Santuário Astorga

Archives: fevereiro 2017

O caminho para vencer a apostasia na Igreja

O caminho para vencer a apostasia na Igreja

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Estamos no tempo de “apostasia, quando muitas pessoas estão renegando a fé

Estamos num tempo de falsos profetas, tempo de “apostasia, quando muitas pessoas estão renegando sua fé. A apostasia é como Aids, ou seja, a pessoa nem imagina que se contagiou, mas depois percebe que já está sem defesa orgânica.

É doloroso constatar, mas a verdade é essa: o povo de Deus, “a esposa que é a Igreja”, está sem defesa. Os falsos profetas investem com fúria contra a Igreja de Deus e têm conseguido resultados. Acontece hoje o que Jesus mesmo experimentou:

“”Vendo as multidões, tomou-se de compaixão por elas, porque estavam exaustas e prostradas como ovelhas sem pastor”” (Mt 9,36).

O profeta João Batista, o amigo do Esposo, que preparou a Sua primeira vinda, aponta a solução para os tempos de hoje: a penitência e a conversão em Marcos, 1.

 

Seu irmão, Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

 

fonte/texto: cancaonova.com

Você já fez promessa

Você já fez promessa? É bom fazer promessa?

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As pessoas me perguntam: “O que a Igreja diz sobre as promessas?”. A Igreja as aprova quando realizadas adequadamente. Os santos faziam promessas. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) diz que “em várias circunstâncias, o cristão é convidado a fazer promessas a Deus. Por devoção pessoal, o cristão pode também prometer a Ele este ou aquele ato, oração, esmola, peregrinação etc. A fidelidade às promessas feitas ao Senhor é uma manifestação do respeito devido à majestade divina e do amor para com o Deus fiel”” (CIC § 2101).

Há passagens bíblicas que contêm promessas. Jacó faz uma promessa a Deus: ““Se Deus for comigo, se ele me guardar durante essa viagem que empreendi e me der pão para comer e roupa para vestir, e me fizer voltar em paz casa paterna, então o Senhor será o meu Deus. Essa pedra da qual fiz uma estela será uma casa de Deus, e pagarei o dízimo de tudo o que me derdes”” (Gn 28,20-22).

Reflexões

Ana, a mãe do profeta Samuel, fez um voto: “”E fez um voto, dizendo: Senhor dos exércitos, se vos dignardes olhar para a aflição de vossa serva, e vos lembrardes de mim; se não vos esquecerdes de vossa escrava e lhe derdes um filho varão, eu o consagrarei ao Senhor durante todos os dias de sua vida, e a navalha não passará pela sua cabeça”” (1Sm 1,11).

Alguns salmos exprimem os votos ou as promessas dos orantes de Israel (Sl 65; 66,116; Jn 2,3-9).

“Se oferecerdes ao Senhor alguma oferenda de combustão, holocausto ou sacrifício, em cumprimento de um voto especial ou como oferta espontânea” (Nm 15,3).

“Se uma mulher fizer um voto ao Senhor ou se impuser uma obrigação na casa de seu pai, durante a sua juventude, os seus votos serão válidos, sejam eles quais forem. Se o pai tiver conhecimento do voto ou da obrigação que se impôs a si mesma, será válida. Mas se o pai os desaprovar, no dia em que deles tiver conhecimento, todos os seus votos ficarão sem valor nenhum. O Senhor perdoar-lhe-á, porque seu pai se opôs” (Nm 30,4-6).

No entanto, havia a séria recomendação para que se cumprisse o voto ou a promessa feita. “Mais vale não fazer voto, que prometer e não ser fiel à promessa” (Ecl 5,4). São Paulo quis submeter-se às obrigações do voto do nazireato: “Paulo permaneceu ali (em Corinto) ainda algum tempo. Depois, despediu-se dos irmãos e navegou para a Síria e com ele Priscila e Áquila. Antes, porém, cortara o cabelo em Cêncris, porque terminara um voto” (cf. At 18,18).

“Disseram os judeus a Paulo: “Temos aqui quatro homens que fizeram um voto. Purificar-te com eles e encarrega-te das despesas para que possam mandar rapar a cabeça. Assim todos saberão que são falsas as notícias a teu respeito, e que te comportas como observante da Lei” (At 21,23s).

Deus sabe o que é melhor para nós

É certo que as promessas não obrigam Deus a nos dar o que Ele não quer dar, pois sabe o que é melhor para nós, mas essas podem obter do Senhor, muitas vezes, por meio da intercessão dos santos, graças de que necessitamos. Jesus mandou pedir e com insistência.

