Santuário Astorga

Archives: julho 2019

Assim o Papa Francisco recordou Santo Inácio de Loyola, fundador de sua congregação

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O Papa Francisco recordou nesta quarta-feira, 31 de julho, Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, congregação na qual o Pontífice fez sua profissão solene.

“Santo Inácio de Loyola, que hoje recordamos, quando era um jovem soldado pensava na própria glória. Depois, em vez disso, foi atraído pela glória de Deus, que deu sentido à sua vida”, escreveu o Santo Padre em sua conta de Twitter.

Papa Francisco

Santo Inácio de Loyola, que hoje recordamos, quando era um jovem soldado pensava na própria glória. Depois, em vez disso, foi atraído pela glória de Deus, que deu sentido à sua vida.

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O Papa Francisco fez sua profissão religiosa solene no dia 22 de abril de 1973 na Ordem dos Jesuítas ou Companhia de Jesus, na qual ingressou em 11 de março de 1958.

Entre 1972 e 1973, foi mestre de noviços na província de San Miguel em Buenos Aires (Argentina), onde também atuou como professor da Faculdade de Teologia, consultor provincial da Ordem e Decano do Colégio.

Em 31 de julho daquele ano, foi eleito Provincial dos jesuítas na Argentina. Tinha 37 anos de idade.

O dia 22 de abril é uma data tradicional na qual os jesuítas pronunciam seus votos após concluírem sua formação religiosa, porque neste dia, em 1542, Santo Inácio de Loyola – fundador da Companhia de Jesus – e seus primeiros companheiros pronunciaram em Roma sua profissão solene depois da aprovação da nova ordem pelo Papa Paulo III.

Anualmente, na proximidade da festa de Santo Inácio de Loyola, o Papa Francisco costuma visitar a Casa Geral da Companhia de Jesus em Roma. Neste ano, o Pontífice realizou esta visita privado no dia 7 de julho.

Na ocasião, conforme informou o então diretor interino da Sala de Imprensa da Santa Sé, Alessandro Gisotti, o Santo Padre “almoçou com o Prepósito Geral, Padre Arturo Sosa, e com os confrades da Companhia de Jesus”.

Fonte/texto:acidigital.com.br

Os preparativos para a festa de São João Maria Vianney no Santuário de Ars

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Santuário de Ars prepara-se para festa de São João Maria Vianney

Olá amigos. Nosso bom dia nesta quarta-feira é do Santuário do Cura d'Ars, na França, que se prepara para festejar no dia 4 de agosto São João Maria Vianney, padroeiro dos párocos. Lá temos o padre brasileiro 'fidei donum’ Paulo Dalla Déa, da Diocese de São Carlos, que nos convida a rezar pelos sacerdotes do mundo inteiro e a participar da novena em preparação à festa do próximo domingo. Os preparativos para a festa podem ser acompanhados no facebook na página “Sanctuaire d'Ars”, no Instagram @SanctuairedArs e no twitter @Sanctuairedars.

Posted by Vatican News on Tuesday, July 30, 2019

Aos 17 anos, João sentiu-se chamado ao sacerdócio. “Se eu fosse padre, queria conquistar muitas almas”, disse ele. Mas, não era fácil atingir esta meta, por causa dos seus poucos conhecimentos culturais. Mas, graças à ajuda de sacerdotes sábios, entre os quais o Abbé Balley, pároco de Écully, recebeu a ordenação sacerdotal, em 13 de agosto de 1815, aos 29 anos.

Jackson Erpen – Cidade do Vaticano

No próximo domingo, 4 de agosto, a Igreja festeja São João Maria Vianney, padroeiro dos párocos. O Santuário a ele dedicado na França, prepara-se para este grande dia desde 17 de julho. Muitos jovens voluntários ajudam a acolher os milhares de fiéis que peregrinam ao local encravado na região francesa de Auvergne Rhône-Alpes.

A programação para os dias da festa tem início na tarde de sábado, às 15h30, com a palestra do cardeal Luís Antônio Tagle sobre o tema “Deixar-se renovar pela caridade de Cristo”. Às 17 horas será celebrada uma Missa pelas vocações. Mais tarde, terá lugar a “Noite da Misericórdia”, com Adoração ao Santíssimo Sacramento e atendimento de confissões.

As atividades no domingo, 4 de agosto, festa do Santo Cura d’Ars, tem início às 9 horas com Ofício das Laudes, seguido por Missa Solene presidida pelo cardeal Tagle. No início da tarde, haverá atividades para as crianças. Às 15 horas, será realizada uma procissão com a relíquia do coração do Santo Cura. E por fim,  às 16 horas, as Vésperas solenes.

Canonizado em 1925 por Pio XI

Após ter-se dedicado totalmente a Deus e aos seus paroquianos, São João Maria Vianney faleceu no dia 4 de agosto de 1859, aos 73 anos de idade.

Foi beatificado em 1905, pelo Papa Pio X, e canonizado em 1925 pelo Papa Pio XI que o proclamou, em 1929, “Padroeiro dos párocos do mundo”.

Em 1959, por ocasião do centenário da sua morte, São João XXIII dedicou-lhe a Encíclica “Sacerdotii Nostri Primordia”, apresentando-o como um modelo para os sacerdotes.

