Santuário Astorga

Archives: outubro 2019

Polícia do Paquistão evita condenação à morte de cristão acusado de blasfêmia

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Amir Masih, um varredor de rua cristão, encontrou páginas da Bíblia e do Corão em uma bolsa. Levou as folhas para uma loja para evitar que terminassem no lixo, mas o dono da loja o acusou de blasfêmia, o que poderia ter feito com que acabasse sendo condenado à morte, se não fosse pelo trabalho dos policiais que conseguiram provar sua inocência.

Em 26 de outubro, Amir Masih, um varredor de rua cristão, morador de Yousafadab, encontrou uma bolsa contendo páginas da Bíblia e do Corão. Seu trabalho consiste em recolher o lixo e selecioná-los para reciclagem, para vender às empresas interessadas.

Ao recolher os resíduos, encontrou páginas dos textos sagrados. Para ter certeza de que eram do Islã, foi a uma loja muçulmana para que pudessem examiná-las. Mas ao vê-lo, o comerciante começou a gritar acusando Amir de ser um “coletor de resíduos sujo”. Seus gritos atraíram a atenção de outros muçulmanos que arrastaram o cristão até a mesquita.

O imã avisou pelo alto-falante que tinham prendido um cristão blasfemo, convidando outros imãs de mesquitas vizinhas a castigarem o culpado e queimarem as casas dos cristãos. A maioria dos cristãos fiéis deixou suas casas por medo. A comunidade solicitou a intervenção da polícia que prendeu o varredor e advertiu que ele teria sido condenado se fosse considerado culpado.

Segundo informa ‘Asia News’, Amir explicou que não se lembrava do local exato em que encontrou a bolsa, porque todos os dias recolhe o lixo de centenas de casas. Reconstruindo os fatos, explicou que não esperava ser acusado pelo comerciante, pois levou os textos sagrados para ele justamente para evitar que terminassem na lixeira.

Depois de uma investigação e dos interrogatórios de rigor, os agentes perceberam que o cristão não conhecia as implicações de ter encontrado as páginas da Bíblia e do Corão e que isso poderia lhe custar uma acusação contra a lei da blasfêmia.

Posteriormente, a polícia convenceu seus acusadores, os líderes islâmicos e o imã da mesquita a retirarem a denúncia de blasfêmia que no Paquistão pode chegar à pena de morte. Os líderes muçulmanos prometeram que se comprometeriam a encontrar o verdadeiro culpado.

Naveed Walter, presidente do Human Right Focus Pakistan (HRFP), declarou a ‘Asia News’ que aprecia o trabalho da polícia de Punjab que levou a situação a sério e a resolveu pacificamente depois de ter desenvolvido uma investigação justa. “Se todos os casos de blasfêmia fossem investigados dessa maneira tão correta, certamente as vítimas seriam absolvidas e a paz prevaleceria pouco a pouco no país”, afirmou.

Do mesmo modo, disse que a prática de culpar os cristãos com acusações de blasfêmias não é nova. “É um hábito que afeta cristãos inocentes. Se um muçulmano estivesse relacionado, não haveria toda essa confusão. As leis sobre a blasfêmia têm sido usadas como espadas contra as minorias”, declarou.

Fonte:acidigital.com.br

Qual é a situação da defesa das duas vidas na Argentina após as eleições?

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Após as eleições presidenciais e parlamentares de 27 de outubro na Argentina, a causa pró-vida no país enfrenta um panorama complexo, com um novo presidente, Alberto Fernández, que se ofereceu para legalizar o aborto.

Em diálogo com ACI Prensa, agência em espanhol do Grupo ACI, Santiago Santurio, diretor da Votá 2 Vidas, assinalou que “estamos em um cenário complexo, onde o Congresso tem uma maioria de deputados verdes e abortistas e, por outro lado, no Senado, há uma maioria pró-vida , mas uma maioria muito frágil”.

Santurio alertou que esta maioria no Senado argentino é muito escassa, e “há alguns senadores que, apesar de terem votado contra (o aborto) em 2018, temos dúvidas de que votarão novamente assim caso se abra um novo debate”. “A situação é complexa”, acrescentou.

Em 27 de outubro, Alberto Fernández, que tem Cristina Fernández de Kirchner como vice-presidente, venceu a eleição presidencial com 48,1% dos votos. Em segundo lugar, ficou o atual presidente da Argentina, Mauricio Macri, com 40,37%.

