Santuário Astorga

Archives: agosto 2019

Videomensagem do Papa Francisco a Moçambique: rezemos pela consolidação da paz

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Francisco convida os moçambicanos a unirem-se à sua oração “a fim de que o Deus e Pai de todos consolide a reconciliação, reconciliação fraterna em Moçambique e na África inteira, única esperança para uma paz firme e duradoura”.

Cidade do Vaticano

Foi divulgada, nesta sexta-feira (30/08), a videomensagem do Papa Francisco para sua viagem apostólica a Moçambique, que terá início na próxima quarta-feira, 4 de setembro.

Eis o texto da mensagem de vídeo.

Querido povo de Moçambique!

Dentro de poucos dias, terá início a minha visita ao vosso país e, apesar de não poder deslocar-me para além da capital, o meu coração alcança e abraça a todos vós, com um lugar especial para quantos vivem atribulados. Desde já vos queria deixar esta certeza: estais todos na minha oração. Anseio pelo momento de vos encontrar.

Ouça o Papa Francisco

Tal como eu recebi (e agradeço!) o convite do senhor Presidente e dos meus irmãos Bispos para ir ter convosco, assim estendo o convite a todos vós, para vos unirdes à minha oração a fim de que o Deus e Pai de todos consolide a reconciliação, reconciliação fraterna em Moçambique e na África inteira, única esperança para uma paz firme e duradoura.

Terei a alegria de partilhar diretamente convosco estas convicções e também de verificar como cresce a sementeira feita pelo meu antecessor São João Paulo II. Esta viagem permitir-me-á encontrar a comunidade católica e confirmá-la no seu testemunho do Evangelho, que ensina a dignidade de cada homem e mulher e exige que abramos os nossos corações aos outros, especialmente aos pobres e necessitados.

Queridos irmãos e irmãs, sei que muitos estão a trabalhar na preparação da minha visita, inclusive com a oferta das suas orações, e de coração lhes agradeço. Sobre vós e sobre o vosso país invoco as bênçãos de Deus e a proteção da nossa Mãe, a Virgem Maria. Até breve!

LITURGIA-31 DE AGOSTO SABADO

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21ª SEMANA COMUM

(verde – ofício do dia)

Inclinai, Senhor, o vosso ouvido e escutai-me; salvai, meu Deus, o servo que confia em vós. Tende compaixão de mim, clamo por vós o dia inteiro (Sl 85,1ss).

Aprendemos com a Eucaristia a nos amarmos uns aos outros e demonstrar nossa fidelidade e responsabilidade nas pequenas tarefas do dia a dia, para podermos assumir compromissos maiores.

Primeira Leitura: 1 Tessalonicenses 4,9-11

 

Leitura da primeira carta de são Paulo aos Tessalonicenses – Irmãos, 9não é preciso escrever-vos a respeito do amor fraterno, pois já aprendestes de Deus mesmo a amar-vos uns aos outros. 10É o que já estais fazendo com todos os irmãos, em toda a Macedônia. Só podemos exortar-vos, irmãos, a progredirdes sempre mais. 11Procurai viver com tranquilidade, dedicando-vos aos vossos afazeres e trabalhando com as próprias mãos, como recomendamos. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 97(98)

 

O Senhor julgará as nações com justiça.

  1. Cantai ao Senhor Deus um canto novo, / porque ele fez prodígios! / Sua mão e o seu braço forte e santo / alcançaram-lhe a vitória. – R.
  2. Aplauda o mar com todo ser que nele vive, / o mundo inteiro e toda gente! / As montanhas e os rios batam palmas / e exultem de alegria. – R.
  3. Na presença do Senhor, pois ele vem, / vem julgar a terra inteira. / Julgará o universo com justiça / e as nações com equidade. – R.
Evangelho: Mateus 25,14-30

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Eu vos dou novo preceito: / que uns aos outros vos ameis, como eu vos tenho amado (Jo 13,34). – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: 14“Um homem ia viajar para o estrangeiro. Chamou seus empregados e lhes entregou seus bens. 15A um deu cinco talentos, a outro deu dois e ao terceiro, um; a cada qual de acordo com a sua capacidade. Em seguida viajou. 16O empregado que havia recebido cinco talentos saiu logo, trabalhou com eles e lucrou outros cinco. 17Do mesmo modo, o que havia recebido dois lucrou outros dois. 18Mas aquele que havia recebido um só saiu, cavou um buraco na terra e escondeu o dinheiro do seu patrão. 19Depois de muito tempo, o patrão voltou e foi acertar contas com os empregados. 20O empregado que havia recebido cinco talentos entregou-lhe mais cinco, dizendo: ‘Senhor, tu me entregaste cinco talentos. Aqui estão mais cinco que lucrei’. 21O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’ 22Chegou também o que havia recebido dois talentos e disse: ‘Senhor, tu me entregaste dois talentos. Aqui estão mais dois que lucrei’. 23O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’ 24Por fim, chegou aquele que havia recebido um talento e disse: ‘Senhor, sei que és um homem severo, pois colhes onde não plantaste e ceifas onde não semeaste. 25Por isso fiquei com medo e escondi o teu talento no chão. Aqui tens o que te pertence’. 26O patrão lhe respondeu: ‘Servo mau e preguiçoso! Tu sabias que eu colho onde não plantei e que ceifo onde não semeei? 27Então devias ter depositado meu dinheiro no banco, para que, ao voltar, eu recebesse com juros o que me pertence’. 28Em seguida, o patrão ordenou: ‘Tirai dele o talento e dai-o àquele que tem dez! 29Porque a todo aquele que tem será dado mais e terá em abundância, mas, daquele que não tem, até o que tem lhe será tirado. 30Quanto a este servo inútil, jogai-o lá fora, na escuridão. Ali haverá choro e ranger de dentes!’” – Palavra da salvação.

