Cruz

Ao ressaltar que a relíquia encontrada na Catedral de Fortaleza é “atestada pelo Vaticano”, Pe. Clairton recordou que a Cruz de Cristo foi encontrada por volta do ano 326, em Jerusalém, por Santa Helena.

Escritores antigos, como São Crisóstomo e Santo Ambrósio, narraram que, depois de realizar muitas escavações, foram encontradas três cruzes.

Sem saber qual era a de Jesus, levaram até o Monte Calvário uma mulher agonizante e, ao tocá-la com duas das cruzes, nada lhe ocorreu. Mas, ao tocá-la com a terceira cruz, a enferma se recuperou instantaneamente.

Macário, então Bispo de Jerusalém, Santa Helena e milhares de fiéis levaram a cruz em procissão pelas ruas da cidade.

Parte da Cruz ficou em Jerusalém e outros fragmentos foram levados a Roma e, mais tarde, distribuídos a outros locais, tendo um deles sido enviado à Fortaleza na década de 1920.

Fonte:acidigital.com.br

O Papa: um sacerdote não se isola, mas vive em comunhão com o seu povo

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Existem várias amarguras que marcam a vida de um sacerdote, cuja vocação é ser um homem de reconciliação. Este é um dos pensamentos do Papa contidos no discurso lido, esta manhã, pelo vigário do Papa para a Diocese de Roma, cardeal Angelo De Donatis, na liturgia penitencial com o clero romano, na Basílica de São João de Latrão. Francisco não participou do encontro tradicional por causa de uma “leve indisposição”.

Debora Donnini – Cidade do Vaticano

Pessoas de esperança, reconciliadas que reconhecem suas amarguras e foram transformadas. É a exortação que o Papa Francisco dirige ao clero da Diocese de Roma, no discurso lido, na manhã desta quinta-feira (27/02), pelo cardeal vigário, Angelo De Donatis, na Basílica de São João de Latrão, durante a tradicional liturgia penitencial no início da Quaresma, na qual Francisco não participou por causa de uma “leve indisposição”, conforme a nota divulgada pela Sala de Imprensa da Santa Sé. Toda a reflexão fala sobre a amargura que pode se infiltrar na vida de um sacerdote como um “inimigo sutil” que encontra uma maneira de se camuflar de parasita. Trata-se de amargura na relação de fé, com o bispo e entre confrades.

Não onipotentes, mas pecadores perdoados

O Papa enfatiza que o seu pensamento é fruto, por um lado, de ouvir alguns seminaristas e sacerdotes italianos, mas sem referência a nenhuma situação específica, enquanto, por outro, observa que a maioria dos sacerdotes ainda está feliz com a sua vida e considera essas amarguras como normais. Portanto, encará-las, ajuda a entrar em contato com a nossa humanidade e, afirma Francisco, “nos lembra que, como sacerdotes, não somos chamados a ser onipotentes, mas homens pecadores perdoados”.

“A espiritualidade do protesto”

Na raiz da amargura no relacionamento de fé, vemos uma esperança desiludida. Uma esperança provavelmente trocada por uma expectativa. “De fato, a esperança cristã não decepciona”, sublinha o Papa, porque “esperar não é se convencer de que as coisas vão melhorar, mas que tudo o que acontece tem significado à luz da Páscoa”. Para alimentá-la, no entanto, é necessária uma intensa vida de oração, colocando-se “à luz da Palavra de Deus”. “O verdadeiro protesto”, explica ele, não é “contra Deus, mas diante dele”, nasce da confiança.

Ouça a reportagem

Esperança cristã, não expectativa

Para entrar profundamente no sentido da esperança é preciso entender a diferença da expectativa que nasce quando”, observa Francisco, “lutamos”, buscando certezas, quando o ponto de referência somos nós mesmos. Em vez disso, a esperança brota quando se decide não se defender mais e, como o teatino Lorenzo Scupoli disse em sua ‘Luta espiritual’, é preciso “desconfiar-se de si e confiar em Deus”. Baseia-se numa aliança: que a vida plena prometida por Deus no dia da ordenação se realiza “se vivo a Páscoa e não se as coisas acontecem como eu digo”.

Problemas com o bispo

“Sem cair no lugar comum que dá a culpa de tudo aos superiores, pois na realidade somos falhos, permanece o fato”, escreve o Papa, de que “muita amargura na vida do sacerdote acontece por causa das omissões dos pastores”. Não se trata de divergências inevitáveis sobre problemas administrativos ou estilos pastorais, mas de dois aspectos “desestabilizadores para os padres”. Primeiramente, o que Francisco chama de “uma certa origem autoritária suave”, quando, por uma “distinção”, a pessoa é inscrita entre os que remam contra. O segundo, é a adesão a iniciativas que corre o risco de se tornar “a medida da comunhão”, enquanto o “culto das iniciativas” vai substituindo ao essencial.