As promessas nada têm de mágico ou de mecânico, nem podem ser um “comércio” com Deus; pois não se destinam a “dobrar a vontade do Senhor. Às vezes, os fiéis prometem até coisas que não conseguem cumprir por falta de condições físicas, psíquicas ou financeiras, e ficam com medo de um castigo de Deus Pai. Pior ainda quando alguém faz uma promessa para que outro a cumpra, sem o seu consentimento. Os pais não devem fazer promessas para os filhos cumprirem.

Ao determinar que nos daria as graças necessárias nesta vida, o Todo-poderoso quis incluir no Seu desígnio a nossa colaboração mediante a oração, o sacrifício, a caridade etc. Deus quer levar em conta as orações que Lhe fazemos. Sob essa ótica, as promessas têm valor para Deus e para nós orantes, pois alimentam em nós o fervor, estimulam nossa devoção, exercitam em nosso coração o amor a Deus; e isso é valioso. Uma promessa bem feita pode nos abrir mais à misericórdia do Senhor.

Se não conseguir cumprir a promessa?

Quando não se puder cumprir uma promessa feita a Deus, procure um sacerdote e peça-lhe que troque a matéria da promessa. Essa solução está de acordo com os textos bíblicos que preveem a possibilidade da mudança dos votos (ou promessas) por parte dos sacerdotes: ““Se aquele que fizer um voto não puder pagar a avaliação, apresentará a pessoa diante do sacerdote e este fixá-la-á; o valor será fixado pelo sacerdote de acordo com os meios de quem fizer voto”” (Lv 27, 8; cf. Lv 27,13s.18.23).

Procure prometer práticas não somente razoáveis, mas também úteis à santificação do próprio sujeito ou ao bem do próximo. Quanto aos ex-votos (cabeças, braços, pernas de cera), que se oferecem em determinados santuários, diz Dom Estevão Bettencout que “podem ter seu significado, pois contribuem para testemunhar a misericórdia de Deus derramada sobre as pessoas agraciadas, assim levarão o povo de Deus a glorificar o Senhor; mas é preciso que as pessoas agraciadas saibam por que oferecem tais objetos de cera, e não o façam por rotina ou de maneira inconsciente” (PR, Nº 262 – Ano 1982 – Pág. 202).

Entre as melhores promessas estão as três clássicas que o próprio Jesus propôs: a oração, a esmola e o jejum (cf. Mt 6,1-18). A Santa Missa é o centro e o alimento por excelência da vida cristã. A esmola “encobre uma multidão dos pecados” (cf. 1Pd 4,8; Tg 5,20; Pr 10,12); o jejum e a mortificação purificam e libertam das paixões o ser humano. Jesus disse que certos males só podem ser eliminados pelo jejum e pela oração.

Se a prática das promessas levar o cristão ao exercício dessas boas obras, então é salutar. As promessas nada têm a ver com as “obrigações” dos cultos afro-brasileiros, mas são expressões do amor filial dos cristãos a Deus.

Por Felipe Aquino

fonte/texto: cancaonova.com

Quaresma

Qual o sentido do tempo litúrgico da quaresma?

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A todos nós cristãos católicos, somos acometidos por várias questões sobre o Tempo da Quaresma.  E agora mais ainda quando aproxima esse tempo litúrgico da Igreja. É plausível nos perguntarmos, qual o sentido litúrgico da quaresma para nossa vida de cristãos que somos chamados pelo batismo a vivenciar na Igreja? Deste modo, é de suma importância entender esse Tempo proposto pela Igreja a que antecede o Mistério Pascal, centralidade essa de nossa fé cristã e cume de toda liturgia.

Agora convido você leitor para percorrer um caminho de fé viva, transmitida desde as bases da Igreja Primitiva até a sua evolução dentro da História da Salvação dada por Deus em Jesus Cristo. Mas antes de respondermos a pergunta inicial, é necessário que entendamos a sua origem, pois deste pondo arquétipo revela o verdadeiro sentido da quaresma.

Quando olhamos para a História da Igreja, o Tempo da Quaresma foi datada  final do século III e início do século IV, período esse que a Igreja estava na ascensão do cristianismo diante do império romano. Foi a partir desse período até nos tempos atuais, a história narra a sua evolução. Desta evolução, a Quaresma dentro do Tempo Litúrgico ficou com seis Domingos antecedentes à Páscoa. O que sabemos é que ha uma relação entre Quaresma e Páscoa e esta está profundamente ligada entre si de modo que uma esta para a outra. Nesse sentido o Tempo da Quaresma é uma preparação para o Tempo Pascal. O fundamento dessa preparação vamos o encontrar na Sagrada Escritura.

