Santuário Astorga

Archives: outubro 2019

Polícia do Paquistão evita condenação à morte de cristão acusado de blasfêmia

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Amir Masih, um varredor de rua cristão, encontrou páginas da Bíblia e do Corão em uma bolsa. Levou as folhas para uma loja para evitar que terminassem no lixo, mas o dono da loja o acusou de blasfêmia, o que poderia ter feito com que acabasse sendo condenado à morte, se não fosse pelo trabalho dos policiais que conseguiram provar sua inocência.

Em 26 de outubro, Amir Masih, um varredor de rua cristão, morador de Yousafadab, encontrou uma bolsa contendo páginas da Bíblia e do Corão. Seu trabalho consiste em recolher o lixo e selecioná-los para reciclagem, para vender às empresas interessadas.

Ao recolher os resíduos, encontrou páginas dos textos sagrados. Para ter certeza de que eram do Islã, foi a uma loja muçulmana para que pudessem examiná-las. Mas ao vê-lo, o comerciante começou a gritar acusando Amir de ser um “coletor de resíduos sujo”. Seus gritos atraíram a atenção de outros muçulmanos que arrastaram o cristão até a mesquita.

O imã avisou pelo alto-falante que tinham prendido um cristão blasfemo, convidando outros imãs de mesquitas vizinhas a castigarem o culpado e queimarem as casas dos cristãos. A maioria dos cristãos fiéis deixou suas casas por medo. A comunidade solicitou a intervenção da polícia que prendeu o varredor e advertiu que ele teria sido condenado se fosse considerado culpado.

Segundo informa ‘Asia News’, Amir explicou que não se lembrava do local exato em que encontrou a bolsa, porque todos os dias recolhe o lixo de centenas de casas. Reconstruindo os fatos, explicou que não esperava ser acusado pelo comerciante, pois levou os textos sagrados para ele justamente para evitar que terminassem na lixeira.

Depois de uma investigação e dos interrogatórios de rigor, os agentes perceberam que o cristão não conhecia as implicações de ter encontrado as páginas da Bíblia e do Corão e que isso poderia lhe custar uma acusação contra a lei da blasfêmia.

Posteriormente, a polícia convenceu seus acusadores, os líderes islâmicos e o imã da mesquita a retirarem a denúncia de blasfêmia que no Paquistão pode chegar à pena de morte. Os líderes muçulmanos prometeram que se comprometeriam a encontrar o verdadeiro culpado.

Naveed Walter, presidente do Human Right Focus Pakistan (HRFP), declarou a ‘Asia News’ que aprecia o trabalho da polícia de Punjab que levou a situação a sério e a resolveu pacificamente depois de ter desenvolvido uma investigação justa. “Se todos os casos de blasfêmia fossem investigados dessa maneira tão correta, certamente as vítimas seriam absolvidas e a paz prevaleceria pouco a pouco no país”, afirmou.

Do mesmo modo, disse que a prática de culpar os cristãos com acusações de blasfêmias não é nova. “É um hábito que afeta cristãos inocentes. Se um muçulmano estivesse relacionado, não haveria toda essa confusão. As leis sobre a blasfêmia têm sido usadas como espadas contra as minorias”, declarou.

Fonte:acidigital.com.br

Qual é a situação da defesa das duas vidas na Argentina após as eleições?

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Após as eleições presidenciais e parlamentares de 27 de outubro na Argentina, a causa pró-vida no país enfrenta um panorama complexo, com um novo presidente, Alberto Fernández, que se ofereceu para legalizar o aborto.

Em diálogo com ACI Prensa, agência em espanhol do Grupo ACI, Santiago Santurio, diretor da Votá 2 Vidas, assinalou que “estamos em um cenário complexo, onde o Congresso tem uma maioria de deputados verdes e abortistas e, por outro lado, no Senado, há uma maioria pró-vida , mas uma maioria muito frágil”.