Em 2009, no 150° aniversário de sua morte, Bento XVI convocou o “Ano Sacerdotal”, para “favorecer e promover uma maior renovação interior de todos os sacerdotes e um testemunho evangélico mais forte e mais incisivo no mundo contemporâneo”.

O Santuário

A cidadezinha de Ars tem cerca de 3 mil habitantes, e manteve a sua simplicidade ao longo do tempo, apesar da fama de seu ilustre ex-morador.

O Santuário é formado por uma pequena igreja, muito rústica e antiga, onde está o corpo incorrupto de São João Maria Vianney. Ao lado, está a Basílica de Nossa Senhora da Misericórdia e o Santuário de Santa Filomena, onde são realizadas as grandes celebrações. O local transpira a santidade do Cura d’Ars e convida à oração.

 

Novena a São João Maria Vianney

Primeiro dia 

Ó São João Maria Vianney, vós nascestes de uma mãe profundamente cristã e dela recebestes, juntamente com a fé, o amor de Deus e da oração. Pequenino ainda, éreis surpreendido de joelhos diante da imagem de Nossa Senhora. Vossa alma era naturalmente atraída para as coisas do alto. No entanto, quanto vos custou quando tivestes que corresponder à vossa vocação! Quantos obstáculos e contradições da parte dos homens! E depois, quanto lutastes e sofrestes para chegardes a ser o Sacerdote perfeito que fostes! Mas, vosso espírito de fé tão profundo vos sustentou em todos vossos combates.

Ó grande Santo, vós conheceis os desejos de minha alma: eu gostaria de melhor servir ao Deus do qual já recebi tantos favores. Para isso, obtende-me mais coragem e, sobretudo, mais espírito de fé. Muitos dos meus pensamentos, palavras e ações são inúteis para minha santificação e salvação, pois esse espírito sobrenatural ainda não anima minha vida. Fazei que isso mude de agora em diante.

Oração (para rezar todos os dias)

Ó Santo Cura d’Ars, tenho confiança em vossa intercessão. Intercedei especialmente por mim durante esta novena. (pedir a graça desejada).

Pai-Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.

Segundo dia 

Ó São João Maria Vianney, que confiança tinham as multidões em vossas orações! Vós não podíeis sair de vossa casa paroquial ou de vossa pobre igreja sem estardes cercado de almas suplicantes que se dirigiam a vós, do mesmo modo como se dirigiriam ao próprio Jesus em Sua vida mortal. E vós, bom Santo, por vossas palavras cheias de eternidade, as excitáveis à esperança. Vós que sempre confiastes inteiramente no Coração de Deus, obtende-me uma confiança profunda e filial em Sua adorável Providência. Que a esperança nos bens celestes encha meu coração de coragem e me ajude a praticar sempre os divinos mandamentos.

Oração

Terceiro dia

Ó São João Maria Vianney, quão grande foi a caridade da qual fizestes prova a Deus e ao próximo. Não podíeis pregar sobre o amor de Deus sem derramar ardentes lágrimas e, em vossos últimos anos, parecia que não podíeis falar de outra coisa, nem viver para outra coisa. Quanto ao próximo, para o consolar, absolver e santificar, vós vos sacrificastes até o extremo limite de vossas forças. Herói da caridade, inspirai-me um maior amor de Deus, amor que se exprima mais por atos do que por palavras. Concedei-me amar a meu próximo generosa e cristãmente.

Oração

Quarto dia 

Ó São João Maria Vianney, que fostes sempre duro contra o pecado, mas sempre acolhedor e compassivo para com o pecador, eu venho a vós como se ainda vivêsseis, como se pudésseis me atender ajoelhado aos vossos pés. Inclinado a mim, vós escutais a confidência arrependida das minhas fraquezas e misérias. Sacerdote do Senhor, confessor infatigável, se isso não é nada mais que um sonho do meu coração, obtende-me pelo menos o horror ao pecado. Vós queríeis que em primeiro lugar se evitassem as ocasiões perigosas. Tomarei, sob vosso conselho, a resolução de romper com todos os hábitos repreensíveis e más ocasiões. Ajudai-me hoje a examinar minha consciência.

Oração

Quinto dia

Ó São João Maria Vianney, vós sabeis que importância tem, na vida do cristão, uma confissão bem feita. Foi para buscar os felizes frutos da confissão para milhões de almas, que consentistes em ficar durante dezesseis horas por dia como que prisioneiro, sem ar e sem luz, entre as rudes madeiras de um confessionário. Ah! Eu percebo que, se tomo o excelente hábito da confissão frequente, se me preparo bem, se tenho sempre um arrependimento suficiente de minhas faltas, não somente minha perseverança final, mas a santificação da minha alma está assegurada. Pedi por mim esta graça.

Oração

Sexto dia

Ó São João Maria Vianney, cujo grande e, frequentemente, único conforto nesse mundo miserável foi a presença real de Jesus no sacrário, vossa grande alegria não era a de distribuir a Comunhão aos peregrinos que vos visitavam? Vós afastáveis da Santa Mesa as almas que recusavam a corrigir-se, mas às almas de boa vontade, abríeis de par em par as portas do festim eucarístico. Ó grande Santo, que cada dia na Santa Missa, comungastes com o ardor de um Serafim, concedei-me um pouco do vosso fervor. Com a graça de ter a alma limpa de qualquer pecado mortal, obtende-me o desejo sincero de aproveitar da comunhão, desta visita divina que embalsamava vosso coração.