Por esse víeis, a Quaresma no sentido bíblico esta relacionada com os eventos do Antigo Testamento; os quarenta anos de peregrinação do povo hebreu rumo à terra prometida; os quarenta dias de Jejum total de Moisés no Monte Sinai, preparando-se para receber a Lei da Aliança(cf. Ex 24,12-18). E no Novo Testamento, Jesus antes de começar a sua vida pública vai para o deserto e fica lá durante quarenta dias e noites em jejum. Ambos aparecem o jejum como elemento essencial de preparação para a proximidade de Deus. Portanto, o Tempo da Quaresma significa um tempo de penitencia e de caridade. E encontramos esse sentido mais claro na Missa de Quarta-feira de Cinzas. Traz uma teologia do sentido penitencial.

Vejamos que a questão do sentido do Tempo Litúrgico da Quaresma esta dentro da Liturgia da Quarta-feira de Cinzas. Que é enfatizado pelo Evangelho do dia, a questão da penitencia e da conversão. Uma não existe sem a outra. Pois, a conversão acontece pela penitencia. E a penitencia se faz com jejum, esmola e oração. Essas três dimensões também estão intimamente ligadas entre si, pois o jejum é uma atitude de abstenção de alimentos para a descoberta do alimento espiritual da Palavra de Deus e do Pão da Vida. É mais do que ficar sem comer, mas sim abster-se por uma causa maior que é Jesus. Alimento essencial para nossa vida. E por sua vez, a oração faz parte do processo de jejum. Enquanto jejua-se a oração é dirigida à Deus que é o alimento por excelência. Por consequência a esmola ou caridade é fruto do jejum e da oração, como doação ao outro.

Portanto, o sentido do Tempo Litúrgico da Quaresma, esta ligada a resposta de Jesus a cada tentação que sofreu no deserto. O jejum mostra que não só de pão vive o homem, mas de toda Palavra de Deus que sai da boca de Deus. A esmola e a oração vivifica o agir sob a graça de Deus. Por isso o cristão é convidado nesse tempo a procurar praticar a penitencia, refazer sua caminhada de fé e se confessar.

 

Por Renato Aparecido Fernandes Coelho.

 

um-sentido-para-a-vida

O que dá verdadeiro sentido à nossa vida?

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Na nossa vida, devemos dar valor ao que, de fato, tem valor. Busquemos o que é essencial, não o que é passageiro, porque muitas coisas são importantes, mas poucas são essenciais.

O essencial nos satisfaz plenamente e dá verdadeiro sentido à nossa vida, porque o único essencial para nós chama-se Jesus de Nazaré, o único capaz de satisfazer as aspirações mais profundas do nosso coração.

“Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

O nosso conceito de vida é muito limitado. Quando aceitamos Cristo Jesus como Senhor de nossa vida, experimentamos, de fato, a vida em plenitude e a alegria passa ser a nossa companheira inseparável. De forma que descobrimos o verdadeiro tesouro, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, e tudo ganha um novo sentido e um novo brilho.

Abramos, hoje, o nosso coração e acolhamos o Senhor da vida.

Jesus, eu confio em Vós!

Por Luzia Santiago
Cofundadora da Comunidade Canção Nova

 

fonte/texto: cancaonova.com

a consolação de Deus

Quanto maior a dor, maior a consolação de Deus

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No dia a dia, travamos inúmeras batalhas com nós mesmos e com o mundo. Temos de nos controlar emocionalmente, segurarmo-nos para não brigar com ninguém; temos de nos proteger do mundo que anda tão violento.

Às vezes, a sensação que tenho é que vivemos a vida lutando; e isso nos cansa. Estamos rodeados do mal e temos de lutar contra ele o tempo inteiro. Queridos, quanto mais lutarmos, mais Deus estará em nosso favor. Precisamos dar sempre o primeiro passo na perseverança da vontade do Senhor. Se estivermos com Deus, Ele nos defenderá.

Não desistamos jamais de lutar contra o que é mal. Mas como lutar? Por meio da oração e confiança em Deus. Devemos rezar mais do que estamos acostumados, pois o mundo está precisando de nossas orações.

Seu irmão, Wellington Jardim (Eto)
Cofundador da Comunidade Canção Nova e administrador da FJPII

 

 

fonte/texto: cancaonova.com

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Acólitos

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Neste ultimo domingo tivemos uma linda celebração de ordenação de alguns jovens que se tornaram Acólitos da diocese de Apucarana. Pedro, Diogo e Rafael se tornaram os mais novos Acólitos, mas o que é esta função tão importante? O que eles fazem e pra que serve este leal ajudante.

1. Os ministros litúrgicos

Na primeira lição do nosso curso dissemos que toda a assembleia litúrgica precisa de ministros litúrgicos para a servir. E também dissemos que, para a celebração da missa dominical decorrer sem atropelos, são precisos, pelo menos, quatro ministros: o presidente, o leitor, o cantor e o acólito.