Santurio alertou que esta maioria no Senado argentino é muito escassa, e “há alguns senadores que, apesar de terem votado contra (o aborto) em 2018, temos dúvidas de que votarão novamente assim caso se abra um novo debate”. “A situação é complexa”, acrescentou.

Em 27 de outubro, Alberto Fernández, que tem Cristina Fernández de Kirchner como vice-presidente, venceu a eleição presidencial com 48,1% dos votos. Em segundo lugar, ficou o atual presidente da Argentina, Mauricio Macri, com 40,37%.

Cristina Fernández de Kirchner foi presidente da Argentina em dois períodos entre 2007 e 2015. Antes disso, entre 2003 e 2007, foi a primeira-dama do país quando seu falecido marido Néstor Kirchner governou.

As eleições parlamentares elegeram 150 deputados abortistas contra 113 a favor das duas vidas. No Senado, 37 dos ganhadores se declararam pró-vidas e 34 como promotores do aborto.

Santiago Santurio assinalou que, embora o resultado não pareça totalmente positivo “porque acabamos tendo menos legisladores do que tínhamos até este ano”, por outro lado, observam-se conquistas como o fato de que “em algumas províncias tenham entrado mais legisladores pró-vida do que o esperado”.

Além disso, enfatizou que nas eleições gerais foram alcançados melhores resultados do que nas prévias PASO (Primárias Abertas Simultâneas e Obrigatórias).

“Notou-se claramente um crescimento do movimento pró-vida e que o voto celeste, o voto pró-vida, teve um grande peso nisso”, destacou.

Além disso, Santurio lembrou a mudança de Mauricio Macri, que durante seu governo abriu as portas para o debate sobre a descriminalização do aborto e teve um ministro abortista, mas que no período eleitoral “saiu com o lenço celeste para dizer que estava a favor das duas vidas”.

“Fez isso, é claro, porque viu que ganhava votos e era conveniente ser pró-vida no momento das eleições”, afirmou.

“No futuro, os políticos saberão que estar a favor do aborto lhes tirará votos e que é conveniente fazer uma política de valores e defender as duas vidas”, acrescentou.

O diretor da Votá 2 Vidas, no entanto, ressaltou que os pró-vidas na Argentina “temos muito trabalho pela frente”, pois “a democracia não é apenas participar das eleições, mas depois das eleições, devemos acompanhar de perto os legisladores, acompanhar de perto o Poder Executivo , continuar controlando, reivindicando e, acima de tudo, fazer com que nossas demandas sejam ouvidas”.

Além disso, afirmou: “temos que trabalhar mais unidos, mais organizados, de maneira mais estratégica, adotando ações mais concretas para que as pessoas se conscientizem da importância das duas vidas, defendam as duas vidas e vão contra a cultura da morte”.

“E, sobretudo, em oração e com boas intenções”, disse.

“Isso foi fundamental para obter a rejeição ao aborto em 2018 e agora é fundamental para manter a Argentina em defesa das duas vidas”, concluiu.

Fonte:acidigital .com.br

A indulgência plenária é um gesto que tem sabor de eternidade

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Nas vésperas da Solenidade de Todos os Santos e da Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, o penitencieiro-mor da Penitenciaria Apostólica, cardeal Mauro Piacenza, reafirma numa carta a importância da oração, da penitência e das obras de misericórdia. A Indulgência plenária para os entes queridos é uma ação de “valor infinito”, escreve o purpurado

Alessandro De Carolis / Raimundo de Lima – Cidade do Vaticano

Um pedacinho de divino enxertado na terra. No fundo, basta pouco para escancarar o escrínio dos “bens espirituais e sobrenaturais” que constituem a riqueza da vida cristã. Um dos tesouros disponíveis é a Indulgência plenária e a chave para obtê-la é um gesto de humildade, simples e poderoso como o colocar-se de joelhos, reconciliar-se com Deus através do Sacramento da Confissão, fazer a Comunhão, professar o Credo, rezar segundo as intenções do Papa.

