Santuário Astorga

Archives: março 2019

LITURGIA-31 DE MARÇO DOMINGO

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4º DA QUARESMA

(roxo ou róseo – 4ª semana do saltério)

Alegra-te, Jerusalém! Reuni-vos, vós todos que a amais; vós que estais tristes, exultai de alegria! Saciai-vos com a abundância de suas consolações (Is 66,10s).

Neste dia de alegria, reunimo-nos para celebrar, na Eucaristia, o mistério pascal de Jesus. Deus nos acolhe de braços abertos e nos faz provar a suavidade do seu amor. Reconciliados por Cristo com nosso Pai, participemos do banquete por ele oferecido, partilhando do seu perdão e da sua misericórdia.Primeira Leitura: Josué 5,9-12

Leitura do livro de Josué – Naqueles dias, 9o Senhor disse a Josué: “Hoje tirei de cima de vós o opróbrio do Egito”. 10Os israelitas ficaram acampados em Guilgal e celebraram a Páscoa no dia catorze do mês, à tarde, na planície de Jericó. 11No dia seguinte à Páscoa, comeram dos produtos da terra, pães sem fermento e grãos tostados nesse mesmo dia. 12O maná cessou de cair no dia seguinte, quando comeram dos produtos da terra. Os israelitas não mais tiveram o maná. Naquele ano comeram dos frutos da terra de Canaã. – Palavra do Senhor.Salmo Responsorial: 33(34)

Provai e vede quão suave é o Senhor!

  1. Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, / seu louvor estará sempre em minha boca. / Minha alma se gloria no Senhor; / que ouçam os humildes e se alegrem! – R.
  2. Comigo engrandecei ao Senhor Deus, / exaltemos todos juntos o seu nome! / Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu / e de todos os temores me livrou. – R.
  3. Contemplai a sua face e alegrai-vos, / e vosso rosto não se cubra de vergonha! / Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido, / e o Senhor o libertou de toda angústia. – R.

Segunda Leitura: 2 Coríntios 5,17-21

Leitura da segunda carta de são Paulo aos Coríntios – Irmãos, 17se alguém está em Cristo, é uma criatura nova. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo. 18E tudo vem de Deus, que, por Cristo, nos reconciliou consigo e nos confiou o ministério da reconciliação. 19Com efeito, em Cristo, Deus reconciliou o mundo consigo, não imputando aos homens as suas faltas e colocando em nós a palavra da reconciliação. 20Somos, pois, embaixadores de Cristo, e é Deus mesmo que exorta através de nós. Em nome de Cristo, nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus. 21Aquele que não cometeu nenhum pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nós nos tornemos justiça de Deus. – Palavra do Senhor.Evangelho: Lucas 15,1-3.11-32

Louvor e honra a vós, Senhor Jesus.

Vou levantar-me e vou a meu pai e lhe direi: / Meu pai, eu pequei contra o céu e contra ti (Lc 15,18). – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da lei criticavam Jesus: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. 3Então, Jesus contou-lhes esta parábola: 11“Um homem tinha dois filhos. 12O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. 13Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. 14Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região e ele começou a passar necessidade. 15Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. 16O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isso lhe davam.

17Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. 18Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’. 20Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos. 21O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. 22Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. 24Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa.

25O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. 27O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’. 28Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 29Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’. 31Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo e tudo o que é meu é teu. 32Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’”. – Palavra da salvação.Reflexão:

O capítulo 15 do Evangelho de Lucas traz três parábolas: ovelha, moeda e filho perdidos e resgatados. O objetivo dessas parábolas é destacar a misericórdia de Deus. A chave para a interpretação dessas parábolas está na acusação que as autoridades fazem a Jesus, no início do capítulo: ele acolhe os pecadores e come com eles. Neste domingo, a liturgia apresenta a parábola conhecida como a do filho pródigo. O filho mais novo resolve tomar o destino de sua própria vida: abandona a família e sai em busca de aventura, mas acaba se dando mal e resolve voltar à casa paterna. O pai o acolhe com alegria e festa. Com isso arruma encrenca com o filho mais velho, que não concorda com a volta do irmão e a atitude do pai. Para o filho mais velho, o amor do pai para com o mais novo passou dos limites. Para alguns estudiosos, o filho mais velho representaria os judeus que não aceitam as atitudes de acolhida de Jesus frente às pessoas “suspeitas”, enquanto o mais novo simbolizaria os judeus e as pessoas de outras etnias que aderem ao projeto de Jesus. Independentemente disso, a parábola nos mostra a grande misericórdia do Pai, que acolhe, perdoa e se alegra com a volta de seus filhos e filhas.

Fonte/paulus.com.br

LITURGIA-30 DE MARÇO SABADO

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3ª SEMANA DA QUARESMA

(roxo – ofício do dia)

Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não esqueças nenhum dos seus benefícios: é ele quem te perdoa todas as ofensas (Sl 102,2s).