Imaginem, por exemplo, que num domingo as pessoas se tinham reunido para a missa, mas não havia ninguém para fazer as leituras nem para cantar o salmo. O presidente tinha de presidir e, quando chegasse o momento, tinha também de ir ler as leituras, no caso de não haver ninguém na assembleia capaz de as proclamar, e isso faria com que a celebração sofresse um atropelo; se não houvesse cantor, o salmo responsorial teria de ser apenas lido, o que seria outro atropelo, pois o salmo deve ser cantado por um cantor diferente do leitor.

Se isso viesse a acontecer muitas vezes, poderia ficar-se com a ideia errada de que a missa é o que na realidade não é ou não deve ser. Se fosse sempre o presidente da celebração a fazer tudo, alguém poderia pensar que a missa é só dele, quando isso não é verdade, pois Jesus quis e quer que ela seja de todos os cristãos reunidos em assembleia. Jesus não quer que seja um só a fazer tudo, mas também não quer que haja alguns que nunca fazem nada. O que Ele mais gosta é que cada um faça o que deve fazer, para que a celebração seja de todos e todos sintam que são responsáveis por ela.

2. O que é o acólito?

A palavra acólito vem do verbo acolitar, que significa acompanhar no caminho. Dado que se pode acompanhar alguém indo à frente, ao lado ou atrás de outras pessoas, acólito é aquele ou aquela que, na celebração da liturgia, precede, vai ao lado ou segue outras pessoas, para as servir e ajudar.

Quem é que o acólito acompanha e serve? Em primeiro lugar acompanha e serve o presidente da celebração da missa, que tanto pode ser o bispo como o presbítero; em segundo lugar acompanha e serve o diácono, o ministro extraordinário da comunhão, ou outras pessoas que precisam de ser ajudadas durante a celebração. Noutras celebrações, acompanha e serve as pessoas responsáveis por essas mesmas celebrações.

Quando é que o acólito começa a ajudar e a servir o presidente da missa? Quando o bispo ou o presbítero, na sacristia, tomam as suas vestes. Já então o acólito deve estar vestido e pronto, para poder ajudar. Depois, acompanha-os na procissão de entrada, indo à frente. Durante a missa, o acólito está sempre atento ao que o bispo ou o presbítero precisam, para lhes apresentar umas vezes o missal, outras vezes as coisas que eles hão-de colocar no altar, ou para os acompanhar quando vão distribuir a comunhão aos fiéis. Por fim, quando o presidente regressa à sacristia, o acólito vai à sua frente e ajuda-o a tirar as vestes e a guardá-las.

Só depois de tudo isso feito é que o acólito pensa em si próprio. No fim de ter ajudado o presidente da celebração, também ele tira a sua túnica e a guarda. Enquanto faz tudo isso, agradece a Jesus por ter estado a servi-lo na pessoa dos seus ministros, e pode lembrar-se daquela palavra do Senhor: Tudo aquilo que fizestes a um dos meus irmãos, mesmo aos mais pequenos, foi a mim que o fizestes.

Podemos então dizer que o acólito, desde o princípio até ao fim da missa, acompanha, ajuda e serve o próprio Jesus. Ele não o vê com os seus olhos; mas a fé ensina-o. Um verdadeiro acólito vai descobrindo isto cada vez mais. Se um acólito não o descobre, corre o risco de se cansar de ser acólito. Mas se o descobre e acredita nisso, então vai desejar sempre ser escolhido para acólito, em cada domingo.

3. Quem pode ser acólito?

Para explicar muito bem este assunto tenho de dizer várias coisas. A primeira é esta: há acólitos instituídos e acólitos não instituídos.

a) Acólitos instituídos

Chamam-se acólitos instituídos, aqueles que o bispo duma diocese chamou e fez acólitos. Este chamamento e esta instituição pelo bispo querem dizer que um acólito instituído é convidado a participar muito empenhadamente na celebração da Eucaristia, que é o coração da Igreja, e que o deve fazer sempre que esteja presente e for convidado a fazê-lo pelo responsável da celebração.

Também quer dizer que, dentro da mesma diocese, o acólito instituído pode ser chamado a realizar o seu serviço em qualquer paróquia, desde que o pároco o convide ou lho peça, uma vez que o bispo que o chamou é o bispo de todas as paróquias dessa diocese.