Ouça e compartilhe!

O penitencieiro-mor, cardeal Mauro Piacenza, recorda os passos que preparam para o “pio exercício” da Indulgência, que define “uma vertente eficaz e acessível da fé” na comunhão dos santos. “Dá um amplo respiro à nossa existência terrena, e nos recorda, com eficácia extraordinária, que as nossas ações têm um valor infinito.”

Unidos para além do limiar do tempo

A penitencieiro-mor reflete sobre a natureza humano-divina deste gesto nas três páginas de sua carta, preparada na iminência das duas celebrações de 1º e 2 de novembro, respectivamente, “Solenidade de Todos os Santos” e “Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos”.

Como todo ato que incide na esfera religiosa, observa, as ações que a Igreja convida a realizar nestes dias permitem “robustecer a fé”. Para o cardeal Piacenza, a Indulgência plenária é em particular um dom a ser oferecido “com grande generosidade”, aos entes queridos, aos irmãos que, ultrapassando o limiar do tempo, nada mais podem para si mesmos, mas muito ainda podem receber da nossa caridade. Desse modo, nossa relação de amor com eles continua e se reforça”.

“Nestes dias, no confessionário, quantas ocasiões de consolação, de encorajamento, quantas lágrimas podem ser enxugadas.”

Ocasiões para consolar e perdoar

Assim, pensando “nestes dias santos”, o purpurado dirige aos fiéis não tanto um “vamos”, mas um “corramos ao confessionário” e pede igual generosidade aos confessores na administração do Sacramento.

“Pode-se adquirir mais méritos em horas e horas de confessionário do que em muitas reuniões “organizativas” das quais todos conhecemos a utilidade e o êxito…!”, pondera o cardeal Piacenza, que exorta ainda:

“Nestes dias, no confessionário, quantas ocasiões de consolação, de encorajamento, quantas lágrimas podem ser enxugadas”, quantas ocasiões providenciais “para poder ilustrar a realidade da vida eterna, para estimular ao perdão, à ternura nas obras de misericórdia, para compreender o sentido da peregrinação cotidiana”.

Fonte/texto:vaticannes.va

Papa: capelão militar está a serviço da segurança e da liberdade dos povos

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O Papa Francisco falou dos direitos dos prisioneiros de guerra e recordou os civis vítimas de conflitos, entre os quais inúmeros religiosos e religiosas.

Cidade do Vaticano

O Papa Francisco recebeu em sua série de audiências esta quinta-feira (31/10), no Vaticano, os participantes do 5º Curso de formação dos capelães militares católicos ao Direito humanitário internacional, promovido pela Congregação para os Bispos.

O discurso do Santo Padre foi dedicado ao tema do Curso: “A privação da liberdade pessoal no contexto dos conflitos armados. A missão do capelão militar”.

Vulnerabilidade

O Pontífice recordou que a pessoa detida está ainda mais vulnerável quando se trata de um conflito, pois o prisioneiro está nas mãos de forças adversárias. Portanto, não é raro que seja vítima de violações de seus direitos fundamentais, entre os quais abusos, violências e diversas formas de tortura e tratamentos cruéis, desumanos e degradantes.

Quando se trata de civis, as vítimas podem ter sido sujeitas a sequestros, desaparecimentos forçados e homicídios. “Entre eles, se contam também inúmeros religiosos e religiosas, dos quais não se têm mais notícias ou que pagaram com a vida a sua consagração a Deus e a serviço das pessoas”, afirmou o Papa, garantindo a sua oração a todas essas pessoas e suas famílias, para que possam sempre ter a coragem de ir avante e de não perder a esperança.

Proteção garantida

Em seu discurso, Francisco lembrou ainda a proteção da dignidade dos detentos está prevista no Direito humanitário internacional e convidou os ordinários e os capelães militares a não poupar esforços para que as normas sejam acolhidas “no coração” das pessoas que são confiadas a seu cuidado pastoral.