Oração

Sétimo dia

Ó São João Maria Vianney, tornaram-se célebres os ataques infernais que tivestes de suportar. Para fazer-vos sucumbir ante a fadiga, de modo a abandonardes vossa missão sublime de convertedor, o demônio veio perturbar durante longos anos o curto repouso de vossas noites. Mas, vós o vencestes pela mortificação e oração. Ó poderoso Protetor, vós sabeis que o tentador deseja-me o mal e que ele odeia minha alma batizada e crente. Ele quer fazer-me cair no pecado para que eu perca o gosto pela virtude e pelos Sacramentos. Mas, bom Santo de Ars, vós afastareis de mim as armadilhas do inimigo.

Oração

Oitavo dia 

Ó São João Maria Vianney, uma testemunha de vossa vida, edificado pela modéstia e delicada pureza que se irradiavam de toda a vossa pessoa, fez de vós este magnífico elogio: “Parecia um anjo em carne mortal”. Com que atratividade e entusiasmo pregastes aos fiéis estas belas virtudes, cujo perfume, dizíeis, “assemelha-se ao de uma vinha em flor”. Eu vos peço, uni vossa intercessão à de Maria Imaculada e à de vossa cara e pequena Santa Filomena a fim de que eu guarde sempre, como Deus pede de mim, a pureza do meu coração. Vós que dirigistes tantas almas ao cume das virtudes, defendei-me contra as tentações e obtende-me a graça de sempre vencê-las.

Oração

Nono dia 

Ó São João Maria Vianney, vossos preciosos restos mortais repousam hoje em um magnífico relicário, presente dos padres da França. E essa glória terrena nada mais é do que uma pálida imagem da glória inefável que gozais junto de Deus. Durante vossa vida aqui na terra, nas horas de fadiga costumáveis dizer: “Descansaremos na outra vida!” É a realidade: vós estais agora na paz eterna, na eterna felicidade. Ah! Como eu desejo seguir-vos um dia. Desde o céu vos ouço dizer-me: “É necessário trabalhar e lutar enquanto se está neste mundo”. Ensinai-me, portanto, a trabalhar na salvação da minha alma, a dar o bom conselho e o bom exemplo, a fazer o bem em redor de mim, a fim de que tenha parte, como vós, na felicidade dos Eleitos.

Fonte/texto:vaticannews.va

Um padroeiro para o Sínodo da Amazônia: padre Ezequiel Ramin

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É o pedido dos bispos brasileiros ao Papa Francisco nas vésperas do Sínodo para a Amazônia que será realizado no Vaticano em outubro deste ano. Padre Ezequiel jovem missionário e mártir que foi assassinado na Amazônia em 1985 aos 32 anos

Cidade do Vaticano

Um padroeiro para a Amazônia e o Sínodo que está para ser celebrado. Este extraordinário pedido chegou, há pouco tempo, ao Papa Francisco. Acompanhado pela assinatura de 200 bispos brasileiros. Na carta, pede-se ao Papa para que o missionário italiano comboniano Ezequiel Ramin, seja reconhecido como mártir.

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Defesa dos índios e posseiros

O missionário ordenado na Itália e enviado ao Brasil em 1980, assumiu trabalho em Cacoal (RO) na defesa dos indígenas e dos posseiros sobre o direito das terras, o que lhe custou uma série de ameaças e por fim, a vida.

Ezequiel Ramin, natural de Pádova, Itália, foi assassinado em 1985, enquanto defendia os direitos das comunidades sem terra, na diocese de Cacoal, em Rondônia.

Os 200 bispos brasileiros com a carta, manifestam seu apoio à causa de beatificação, que chegou à fase romana. Evidenciam o testemunho do padre Ezequiel, que deu a vida pelos povos indígenas e pelos sem terra, no âmbito da ação eclesial das Comunidades de Base. Também foi destacado o fato deste testemunho ainda se revelar atual, em um cenário onde a violência continua implacável. Um outro importante aspecto sublinhado pelos bispos que assinaram o pedido é que ainda hoje a memória do padre Ezequiel é muito viva entre a população local, que muitas vezes é evocado como intercessor e protetor dos mais pobres e perseguidos.

Procissão em memória do padre Ezequiel

Procissão em memória do padre Ezequiel

“Memória viva”

Tivemos um testemunho desta memória alguns dias atrás. Mais de 500 pessoas participaram em Rondolândia, no Mato Grosso, não muito longe de Cacoal, da Romaria que celebrava a memória do padre Ezequiel. Na ocasião estava presente o irmão de padre Ezequiel, Antônio. Foi uma ocasião para o encontro de agentes pastorais, catequistas, líderes comprometidos na política e na área social, religiosos e religiosas e o bispo da prelazia de Borba, Dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, para o qual o missionário comboniano é “uma figura importante para nós e para o Sínodo, pelo seu testemunho e pelo amor à missão”.

“Celebramos a memória viva do padre Ezequiel – prossegue padre Dario Bossi, provincial dos combonianos no Brasil – hoje, mais do que nunca os direitos dos povos indígenas estão ameaçados, a terra disputada é saqueada, e a floresta destruída por parte dos que querem se apropriar das terras. Pe. Ezequiel ainda vive na resistência das comunidades, nas dezenas de projetos de agro-ecologia e de educação que nasceram em seu nome”.