Cristina Fernández de Kirchner foi presidente da Argentina em dois períodos entre 2007 e 2015. Antes disso, entre 2003 e 2007, foi a primeira-dama do país quando seu falecido marido Néstor Kirchner governou.

As eleições parlamentares elegeram 150 deputados abortistas contra 113 a favor das duas vidas. No Senado, 37 dos ganhadores se declararam pró-vidas e 34 como promotores do aborto.

Santiago Santurio assinalou que, embora o resultado não pareça totalmente positivo “porque acabamos tendo menos legisladores do que tínhamos até este ano”, por outro lado, observam-se conquistas como o fato de que “em algumas províncias tenham entrado mais legisladores pró-vida do que o esperado”.

Além disso, enfatizou que nas eleições gerais foram alcançados melhores resultados do que nas prévias PASO (Primárias Abertas Simultâneas e Obrigatórias).

“Notou-se claramente um crescimento do movimento pró-vida e que o voto celeste, o voto pró-vida, teve um grande peso nisso”, destacou.

Além disso, Santurio lembrou a mudança de Mauricio Macri, que durante seu governo abriu as portas para o debate sobre a descriminalização do aborto e teve um ministro abortista, mas que no período eleitoral “saiu com o lenço celeste para dizer que estava a favor das duas vidas”.

“Fez isso, é claro, porque viu que ganhava votos e era conveniente ser pró-vida no momento das eleições”, afirmou.

“No futuro, os políticos saberão que estar a favor do aborto lhes tirará votos e que é conveniente fazer uma política de valores e defender as duas vidas”, acrescentou.

O diretor da Votá 2 Vidas, no entanto, ressaltou que os pró-vidas na Argentina “temos muito trabalho pela frente”, pois “a democracia não é apenas participar das eleições, mas depois das eleições, devemos acompanhar de perto os legisladores, acompanhar de perto o Poder Executivo , continuar controlando, reivindicando e, acima de tudo, fazer com que nossas demandas sejam ouvidas”.

Além disso, afirmou: “temos que trabalhar mais unidos, mais organizados, de maneira mais estratégica, adotando ações mais concretas para que as pessoas se conscientizem da importância das duas vidas, defendam as duas vidas e vão contra a cultura da morte”.

“E, sobretudo, em oração e com boas intenções”, disse.

“Isso foi fundamental para obter a rejeição ao aborto em 2018 e agora é fundamental para manter a Argentina em defesa das duas vidas”, concluiu.

Fonte:acidigital .com.br

A indulgência plenária é um gesto que tem sabor de eternidade

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Nas vésperas da Solenidade de Todos os Santos e da Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, o penitencieiro-mor da Penitenciaria Apostólica, cardeal Mauro Piacenza, reafirma numa carta a importância da oração, da penitência e das obras de misericórdia. A Indulgência plenária para os entes queridos é uma ação de “valor infinito”, escreve o purpurado

Alessandro De Carolis / Raimundo de Lima – Cidade do Vaticano

Um pedacinho de divino enxertado na terra. No fundo, basta pouco para escancarar o escrínio dos “bens espirituais e sobrenaturais” que constituem a riqueza da vida cristã. Um dos tesouros disponíveis é a Indulgência plenária e a chave para obtê-la é um gesto de humildade, simples e poderoso como o colocar-se de joelhos, reconciliar-se com Deus através do Sacramento da Confissão, fazer a Comunhão, professar o Credo, rezar segundo as intenções do Papa.

Ouça e compartilhe!

O penitencieiro-mor, cardeal Mauro Piacenza, recorda os passos que preparam para o “pio exercício” da Indulgência, que define “uma vertente eficaz e acessível da fé” na comunhão dos santos. “Dá um amplo respiro à nossa existência terrena, e nos recorda, com eficácia extraordinária, que as nossas ações têm um valor infinito.”

Unidos para além do limiar do tempo

A penitencieiro-mor reflete sobre a natureza humano-divina deste gesto nas três páginas de sua carta, preparada na iminência das duas celebrações de 1º e 2 de novembro, respectivamente, “Solenidade de Todos os Santos” e “Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos”.

Como todo ato que incide na esfera religiosa, observa, as ações que a Igreja convida a realizar nestes dias permitem “robustecer a fé”. Para o cardeal Piacenza, a Indulgência plenária é em particular um dom a ser oferecido “com grande generosidade”, aos entes queridos, aos irmãos que, ultrapassando o limiar do tempo, nada mais podem para si mesmos, mas muito ainda podem receber da nossa caridade. Desse modo, nossa relação de amor com eles continua e se reforça”.