“ Os ministros de Cristo no mundo militar são também os primeiros ministros do homem e dos seus direitos fundamentais. ”

O Papa mencionou ainda outra dimensão que é complementar ao trabalho dos capelães, que é o trabalho de prevenção e de educação das famílias e das comunidades cristãs.

Tolerância e respeito

Trata-se de formar personalidades abertas à tolerância e ao respeito de todos, “jovens atentos ao conhecimento do patrimônio cultural dos povos”, afirmou o Pontífice, recordando que o Concílio Vaticano II chama os militares de “ministros da segurança e da liberdade dos povos”, palavras que a guerra ofende e anula.

Por fim, Francisco citou os 70 anos da Convenção de Genebra para a proteção das vítimas de guerra: “Desejo reafirmar a importância que a Santa Sé dispensa ao Direito humanitário internacional e formular os votos de que as regras que contempla sejam respeitadas em todas as circunstâncias”.

Fonte/texto:vaticannes.va

31 de Outubro – Santo Afonso Rodrigues

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Natural de Segóvia na Espanha, veio à luz aos 25 de julho de 1532. Pertencente a uma família cristã, teve que interromper seus estudos no primário, pois com a morte do pai, assumiu os compromissos com o comércio. Casou-se com Maria Soares que amou tanto quanto os dois filhos, infelizmente todos, com o tempo, faleceram.

Ao entrar em crise espiritual, Afonso entrega-se à oração, à penitência e dirigido por um sacerdote, descobriu o seu chamado a ser Irmão religioso e assim, assumiu grandes dificuldades como a limitação dos estudos. Vencendo tudo em Deus, Afonso foi recebido na Companhia de Jesus como Irmão e depois do noviciado foi enviado para o colégio de formação. No colégio, desempenhou os ofícios de porteiro e a todos prestava vários serviços, e dentre as virtudes heróicas que conquistou na graça e querendo ser firme na fé, foi a obediência sua prova de verdadeira humildade.

Santo Afonso sabia ser simples Irmão pois aceitava com amor toda ordem e desejo dos superiores, como expressão da vontade de Deus. Tinha como regra: “Agradar somente a Deus, cumprir sempre e em toda parte a Vontade Divina”. Este santo encantador, com sua espiritualidade ajudou a muitos, principalmente São Pedro Claver quanto ao futuro apostolado na Colômbia.

Místico de muitos carismas, Santo Afonso Rodrigues, sofreu muito antes de morrer em 31 de outubro de 1617.

Santo Afonso Rodrigues, rogai por nós!

 

 

fonte/texto: cancaonova.com

LITURGIA-31 DE OUTUBRO QUINTA FEIRA

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30ª SEMANA COMUM

(verde – ofício do dia)

Exulte o coração dos que buscam a Deus. Sim, buscai o Senhor e sua força, procurai sem cessar a sua face (Sl 104,3s).

Jesus entra em Jerusalém, cidade que o rejeita e onde encontrará a morte. Na sua entrega se manifestará a plenitude do amor de Deus, do qual nada pode nos separar. A exemplo do salmista, celebremos o Senhor em alta voz.

Primeira Leitura: Romanos 8,31-39

 

Leitura da carta de são Paulo aos Romanos – Irmãos, 31se Deus é por nós, quem será contra nós? 32Deus, que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos daria tudo junto com ele? 33Quem acusará os escolhidos de Deus? Deus, que os declara justos? 34Quem condenará? Jesus Cristo, que morreu, mais ainda, que ressuscitou e está à direita de Deus, intercedendo por nós? 35Quem nos separará do amor de Cristo? Tribulação? Angústia? Perseguição? Fome? Nudez? Perigo? Espada? 36Pois é assim que está escrito: “Por tua causa somos entregues à morte o dia todo; fomos tidos como ovelhas destinadas ao matadouro”. 37Mas, em tudo isso, somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou! 38Tenho a certeza que nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os poderes celestiais, nem o presente nem o futuro, nem as forças cósmicas, 39nem a altura nem a profundeza, nem outra criatura qualquer será capaz de nos separar do amor de Deus por nós, manifestado em Cristo Jesus, nosso Senhor. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 108(109)

 

Salvai-me, Senhor, segundo a vossa bondade!