O comboniano Arnaldo Baritussio postulador da causa de beatificação

Padre Arnaldo Baritussio, comboniano é o postulador da causa de beatificação. E se por um lado mantém a justa prudência sobre o andamento da causa (“Os tempos devem ser respeitados”, diz, “trata-se de provar que foi morto violentamente como sacerdote, que queriam atingir a sua fé”), por outro coloca em evidência algumas características do padre Ezequiel e do seu martírio. Em particular, “a sua capacidade de unir e de criar comunhão. Padre Ezequiel teve a intuição de propor que somente unidos, índios e camponeses sem terra seria possível melhorar a situação de todos. Colocou na cabeça dessas pessoas a necessidade da convivência na diversidade.

Padre Ezequiel, mártir da Amazônia

Padre Ezequiel, mártir da Amazônia

Um fruto duradouro, que o faz precursor do Sínodo

Prossegue o postulador: “Levou adiante um aspecto específico do reino de Deus, em um tempo muito breve, pois tinha chegado em Cacoal apenas um ano antes de ser morto. Injetou o Evangelho nas veias das pessoas. Era defensor da Igreja ministerial, na qual o serviço ao Evangelho forma as relações sociais e pessoais. Na sua ação teve como referência a Igreja local, era uma pessoa criativa mas permaneceu fiel à Igreja. Para os índios foi considerado como ‘um deles’ e depois da sua morte foi acompanhado por uma grande fama”.

A sua beatificação seria um grande sinal

É particularmente intenso o testemunho de irmã Antonietta Papa, atual Superiora geral das Filhas de Maria Missionária, que quando padre Ezequiel foi morto estava com ele na missão. “Na época, eu era secretária do bispo e naquela noite o esperava. Tinha recomendado que não chegasse tarde para não acordar o bispo. Às 4 da manhã tocou o telefone, na hora fiquei xingando o padre… E ao invés era para nos comunicar o que tinha acontecido. Um dia depois eu estava presente quando o tiraram da rede que continha seu corpo crivado de balas”. Depois de muitos anos, irmã Antonietta ainda recorda: “Os anos 80 foram muito significativos no Brasil, havia muitas lutas, muitos conflitos entre índios e posseiros e os latifundiários. Na época nasceram os organismos pastorais em defesa dos índios e dos sem terra. Padre Ezequiel era jovem, mas já tinha vivido experiências no México e nos Estados Unidos, e logo entendeu que precisava unir os vários mundos que estavam em conflito”. Por que foi morto? “Porque, como se diz por aqui, ‘deu nome às coisas’. Recordo que uma vez, durante uma reunião, leu-nos o texto de uma sua homilia, na qual citava nomes e sobrenomes… ‘Não pode dizer essas coisas’, alertamos preocupados”. Para a religiosa a sua beatificação seria um grande sinal: “Levaria consigo toda as vítimas da Amazônia, basta pensar que todos os que na época colaboravam com ele depois foram mortos”.

Fonte/texto:vaticaneews.va

Rádio Vaticano em ondas curtas presente na Amazônia

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Com a aproximação do Sínodo dos Bispos para a região Amazônica, a Rádio do Papa levará a voz e a mensagem do Papa a mais de 25 milhões de pessoas. O Programa Brasileiro poderá ser seguido através das ondas curtas às 22h, no horário de Brasília na frequência de 7.305 Khz.

Cidade do Vaticano

Há mais de 61 anos, o Brasil ouve a voz do Papa através da Rádio Vaticano. Depois de um período de ausência, neste dia 1º de agosto o Programa Brasileiro da Rádio do Papa volta a transmitir em ondas curtas para a Amazônia.

Com a aproximação do Sínodo dos Bispos para a região Amazônica, a Rádio do Papa demonstra assim a sua atenção para com uma parte do Brasil que faz do rádio o seu principal instrumento de comunicação. Novamente, a voz do Papa poderá ser ouvida pelas mais de 25 milhões de pessoas que habitam o pulmão verde do nosso planeta.

A decisão atende à demanda da realidade radiofônica da Amazônia e comprova a importância que a Rádio Vaticano dá aos ouvintes que em todos os lugares do planeta têm o direito de receber, de um modo ou de outro, a mensagem do Sucessor de Pedro.

O Programa Brasileiro poderá ser seguido através das ondas curtas às 22h, no horário de Brasília na frequência de 7.305 Khz, 41 metros, que será transmitido pelo Centro de Greenville, Carolina do Norte – EUA, com uma potência de 250Kw.

Programa Brasileiro

Criado 27 anos após a fundação da Rádio do Papa, em 12 de fevereiro de 1931, o Programa Brasileiro da Rádio Vaticano integra o universo de mais de 40 redações linguísticas que transmitem diariamente ao mundo inteiro a Doutrina da Igreja e o Magistério Petrino.

Em sua trajetória, o Programa Brasileiro acompanhou de perto os pontificados dos Papas Pio XII, João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II, Bento XVI e, agora, do Papa Francisco.