Em nossa caminhada quaresmal, recebemos de Jesus o convite à humildade e à misericórdia. Na imensidão de seu amor, o Senhor nos purifica e perdoa.Primeira Leitura: Oseias 6,1-6

Leitura da profecia de Oseias – 1“Vinde, voltemos para o Senhor, ele nos feriu e há de tratar-nos, ele nos machucou e há de curar-nos. 2Em dois dias nos dará vida e, ao terceiro dia, há de restaurar-nos, e viveremos em sua presença. 3É preciso saber segui-lo para reconhecer o Senhor. Certa como a aurora é a sua vinda, ele virá até nós como as primeiras chuvas, como as chuvas tardias que regam o solo.” 4Como vou tratar-te, Efraim? Como vou tratar-te, Judá? O vosso amor é como nuvem pela manhã, como orvalho que cedo se desfaz. 5Eu os desbastei por meio dos profetas, arrasei-os com as palavras de minha boca, mas, como luz, expandem-se meus juízos; 6quero amor e não sacrifícios, conhecimento de Deus mais do que holocaustos. – Palavra do Senhor.Salmo Responsorial: 50(51)

Eu quis misericórdia e não o sacrifício!

  1. Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! / Na imensidão de vosso amor, purificai-me! / Lavai-me todo inteiro do pecado / e apagai completamente a minha culpa! – R.
  2. Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, / e, se oferto um holocausto, o rejeitais. / Meu sacrifício é minha alma penitente, / não desprezeis um coração arrependido! – R.
  3. Sede benigno com Sião, por vossa graça, / reconstruí Jerusalém e os seus muros! / E aceitareis o verdadeiro sacrifício, / os holocaustos e oblações em vosso altar! – R.

Evangelho: Lucas 18,9-14

Honra, glória, poder e louvor / a Jesus, nosso Deus e Senhor!

Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: / Não fecheis os corações como em Meriba! (Sl 94,8) – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 9Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros: 10“Dois homens subiram ao templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos. 11O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: ‘Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. 12Eu jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de toda a minha renda’. 13O cobrador de impostos, porém, ficou a distância e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: ‘Meu Deus, tem piedade de mim, que sou pecador!’ 14Eu vos digo, este último voltou para casa justificado, o outro não. Pois quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado”. – Palavra da salvação.Reflexão:

Considerar-se santo e desprezar os outros são dois extremos pecaminosos. Peca-se contra a verdade com a falta de modéstia e humildade, e peca-se contra a caridade fraterna. A respeito dessas duas atitudes, ocupa-se Jesus com a presente parábola. Quando alguém se vangloria de seus feitos, assume atitude soberba e cria um clima de mal-estar no seu ambiente. A atitude do fariseu é censurada porque busca a si mesmo e despreza a misericórdia de Deus. A autossuficiência do orgulhoso lhe impede a conversão. Em contrapartida, considerado pecador pelos fariseus, o cobrador de impostos reconhece os próprios erros e, diante de Deus, limita-se a bater no peito e pedir perdão. Abre-se ao Deus de misericórdia. Atitude correta, elogiada pelo Senhor.

Fonte/paulus.com.br

Santuário de Nossa Senhora Aparecida, de Astorga, agora consta no Roteiro Oficial de Turismo Religioso do Paraná

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou nove leis estaduais de incentivo ao turismo no Paraná. Elas potencializam as atrações e eventos dos municípios de Arapoti, Astorga, Capanema, Faxinal, Guaratuba, Paula Freitas, Piên e Ribeirão do Pinhal. As cidades localizadas mais ao Norte do Paraná, também foram contempladas com novos eventos oficiais.

O Santuário de Nossa Senhora Aparecida, situado em Astorga, agora consta no Roteiro Oficial de Turismo Religioso do Estado do Paraná. A paróquia é de 1948. Em 1953 os padres capuchinhos se instalaram na região e pouco depois, em 1962, foi inaugurada a nova igreja. O Santuário recebe os fiéis que não conseguem ir ao Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, e se tornou ponto de peregrinação e excursão no Paraná.

Em Arapoti foi instituída a Rota do Mel, criada para incentivar a produção, desenvolver o turismo e a geração de renda. A cidade conta com mais de 30 mil colmeias capazes de produzir mil toneladas de mel por ano. A rota também incentiva o desenvolvimento da Cooperativa Arapomel, criada em meados de 2018 para auxiliar 120 famílias da região.

Feira e Festa

A Feira do Melado e a Festa do Carneiro foram incluídas no Calendário Oficial de Eventos Turísticos do Paraná e transformam Capanema em referência no Sudoeste do Estado. A Feira do Melado reúne cerca de 90 mil pessoas, a cada dois anos, e ajudou a engordar o roteiro turístico Doce Iguaçu, nos arredores do Parque do Iguaçu. O município é o maior produtor de cana-de-açúcar da região. Já a Festa do Carneiro, entre março e abril, reúne competidores que disputam o prêmio de melhor carneiro assado do Paraná.

Com essas adições, a cidade que faz fronteira com a Argentina e o Rio Iguaçu se transforma em um polo gastronômico do Paraná, além da tradição já reconhecida do ecoturismo pelas ilhas, trilhas e cachoeiras que compõem o ecossistema local.