“Nestes dias, no confessionário, quantas ocasiões de consolação, de encorajamento, quantas lágrimas podem ser enxugadas.”

Ocasiões para consolar e perdoar

Assim, pensando “nestes dias santos”, o purpurado dirige aos fiéis não tanto um “vamos”, mas um “corramos ao confessionário” e pede igual generosidade aos confessores na administração do Sacramento.

“Pode-se adquirir mais méritos em horas e horas de confessionário do que em muitas reuniões “organizativas” das quais todos conhecemos a utilidade e o êxito…!”, pondera o cardeal Piacenza, que exorta ainda:

“Nestes dias, no confessionário, quantas ocasiões de consolação, de encorajamento, quantas lágrimas podem ser enxugadas”, quantas ocasiões providenciais “para poder ilustrar a realidade da vida eterna, para estimular ao perdão, à ternura nas obras de misericórdia, para compreender o sentido da peregrinação cotidiana”.

Fonte/texto:vaticannes.va

Papa: capelão militar está a serviço da segurança e da liberdade dos povos

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O Papa Francisco falou dos direitos dos prisioneiros de guerra e recordou os civis vítimas de conflitos, entre os quais inúmeros religiosos e religiosas.

Cidade do Vaticano

O Papa Francisco recebeu em sua série de audiências esta quinta-feira (31/10), no Vaticano, os participantes do 5º Curso de formação dos capelães militares católicos ao Direito humanitário internacional, promovido pela Congregação para os Bispos.

O discurso do Santo Padre foi dedicado ao tema do Curso: “A privação da liberdade pessoal no contexto dos conflitos armados. A missão do capelão militar”.

Vulnerabilidade

O Pontífice recordou que a pessoa detida está ainda mais vulnerável quando se trata de um conflito, pois o prisioneiro está nas mãos de forças adversárias. Portanto, não é raro que seja vítima de violações de seus direitos fundamentais, entre os quais abusos, violências e diversas formas de tortura e tratamentos cruéis, desumanos e degradantes.

Quando se trata de civis, as vítimas podem ter sido sujeitas a sequestros, desaparecimentos forçados e homicídios. “Entre eles, se contam também inúmeros religiosos e religiosas, dos quais não se têm mais notícias ou que pagaram com a vida a sua consagração a Deus e a serviço das pessoas”, afirmou o Papa, garantindo a sua oração a todas essas pessoas e suas famílias, para que possam sempre ter a coragem de ir avante e de não perder a esperança.

Proteção garantida

Em seu discurso, Francisco lembrou ainda a proteção da dignidade dos detentos está prevista no Direito humanitário internacional e convidou os ordinários e os capelães militares a não poupar esforços para que as normas sejam acolhidas “no coração” das pessoas que são confiadas a seu cuidado pastoral.

“ Os ministros de Cristo no mundo militar são também os primeiros ministros do homem e dos seus direitos fundamentais. ”

O Papa mencionou ainda outra dimensão que é complementar ao trabalho dos capelães, que é o trabalho de prevenção e de educação das famílias e das comunidades cristãs.

Tolerância e respeito

Trata-se de formar personalidades abertas à tolerância e ao respeito de todos, “jovens atentos ao conhecimento do patrimônio cultural dos povos”, afirmou o Pontífice, recordando que o Concílio Vaticano II chama os militares de “ministros da segurança e da liberdade dos povos”, palavras que a guerra ofende e anula.

Por fim, Francisco citou os 70 anos da Convenção de Genebra para a proteção das vítimas de guerra: “Desejo reafirmar a importância que a Santa Sé dispensa ao Direito humanitário internacional e formular os votos de que as regras que contempla sejam respeitadas em todas as circunstâncias”.

Fonte/texto:vaticannes.va

LITURGIA-31 DE OUTUBRO QUINTA FEIRA

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30ª SEMANA COMUM

(verde – ofício do dia)

Exulte o coração dos que buscam a Deus. Sim, buscai o Senhor e sua força, procurai sem cessar a sua face (Sl 104,3s).

Jesus entra em Jerusalém, cidade que o rejeita e onde encontrará a morte. Na sua entrega se manifestará a plenitude do amor de Deus, do qual nada pode nos separar. A exemplo do salmista, celebremos o Senhor em alta voz.