Em 2014, com o início da reforma das comunicações na Santa Sé, foi criado o site Vatican News, com uma nova direção editorial. Hoje, as Comunicações têm como Prefeito Paolo Ruffini, o único leigo no Vaticano a ocupar a chefia de um Dicastério.

Anunciar a Boa Nova de Cristo, transmitindo os principais eventos relacionados ao Papa e à Santa Sé, é a principal missão da Rádio Vaticano, que trabalha em consonância com a Igreja no Brasil (CNBB), dando voz a todos os seus componentes.

Programação

Atualmente a Rádio Vaticano oferece todos os dias uma ampla programação através das emissoras retransmissoras, via satélite e internet, que pode ser acompanhada em todo nosso país e também no continente africano. Transmitimos também a Audiência Geral, às quartas-feiras, e o Angelus com o Santo Padre, aos domingos.

No Facebook (facebook.com/vaticannews.pt), a página da Rádio Vaticano/Vatican News – Português é acompanhada por mais de 700 mil pessoas. Além disso, existe o aplicativo ‘Vatican Audio’ que oferece toda a nossa programação sonora ao vivo em celulares e tablets.

No Twitter, as notícias da redação podem ser acompanhadas na conta https://twitter.com/vaticannews_pt

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Ouvintes

Muitos ouvintes nos escreveram nestes dias dando os parabéns pela volta das transmissões em Ondas Curtas. Entre as muitas mensagens a de Danilo Nonato de Ouro Preto:

“Saudações aos amigos da Rádio Vaticano.
Com muita alegria e satisfação recebo à informação do retorno das Ondas Curtas para Região da Amazônia, decisão assertiva. Conheço um pouco da região, e já constatei que centenas de pessoas ainda recebem notícias somente por ondas de rádio naquela região. O retorno do serviço por Ondas Curtas será relevante para o grande Sínodo da Amazônia e para a propagação do evangelho”.

Fonte/texto:vaticannews.va

31 de Julho – Santo Inácio de Loyola

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Neste dia celebramos a memória deste santo que, em sua bula de canonização, foi reconhecido como tendo “uma alma maior que o mundo”.

Inácio nasceu em Loyola na Espanha, no ano de 1491, e pertenceu a uma nobre e numerosa família religiosa (era o mais novo de doze irmãos), ao ponto de receber com 14 anos a tonsura, mas preferiu a carreira militar e assim como jovem valente entregou-se às ambições e às aventuras das armas e dos amores. Aconteceu que, durante a defesa do castelo de Pamplona, Inácio quebrou uma perna, precisando assim ficar paralisado por um tempo; desse mal Deus tirou o bem da sua conversão, já que depois de ler a vida de Jesus e alguns livros da vida dos santos concluiu: “São Francisco fez isso, pois eu tenho de fazer o mesmo. São Domingos isso, pois eu tenho também de o fazer”.

Realmente ele fez, como os santos o fizeram, e levou muitos a fazerem “tudo para a maior glória de Deus”, pois pendurou sua espada aos pés da imagem de Nossa Senhora de Montserrat, entregou-se à vida eremítica, na qual viveu seus “famosos” exercícios espirituais, e logo depois de estudar Filosofia e Teologia lançou os fundamentos da Companhia de Jesus.

A instituição de Inácio iniciada em 1534 era algo novo e original, além de providencial para os tempos da Contra-Reforma. Ele mesmo esclarece: “O fim desta Companhia não é somente ocupar-se com a graça divina, da salvação e perfeição da alma própria, mas, com a mesma graça, esforçar-se intensamente por ajudar a salvação e perfeição da alma do próximo”.

Com Deus, Santo Inácio de Loyola conseguiu testemunhar sua paixão convertida, pois sua ambição única tornou-se a aventura do salvar almas e o seu amor a Jesus. Foi para o céu com 65 anos e lá intercede para que nós façamos o mesmo agora “com todo o coração, com toda a alma, com toda a vontade”, repetia.

Santo Inácio de Loyola, rogai por nós!

 

 

fonte/texto: cancaonova.com

LITURGIA-31 DE JULHO QUARTA FEIRA

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SANTO INÁCIO DE LOIOLA

PRESBÍTERO E FUNDADOR

(branco – ofício da memória)

Ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e nos abismos; e toda língua proclame, para glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é o Senhor (Fl 2,10s).

Inácio nasceu na Espanha em 1491 e faleceu na Itália em 1556. Cativado pela leitura da vida de Cristo, enquanto se recuperava de um ferimento sofrido em batalha, abandonou o serviço militar para servir o Senhor. É o fundador da Companhia de Jesus, nome pelo qual é conhecida a Congregação dos Jesuítas. Em seus Exercícios Espirituais, deixou aos confrades e a toda a Igreja grande herança espiritual. Imitando seu exemplo, busquemos em tudo a glória de Deus.