A competência suplantada por suposta lealdade

Para traçar a direção certa, o Papa Francisco se refere a São Bento. Na Regra, ele recomenda que o abade consulte toda a comunidade quando tiver que enfrentar uma questão importante, mas também que a decisão final depende dele, com prudência e equidade.

A grande tentação do pastor é circundar-se dos “seus”, dos “vizinhos”; e, assim, infelizmente, a competência real é suplantada por uma certa lealdade presumida, sem distinguir entre quem agrada e quem aconselha desinteressadamente. Isso faz com que o rebanho sofra muito, aceitando frequentemente sem externar nada.

No entanto, os fiéis têm o direito, e algumas vezes o dever, de expressar seus pensamentos sobre o bem da Igreja aos Pastores, conforme exigido pelo Código de Direito Canônico. Certamente, neste tempo de precariedade, a solução parece ser o autoritarismo, “na esfera política isso é evidente”, mas o verdadeiro zelo está na equidade, não na uniformidade, recorda o Papa.

Amargura entre os sacerdotes

Uma terceira causa de amargura nos sacerdotes pode vir dos problemas “entre nós”, ressalta Francisco. O presbítero nos últimos tempos sofreu “os golpes de escândalos, financeiros e sexuais” e a suspeita tornou as relações mais frias e formais:

Diante de escândalos, o maligno nos tenta, impelindo-nos a uma visão “donatista” da Igreja: dentro os impecáveis, fora os que erram! Temos falsas concepções da Igreja militante, numa espécie de puritanismo eclesiológico. A Noiva de Cristo é e continua sendo o campo em que o trigo e o joio crescem até a parusia. Quem não se apropriou dessa visão evangélica da realidade, expõe-se à amarguras indizíveis e inúteis. No entanto, os pecados públicos e divulgados do clero tornaram todos mais cautelosos e menos dispostos a criar laços significativos, sobretudo em relação à  partilha da fé.

O povo de Deus espera pessoas que reconciliam

Na conclusão, Francisco ressalta que o povo de Deus “os conhece melhor que ninguém”:

É muito respeitoso, sabe acompanhar e cuidar de seus pastores. Conhece as nossas amarguras e pede ao Senhor nós. Unamos as nossas orações às suas e peçamos ao Senhor para que transforme as nossas amarguras em água fresca para o seu povo. Peçamos ao Senhor para que nos dê a capacidade de reconhecer o que está nos amargando e nos deixar-se transformar, ser pessoas reconciliadas que reconciliam, pacíficas que pacificam, cheias de esperança que infundem esperança. O povo de Deus espera de nós, mestres de espírito, capazes de indicar os poços de água fresca no meio do deserto.

Fonte:vaticannes.va

28 de Fevereiro – Santos Romão e Lupicino

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São Romão entrou para a vida religiosa com 35 anos, na França, onde nasceram os dois santos de hoje. Ele foi discernindo sua vocação, que o deixava inquieto, apesar de já estar na vida religiosa. Ao tomar as constituições de Cassiano e também o testemunho dos Padres do deserto, deixou o convento e foi peregrinar, procurando o lugar onde Deus o queria vivendo.

Indo para o Leste, encontrou uma natureza distante de todos e percebeu que Deus o queria ali.

Vivia os trabalhos manuais, a oração e a leitura, até o seu irmão Lupicino, então viúvo, se unir a ele. Fundaram então um novo Mosteiro, que se baseava nas regras de São Pacômio, São Basílio e Cassiano.

Romão tinha um temperamento e caminhada espiritual onde com facilidade era dado à misericórdia, à compreensão e tolerância. Lupicino era justiça e intolerância. Nas diferenças, os irmãos se completavam, e ajudavam aos irmãos da comunidade, que a santidade se dá nessa conjugação: amor, justiça, misericórdia, verdade, inspiração, transpiração, severidade, compreensão. Eles eram iguais na busca da santidade.

O Bispo Santo Hilário ordenou Romão, que faleceu em 463. E em 480 vai para a glória São Lupicino.

 

 

 

 

fonte/texto: cancaonova.com

LITURGIA-28 DE FEVERERO SEXTA FEIRA

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DEPOIS DAS CINZAS

(roxo – ofício do dia)

O Senhor me ouviu e teve compaixão. O Senhor se tornou o meu amparo (Sl 29,11).

Na Quaresma, somos chamados a trilhar um caminho de conversão marcado pelo jejum, entendido não só como abstinência de alimento, mas sobretudo como ações em favor dos mais pobres e necessitados.