  1. Agi a meu favor, ó Senhor Deus, † por amor do vosso nome, libertai-me, / pois vossa lealdade é benfazeja! / Necessitado e infeliz, eis o que sou, / dentro de mim meu coração está ferido! – R.
  2. Senhor, meu Deus, vinde ajudar-me e salvar-me / segundo vosso amor e compaixão. / Para que nisso reconheçam vossa mão / e saibam que sois vós que o fizestes! – R.
  3. Celebrarei o meu Senhor em alta voz, / em meio à multidão hei de louvá-lo. / Pois ele defende o indigente e o salva / daqueles que condenam sua alma. – R.
Evangelho: Lucas 13,31-35) Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Bendito é o rei que vem em nome do Senhor! / Glória a Deus nos altos céus, e na terra paz aos homens! (Lc 19,38; 2,14) – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – 31Naquela hora, alguns fariseus aproximaram-se e disseram a Jesus: “Tu deves ir embora daqui, porque Herodes quer te matar”. 32Jesus disse: “Ide dizer a essa raposa: eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; e no terceiro dia, terminarei o meu trabalho. 33Entretanto, preciso caminhar hoje, amanhã e depois de amanhã, porque não convém que um profeta morra fora de Jerusalém. 34Jerusalém, Jerusalém! Tu que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos como a galinha reúne os pintainhos debaixo das asas, mas tu não quiseste! 35Eis que vossa casa ficará abandonada. Eu vos digo, não me vereis mais, até que chegue o tempo em que vós mesmos direis: ‘Bendito aquele que vem em nome do Senhor’”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

 

A prática de dedicar um dia à comemoração de todos os falecidos aparece na Igreja, pela primeira vez, com o bispo Isidoro de Sevilha, no século VII. Nos ritos fúnebres, a Igreja celebra com fé o mistério pascal, na certeza de que todos os que se tornaram pelo batismo membros do Cristo crucificado e ressuscitado, através da morte, passam com ele à vida sem fim (cf. Ritual das Exéquias, 1). O primeiro prefácio dos fiéis defuntos, além de expressar o sentido da morte cristã, nos ilumina, consola e nos abre um horizonte de esperança: “Aos que a certeza da morte entristece, a promessa de imortalidade consola. Ó Senhor, para os que creem em vós, a vida não é tirada, mas transformada, e desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado nos céus um corpo imperecível”. Perigo à vista. Informam a Jesus que o inquieto Herodes quer matá-lo. Jesus não se cala; manda o troco a Herodes, a quem dá o apelido de raposa. Em aramaico “raposa” tem duplo sentido: o de animal astuto, mas insignificante. Abarcaria Herodes os dois sentidos? Jesus informa que ninguém o impedirá de concluir sua obra de libertação. Quando chegar o momento, então entrará na cidade, porque “não convém que um profeta morra fora de Jerusalém”. Na segunda parte, Jesus expressa sentido lamento em relação à “cidade da paz”, que mata os profetas, entre os quais Jesus se coloca. Ao dizer “a casa de vocês”, ele faz referência ao Templo que será destruído. Jesus, porém, não vai abandonar a cidade nem os corações humanos, pois aí será aclamado: “Bendito aquele que vem em nome do Senhor!

