Santuário Astorga

Archives: setembro 2019

7 coisas sobre os arcanjos Gabriel, Rafael e Miguel que talvez você não saiba

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A cada 29 de setembro, a Igreja Católica celebra a festa de três Santos Arcanjos: São Miguel, São Gabriel e São Rafael.

Confira a seguir sete coisas que talvez não conhecia sobre eles:

1. São os mais próximos aos humanos

Desde Pseudo-Dionísio, Padre da Igreja do século VI, está acostumado a se enumerar três hierarquias de anjos. Na primeira estão os Serafins, Querubins e Tronos. Depois vêm as Dominações, Virtudes e Potestades. Enquanto que na terceira hierarquia estão os Principados, Arcanjos e Anjos. Estes últimos são os que estão mais próximos às necessidades dos seres humanos.

2. São mensageiros de anúncios importantes

A palavra Arcanjo provém das palavras gregas “Arc” que significa “principal” e “anjo” que é “mensageiro de Deus”. Vejamos o que diz São Gregório Magno:

“Deveis saber que a palavra ‘Anjo’ designa uma função, não uma natureza. Na verdade, aqueles santos espíritos da pátria celeste são sempre espíritos, mas nem sempre se podem chamar Anjos. Só são Anjos quando exercem a função de mensageiros. Os que transmitem mensagens de menor importância chamam-se Anjos; os que transmitem mensagens de maior transcendência chamam-se Arcanjos.

3. Existem sete Arcanjos segundo a Bíblia

No livro do Tobias (12,15), São Rafael se apresenta como “um dos sete anjos que estão diante da glória do Senhor e têm acesso a sua presença”. Enquanto que no livro do Apocalipse (8,2), São João descreve: “vi os sete Anjos que estavam diante de Deus, e eles receberam sete trombetas”. Por estas duas citações bíblicas, afirma-se que são sete Arcanjos.

4. Conhecemos somente três nomes

A Bíblia menciona somente o nome de três Arcanjos: Miguel, Rafael e Gabriel. Os outros nomes (Uriel, Barachiel ou Baraquiel, Jehudiel, Saeltiel) aparecem em livros apócrifos de Enoc, o quarto livro de Esdras e em literatura rabínica. Entretanto, a Igreja reconhece apenas os três nomes que estão nas Sagradas Escrituras. Os outros podem servir como referência, mas não são doutrina.

5.  Gabriel significa “a força de Deus”

No Antigo Testamento, São Gabriel Arcanjo aparece no livro sagrado de Daniel explicando ao profeta uma visão do carneiro e do cabrito (Det 8), assim como instruindo-o nas coisas futuras (Det 9,21-27).  Nos Evangelhos, São Lucas (1,11-20) o menciona anunciando a Zacarias o nascimento de São João Batista e a Maria (1,26-38) que conceberia e daria a luz Jesus.

São Gabriel Arcanjo é conhecido como o “anjo mensageiro”, representado com uma vara perfumada de açucena e é padroeiro das comunicações e dos comunicadores, pois através da Anunciação trouxe ao mundo a mais bela notícia.

6. Rafael em hebreu é “Deus cura”

O único livro sagrado que menciona a São Rafael Arcanjo é o de Tobias e figura em vários capítulos. Ali se lê que Deus envia este Arcanjo para que acompanhe Tobias em uma viagem, na qual se casou com Sara.

Da mesma maneira, São Rafael indicou a Tobias como devolver a visão ao seu pai. Por esta razão é invocado para afastar doenças e conseguir terminar bem as viagens.

7. Miguel significa “Quem como Deus”

O nome do Arcanjo Miguel vem do hebreu “Mija-El” que significa “Quem como Deus ” e que, segundo a tradição, foi o grito de guerra em defesa dos direitos de Deus quando Lúcifer se opôs aos planos salvíficos e de amor do Criador.

A Igreja Católica teve sempre uma grande devoção ao Arcanjo São Miguel, especialmente a fim de pedir-lhe que nos liberte dos ataques do demônio e dos espíritos infernais. Costuma ser representado com a roupa de guerreiro ou soldado centurião pondo seu calcanhar sobre a cabeça do inimigo.

Fonte/texto:acidigital.com.br

Hoje é celebrado São Jerônimo, tradutor da Bíblia e doutor da Igreja

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“Ama a Sagrada Escritura e a sabedoria amar-te-á; ama-a ternamente e ela guardar-te-á; honra-a e receberás as suas carícias”. Assim costumava a dizer São Jerônimo, tradutor da Bíblia ao latim, cuja festa se celebra neste dia 30 de setembro. Ao recordar este santo, a Igreja celebra também o dia da Bíblia.

O nome Jerônimo significa “que tem um nome sagrado”. Este santo consagrou toda sua vida ao estudo das Sagradas Escrituras e é considerado um dos melhores, se não o melhor, neste ofício.

Nasceu na Dalmácia (Iugoslávia) por volta do ano 340. Em Roma, estudou latim sob a direção do mais famoso professor de seu tempo, Donato, que era pagão. Chegou a ser um grande latinista e muito bom conhecedor do grego e de outros idiomas, mas muito pouco conhecedor dos livros espirituais e religiosos. Passava horas e dias lendo e aprendendo de cor os grandes autores latinos, Cicero, Virgilio, Horácio e Tácito, e aos autores gregos, Homero e Platão, mas quase nunca dedicava tempo à leitura espiritual.