Reflexão:

 

O proprietário representa Deus. Os dois primeiros servos, na prestação de contas, apresentam os lucros, isto é, as boas obras. O terceiro servo representa a pessoa, ou a comunidade, que vive fechada em si mesma, faz as coisas em benefício próprio, de modo egoísta. Deixou passar em branco o tempo, não fez nenhum esforço para praticar a justiça e obras de caridade. O que teria para apresentar a Deus? Só desculpas sem cabimento. São João da Cruz diz que “no entardecer da vida seremos julgados sobre o amor”. Este “servo mau”, omisso e mesquinho na administração de suas qualidades, não ouvirá o feliz convite: “Entre para participar da alegria de seu senhor”. De que modo aproveito cada momento da minha vida? A comunidade está fazendo o Reino de Deus crescer?

Fonte/texto:paulus.com.br

LITURGIA-30 AGOSTO SEXTA FEIRA

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21ª SEMANA COMUM

(verde – ofício do dia)

Inclinai, Senhor, o vosso ouvido e escutai-me; salvai, meu Deus, o servo que confia em vós. Tende compaixão de mim, clamo por vós o dia inteiro (Sl 85,1ss).

Agradar a Deus seja nossa primeira preocupação, buscando viver vigilantes em vista da perspectiva do encontro com ele. Cheios de fé, alegremo-nos no Senhor, celebrando e bendizendo seu santo nome.

Primeira Leitura: 1 Tessalonicenses 4,1-8

 

Leitura da primeira carta de são Paulo aos Tessalonicenses – 1Meus irmãos, eis o que vos pedimos e exortamos no Senhor Jesus: aprendestes de nós como deveis viver para agradar a Deus e já estais vivendo assim. Fazei progressos ainda maiores! 2Conheceis, de fato, as instruções que temos dado em nome do Senhor Jesus. 3Esta é a vontade de Deus: vivei na santidade, afastai-vos da impureza; 4cada um saiba tratar o seu parceiro conjugal com santidade e respeito, 5sem se deixar levar pelas paixões, como fazem os pagãos, que não conhecem a Deus. 6Que ninguém, nessa matéria, prejudique ou engane seu irmão, porque o Senhor se vinga de tudo, como já vos dissemos e comprovamos. 7Deus não nos chamou à impureza, mas à santidade. 8Portanto, desprezar estes preceitos não é desprezar um homem, e sim a Deus, que nos deu o Espírito Santo. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 96(97)

 

Ó justos, alegrai-vos no Senhor!

  1. Deus é rei! Exulte a terra de alegria, / e as ilhas numerosas rejubilem! / Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, / que se apoia na justiça e no direito. – R.
  2. As montanhas se derretem como cera / ante a face do Senhor de toda a terra; / e assim proclama o céu sua justiça, / todos os povos podem ver a sua glória. – R.
  3. O Senhor ama os que detestam a maldade, † ele protege seus fiéis e suas vidas / e da mão dos pecadores os liberta. – R.
  4. Uma luz já se levanta para os justos, / e a alegria, para os retos corações. / Homens justos, alegrai-vos no Senhor, / celebrai e bendizei seu santo nome! – R.
Evangelho: Mateus 25,1-13

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Vigiai e orai para ficardes de pé ante o Filho do homem! (Lc 21,36) – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: 1“O reino dos céus é como a história das dez jovens que pegaram suas lâmpadas de óleo e saíram ao encontro do noivo. 2Cinco delas eram imprevidentes, e as outras cinco eram previdentes. 3As imprevidentes pegaram as suas lâmpadas, mas não levaram óleo consigo. 4As previdentes, porém, levaram vasilhas com óleo junto com as lâmpadas. 5O noivo estava demorando, e todas elas acabaram cochilando e dormindo. 6No meio da noite, ouviu-se um grito: ‘O noivo está chegando. Ide ao seu encontro!’ 7Então as dez jovens se levantaram e prepararam as lâmpadas. 8As imprevidentes disseram às previdentes: ‘Dai-nos um pouco de óleo, porque nossas lâmpadas estão se apagando’. 9As previdentes responderam: ‘De modo nenhum, porque o óleo pode ser insuficiente para nós e para vós. É melhor irdes comprar aos vendedores’. 10Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa de casamento. E a porta se fechou. 11Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram: ‘Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!’ 12Ele, porém, respondeu: ‘Em verdade eu vos digo, não vos conheço!’ 13Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia nem a hora”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