Fonte/texto:paulus.com.br

PAPA PEDE PAZ E ESTABILIDADE AOS IRAQUIANOS APÓS ANOS DE GUERRA

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Apelo em prol da paz no Iraque foi feito nesta quarta-feira, 30; país vive protestos que deixaram pelo menos 240 mortos e mais de oito mil feridos

“Queridos irmãos e irmãs, o meu pensamento vai ao amado Iraque, onde as manifestações de protesto ocorridas durante este mês causaram inúmeros mortos e feridos”. Assim o Papa Francisco encerrou a Audiência Geral desta quarta-feira, 30. O Pontífice fez um apelo em prol da paz no Iraque, que vive desde o início do mês a tensão provocada por protestos. Conflitos deixaram pelo menos 240 mortos e mais de oito mil feridos.

Em sua prece, o Santo Padre frisou: “Enquanto expresso pesar pelas vítimas e proximidade a suas famílias e aos feridos, convido as autoridades a ouvir o grito da população que pede uma vida digna e tranquila. Exorto todos os iraquianos, com o apoio da comunidade internacional, a percorrer o caminho do diálogo e da reconciliação e a buscar as justas soluções aos desafios e aos problemas do país. Rezo para que aquele povo martirizado possa encontrar paz e estabilidade depois de anos de guerra e de violência”.

Os manifestantes iraquianos, sobretudo jovens, reivindicam emprego e melhores serviços públicos para a população e rejeitam vinculações políticas. Eles pedem também uma nova Constituição e a renovação total de uma classe política que permanece inalterada desde a queda de Saddam Hussein, em 2003.

PAPA CELEBRA MISSA DE FINADOS NAS CATACUMBAS DE PRISCILA, EM ROMA

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Vaticano divulgou nesta quarta-feira, 30, a programação do Papa para a Solenidade de Todos os Santos e o Dia de Finados

O Papa Francisco, ao saudar os peregrinos provenientes da Polônia na Audiência Geral desta quarta-feira, 30, lembrou que está se aproximando a Solenidade de Todos os Santos e o Dia de Finados, respectivamente celebrados nos dias 1 e 2 de novembro. O Pontífice usou as palavras do Papa João Paulo II para indicar como os fiéis devem viver este período:

“Como dizia São João Paulo II, estes dias ‘nos convidam a dirigir o olhar ao Céu, destino da nossa peregrinação terrena. Lá nos espera a festiva comunidade dos santos. Lá nos reencontraremos com os nossos queridos defuntos’, pelos quais agora se eleva a nossa oração. Vivemos o mistério da comunhão dos santos com a esperança que brota da ressurreição do Senhor, nosso Jesus Cristo.”

Na sexta-feira, dia 1 de novembro e Solenidade de Todos os Santos, o Santo Padre vai rezar a oração mariana do Angelus direto da Praça São Pedro. No sábado, 2, Dia de Finados, a Celebração Eucarística será realizada nas Catacumbas de Priscila, no bairro Trieste, em Roma, onde estão enterrados dois Pontífices: o Papa Marcelino e o Papa Marcelo I.  Na segunda-feira, 4, Francisco vai celebrar a missa pelos cardeais e bispos falecidos no decorrer do último ano.

fonte: canção nova

30 de Outubro – São Frumêncio

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São Frumêncio nasceu em Liro da Fenícia. Quando menino, juntamente com o irmão Edésio, acompanhava um filósofo de nome Merópio, numa viagem em direção às Índias. A embarcação, cruzando o Mar Vermelho, foi assaltada e só foram poupados da morte os dois jovens, Frumêncio e Edésio, que foram levados escravos para Aksum (Etiópia) a serviço da Corte.

Deste mal humano, Deus tirou um bem, pois ao terem ganhado o coração do rei Ezana com a inteligência e espírito de serviço, fizeram de tudo para ganhar o coração da África para o Senhor. Os irmãos de ótima educação cristã, começaram a proteger os mercadores cristãos de passagem pela região e, com a permissão de construírem uma igrejinha, começaram a evangelizar o povo. Passados quase vinte anos, puderam voltar à pátria e visitar os parentes: Edésio foi para Liro e Frumêncio caminhou para partilhar com o Patriarca de Alexandria, Santo Atanásio, as maravilhas do Ressuscitado na Etiópia e também sobre a necessidade de sacerdotes e um Bispo. Santo Atanásio admirado com os relatos, sabiamente revestiu Frumêncio com o Poder Sacerdotal e nomeou-o Bispo sobre toda a Etiópia, isto em 350.