Jerônimo se dispôs ir ao deserto a fazer penitência por seus pecados (especialmente por sua sensualidade que era muito forte, por seu mau gênio e seu grande orgulho). Mas lá embora rezasse muito, jejuasse e passasse noites sem dormir, não conseguiu a paz, descobrindo que sua missão não era viver na solidão.

De volta à cidade, foi nomeado secretário do Papa Dâmaso, encarregado de redigir as cartas que o Pontífice enviava. Em seguida, foi designado para fazer a tradução da Bíblia.

As traduções que existiam naquela época tinham muitas imperfeições de linguagem e várias imprecisões ou traduções não muito exatas. Jerônimo, que escrevia com grande elegância o latim, traduziu a este idioma toda a Bíblia, e essa tradução chamada “Vulgata” (tradução feita para o povo ou vulgo) foi a Bíblia oficial para a Igreja Católica durante 15 séculos.

Por volta dos 40 anos, Jerônimo foi ordenado sacerdote. Mas seus altos cargos em Roma e a dureza com a qual corrigia certos defeitos da alta classe social lhe trouxeram invejas. Sentindo-se incompreendido e até caluniado em Roma, onde não aceitavam seu modo enérgico de correção, dispôs afastar-se daí para sempre e foi para a Terra Santa.

Passou seus últimos 35 anos em uma gruta, junto à Gruta de Belém. Várias das ricas matronas romanas que ele tinha convertido com suas pregações e conselhos venderam seus bens e  foram também a Belém a seguir sob sua direção espiritual. Com o dinheiro dessas senhoras, construiu naquela cidade um convento para homens, três para mulheres, e uma casa para atender os que chegavam de todas as partes do mundo para visitar o lugar onde nasceu Jesus.

Com tremenda energia, escrevia contra os hereges que se atreviam a negar as verdades da Santa religião.

A Santa Igreja Católica reconheceu sempre São Jerônimo como um homem eleito por Deus para explicar e fazer entender melhor a Bíblia. Por isso, foi nomeado patrono de todos os que no mundo se dedicam a fazer entender e amar mais as Sagradas Escrituras.

Morreu em 30 de setembro do ano 420, aos 80 anos.

Papa Bento XVI, em sua audiência geral de 7 de novembro do 2007 disse: “Concluo com uma palavra de São Jerônimo a São Paulino de Nola. Nela o grande exegeta expressa precisamente esta realidade, isto é, que na Palavra de Deus recebemos a eternidade, a vida eterna. Diz São Jerônimo: ‘Procuremos aprender na terra aquelas verdades cuja consistência persistirá também no céu’”.

Fonte/texto:acidigital.com.br

Papa inaugura no Vaticano uma grande escultura dedicada a migrantes e refugiados

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O Papa Francisco apresentou neste domingo, 29 de setembro, na Praça de São Pedro, no Vaticano, uma grande escultura de bronze que representa um barco com migrantes e refugiados de todos os povos e épocas.

A escultura, situada junto à colunata barroca de Bernini, foi inaugurada ao finalizar a oração do Ângelus por ocasião do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado.

O santo Padre assinalou que esta escultura tem como objetivo sublinhar “a necessidade de que ninguém seja excluído da sociedade, seja um cidadão residente de longa data ou alguém recém-chegado”.

A escultura, segundo explicou o Pontífice, é inspirada nas palavras da Carta aos Hebreus: “Não vos esqueçais da hospitalidade, pela qual alguns, sem o saberem, hospedaram anjo”.

“Esta escultura, em bronze e argila, retrata um grupo de migrantes de várias culturas e diferentes períodos históricos. Eu desejei essa obra artística aqui na Praça São Pedro, para que recorde a todos o desafio evangélico da acolhida”, destacou Francisco.

A escultura estava coberta por um tecido branco, que o Papa, ajudado por uma família migrada da República dos Camarões, retirou para descobrir a obra. Depois, o Bispo de Roma tocou o bronze e abençoou a escultura.

Fonte/texto:acidigital.com.br

Papa: não podemos não chorar, não podemos não reagir diante destes pecados

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“Como cristãos não podemos permanecer indiferentes diante do drama das velhas e novas pobrezas, das solidões mais sombrias, do desprezo e da discriminação de quem não pertence ao “nosso” grupo. Não podemos permanecer insensíveis, com o coração anestesiado, diante da miséria de tantos inocentes. Não podemos não chorar. Não podemos não reagir. Não podemos não chorar, não podemos não reagir. Peçamos ao Senhor a graça de chorar, aquele choro que converte o coração diante destes pecados”, disse o Santo Padre em sua homilia.

Jackson Erpen – Cidade do Vaticano

Diante de 40 mil fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro na manhã deste 26º Domingo do Tempo Comum, e dia Mundial do Migrante e do Refugiado, o Papa Francisco voltou a recordar que não se pode separar o mandamento do “amar a Deus” do “amar o próximo”.

Ouça e compartilhe!

Amar o próximo, entre outras coisas, “significa sentir compaixão pelo sofrimento dos irmãos e irmãs, aproximar-se, tocar as suas feridas, partilhar as suas histórias, para manifestar concretamente a ternura de Deus para com eles”, ressaltou o Pontífice.