Primeira Leitura: Romanos 8,31-39

 

Leitura da carta de são Paulo aos Romanos – Irmãos, 31se Deus é por nós, quem será contra nós? 32Deus, que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos daria tudo junto com ele? 33Quem acusará os escolhidos de Deus? Deus, que os declara justos? 34Quem condenará? Jesus Cristo, que morreu, mais ainda, que ressuscitou e está à direita de Deus, intercedendo por nós? 35Quem nos separará do amor de Cristo? Tribulação? Angústia? Perseguição? Fome? Nudez? Perigo? Espada? 36Pois é assim que está escrito: “Por tua causa somos entregues à morte o dia todo; fomos tidos como ovelhas destinadas ao matadouro”. 37Mas, em tudo isso, somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou! 38Tenho a certeza que nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os poderes celestiais, nem o presente nem o futuro, nem as forças cósmicas, 39nem a altura nem a profundeza, nem outra criatura qualquer será capaz de nos separar do amor de Deus por nós, manifestado em Cristo Jesus, nosso Senhor. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 108(109)

 

Salvai-me, Senhor, segundo a vossa bondade!

  1. Agi a meu favor, ó Senhor Deus, † por amor do vosso nome, libertai-me, / pois vossa lealdade é benfazeja! / Necessitado e infeliz, eis o que sou, / dentro de mim meu coração está ferido! – R.
  2. Senhor, meu Deus, vinde ajudar-me e salvar-me / segundo vosso amor e compaixão. / Para que nisso reconheçam vossa mão / e saibam que sois vós que o fizestes! – R.
  3. Celebrarei o meu Senhor em alta voz, / em meio à multidão hei de louvá-lo. / Pois ele defende o indigente e o salva / daqueles que condenam sua alma. – R.
Evangelho: Lucas 13,31-35) Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Bendito é o rei que vem em nome do Senhor! / Glória a Deus nos altos céus, e na terra paz aos homens! (Lc 19,38; 2,14) – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – 31Naquela hora, alguns fariseus aproximaram-se e disseram a Jesus: “Tu deves ir embora daqui, porque Herodes quer te matar”. 32Jesus disse: “Ide dizer a essa raposa: eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; e no terceiro dia, terminarei o meu trabalho. 33Entretanto, preciso caminhar hoje, amanhã e depois de amanhã, porque não convém que um profeta morra fora de Jerusalém. 34Jerusalém, Jerusalém! Tu que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos como a galinha reúne os pintainhos debaixo das asas, mas tu não quiseste! 35Eis que vossa casa ficará abandonada. Eu vos digo, não me vereis mais, até que chegue o tempo em que vós mesmos direis: ‘Bendito aquele que vem em nome do Senhor’”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

 

A prática de dedicar um dia à comemoração de todos os falecidos aparece na Igreja, pela primeira vez, com o bispo Isidoro de Sevilha, no século VII. Nos ritos fúnebres, a Igreja celebra com fé o mistério pascal, na certeza de que todos os que se tornaram pelo batismo membros do Cristo crucificado e ressuscitado, através da morte, passam com ele à vida sem fim (cf. Ritual das Exéquias, 1). O primeiro prefácio dos fiéis defuntos, além de expressar o sentido da morte cristã, nos ilumina, consola e nos abre um horizonte de esperança: “Aos que a certeza da morte entristece, a promessa de imortalidade consola. Ó Senhor, para os que creem em vós, a vida não é tirada, mas transformada, e desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado nos céus um corpo imperecível”. Perigo à vista. Informam a Jesus que o inquieto Herodes quer matá-lo. Jesus não se cala; manda o troco a Herodes, a quem dá o apelido de raposa. Em aramaico “raposa” tem duplo sentido: o de animal astuto, mas insignificante. Abarcaria Herodes os dois sentidos? Jesus informa que ninguém o impedirá de concluir sua obra de libertação. Quando chegar o momento, então entrará na cidade, porque “não convém que um profeta morra fora de Jerusalém”. Na segunda parte, Jesus expressa sentido lamento em relação à “cidade da paz”, que mata os profetas, entre os quais Jesus se coloca. Ao dizer “a casa de vocês”, ele faz referência ao Templo que será destruído. Jesus, porém, não vai abandonar a cidade nem os corações humanos, pois aí será aclamado: “Bendito aquele que vem em nome do Senhor!