Quando voltou, Frumêncio foi acolhido com alegria como o “Padre portador da Paz”. Continuou a pregação do Evangelho no Poder do Espírito, ao ponto de converterem o rei Ezana, a rainha, e um grande número de indígenas, isto pelo sim dos jovens irmãos e pela perseverança de Frumêncio. Quase toda a Etiópia passou a dobrar os joelhos diante do nome que está acima de todo o nome: Jesus Cristo.

São Frumêncio, rogai por nós!

 

 

fonte/texto: cancaonova.com

Por estas razões se propõe São João Paulo II como Doutor da Igreja

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O Arcebispo Emérito de Cracóvia (Polônia), Cardeal Stanisław Dziwisz, explicou por que considera que o episcopado polonês pediu ao Papa Francisco, há alguns dias, que declare São João Paulo II como Doutor da Igreja e padroeiro da Europa.

O Cardeal Dziwisz, secretário pessoal de São João Paulo II por mais de 40 anos, disse há alguns dias, durante o congresso do movimento “Europa Christi”, que o Pontífice polonês merece esse reconhecimento por ter “contribuído com um sopro de grande frescor à vida da Igreja e, por meio dela, no espaço universal da cultura, da política e da ciência em geral”.

Do mesmo modo, desenvolveu três pontos essenciais que tornam São João Paulo II digno desses reconhecimentos.

1. A visão de João Paulo II da Igreja: um doutorado em eclesiologia

O Cardeal polonês comentou que São João Paulo II teve “uma grande quantidade de discursos públicos, audiências, viagens ao exterior e documentos ricos em conteúdo que demonstravam não apenas sua diligência, mas também o verdadeiro amor pela noiva de Cristo (a Igreja)”.

“Vejo a importância do testemunho do Papa, principalmente em como Wojtyla entende a Igreja. Mesmo antes de ser eleito para a Santa Sé de Pedro e Paulo, os Apóstolos, escreveu em Stanislaus que a Igreja estabelece para ele o espaço mais íntimo de seu próprio ser interior e é o ‘fundo de seu ser’. Como consequência de seu encontro com Cristo, o Papa Wojtyla admitiu a Igreja no centro de sua vida pessoal ”, disse o Pupurado.

“A Igreja se converteu em um lar para ele – continuou – e ele se tornou um lar para a Igreja. Qualquer pessoa que o tenha conhecido pessoalmente uma vez e se lembre de seu aspecto e da sensação de suas mãos, saberá como entender essas palavras. Nelas não havia estranheza ou distância. Como um homem dedicado a Deus e à Igreja, ele se entregou às pessoas e encontrou um lugar para elas em seu interior”.

O Cardeal Dziwisz ressaltou que, diante do desafio de enfrentar um mundo fragmentado, “João Paulo II pregou constantemente o mistério da Igreja como um lar para todos” e destacou-se em “sua vontade de estar próximo das pessoas”.

“Pode-se afirmar sem exagerar que, durante o pontificado de João Paulo II, a Igreja novamente mostrou seu rosto humano e converteu-se em um lar novamente. Isso fica claro não apenas pelos eventos específicos cuja escala coincide com os desafios dos tempos modernos (…), mas também por uma série de documentos papais” e por seu conteúdo, destacou o Purpurado.

Nesse sentido, lembrou a importância da exortação apostólica pós-sinodal Familiaris Consortio, “na qual, de fato, levanta uma pequena excomunhão de pessoas divorciadas e convida-as a integrar-se mais profundamente à Igreja”.

“Essa nova eclesiologia, expressa mais na vida prática do que no papel, merece ser chamada de eclesiologia cordial. Uma abertura missionária da Igreja, tenor pastoral do ministério petrino, que mostra que o rosto amistoso da Igreja são todos os frutos de uma visão tão cordial da Igreja, profundamente enraizada no coração de João Paulo II”, disse.