Deus defende os estrangeiros, as viúvas e os órfãos

Francisco começou sua homilia referindo-se ao Salmo responsorial, que recorda que “o Senhor defende os estrangeiros, juntamente com as viúvas e os órfãos do povo”, com o salmista fazendo “explícita menção daquelas categorias que são particularmente vulneráveis, frequentemente esquecidas e expostas a abusos. Os estrangeiros, as viúvas e os órfãos são os que não têm direitos, os excluídos, os marginalizados, pelos quais o Senhor tem uma especial solicitude. Por isso, Deus pede aos Israelitas que tenham para com eles uma atenção especial”.

“ Os estrangeiros, as viúvas e os órfãos são os que não têm direitos, os excluídos, os marginalizados, pelos quais o Senhor tem uma especial solicitude ”

O Papa recorda que também nos Livro do Êxodo o Senhor “adverte o povo que não maltrate de nenhuma forma as viúvas e os órfãos, porque Ele escuta o seu clamor”, sendo esta advertência retomada também no Livro do Deuteronômio:

“Esta preocupação amorosa para com os menos privilegiados é apresentada como um traço distintivo do Deus de Israel, e é também exigida, como um dever moral, a todos quantos querem pertencer ao seu povo. Eis a razão pela qual devemos ter uma atenção especial para com os estrangeiros, como também pelas viúvas, os órfãos e todos os descartados dos nossos dias.”

O Senhor nos pede a caridades pelas vítimas da cultura do descarte

Na Mensagem do Santo Padre divulgada em maio para este 105º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado é repetido como um refrão o tema: “Não se trata apenas de migrantes”. E é verdade, sublinha o Papa, que explica:

Não se trata apenas de estrangeiros, trata-se de todos os habitantes das periferias existenciais que, juntamente com os migrantes e os refugiados, são vítimas da cultura do descarte. O Senhor pede-nos que ponhamos em prática a caridade para com eles; pede-nos que restauremos a sua humanidade, juntamente com a nossa, sem excluir ninguém, sem deixar ninguém de fora.”

Refletir sobre as  injustiças que geram a exclusão

Mas junto com a caridade diz o Papa,  “o Senhor pede-nos que reflitamos sobre as injustiças que geram exclusão, em particular sobre os privilégios de uns poucos que, para se manterem, resultam em detrimento de muitos”, recordando que  “os países em vias de desenvolvimento continuam a ser depauperados dos seus melhores recursos naturais e humanos em benefício de poucos mercados privilegiados”. E acrescenta:

As guerras abatem-se apenas sobre algumas regiões do mundo, enquanto as armas para as fazer são produzidas e vendidas noutras regiões, que depois não querem ocupar-se dos refugiados causados por tais conflitos. Quem sofre as consequências são sempre os pequenos, os pobres, os mais vulneráveis, a quem se impede de sentar-se à mesa deixando-lhe as “migalhas” do banquete”.

É neste sentido que se compreendem as duras palavras do profeta Amós proclamadas na primeira Leitura (6,1.4-7). Ai dos despreocupados e dos que vivem comodamente em Sião, que não se preocupam com a ruína do povo de Deus, visível aos olhos de todos. Eles não se apercebem do colapso de Israel, pois estão demasiado ocupados a garantir uma boa vida, comidas deliciosas e bebidas refinadas.

“É impressionante – disse o Papa, após referir-se às palavras do Profeta Amós da primeira leitura – como à distância de 28 séculos, estas advertências conservam intacta a sua atualidade. Também hoje, na verdade, ‘a cultura do bem-estar […] nos leva a pensar em nós mesmos, torna-nos insensíveis aos gritos dos outros, […] leva à indiferença a respeito dos outros; antes, leva à globalização da indiferença’.”

Como cristãos, não podemos ficar indiferentes

Assim, “corremos o risco de nos tornarmos, também nós, como aquele homem rico de que nos fala o Evangelho”, pois “demasiado ocupados a preservar o nosso bem-estar, corremos o risco de não nos darmos conta do irmão e da irmã em dificuldade”:

Contudo, como cristãos não podemos permanecer indiferentes diante do drama das velhas e novas pobrezas, das solidões mais sombrias, do desprezo e da discriminação de quem não pertence ao “nosso” grupo. Não podemos permanecer insensíveis, com o coração anestesiado, diante da miséria de tantos inocentes. Não podemos não chorar. Não podemos não reagir.

Amar a Deus e amar o próximos são inseparáveis

E se quisermos ser homens e mulheres de Deus como pede São Paulo a Timóteo, devemos «guardar o mandamento […] sem mancha e acima de toda a censura» (1Tm 6,14)”:

E o mandamento é amar a Deus e amar o próximo. Não se podem separar! E amar o próximo como a nós mesmos quer dizer também comprometer-se seriamente pela construção de um mundo mais justo, onde todos tenham acesso aos bens da terra, onde todos tenham a possibilidade de se realizar como pessoas e como famílias, onde a todos sejam garantidos os direitos fundamentais e a dignidade.”