Em janeiro deste ano a cidade conseguiu a autorização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para explorar as atrações turísticas dentro do Parque Nacional do Iguaçu, depois de 20 anos de negociações, e já conta com passeios de barco, caiaque e rafting.

SUL – As regiões Sul e Sudeste do Paraná também passam a contar com novas atrações no Calendário Oficial de Eventos Turísticos do Estado: a Festa da Melancia, em Paula Freitas, e o Encontro de Trilheiros Tombo na Lama, em Piên.

A festa da fruta se aproxima da 30ª edição, acontece em fevereiro e tem entre as principais atrações os concursos de maior melancia e maior comedor de melancias. Paula Freitas conta com quase 300 hectares de melancias plantadas e produz cerca de 7,2 mil toneladas por ano. Já o encontro de trilheiros reúne cerca de três mil pessoas e parte do Centro de Piên por um circuito de cerca de 60 quilômetros mata adentro.

CACHOEIRAS – Outra lei institui a Rota das Cachoeiras de Faxinal, que engloba quatro cachoeiras (a mais alta com 62 metros), um salto de 125 metros, um véu de noiva e um cânion com florestas nativas e trilhas ecológicas. A cidade tem 108 cachoeiras com mais de cinco metros de altura. Por ali passam entre 180 mil e 200 mil turistas a cada ano.

O cânion de 10 quilômetros deve ser transformado em Área de Preservação Ambiental (APA), o que permite o tombamento pelo município para que o espaço desenvolva ainda mais o seu potencial turístico, dentro dos parâmetros legais de cuidado com a natureza.

Por fim, a Festa Folia de Reis, em Ribeirão do Pinhal, passou a fazer parte do Calendário Oficial de Eventos Turísticos. A festa já completou 80 anos e reúne a cultura portuguesa oriunda de Minas Gerais. A peregrinação começa em 27 de dezembro e se encerra no dia 6 de janeiro, depois dos foliões percorrerem a cidade com bandeiras para pedir as bênçãos aos Santos Reis.

LITORAL – Guaratuba, no Litoral do Estado, ganhou a Rota Turística Caminho Coroados. A rota é composta por trilhas, manguezais e passeios de barco. A praia ainda é pouco explorada pelo turismo e costuma receber apenas um número moderado de visitantes ao longo do ano. O intuito da nova lei é potencializar os pontos turísticos e a infraestrutura da região para atrair mais pessoas para Coroados.

TURISMO – A Secretaria de Comunicação e Cultura do Paraná desenvolveu em conjunto com a Paraná Turismo a página http://www.viajeparana.com/, para concentrar as informações sobre as possibilidades de turismo no Estado. A campanha atende a determinação do governador Carlos Massa Ratinho Junior de priorizar a divulgação de opções de turismo como forma de fomentar a economia do Paraná.

Fonte: ocomuniqueiro.com.br

Papa dá início hoje às “24 horas de oração para o Senhor”

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Nesta sexta-feira, 29 de março, às 17h (13h, horário de Brasília) na Basílica de São Pedro, o Papa preside a Celebração Penitencial de abertura da tradicional iniciativa “24 HORAS PARA O SENHOR”, promovida pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.

O Papa Francisco dará início, na tarde desta sexta-feira, 29 de março, à 6ª edição da tradicional iniciativa “24 horas de Oração para o Senhor”, com a celebração penitencial na Basílica de São Pedro. A iniciativa nasceu em Roma há seis anos, mas logo se tornou mundial, unindo espiritualmente ao Santo Padre as Igrejas espalhadas nos cinco continentes, e oferecendo a todos a possibilidade de fazer experiência pessoal da infinita misericórdia de Deus.

Nem eu te condeno

O tema deste ano é a frase do Evangelho de João: “Nem eu te condeno (Jo 8, 11). A jornada, que é marcada pela Adoração Eucarística, pela reflexão e pelo convite à conversão pessoal, propõe a contemplação da imagem de Jesus, que ao invés da multidão reunida para julgar e condenar, oferece a sua infinita Misericórdia como ocasião de graça e de vida nova.

Reconciliação

Como recorda o Santo Padre na Carta Apostólica Misericordia et Misera “O sacramento da Reconciliação precisa voltar a ter o seu lugar central na vida cristã (…), uma ocasião propícia pode ser a celebração da iniciativa 24 horas para o Senhor nas proximidades do IV Domingo da Quaresma, que goza já de amplo consenso nas dioceses e continua a ser um forte apelo pastoral para viver intensamente o sacramento da Confissão”.

O mundo inteiro está convidado para abrir-se à Misericórdia de Deus com as “24 horas para o Senhor” que o Papa Francisco dará início com a Celebração Penitencial nesta sexta-feira (29).

LITURGIA-29 DE MARÇO SEXTA FEIRA

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3ª SEMANA DA QUARESMA

(roxo – ofício do dia)

Senhor, não há entre os deuses nenhum que se vos compare, porque sois grande e fazeis maravilhas: só vós, Senhor, sois Deus (Sl 85,8.10).