Fonte/texto:paulus.com.br

PAPA PEDE PAZ E ESTABILIDADE AOS IRAQUIANOS APÓS ANOS DE GUERRA

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Apelo em prol da paz no Iraque foi feito nesta quarta-feira, 30; país vive protestos que deixaram pelo menos 240 mortos e mais de oito mil feridos

“Queridos irmãos e irmãs, o meu pensamento vai ao amado Iraque, onde as manifestações de protesto ocorridas durante este mês causaram inúmeros mortos e feridos”. Assim o Papa Francisco encerrou a Audiência Geral desta quarta-feira, 30. O Pontífice fez um apelo em prol da paz no Iraque, que vive desde o início do mês a tensão provocada por protestos. Conflitos deixaram pelo menos 240 mortos e mais de oito mil feridos.

Em sua prece, o Santo Padre frisou: “Enquanto expresso pesar pelas vítimas e proximidade a suas famílias e aos feridos, convido as autoridades a ouvir o grito da população que pede uma vida digna e tranquila. Exorto todos os iraquianos, com o apoio da comunidade internacional, a percorrer o caminho do diálogo e da reconciliação e a buscar as justas soluções aos desafios e aos problemas do país. Rezo para que aquele povo martirizado possa encontrar paz e estabilidade depois de anos de guerra e de violência”.

Os manifestantes iraquianos, sobretudo jovens, reivindicam emprego e melhores serviços públicos para a população e rejeitam vinculações políticas. Eles pedem também uma nova Constituição e a renovação total de uma classe política que permanece inalterada desde a queda de Saddam Hussein, em 2003.

PAPA CELEBRA MISSA DE FINADOS NAS CATACUMBAS DE PRISCILA, EM ROMA

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Vaticano divulgou nesta quarta-feira, 30, a programação do Papa para a Solenidade de Todos os Santos e o Dia de Finados

O Papa Francisco, ao saudar os peregrinos provenientes da Polônia na Audiência Geral desta quarta-feira, 30, lembrou que está se aproximando a Solenidade de Todos os Santos e o Dia de Finados, respectivamente celebrados nos dias 1 e 2 de novembro. O Pontífice usou as palavras do Papa João Paulo II para indicar como os fiéis devem viver este período:

“Como dizia São João Paulo II, estes dias ‘nos convidam a dirigir o olhar ao Céu, destino da nossa peregrinação terrena. Lá nos espera a festiva comunidade dos santos. Lá nos reencontraremos com os nossos queridos defuntos’, pelos quais agora se eleva a nossa oração. Vivemos o mistério da comunhão dos santos com a esperança que brota da ressurreição do Senhor, nosso Jesus Cristo.”

Na sexta-feira, dia 1 de novembro e Solenidade de Todos os Santos, o Santo Padre vai rezar a oração mariana do Angelus direto da Praça São Pedro. No sábado, 2, Dia de Finados, a Celebração Eucarística será realizada nas Catacumbas de Priscila, no bairro Trieste, em Roma, onde estão enterrados dois Pontífices: o Papa Marcelino e o Papa Marcelo I.  Na segunda-feira, 4, Francisco vai celebrar a missa pelos cardeais e bispos falecidos no decorrer do último ano.

fonte: canção nova

Por estas razões se propõe São João Paulo II como Doutor da Igreja

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O Arcebispo Emérito de Cracóvia (Polônia), Cardeal Stanisław Dziwisz, explicou por que considera que o episcopado polonês pediu ao Papa Francisco, há alguns dias, que declare São João Paulo II como Doutor da Igreja e padroeiro da Europa.

O Cardeal Dziwisz, secretário pessoal de São João Paulo II por mais de 40 anos, disse há alguns dias, durante o congresso do movimento “Europa Christi”, que o Pontífice polonês merece esse reconhecimento por ter “contribuído com um sopro de grande frescor à vida da Igreja e, por meio dela, no espaço universal da cultura, da política e da ciência em geral”.

Do mesmo modo, desenvolveu três pontos essenciais que tornam São João Paulo II digno desses reconhecimentos.

1. A visão de João Paulo II da Igreja: um doutorado em eclesiologia

O Cardeal polonês comentou que São João Paulo II teve “uma grande quantidade de discursos públicos, audiências, viagens ao exterior e documentos ricos em conteúdo que demonstravam não apenas sua diligência, mas também o verdadeiro amor pela noiva de Cristo (a Igreja)”.