“ E o mandamento é amar a Deus e amar o próximo. Não se podem separar! ”

“Amar o próximo – explicou o Papa –  significa sentir compaixão pelo sofrimento dos irmãos e irmãs, aproximar-se, tocar as suas feridas, partilhar as suas histórias, para manifestar concretamente a ternura de Deus para com eles. Significa fazer-se próximo de todos os viajantes maltratados e abandonados pelas estradas do mundo, para aliviar os seus ferimentos e os conduzir ao local de hospedagem mais próximo, onde se possa dar resposta às suas necessidades”.

E este santo mandamento – disse Francisco quase ao concluir – “foi dado por Deus ao seu povo, e foi selado com o sangue do seu Filho Jesus, para que seja fonte de bênção para toda a humanidade. Para que juntos possamos empenhar-nos na construção da família humana segundo o projeto originário, revelado em Jesus Cristo: todos irmãos, filhos do único Pai.”

“Confiamos hoje ao amor materno de Maria, Nossa Senhora da Estrada, os migrantes e os refugiados, juntamente com os habitantes das periferias do mundo e quantos se fazem seus companheiros de viagem.”

Fonte/texto:vaticannews.va

LITURGIA-30 DE SETEMBRO SEGUNDA FEIRA

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SÃO JERÔNIMO

PRESBÍTERO E DOUTOR

(branco – ofício da memória)

Que as palavras da Escritura estejam sempre em teus lábios, para que, meditando-as dia e noite, te esforces para realizar tudo aquilo que ensinam, e terá sentido e valor a tua vida (Js 1,8).

Jerônimo nasceu na Dalmácia, numa região da atual Croácia, em 342 e faleceu em Belém, na Palestina, no ano 420. Possuidor de vastíssima cultura literária e bíblica, atendeu ao pedido do papa Dâmaso para que preparasse a Bíblia em latim. Homem dinâmico e de piedade profunda, viveu os últimos 35 anos na oração, na penitência e no estudo da Palavra de Deus. Celebrando sua memória e finalizando o mês dedicado à Bíblia, peçamos ao Senhor a graça de, a exemplo desse santo, mergulhar profundamente no estudo das Sagradas Escrituras.

Primeira Leitura: Zacarias 8,1-8

 

Leitura da profecia de Zacarias – 1A palavra do Senhor dos exércitos foi manifestada nos seguintes termos: 2“Isto diz o Senhor dos exércitos: tomei-me de forte ciúme por Sião, consumo-me de zelo ciumento por ela. 3Isto diz o Senhor: voltei a Sião e habitarei no meio de Jerusalém; Jerusalém será chamada Cidade Fiel, e o monte do Senhor dos exércitos, Monte Santo. 4Isto diz o Senhor dos exércitos: velhos e velhas ainda se sentarão nas praças de Jerusalém, cada qual com seu bastão na mão devido à idade avançada; 5as praças da cidade se encherão de meninos e meninas a brincar em suas praças. 6Isto diz o Senhor dos exércitos: se tais cenas parecerem difíceis aos olhos do resto do povo, naqueles dias, acaso serão também difíceis aos meus olhos? – diz o Senhor dos exércitos. 7Isto diz o Senhor dos exércitos: eis que eu vou salvar o meu povo da terra do oriente e da terra do pôr do sol; 8eu os conduzirei, e eles habitarão no meio de Jerusalém; serão meu povo e eu serei seu Deus, em verdade e com justiça”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 101(102)

 

O Senhor edificou Jerusalém / e apareceu na sua glória!

  1. As nações respeitarão o vosso nome, / e os reis de toda a terra, a vossa glória; / quando o Senhor reconstruir Jerusalém / e aparecer com gloriosa majestade, / ele ouvirá a oração dos oprimidos / e não desprezará a sua prece. – R.
  2. Para as futuras gerações se escreva isto, / e um povo novo a ser criado louve a Deus. / Ele inclinou-se de seu templo nas alturas, / e o Senhor olhou a terra do alto céu, / para os gemidos dos cativos escutar / e da morte libertar os condenados. – R.
  3. Assim também a geração dos vossos servos † terá casa e viverá em segurança, / e ante vós se firmará sua descendência. / Para que cantem o seu nome em Sião / e louve ao Senhor Jerusalém / quando os povos e as nações se reunirem / e todos os impérios o servirem. – R.
Evangelho: Lucas 9,46-50

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Veio o Filho do homem, a fim de servir / e dar sua vida em resgate por muitos (Mc 10,45). – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 46houve entre os discípulos uma discussão para saber qual deles seria o maior. 47Jesus sabia o que estavam pensando. Pegou então uma criança, colocou-a junto de si 48e disse-lhes: “Quem receber esta criança em meu nome estará recebendo a mim. E quem me receber estará recebendo aquele que me enviou. Pois aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior”. 49João disse a Jesus: “Mestre, vimos um homem que expulsa demônios em teu nome. Mas nós lho proibimos, porque não anda conosco”. 50Jesus disse-lhe: “Não o proibais, pois quem não está contra vós está a vosso favor”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

 

Jesus acabara de apresentar aos discípulos o segundo anúncio de sua paixão. Mas eles não entenderam que, na qualidade de discípulos, deveriam seguir o mesmo caminho do Mestre. Jesus se abaixa. Os discípulos querem se elevar. Por isso, fazem entre si um bate-boca sobre qual deles seria o maior. Estão longe de compreender o espírito da novidade que Jesus vem introduzir nas relações humanas. Quem é o maior? O menor. Para ilustrar seu ensinamento, Jesus dá destaque a uma criança, colocando-a do seu lado. Com isso revela o sentido de toda a sua obra: a verdadeira grandeza está na humildade. Na sequência, Jesus previne seus discípulos contra a tentação do fanatismo. Para Jesus, não é necessário que alguém pertença oficialmente a seu grupo para ter o direito de agir em seu nome. Ninguém tem o monopólio do bem.

