Santuário Astorga

Archives: fevereiro 2017

O sofrimento por trás das drogas

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Caros amigos, o tráfico e o consumo de drogas ilícitas são um terrível sofrimento social, atingindo milhares de pessoas em nosso país. Famílias de dependentes, comunidades reféns da violência do tráfico e das milícias e as inumeráveis redes criminosas de lavagem de dinheiro e manipulação política são alguns problemas críticos desta situação.

Não há lugar livre deste grande mal e, por isso, são necessárias ações efetivas em todas as Paróquias e comunidades. Nossas armas de resistência contra este mal são a onipotente graça de Deus e a caridade fraterna.

Em princípio, é importante perceber que toda esta rede de violência baseia-se na fragilidade de nossa natureza, passível de vícios de todo tipo. Assim, todas as repressões legais e policiais contra o tráfico cuidam dos sintomas de uma sociedade doente, em que os vícios funcionam como compensação ao déficit de amor nos corações frágeis. Mas o cuidado com a pessoa atinge diretamente a causa do problema.

Ninguém está imune aos vícios, mas há grupos mais vulneráveis. Estes não se caracterizam primordialmente pela desigualdade econômica, como muitos tendem a afirmar, mas coincidem na busca por prazeres imediatos e pela fuga da realidade, fatores continuamente denunciados como um grave problema social pelo Papa Francisco. (Cfr. Evangelii Gaudium 62)

É preciso destacar que o sofrimento que leva às drogas tem entre outras causas a crescente desagregação familiar e a ausência de um comprometimento decisivo no campo da educação. Quando as relações familiares se desorientam ou deixam de existir, a sociedade perde a oportunidade de receber homens e mulheres formados na esteira do amor e das virtudes. Ao mesmo tempo, a sociedade também sofre por falta de políticas educacionais que verdadeiramente promovam a formação integral da pessoa.

Sem esses dois eixos basilares de uma sociedade sadia e forte, crescem a violência, as tragédias e o recurso às drogas. Tanto a violência como a fuga da realidade são grandes flagelos da ordem social e da convivência humana pacífica, que impedem o progresso de uma nação. Profetizou o antropólogo Darcy Ribeiro em 1982: ”se os governadores não construírem escolas, em 20 anos faltará dinheiro para construir presídios”.

Por isso, no que diz respeito aos jovens, que estão desenvolvendo sua personalidade, é fundamental uma formação humana integral baseada no amor e na verdade, que lhes dará instrumentos suficientes não só para descartar os caminhos errados, mas também uma consciência crítica bem formada que o torna capaz de perceber e agir conforme os princípios da verdade, justiça e fraternidade que se traduzem por um compromisso decidido no serviço à vida de seus semelhantes e à construção de uma sociedade mais humana.

Nenhuma iniciativa é fácil, mas não podemos assistir de braços cruzados, os jovens caindo nas drogas, as famílias definhando, as mortes de inocentes e a ampliação das “cracolândias”. O clamor de tanta dor chega ao Coração Deus, que pede de nós uma ação concreta. É preciso quebrar esta corrente do mal!

Dom Edney Gouvêa Mattoso – Bispo de Nova Friburgo (RJ)

 

fonte/texto: noticiascatolicas.com.br

Recuperar as instituições

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É grave o processo de sucateamento das instituições. Isso porque os funcionamentos institucionais, frequentemente, são obsoletos e não conseguem promover o bem da coletividade.  Essa realidade traz resultados nefastos para cada instituição – sejam elas governamentais, educacionais, religiosas ou familiares, além de prejuízos para toda a sociedade.

Os investimentos para se adequar processos são insuficientes e, consequentemente, os resultados são pífios na prestação de serviços. Um mal terrível que envolve variadas instituições, inclusive as que têm seu balizamento maior na experiência da fé.

A sociedade pede mais consistência por parte das organizações, que precisam cumprir bem sua tarefa: assumir a responsabilidade de cooperar para a transformação de uma sociedade carente de novos impulsos e inovações. É preciso deixar de insistir em práticas de tempos que já se foram. Muitas ações que são próprias do passado já não têm força para interagir com as demandas do mundo contemporâneo. Consequentemente, não conseguem interferir positivamente na realidade. Mas ainda assim, permanecem os gastos – com recursos financeiros e também humanos – direcionados a esses funcionamentos inadequados. As pessoas ficam submersas na mediocridade de escolhas e de encaminhamentos. Conviver com a pequenez naquilo que se faz, por não se engajar nos processos de mudanças, torna-se normal. Isso trava criatividades e amordaça muitos na condição de não conseguir contribuir. Cria-se facilmente o vício de se fazer das configurações institucionais, nos seus funcionamentos, simplesmente um amparo para quem se satisfaz com a oportunidade de ter um “lugar ao sol”. Ora, esse fenômeno é a contramão das dinâmicas modernas e inevitáveis das inovações.