Quem é que pode ser acólito instituído? Só os rapazes que se preparam para isso durante bastante tempo. É o que acontece com os seminaristas, embora também possam ser chamados outros rapazes ou homens que não sejam seminaristas. Este pormenor quer dizer que, um dia, se esse rapaz ou homem vier a ser ordenado padre, deve não só servir bem, como bom acólito que foi, mas também ensinar os mais novos da paróquia onde estiver, a serem bons servidores, ou seja, óptimos acólitos, como o vosso pároco está agora a fazer convosco.

b) Acólitos não instituídos

Os acólitos não instituídos são em muito maior número do que os instituídos. São aqueles que nós conhecemos melhor, porque os vemos todos os domingos a servir na missa, nas nossas paróquias. Eles podem ser rapazes ou raparigas. Quem os chama para serem acólitos é o pároco de cada paróquia e não o bispo da diocese. Esse chamamento é precedido duma preparação. O Curso para Acólitos de que esta lição faz parte, tem por fim ajudar a fazer essa preparação.

Juntamente com o Curso é muito importante praticar o serviço de acólito, procurando fazê-lo cada domingo com maior perfeição e atenção, mas sobretudo com muito espírito de fé. Podemos dizer que Jesus foi o primeiro de todos os acólitos, pois disse um dia estas palavras: Eu estou no meio de vós como quem serve. Ora, o acólito, quer seja instituído quer seja não instituído, é e deve ser cada vez mais um rapaz ou uma rapariga que gostam de servir a Deus e aos seus irmãos na vida, a começar pelos que moram em sua casa e com os que com eles convivem mais de perto, e também na liturgia.

4. Os serviços dos acólitos não instituídos

Como o nosso Curso se destina aos candidatos a acólitos não instituídos nas Paróquias, vamos enumerar as suas funções principais na missa de cada domingo.

Antes de começar a missa:

— prestar todos os serviços ao presidente e ver se o altar e tudo o mais está preparado para a celebração.

Ao começar a missa:

— na procissão de entrada, a caminho do altar, levar a cruz, assim como os círios acesos.

Durante a missa:

— servir o presidente em tudo o que for preciso: apresentar o missal e as coisas necessárias para preparar o altar;

— acompanhar o presidente e os ministros extraordinários durante a distribuição da comunhão aos fiéis;

— arrumar os vasos sagrados, na credência, depois da purificação.

No fim da missa:

— acompanhar o presidente e ajudá-lo a tirar as vestes. Só depois disso é que o acólito tira a sua túnica.

Nesta lição apenas enumerámos as coisas mais importantes. Mais tarde diremos tudo com mais pormenor.

 

Por que é importante o Sinal da Cru

Por que é importante o Sinal da Cruz?

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Os católicos são criticados por fazer o Sinal da Santa Cruz. Mas há sólido fundamento nessa prática, como veremos.

A Igreja celebra a Festa da Exaltação da Santa Cruz no dia 14 de setembro. Essa festa origina-se nos primórdios da cristandade, porque a Morte do Senhor sobre a Cruz é o ponto culminante da Redenção da humanidade. A glorificação de Cristo e a nossa salvação passam pelo suplício da Cruz. Cristo, encarnado na Sua realidade concreta humano-divina, se submete voluntariamente à humilde condição de escravo (a cruz era o tormento reservado para os escravos) e o suplício infame transformou-se em glória perene.

Os Apóstolos resumiam sua pregação no Cristo crucificado e ressuscitado dos mortos, de quem provém a justificação e a salvação de cada um. São Paulo dizia que Cristo cancelou “o documento escrito contra nós, cujas prescrições nos condenavam. Aboliu-o definitivamente, ao encravá-lo na Cruz” (Cl 2,14). É por isso que cantamos na celebração da adoração da santa Cruz na Sexta-feira Santa: “Eis o lenho da cruz, do qual pendeu a salvação do mundo: Vinde! Adoremos!”.

O caminho da cruz, da humilhação e da obediência foi o que Deus escolheu para nos salvar. Por isso, amamos e exaltamos a santa Cruz.

São Paulo resumiu tudo, dizendo aos filipenses: “sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou soberanamente” (Fl 2,6-9). Se o Senhor passou por esse caminho de obediência, humilhação e crucificação, será que, para nós, cristãos (imitadores de Cristo!), haverá outro caminho de salvação?

Somente pela cruz, que significa morte ao próprio eu, à própria vontade, para acatar com fé, alegria e ação de graças a vontade de Deus, poderemos nos salvar. E é o próprio Senhor quem nos diz isso muito claramente: “Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me” (Lc 9,23). “Se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica só; se morrer, produz muito fruto” (Jo 12,24b). Cada um tem a sua cruz!

É pela cruz de cada dia, que cada um carrega, que Deus nos santifica (cf. Hb 12,10), fazendo-nos morrer para todas as más inclinações do nosso espírito. É pela cruz que chegaremos à glorificação, como o Senhor Jesus. É por isso que exaltamos a santa Cruz. E é por meio dessa Cruz de cada dia (doenças, aborrecimentos, penúrias, humilhações, cansaços, injustiças, incompreensões) que temos a graça e a honra de poder completar em nossa carne o que falta à Paixão do Senhor no seu Corpo, a Igreja (Cl 1,24).