Fonte/texto:paulus.com.br

LITURGIA-29 DE SETEMBRO DOMINGO

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26º DO TEMPO COMUM

(verde  – 2ª semana do saltério)

Senhor, tudo o que fizestes conosco com razão o fizestes, pois pecamos contra vós e não obedecemos aos vossos mandamentos. Mas honrai o vosso nome, tratando-nos segundo vossa misericórdia (Dn 3,31.29s.43-42).

Chamados a participar da Eucaristia, o banquete da vida eterna, acolhamos o apelo que a liturgia nos faz para evitarmos uma vida de indiferença e egoísmo e procurarmos a justiça e o amor. Neste dia da Bíblia, a Palavra de Deus abra nossos olhos e ouvidos para vermos a realidade em que vivemos e escutarmos o clamor dos lázaros sofredores.

Primeira Leitura: Amós 6,1.4-7

 

Leitura da profecia de Amós – Assim diz o Senhor todo-poderoso: 1“Ai dos que vivem despreocupadamente em Sião, os que se sentem seguros nas alturas de Samaria! 4Os que dormem em camas de marfim, deitam-se em almofadas, comendo cordeiros do rebanho e novilhos do seu gado; 5os que cantam ao som das harpas ou, como Davi, dedilham instrumentos musicais; 6os que bebem vinho em taças e se perfumam com os mais finos unguentos, e não se preocupam com a ruína de José. 7Por isso, eles irão agora para o desterro, na primeira fila, e o bando dos gozadores será desfeito”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 145(146)

 

Bendize, minha alma, e louva ao Senhor!

  1. O Senhor é fiel para sempre, / faz justiça aos que são oprimidos; / ele dá alimento aos famintos, / é o Senhor quem liberta os cativos. – R.
  2. O Senhor abre os olhos aos cegos, / o Senhor faz erguer-se o caído; / o Senhor ama aquele que é justo. / É o Senhor quem protege o estrangeiro. – R.
  3. Ele ampara a viúva e o órfão, / mas confunde os caminhos dos maus. / O Senhor reinará para sempre! † Ó Sião, o teu Deus reinará / para sempre e por todos os séculos! – R.
Segunda Leitura: 1 Timóteo 6,11-16

 

Leitura da primeira carta de são Paulo a Timóteo – 11Tu que és um homem de Deus, foge das coisas perversas, procura a justiça, a piedade, a fé, o amor, a firmeza, a mansidão. 12Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e pela qual fizeste tua nobre profissão de fé diante de muitas testemunhas. 13Diante de Deus, que dá a vida a todas as coisas, e de Cristo Jesus, que deu o bom testemunho da verdade perante Pôncio Pilatos, eu te ordeno: 14guarda o teu mandato íntegro e sem mancha até a manifestação gloriosa de nosso Senhor Jesus Cristo. 15Esta manifestação será feita no tempo oportuno pelo bendito e único soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, 16o único que possui a imortalidade e que habita numa luz inacessível, que nenhum homem viu nem pode ver. A ele, honra e poder eterno. Amém. – Palavra do Senhor.

Evangelho: Lucas 16,19-31

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Jesus Cristo, sendo rico, se fez pobre por amor, / para que sua pobreza nos, assim, enriquecesse (2Cor 8,9). – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, Jesus disse aos fariseus: 19“Havia um homem rico que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias. 20Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão à porta do rico. 21Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas. 22Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado. 23Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado. 24Então gritou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas’. 25Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te que tu recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. 26E, além disso, há um grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós’. 27O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa do meu pai, 28porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não venham também eles para este lugar de tormento’. 29Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os profetas, que os escutem!’ 30O rico insistiu: ‘Não, pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter’. 31Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés nem aos profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos’”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

 

Jesus conta esta parábola para os fariseus. A narrativa gira em torno do conflito social entre ricos e pobres, tema muito caro a Lucas. O rico se veste de luxo, tem comida farta, muitos amigos e grande família, mas não tem nome. O pobre, faminto, vê de longe o desperdício de comida, sozinho, sem ninguém para ampará-lo, e ferido: só os cachorros se solidarizam ao lamber-lhe as feridas. Mas ele tem nome: Lázaro (= Deus ajuda). A riqueza é o grande abismo que separa um do outro. Os dois morrem: o rico foi enterrado, e o pobre, levado ao seio de Abraão. O diálogo entre o defunto rico e o pai Abraão é interessante porque nos mostra o caminho da superação do abismo entre ricos e pobres: a Palavra de Deus. O Brasil é um dos países campeões de disparidade entre ricos e pobres. Dado questionador: seis brasileiros mais ricos possuem a mesma riqueza de cem milhões de brasileiros mais pobres (dado de 2017). A desgraça da riqueza é quando ela se torna “mamona” (como diz Lucas), um dono possessivo que exige amor e fidelidade e que consiste num grande obstáculo ao Reino de Deus. O amor à riqueza torna cega a pessoa e a desfigura socialmente. A função social da riqueza é favorecer o bem-estar de todo cidadão. É preciso ouvir a Palavra de Deus para superar o abismo intransponível que separa ricos de pobres e para vencer as práticas de acúmulo que favorecem poucas pessoas em detrimento de muitos “Lázaros” humilhados.