Inovar é uma exigência e deveria ser a meta, mas os agentes da inovação – as pessoas que integram as instituições – se satisfazem com a conquista de uma zona de conforto que mata gestos de altruísmo, impedindo o ser humano de ser participe na criação e recriação. Compreende-se, assim, porque a ocupação de cargos não é garantia para uma atuação proativa e com força de transformação. O marasmo no interior das instituições envolve como uma nuvem a preciosidade de cada pessoa. O resultado nefasto é o cumprimento de mandatos ou tempo de serviço com opacidade.

Percebe-se que a dimensão pessoal sucateia a instituição. Mas, também a dimensão institucional pode prejudicar as pessoas, enjaulando-as, inclusive as que têm grande potencial. Sem conseguir mostrar a própria capacidade, elas permanecem na linha mediana de atuação.  Por isso, cada pessoa precisa assumir o compromisso de lançar um olhar sobre a instituição na qual se insere, buscando saídas para a terrível fragilização das organizações. Essa fragilização é fundamentada na incompetência que afeta modos de agir e nos desvios ético-morais que, inclusive, levam agentes a usufruírem, de modo desonesto, de recursos institucionais, conduzindo velozmente as organizações, na qual trabalham, rumo a precipícios.

O fato mais comum é, consciente ou inconscientemente, tender a escolhas que levem a colocar responsabilidades e intervenções nas mãos de quem não as operará adequadamente. Certamente, trata-se de mecanismo de defesa que perpetua a mediocridade que, infelizmente, incomoda menos. O que incomoda mais é o desafio de desinstalar-se da “zona de conforto” para responder às exigências e às demandas do dia a dia, às necessidades de qualificação permanente do tecido institucional. Esse tecido, quando fortalecido, pode alavancar mudanças que levem às soluções adequadas para o tempo atual.  Assim, em gesto de humildade e batendo penitencialmente no peito, cada pessoa precisa cultivar uma consciência cidadã e não apenas ocupar postos que representem, somente, oportunidade de promoção pessoal. Todos devem assumir a responsabilidade para ajudar a encontrar novas respostas, com trabalho produtivo. Esse é um indispensável caminho no combate à mediocridade, no enfrentamento das demagogias e na coragem de avaliar, sinceramente, o que se está fazendo, para encontrar os caminhos da inovação e recuperar as instituições.

Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo – Arcebispo de Belo Horizonte (MG)

 

fonte/texto: noticiascatolicas.com.br

COMUNICADO DA ROMARIA

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Caros Irmãos,
Nesse mês no dia 22 comemoramos a festa da catedral de São Pedro e também dia Nacional do terço dos homens no Brasil, esse oficializado pelo a CNBB. E assim queremos convidar. Mas que isso! queremos convocar todos os grupos para participarem da VII Romaria Nacional do Terço dos Homens no Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, em Aparecida (SP), dia 17 e 18 de fevereiro.
Apresente à Mãe sua gratidão, sua súplica, sua vida.
Venham rezar juntos com tantos outros companheiros que estão na mesma caminhada. Vai ser um bonito testemunho de fé e devoção à Mãe de Jesus e nossa Mãe. Façam o possível e vamos para casa da Mãe Aparecida, conto com vocês e com sua Romaria.
 
SALVE RAINHA! 🙏
Por Pe. Alex

Vaticano reafirma orientações da Igreja contra a eutanásia

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O Vaticano reafirmou nesta segunda-feira, 6, as suas orientações contra a eutanásia, num documento para agentes pastorais divulgado por ocasião do Dia Mundial do Doente 2017 (11 de fevereiro).

A “Nova Carta dos Operadores Sanitários’, apresentada em coletiva de imprensa, apresenta uma seção dedicada ao tema “morrer”, abordando a atitude diante do doente em fase terminal.

O texto aborda o tema da alimentação e hidratação artificial, consideradas como “cuidados básicos devidos” aos doentes, bem como a da sedação paliativa nas fases mais próximas da morte, que a doutrina católica aceita, “segundo os corretos protocolos éticos”.

O novo documento rejeita práticas como o diagnóstico genético pré-implantação, aborto ou experiências com menores ou adultos incapazes de decidir sobre as mesmas.

A celebração internacional do Dia Mundial do Doente vai acontecer este ano no santuário francês de Lourdes, sob a presidência do cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, como enviado especial do Papa Francisco.

Na mensagem que enviou ao legado pontifício, em latim, o Papa apelou ao cuidado integral da pessoa, “alma, mente e corpo”.

Por Canção Nova, com Agência Ecclesia

 

fonte/texto: noticiascatolicas.com.br

Datafolha divulga pesquisa sobre número de católicos

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Nos últimos dois anos 9 milhões de católicos deixaram a Igreja. Os dados são de uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, e publicada no dia 24 de janeiro. Apesar da diminuição, cinquenta por cento dos brasileiros se declaram católicos. O levantamento ouviu por telefone cerca de três mil brasileiros maiores de 18 anos em 174 municípios. O secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner, falou sobre o assunto. Ele afirma que a Igreja não deve se preocupar exclusivamente com a questão dos números, mas focar no modo de evangelizar.

Veja o vídeo aqui.

fonte/texto: noticiascatolicas.com.br e cancaonova.com