“Vejo a importância do testemunho do Papa, principalmente em como Wojtyla entende a Igreja. Mesmo antes de ser eleito para a Santa Sé de Pedro e Paulo, os Apóstolos, escreveu em Stanislaus que a Igreja estabelece para ele o espaço mais íntimo de seu próprio ser interior e é o ‘fundo de seu ser’. Como consequência de seu encontro com Cristo, o Papa Wojtyla admitiu a Igreja no centro de sua vida pessoal ”, disse o Pupurado.

“A Igreja se converteu em um lar para ele – continuou – e ele se tornou um lar para a Igreja. Qualquer pessoa que o tenha conhecido pessoalmente uma vez e se lembre de seu aspecto e da sensação de suas mãos, saberá como entender essas palavras. Nelas não havia estranheza ou distância. Como um homem dedicado a Deus e à Igreja, ele se entregou às pessoas e encontrou um lugar para elas em seu interior”.

O Cardeal Dziwisz ressaltou que, diante do desafio de enfrentar um mundo fragmentado, “João Paulo II pregou constantemente o mistério da Igreja como um lar para todos” e destacou-se em “sua vontade de estar próximo das pessoas”.

“Pode-se afirmar sem exagerar que, durante o pontificado de João Paulo II, a Igreja novamente mostrou seu rosto humano e converteu-se em um lar novamente. Isso fica claro não apenas pelos eventos específicos cuja escala coincide com os desafios dos tempos modernos (…), mas também por uma série de documentos papais” e por seu conteúdo, destacou o Purpurado.

Nesse sentido, lembrou a importância da exortação apostólica pós-sinodal Familiaris Consortio, “na qual, de fato, levanta uma pequena excomunhão de pessoas divorciadas e convida-as a integrar-se mais profundamente à Igreja”.

“Essa nova eclesiologia, expressa mais na vida prática do que no papel, merece ser chamada de eclesiologia cordial. Uma abertura missionária da Igreja, tenor pastoral do ministério petrino, que mostra que o rosto amistoso da Igreja são todos os frutos de uma visão tão cordial da Igreja, profundamente enraizada no coração de João Paulo II”, disse.

Da mesma forma, o Cardeal Dziwisz chamou a atenção para outra dimensão do testemunho da Igreja do Papa São João Paulo II: a busca da razão, especialmente através de sua encíclica Fides et Ratio.

“Agora, na era da pós-modernidade, Wojtyla continua sendo um forte defensor da razão. A modernidade tardia rejeita a razão e sua capacidade de explorar e descobrir a verdade (…). Como homem do espírito, também é um intelectual brilhante e, como filósofo, também é um teólogo praticante. Seu serviço cordial para oferecer às pessoas um lar na Igreja se combina naturalmente e flui da vida do intelecto fascinado por Deus”, disse.

“A Igreja de Wojtyla serve a verdade e ao mesmo tempo serve a razão”, acrescentou.

2. João Paulo II e uma compreensão mais profunda do homem: um doutorado em antropologia

O Cardeal Dziwisz disse que “todas as atividades acadêmicas de Karol Wojtyla giraram em torno do mistério do homem, de sua pessoa e de suas ações pessoais no mundo”.

“Esse longo e complexo processo de alcançar a compreensão do homem e a busca da forma mais adequada de expressar a verdade descoberta, atinge sua plenitude na Teologia do Corpo. Essa teologia é, sem dúvida, a expressão mais madura dos pensamentos de Wojtyla e, ao mesmo tempo, é a sua contribuição mais original para a história da teologia e, mais amplamente, para a história da compreensão do homem”, destacou o Purpurado.

Também disse que, embora João Paulo II não seja o primeiro a abordar os temas do corpo, do matrimônio e da família na história da Igreja, a maneira como aborda estes temas e descreve essas realidades, fazem com que ele seja “o criador de uma teologia integral do corpo”.

“Sua visão a esse respeito continua sendo uma excelente síntese de tópicos teológicos, filosóficos, psicológicos e científicos. A razão, a experiência e a fé permitem que ele desenvolva de maneira aguda perguntas que antes, praticamente, nunca haviam sido examinadas por teólogos”, afirmou.

Finalmente, o Cardeal explicou que esta “teologia responde às perguntas mais profundas do homem moderno, protege-o contra a objetivação e assinala a beleza de seu mistério, que Deus mesmo fez a sua imagem e a síntese de toda a criação. E a este respeito, especialmente a este respeito, o Papa Wojtyla continuará sendo um destacado mestre da Igreja”.