Voltemos nosso coração ao Senhor nesta liturgia, pedindo-lhe a graça de amá-lo de todo o coração e amar nossos irmãos e irmãs como a nós mesmos.Primeira Leitura: Oseias 14,2-10

Leitura da profecia de Oseias – Assim fala o Senhor Deus: 2“Volta, Israel, para o Senhor, teu Deus, porque estavas caído em teu pecado. 3Vós todos, encontrai palavras e voltai para o Senhor; dizei-lhe: ‘Livra-nos de todo mal e aceita este bem que oferecemos, o fruto de nossos lábios. 4A Assíria não nos salvará; não queremos montar nossos cavalos, não chamaremos mais ‘deuses nossos’ a produtos de nossas mãos; em ti encontrará o órfão misericórdia’. 5Hei de curar sua perversidade e me será fácil amá-los, deles afastou-se a minha cólera. 6Serei como orvalho para Israel; ele florescerá como o lírio e lançará raízes como plantas do Líbano. 7Seus ramos hão de estender-se; será seu esplendor como o da oliveira e seu perfume como o do Líbano. 8Voltarão a sentar-se à minha sombra e a cultivar o trigo, e florescerão como a videira, cuja fama se iguala à do vinho do Líbano. 9Que tem ainda Efraim a ver com ídolos? Sou eu que o atendo e que olho por ele. Sou como o cipreste sempre verde: de mim procede o teu fruto. 10Compreenda estas palavras o homem sábio, reflita sobre elas o bom entendedor! São retos os caminhos do Senhor e por eles andarão os justos, enquanto os maus ali tropeçam e caem”. – Palavra do Senhor.Salmo Responsorial: 80(81)

Ouve, meu povo, porque eu sou o teu Deus!

  1. Eis que ouço uma voz que não conheço: / “Aliviei as tuas costas de seu fardo, / cestos pesados eu tirei de tuas mãos. / Na angústia a mim clamaste, e te salvei. – R.
  2. De uma nuvem trovejante te falei, / e junto às águas de Meriba te provei. / Ouve, meu povo, porque vou te advertir! / Israel, ah! se quisesses me escutar. – R.
  3. Em teu meio não exista um deus estranho, / nem adores a um deus desconhecido! / Porque eu sou o teu Deus e teu Senhor, / que da terra do Egito te arranquei. – R.
  4. Quem me dera que meu povo me escutasse! / Que Israel andasse sempre em meus caminhos! / Eu lhe daria de comer a flor do trigo / e com o mel que sai da rocha o fartaria”. – R.

Evangelho: Marcos 12,28-34

Glória a vós, Senhor Jesus, / primogênito dentre os mortos!

Convertei-vos, nos diz o Senhor, / está próximo o reino de Deus! (Mt 4,17) – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 28um escriba aproximou-se de Jesus e perguntou: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?” 29Jesus respondeu: “O primeiro é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. 30Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força! 31O segundo mandamento é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo! Não existe outro mandamento maior do que estes”. 32O mestre da lei disse a Jesus: “Muito bem, mestre! Na verdade, é como disseste: ele é o único Deus e não existe outro além dele. 33Amá-lo de todo o coração, de toda a mente e com toda a força e amar o próximo como a si mesmo é melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios”. 34Jesus viu que ele tinha respondido com inteligência e disse: “Tu não estás longe do reino de Deus”. E ninguém mais tinha coragem de fazer perguntas a Jesus. – Palavra da salvação.Reflexão:

Movido por sincera dúvida, o doutor da Lei faz a Jesus uma pergunta, cuja resposta parece óbvia e bem conhecida no mundo religioso da época. Jesus, entretanto, não foge da questão e diz que são dois os pilares da religião que agrada a Deus: amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a si mesmo. São colunas inseparáveis, porque não se pode amar verdadeiramente a Deus sem amar o irmão, e o amor aos irmãos tem suas raízes no amor a Deus. O doutor da Lei confirma a prioridade dos dois mandamentos. Jesus elogia o doutor da Lei e o considera em condições para iniciar a caminhada no Reino de Deus. Não basta, de fato, conhecer os mandamentos. É necessário assumir a pessoa e os ensinamentos de Jesus, que é o primeiro a cumprir seriamente os projetos de Deus até as últimas consequências.

Fonte/paulus.com.br

Papa Francisco agradece a esta missionária na África de 85 anos

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Após a audiência geral desta quarta-feira, 27 março, o Santo Padre agradeceu à Irmã Maria Concetta Esu, da Congregação das Filhas de São José de Genoni, pela missão que desempenha na África há quase 60 anos.

“Hoje temos a alegria de ter uma pessoa conosco que desejo lhes apresentar”, disse o Papa aos milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro. Explicou que conheceu a religiosa de 85 anos durante a sua viagem para Bangui (República Centro-Africana).

O Santo Padre assinalou que a Irmã Maria Concetta é missionária na África há quase 60 anos, onde serve no âmbito da obstetrícia. “Na sua vida ajudou três mil crianças a nascer. Que maravilha!”, exclamou o Papa.

Além disso, o Pontífice ressaltou que a religiosa está visitando Roma para um encontro com as demais irmãs de sua Congregação e pensou em “aproveitar esta ocasião para lhe dar um sinal de reconhecimento e lhe agradecer por seu testemunho”.