LITURGIA-28 DE SETEMBRO SABADO

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25ª SEMANA COMUM

(verde – ofício do dia)

Eu sou a salvação do povo, diz o Senhor. Se clamar por mim em qualquer provação, eu o ouvirei e serei seu Deus para sempre.

Reunimo-nos para celebrar com a certeza de que Deus habita em nosso meio. Ele nos guarda e nos faz compreender o sentido da cruz e do seguimento de Jesus.

Primeira Leitura: Zacarias 2,5-9.14-15

 

Leitura da profecia de Zacarias – 5Levantei os olhos e eis que vi um homem com um cordel de medir na mão. 6Perguntei-lhe: “Aonde vais?” Respondeu-me: “Vou medir Jerusalém, para ver qual é a sua largura e o seu comprimento”. 7Eis que apareceu o anjo que falava em mim, enquanto lhe vinha ao encontro um outro anjo, 8que lhe disse: “Corre a falar com esse moço, dizendo: a população de Jerusalém precisa ficar sem muralha, em vista da multidão de homens e animais que vivem no seu interior. 9Eu serei para ela, diz o Senhor, muralha de fogo ao seu redor e mostrarei minha glória no meio dela. 14Rejubila, alegra-te, cidade de Sião, eis que venho para habitar no meio de ti, diz o Senhor. 15Muitas nações se aproximarão do Senhor, naquele dia, e serão o seu povo. Habitarei no meio de ti”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: Jr 31

 

O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho.

  1. Ouvi, nações, a palavra do Senhor / e anunciai-a nas ilhas mais distantes: / “Quem dispersou Israel vai congregá-lo / e o guardará qual pastor a seu rebanho!” – R.
  2. Pois, na verdade, o Senhor remiu Jacó / e o libertou do poder do prepotente. / Voltarão para o monte de Sião, † entre brados e cantos de alegria / afluirão para as bênçãos do Senhor. – R.
  3. Então a virgem dançará alegremente, / também o jovem e o velho exultarão; / mudarei em alegria o seu luto, / serei consolo e conforto após a guerra. – R.
Evangelho: Lucas 9,43-45

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; / fez brilhar, pelo evangelho, a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10). – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 43todos estavam admirados com todas as coisas que Jesus fazia. Então Jesus disse a seus discípulos: 44“Prestai bem atenção às palavras que vou dizer: o Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos homens”. 45Mas os discípulos não compreendiam o que Jesus dizia. O sentido lhes ficava escondido, de modo que não podiam entender; e eles tinham medo de fazer perguntas sobre o assunto. – Palavra da salvação.

Reflexão:

 

Jesus tem momentos de sucesso no meio do povo e desperta a admiração de todos, mas tem o olhar fixo na obra decisiva da salvação. Pela segunda vez, de forma resumida, Jesus avisa seus discípulos sobre seu fim trágico. Essa informação não entra na cabeça deles. Esse tipo de anúncio não se enquadra com o que eles esperam de Jesus. Não conseguem conciliar poder com fraqueza: como pode cair “nas mãos dos homens” aquele que expulsa as forças malignas? Para eles, era incompreensível essa espécie de contradição. Só entenderão após a ressurreição, quando Jesus “abrirá a inteligência deles, para compreenderem as Escrituras. Então lhes dirá: ‘Está escrito que o Messias tinha de sofrer e ressuscitar dos mortos no terceiro dia’” (cf. Lc 24,45).

Fonte/texto:paulus.com.br

Bispo critica silêncio de documento de trabalho do Sínodo sobre pecado nos indígenas

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O Bispo Emérito do Marajó, Dom José Luis Azcona Hermoso, que serviu nessa jurisdição da Amazônia durante quase 30 anos, criticou o silêncio sobre o pecado nos indígenas no Instrumentum laboris ou documento de trabalho do Sínodo da Amazônia, que será realizado de 6 a 27 de outubro no Vaticano.

O Prelado já se referiu em outras ocasiões ao texto e criticou, entre outras coisas, a “visão distorcida do chamado rosto amazônico”, a “interculturalidade” e a ordenação de homens casados.

Nesta oportunidade, Dom Azcona compartilhou com ACI Prensa – agência em espanhol do Grupo ACI – um artigo intitulado “O pecado dos indígenas no Instrumento de trabalho do Sínodo”, no qual se refere ao silêncio sobre este tema que há no texto que guiará as reflexões dos padres sinodais.

A seguir, o artigo completo do Bispo Emérito de Marajó:

O pecado dos indígenas no Instrumento de Trabalho do Sínodo

Entre os silêncios do Instrumento de Trabalho (IT) do Sínodo está a eliminação do conceito, a realidade do pecado nos indígenas, com consequências irreparáveis ​​para a fé cristã, a Igreja, os sacramentos e a evangelização.