Primeira Leitura: Êxodo 34,29-35

 

Leitura do livro do Êxodo – 29Quando Moisés desceu da montanha do Sinai, trazendo nas mãos as duas tábuas da aliança, não sabia que a pele do seu rosto resplandecia por ter falado com o Senhor. 30Aarão e os filhos de Israel, vendo o rosto de Moisés resplandecente, tiveram medo de se aproximar. 31Então Moisés os chamou, e tanto Aarão como os chefes da comunidade foram para junto dele. E, depois que lhes falou, 32todos os filhos de Israel também se aproximaram dele, e Moisés transmitiu-lhes todas as ordens que tinha recebido do Senhor no monte Sinai. 33Quando Moisés acabou de lhes falar, cobriu o rosto com um véu. 34Todas as vezes que Moisés se apresentava ao Senhor para falar com ele, retirava o véu, até a hora de sair; depois saía e dizia aos filhos de Israel tudo o que lhe tinha sido ordenado. 35E eles viam a pele do rosto de Moisés resplandecer; mas ele voltava a cobrir o rosto com o véu, até o momento em que entrava para falar com o Senhor. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 98(99)

 

Santo é o Senhor nosso Deus!

  1. Exaltai o Senhor nosso Deus † e prostrai-vos perante seus pés, / pois é santo o Senhor nosso Deus! – R.
  2. Eis Moisés e Aarão entre os seus sacerdotes. † E também Samuel invocava seu nome, / e ele mesmo, o Senhor, os ouvia. – R.
  3. Da coluna de nuvem falava com eles. † E guardavam a lei e os preceitos divinos / que o Senhor nosso Deus tinha dado. – R.
  4. Exaltai o Senhor nosso Deus † e prostrai-vos perante seu monte, / pois é santo o Senhor nosso Deus! – R.
Evangelho: Mateus 13,44-46

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Eu vos chamo meus amigos, / pois vos dei a conhecer o que o Pai me revelou (Jo 15,15). – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 44“O reino dos céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. 45O reino dos céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. 46Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

 

Duas comparações aplicadas ao Reino dos Céus. Em ambas destacam-se: uma descoberta muito valiosa (tesouro e pérola) e venda de todas as posses em vista de comprar o bem maior recém-encontrado. Assim é o Reino dos Céus: uma realidade de suma importância. Não basta, porém, tomar conhecimento de sua preciosidade; é necessário largar os bens materiais, a fim de entregar-se totalmente à nova descoberta. Jesus quer nos enriquecer de bens superiores, por isso pede que renunciemos aos bens inferiores. São Paulo reconhece: “Considero tudo como perda, diante do bem superior que é o conhecimento de Cristo Jesus” (Fl 3,8). Quem começa a fazer parte do Reino de Deus experimenta indizível alegria com a certeza de estar fazendo a melhor aplicação de sua vida.

Fonte/texto:paulus.com.br

Hoje é festa de São Pedro Crisólogo, o homem de palavras de ouro

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“Esforcemo-nos por levar sempre em nós a imagem fiel do nosso Criador, não na majestade que só a Ele pertence, mas na inocência, simplicidade, mansidão, paciência, humildade, misericórdia, paz e concórdia, com que Ele Se dignou tornar-Se um de nós e ser semelhante a nós”, dizia São Pedro Crisólogo, Doutor da Igreja, cuja festa é celebrada neste dia 30 de julho.

São Pedro nasceu na Itália por volta do ano 400, estudou as ciências sagradas e foi formado por Cornélio, Bispo de Imola, o qual o ajudou a compreender que no domínio das paixões de si mesmo estava a verdadeira grandeza e que este era o único meio para alcançar o espírito de Cristo. O mesmo prelado conferiu ao santo a ordem diaconal.

De acordo com a tradição, naquela época, o Arcebispo de Ravena faleceu, então o clero e o povo elegeram o seu sucessor e, em seguida, pediram ao Bispo Cornélio, que encabeçava a comitiva desta solicitação ao Papa São Sisto III, em Roma. Pedro – que não era o candidato eleito – fazia parte da comitiva liderada pelo Prelado.

Conta-se que o Pontífice teve uma visão de São Pedro e Santo Apolinário, o primeiro bispo de Ravena, os quais ordenaram que não confirmasse a eleição que estavam levando.

Desta forma e seguindo as instruções do céu, o Santo Padre propôs para o cargo São Pedro Crisólogo, que depois recebeu a consagração e mudou-se para Ravena.

A atividade pastoral do santo conseguiu extirpar o paganismo e corrigir abusos, escutando com igual condescendência e caridade os humildes e os poderosos. Sempre incentivou a comunhão frequente e seus profundos sermões renderam o apelido de Crisólogo, homem de palavras de ouro.

Depois de receber uma revelação sobre a sua morte, que estava próxima, São Pedro Crisólogo retornou para Imola, onde partiu para a Casa do Pai em 31 de julho de 451 (há alguns que afirmam que foi em 3 de dezembro de 450). Foi declarado Doutor da Igreja em 1729 pelo Papa Bento XIII.

Fonte/texto:acidigital.com.br

Secretário da Congregação para o Clero enviou mensagem de esperança a venezuelanos

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O Arcebispo Secretário da Congregação para o Clero, Dom Jorge Carlos Patrón Wong, visitou recentemente a Venezuela para se encontrar com seminaristas, sacerdotes e bispos deste país latino-americano.

Antes de finalizar sua visita, o Prelado mexicano, que trabalha no Vaticano, enviou uma mensagem de esperança aos fiéis da Igreja na Venezuela durante sua participação no programa “Voces de esperança”, uma produção audiovisual do escritório de comunicação da Conferência Episcopal da Venezuela (CEV).