 

Outro ensinamento de Jesus sobre a vigilância. Ele compara o Reino dos Céus a dez virgens, cinco sem juízo e cinco prudentes. O noivo é Jesus, que vem para ser recebido pelos discípulos alertas e preparados (virgens prudentes), enquanto os discípulos desprevenidos e infiéis (virgens sem juízo) experimentam a exclusão final. A parábola pretende convencer os cristãos a viver fiel e honestamente a serviço do Reino. Qual foi o erro das virgens sem juízo? Não estavam preparadas para a chegada do noivo. Elas representam os discípulos que não levam a sério as advertências de Jesus. O fato de não conhecer o momento de sua chegada requer atenção e prontidão. Com a parábola, aprendemos que nosso encontro com Jesus não deve ser improvisado, à última hora. A morte cristã se prepara mediante uma autêntica vida cristã.

Fonte/texto:paulus.com.br

Vaticano. Morre o cardeal Achille Silvestrini

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Faleceu aos 95 anos nesta quinta-feira (29) em Roma o prefeito emérito da Congregação para as Igrejas Orientais. O purpurado, expoente da grande tradição diplomática vaticana estava internado no Hospital Agostino Gemelli

Cidade do Vaticano

Uma vida a serviço da Igreja e do Papa. O cardeal Achille Silvestrini, prefeito emérito da Congregação para as Igrejas Orientais faleceu nesta quinta-feira (29) em Roma aos 95 anos.

Ouça e compartilhe!

Dedicado às pessoas, e principalmente aos jovens, mais do que a documentos, durante muitas décadas cumpriu com escrúpulo e rigor encargos diplomáticos para a Santa Sé. Foi estreito colaborador dos secretários de Estado Domenico Tardini e Amleto Giovanni Cicognani, acompanhava o arcebispo Agostino Casaroli no período da “Ostpolitik” (relações da Alemanha Oriental com os países ocidentais) e guiava negociações com as autoridades italianas para a revisão do Tratado de Latrão.

O cardeal Achille Silvestrini, nasceu em Brisighella na Toscana, em 25 de outubro de 1923, aos 19 anos entrou no Seminário Diocesano. Em 1948 em Roma, inscreveu-se no Pontifício Seminário para os estudos jurídicos de Santo Apolinário e frequentou a Pontifícia Universidade Lateranense para entrar no Serviço Diplomático da Sessão de Assuntos Eclesiásticos extraordinários da Secretaria de Estado.

Nova composição do Colégio Cardinalício

O cardeal Achille Silvestrini não era eleitor. Com a sua morte o Colégio Cardinalício fica composto por 215 cardeais dos quais 118 eleitores num eventual conclave e 97 não eleitores.

Nicarágua: Forças policiais de Ortega assediam igreja durante Missa

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 Na quarta-feira, as forças policiais do regime de Daniel Ortega assediaram a igreja de São Miguel Arcanjo, de Masaya (Nicarágua), durante a Missa oferecida pela libertação de presos políticos.

Houston Castillo

@HoustonTexasni

Horas antes que inicie una misa por la liberación de los presos políticos en Masaya, , la Policía Nacional comienza a rodear el templo. “Es para intimidar a la gente”, afirma el sacerdote Edwin Román. (@EdwingRoman14 )

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A Missa aconteceu no dia 28 de agosto, às 15h, na Paróquia São Miguel Arcanjo, de Masaya. Participaram mães e parentes de presos políticos desta localidade. Também estiveram presentes ex-presos políticos.

Eucaristia foi celebrada por Pe. Edwing Román, que durante sua homilia recordou que “um hipócrita não pode ser cristão”.

“O hipócrita e mentiroso destrói comunidades, destrói famílias e, se é um mau governante, destrói o país. O pai da mentira é o demônio”, assinalou.

O presbítero denunciou via twitter que, desde a noite de 27 de agosto, os arredores da igreja estavam cercados pela Polícia Nacional e pelas forças de choque do regime Ortega.

“Não sei o motivo? A Paróquia São Miguel-Masaya esteve cercada durante toda tarde por dez patrulhas antimotim e motorizados”, alertou o sacerdote.

Do mesmo modo, disse que as ruas ao redor estavam fechadas em um perímetro de dois quarteirões, sem passagem de veículos. “São 20h15, estou sozinho em casa e tenho uma patrulha no portão e outra na igreja”, disse.

Edwing Román@EdwingRoman14

No se el motivo? la Parroquia San Miguel-Masaya ha estado rodeada toda la tarde por diez patrullas antimotines y motorizados. Cerraron dos cuadras a la redonda sin paso vehicular. Son las 8:15 pm, estoy solo en casa cural y tengo en el portón una patrulla y otra por la iglesia.