O reducionismo do pensamento único que caracteriza o IT alcança aqui extremos insustentáveis. O indígena amazônico é, segundo o IT, o homem em sua pureza original, nascido na selva e capaz de desenvolver sua inocência primitiva de uma maneira perfeita, o homem chamado pelo destino para salvar a humanidade, o homem no paraíso, o homem prelapsariano, o novo homem, o super-homem (Übermensch).

Este indígena seria o protótipo do ser humano chamado a amazonizar a Igreja e, assim, amazonizar o mundo. Este destino histórico teria uma oportunidade única durante a celebração do Sínodo em Roma. Desta maneira, as religiões indígenas pagãs seriam anunciadas, assim como seus rituais, celebrações, espíritos, conhecimentos da natureza e cosmovisões, sabedoria dos antepassados, dos grupos étnicos dos ancestrais que interpretam a terra como a mãe terra, sempre fiel, integrando e interligando todo o cosmos.

De fato, o IT nega a existência do pecado original e suas consequências na história, nas sociedades, em todas as culturas e nações, como ensina repetidamente o Catecismo da Igreja Católica e todo o magistério pós-conciliar.

Mas a verdade é essa. O conhecimento de Deus sobre os povos indígenas, assim como sobre os povos pagãos de Romanos 1 (Sabedoria 13-14), não os levou à obediência nem à glorificação de Deus, apesar de tê-lo conhecido por suas obras, especialmente por seu poder (Dynamis) e sua eternidade.

Amarraram a justiça na impiedade, como todos os povos da terra. Convencidos de ser sábios por meio da sabedoria de seus anciões, mitos, cosmovisões, culturas, domínio sobre os espíritos, forças ocultas ou evidentes, fizeram-se estúpidos (Romanos 1, 22), e exatamente como os gregos e os romanos adoraram amuletos, fetiches, totens, animais, plantas, pedras, espíritos (Romanos 1, 23).

Em uma palavra, como todos os povos, serviram às criaturas e não ao Criador que é bendito pelos séculos (Romanos 1, 25). Por isso, também entre os indígenas não são exceção os adúlteros, os violentos, os bêbados, indígenas sem misericórdia, invejosos, infanticidas, suicidas, cruéis, etnias belicosas que historicamente eliminaram outras etnias e nações indígenas, vários tipos de família indígena completamente alheios ao plano do Deus sobre o casal humano e a estrutura familiar.

Por que o IT ignora e não aplica aos indígenas amazônicos a palavra apostólica da carta aos Romanos: Todos pecaram e todos necessitam da glória do Deus? (3, 23). Ou também esquece Jesus de Nazaré, o Filho de Deus vivo que diz: aqueles que têm saúde não necessitam de médico, mas sim os doentes; Eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores? (Mt 9, 12-13).

Onde está a misericórdia e a compaixão de Jesus, o amigo dois pecadores que se demonstra na pregação do ‘Arrependei-vos e crede, porque o Reino de Deus chegou’ (Mc 1, 15) completamente esquecido por parte do IT ou de teologias como a assim chamada Teologia indígena?

E como falar de liberdade, reconhecer e servir à dignidade dos povos indígenas, se também a eles não se proclama com alegria que são justificados, salvos gratuitamente pela graça (e com eles suas culturas e nações) por meio da Redenção realizada em Cristo Jesus (Romanos 3, 24), se eles o desejarem?

Em Jesus, a quem Deus constituiu (unicamente) como vítima de expiação pelos pecados em seu sangue pela fé (Ibid 25) e na qual todos e cada um dos homens são perdoados, também os indígenas, seus ancestrais pajens, culturas e povos.

Diante de tudo isso, que sentido tem a presença da assim chamada Tenda comum em Roma durante o Sínodo com seus incensos, defumações, rituais de aldeia, celebrações? Chegou a hora de abandonar os devaneios da arrogância (káujesis) prometeica e assumir a atitude de Maria, a única atitude eclesial digna: Aqui está a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo sua palavra.

Tenhamos de uma vez a coragem de permitir que ressoe em nossa mente a palavra de Pablo: De que te glorias se tudo o que recebeste como se não o tivesses recebido?

Levemos no coração esta outra do mesmo: Onde abundou ou pecado (também na Amazônia) superabundou a graça (Romanos 5, 20).

Tenhamos a coragem de entrar de uma vez na onda onipotente da Graça que Deus prepara para a Amazônia e para toda a humanidade.

Fonte/texto:acidigital.com.br

Hoje é celebrado São Vicente de Paulo, padroeiro das obras de caridade

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“Sendo a Mãe de Deus invocada e tomada por padroeira das coisas de importância, não pode acontecer que tudo não vá bem e não redunde para a maior glória do bom Jesus, seu Filho”, dizia o grande São Vicente de Paulo, padroeiro das obras de caridade e fundador da Congregação da Missão (Vicentinos) e das Filhas da Caridade.

São Vicente nasceu na França em 1581, em uma família de camponeses. Quando era adolescente, foi enviado para o colégio dos franciscanos na próspera cidade de Dax. Lá, entregou-se por completo aos estudos, mas começou a sentir vergonha de suas origens.

Recebeu a tonsura e as ordens menores para, em seguida, entrar na Universidade de Toulouse, onde estudou teologia. Seu pai morreu e lhe deixou parte da herança para que pudesse pagar seus estudos, mas o jovem Vicente recusou a ajuda e decidiu cuidar de si mesmo. Por isso, trabalhou como educador em um colégio.