“Vou repetir as palavras do Papa Francisco: que ninguém lhes roube a esperança. Sejam livres para viver na esperança, livres para amar, livres para tomar decisões em favor da Venezuela e muito livres para acreditar”, incentivo Dom Patrón Wong.

Nesta linha, o Arcebispo destacou que “não há deserto que não termine” e assegurou que “as experiências na história da Venezuela, e também as experiências pessoais e familiares, demonstram que é possível seguir em frente”.

“Também viveram outras experiências pessoais, familiares e nacionais nada fáceis no passado, mas Venezuela é grande, muito grande”, exclamou Dom Jorge Carlos, explicando que se referia à Venezuela como grande, “porque tem a semente do Reino, porque tem a presença de Deus e tem o amor de Nossa Senhora de Coromoto”.

“Fico encantado e emocionado ao escutar os venezuelanos cantarem o hino a Nossa Senhora de Coromoto porque sintetiza o Amor da Mãe que une os filhos e nos faz fortes, fortemente venezuelanos e fortemente católicos”, afirmou.

Os sacerdotes que a Venezuela precisa

Além disso, Dom Patrón Wong destacou após sua recente visita à Venezuela, onde pôde encontrar-se com numerosos seminaristas e sacerdotes, que “o Reino de Deus está crescendo” e acrescentou que, naqueles dias, teve a experiência de conhecer mais “jovens seminaristas, sacerdotes de todas as idades e bispos que estão decididos a ser a presença de Deus nas situações atuais”.

“Qualquer jovem, sacerdote e até os próprios bispos tinham outras possibilidades, que talvez fossem muito mais cômodas, humanamente compreensíveis e justificáveis, mas é belo perceber que temos seminaristas, sacerdotes e bispos que de dentro, do coração, sabem, conhecem que vale a pena dar a vida e passar uma série de sacrifícios, uma série de incomodidades, mas que estão alegres porque estão dando a sua vida para que o Reino de Deus, os valores do Evangelho sejam vividos na Venezuela hoje”, disse Dom Wong.

Neste sentido, o Prelado acrescentou que estes seminaristas, estes sacerdotes e também os bispos venezuelanos “são muito venezuelanos, porque da Venezuela, na Venezuela, a partir de sua vocação, são os melhores cidadãos, são os melhores cristãos porque dão suas vidas, suas potencialidades, seus dons, sua vida, pelo povo da Venezuela”.

“Por isso, quando venho à Venezuela, percebo que há vida, há juventude, há sacerdócio, há vida consagrada, há fiéis leigos que decidiram livremente viver, desenvolver e entregar-se totalmente a Deus na Venezuela, para o povo da Venezuela e podemos dizer que há um presente vivo e que haverá um futuro melhor”, expressou o Arcebispo.

Por último, refletindo sobre a atual formação de seminaristas e a formação permanente de diáconos e presbíteros, Dom Patrón Wong destacou que é necessário ser pastor para as situações atuais e para as gerações futuras.

“O povo de Deus e nós precisamos de sacerdotes que sejam formados integralmente. As pessoas rezam para ter sacerdotes santos e saudáveis, sacerdotes generosos e isso significa, em formação, que tenhamos seres humanos ‘muito humanos’, muito próximos ao povo de Deus e, ao mesmo tempo, muito próximos de Jesus Cristo, muito espirituais. Homens de Deus e homens de seu povo, que se entregam ao povo da Venezuela”, concluiu.

Fonte/texto:acidigital.com.br

Boko Haram: grupo provoca terror e mata milhares de civis há 10 anos, na Nigéria

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No último sábado (27), foi registrado o atentado mais grave atribuído ao Boko Haram desde o início do ano no país: 65 pessoas foram mortas por combatentes fortemente armados, depois de uma cerimônia fúnebre em uma vila no nordeste da Nigéria. Ataques também são registrados em países de fronteira, como na República do Chade e Camarões.

Elvira Ragosta, Andressa Collet – Cidade do Vaticano

Ouça a reportagem com a entrevista especial

Os combatentes do Boko Haram têm intensificado os ataques contra civis e o exército nos últimos meses na Nigéria, saqueando comida e queimando casas.

Na quinta-feira passada (25), eles atacaram um campo de deslocados na periferia da capital regional de Maiduguri, matando duas pessoas e saqueando alimentos. No último sábado (27), porém, foi registrado o atentado mais grave atribuído ao grupo fundamentalista desde o início do ano: 65 pessoas foram mortas por homens fortemente armados, depois de uma cerimônia fúnebre em uma vila no nordeste do país, a 90 Km de Maiduguri.

O presidente do governo local, Muhammed Bulama, disse que o ataque de sábado foi uma represália à morte de 11 combatentes do grupo e à apreensão de 10 fuzis automáticos por moradores há duas semanas.

Dez anos de ataques

O grupo Boko Haram, que significa “a educação ocidental é pecado”, há 10 anos espalha morte e terror no nordeste da Nigéria. Nos últimos anos, os ataques foram registrados inclusive em países de fronteira, como na República do Chade e Camarões. Um rastro de terror que já provocou, segundo dados das Nações Unidas, a morte de cerca de 27 mil pessoas e obrigou 2,8 milhões de civis a abandonar as casas.