Primeira Leitura: Isaías 58,1-9

 

Leitura do livro do profeta Isaías – Assim fala o Senhor Deus: 1“Grita forte, sem cessar, levanta a voz como trombeta e denuncia os crimes do meu povo e os pecados da casa de Jacó. 2Buscam-me cada dia e desejam conhecer meus propósitos, como gente que pratica a justiça e não abandonou a lei de Deus. Exigem de mim julgamentos justos e querem estar na proximidade de Deus: 3‘Por que não te regozijaste quando jejuávamos e o ignoraste quando nos humilhávamos?’ É porque, no dia do vosso jejum, tratais de negócios e oprimis os vossos empregados. 4É porque, ao mesmo tempo que jejuais, fazeis litígios e brigas e agressões impiedosas. Não façais jejum com esse espírito, se quereis que vosso pedido seja ouvido no céu. 5Acaso é esse jejum que aprecio, o dia em que uma pessoa se mortifica? Trata-se talvez de curvar a cabeça como junco e de deitar-se em saco e sobre cinza? Acaso chamas a isso jejum, dia grato ao Senhor? 6Acaso o jejum que prefiro não é outro: quebrar as cadeias injustas, desligar as amarras do jugo, tornar livres os que estão detidos, enfim, romper todo tipo de sujeição? 7Não é repartir o pão com o faminto, acolher em casa os pobres e peregrinos? Quando encontrares um nu, cobre-o e não desprezes a tua carne. 8Então brilhará tua luz como a aurora e tua saúde há de recuperar-se mais depressa; à frente caminhará tua justiça e a glória do Senhor te seguirá. 9Então invocarás o Senhor, e ele te atenderá, pedirás socorro e ele dirá: ‘Eis-me aqui’”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 50(51)

 

Ó Senhor, não desprezeis um coração arrependido!

1. Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! / Na imensidão de vosso amor, purificai-me! / Lavai-me todo inteiro do pecado / e apagai completamente a minha culpa! – R.
2. Eu reconheço toda a minha iniquidade, / o meu pecado está sempre à minha frente. / Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei / e pratiquei o que é mau aos vossos olhos! – R.
3. Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, / e, se oferto um holocausto, o rejeitais. / Meu sacrifício é minha alma penitente, / não desprezeis um coração arrependido! – R.

Evangelho: Mateus 9,14-15

 

Salve, Cristo, luz da vida, / companheiro na partilha!

Buscai o bem, não o mal, pois assim vivereis; / então o Senhor, nosso Deus, convosco estará! (Am 5,14) – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 14os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?” 15Disse-lhes Jesus: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

 

Os discípulos de João Batista ainda não perceberam que é tempo de festa, e não de jejum: o Messias, noivo da nova família de Deus, está presente. “Dias virão em que o noivo será tirado deles”. A expressão pode se aplicar tanto à hora da Paixão e morte de Jesus, como ao tempo após sua ressurreição. São os nossos dias. Tempo de disciplina espiritual e prontidão, enquanto “aguardamos a vinda do Cristo Salvador”. Indiretamente, Jesus resgata, a partir de Isaías, o significado do jejum que agrada a Deus: “Romper as amarras da injustiça, desfazer as correntes da canga, pôr em liberdade os oprimidos… repartir o pão com quem passa fome, hospedar em casa os pobres sem abrigo, vestir aquele que se encontra nu e não se fechar diante daquele que é sua própria carne” (Is 58,6-7).

Oração
Ó Jesus, nosso Mestre e Senhor, ensina-nos o verdadeiro valor do jejum. Para teus discípulos, outrora, jejuar indicava experimentar tua ausência nos dias de tua Paixão e morte. Para nosso conforto, pela tua ressurreição, decidiste permanecer para sempre conosco. Tempo de alegria. Amém.

Fonte:paulus.com.br

Luta contra abusos, um ano de reformas concretas

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Exatamente há um ano do encontro de fevereiro de 2019, o balanço sobre as medidas solicitadas pelo Papa Francisco que modificaram profundamente a abordagem ao fenômeno, das violências cometidas por pessoas consagradas. Oito das decisões são em sinal da transparência sobre os crimes e sobre os culpados, e da máxima proteção às vítimas.

Definir como o lançamento da primeira pedra não é correto, porque a base se apoiava sobre alicerces já estruturados, colocados não somente neste Pontificado. Mas é inegável que o edifício construído nos últimos meses na Igreja para contrastar o fenômeno dos abusos cometidos pelo clero se beneficiou, em modo original, do trabalho de “arquitetura” desenhado pelo encontro sobre a proteção dos menores que aconteceu no Vaticano, no ano passado, entre os dias 21 e 24 de fevereiro.