3. João Paulo II como padroeiro da Europa

O Cardeal Dziwisz assegurou que a “personalidade, pensamentos e trabalho” de São João Paulo II “deixaram uma grande marca não apenas na vida da Igreja, mas também em toda a comunidade do mundo”.

“A vida de Karol Wojtyla / Papa João Paulo II é um lembrete sobre as raízes cristãs da Europa e de toda a civilização ocidental. O Papa demonstra com a vida que ser europeu e ser discípulo de Cristo não se excluem mutuamente, mas se sobrepõem radicalmente”, lembrou.

Em seguida, destacou “a contribuição de João Paulo II para a história recente da Europa”.

“Muitos historiadores, políticos e comentaristas afirmam que o Papa desempenhou um papel central na derrubada do comunismo e na integração continental da comunidade. Seu ministério foi a pedra angular do despertar nacional da esperança na Polônia. Foi instrumental e contribuiu maciçamente para a consolidação de movimentos sociais e políticos destinados a criar uma Europa livre, igualitária e historicamente justa”, afirmou.

Finalmente, o Cardeal comentou que, por todas essas razões, “é preciso dizer que o Papa Wojtyla não é apenas um grande Doutor contemporâneo da Igreja, mas também um importante patrono da Europa, que tem muito a dizer a todos, tanto crentes quanto não crentes”.

Fonte/texto:acidigital.com.br

LITURGIA-30 DE OUTUBRO QUARTA FEIRA

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30ª SEMANA COMUM

(verde – ofício do dia)

Exulte o coração dos que buscam a Deus. Sim, buscai o Senhor e sua força, procurai sem cessar a sua face (Sl 104,3s).

Acolhamos o Espírito Santo, que vem em nosso socorro para não sermos estranhos a Jesus, e sim fiéis seguidores dele. Seguindo o Senhor no seu caminho, tornamo-nos participantes do banquete do seu Reino.

Primeira Leitura: Romanos 8,26-30

 

Leitura da carta de são Paulo aos Romanos – Irmãos, 26o Espírito vem em socorro da nossa fraqueza. Pois nós não sabemos o que pedir nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis. 27E aquele que penetra o íntimo dos corações sabe qual é a intenção do Espírito. Pois é sempre segundo Deus que o Espírito intercede em favor dos santos. 28Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados para a salvação, de acordo com o projeto de Deus. 29Pois aqueles que Deus contemplou com seu amor desde sempre, a esses ele predestinou a ser conformes à imagem de seu Filho, para que este seja o primogênito numa multidão de irmãos. 30E aqueles que Deus predestinou, também os chamou. E aos que chamou, também os tornou justos; e aos que tornou justos, também os glorificou. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 12(13)

 

Senhor, eu confiei na vossa graça!

  1. Olhai, Senhor, meu Deus, e respondei-me! † Não deixeis que se me apague a luz dos olhos / e se fechem, pela morte, adormecidos! / Que o inimigo não me diga: “Eu triunfei!” / Nem exulte o opressor por minha queda. – R.
  2. Uma vez que confiei no vosso amor, † meu coração, por vosso auxílio, rejubile / e que eu vos cante pelo bem que me fizestes! – R.
Evangelho: Lucas 13,22-30

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Pelo evangelho o Pai nos chamou, / a fim de alcançarmos a glória de nosso Senhor Jesus Cristo (2Ts 2,14). – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 22Jesus atravessava cidades e povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém. 23Alguém lhe perguntou: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?” Jesus respondeu: 24“Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão. 25Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a porta, vós, do lado de fora, começareis a bater, dizendo: ‘Senhor, abre-nos a porta!’ Ele responderá: ‘Não sei de onde sois’. 26Então começareis a dizer: ‘Nós comemos e bebemos diante de ti, e tu ensinaste em nossas praças!’ 27Ele, porém, responderá: ‘Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça!’ 28Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas, no reino de Deus e vós, porém, sendo lançados fora. 29Virão homens do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e tomarão lugar à mesa no reino de Deus. 30E assim há últimos que serão primeiros e primeiros que serão últimos”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

 

São muitos os que se salvam? A pergunta nasce talvez de alguém com a mentalidade de “colecionador” de boas obras, como os fariseus. Estes acreditam garantir a própria salvação à força de acumular, no currículo, bom número de obras agradáveis a Deus. Jesus tenta corrigir essa forma de pensar. Diz que muitos se apresentarão com as credenciais de quem viu Jesus falar nas praças e até tomou refeição com ele, como bons amigos. Ninguém se iluda. Esforcem-se para entrar. A porta é pequena e dificultosa: um alerta para os cristãos que se fiam e gloriam de cumprir os preceitos da Igreja (missas, sacramentos, rezas), mas não conseguem viver em paz com a família e arrastam ódios intermináveis pela vida afora. Salvam-se os que praticam a justiça e a caridade.