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A mensagem de Pe. Román foi apoiada nas redes sociais. Horas depois, o sacerdote informou que as viaturas estavam se retirando e agradeceu o apoio recebido.

No entanto, como o usuário Houston Castillo alertou, durante a tarde de quarta-feira, as patrulhas retornaram e se instalaram do lado de fora do templo, algumas horas antes do início da Missa.

“Eles não vão me intimidar. Estou dando a mensagem de Cristo”, expressou o presbítero.

Houston Castillo

@HoustonTexasni

Horas antes que inicie una misa por la liberación de los presos políticos en Masaya, , la Policía Nacional comienza a rodear el templo. “Es para intimidar a la gente”, afirma el sacerdote Edwin Román. (@EdwingRoman14 )

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Houston Castillo

@HoustonTexasni

“A mi no me me van a intimidar. Yo estoy dando el mensaje de Cristo”, responde el padre ante en fuerte asedio policial.

Embedded video

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Pe. Román pediu à comunidade internacional que “não retirem o olhar da Nicarágua”. “Tenho a impressão de que alguns, talvez por se sentirem comprometidos, não mencionaram que na Nicarágua há uma ditadura. Estamos vivendo os estragos que os hipócritas estão nos causando”, enfatizou.

A Missa foi transmitida ao vivo por diferentes meios de comunicação locais, sendo possível observar o contingente policial do lado de fora do templo. Ao concluir a Eucaristia, os fiéis elevaram cantos pela Nicarágua e pediram a libertação do país.

 

Fonte/texto:acidigital.com.br

Milhares de imigrantes da Venezuela vivem em abrigos improvisados no norte do Brasil

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A denúncia parte de quem trabalha diretamente com os venezuelanos no Amazonas e em Roraima, como Pe. Jaime Carlos Patias, Conselheiro Geral da Congregação dos missionários da Consolata para a América: em Boa Vista e “sem vagas para todos, milhares deles vivem em abrigos improvisados, na rua, ao redor da Estação Rodoviária, em casas alugadas e em pelo menos 15 ocupações – duas delas com mais de 600 pessoas cada. O Brasil concede visto humanitário aos imigrantes, mas não consegue acolher e integrar todos”.

Andressa Collet, Pe. Bernd Hagenkord e Pe. Jaime Patias – Cidade do Vaticano

Ouça a reportagem especial e compartilhe

A crise na Venezuela continua intensificando o fluxo migratório para outros países, como o Brasil, através dos Estados que fazem fronteira, como o Amazonas e Roraima. Segundo o Pe. Jaime Carlos Patias, Conselheiro Geral da Congregação dos missionários da Consolata para a América, “centenas de imigrantes passam a fronteira todos os dias, pelo município de Pacaraíma, ao norte de Roraima. Nessa porta de entrada, segundo dados da Operação Acolhida, passaram quase 7 mil imigrantes no último ano – uma média de 500 a 700 por mês”. Mas o número pode ser bem maior, alerta o sacerdote, que se preocupa ainda mais com a situação de risco que essas pessoas sofrem, “devido à precariedade das condições dos que pedem refúgio”.

No Amazonas, outro reduto dos venezuelanos, a assistente social que trabalha na Cáritas de Manaus, Janaína Paira, que é também mestre e doutoranda em Serviço Social, explica como eles chegam até o Estado:

“Eles vêm caminhando de Boa Vista para cá ou pegam carona. Chegam aqui na Caritas com suas malas, com as crianças e sem recurso nenhum. Todo o dia a gente abre o portão às 8 da manhã. Eles entram e aguardam aqui. Até fazer toda a triagem, a gente serve um café com bolachas, que é um lanche, porque eles chegam com muita fome. Às vezes vêm só com a roupa do corpo, então, vêm com muita dificuldade. E a questão emocional é bem abalada. Nós temos quatro assistentes sociais que fazem a escuta qualificada. Nessa hora, eles relatam todo o trajeto até chegar aqui no Brasil, as dificuldades que encontraram e, a partir daí, a gente faz os encaminhamentos para o setores que necessitam de cada ação.”

Uma crise sem precedentes

O Pe. Jaime comenta que visitou a Venezuela e “fica evidente a situação complexa em que vive o país. Diante da grave crise econômica, política e social, o povo parece anestesiado e sem forças para reagir depois de tantas tentativas fracassadas. A falta de recursos causa a deterioração dos serviços básicos em uma economia surreal com o menor salário do mundo (apenas 3,50 dólares)”.

Os indígenas Warao em Roraima

Os indígenas Warao em Roraima
Os indígenas Warao em Roraima

O depoimento da assistente social da Cáritas de Manaus reforça a triste realidade, ao contar sobre os motivos da migração dos venezuelanos:

“Eles principalmente relatam que vêm para cá pela questão da fome, porque com os recursos que eles têm lá não dá pra comprar quase nada de alimentação. E, aqui no Brasil, por mais difícil que seja, pelo menos eles conseguem o mínimo: recebem doações; têm várias campanhas da Igreja que, pelo menos, eles ganham sopa e alimentação nas ruas, onde estão ficando. E o pouco que conseguem trabalhar aqui, conseguem converter em alimentação. O principal é a alimentação e a questão da doença, porque muitos estão vindo com muitos problemas de saúde: diabetes, HIV, câncer, e muitos casos de câncer em estágios já bem gravíssimos. E eles têm conseguido esse acesso à saúde aqui, além de fazer os tratamentos.”