Os próximos passos, agora em reta final, serão a esperada Força-Tarefa, para dar apoio às conferências episcopais e comunidades religiosas que precisam preparar e atualizar as diretrizes sobre o assunto, e o Vademecum da Congregação para a Doutrina da Fé, ambas anunciadas ao final do encontro de fevereiro.

Aquilo que aconteceu em doze meses – uma série de medidas papais e a criação de instrumentos de intervenção, entre todos, a abolição do segredo pontifício sobre casos de abuso – começa a partir daqueles dias de intenso trabalho iniciados exatamente há um ano atrás, com o Papa cercado principalmente pelos presidentes dos episcopados, mas também por membros da Cúria, representantes de Institutos Religiosos e especialistas. Um total de 200 pessoas, todas mobilizadas pela necessidade de “conscientização e purificação” – como os próprios atos produzidos pelo encontro trazem – , com as quais o Papa se despediu com as palavras intensas e imperiosas pronunciadas na homilia da missa conclusiva. Permanece na memória aquele estímulo para proteger os menores dos “lobos vorazes”, o desejo de se colocar próximo às vítimas e a um “Deus traído e esbofeteado”.

Já um mês depois, em 26 de março de 2019, Francisco assina três documentos que mudam o rosto da legislação vaticana. O primeiro é a Carta Apostólica em forma de Motu proprio com a qual se estabelece que seja perseguido quem comete “abuso ou má tratamento contra menores ou contra pessoas vulneráveis”, que para os reatos cometidos no território do Vaticano tenham jurisdição penal os órgãos judiciários internos, que às vítimas sejam oferecidas assistência espiritual, médica, social e legal, além de ser garantido o direito a um processo equitativo para os réus e se proceda à remoção dos encargos aos condenados, não obstante também um suporte reabilitativo para eles.

A lei e as orientações pastorais

A segunda medida lançada pelo Papa é a Lei 297 para o Estado da Cidade do Vaticano. O novo códice impõe, entre outras coisas, a obrigação de rápida denúncia de uma notícia de reato e prevê em 20 anos o final da prescrição do mesmo que, em caso de menor, seja calculado a partir de completar os 18 anos de idade. A Lei 297 indica ainda, no “serviço de acompanhamento”, o instrumento idôneo a fornecer toda forma de assistência às vítimas e às suas famílias.

A terceira medida, as “diretrizes para a proteção dos menores”, estabelece os critérios para a escolha dos agentes pastorais e as justas normas de comportamento na relação aos menores e às pessoas vulneráveis e, em geral, elenca os procedimentos para seguir no caso fossem imputados os abusadores.

Mudam as normas em toda a Igreja

Depois da matéria ter virado lei dentro do Vaticano, um mês e meio depois Francisco estende, em modo análogo, as mesmas obrigações a toda a Igreja. E o faz com o Motu proprio “Vos estis lux mundi”, assinado em 9 de maio de 2019. Também no caso desse documento ficam estabelecidas as normas para serem seguidas para indicar moléstias e violências, e assegurar que bispos e superiores religiosos prestem atenção na sua obra.

O documento introduz a obrigação para clérigos e religiosos de apontar os abusos e solicitar a toda diocese de ter um sistema facilmente acessível ao público para receber as indicações. Para ajudar os dicastérios na aplicação do Motu proprio é instituído um encontro presidido por dom Filippo Iannone, presidente do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, em que participam representantes da Secretaria de Estado e das Congregações para a Doutrina da Fé, para as Igrejas Orientais, para os Bispos, para a Evangelização dos Povos, para o Clero, para os Institutos de Vida Consagrada.

Abusos, fim do segredo pontifício

No final do ano passado, o Papa faz um passo além: em 17 de dezembro são oficializados dois rescritos assinados pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano. O primeiro, que gera grande eco midiático, promulga a Instrução com a qual Francisco cancela o “segredo pontifício”, quer dar certeza sobre o modo de se comportar – e, assim, sobre o grau de reserva a ser adotado – nos casos de denúncias de abusos sexuais cometidos pelo clero e religiosos  e sobre eventuais coberturas e silêncios por parte de autoridades eclesiásticas.

O segundo rescrito introduz modificações às Normae de gravioribus delictis. Uma dessas configura como reato da parte de um clérigo a aquisição, a detenção ou a divulgação de imagens pornográficas de menores considerados tais, não mais até os 14 anos, mas até os 18 anos. Uma outra é aquela que concede a faculdade de exercitar o papel de advogado e procurador não mais como antes a um clérigo, mas a “um fiel, provido de doutorado em Direito Canônico”.