Fonte/texto:paulus.com.br

EUA: Negam Eucaristia a pré-candidato presidencial por sua postura a favor do aborto

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Um sacerdote católico da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, negou a Eucaristia ao pré-candidato presidencial Joe Biden, devido à sua postura a favor do aborto legal.

Biden foi vice-presidente dos Estados Unidos durante os dois mandatos de Barack Obama e, atualmente, é um dos pré-candidatos favoritos do Partido Democrata para enfrentar Donald Trump.

Foi Pe. Robert Morey, pároco de St. Anthony Catholic Church, na Diocese de Charleston (Carolina do Sul), que negou a comunhão no domingo, 27 de outubro, a Biden, segundo informou ‘Florence Morning News’, na segunda-feira.

“Lamentavelmente, no domingo passado, tive que recusar a Sagrada Comunhão ao ex-vice-presidente Joe Biden”, disse Pe. Morey em um comunicado enviado à CNA – agência em inglês do Grupo ACI – na segunda-feira, 28 de outubro.

“A Sagrada Comunhão significa que somos um com Deus, entre nós e com a Igreja. Nossas ações deveriam refletir isso. Qualquer figura pública que defenda o aborto é colocada fora do ensinamento da Igreja”, acrescentou o sacerdote.

Segundo ‘Florence Morning News’, Pe. Morey foi advogado durante 14 anos antes de se tornar sacerdote, praticou a advocacia na Carolina do Norte e trabalhou por sete anos na Agência de Proteção Ambiental e no Departamento de Energia dos Estados Unidos.

Biden, também ex-senador de Delaware, estava em campanha na Carolina do Sul no fim de semana, informou ‘Associated Press’.

O cânon 915 do Código de Direito Canônico declara que: “Não sejam admitidos à sagrada comunhão os excomungados e os interditos, depois da aplicação ou declaração da pena, e outros que obstinadamente perseverem em pecado grave manifesto”.

O então Cardeal Joseph Ratzinger escreveu um memorando aos bispos dos Estados Unidos em 2004 para explicar a aplicação da lei canônica 915 à recepção da Sagrada Comunhão.

O memorando declara que “o ministro da Sagrada Comunhão pode se encontrar na situação em que deve recusar distribuir a Sagrada Comunhão a alguém, como nos casos de uma excomunhão declarada, uma interdição declarada ou uma persistência obstinada em pecado grave manifesto”.

O caso de um “político católico” que faz “campanha e vota sistematicamente por leis permissivas de aborto e eutanásia” seria culpado “quando a cooperação formal” é “manifesta”.

Em tais casos, “seu pároco deveria se reunir com ele, instrui-lo sobre os ensinamentos da Igreja, informando-o que não deve se apresentar à Sagrada Comunhão até que leve ao fim a situação objetiva de pecado, e advertindo-o que de outra maneiro lhe será negada a Eucaristia”, escreveu o Cardeal Ratzinger, hoje Bento XVI.

Indicou que que, quando o indivíduo persevera em um pecado grave e ainda se apresenta à Sagrada Comunhão, “o ministro da Sagrada Comunhão deve recusar a distribui-la”.

“Como sacerdote, é minha responsabilidade ministrar às almas encomendadas ao meu cuidado, e devo fazê-lo inclusive nas situações mais difíceis”, disse Pe. Morey.

Embora não apoie o financiamento do aborto através de impostos, tanto como outros pré-candidatos presidenciais, a plataforma de campanha de Biden buscaria “codificar” a decisão Roe vs. Wade, ou seja, converter o suposto direito das mulheres ao aborto em uma lei federal.

Em um evento de Planned Parenthood neste verão, Biden prometeu “eliminar todas as mudanças que este presidente (Donald Trump) fez” aos programas de planejamento familiar, segundo POLITICO, e disse que aumentaria o financiamento de Planned Parenthood, a maior provedora de aborto do país.

“Manterei o Sr. Biden em minhas orações”, concluiu a declaração de Pe. Morey.

Fonte/texto:acidigital.com.br