Como era de se esperar, afirma Pe. Jaime, em Boa Vista e Pacaraíma também houve um impacto importante nas áreas de saúde, educação, emprego, habitação e serviços sociais: “nos hospitais, a presença de venezuelanos é grande e, infelizmente, muitos são abandonados à própria sorte”, acrescenta o missionário.

A acolhida em abrigos provisórios no Brasil

Diante da situação vivida no país de origem, estima-se que mais de 4 milhões de venezuelanos já deixaram o país. No Brasil, segundo dados oficiais reportados por Pe. Jaime, existem mais de 180 mil imigrantes, “número pouco expressivo se comparado ao da Colômbia que já recebeu cerca de 1,5 milhão. No Estado de Roraima, principal porta de entrada no Brasil, se estabeleceram cerca de 50 mil venezuelanos”.

A Operação Acolhida, coordenada pelo Exército Brasileiro com a ajuda do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e com o apoio inclusive da Igreja católica, abriu 13 abrigos em Boa Vista e Pacaraíma, mas acolhe apenas 6,5 mil venezuelanos, comenta o missionário, que denuncia: “sem vagas para todos, milhares deles vivem em abrigos improvisados, na rua, ao redor da Estação Rodoviária, em casas alugadas e em pelo menos 15 ocupações. Duas delas com mais de 600 pessoas cada. O Brasil concede visto humanitário aos imigrantes, mas não consegue acolher e integrar todos”.

Em Manaus, a assistente social também aponta dificuldades em abrigar os imigrantes:

“Infelizmente nós só temos três abrigos. Então, muitos dos venezuelanos estão em situação de rua, alojados na rodoviária. Essa situação do alojamento é que é mais difícil aqui em Manaus porque, por exemplo, Boa Vista tem 11 abrigos e Manaus só tem três. E nós já temos uma estimativa de 14 a 15 mil venezuelanos aqui no Brasil.”

Interiorização dos imigrantes pelo Brasil

Uma das ações para desafogar a cidade de Boa Vista, comenta o missionário da Consolata, é a “interiorização” de venezuelanos em outros estados. “Em abril de 2018, um programa de realocação foi iniciado pelas Forças Armadas em coordenação com autoridades federais e locais, o ACNUR, outras organizações da ONU, a sociedade civil e o setor privado. Segundo dados oficiais, até agora mais de 15 mil venezuelanos foram transferidos de Roraima para mais de 50 cidades onde há mais oportunidades de integração”.

A Diocese de Roraima, por meio da Caritas, o apoio da CNBB e outras entidades, também auxilia no processo através do projeto “Caminhos de Solidariedade: Brasil & Venezuela”. De 2018 até hoje, “o programa levou cerca de 350 venezuelanos para 11 dioceses de outros Estados”, diz Pe. Jaime

.Todas as manhãs, cerca de 500 venezuelanos recebem café e pão na Casa das missionárias da Consolata, em Boa Vista

Todas as manhãs, cerca de 500 venezuelanos recebem café e pão na Casa das missionárias da Consolata, em Boa Vista
Todas as manhãs, cerca de 500 venezuelanos recebem café e pão na Casa das missionárias da Consolata, em Boa Vista

Missão Consolata no abrigo indígena

Projetos especiais da Igreja ajudam a dar respostas práticas às emergências humanitárias referentes aos migrantes e refugiados, como o da equipe itinerante do Instituto Missões Consolata (IMC), que atua em Boa Vista desde maio de 2018. Atualmente, o trabalho está sendo desenvolvido no espaço conhecido como Ka Ubanoko (dormitório comum, na língua warao). É um complexo esportivo em construção e abandonado que foi ocupado há quase 6 meses por mais de 600 venezuelanos, dentre os quais, 350 indígenas Warao e E’ñepa, e 250 não-indígenas.

Pe. Jaime conta que no grupo há 190 crianças e que “todos estavam fora dos abrigos, muitos viviam à sobra de cajueiros no Bairro Pintolândia”. O Ka Ubanoko é coordenado por seis caciques, numa experiência de gestão coletiva mas que conta com o apoio de diversas instituições, organismos e da assistência religiosa.

Os missionários da Consolata ajudam na alimentação das crianças de 6 a 12 anos, principalmente para não detectar mais casos de desnutrição. Em instalações de uma comunidade católica próxima, são oferecidos dois almoços por semana, acompanhados de formação humana, cultural e de higiene. “Um grupo de voluntários venezuelanos prepara as refeições e os pais se encarregam de levar as crianças até o local”, explica o Pe. Jaime. Nesta semana, a Pastoral da Criança também começou a oferecer alimentação complementar para as crianças de 0 a 5 anos.