Da mesma forma, o Cardeal Dziwisz chamou a atenção para outra dimensão do testemunho da Igreja do Papa São João Paulo II: a busca da razão, especialmente através de sua encíclica Fides et Ratio.

“Agora, na era da pós-modernidade, Wojtyla continua sendo um forte defensor da razão. A modernidade tardia rejeita a razão e sua capacidade de explorar e descobrir a verdade (…). Como homem do espírito, também é um intelectual brilhante e, como filósofo, também é um teólogo praticante. Seu serviço cordial para oferecer às pessoas um lar na Igreja se combina naturalmente e flui da vida do intelecto fascinado por Deus”, disse.

“A Igreja de Wojtyla serve a verdade e ao mesmo tempo serve a razão”, acrescentou.

2. João Paulo II e uma compreensão mais profunda do homem: um doutorado em antropologia

O Cardeal Dziwisz disse que “todas as atividades acadêmicas de Karol Wojtyla giraram em torno do mistério do homem, de sua pessoa e de suas ações pessoais no mundo”.

“Esse longo e complexo processo de alcançar a compreensão do homem e a busca da forma mais adequada de expressar a verdade descoberta, atinge sua plenitude na Teologia do Corpo. Essa teologia é, sem dúvida, a expressão mais madura dos pensamentos de Wojtyla e, ao mesmo tempo, é a sua contribuição mais original para a história da teologia e, mais amplamente, para a história da compreensão do homem”, destacou o Purpurado.

Também disse que, embora João Paulo II não seja o primeiro a abordar os temas do corpo, do matrimônio e da família na história da Igreja, a maneira como aborda estes temas e descreve essas realidades, fazem com que ele seja “o criador de uma teologia integral do corpo”.

“Sua visão a esse respeito continua sendo uma excelente síntese de tópicos teológicos, filosóficos, psicológicos e científicos. A razão, a experiência e a fé permitem que ele desenvolva de maneira aguda perguntas que antes, praticamente, nunca haviam sido examinadas por teólogos”, afirmou.

Finalmente, o Cardeal explicou que esta “teologia responde às perguntas mais profundas do homem moderno, protege-o contra a objetivação e assinala a beleza de seu mistério, que Deus mesmo fez a sua imagem e a síntese de toda a criação. E a este respeito, especialmente a este respeito, o Papa Wojtyla continuará sendo um destacado mestre da Igreja”.

3. João Paulo II como padroeiro da Europa

O Cardeal Dziwisz assegurou que a “personalidade, pensamentos e trabalho” de São João Paulo II “deixaram uma grande marca não apenas na vida da Igreja, mas também em toda a comunidade do mundo”.

“A vida de Karol Wojtyla / Papa João Paulo II é um lembrete sobre as raízes cristãs da Europa e de toda a civilização ocidental. O Papa demonstra com a vida que ser europeu e ser discípulo de Cristo não se excluem mutuamente, mas se sobrepõem radicalmente”, lembrou.

Em seguida, destacou “a contribuição de João Paulo II para a história recente da Europa”.

“Muitos historiadores, políticos e comentaristas afirmam que o Papa desempenhou um papel central na derrubada do comunismo e na integração continental da comunidade. Seu ministério foi a pedra angular do despertar nacional da esperança na Polônia. Foi instrumental e contribuiu maciçamente para a consolidação de movimentos sociais e políticos destinados a criar uma Europa livre, igualitária e historicamente justa”, afirmou.

Finalmente, o Cardeal comentou que, por todas essas razões, “é preciso dizer que o Papa Wojtyla não é apenas um grande Doutor contemporâneo da Igreja, mas também um importante patrono da Europa, que tem muito a dizer a todos, tanto crentes quanto não crentes”.

Fonte/texto:acidigital.com.br