Por isso, o Santo Padre lhe ofereceu um reconhecimento em seu nome e em nome da Igreja. “É um sinal do nosso afeto e do nosso ‘obrigado’ por todo o trabalho que fez em meio às irmãs e aos irmãos africanos, a serviço da vida, das crianças, das mães e das famílias”.

“Com este gesto dedicado à senhora, desejo expressar o meu reconhecimento também a todos os missionários e missionárias, sacerdotes, religiosos e leigos, que espalham as sementes do Reino de Deus em todas as partes do mundo. O trabalho de vocês é grande. Vocês ‘queimam’ a vida semeando a palavra de Deus com o seu testemunho… E neste mundo vocês não fazem notícia”, disse.

Finalmente, o Papa explicou que Ir. Maria Concetta retornará à África, por isso pediu a todos que possam acompanhá-la com a oração e incentivou a que “seu exemplo nos ajude a viver o Evangelho nos locais onde estamos”.

Fonte: acidigital.com

Papa Francisco visitará este centro católico de ajuda aos pobres no Marrocos [FOTOS]

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Uma das paradas do Papa Francisco durante sua próxima viagem ao Marrocos, nos dias 30 e 31 de março, será o Centro Rural de Serviços Sociais, cuidado pela Congregação das Filhas da Caridade, que fica na cidade de Témara, a poucos quilômetros de Rabat.

Irmã Gloria Carrilero é a responsável pelo centro e, junto com a Irmã Maria Luisa e a Irmã Magdalena, cuida de um dispensário para vítimas de queimaduras, um programa de controle de peso para crianças carentes, aulas de reforço escolar e um refeitório, assim como um centro de promoção das mulheres.

Foto: Blanca Ruiz (ACI Prensa)

Em declarações ao Grupo ACI, Irmã Gloria explicou que ainda se lembra do dia em que o Arcebispo de Rabat, Dom Cristóbal López, lhes deu a notícia de que o Papa iria visitá-las.

“Foi realmente uma surpresa, pensávamos que estávamos sonhando, era algo que nunca poderíamos imaginar… Que Sua Santidade venha a nossa humilde casa para ver o nosso trabalho e a nós, pobres filhas da Caridade! Até agora, que estamos nos preparativos, ainda não acreditamos”, assegura.

Ir. Gloria, Ir. Maria Luisa e Ir. Magdalena, Filhas da Caridade, em Témara. Foto: Blanca Ruiz (ACI Prensa)

Por sua vez, Irmã Maria Luisa explica claramente sua surpresa: “Nunca pensei em ir a Roma para ver o Papa, menos ainda poderia pensar que o Papa viria aqui”.

Ir. Magdalena assegura que o Centro Rural de Serviços Sociais de Témara está não apenas pessoal, mas também geograficamente “nas periferias, onde diz o Papa que devemos estar para servir aos pobres. Estamos aqui muito felizes e ainda mais felizes em recebê-lo. Eu acho que será um grande bem para nós e um testemunho de fraternidade para o povo marroquino”.

Nisso concorda com Irmã Gloria, a qual espera que a próxima visita do Pontífice seja “um momento para viver a fraternidade da qual o Papa nos fala, um momento de misericórdia com aqueles que nos rodeiam. Será uma grande graça para todos”.

Foto: Blanca Ruiz (ACI Prensa)

Todas as pessoas que atendem no centro, assim como as contratadas, são muçulmanas, já que este centro é a única presença cristã na região. No entanto, Irmã Gloria aponta que a relação entre eles é “maravilhosa. Eu diria que somos como uma grande família. Eles nos respeitam e nós os respeitamos, e sabemos que, qualquer coisa que peçamos, estão sempre dispostos a ajudar as irmãs. Eles são mais do que uma família para nós”.

Destaca também que seu principal desejo como filhas da caridade é o “serviço aos pobres e a entrega pessoal a Deus”, por isso, sua presença no Marrocos é apenas para “ajudar aqueles que precisam”.

Aproximadamente 35 mulheres participam no projeto de promoção das mulheres oferecido no Centro Rural de Serviços Sociais de Témara. “A maioria delas são mães das crianças que vêm aqui. Aprendem a costurar nas terças e quintas, já nas segundas e quartas recebem alfabetização para que possam aprender a ler”, assegura.

Foto: Blanca Ruiz (ACI Prensa)

As crianças da região recebem aulas de reforço de francês, árabe e matemática, desde o primeiro ano do ensino fundamental até terminarem o colégio. “Há dois grupos, cerca de 40 vêm de manhã, porque têm aula no turno da tarde e tomam café da manhã e almoçam. E à tarde, outros 40 que, quando vão à escola de manhã, têm aulas de reforço à tarde e recebem um lanche”.

Na parte médica desta obra está o dispensário de queimados, que recebe pessoas de toda a região e é destinado principalmente a queimaduras de intensidade média e leve. “Tudo é gratuito, desde a primeira cura até a última. São recebidas por volta de 18 a 20 pessoas por dia”, destaca.