O Conselheiro Geral dos missionários da Consolata reforça, assim, o convite do Papa Francisco de que “é urgente ‘acolher, proteger, promover e integrar’. Muito mais do que vizinhos, os venezuelanos são nossos irmãos e irmãs”, finaliza o Pe. Jaime, que ganha força nas palavras de Janaína Paira, de Manaus:

“A Igreja tem por missão justamente auxiliar esses mais vulneráveis e tentar empoderá-los. Então o que a gente faz aqui, como vocês viram, nós atendemos esse quantitativo, mas nem todos conseguiram auxílio financeiro. Pelo menos a parte de orientação, de encaminhamento, de mostrar os direitos que eles podem ter acesso aqui no Brasil, isso a gente faz.”

“ É a missão da Igreja mesmo! A gente, enquanto Igreja católica, a nossa missão é auxiliar esses mais vulneráveis. ”

O momento de diversão para as 190 crianças abrigadas

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Hoje é celebrado o Martírio de São João Batista, decapitado por anunciar a Verdade

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“Na verdade, vos digo, dentre os nascidos de mulher, nenhum foi maior que João Batista”. Assim se referiu Jesus Cristo ao seu primo, o qual morreu decapitado por anunciar a Verdade, fato que é recordado neste dia 29 de agosto, quando a IgrejaCatólica celebra o Martírio de São João Batista.

Em sua audiência geral de 29 de agosto de 2012, o Papa Bento XVI destacou que João Batista é o único santo na Igreja – além do próprio Jesus Cristo e da Virgem Maria – do qual se celebra tanto o nascimento (24 de junho), como a sua morte, ocorrida através do martírio.

Mas esta memória “remonta à dedicação de uma cripta de Sebaste, em Samaria onde, já em meados do século IV, se venerava a sua cabeça. Depois, o culto se estendeu a Jerusalém, às Igrejas do Oriente e a Roma, com o título de Degolação de São João Batista”, explicou.

O Papa Ratzinger acrescentou que “no Martirológio romano faz-se referência a uma segunda descoberta da preciosa relíquia, transportada naquela ocasião para a igreja de São Silvestre no Campo de Marte, em Roma. Estas breves referências históricas ajudam-nos a compreender como é antiga e profunda a veneração de São João Batista”.

Sobre São João Batista há narrações nos Evangelhos, em particular de Lucas, que fala de seu nascimento, vida no deserto, pregação, e de Marcos, que menciona sua morte.

Pelo Evangelho e pela tradição é possível reconstruir a vida do Precursor. Negou categoricamente ser o Messias esperado, afirmando a superioridade de Jesus, o qual assinalou aos seus seguidores por ocasião do batismo nas margens do Rio Jordão como o Cordeiro de Deus, aquele de quem não era digno de desatar as sandálias.

Sua figura parece ir se desfazendo à medida que vai surgindo “o mais forte”, Jesus. Todavia, “o maior dentre os profetas” não cessou de fazer ouvir a sua voz onde fosse necessária para consertar os sinuosos caminhos do mal.

João Batista reprovou publicamente o comportamento pecaminoso de Herodes Antipas e da cunhada Herodíades, com quem tinha uma relação adúltera. Mas, a suscetibilidade de ambos lhe custou a prisão em Maqueronte, na margem oriental do mar Morto.

O relato da morte de São João Batista está no Evangelho de São Marcos, capítulo 6, versículos 17 a 29, no qual narra o banquete oferecido por Herodes pelo seu aniversário, onde a filha de Herodíades dançou.

Herodes gostou tanto da dança que prometeu a jovem que cumpriria qualquer pedido que ela fizesse. Ela, então, por sugestão de sua mãe, pediu a cabeça de João Batista, que lhe foi entregue em um prato.

Para o Papa emérito, “celebrar o martírio de São João Batista recorda-nos, também a nós cristãos deste nosso tempo, que não se pode comprometer o amor a Cristo, à sua Palavra e à Verdade. A Verdade é a Verdade, não há comprometimentos”.

O Papa Francisco, ao falar sobre a vida de São João Batista em fevereiro de 2015, recordou os “mártires dos nossos dias, aqueles homens, mulheres e crianças que são perseguidos, odiados, expulsos das casas, torturados, massacrados”. O Pontífice sublinhou que esses mártires “terminam sua vida sob a autoridade corrupta de pessoas que odeiam Jesus Cristo”.

Fonte/texto:acidigital.com.br

Consagrado segundo bispo chinês com Mandato Pontifício

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Dois dias depois da consagração do bispo de Jining/Wulanchabu, nesta quarta-feira (28) foi realizada a ordenação episcopal de monsenhor Estêvão Xu Hongwei, proveniente da diocese de Hanzhong, no noroeste do país, província de Shaanxi na China

 Cidade do Vaticano

Acordo Provisório entre a Santa Sé e a República Popular da China, assinado em 22 de setembro de 2018, está dando frutos como sinal da comunhão e da harmonia. Nesta quarta-feira (28) com Mandato Pontifício, monsenhor Estêvão Xu Hongwei foi ordenado bispo coadjutor de Hanzhong.