Foi ordenado em 1600 com apenas dezenove anos e preferiu continuar seus estudos, desejando ser bispo. Uma anciã, dama de Toulouse, deixou para ele uma herança econômica que ele teve que ir receber em Marselha. Quando retornava, o navio foi atacado pelos turcos e Vicente foi feito prisioneiro.

Diz-se que foi vendido como escravo e esteve a serviço de um pescador, de um médico e de um cristão renegado. A este último conseguiu converter e, assim, pôde empreender sua viagem de retorno até que chegou a Paris.

Mais tarde, serviu como pároco, mas teve que deixar a função para ser preceptor de uma ilustre família. No entanto, nessa vida de riqueza, começou a se dar conta de que o Evangelho exige uma caridade radical.

Assim, ao atender um moribundo, aprofundou no amor de Deus e começou a querer ir a todas as regiões remotas para expressar que existe um Deus de ternura que não os tinha esquecido.

Com o tempo, fundou a Congregação da Missão para dar missões populares e trabalhar na formação do clero. Do mesmo modo, foi cofundador com Santa Luiza de Marilac da Companhia das Filhas da Caridade.

Durante sua vida, São Vicente conheceu o Bispo São Francisco de Sales, que logo pediu que assumisse a capelania de suas Visitandinas de Paris e a direção espiritual de Santa Joana de Chantal.

Para São Vicente, a oração era o principal e apresentou a humildade como a primeira qualidade dos sacerdotes missionários. Sempre buscou a paz e a atenção aos necessitados, mesmo em meio às guerras de seu tempo, tornando-se conselheiro de governantes e verdadeiro amigo dos necessitados.

Partiu para a Casa do Pai em 27 de setembro de 1660, pouco antes das quatro da manhã, a hora que costumava se levantar para servir a Deus e aos pobres.

Fonte/texto:acidigital.com.br

Santa Sé-China: a porta está aberta

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Apresentado em Roma o livro “O acordo entre a Santa Sé e a China”

Alessandro Gisotti 

“Abriu-se uma porta que dificilmente poderá ser fechada novamente”. Com esta imagem eficaz o arcebispo Claudio Maria Celli sintetizou o valor do Acordo provisório assinado em Pequim entre a Santa Sé e a República Popular da China, a um ano do histórico evento de 22 de setembro de 2018. A ocasião propícia para fazer um balanço sobre o primeiro ano da assinatura do Acordo foi a apresentação de um livro sobre o tema na tarde de quinta-feira (26/09) em Roma. O livro “O acordo entre a Santa Sé e a China. Os católicos chineses entre passado e futuro” foi organizado por Agostino Giovagnoli e Elisa Giunipero e teve o prefácio escrito pelo cardeal Pietro Parolin.

Presença de autoridade chinesa

O evento contou com a presença, particularmente significativa, do primeiro secretário da Embaixada da República Popular da China. Sinal visível da mudança de clima, marcada pela confiança e respeito, como foi recordado pelos relatores. Também estavam presentes o Arcebispo Claudio M. Celli, Andrea Riccardi da Comunidade de Santo Egídio e o padre Federico Lombardi ex-diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Celli: acordo histórico

O arcebispo Claudio Celli, protagonista e testemunha desde a década de Oitenta, sob João Paulo II, do processo de aproximação entre a Cidade Eterna e a China, sublinhou que o Acordo pode ser definido “histórico”. E continuou afirmando que embora provisório e limitado às questões das nomeações episcopais, graças a este Acordo, pela primeira vez depois da década de Setenta, atualmente todos os bispos chineses estão em comunhão com o Sucessor de Pedro e com os outros coirmãos no Episcopado. Portanto – continuou o arcebispo – este Acordo é o fruto do “diálogo operativo” apoiado e encorajado pelo Papa. Um compromisso que está em sintonia profunda com a atenção especial pela China e pelos católicos chineses mostrada pelos Pontífices no decorrer do século passado e de modo especial pelos últimos dois predecessores de Francisco.

Dom Claudio Celli evidenciou também a importância das Orientações Pastorais da Santa Sé sobre o registro civil do Clero na China, publicado em 28 de junho deste ano. Um documento, observou, no qual percebe-se que não há contradição entre o amor pelo próprio país e a exigência sentida de ser autenticamente católicos.

Fidelidade dos católicos chineses

Andrea Riccardi da Comunidade de Santo Egídio observou que agora o “catolicismo chinês deve ser reconsiderado”, deve encontrar um novo espaço para o futuro. Enquanto que o padre Federico Lombardi recordou que o caminho que levou à assinatura do Acordo foi marcado por muitas histórias de sofrimento. Para o ex-diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé,  este histórico entendimento não deve ser considerado mérito exclusivo das cúpulas chinesas e vaticanas. O Acordo, evidenciou o jesuíta, nasce da fidelidade dos católicos chineses e de seus bispos ao longo de décadas difíceis e dolorosas. Se não fossem ligados espiritualmente de modo tão forte com o Papa, revelou, os governantes não teriam se dado conta da solidez desta comunhão e não teria sido criado condições para chegar à assinatura do Acordo.

Fonte/texto:vaticannews.va