Há também o programa de controle de peso para aproximadamente 30 ou 40 crianças, porque, como explica, “há muitos gêmeos e trigêmeos. E suas famílias moram em barracos com poucas condições de higiene, por isso nem sempre têm o necessário para alimentá-los. Eles vêm desde o primeiro mês de nascimento e, se a mãe precisar, são ajudados com leite materno. O peso das crianças é controlado até completarem um ano”.

Além disso, as três religiosas realizam visitas domiciliares “especialmente quando vêm crianças de baixo peso, para ver como vivem suas famílias e em que condições vivem e, assim, poder ajudá-las melhor”.

Embora pareça impossível, as três religiosas, ajudadas por apenas cinco mulheres contratadas, realizam todo o trabalho dessa obra social.

Irmã Gloria explica seu “segredo” para conseguir isso: “Nossa jornada começa a partir da primeira hora da manhã com a oração, pedindo forças a Deus para que nos ajude e nos acompanhe no dia. Buscamos que o nosso olhar para o outro seja o olhar que Deus lhes daria e vê-los sob esta perspectiva”. E, com humor, acrescenta: “Não nos cansamos, fazemos com alegria”.

Fonte: acidigital.com

Vaticano a presidente do México: Papa já pediu perdão por pecados em conquista da América

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Por causa da carta enviada pelo presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, ao Papa Francisco exigindo um pedido de desculpas pelos abusos cometidos durante a conquista da América, o diretor interino da Sala de Imprensa do Vaticano, Alessandro Gisotti, recordou que o Pontífice já pediu perdão há alguns anos.

Em declarações à agência EFE, Gisotti afirmou que “até o momento” o Vaticano não tem uma declaração adicional, mas, “como já é do conhecimento de todos, o Santo Padre já se expressou com clareza sobre esta questão”.

De fato, durante sua viagem à Bolívia em 2015, o Papa pediu perdão pelos “muitos e graves pecados cometidos contra os povos originários da América”.

Mas também lembrou naquela ocasião que, “onde abundou o pecado, superabundou a graça, através destes homens que defenderam a justiça dos povos originários”.

A exigência de López Obrador, também enviada ao Rei da Espanha, Felipe VI, se insere no contexto dos 500 anos da chegada dos espanhóis ao atual território continental do México em 1519, e no contexto do aniversário de meio milênio da queda de Tenochtitlan, hoje Cidade México, que será lembrado em 2021.

São João Paulo II e Bento XVI também manifestaram em anos anteriores um pedido de perdão pelos abusos que muitos cristãos cometeram durante a conquista e colonização da América.

Em diálogo com o Grupo ACI, Héctor Zagal, doutor em filosofia, pesquisador e professor da Universidade Panamericana de México, destacou que, “quando os conquistadores chegaram, não existia México, existia uma série de povos, entre os quais estavam os principados mixtecos, os astecas, os povos maias, o reino de Michoacán e todos eles estavam brigados, havia a República de Tlaxcala”.

“E o grande inimigo a ser vencido para a maioria dos indígenas era o Império Mexica, também conhecido como Astecas”, porque “eram opressores, escravizavam outros povos, exigiam impostos, mão de obra, prisioneiros de guerra e sacrifícios”.

“Quando chega Hernán Cortés imediatamente adverte sobre estes combates internos e o que faz é capitalizar e conseguir que muitos deles, como por exemplo a República de Tlaxcala, tornem-se aliados dos espanhóis. Quando em 13 de agosto de 1521 o México-Tenochtitlán caiu, Hernán Cortés tinha pouco menos de mil soldados. Mas tinha, estima-se, cerca de 150 mil aliados indígenas”.

O pedido de perdão expresso pelos Papas, explicou Dr. Zagal, deve-se ao fato de que, diferentemente de alguns países, “a Igreja se considera como uma instituição contínua. Ou seja, há uma solidariedade da Igreja, por assim dizer, desde os primeiros tempos até a atualidade. É a mesma Igreja e, portanto, há uma corresponsabilidade para bem e para mal”.

No entanto, indicou, “devemos compreender os contextos”, porque “foi-se aprofundando nos direitos humanos e não podemos julgar com o mesmo rigor a Igreja do século XVI como a Igreja do século XXI”.

Dr. Zagal acrescentou que, com efeito, a conquista da América teve “luzes e sombras” e recordou que entre as legitimações para realizar este processo, “considerava-se que um povo que não permitia a pregação do Evangelho, um povo que celebrava mal alguns ritos, como os sacrifícios humanos, podia ser conquistado”.

O professor da Universidad Panamericana observou ainda que, tanto para a Europa como para a América no século XVI, “não podemos idealizar”, pois, ambos continentes “estavam envolvidos em guerras, em lutas internas, havia opressão, havia pobreza”.

“Nem a Europa nem a América eram uma espécie de paraíso original, onde as pessoas eram boas por natureza”, destacou.

Mas as feridas da conquista, disse, têm a possibilidade de serem fechadas. “Já existem países onde se fecharam. A Gália foi conquistada pelos romanos e hoje nenhum francês se ressente por esta luta”.