O escritor cristão, Tertuliano († 220), atesta o amplo uso que do Sinal da Cruz faziam os fiéis nas mais variadas contingências da vida humana no segundo século:

“Quando nos pomos a caminhar, quando saímos e entramos, quando nos vestimos, quando nos lavamos, quando iniciamos as refeições, quando nos vamos deitar, quando nos sentamos, nessas ocasiões e em todas as nossas demais atividades, persignamo-nos a testa com o sinal da cruz” (De corona militis, 3).

Diz Santo Hipólito de Roma (†235), descrevendo as práticas dos cristãos do século III:

“Marcai com respeito as vossas cabeças com o sinal da cruz. Este sinal da Paixão opõe-se ao diabo e protege contra o diabo, se é feito com fé, não por ostentação, mas em virtude da convicção de que é um escudo protetor. É um sinal como outrora foi o cordeiro verdadeiro; ao fazer o sinal da cruz na fronte e sobre os olhos, rechaçamos aquele que nos espreita para nos condenar” (Tradição dos Apóstolos, 42).

Estes testemunhos dão a ver que o Sinal da Cruz já no início do século III estava muito difundido entre os cristãos, de tal modo que, as suas origens se identificam com as dos primórdios do Cristianismo.

Retirado do livro: “Para Entender a Reforma Protestante”. Prof. Felipe Aquino. Ed. Cléofas.

 

 

fonte/texto: cancaonova.com

Você também está na corrupção

Você também está na corrupção?

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Você pode viver os frutos do Espírito Santo. Não deixe de vivê-los por causa da corrupção. Não se engane ficando em “pequenas coisas” e pensando ser um bom cristão em outras coisas. Se isso acontecer, você vai se tornar um fariseu. O Senhor já não aguenta mais isso! É preciso que você tenha náusea de toda essa corrupção e não se aproxime dela!

O Catecismo da Igreja Católica fala que o sétimo mandamento prescreve que a justiça e a caridade estão na gestão dos bens terrestres, os quais servem para fazermos caridade. É uma mentira dizer que tudo o que você recebeu é seu! Estamos na administração desses bens e temos de administrá-los com sabedoria. Você vai levar para o caixão apenas a caridade que praticou com esses bens; nada mais vai com você.

No número 2409, o Catecismo da Igreja Católica é mais claro: “Reter os bens emprestados, defraudar no comércio, elevar os preços especulando sobre a miséria alheia, a fraude fiscal, a falsificação de cheques, o gastos excessivos, os desperdícios (…)”. Quantas pessoas andam descalças por que nós desperdiçamos!

Citemos, também, a questão do dinheiro público: “As promessas e os contratos devem ser mantidos e executados de boa fé. No mundo em que vivemos, muitos contratos já são feitos de má fé, e tudo isso é roubar”, diz a Palavra de Deus.

Abusar da misericórdia de Deus é demais! O lado contrário da misericórdia é a justiça do Senhor. Você precisa sair de todo esquema de corrupção. Não se deixe tomar por “vírus” nenhum. (Eu estou falando de “vírus”, “micróbios”). Saia desse esquema! Diga: “Eu sou católico, sou de Deus, sou de Jesus, já estou fora!”

No livro de Filipenses, capítulo 2, versículos 14 a 16, lemos: “Fazei todas as coisas sem murmurações nem críticas, a fim de serdes irrepreensíveis e inocentes, filhos de Deus íntegros no meio de uma sociedade depravada e maliciosa, onde brilhais como luzeiros no mundo, a ostentar a palavra da vida. Dessa forma, no dia de Cristo, sentirei alegria em não ter corrido em vão, em não ter trabalhado em vão”.

Há muitos cristãos e católicos que não conhecem essa passagem bíblica. Luzeiro é muito mais que luz, é uma orientação; por isso, nós devemos ser resolutos, decididos a não mais pecar. Eu não entro em nenhum esquema de corrupção pela minha responsabilidade, primeiro como padre, depois como responsável por vocês.

Não estou dizendo que você seja corrupto. Estou alertando você para que não seja pego pela corrupção. No Evangelho de São Lucas, capítulo 19, é narrada a história de Zaqueu: o corrupto queria ver Jesus, subiu a um sicômoro, atrás das folhas, para ninguém vê-lo. E Jesus, quando passou por ali, disse, certamente apontando com o dedo: “Zaqueu, desce depressa, porque é preciso que eu fique hoje em tua casa”. Ele foi preparar tudo para receber Jesus. Quando o Senhor chegou, Zaqueu O recebeu e disse: “Senhor, vou dar a metade dos meus bens aos pobres e, se tiver defraudado alguém, restituirei o quádruplo”.