 

A cerimônia foi realizada em um clima solene com muita participação, com a presença de todos os bispos da província de Shaanxi. Na segunda-feira (26), monsenhor Antonio Yao Shun foi ordenado bispo de Jining/Wulanchabu, pela primeira vez com Mandato Pontifício. A diocese encontra-se na Mongólia interna.

Fonte/texto:vaticannews.va

9 dados que deve conhecer sobre os Padres da Igreja

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Os Padres da Igreja são santos dos primeiros séculos que, com seus escritos doutrinários, configuraram a Igreja Católica como a conhecemos hoje.

Alguns dos principais Padres da Igreja Grega são Santo Atanásio de Alexandria, São Basílio Magno, São Gregório Nazianzeno e São João Crisóstomo; enquanto os quatro Padres mais importantes da Igreja latina são Santo Agostinho de Hipona, São Gregório Magno, Santo Ambrósio de Milão e São Jerônimo de Estridão.

A seguir, alguns dados importantes sobre eles.

1. Eram em sua maioria pastores, não acadêmicos

Os Padres viviam suas vidas cristãs em resposta à fé única, santa, católica e apostólica que experimentavam na Igreja e na cultura de seu tempo. Seus escritos não provinham de um catedrático titular, mas buscavam servir ao povo de Deus.

2. Santo Tomás de Aquino os citou centenas de vezes

Santo Tomás de Aquino, o Doutor Angélico, não é apenas um teólogo e filósofo, mas um brilhante comentarista da Bíblia e da Tradição. Para escrever a Suma Teológica, citou textos de Santo Agostinho 3.156 vezes. Citou São Gregório Magno 761 vezes, São Dionísio 607 vezes, São Jerônimo 377 vezes, São Damasceno 367 vezes, São João Crisóstomo 309 vezes, entre outras citações aos Padres da Igreja.

3. Amavam a Igreja

Exemplo disso é uma das passagens do corpus patrístico “sobre a unidade da Igreja”, escrito por São Cipriano de Cartago em De Ecclesiae Catholicae Unitate: “Ninguém pode ter a Deus por Pai, se não tem a Igreja como Mãe”.

4. Ensinavam sobre a natureza do homem

São Cipriano descreve a cultura pecaminosa na qual vivia antes de sua conversão e seu batismo: “Eu ainda estava deitado na escuridão e na noite sombria, vacilando de um lado para o outro, sacudido sobre a espuma desta idade jactanciosa, e incerta de meus passos errantes, sem saber nada da minha vida real, e distante da verdade e da luz… mas depois disso, com a ajuda da água do novo nascimento, a mancha dos anos anteriores foi lavada, e uma luz do alto, serena e pura, tinha sido infundida no meu coração reconciliado…”.

Da mesma forma o faz Santo Agostinho de Hipona em seu livro “Confissões”, ensinando a matar o homem velho cheio de pecado e abraçar o novo homem em Cristo.

5. Buscavam a amizade com Deus e com os demais

Os Padres da Igreja buscavam imitar a vida de Cristo, que completamente homem e completamente Deus, foi capaz de fazer grandes amizades.

Assim, São Gregório Nazianzeno revela sobre seu querido amigo São Basílio: “Homens diferentes têm nomes diferentes, que devem a seus pais ou a si mesmos, isto é, às suas próprias buscas e realizações. Mas nossa grande busca, o grande nome que queríamos, era ser cristãos, sermos chamados cristãos”.

6. Eram corajosos e podiam dar a vida pelo Evangelho

Um exemplo é a vida de São Cipriano de Cartago, o primeiro bispo que na África atingiu a coroa do martírio. Durante as grandes perseguições dos cristãos sob o imperador Décio, escreveu cartas pastorais no exílio instruindo o povo de Deus em Cartago. Sob o imperador Valeriano, Cipriano foi condenado à morte e martirizado em 258 dC. Ao receber sua sentença, disse: “Deo gratias!” (Graças a Deus!).

São Máximo o Confessor foi outro corajoso Padre da Igreja que lutou contra o monotelismo, uma heresia que admitia em Cristo duas naturezas, a humana e a divina, e uma única vontade. O imperador Constante II mandou cortar a língua e a mão direita do santo para impedir seu ensinamento ortodoxo.

7. Defendiam a sã doutrina

No século IV, Santo Atanásio teve que enfrentar Ário, um sacerdote de Alexandria que difundiu a doutrina errada de que Cristo não era o verdadeiro Deus. Seu desejo incansável por uma doutrina clara conduziu o Concílio de Niceia à elaboração do Credo Niceno. Hoje, o Credo, como símbolo da fé, é usado de maneira simples e direta pelos cristãos de todo o mundo para professar a fé da Igreja Católica.