Um movimento sempre mais violento

Em entrevista ao Vatican News, Enrico Casal, da revista África dos Padres Brancos, afirmou que o Boko Haram tem ficado mais violento a cada ano:

“O grupo sofreu algumas divisões e tensões internas. Inicialmente, o seu objetivo eram grandes operações. Depois, diante das reações da polícia e das forças armadas, se concentrou nas operações sempre mais simples e direcionadas.”

Ao se referir à capacidade de reação das autoridades, sobretudo nas pequenas vilas, Enrico Casal acrescentou:

“Boko Haram tem uma modesta força militar e, por isso, a Nigéria e também os países de fronteira têm reagido para conter esse movimento islâmico fundamentalista. Muitas vilas têm começado a se organizar para evitar incursões e chantagens. Tendo dito isso, o Boko Haram ainda é muito forte, apesar de a Nigéria realmente empenhar muitos homens na luta contra esse movimento.”

Fonte/texto:vaticonnews.va

Igreja Católica presente na tríplice fronteira amazônica contra o tráfico de seres humanos

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“Rejeitamos de maneira clara e determinada toda a forma de violência na qual a vida têm um preço e é explorada”: apelo no comunicado à opinião pública da Igreja Católica na tríplice Fronteira Amazônica: Brasil, Colômbia, Peru.

Jane Nogara – Cidade do Vaticano

A Assembleia Geral das Nações Unidas, com a Resolução A/RES/68/192 de 2013, proclamou o dia 30 de julho como Dia Mundial contra o Tráfico de seres humanos.

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Na América do Sul, as regiões fronteiriças apresentam problemas especiais. Juntamente com outros tipos de tráfico, especialmente armas e drogas, o tráfico de pessoas é um dos fenômenos que mais aparece. Essa realidade está muito presente na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, região banhada pelo rio Amazonas, que não separa, mas une seus povos.

Dentro deste contexto a Igreja Católica presente na tríplice Fronteira Amazônica (Brasil, Colômbia, Peru) emitiu um comunicado no qual manifesta “solidariedade, apoio e compromisso para com os irmãos e irmãs indígenas, ribeirinhos, mestiços e demais habitantes das fronteiras vítimas do tráfico de pessoas e tráfico de migrantes”.

Vida em abundância

A Igreja Católica presente nos três países sul-americanos “preocupada pela difícil e complexa dinâmica do territórios” publicou um comunicado, no qual especifica suas razões e auspícios.

Inicialmente recorda que fiel ao Evangelho “Cristo veio até nós para que tenhamos vida e vida em abundância (Jo 10, 10), rezaremos sempre pela vida e a paz”. Porém estes ensinamentos são contrários à realidade do ser humano que é submetido a múltiplas violências e tratado e visto como mercadoria. Por isso, continuam, “rejeitamos de maneira clara e determinada toda a forma de violência na qual a vida têm um preço e seja explorada”.

Escravidão moderna

Em seguida recorda as palavras do Papa Francisco “Desejo chamar todos a comprometerem-se para que esta chaga aberrante, esta forma de escravidão moderna, seja adequadamente contrastada”. Para isso pede o comprometimento da “sociedade civil, autoridades, instituições e organizações” para “lutarem juntos contra este flagelo que se encarna nas nossas comunidades e populações mais vulneráveis”.

O Pacto assinado em dezembro 2018

O documento assinado pelas três realidades católicas segue recordando do Pacto assinado em dezembro de 2018 pelas autoridades da Colômbia, Brasil e Peru na Tríplice Fronteira para o combate do tráfico de pessoas. O compromisso tem como objetivo “ampliar o diálogo e aprimorar a atuação conjunta no sentido de fortalecer a prevenção, a assistência às vítimas e o combate ao tráfico de pessoas e à exploração sexual de crianças, adolescentes e mulheres na tríplice fronteira”.

Em seguida o documento afirma que “espera que estes compromissos sejam efetivos, oportunos e proféticos para a erradicação e/ou diminuição dos casos de tráfico de pessoas na região. E solicita boas práticas de migração, acompanhamento das vítimas e políticas adequadas de trabalho.

Não à indiferença

Outras importantes palavras do Papa Francisco foram recordadas: “Levantemos o véu da indiferença que pesa sobre o destino daqueles que sofrem. Ninguém pode lavar as mãos diante da trágica realidade das escravidões de hoje”. O texto reitera que “a justiça e o acompanhamento sejam garantes do início da inclusão e restabelecimento dos direitos dos que sofreram”.

O comunicado conclui com a invocação de apoio total à este grave problema “desde a prevenção, acompanhamento das vítimas de abuso e violência sexual assim como a promoção dos Direitos dos meninos e meninas,  adolescentes, jovens, mulheres e homens enganados e submetidos à compra e venda de suas dignidades e liberdade”.

“Convido todos, juntamente com o Papa Francisco, à rejeitar toda a forma de violência e violação dos Direitos dos habitantes da majestosa Amazônia para seguir anunciando o Evangelho”.

O documento é assinado pelos bispos Dom José Trevieso, Bispo de San José de Amazonas, Peru; Dom Adolfo Zon Pereira, Bispo da Diocese do Alto Solimões, Brasil e Dom José de Jesus Quintero Días, Bispo do Vicariato de Letícia, Colômbia.

Fonte/texto:vaticanonnews.va