O corrupto cobrador de impostos estava decidido a restituir as pessoas pelo mal que havia causado a elas. Naquele dia, a salvação entrou na casa dele, pois o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido.

Meus irmãos, se vocês estiverem amarrados nos esquemas de corrupção, Jesus está passando agora perto de vocês. Decidam-se e recebam a salvação. A corrupção vem do profundo do inferno, e não podemos nos deixar ser influenciados pelo mal.

fonte/texto: cancaonova.com

o valor de calar

Ter o valor de calar e de falar

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Calar ou falar? Há circunstâncias em que o calar é um ato de covardia, de ignorância ou medo para expressar a própria opinião. Em outros momentos, é uma atitude sensata, um ato de coragem, um sinal de controle dos instintos. Falar em local e na hora inoportuna revela superficialidade, falta de sensibilidade ou desejo de esconder a verdade. Conjugar a fala com o silêncio é sabedoria, é um valor na convivência.

“Só pode exercer o valor de calar aquele que consegue falar, que é capaz de se expor, mas escolhe livremente fechar os lábios. O silêncio é um valor quando vem de dentro, quando o indivíduo, podendo falar, decide se calar”. (Torralba, Francesc. O valor de ter valores). O silêncio imposto e violento não é valor, mas somente o é quando nasce de uma decisão livre, de um ato de vontade.

É valoroso calar para escutar o outro. Para escutar é preciso calar. É a atitude de discípulo que reconhece que o outro sabe mais e que tem algo importante para dizer e que posso aprender dele ampliando assim o meu horizonte e o conhecimento. Em outras circunstâncias, talvez o outro não tenha nada a me ensinar, mas ele precisa falar do que se passa na sua vida. Neste caso, ouvir calado é uma fala extremamente loquaz.

Há circunstâncias na vida em que é preciso calar para não ferir o outro. Há situações que convidam para retribuir uma ofensa, uma agressão ou traição sofrida, com a mesma medida. Nestas horas, controlar as emoções, o desejo de vingança com o silêncio é sinal de domínio das próprias paixões. É um ato voluntário, um exercício de reflexão de não retribuir o mal com o mal. De não retribuir ofensa com ofensa, pois ofender não faz desaparecer a ofensa. É calar nesta hora, para oportunamente falar.

É preciso manter-se calado diante segredo confiado. Quem confia um segredo é uma pessoa concreta e que revela algo que está guardando com sete chaves. Por outro lado, revela o segredo a um confidente que escolheu. O confidente não tem tarefa fácil, precisa ter as virtudes da escuta e da discrição. O segredo tem algo de sedutor, de irresistível que desperta a curiosidade humana. A tendência é tornar público o segredo. O confidente para ser merecedor de confiança deve guardar na penumbra o segredo, mesmo podendo falar, não diz nada. É um valor guardar um segredo, pois o inimigo não é externo, mas está dentro de nós.

Assim como é valoroso calar, do mesmo modo, é sabedoria e virtude saber falar. Tomar a palavra e quebrar o silêncio para revelar o está dentro é um ato de coragem e liberdade. A palavra, como um poderoso instrumento de comunicação, sai como um projétil de dentro de uma pessoa e penetra na consciência do outro gerando uma reação. O que foi lançado pode edificar, mas igualmente pode disseminar o mal.

Há situações de silêncio onde se esconde a verdade de forma mentirosa. Todos sabem dos fatos, mas ninguém se manifesta. Falar neste ambiente é um ato de coragem. Dizer a verdade para quem não quer ouvir é superar as amarradas da falsidade. Falar a verdade, neste contexto, causa dor, mas é libertador e traz frutos e ganhos emocionais.

Dom Rodolfo Luís Weber – Arcebispo de Passo Fundo (RS)

 

 

fonte/texto: noticiascatolicas.com.br

Luz para iluminar as nações

Luz para iluminar as nações

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Ao iniciar o mês de fevereiro, logo no segundo dia celebramos a festa da Apresentação do Senhor, após quarenta dias do Natal. Ela tem caráter de manifestação – “epifania” –: faz parte dos acontecimentos que revelam o Senhor como Messias e atingem sua completa e decisiva manifestação na cruz. Esta festa, de certa forma, é um marco na metade deste tempo comum que ora vivemos, de tal forma que praticamente encerra as festas natalinas e nos abre o caminho rumo à Páscoa. Já começamos a vislumbrar no horizonte o tempo da Quaresma.