8. Amavam profundamente a Virgem Maria

Os Padres da igreja amam a Mãe de Deus. Havia um herege chamado Nestório que ensinava que Maria era apenas Christokos (portadora de Cristo) e não a Theotokos (portadora de Deus). Em outras palavras, Nossa Senhora não era a Mãe de Deus, já que só deu à luz à natureza humana de Jesus. São Cirilo de Alexandria lutou incansavelmente contra esse tremendo erro teológico. Em uma carta que corrige Nestório, Cirilo escreve: “Por nossa causa e para a nossa salvação, assumiu sua natureza humana na unidade de sua Pessoa e nasceu de uma mulher; por isso se diz que nasceu segundo a carne” (Cirilo de Alexandria, Carta II a Nestório).

9. Interpretaram a Bíblia com clareza

Os Padres ensinaram como interpretar a Sagrada Escritura. A maior parte da literatura que temos dos Padres Apostólicos e Pós-Apostólicos são suas homilias, que oferecem algumas das melhores exegeses bíblicas imagináveis. Um exemplo disso são os Tratados de Santo Agostinho sobre o Evangelho de João.

Para a compreensão da Bíblia, devem ser utilizados os sentidos literais, alegóricos, morais e analógicos (como assinala o Catecismo da Igreja Católica no numeral 118) e, por isso, os Padres da Igreja estão entre os melhores exegetas da história.

Fonte/texto:acidigital.com.br

LITURGIA-29 DE AGOSTO QUINTAN FEIRA

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MARTÍRIO DE SÃO JOÃO BATISTA

(vermelho – ofício da memória)

Diante dos reis falo da vossa aliança, sem temer a vergonha. Encontro alegria em vossos preceitos, porque muito os amo (Sl 118,46s).

João, o precursor do Messias, morre por ser fiel à sua missão e denunciar a injustiça dos poderosos. Ele é o amigo que exulta ao ouvir a voz do Esposo, a quem presta reverência: “Agora minha alegria se completou; ele deve crescer e eu diminuir”. Imitando o exemplo do Batista, sejamos também nós humildes em nossa missão de anunciar Jesus.

Primeira Leitura: Jeremias 1,17-19

 

Leitura do livro do profeta Jeremias – Naqueles dias, a palavra do Senhor foi-me dirigida: 17“Vamos, põe a roupa e o cinto, levanta-te e comunica-lhes tudo que eu te mandar dizer: não tenhas medo, senão eu te farei tremer na presença deles. 18Com efeito, eu te transformarei hoje numa cidade fortificada, numa coluna de ferro, num muro de bronze, contra todo o mundo, frente aos reis de Judá e seus príncipes, aos sacerdotes e ao povo da terra; 19eles farão guerra contra ti, mas não prevalecerão, porque eu estou contigo para defender-te”, diz o Senhor. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 70(71)

 

Minha boca anunciará vossa justiça.

  1. Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor: / que eu não seja envergonhado para sempre! / Porque sois justo, defendei-me e libertai-me! / Escutai a minha voz, vinde salvar-me! – R.
  2. Sede uma rocha protetora para mim, / um abrigo bem seguro que me salve! / Porque sois a minha força e meu amparo, † o meu refúgio, proteção e segurança! / Libertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio. – R.
  3. Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança, / em vós confio desde a minha juventude! / Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, / desde o seio maternal, o meu amparo. – R.
  4. Minha boca anunciará todos os dias / vossa justiça e vossas graças incontáveis. / Vós me ensinastes desde a minha juventude, / e até hoje canto as vossas maravilhas. – R.
Evangelho: Marcos 6,17-29

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Felizes os que são perseguidos por causa da justiça do Senhor, / porque o reino dos céus há de ser deles! (Mt 5,10) – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 17Herodes tinha mandado prender João e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher do seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. 18João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. 19Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. 20Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava. 21Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. 22A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres, e eu to darei”. 23E lhe jurou, dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. 24Ela saiu e perguntou à mãe: “O que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. 25E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. 26O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. 27Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, 28trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. 29Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram. – Palavra da salvação.

Reflexão:

 

A dança de uma adolescente faz rolar a cabeça do “maior dos profetas” (cf. Mt 11,11). Por desígnio de Deus, João vem preparar o caminho do Senhor. Sua palavra de fogo, como a do profeta Elias, toca os corações, desinstala os acomodados, incomoda os fariseus e deixa em estado de alerta os poderosos. Coerente com a verdade que prega, João não poupa sequer o monarca Herodes Antipas. Denuncia sua convivência pecaminosa com a cunhada Herodíades. Paga alto preço por sua franqueza e zelo religioso: o cárcere e o silêncio. Finalmente o cruel Herodes manda decepar-lhe a cabeça. Tomba o corpo do mártir; sua língua emudece. Somente seu inestimável testemunho segue fortalecendo a imensa cadeia de discípulos e mártires cristãos: “Derramando seu sangue, mereceu dar o perfeito testemunho de Cristo” (prefácio Missão do Precursor).

Fonte/texto:paulus.com.br