“O problema, pelo menos no México, é que os indígenas continuam sendo a população mais pobre. O México é um país onde temos 3 dos 20 milionários mais ricos do mundo. O México é um país muito rico e, no entanto, existe uma desigualdade social e um racismo persistente”.

“Na medida em que esses povos originários ascendam socialmente, tenham acesso à saúde, à educação, isso terminará fechando este episódio”, afirmou.

Por sua parte, Padre Eduardo Chávez, doutor em História da Igreja na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma e um dos maiores especialistas sobre a aparição da Virgem de Guadalupe, disse que a exigência de López Obrador “está fora de lugar, porque estamos falando de outro contexto”.

“Naquela época, os missionários vinham verdadeiramente para fazer uma evangelização que lhes custava a vida. Naquela época, era uma verdadeira aventura vir para a América. E o fizeram realmente com todo o amor, amor pela Igreja, e achavam que toda essa idolatria, tudo isso que estavam passando os indígenas era do diabo”.

O sacerdote e historiador mexicano afirmou que, ao contrário do trabalho generoso dos missionários, “os conquistadores são outra coisa. Há duas coisas que infelizmente se misturam, mas são diferentes “.

A diferença é tal, afirmou, que embora os conquistadores espanhóis se dissessem cristãos, pretendiam assassinar os missionários para evitar que batizassem os indígenas, a fim de escravizá-los.

“Era mais simples para eles poderem justificar seus roubos, seus assassinatos, sua escravidão e tratar os indígenas como animais, porque diziam: ‘se permanecerem na idolatria, então justifico todo este tipo de torpezas, porque estou lidando com animais ou com pessoas que estão com os diabos, com os ídolos’”, assinalou.

Pe. Chávez reafirmou a preocupação evangelizadora dos primeiros missionários e lembrou que o que viram quando chegaram aos territórios astecas lhes parecia demoníaco.

“As criancinhas eram sacrificadas em adoração a Tlaloc, o deus da chuva. O que se pretendia era que chorassem muito e lhes perfuravam todo o corpinho com pontas de maguey. O objetivo era fazê-las chorar até que não conseguissem nem respirar para que houvesse chuva. Então, arrancavam-lhes as unhas. Se fosse uma menina, cortavam sua cabeça e, se fosse um menino, tiravam-lhe o coração e o sangue”.

“Um missionário do século XVI, inclusive um missionário atual, vê isso como demoníaco, ou em nossa época, como coisa de louco”, assegurou.

Para os missionários que vieram para a América há 500 anos, observou, o objetivo principal “era salvar os povos indígenas de toda essa idolatria”.

A verdadeira inculturação da evangelização do México, destacou, só veio com a aparição da Virgem de Guadalupe em 1531. Santa Maria, disse Pe. Chávez, “fez entender tanto a uns como a outros uma inculturação perfeita desta evangelização”.

Fonte: acidigital.com

Papa Francisco agradece a esta missionária na África de 85 anos

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Após a audiência geral desta quarta-feira, 27 março, o Santo Padre agradeceu à Irmã Maria Concetta Esu, da Congregação das Filhas de São José de Genoni, pela missão que desempenha na África há quase 60 anos.

“Hoje temos a alegria de ter uma pessoa conosco que desejo lhes apresentar”, disse o Papa aos milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro. Explicou que conheceu a religiosa de 85 anos durante a sua viagem para Bangui (República Centro-Africana).

O Santo Padre assinalou que a Irmã Maria Concetta é missionária na África há quase 60 anos, onde serve no âmbito da obstetrícia. “Na sua vida ajudou três mil crianças a nascer. Que maravilha!”, exclamou o Papa.

Além disso, o Pontífice ressaltou que a religiosa está visitando Roma para um encontro com as demais irmãs de sua Congregação e pensou em “aproveitar esta ocasião para lhe dar um sinal de reconhecimento e lhe agradecer por seu testemunho”.

Por isso, o Santo Padre lhe ofereceu um reconhecimento em seu nome e em nome da Igreja. “É um sinal do nosso afeto e do nosso ‘obrigado’ por todo o trabalho que fez em meio às irmãs e aos irmãos africanos, a serviço da vida, das crianças, das mães e das famílias”.

“Com este gesto dedicado à senhora, desejo expressar o meu reconhecimento também a todos os missionários e missionárias, sacerdotes, religiosos e leigos, que espalham as sementes do Reino de Deus em todas as partes do mundo. O trabalho de vocês é grande. Vocês ‘queimam’ a vida semeando a palavra de Deus com o seu testemunho… E neste mundo vocês não fazem notícia”, disse.

Finalmente, o Papa explicou que Ir. Maria Concetta retornará à África, por isso pediu a todos que possam acompanhá-la com a oração e incentivou a que “seu exemplo nos ajude a viver o Evangelho nos locais onde estamos”.

Fonte: acidigital.com

Papa: o coração endurecido nos faz perder a fidelidade ao Senhor

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Ouvir a voz do Senhor para não deixar que nosso coração endureça: este é o convite do Papa Francisco ao celebrar a missa na capela da Casa Santa Marta.