Simeão e Ana, adiantados na idade e mantendo viva a esperança, se unem para anunciar a notícia da vinda do Senhor, Luz para iluminar as nações e glória do seu povo fiel. A devoção popular dedicou esta festa também a Maria, e em alguns lugares do Brasil é celebrada como festa de Nossa Senhora da Candelária, Nossa Senhora de Belém, Nossa Senhora das Candeias ou Nossa Senhora da Luz. De fato, com a entrada de Jesus no mundo, nova luz resplandeceu para nós e o mundo transformou-se em templo, habitação de Deus. Maria trouxe a luz de Deus ao mundo.

Em Jesus brilhou para toda a humanidade o verdadeiro sentido da vida, de pertencer a Deus e de sermos filhos e filhas da luz. Maria é a porta de entrada de Jesus, nossa Luz ao mundo. Ela também estará de pé, junto à cruz, num gesto corajoso de oferenda do Filho, assumindo o transpassar da espada em seu coração. Por isso, somos convidados neste dia a entrar no templo, ou seja, irmos ao encontro do Senhor, com as velas de nossa fé bem acesas, reconhecendo-O como Cristo, “a luz que vem se revelar às nações” (cf. Lc 2,32) como anunciou, alegre e agradecido, o velho Simeão. E, como Maria, fazer a oferenda de nossa vida, com Cristo, por Cristo e em Cristo ao Pai. Seguindo esta luz, vivamos como filhos e filhas da luz, levando a todas as pessoas a luz de Cristo. Sermos iluminados por Cristo, vivendo o nosso batismo, nos leve sempre mais a termos nosso rosto iluminado e transmitir essa luz aos irmãos e irmãs. Cabe, pois, a nós acolher o Senhor na Liturgia e na vida, com nossas atitudes e ações, como lâmpadas vivas e ardentes, sendo fiéis ao nosso batismo.

A liturgia desta festa quer manifestar, com efeito, que a vida do cristão é como uma oferenda ao Senhor, traduzida na procissão dos círios acesos que se consomem pouco a pouco, enquanto iluminam. Cristo é profetizado como a Luz que tira da escuridão o mundo sumido em trevas (o povo que andava nas trevas viu uma grande luz…). José e Maria no templo maravilharam-se do que se dizia d’Ele. Maria, que guardava no seu coração a mensagem do Anjo e dos pastores, escuta novamente admirada a profecia de Simeão sobre a missão universal do seu Filho: a criança que sustenta nos seus braços é a Luz enviada por Deus Pai para iluminar todas as nações: é a glória do seu povo!

Jesus traz a salvação a todos os homens; no entanto, para alguns será sinal de contradição, porque se obstinam em rejeitá-Lo. O Evangelista São Lucas narra também que Simeão, depois de se referir ao Menino, se dirigiu inesperadamente a Maria, vinculando de certo modo a profecia relativa ao Filho com outra que se relacionava com a mãe: “uma espada atravessará a tua alma”. Com estas palavras do ancião, o nosso olhar desloca-se do Filho para a Mãe, de Jesus para Maria. É admirável o mistério deste vínculo pelo qual Ela se uniu a Cristo, àquele Cristo que é sinal de contradição.

Jesus é “luz para iluminar as nações” (Lc 2,32), mas hoje essa luz chega aos outros através de nós. Que Deus nos purifique constantemente para que estejamos, durante toda a nossa vida, no fogo do Espírito Santo. Dessa maneira, “abrasados” pelo amor de Deus, Jesus Cristo iluminará a todos!

Apresentemo-nos com Cristo para que Deus se manifeste através das nossas vidas. Deixemos que Deus nos coloque na fornalha do Seu amor, que Ele nos purifique cada vez mais. Que nunca nos acostumemos a viver na escória do pecado. O que Deus quer é que nós, pecadores convencidos de que o somos, lutemos contra tudo aquilo que nos afasta Dele; que nos apresentamos a Ele, no seu Templo.

Na Festa da Apresentação do Senhor, quando também celebramos a festa de Nossa Senhora da “Luz” ou ainda das “Candeias”, e nos ajuda a ver que neste dia, quando muitos levam a vela para serem abençoadas, peçamos para viver o resto do ano conforme a Luz de Cristo, pela intercessão da Virgem Maria.

“Ó Nossa Senhora da Luz, Mãe de Deus, ajuda-nos com a Tua bondade infinita, a enfrentar todos os perigos e tentações, para que, com a Vossa preciosa ajuda, sigamos nosso caminho iluminados com a luz de Teu Filho, Luz do mundo, para vivermos como batizados, longe da escuridão do pecado. Amém”!

Por Cardeal Orani João Tempesta – Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)

 

 

fonte/texto: noticiascatolicas.com.br