Debora Donnini – Cidade do Vaticano

O Papa Francisco celebrou na manhã desta quinta-feira (28/03) a missa na capela da Casa Santa Marta e em sua homilia fez um forte convite à conversão.

Comentando a liturgia do dia, o Papa advertiu para o risco de se ter um coração que não ouve a voz do Senhor e, indo avante assim por “dias, meses e anos”, se torna como “a terra sem água”, se endurece.

No Evangelho de hoje, Jesus é claro: “Quem não está comigo, está contra mim”. “Ou se tem o coração obediente, ou perdemos a fidelidade”, comentou Francisco.

O risco de perder a fidelidade

“Nós, muitas vezes, somos surdos e não ouvimos a voz do Senhor. Sim, ouvimos o telejornal, as fofocas do bairro: isso sim, ouvimos sempre”.

O Senhor exorta a ouvir a sua voz e não endurecer o coração. A Primeira Leitura, extraída do profeta Jeremias, descreve justamente esta experiência de Deus diante do “povo teimoso, que não quer ouvir”, disse o Papa de maneira vigorosa. Este trecho de Jeremias é, portanto, “um pouco a lamentação do Senhor”: Deus ordena ao povo de ouvir a sua voz relacionando-a com a promessa de que sempre será o seu Deus e “vocês serão o meu povo”.

Mas o povo não o ouviu e não prestou atenção; ao contrário, “seguindo as más inclinações do coração, andaram para trás e não para a frente e ao invés de se dirigirem a mim, me viraram as costas”. O Papa pediu a cada um para refletir se não fez a mesma coisa.

Sempre na Primeira Leitura, Deus recorda que, desde a saída do Egito, enviou “todos os seus servos, os profetas”, mas não foi ouvido. Ao invés, “se obstinaram no erro, procedendo ainda pior que seus pais”. “Se falares todas essas coisas”, diz o Senhor, “eles não te escutarão” e termina com “esta declaração triste” que “é um testemunho de morte”: “a fé morreu”. 

Um povo sem fidelidade, que perdeu o sentido da fidelidade. E esta é a pergunta que hoje a Igreja quer que nós façamos, cada um: “Eu perdi a fidelidade ao Senhor?” – “Não, não, vou todos os domingos à missa …” – “Sim, sim: mas aquela fidelidade do coração: eu perdi aquela fidelidade ou o meu coração está duro, obstinado, surdo, não deixa entrar o Senhor, se vira sozinho com três ou quatro coisas e depois faz o que quer?”. Esta é uma pergunta para cada um de nós: todos devemos conseguir, porque a Quaresma serve para isso, para restabelecer o nosso coração. “Ouça hoje a voz do Senhor” é o convite da Igreja. “Não endureçam o coração”. Quando alguém vive com o coração duro, que não ouve o Senhor, vai além de não ouvi-lo e quando há algo do Senhor que não gosta, deixa-O de lado com algum pretexto, descreditando o Senhor, caluniando e difamando-O.

Jesus diz: quem não está comigo, está contra mim

“Foi o que aconteceu com Jesus e a multidão”, disse o Papa comentando o Evangelho do dia, para explicar o que significa descreditar o Senhor. Jesus fazia milagres, curava os doentes e esses obstinados o que disseram? “É por meio de Belzebu que Ele expulsa os demônios”, recordou Francisco, acrescentando que “descreditar o Senhor” é “o penúltimo passo dessa rejeição”. O “último passo do qual não há volta é a blasfêmia contra o Espírito Santo”, prosseguiu o Papa, recordando as fortes palavras de Jesus no final do Evangelho:

Jesus tenta convencê-los, mas não consegue… E no final, assim como o profeta termina com esta frase clara – “a fé morreu” – Jesus termina com outra frase que pode nos ajudar: “Quem não está comigo, está contra mim”. “Não, não, eu estou com Jesus, mas mantendo certa distância, não me aproximo muito”: não, isso não existe. Ou você está com Jesus ou contra Jesus; ou é fiel ou infiel; ou tem o coração obediente ou perdeu a fidelidade. Cada um de nós pense, hoje, durante a missa e depois durante o dia: pensar um pouco. “Como vai a minha fidelidade? Eu, para rejeitar o Senhor, procuro algum pretexto?”. Não perder a esperança. E essas duas palavras– “a fé morreu” e “quem não está comigo, está contra mim” – ainda deixam espaço para a esperança, inclusive a nós.

Voltar ao Senhor

O Papa conclui a homilia recordando, porém, que somos chamados a regressar ao Senhor, como exorta a fazer a Aclamação ao Evangelho: “Voltai a mim de todo coração”, diz o Senhor, “porque sou misericordioso e piedoso”. “Sim, o seu coração é duro como esta pedra, tantas vezes você me descreditou para não me obedecer, mas ainda há tempo”:

“Voltai a mim de todo o coração”, diz o Senhor, “porque eu sou misericordioso e piedoso: esquecerei tudo. A mim importa que você venha. Isso é o que importa, diz o Senhor. E esquece todo o resto. Este é tempo da misericórdia, da piedade do Senhor: abramos o coração para que Ele venha a nós.

Fonte/vaticannwes.va